coletiva de imprensa - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png coletiva de imprensa - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Coletiva de Imprensa com Dom Giovani Carlos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/coletiva-de-imprensa-com-dom-giovani-carlos/ Tue, 22 Sep 2020 19:38:14 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=59129 Nesta quarta-feira, às 7h, o bispo diocesano de Uruaçu, Dom Giovani Carlos, conduz coletiva de imprensa direto da Cúria Diocesana. Acompanhe ao vivo pelas redes sociais da Diocese de Uruaçu (Facebook e Instagram), pelo Youtube da Comunidade Coração Fiel, pela Rádio Coração Fiel AM 1250, e pela Rádio Uruaçu FM.

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Bento XVI: com o pontificado do Papa Francisco, continuidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/bento-xvi-com-o-pontificado-do-papa-francisco-continuidade/ Tue, 13 Mar 2018 09:04:24 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51245 O Papa emérito Bento XVI escreveu uma carta ao Prefeito da Secretaria para a Comunicação da Santa Sé, Mons. Dario Edoardo Viganò, sobre a continuidade com o pontificado do Papa Francisco.

A missiva foi escrita por ocasião da apresentação da coletânea “A Teologia do Papa Francisco”, da Livraria Editora Vaticana (LEV), ontem, segunda-feira (12/03), na coletiva de imprensa realizada, em Roma, na Sala Marconi da Secretaria para a Comunicação-Rádio Vaticano.

“Aplaudo esta iniciativa que se opõe e reage ao preconceito tolo segundo o qual o Papa Francisco seria apenas um homem prático desprovido de uma particular formação teológica ou filosófica, enquanto eu seria unicamente um teórico da teologia que teria pouco entendido a vida concreta de um cristão hoje”, escreve Bento XVI na carta endereçada a Mons. Dario Edoardo Viganò.

O Papa emérito agradece por ter recebido de presente os onze livros escritos por teólogos de fama internacional que formam a coletânea editada pelo presidente da Associação Teológica Italiana, Pe. Roberto Repole.

“Os pequenos volumes mostram com razão que o Papa Francisco é um homem de profunda formação filosófica e teológica e ajudam a ver a continuidade interior entre os dois pontificados, não obstante todas as diferenças de estilo e temperamento”, acrescenta Bento XVI.

Durante a coletiva, o novo responsável editorial da LEV, Frei Giulio Cesareo, OFM Conv., ressaltou que estão em andamento tratativas com editores do mundo inteiro.

Até agora, foram assinados acordos para a distribuição da coletânea em inglês, espanhol, francês, português, polonês e romeno.

Participaram também da coletiva, o presidente emérito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Walter Kasper, o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Luis Francisco Ladaria Ferrer, e o presidente da Associação Teológica Italiana, Pe. Roberto Repole.

O evento foi moderado pela jornalista vaticanista Dra. Elisabetta Lo Iacono, responsável pelo departamento de imprensa da Pontifícia Faculdade Teológica São Boaventura de Roma.

Desde de sua primeira apresentação pública na Praça São Pedro, na noite de sua eleição, ficou claro que o pontificado de Francisco se apresentava com uma novidade de estilo. Apresentar-se simplesmente como Bispo de Roma, pedir oração ao povo, no “silêncio ensurdecedor” de uma praça lotada, saudar com um simples “boa noite” os presentes, são sinais eloquentes de que estava em andamento uma mudança na “maneira de colocar-se” e na “linguagem”.

O alcance teológico de seu magistério foi examinado dentro da coletânea “A Teologia do Papa Francisco” de onze teólogos de renome internacional, que através de sua contribuição, mostram o ensinamento do Papa Francisco, as suas raízes, as novidades de seu pontificado, a continuidade com o magistério precedente e as perspectivas que abre.

Os teólogos são: Jurgen Werbick, Lucio Casula, Peter Hünermann, Roberto Repole, Carlos Maria Galli, Santiago Madrigal Terrazas, Aristide Fumagalli, Juan Carlos Scannone, Marinella Perroni, Piero Coda e Marko Ivan Rupnik.

