Compartilhe a viagem - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Compartilhe a viagem - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 "Compartilhe a viagem": campanha de acolhida a migrantes e refugiados https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/compartilhe-a-viagem-campanha-de-acolhida-a-migrantes-e-refugiados/ Thu, 28 Sep 2017 07:57:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48722 A Cáritas Internacional lançou nesta quarta-feira, 27, a campanha “Compartilhe a viagem”, para promover a acolhida de migrantes e refugiados. A iniciativa teve um forte impulso sendo lançada também pelo Papa Francisco no Vaticano durante a tradicional audiência geral. 

“Somos todos filhos e filhas do mesmo Deus, estamos no planeta terra, numa casa em comum, e todos temos direito de ir e vir”. Esta frase de Francisco, é segundo a vice-presidente da Cáritas Brasileira, Irmã Lourdes Maria Staudt Dill, caminho para sensibilização e solidariedade.

A Igreja, motivada constantemente pelo Papa sobre a necessidade da vivência da acolhida, do encontro e do cuidado, despertou a criação de uma campanha em nível mundial durante a assembleia geral da Cáritas Internacional. “Temas vivenciados por vários países foram levantados e discutidos, mas a problemática da migração e dos refugiados foi a que trouxe maior reflexão e sensibilização”, afirmou o diretor-executivo da Cáritas Brasileira, Luiz Cláudio Lopes da Silva, popularmente conhecido por Mandela.

São milhões de famílias que saem de suas terras e os principais motivos apontados por Irmã Lourdes seriam a guerra, desemprego, fome, miséria e a exclusão. A saída e a entrada dos migrantes nos países são apontados pela religiosa como o primeiro problema enfrentado por eles, sendo o trânsito livre entre os países, direito à moradia e emprego, dificuldades posteriores. Os preocupantes dados migratórios e a existência de rejeições de imigrantes são pontos que precisam ser banidos do histórico dos refugiados, de acordo com a Irmã.

A campanha no Brasil, que será desenvolvida pela Cáritas Brasileira, terá duração de dois anos — início em 2017 e término em 2019 — e tem como dois grandes objetivos centrais a construção da consciência e sensibilidade da sociedade mundial sobre a problemática dos migrantes e refugiados – necessidade de acolhimento nas cidades, estados e países – e a incisão sob o pacto mundial sobre as migrações e refúgios, que será assinado no próximo ano, 2018, pelas Nações Unidas. “Neste momento, os países estão discutindo esse documento preliminar, e a ideia é que nós também consigamos incluir proposições ao Governo brasileiro e que ele as leve como proposições de sua autoria”, afirmou Mandela.

“Compartilhe a viagem”

Segundo a vice-presidente da Cáritas Brasileira, o tema da campanha “Compartilhe a Viagem”, escolhido junto ao Papa, é um chamado para que todos sejam solidários em compartilhar a viagem dos que saem sem rumo e chegam sem norte. “São irmãos que fazem parte deste mundo, nossa casa em comum, e querem um espaço apenas para sobreviver com dignidade” comentou a religiosa.

“Compartilhar a viagem, estar junto na viagem, tem a ver com uma nova percepção quanto à viagem dos migrantes que deixam sua vida, cultura e país e estão se introduzindo em outras sociedades com ideias e costumes muito distantes das deles”, afirmou Mandela.

Para o diretor-executivo da Cáritas Brasileira, a ideia de compartilhar a viagem, tradução do termo “Share the Journey”, é estar junto e vivenciar a experiência dos migrantes e refugiados a partir das experiências por eles compartilhadas.

A coragem e profetismo do Papa Francisco são apontados pelos membros da Cáritas Brasileira como grande exemplo a ser seguido dentro da própria Igreja Católica, movimentos, pastorais sociais e também pelos poderes públicos. “Imaginar-se em outro país sem saber para onde ir é colocar-se no lugar, na viagem do outro, dos refugiados. Este tipo de atitude, com certeza sensibiliza e abre corações, caminhos e solidariedade para acolher quem precisa”, finalizou Irmã Lourdes.

Ações da Campanha

No Brasil, as ações projetadas para os dois anos da campanha contam com mobilizações, seminários e atividades diagnósticas espalhadas por todo o país. Para o final do ano de 2017, será realizado um intenso movimento nas redes sociais com as hashtags #sharejourney e #compartilheaviagem, com incentivo a fotos que suscitem o tema e o compartilhamento de histórias de vida e realidades enfrentadas pelos migrantes e refugiados que se encontram atualmente no Brasil.

Em 2018, o Brasil sediará o Fórum Social Mundial e a Cáritas, aproveitando a ocasião, enviará a proposta da realização de um grande seminário sobre o tema migração. Será solicitado também que cada Estado, juntamente das Cáritas locais, pastorais e da CNBB, realizem novas discussões, atividades e diagnósticos da vida dos migrantes para serem apresentados em uma feira de cultura, saberes e sabores no Rio de Janeiro ou em Brasília.

As iniciativas visam movimentar a sociedade brasileira com discussões de histórias e resultados provenientes de estudos da problemática da migração em território nacional, e em um panorama internacional.

O embaixador da Campanha no Brasil

As Cáritas dos mais de 200 países espalhados nos cinco continentes do mundo ficaram responsáveis pela escolha de pessoas, de preferência formadores de opinião ou figuras populares, para representarem a campanha. Chamados embaixadores, as personalidades estamparam a parte gráfica da campanha de seus países, além de estarem ativamente envolvidas e relacionadas às ações da campanha.

