Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Heresias atuais https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/heresias-atuais/ Tue, 11 Jun 2019 00:54:20 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=55724 Na 57ª Assembleia Geral da CNBB, a Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé, em sua declaração, adverte-nos para sete tendências atuais que ameaçam a ortodoxia e a vivência da fé, na sua unidade e integralidade. São erros e heresias atuais. Resumo alguns trechos:

1 O problema do ateísmo e do secularismo. Chega-se devagar à “morte de Deus”. Há uma recusa da autoridade. Só se aceita a tolerância. A impunidade diante dos erros com base no dito “o inferno existe, mas está vazio” pode conduzir à banalidade do mal. A máxima “se Deus não existe, tudo é permitido”, está em voga, e abre caminho para teorias como a ideologia de gênero etc. Enfim, o direito de a Igreja existir no mundo moderno é contestado até por cristãos.

2 O antropocentrismo exagerado que leva ao relativismo em todos os campos, inclusive o ético. Afirma-se que o homem não só pensa, mas faz a (sua) verdade. É a fé dissociada da prática (que o Papa Francisco chama de hipocrisia). O homem se faz Deus e tudo recria…. De um lado há os que acham suficiente acudir às urgências no empenho por um mundo justo e fraterno, e por outro lado a tendência ao fundamentalismo espiritual, que deseja uma Igreja espiritualista, separando fé e vida. A fé é propriedade de toda a Igreja e não pode ser escamoteada ao gosto de cada um.

3 Quase não se fala mais em pecado. É politicamente incorreto falar de pecado. Hoje o psicologismo isenta a todos de culpa. É quase consenso que quem é pobre, está redimido dos pecados, só pelo fato de ser pobre. Torna-se necessário formar as consciências. Não se fala mais dos novíssimos: morte, juízo, inferno, paraíso, apesar de o Catecismo da Igreja o ensinar.

4 Tentação de separar a fé da oração e do agir: vida de oração, espiritualidade, liturgia, que não podem ser vistos como realidades ultrapassadas, mas partes integrantes da vida eclesial. A Igreja deve crer o que reza e praticar o que crê. E o que se deve crer está explícito.

5 A fé permeada apenas pelo emocional-afetivo e o folclórico. Há que se perguntar até que ponto o desejo de satisfazer e acolher nos leva a passar por cima de verdades irrenunciáveis, nos faz banalizar a Eucaristia em celebrações que fogem até mesmo ao decoro litúrgico, etc.

6 Teologia tentada a limitar-se a ser Ciência da Religião. A Teologia é a fé iluminada pela razão, a fé que busca compreensão. É ciência, mas supõe a fé. A Ciência da Religião estuda a religião como busca de sentido, mas sem a exigência da fé. É a fé fechada no subjetivismo, a doutrina sem mistério, o gnosticismo, uma das piores ideologias (cf. Francisco in GE n. 40).

7 Confiança excessiva na ação humana sem levar em conta o primado da graça de Deus. Pelagianismo, denunciado pelo Papa Francisco, que leva a atribuir tudo ao esforço pessoal e à vontade própria. Daí vem o mundanismo. A opção pelos pobres deve ser fruto da fé cristológica, e não apenas de uma indignação ética, diante da miséria, como se fosse uma ideologia. Enfim, devemos nos perguntar se a evasão de fiéis para outras denominações, além de todos os motivos já elencados e sabidos, não é provocada, também pela insegurança doutrinal, que leva cada um a crer no que convém, fazendo como que um self-service dos conteúdos da Fé.

Dom Fernando Arêas Rifan
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

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Comissão prepara subsídio doutrinal sobre Exorcismos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/comissao-prepara-subsidio-doutrinal-sobre-exorcismos/ Wed, 05 Apr 2017 07:49:48 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45321 A Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai lançar durante a 55ª Assembleia Geral da CNBB, entre os dias 26 e 5 de maio, em Aparecida (SP), dois subsídios doutrinais. Um deles aborda os “Exorcismos: Reflexões teológicas e orientações pastorais” e o outro vai falar sobre o ensino de Filosofia na Formação Presbiteral. Todo o material foi elaborado pelos bispos e padres membros da comissão com o apoio do Grupo Interdisciplinar de Peritos (GIP), órgão de assessoria teológica para auxiliar a comissão no cumprimento de sua missão e de suas atribuições.

