compaixão - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:56 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png compaixão - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa aos jovens: "Não se calem!" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-aos-jovens-nao-se-calem/ Mon, 26 Mar 2018 07:59:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51421 Ontem, Domingo de Ramos (25/03), o Papa presidiu missa na Praça São Pedro diante de dezenas de milhares de pessoas. Antes, no centro da Praça, junto ao obelisco, Francisco abençoou os ramos e as oliveiras. Foi feita a leitura do Evangelho de Marcos e no sagrado, a narração da Paixão de Cristo.

Jornada Mundial da Juventude

Grande parte dos fiéis eram jovens de Roma que aderiram à celebração diocesana da XXXIII Jornada Mundial da Juventude que teve o tema “Não tenhas medo, Maria! Encontraste graça junto a Deus” (Lc 1,30).

Após a celebração da Eucaristia, antes da Bênção Apostólica, foram entregues ao Papa as conclusões da Reunião pré-Sinodal realizada nesta semana no Vaticano em preparação ao Sínodo dos Bispos de outubro próximo sobre a Juventude.

Alegria e sofrimento

Em sua homilia, o Papa propôs uma reflexão evocando os sentimentos contrastantes de discípulos e fariseus quando Jesus entra em Jerusalém.

“Nesta celebração, parecem cruzar-se histórias de alegria e sofrimento, de erros e sucessos que fazem parte da nossa vida diária como discípulos, porque consegue revelar sentimentos e contradições que hoje em dia, com frequência, aparecem também em nós, homens e mulheres deste tempo: capazes de amar muito… mas também de odiar (e muito!); capazes de sacrifícios heroicos mas também de saber ‘lavar-se as mãos’ no momento oportuno; capazes de fidelidade, mas também de grandes abandonos e traições”.

Nesta narração evangélica fica evidente que a alegria suscitada em alguns por Jesus é motivo de incômodo e irritação para outros.

A alegria é a de tantos pecadores perdoados que reencontraram ousadia e esperança; e o desconforto é o daqueles que que se consideram justos e ‘fiéis’ à lei e aos preceitos rituais. 

“Como é difícil, para quem procura justificar-se e salvar-se a si mesmo, compreender a alegria e a festa da misericórdia de Deus! Como é difícil, para quantos confiam apenas nas suas próprias forças e se sentem superiores aos outros, poder compartilhar esta alegria!”

O Papa lembrou o grito ‘Crucifica-O!’ emerso entre o povo: a voz de quem manipula a realidade criando uma versão favorável a si próprio e não tem problemas em ‘tramar’ os outros para ele mesmo se ver livre. O grito de quem não tem escrúpulos em procurar os meios para reforçar a sua posição e silenciar as vozes dissonantes”.

As intrigas da autossuficiência

É o grito de quem deseja defender a sua posição, desacreditando especialmente quem não se pode defender. É o grito produzido pelas ‘intrigas’ da autossuficiência, do orgulho e da soberba, que proclama sem problemas: “crucifica-O, crucifica-O!”.

“É o grito que pretende cancelar a compaixão.”

Mas, ressaltou o Pontífice, perante todas estas vozes que gritam, o melhor antídoto é olhar a cruz de Cristo e deixar-se interpelar pelo seu último grito. Cristo morreu, gritando o seu amor por cada um de nós: por jovens e idosos, santos e pecadores, amor pelos do seu tempo e pelos do nosso tempo.

Alegria torna o jovem difícil de ser manipulado

No dia em que a Igreja, em cada diocese no mundo, celebra a sua Jornada da Juventude, o Papa se dirigiu diretamente aos jovens:

“Queridos jovens, a alegria que Jesus suscita em vós é, para alguns, motivo de irritação, porque um jovem alegre é difícil de manipular”.

“Calar os jovens é uma tentação que sempre existiu.”

“Há muitas maneiras de tornar os jovens silenciosos e invisíveis; muitas maneiras de os anestesiar e adormecer para que não façam ‘barulho’, para que não se interroguem nem ponham em discussão. Há muitas maneiras de os fazer estar tranquilos, para que não se envolvam, e os seus sonhos percam altura tornando-se fantastiquices rasteiras, mesquinhas, tristes.