Assista a um breve entrevista com o Mons. Dario Edoardo Viganò sobre o assunto aqui.

Por Vatican News

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Encontro Mundial das Famílias: prepara-se com as catequeses https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/encontro-mundial-das-familias-prepara-se-com-as-catequeses/ Thu, 25 Jan 2018 14:04:14 +0000 http://teste.toqueto.com/encontro-mundial-das-familias-prepara-se-com-as-catequeses.html Realizou-se na Sala de Imprensa da Santa Sé a coletiva de imprensa de apresentação das catequeses internacionais em preparação ao IX Encontro Mundial das Famílias de Dublin, de 21 a 26 de agosto de 2018.

Participaram da coletiva o prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, card. Kevin Farrell, e o consultor teológico dr. Marco Tibaldi.

Sete catequeses para sete meses

Para atender a um pedido do Papa Francisco para ajudar as famílias em seu caminho e aprofundar os ensinamentos da Amoris Laetitia, o Dicastério vai oferecer uma série de catequeses faltando sete meses para o encontro na Irlanda.

“Sete catequeses – simples e estimulantes – para marcar os passos de aproximação das dioceses, mas também das paróquias e de cada família”, declarou o cardeal americano, de origem irlandesa.

As sete catequeses foram construídas a partir da narração evangélica de Jesus perdido no Templo, mostrando uma relação entre o texto da Amoris Laetitia e a história singular da Santa Família de Nazaré, revelando quanto seja atual e profético o anúncio do Evangelho da família.

O itinerário das catequeses inicia com um olhar concreto às famílias de hoje (primeira), indicando a atualidade da Palavra de Deus capaz de iluminar o cotidiano familiar (segunda), para alcançar o grande sonho que Deus tem para cada família (terceira), inclusive onde as fragilidades e as fraquezas parecem destrui-la (quarta). Tudo isso faz com que a família seja no mundo geradora de uma cultura nova, a da vida (quinta), da esperança (sexta) e da alegria (sétima).

Cada catequese se abre com uma oração e se conclui com algumas perguntas a compartilhar em família ou na comunidade eclesial.

Contribuição de Andrea Bocelli

Cada etapa é acompanhada por faixas musicais executadas pelo cantor Andrea Bocelli no Concerto na Basílica da Sagrada Família de Barcelona.

O card. Farrell anunciou que as catequeses e o itinerário musical estarão disponíveis online no site do Dicastério em cinco línguas (entre as quais em português) a partir do dia 2 de fevereiro, festa litúrgica da Apresentação de Jesus ao Templo.

Por Vatican News

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Papa se desculpa com vítimas de abuso por palavra que usou sobre Dom Barros https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-se-desculpa-com-vitimas-de-abuso-por-palavra-que-usou-sobre-dom-barros/ Tue, 23 Jan 2018 10:27:52 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50323 Na coletiva de imprensa que concedeu no avião papal que o levou de Lima para Roma, o Papa Francisco se desculpou pela palavra “prova”, que usou em sua resposta sobre o Bispo chileno Juan Barros, que é acusado por algumas pessoas de encobrir os crimes do sacerdote Fernando Karadima, e que gerou uma série de críticas no país sul-americano.

No dia 18 de janeiro, antes de celebrar a Missa em Iquique, o Papa disse aos jornalistas: “No dia que me trouxerem uma prova contra Dom Juan Barros, eu vou falar a respeito. Não há nenhuma prova contra ele. Tudo é calúnia. Está claro?”.

Dom Barros lidera a Diocese de Osorno desde 2015 e sempre se disse inocente de encobrir os abusos do sacerdote Fernando Karadima, declarado culpado pela Congregação para a Doutrina da Fé em fevereiro de 2011.

No avião papal, uma jornalista chilena questionou o Santo Padre: “Por que acredita mais no testemunho de Dom Barros do que no das vítimas? Não se trai um pouco essa confiança que o senhor mesmo cultivou no Chile?

Francisco, que no dia 16 de janeiro se reuniu com um grupo de vítimas de abusos, disse que compreendia a pergunta da jornalista e pediu desculpas por ter usado a palavra “prova” em vez de “evidência”.