No Brasil, a escolha dos membros da Cáritas, que já realizam trabalhos com migrantes e refugiados, foi diferente. Identificado como o grande embaixador não só do Brasil, mas da América Latina, em uma perspectiva de acolhida e de braços abertos, o Cristo Redentor foi eleito como o maior representante da iniciativa.

“Ele também foi refugiado, também foi migrante e é símbolo nacional de acolhida. Todas as pessoas que vão ao Rio de Janeiro, querem conhecê-lo. Não tem outro embaixador para a campanha do Brasil, que não seja o próprio Cristo Redentor de braços abertos esperando pelos migrantes e refugiados” concluiu o diretor-executivo da Cáritas Brasileira.

Papel da Cáritas Brasileira

Há 40 anos desenvolvendo ações de apoio aos migrantes, a Cáritas Brasileira destaca o país como bastante acolhedor no abrigo de haitianos, africanos e senegaleses, e contabiliza a soma de 78 nacionalidades diferentes presentes no Brasil. Parceira histórica da Cáritas, o alto comissariado das Nações Unidas para os refugiados, ACNUR, é uma das principais organizações que trabalham com esta temática no país.

A medida que crescem o número de pessoas buscando refúgio, a Cáritas expande seu trabalho social com migrantes e refugiados, prioritariamente realizado nas arquidioceses de São Paulo e do Rio de Janeiro, em um processo de acolhida, reinserção social — desde a chegada dos refugiados em solo brasileiro —, contribuição no processo de formação na língua e na cultura, até a introdução socioeconomicamente no país.

“Praticamente todas as Cáritas em todas as dioceses têm alguma introdução no atendimento a pessoas em situação de migração e refúgio. Nosso trabalho vai desde a acolhida, compreensão da história de vida das pessoas, até a conquista da reintrodução social”, disse Mandela.

O diretor-executivo da Cáritas Brasileira afirma que socialmente, o papel do organismo da CNBB, não é cumprir um papel que é do Estado, mas sim trazer à tona discussões e problemáticas que atingem diretamente o país, para que juntos desenvolvam estudos e meios de lidar com temas como este.

“Queremos fazer uma discussão com o Governo Federal e Órgãos Estatais para envolvê-los nessa e em futuras campanhas. A ideia é que consigamos realizar diálogos, seminários, audiências públicas em todas as estâncias do Governo relacionadas ao tema e a problemáticas de nível nacional e mundial”, concluiu Mandela.

Por Canção Nova

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Papa lança campanha da Caritas para acolhida de migrantes e refugiados https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-lanca-campanha-da-caritas-para-acolhida-de-migrantes-e-refugiados/ Wed, 27 Sep 2017 13:27:33 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-lanca-campanha-da-caritas-para-acolhida-de-migrantes-e-refugiados.html O Papa Francisco lançou oficialmente nesta quarta-feira, 27, a campanha da Caritas Internacional “Compartilhe a viagem”, para promover a acolhida dos migrantes e dos refugiados por meio da partilha das suas esperanças. Foi justamente com um gesto simbólico – os braços abertos – que o Papa fez o lançamento.

Ao final da catequese, o Pontífice recordou que é o próprio Cristo que pede para as pessoas acolherem seus irmãos e irmãs migrantes e refugiados com os braços bem abertos. “Justamente assim – gesticulou o Papa – com os braços bem abertos, prontos a um abraço sincero, afetuoso e envolvente, um pouco como esta colunata da Praça São Pedro, que representa a Igreja mãe que abraça todos na compartilha da viagem comum”.

Pelo twitter, o Santo Padre também impulsionou a campanha utilizando a hashtag oficial “#ShareJourney”: “Compartilhemos sem medo o caminho dos migrantes e dos refugiados. #ShareJourney”, postou hoje em sua conta “@Pontifex_pt”. 

Francisco deu as boas-vindas aos refugiados presentes na Praça São Pedro e agradeceu aos agentes da Caritas Internacional pelo empenho para realizar um abaixo-assinado para pedir uma nova lei migratória mais pertinente ao contexto atual.

Na reflexão durante a catequese, que mais uma vez foi dedicada à esperança cristã, Francisco também mencionou a campanha. Ele destacou que a esperança é o impulso para “partilhar a viagem” da vida. “Irmãos, não tenhamos medo de partilhar a viagem! Não tenhamos medo de compartilhar a esperança!”, disse.

A esperança, conforme explicou o Papa, é um impulso no coração tanto de quem parte em busca de uma vida melhor quanto de quem acolhe essas pessoas. “A esperança é o impulso no coração de quem parte deixando a casa, a terra, às vezes familiares e parentes, para buscar uma vida melhor, mais digna para si e para os próprios familiares”, mas é também “ o impulso no coração de quem acolhe, o desejo de encontrar-se, de conhecer-se, de dialogar”.

Em carta divulgada na época do anúncio da campanha, o presidente da Caritas Internacional, Cardeal Luis Antônio Tagle, explicou que a proposta da Caritas é contribuir para que a sociedade compreenda as razões que levam tantas pessoas a deixar a própria casa, o país de origem, neste momento da história.

“Também queremos inspirar as comunidades a estabelecer relações com os refugiados e imigrantes. A imigração é uma história muito antiga, mas nossa campanha tem o objetivo de ajudar as comunidades a enxergá-la com novos olhos e com um coração aberto”, acrescentou o cardeal.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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