Neste Domingo de Ramos, em que celebramos o Dia Mundial da Juventude, faz-nos bem ouvir a resposta de Jesus aos fariseus de ontem e de todos os tempos: «Se eles se calarem, gritarão as pedras» (Lc 19, 40).

Não fiquem calados

“Cabe a vós não ficar calados. Se os outros calam, se nós, idosos e responsáveis – muitas vezes corruptos – silenciamos, se o mundo se cala e perde a alegria, pergunto-vos: vós gritareis? Por favor, decidi-vos antes que gritem as pedras…”.

Por Vatican News

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Papa discursa à Pontifícia Academia para a Vida https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-discursa-a-pontificia-academia-para-a-vida/ Thu, 05 Oct 2017 15:12:43 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-discursa-a-pontificia-academia-para-a-vida.html O Papa Francisco recebeu em audiência nesta quinta-feira, 5, os participantes da Assembleia Geral dos Membros da Pontifícia Academia para a Vida. O tema da Assembleia é “Acompanhar a vida. Novas responsabilidades na era tecnológica”.

Esse também foi o ponto de partida do discurso do Papa. Francisco afirmou que este é um tema desafiador, mas ao mesmo tempo necessário, pois o mesmo aborda o entrelaçamento de oportunidades e criticidades que interpela o humanismo planetário, em referência aos recentes desenvolvimentos tecnológicos das ciências da vida.

“O poder das biotecnologias, que permite manipulações da vida até ontem impensáveis, apresenta enormes problemas”, disse o Papa, ressaltando, portanto, a necessidade de intensificar o estudo sobre os efeitos de tal evolução da sociedade no sentido tecnológico, a fim de articular uma síntese antropológica que esteja à altura desde desafio do tempo atual.

Francisco fez algumas reflexões considerando, primeiramente, as perguntas, novas e antigas, sobre o sentido da vida, sobre sua origem e seu destino. “O traço emblemático desta passagem pode ser brevemente reconhecido na rápida disseminação de uma cultura obsessivamente centrada na soberania do homem”. Segundo o Papa, alguns falam até em “egolatria”, ou seja, verdadeira adoração do ego, em que a pessoa olha tanto para si a ponto de se tornar incapaz de olhar para os outros e para o mundo. “A difusão desta atitude tem sérias consequências para todas as suas afeições e laços da vida”, pontuou.

Uma teologia da Criação e da Redenção que saiba se traduzir em palavras e gestos do amor por cada vida e por toda a vida é hoje mais do que nunca necessária para acompanhar o caminho da Igreja no mundo atual, disse. O Papa acrescentou, nesse sentido, que a Encíclica Laudato si é como um manifesto dessa retomada do olhar de Deus e do homem sobre o mundo, a partir da grande narração de revelação que é oferecida nos primeiros capítulos do Livro do Gênesis.

Aliança entre homem e mulher

Não faltou no discurso do Papa uma menção à aliança entre homem e mulher. Ele disse que essa aliança é chamada a tomar em suas mãos a direção de toda a sociedade, um convite à responsabilidade pelo mundo, na cultura, política, trabalho, economia e também na Igreja.

“Não se trata apenas de oportunidades iguais ou de reconhecimento recíproco. Trata-se, sobretudo, de compreensão dos homens e das mulheres sobre o significado da vida e sobre o caminho dos povos. O homem e a mulher são chamados não apenas a falar-se de amor, mas a falar-se com amor, do que eles devem fazer para que a convivência humana se realize na luz do amor de Deus por cada criatura”.

Francisco destacou que não é correta a hipótese recentemente avançada de reabrir o caminho para a dignidade da pessoa neutralizando radicalmente a diferença sexual e, portanto, a compreensão do homem e da mulher. “Em vez de contrastar as interpretações negativas da diferença sexual, que mortificam seu valor irredutível para a dignidade humana, se deseja cancelar o fato de tal diferença, propondo técnicas e práticas que a tornam irrelevante para o desenvolvimento da pessoa e para as relações humanas”.