“O que sentem os abusados? E com isso devo pedir desculpas, porque a palavra ‘prova’ feriu, feriu muitos abusados: ‘Ah, eu tenho que ir buscar a evidência disso?’. Não. É uma palavra de tradução do princípio legal, é ferida… E lhes peço perdão se os feri sem perceber. É uma ferida sem querer”.

O Papa Francisco disse que em Iquique “a palavra ‘prova’ é a que me traiu e gerou confusão. Eu falaria de evidências. E claro, então eu sei que há muitas pessoas abusadas e que não podem trazer uma prova, não a têm. E que não podem, ou às vezes a têm mas têm vergonha, que cobrem e sofrem em silêncio. O drama dos abusados é tremendo, é tremendo”.

“Isso me causou tanta dor, porque os recebo (as vítimas)… no Chile eu os recebi… dois se sabe e houve outros mais escondidos”, indicou.

Francisco assinalou que “a palavra ‘prova’”, em sua resposta aos jornalistas em Iquique, “não era a melhor para aproximar-me de um coração dolorido. Eu diria ‘evidências’. O caso de Barros foi estudado, reestudado, e não há evidências. É o que quis dizer. Não tenho evidências para condenar. Então, se eu condenasse sem evidências ou sem certeza moral, eu cometeria um delito de mau juiz”.

Em seguida, passando às acusações contra Dom Barros, o Papa recordou que, no Chile, há quatro bispos aos quais Fernando Karadima enviou ao seminário e que uma pessoa na Conferência Episcopal sugeriu que “renunciassem, entregassem sua demissão, tomara um ano sabático e depois, passada a tormenta, para evitar acusações (voltaram) porque são bons bispos”.

Francisco explicou que, depois dessa sugestão, Dom Barros apresentou sua renúncia a Roma e lhe “disse ‘não’, assim não se joga porque isso é admitir a culpabilidade prévia”. Além disso, afirmou que se em uma investigação contra candidatos a bispos encontra-se que são culpados, “eu o freio”.

Dom Barros, recordou, foi nomeado em 2015 como Bispo de Osorno “e seguiu adiante todo este movimento de protesto”. O Prelado “me deu a renúncia pela segunda vez e lhe disse ‘não, você vai’”, assinalou.

O Santo Padre disse que o caso de Dom Barros foi investigado mais uma vez e se viu que não há “as evidências. E isso é o que quis dizer: não pude condená-lo, porque não tenho as evidências, embora eu esteja convencido de que é inocente”.

Na coletiva de imprensa, também perguntaram ao Papa sobre uma declaração que o Cardeal Sean O’Malley, Arcebispo de Boston (Estados Unidos) e presidente Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores, emitiu no sábado, 20 de janeiro, acerca das palavras do Santo Padre em Iquique.

O Purpurado norte-americano assinalou em sua declaração que “é compreensível que as declarações do Papa Francisco” no “Chile tenham sido motivo de grande dor para os sobreviventes de abusos sexuais cometidos pelo clero ou algum outro perpetrador”.

“As palavras que levam a mensagem ‘se não pode provar suas acusações então não vão acreditar em você’ abandonam aqueles que sofrem repreensíveis violações criminais de sua dignidade humana e relegam os sobreviventes a um exílio desacreditado”, prosseguiu o Arcebispo de Boston.

O Cardeal disse que não conhece pessoalmente os fatos sobre o quais o Santo Padre opinou, mas o que sabe é que “o Papa Francisco reconhece plenamente as grandes falhas da Igreja e o clero que abusou das crianças gerando um impacto devastador nos sobreviventes e seus entes queridos”.

“Pensei no Cardeal O’Malley”, indicou Francisco. “Agradeço ao Cardeal O’Malley por sua declaração, porque foi muito justa. Disse tudo o que eu fiz e faço e o que a Igreja faz e, em seguida, falou da dor das vítimas”, assinalou.

“Como disse no começo, há muitas vítimas que não são capazes, por vergonha ou pelo que seja, de levar um documento ou um testemunho disso”, acrescentou.