O bispo de Santo André (SP) e presidente da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB, dom Pedro Carlos Cipollini [foto], diz que o subsídio vai oferecer uma reflexão sobre exorcismos, rituais de cura e libertação que vem preocupando muitos bispos, que inclusive, solicitaram que a comissão tratasse do assunto.

“Nós vemos que surge nesse momento de crise uma situação onde as pessoas se desesperam, inclusive, agravam-se as preocupações, a falta de sentido da vida, a droga, são tantas crises acumuladas, inclusive, aumento de suicídio no meio de jovens. E no meio de tudo isso, nós vemos desespero e a apelação, por exemplo, a questão de exorcismos não só na Igreja Católica, mas também fora, em muitas outras denominações religiosas. Por isso, nós vamos oferecer uma reflexão sobre o tema”, contextualiza o bispo. Para dom Cipollini, é inevitável ao abordar as questões de exorcismos, de benção, de cura, libertação do maligno, tratar também da questão do maligno, a existência do mal a partir da fé Católica e da Sagrada Escritura. “É uma reflexão que tem um último capítulo de sugestões práticas diante dessa realidade”, destaca.

Em diversos grupos religiosos, não somente entre os cristãos, são realizadas pregações confusas sobre a ação do diabo ou dos demônios. Para alguns, todo mal no mundo é resultado da constante ação do diabo que tenta a humanidade. 

“Existe exagero quando as pessoas estão desesperadas em todos os sentidos. Então, é evidente que existem exageros, inclusive, existe a tendência de imitar outras denominações religiosas no que tange a essa questão de exorcismo para atrair fieis, às vezes, para satisfazer uma demanda, de forma que o estudo trata de tudo isto”, pontua o bispo.

Essas práticas se valem de rituais, palavras e oráculos que pretendem dominar o maligno, especialmente quando ele é entendido como uma entidade que se apossa de pessoas, objetos e lugares. Igualmente, em certos grupos eclesiais, multiplicam-se reuniões para rezar, a fim de obter a libertação da influência dos demônios, embora não se trate de exorcismo propriamente dito. Foco das reflexões do texto, a questão do mal e da apelação para os exorcismos serão iluminadas pelo ensinamento da Igreja, a qual possui o ritual dos exorcismos, baseado na tradição e no magistério.

O subsídio doutrinal traz sete capítulos que vão tratar, entre eles, do Diabo e demônios na Sagrada Escritura; Jesus Exorcista; O maligno segundo a Tradição cristã e Ensinamentos do Magistério recente. No último capítulo, o subsídio traz uma reflexão e sugestões práticas diante dessa realidade.

Filosofia

Durante a Assembleia também será lançado o subsídio sobre o ensino de Filosofia na Formação Presbiteral. O material é propositalmente sintético, convidando a refletir sobre a importância do tema de que trata e de sua articulação com o conjunto da formação de quem se prepara para o ministério sacerdotal. Seu objetivo é discutir a importância do ensino de Filosofia na formação presbiteral, pontuar algumas dificuldades encontradas atualmente na formação filosófica e pôr em relevo algumas linhas que ajudem na organização de cursos de Filosofia de qualidade que respondam às exigências da Igreja, no contexto atual.

A reflexão tem como referenciais os Documentos do Magistério dos Pontífices e dos Dicastérios da Cúria Romana sobre a formação presbiteral, especialmente a Ratio fundamentalis institutionis sacerdotalis de 2016 (Da Vocação Presbiteral); o Decreto de Reforma dos estudos eclesiásticos de Filosofia, 2011; a Ratio fundamentalis institutionis sacerdotalis de 1985 e sua aplicação na Igreja do Brasil (as Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil, 2010), levando em consideração as circunstâncias culturais e sociais do tempo presente.