Nesse sentido, o Papa explicou que a utopia do “neutro” remove seja a dignidade humana da constituição sexualmente diferente, seja a qualidade pessoal da transmissão generativa da vida. “A manipulação biológica e psíquica da diferença sexual, que a tecnologia biomédica permite vislumbrar como totalmente disponível à escolha da liberdade – enquanto não o é! – corre o risco assim de desmontar a fonte de energia que alimenta a aliança do homem e da mulher e a torna criativa e fecunda”.

O último ponto de reflexão do Papa em seu discurso foi sobre o acompanhamento e o cuidado da vida ao longo de toda a sua história individual e social, o que exige a reabilitação de um “ethos” da compaixão ou da ternura pela geração e regeneração do humano na sua diferença.

“Trata-se, antes de tudo, de reencontrar sensibilidade pelas diversas idades da vida, especialmente pelas das crianças e dos idosos. Tudo aquilo que neles é delicado e frágil, vulnerável e corruptível, não é uma questão que deve se referir apenas à medicina e o bem-estar. Estão em jogo partes da alma e da sensibilidade humana que pedem para ser ouvidas e reconhecidas, preservadas e apreciadas, por cada indivíduo e pela comunidade. Uma sociedade na qual tudo isso só pode ser comprado e vendido, burocraticamente regulado e tecnicamente predisposto, é uma sociedade que já perdeu o sentido da vida”, afirmou.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Por uma paz comunicativa https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/por-uma-paz-comunicativa/ Mon, 25 Sep 2017 09:05:29 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48656 Verifica-se, nas conversas usuais e nas postagens nas mídias sociais, tendências cada vez mais voltadas para a intolerância e a agressividade verbal. Para a especialista em Comunicação Não Violenta, Carolina Nalon, torna-se necessário recuperar a empatia, a autenticidade e a compaixão, muitas vezes sucumbimos ao que esta consultora chama de sincericidio culpando as demais pessoas pelo que nos acontece. Assim, temos várias formas de bullying e assédio moral, que chegam, não raro, a isolar, discriminar e ridicularizar grupos e categorias de pessoas.

A assertividade e a positividade da polidez, pelo contrário, ajudam a construir conversas saudáveis que fazem crescer amizades e o respeito pelo outro. Para o cristão comunicar o bem e comunicar-se bem, não são facultativos ou secundários, mas a expressão da amabilidade cordial resultante do mandamento de amar o próximo. A linguagem inspirada pelo Evangelho tende pontes, canais, janelas e portais abertos, sem malícia, ódio ou sevícias.

A comunicação se torna humanizadora quando aproxima, dialoga e trata de resolver diferenças e desentendimentos na esperança de acordos e da inteligência empática das convergências e dos consensos. Queria compartilhar uma carta-compromisso de jovens que terminaram um curso intensivo na Universidade de Wiscosin.

Como uma pessoa pacífica, comprometo-me a: 1. Resolver todo tipo de conflito verbalmente. Para isso, serei paciente, aberto(a) e terei autocontrole. 2. Tratar bem a todas as pessoas, respeitando-as e respeitando a mim mesmo(a). 3. Comunicar-me de maneira amistosa… Substituirei o falar mal, o insultar, o ofender por um falar bem a respeito do próximo. 4. Ajudar as pessoas a se entenderem . Atuarei como mediador(a). 5. Compartilhar, com outras pessoas, o que aprendi sobre a paz, a não violência.