Por ACI Digital

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Mensagem sobre fundamentalismo e intolerância contra símbolos da fé https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/mensagem-sobre-fundamentalismo-e-intolerancia-contra-simbolos-da-fe/ Fri, 27 Oct 2017 10:21:16 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49249 Motivados por acontecimentos recentes envolvendo a utilização de símbolos religiosos da fé católica em manifestações isoladas e exposições “artísticas”, os bispos que integram o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), elaboraram a mensagem ao povo brasileiro, divulgada em Coletiva de Imprensa, realizada na sede da entidade, dia 26/10.

No documento, os bispos reconhecem que “em toda sua história, a Igreja sempre valorizou a cultura e a arte, por revelarem a grandeza da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, fazendo emergir a beleza que conduz ao divino”.

Contudo, recentemente, a mensagem destaca que “crescem em nosso meio o desrespeito e a intolerância que destroem esta harmonia, que deve marcar a relação da arte com a fé, da cultura com as religiões. Se, por um lado, a arte deve ser livre e criativa, por outro, os artistas e responsáveis pela promoção artística não podem desconsiderar os sentimentos de um povo ou de grupos que vivem valores, muitas vezes, revestidos de uma sacralidade inviolável”.

Integram o Conselho Permanente da CNBB, a presidência da entidade, os bispos presidentes das Comissões Episcopais Pastorais (Consep) e os bispos presidentes dos 18 regionais da CNBB.

Confira, abaixo, a íntegra do documento.

MENSAGEM DA CNBB MENSAGEM DA CNBB

Vencer a intolerância e o fundamentalismo

“E Deus viu tudo quanto havia feito, e era muito bom”  (Gn 1,31)

Os bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, reunidos em Brasília de 24 a 26 de outubro de 2017, dirigem esta mensagem ao povo brasileiro, diante de recentes fatos que, em nome da arte e da cultura, desrespeitaram a sexualidade humana e vilipendiaram símbolos e sinais religiosos, dentre eles o crucifixo e a Eucaristia, tão caros à fé dos católicos.

Em toda sua história, a Igreja sempre valorizou a cultura e a arte, por revelarem a grandeza da pessoa humana, criada à imagem e semelhança de Deus, fazendo emergir a beleza que conduz ao divino. “A arte é como uma porta aberta para o infinito, para uma beleza e para uma verdade que vão mais além da vida quotidiana” (Bento XVI – 2011). O mundo no qual vivemos, ensina Paulo VI, precisa de beleza para não cair no desespero (Cf. Mensagem aos Artistas – 1965).

Reconhecemos que “para transmitir a mensagem que Cristo lhe confiou, a Igreja tem necessidade da arte” (São João Paulo II – Carta aos artistas 1999). Somos, por isso, agradecidos aos artistas pela infinidade de obras que enriquecem a cultura, animam o espírito e inspiram a fé. Merecem destaque a pintura, a música, a arquitetura, a escultura e tantas outras expressões artísticas que ressaltam a beleza da criação, do ser humano, da sexualidade, e o espírito religioso do povo brasileiro. Arte e fé, portanto, devem caminhar unidas, numa harmonia que respeita os valores e a sensibilidade de cada uma e de toda pessoa humana na sua cultura e nos seus valores.

Lamentavelmente, crescem em nosso meio o desrespeito e a intolerância que destroem esta harmonia, que deve marcar a relação da arte com a fé, da cultura com as religiões. Se, por um lado, a arte deve ser livre e criativa, por outro, os artistas e responsáveis pela promoção artística não podem desconsiderar os sentimentos de um povo ou de grupos que vivem valores, muitas vezes, revestidos de uma sacralidade inviolável. O desrespeito e a intolerância, por parte de artistas para com esses valores, fecham as portas ao diálogo, constroem muros e impedem a cultura do encontro. Preocupam, portanto, o nível e a abrangência destas intolerâncias que, demasiadamente alimentadas em redes sociais, têm levado pessoas e grupos a radicalismos que põem em risco o justo apreço pela arte, a autêntica liberdade, a sexualidade, os direitos humanos, a democracia do País.

