Coliseu - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:23 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Coliseu - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 “Eu vejo Jesus”: as vozes dos jovens autores da Via Sacra no Coliseu https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/eu-vejo-jesus-as-vozes-dos-jovens-autores-da-via-sacra-no-coliseu/ Tue, 27 Mar 2018 14:11:48 +0000 http://teste.toqueto.com/eu-vejo-jesus-as-vozes-dos-jovens-autores-da-via-sacra-no-coliseu.html Na Sexta-feira Santa, o Papa Francisco, os fiéis reunidos no Coliseu, e milhões de telespectadores conectados em todo o mundo reviverão a Paixão de Cristo ajudados pelas suas meditações nas 14 estações da Via Sacra: são jovens de 16 a 20 anos coordenados por Andrea Monda, professor de religião jornalista e escritor. Entramos na escola Albertelli de Roma e conversamos com quatro delas, quatro jovens que estão se preparando para a Universidade.

Nos textos da Via Sacra no Coliseu, a interioridade da juventude de hoje

Cecilia Nardini, que escreveu a meditação da sexta estação, “Verônica enxuga o rosto de Jesus”, nos diz que a mulher no Gólgota não presta atenção ao rosto deformado de Cristo, mas o ajuda, enquanto no mundo de hoje as aparências são o que nos fazem julgar uma pessoa. Sofia Russo, a colega que meditou sobre o encontro de Jesus com as mulheres, da oitava estação, conta que não gosta da falta de clareza que existe também entre “nós jovens, enquanto me chama a atenção  – disse – como Jesus adverte as mulheres não para julgá-las, mas para trazê-las de volta ao caminho certo”.

Conversamos depois com Greta Giglio, que refletiu sobre a décima estação e sobre Jesus, que é despojado de suas vestes antes da crucificação. Em Jesus privado de tudo, até da roupa, – diz a jovem -, vejo as pessoas que vêm até nós, “muitas vezes privadas de suas casas e de todos os seus bens, e quando chegam aqui, também da dignidade”. Enfim, para Greta Sandri, que meditou sobre Jesus pregado na Cruz, a décima primeira estação, perguntamos o que ela teria feito se realmente estivesse em Jerusalém naquele dia. “Condicionada pela multidão – ela confidencia – acho que também eu o teria condenado, e depois me arrependeria. Talvez não teria a força para ver imediatamente a verdade”.

Na conclusão, falamos também com Andrea Monda, que coordenou o trabalho dos 15 autores, doze moços e três moças. “Eles estão sozinhos em um mundo que os bombardeia com mensagens e imagens – nos diz – e precisam de adultos críveis, que saibam escutá-los, mas também que lhes permitam de se exprimir”.

Por Vatican News

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Via-Sacra: Papa confia aos jovens as meditações no Coliseu https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/via-sacra-papa-confia-aos-jovens-as-meditacoes-no-coliseu/ Fri, 09 Mar 2018 08:04:16 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51183 O Papa Francisco quer escutar os jovens e a eles decidiu confiar as meditações da Via-Sacra da Sexta-feira Santa no Coliseu.

O prof. Andrea Monda, docente de religião, jornalista e escritor, recebeu a missão de escolher um grupo de jovens e reunir suas reflexões. A notícia foi divulgada esta quinta-feira pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

Sínodo

No ano em que a Igreja dedica espaço aos jovens no Sínodo do próximo outubro, o Pontífice pediu que a Paixão de Cristo fosse meditada pelas novas gerações e assim 15 jovens estudantes e universitários meditaram sobre as 14 estações.

Não é a primeira vez que os jovens são convocados para esta missão. Cinco anos atrás, Bento XVI fez o mesmo pedido desta vez ao patriarca de Antioquia dos maronitas, card. Béchara Boutros Raï, que com a juventude libanesa deu voz às aflições dos povos do Oriente Médio.

Temas

O prof. Monda afirmou que aconselhou os jovens a não se deixar condicionar pela “grandiosidade” do desafio, a não se preocupar em escrever textos teológicos, mas que expressassem seus sentimentos.

Entre os temas apontados, emergem a injustiça, o escândalo do mistério de Cristo, o paradoxo da Cruz, a força de Jesus em se reerguer, os migrantes despidos de condições dignas e a difícil aceitação da morte.

No dia 30 de março, a Via-Sacra no Coliseu com o Papa Francisco terá transmissão ao vivo do Vatican News, com comentários em português.

Por Vatican News

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Francisco na Via Sacra: vergonha pelo sangue inocente https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/francisco-na-via-sacra-vergonha-pelo-sangue-inocente/ Sat, 15 Apr 2017 10:14:45 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45491 Vergonha e esperança foram as palavras usadas por Francisco ao final da Via Sacra realizada no Coliseu de Roma na Sexta-feira Santa. Após as 14 estações, que recordaram o drama das guerras, dos migrantes, das famílias dilaceradas e das crianças violadas, o Papa fez uma oração em que denunciou os motivos para sentir vergonha e anunciou os motivos para ter esperança.