Neste mês da Bíblia, que nos apresenta a Palavra de Deus, como geradora de comunhão, verdade, justiça e concórdia, abramos mais a mente e o coração para limparmos e revisarmos a nossa forma de comunicar, libertando-nos de toda raiva, desprezo, ressentimento e ódio. Por um mundo mais fraterno, mais ouvinte e empático que reflita a ternura e a misericórdia de Jesus, o Comunicador do Pai. Deus seja louvado!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo de Campos (RJ)

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Cristãos devem ajudar quem sofre a restituir sua dignidade, diz Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cristaos-devem-ajudar-quem-sofre-a-restituir-sua-dignidade-diz-papa/ Tue, 19 Sep 2017 15:01:44 +0000 http://teste.toqueto.com/cristaos-devem-ajudar-quem-sofre-a-restituir-sua-dignidade-diz-papa.html Na Missa matutina, na Casa Santa Marta, desta terça-feira, 19, o Papa Francisco pediu ao Senhor que conceda aos fiéis a “graça” de sentir compaixão “diante de tanta gente que sofre”, de se aproximar e levar essas pessoas “pela mão” até a “dignidade que Deus deu para elas”.

Inspirando-se no Evangelho do dia (cf. Lc 7,11-17), dedicado à narração da ressurreição do filho da viúva de Naim por obra de Jesus, o Pontífice explicou que no Antigo Testamento os “mais pobres dos escravos” eram justamente as viúvas, os órfãos, os estrangeiros e os forasteiros. E o convite é para cuidar deles, de modo que se insiram “na sociedade”.

Segundo o Papa, Jesus tem a capacidade de “olhar o detalhe”, porque “olha com o coração”; Ele tem compaixão:

“A compaixão é um sentimento envolvente, é um sentimento do coração, das vísceras, envolve tudo. Não é o mesmo que a “pena” ou … “que dó, pobre gente!”: não, não é a mesma coisa. A compaixão envolve.  É “padecer com”. Isso é a compaixão. O Senhor se envolve com uma viúva e com um órfão…. Mas diga, há uma multidão aqui, por que não fala para a multidão? Deixe … a vida é assim … são tragédias que acontecem, acontecem…. Não. Para Ele, era mais importante aquela viúva e aquele órfão morto do que a multidão para a qual Ele estava falando e que o seguia. Por que? Porque o seu coração, as suas vísceras se envolveram. O Senhor, com a sua compaixão, se envolveu neste caso. Teve compaixão”.

Francisco observou que a compaixão impulsiona a aproximar-se do outro, pois podem-se ver muitas coisas, mas não se aproximar delas:

“Aproximar-se e tocar a realidade. Não olhá-la de longe. Teve compaixão – primeira palavra – se aproximou – segunda palavra. Depois fez o milagre e Jesus não disse: ‘Até logo, eu continuo o caminho’: não. Pegou o rapaz e o que fez? ‘O devolveu para sua mãe’: devolver, a terceira palavra. Jesus faz milagres para restituir, para colocar as pessoas no próprio lugar. E foi o que fez com a redenção. Teve compaixão – Deus teve compaixão – se aproximou de nós no seu Filho, e restituiu a todos nós a dignidade de filhos de Deus. Ele recriou todos nós”.

Nesse sentido, o Papa explica que a exortação aos fiéis é fazer o mesmo, seguir o exemplo de Cristo, aproximar-se dos necessitados, não ajudá-los de longe.

“Muitas vezes vemos os jornais ou a primeira página dos jornais, as tragédias… mas olhe, as crianças naquele país não têm o que comer; naquele país, as crianças são soldados; naquele país as mulheres são escravizadas; naquele país … oh, que calamidade! Pobre gente … Viro a página e passo ao romance, para a telenovela que vem depois. E isso não é cristão. E a pergunta que eu faria agora, olhando para todos, também para mim: “Eu sou capaz de ter compaixão? De rezar? Quando eu vejo essas coisas, que me trazem a casa, através da mídia … as vísceras se movem? O coração sofre com essas pessoas, ou sinto pena, digo “pobre gente”, e assim … “. E se você não pode ter compaixão, peça a graça: ‘Senhor, dá-me a graça da compaixão’”!

Francisco destacou que os cristãos, com a oração de intercessão e o seu trabalho, devem ser capazes de ajudar as pessoas que sofrem, para que retornem à sociedade, à vida familiar, à vida cotidiana.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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