Vivemos numa sociedade pluralista, por isto, precisamos saber conviver com os diferentes. Isso, contudo, não subtrai à Igreja o direito de anunciar o Evangelho e as verdades nele contidas, a respeito de Deus, do ser humano e da criação. Em desacordo com ideologias como a de gênero, é nosso dever ressaltar, sempre mais, a beleza do homem e da mulher, tais como Deus os criou, bem como os valores da fé, expressos também nos símbolos religiosos que, com sua arte e beleza, nos remetem a Deus. Desrespeitar estes símbolos é vilipendiar o coração de quem os considera instrumentos sagrados na sua relação com Deus, além de constituir crime previsto no Código Penal.

Animamos a sociedade brasileira a promover o diálogo e o encontro, por meio dos quais as pessoas, em suas diferenças, respeitam e exigem respeito, e permitem sentir a riqueza que cada um traz dentro de si.

Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira dos brasileiros, nos ensine o caminho da beleza e do amor, da fraternidade e da paz.

Brasília, 26 de outubro de 2017.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Por CNBB

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Papa Francisco: Colômbia, país cujo povo tem esperança e tem futuro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-colombia-pais-cujo-povo-tem-esperanca-e-tem-futuro/ Mon, 11 Sep 2017 16:33:34 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-colombia-pais-cujo-povo-tem-esperanca-e-tem-futuro.html Um “povo nobre que não tem medo de expressar-se e de mostrar aquilo que sente.” Quatro dias completos são suficientes para falar com afeto sincero de um povo que lhe quis demonstrar que o ama realmente, quatro cidades e sempre a mesma alegria pelas ruas, nas missas, em todos os lugares.

Impressionado com a Colômbia

O Santo Padre abriu desse modo a coletiva no voo de retorno da Colômbia. Sem uma pergunta, mas com uma consideração espontânea que expressa muito do que trazia no coração. No meio da conversação teve espaço o habitual leque de temas segundo os interesses geopolíticos dos jornalistas a bordo.

A Venezuela e as intenções do Presidente Maduro, os imigrados nos EUA e as intenções do Presidente Trump. O inferno vivido pelos migrantes que partem da Líbia, com apreço pela Itália e Grécia de portas abertas, e as responsabilidades dos governos mundiais em relação a um clima que muitas vezes causa tragédias.

Se o povo quiser a paz

Como se dá habitualmente, as perguntas de início cabem aos jornalistas do país visitado e os dois colegas que pegaram o microfone pediram a Francisco que se expressasse sobre a Colômbia pós acordo de paz e sobre a questão da corrupção.

A guerrilha, afirmou o Papa, foi “uma doença”, mas reconheceu a existência de “passos que dão esperança”. “Agradeço muito” ao ELN, disse, referindo-se ao Exército de libertação nacional que, diferentemente das Farc (forças armadas revolucionárias da Colômbia), não fala de paz, mas somente de trégua.

O Santo Padre acrescentou ter “percebido” que “a vontade de seguir adiante neste processo vai além das negociações”, “é uma vontade espontânea”, e aí, assegurou, “existe a força do povo”, que porém “deve ser ajudado com a proximidade e a oração” e “com a compreensão”.

Os corruptos e o “modelo Colômbia”

A questão da corrupção é um dos temas fortes do Pontificado e Francisco recordou o livro escrito sobre o tema e também as convicções já expressas sobre o corrupto, pessoa – reiterou – que “se cansa de pedir o perdão e se esquece de pedi-lo” a Deus que não lhe negaria e que, em todo caso, é o único que pode salvar uma pessoa que se encontra nessa situação.

O tema do povo protagonista de seu destino voltou na resposta aos jornalistas de língua espanhola, que lhe perguntaram se era possível “replicar o modelo Colômbia”, ou seja, de uma negociação com mais vozes participantes.

Certamente, já aconteceu, confirmou o Papa, mas o fato é que mais do que a Onu, mais do que políticos ou técnicos, “um processo de paz seguirá adiante se o povo o assume”. Do contrário, serão “compromissos” pouco resolutivos, acrescentou.

