Companhia de Jesus - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Companhia de Jesus - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa evoca exemplo de Santo Inácio de Loyola no serviço ao próximo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-evoca-exemplo-de-santo-inacio-de-loyola-no-servico-ao-proximo/ Mon, 31 Jul 2017 11:47:29 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-evoca-exemplo-de-santo-inacio-de-loyola-no-servico-ao-proximo.html Nesta segunda-feira, 31, a Igreja Católica celebra o dia de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus. Pelo twitter, o Papa Francisco recordou a data, evocando o exemplo do santo no serviço ao próximo.

“Como Santo Inácio de Loyola, deixemo-nos conquistar pelo Senhor Jesus e, guiados por Ele, coloquemo-nos ao serviço do próximo”, escreveu Francisco em sua conta @Pontifex_pt.

A data é celebrada de forma especial pelos jesuítas, incluindo o próprio Francisco, que emitiu sua profissão perpétua na ordem religiosa em 22 de abril de 1973.

Em 2014, o Papa festejou a data com seus confrades na Cúria Geral, que fica a dois passos da Praça São Pedro. A última vez que almoçou com eles foi no dia 12 de fevereiro deste ano, por ocasião da despedida do Prepósito da Companhia de 2008 a 2016, padre Adolfo Nicolás, que agora desempenha sua missão nas Filipinas.

Desde outubro do ano passado, esta função é desempenhada pelo padre venezuelano Arturo Sosa, que em entrevista à Rádio Vaticano comentou dos dois grandes desafios da Companhia hoje. O primeiro deles é como entender a melhor contribuição da Companhia à missão de reconciliação da Igreja, que segundo a 36ª Congregação Geral, tem três dimensões: a reconciliação com Deus, a reconciliação dos homens entre si e a reconciliação com a criação.

“Nós nos sentimos colaboradores deste processo, pois compartilhamos a missão do Senhor entregue à Igreja. A contribuição tem um fundamento, e o fundamento é a fé. Portanto, o primeiro desafio é discernir onde Deus trabalha neste momento da história humana e como o faz, para sermos seus instrumentos e para colaborarmos àquilo que Ele faz”.

Padre Arturo Sosa afirma que é preciso olhar para os crucifixos do mundo de hoje – mundo marcado pela desigualdade e pela pobreza. “Sem justiça social, a reconciliação não é possível”, afirma, acrescentando que é preciso entender as causas da injustiça e pensar em modelos alternativos de convivência humana. “O desafio que temos diante de nós é buscar reconciliar este processo, para garantir às futuras gerações uma vida melhor do que temos hoje em meio à desigualdade e à pobreza”.

O segundo grande grupo de desafios identificado pelo Prepósito é adaptar a Companhia de Jesus aos tempos atuais, “colocar a Companhia em condições de oferecer uma colaboração mais eficaz a esses desafios”. Para o sacerdote venezuelano, isso começa com a conversão pessoal, com a conversão da vida comunitária e, a mais difícil, a conversão institucional.

Por Rádio Vaticano

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320 anos da morte de padre Antônio Vieira, o imperador da língua portuguesa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/320-anos-da-morte-de-padre-antonio-vieira-o-imperador-da-lingua-portuguesa/ Mon, 17 Jul 2017 09:39:05 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47448 Conhecido como o imperador da Língua Portuguesa – título dado pelo poeta e escritor Fernando Pessoa –, Padre Antônio Vieira é um dos personagens mais influentes do século XVII. No dia 18 de julho comemoram-se os 320 anos da sua morte.

Nascido em Portugal em 1608, Vieira veio para o Brasil com a família quando tinha 7 anos. Seu pai foi funcionário do império português. Aos 15 anos, ingressou na Companhia de Jesus. Em 1634 já era sacerdote e começou a evangelizar e a escrever seus sermões.

O religioso combateu incansavelmente a exploração dos povos indígenas no Brasil, defendeu a liberdade dos judeus, perseguidos na época pela Inquisição da Igreja Católica e a abolição da escravatura.

Padre Vieira foi um grande e produtivo escritor do barroco em língua portuguesa, filósofo e orador da Companhia de Jesus. Além de deixar mais de 500 cartas e profecias que estão no livro “Chave dos Profetas”, escreveu cerca de 200 sermões. Entre eles o “Sermão da Sexagésima” e “História do Futuro”, livro profético onde previu o aparecimento de um “Quinto Império”, no qual reinaria a paz na vitória da cristandade. A organização dessa obra é o também do padre jesuíta José Carlos Brandi Aleixo e lançado pela Universidade de Brasília.

“Vieira foi um grande pregador, um homem que unia conhecimento. Ele teve uma experiência que muitos escritores não tiveram”, destaca padre Aleixo.

Defensor da honestidade e seriedade na vida pública, em 1640, aos 33 anos, padre Vieira voltou a Portugal com uma comissão de apoio ao novo rei Dom João IV, participou ativamente da vida política da época. Homem de confiança do imperador realizou importantes missões diplomáticas pela Europa (1641-1661).

Consideradas absurdas, suas ideias foram rejeitadas e Vieira retornou ao Brasil e se estabeleceu no Maranhão. Sendo expulso da região por conflito com os poderosos. De volta a Portugal, foi condenado à prisão pela Inquisição por defender posições favoráveis aos índios e aos judeus. “Ele criticava o comportamento de muitos membros da santa Inquisição. Era um homem do diálogo inter-religioso”, disse Aleixo. Condenado, ficou preso por dois anos (1665-1667) em Coimbra sem acesso aos livros e foi impedido de pregar.

Dois anos depois, em 1669, foi anistiado e seguiu para Roma onde ficou até 1676. Cinco anos depois voltou ao Brasil, onde se dedicou à literatura e organizou seus sermões para publicação. Padre Antonio Vieira morreu aos 89 anos, em 1697, no Colégio que atualmente leva seu nome e é patrono, em Salvador (BA). Sua vocação jesuítica ficou marcada pela sua capacidade na oratória e na escrita em prosa que ele usava como meio de doutrinar e interferir no curso dos acontecimentos sociopolíticos.

Padre Aleixo finaliza enfatizando que Vieira foi um homem à frente do seu tempo. “Ele defendeu as minorias e condenou o mau uso do poder. Além de lutar contra a corrupção”.

Por CNBB

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