A Comissão já entregou à Igreja no Brasil uma reflexão sobre o ensino da Teologia (Subsídios Doutrinais n. 6). Agora, respondendo a solicitações recebidas e à necessidade de que ela mesma reconhece de aprofundar o tema, dá continuidade à precedente reflexão.

Por CNBB

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“Laicismo não leva em conta que o Estado é laico, mas o povo religioso” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/laicismo-nao-leva-em-conta-que-o-estado-e-laico-mas-o-povo-religioso/ Wed, 25 Jan 2017 09:46:37 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44110 A Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) está reunida desde a noite desta segunda-feira, dia 23 de janeiro, em Brasília (DF). O encontro, que segue até quinta-feira, dia 26, também tem a participação dos peritos – especialistas nos assuntos correspondentes ao trabalho do grupo de bispos – e deu início à elaboração de subsídios doutrinais. Um deles aborda a questão da laicidade do Estado.

O bispo de Santo André (SP) e presidente da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB, dom Pedro Carlos Cipollini, considera a laicidade algo bom, positivo, mas chama atenção para o chamado “laicismo”. “A diferença é que a laicidade é quando o Estado assume as suas competências para garantir a liberdade religiosa de todos.  O laicismo é quando o Estado tira da vida pública Deus, quer dizer, não se fala em Deus, não se fala de religião”, explica o bispo. Dom Cipollini recorda que nas escolas, no mês de junho, os professores falam das festas juninas e de seus elementos, mas não podem comentar sobre a figura dos santos celebrados pela Igreja naquele mês e que dão origem às tradicionais festas tão comuns no Brasil.

“O laicismo não leva em conta que o Estado é laico, mas o povo religioso”, adverte o bispo. Para dom Pedro, a preparação de um subsídio doutrinal sobre a temática deve reforçar a defesa da presença de Deus na vida do homem. 

Projetos

O trabalho da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da CNBB também envolve outros projetos e, por conseguinte, a oferta de outros subsídios. Em colaboração com o grupo de peritos especialistas em Bíblia, como o teólogo e biblista padre Johan Konings, a Comissão trabalha com a atualização da Bíblia com a tradução da CNBB.

Outro grupo de peritos atua com a elaboração de um texto chamado “Querigma e reino de Deus”. A partir de temáticas indicadas pelo episcopado, a Comissão tem pautado suas reflexões e o trabalho dos peritos. Dom Cipollini conta que o grupo dos bispos está tratando do ensino da Filosofia e também de outra questão, a qual envolve exorcismos e as missas de cura e libertação, “o que tudo isso implica, numa reflexão teológica, que possamos oferecer aos bispos”.

Vivência da Fé

Os subsídios da Comissão deverão de acordo com a orientação de dom Cipollini, ser acessíveis tanto para os especialistas, quanto para padres, agentes de Pastoral e fiéis em geral. “Hoje nós temos uma pluralidade muito grande de religiões, de crenças e muitas vezes o fiel católico está cheio de interrogações e dúvidas sobre certos temas da vida do dia-a-dia”, aponta o bispo. 

Muitos fiéis, por exemplo, não compreendem a questão dos exorcismos, do demônio e fatos que envolvem o problema do mal. “Como diz São Paulo, o mysterium iniquitatis – o mistério da iniquidade -, acontecem coisas horríveis no dia-a-dia e as pessoas perguntam se só as ciências explicam isso que aconteceu ou se essa maldade vai além de tudo isso”, comenta dom Cipollini. “A Comissão, a partir de tudo isso, tenta lançar uma luz sobre toda essa dificuldade que os nossos fiéis na nossa Igreja encontram para viver a sua fé, não são respostas prontas, mas uma reflexão para ajudar a caminhada da fé da nossa Igreja”, resume.

Por CNBB

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