Desastres ambientais e responsabilidade

A primeira jornalista mulher a dirigir-se ao Papa foi também a primeira a manifestar interesse por sua saúde após o incidente com a sobrancelha esquerda a bordo do papamóvel. Francisco respondeu com uma brincadeira atendo-se em seguida a um tema que tem a peito: a questão ambiental.

Os sucessivos furacões em breve espaço de tempo que estão destruindo amplas áreas da América Central são um drama que, reafirmou, chama cada um a suas “responsabilidades morais”, inclusive os governantes. Basta consultar os cientistas, eles “são muito claros”, indicou.

Imigrados, reconhecimento à Itália  e Grécia

Os jornalistas italianos quiseram saber a posição do Papa em relação à falta de prontidão dos governos no que diz respeito à imigração. Por que, perguntaram, não são solícitos como se deveria, quando, ao invés, o são – por exemplo – sobre a venda de armas?

Porque o homem “é estúpido”, rebateu o Papa citando a Bíblia e quando decide não enxergar “não vê”. Sobre a gestão dos migrantes que partem da Líbia, o Santo Padre disse não ter tratado do tema durante o encontro com o premier italiano Gentiloni e, sobretudo, sentir um “dever de gratidão” para com a Itália e a Grécia “porque abriram o coração aos migrantes”.

Verdadeira questão em jogo é a integração ou seu oposto

Abertura, precisou, que não pode prescindir da capacidade de cada país singularmente considerado. Todavia,  insistiu o Pontífice, a verdadeira questão em jogo é “a integração” ou o seu oposto.

“Coração sempre aberto, paciência, integração e proximidade humanitária”, indicou, convidando a humanidade a tomar “consciência” dos “lagers no deserto” onde se infringem os sonhos de tantos migrantes e reconhecendo o fato de o governo italiano estar “fazendo de tudo para resolver problemas humanitários, inclusive aqueles que não pode resolver”.

Durante a coletiva o Papa fez um aceno também à África, sobre o qual recai ainda uma convicção radicada, ou seja, que se trata de um continente a ser explorado, ao invés de ser ajudado a reerguer-se.

Trump e Maduro

Ainda sobre a migração, Francisco foi interpelado também acerca da abolição da lei estadunidense “Dreamers” (que elimina as proteções queridas por Obama para 800 mil menores imigrantes ilegalmente).

Embora reconhecendo não conhecer profundamente os termos, o Pontífice espera uma reconsideração do governo. “Sei que o presidente estadunidense”, observou “se apresenta como homem pro-life. Se é um bom pro-life, entende, a família é o berço da vida e sua unidade deve ser defendida”, vez que se tiram as raízes dos jovens, observou, drogas, dependências e suicídios tornam-se as terríveis saídas que eles encontram.

Sobre a questão venezuelana, que tem muito a peito, Francisco ressaltou que a Santa Sé falou forte e claramente” e que acerca das declarações do Presidente Maduro cabe a ele explicá-las. O que é “mais doloroso” para Francisco é o “problema humanitário” e sobre isso a Onu “deve fazer ouvir a sua voz” para dar uma ajuda, frisou.

A Colômbia tem futuro

Após cerca de 40 minutos de coletiva, uma momentânea turbulência induziu a interromper o diálogo com os jornalistas. A esse ponto, Francisco escolheu despedir-se como havia iniciado o encontro, falando sobre como a Colômbia o impressionou.

Impressionado em particular com os pais e mães que levantavam seus filhos quando ele passava para que fossem vistos e abençoados. Esse “é um símbolo de futuro, de esperança”, concluiu. Um povo “capaz de fazer crianças e depois mostrá-las como se fossem tesouro, esse é um povo que tem esperança e tem futuro”.