Os motivos da vergonha

“Vergonha por todas as imagens de devastação, destruição e naufrágio que se tornaram ordinárias na nossa vida. Vergonha pelo sangue inocente que diariamente é derramado de mulheres, crianças e migrantes, de pessoas perseguidas pela cor de sua pele ou pertença étnica e social e por sua fé no Senhor. Vergonha pelas muitas vezes que, como Judas e Pedro, O vendemos e traímos e O deixamos só a morrer pelos nossos pecados, fugindo como covardes da nossa responsabilidade. Vergonha pelo nosso silêncio diante da injustiça, pelas mãos preguiçosas em dar e ávidas em tirar e em conquistar, pelo nossa voz forte em defender os nossos interesses e tímida em falar dos interesses dos demais. Pelos nossos pés velozes no caminho do mal e paralisados no caminho do bem. Vergonha por todas as vezes que nós bispos, sacerdotes, consagrados e consagradas escandalizamos e ferimos o Seu corpo, a Igreja, e esquecemos o nosso primeiro amor, o primeiro entusiasmo e nossa total disponibilidade, deixando enferrujar o nosso coração e a nossa consagração.”

Os motivos da esperança

“Tanta vergonha, Senhor”, prosseguiu o Papa, mas também tanta esperança, confiante de que Jesus “não nos trata pelos nossos méritos, mas unicamente segundo a abundância da Sua misericórdia”.

“A esperança de que a sua cruz transforma nossos corações endurecidos em corações de carne, capaz de sonhar, de perdoar e de amar. Transforma essa noite tenebrosa de Sua cruz em alvorecer da Sua ressurreição. A esperança de que a Sua fidelidade não se baseia na nossa. A esperança de que a fileira de homens e mulheres fieis à Sua cruz continua e continuará a viver fiel como o fermento que dá sabor e como a luz que abre novos horizontes no corpo da nossa humanidade ferida. Esperança de que sua Igreja tentará ser a voz que grita no deserto da humanidade para preparar a estrada do Seu retorno triunfal quando virá julgar os vivos e os mortos. A esperança que o bem vencerá não obstante a sua aparente derrota.”

Não se envergonhar nem instrumentalizar a cruz

“Ó Senhor Jesus, filho de Deus, diante do Seu patíbulo nos ajoelhamos envergonhados e esperançosos e pedimos que perdoe os nossos pecados e nossas culpas. Pedimos que se lembre de nossos irmãos que sucumbiram pela violência, pela indiferença e pela guerra. Pedimos que rompa as correntes que nos mantêm presos no nosso egoísmo, na nossa cegueira voluntária e na vaidade dos nossos cálculos mundanos. Ó Cristo, nós Lhe pedimos que nos ensine a jamais nos envergonhar da Sua cruz, a não instrumentalizá-la, mas honrá-la e adorá-la, porque com ela nos manifestou a monstruosidade dos nossos pecados, a grandeza do seu amor, a injustiça dos nossos juízos e a potência da sua misericórdia. Amém.”

Por Rádio Vaticano

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Via Sacra no Coliseu vai lembrar a "banalidade do mal" no mundo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/via-sacra-no-coliseu-vai-lembrar-a-banalidade-do-mal-no-mundo/ Thu, 13 Apr 2017 08:26:25 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45450 As meditações da Via Sacra a que o Papa vai presidir nesta Sexta-feira Santa, 14, no Coliseu de Roma, lembram a “banalidade do mal”, numa proposta da teóloga francesa Anne-Marie Pelletier.

“São inúmeros os homens, as mulheres e até as crianças abusadas, humilhadas, torturadas, assassinadas, sob todas as dimensões do céu e em cada momento da história”, refere o texto da biblista, a primeira mulher a ser distinguida com o Prêmio Joseph Ratzinger, uma espécie de Nobel da Teologia.

As reflexões para as 14 estações que recordam os momentos do julgamento, condenação e execução de Jesus Cristo apresentam-se com uma proposta diferente em relação ao esquema tradicional destas celebrações, para lembrar a presença do mal na humanidade.

“Trata-se do nosso mundo, com todas as suas quedas e os seus sofrimentos, os seus apelos e as suas revoltas, tudo aquilo que clama a Deus, hoje, a partir das terras de miséria ou de guerra, nas famílias dilaceradas, nas prisões, nas barcaças sobrecarregadas de migrantes”, diz.

Anne-Marie Pelletier cita Santa Catarina da Siena, a judia Etty Hillesum, o teólogo ortodoxo Christos Yannaras e o pastor Dietrich Bonhoeffer, entre outros.

A Via Sacra do Coliseu de Roma recorda ainda os monges assassinados em Tibhirine, sete religiosos trapistas sequestrados e mortos na Argélia em 1996.

Para a biblista francesa, era necessário que “Jesus Cristo trouxesse a ternura infinita de Deus até ao coração do pecado do mundo”. “Era necessário que a doçura de Deus visitasse o nosso inferno; era a única maneira de nos livrar do mal”, acrescenta.

A 14ª estação reflete sobre ‘Jesus no sepulcro e as mulheres’, rezando pelas mulheres “mulheres que honram, neste mundo, a fragilidade dos corpos que elas circundam de doçura e consideração”.

A tradição da Via Sacra no Coliseu de Roma remonta ao século XVIII e foi retomada em 1964 pelo Papa Paulo VI.

Todos os anos, o Papa pede a um autor diferente a redação dos textos de reflexão apresentados nas estações da Via Sacra de Sexta-feira Santa, seguida por dezenas de milhares de peregrinos, com velas na mão.

Nos últimos anos, as meditações tinham sido confiadas ao cardeal Béchara Boutros Raï, patriarca de Antioquia dos maronitas (Líbano), com a colaboração de vários jovens do seu país (2013); ao arcebispo italiano D. Giancarlo Maria Bregantini (2014); ao bispo italiano D. Renato Corti, antigo responsável pela diocese de Novara (2015); e ao cardeal Gualtiero Bassetti, da diocese italiana de Perugia (2016).

Por Canção Nova, com Agência Ecclesia

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