Por Rádio Vaticano

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“As saídas para a crise passam também pela mobilização do povo” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/as-saidas-para-a-crise-passam-tambem-pela-mobilizacao-do-povo/ Wed, 28 Jun 2017 13:04:49 +0000 http://teste.toqueto.com/as-saidas-para-a-crise-passam-tambem-pela-mobilizacao-do-povo.html O arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Sergio da Rocha, defendeu na última coletiva de imprensa da entidade, realizada no dia 22 de junho, o direito a mobilização. Na ocasião, o cardeal reiterou a importância da população de se manifestar nas ruas, de forma pacífica, para conscientizar autoridades sobre a necessidade de reflexão e diálogo com a sociedade.

Questionado por um repórter se só a oração poderia salvar o país da crise, dom Sergio foi enfático ao afirmar que ‘sem dúvidas, o país precisaria de muita oração’. “Nós já nos manifestamos recentemente em Corpus Christi e a resposta que nós recebemos mostra que realmente há uma consciência cada vez mais difusa da gravidade da crise”, disse. O bispo se referia à intenção de Oração pelo Brasil, motivada pela CNBB, durante o dia de Corpus Christi, 15 de junho. A iniciativa dirigia a todos uma proposta de oração diante do “grave momento vivido pelo país”. 

“A participação em Corpus Christi, da oração que foi rezada pelo Brasil, mostra claramente que cada vez mais se difunde entre nós a gravidade e, ao mesmo tempo, a urgência de superação da crise. Nossa gente tem sofrido e isso não é algo que está confinado a discussões de alguns ambientes. O nosso povo cada vez mais sente os efeitos dessa situação e, por isso, cada vez mais nós recebemos pessoas dispostas à oração pelo Brasil, mas o que se quer mesmo além disso é mais uma vez mobilizar as nossas comunidades a refletirem e atuarem pelo Brasil”, afirmou dom Sergio.

O Conselho Permanente da CNBB também decidiu convocar um Dia de Oração pelo Brasil no 7 de setembro, dia da pátria. De acordo com dom Sergio, as saídas para a crise não podem depender estritamente de iniciativas políticas ou partidárias. “Por mais importante que seja, elas também passam pela população, pela mobilização do nosso povo, então uma expressão de mobilização que Graças a Deus encontrou uma resposta muito grande tem sido essa da oração pelo Brasil, porque quem reza na verdade também reflete, medita sobre o que se passa e seguramente vai encontrando na Palavra de Deus, a luz e a força para caminhar”, finalizou.

Nota oficial

A CNBB também já havia se pronunciado, em nota oficial, sobre à proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, de iniciativa do Poder Executivo, que tramita no Congresso Nacional. A entidade se manifestou contra a forma como o processo das reformas está sendo conduzido, sem diálogo com a sociedade e com objetivos de diminuir os gastos previdenciários,  excluindo da proteção social os que têm direitos a benefícios.

“Ao propor uma idade única de 65 anos para homens e mulheres, do campo ou da cidade; ao acabar com a aposentadoria especial para trabalhadores rurais; ao comprometer a assistência aos segurados especiais (indígenas, quilombolas, pescadores…); ao reduzir o valor da pensão para viúvas ou viúvos; ao desvincular o salário mínimo como referência para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC), a PEC 287/2016 escolhe o caminho da exclusão social”, afirma a nota.

Por último, a entidade convoca os cristãos e pessoas de boa vontade, a se mobilizarem ao redor da atual Reforma da Previdência, a fim de buscar o melhor para o povo, principalmente os mais fragilizados.

Confira a nota.

Por CNBB

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No voo de retorno a Roma, Papa falou sobre encontro com Trump e paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/no-voo-de-retorno-a-roma-papa-falou-sobre-encontro-com-trump-e-paz/ Mon, 15 May 2017 14:16:57 +0000 http://teste.toqueto.com/no-voo-de-retorno-a-roma-papa-falou-sobre-encontro-com-trump-e-paz.html A iminente audiência ao Presidente dos EUA, Donald Trump, o modo como o Vaticano enfrenta o combate à pedofilia na Igreja e as aparições em Medjugorie foram os principais temas questionados pelos jornalistas ao Papa Francisco, no voo de retorno de Fátima a Roma, no sábado, 13.

Audiência com Donald Trump em 24 de maio

Em relação ao encontro com o Presidente estadunidense, previsto para 24 de maio no Vaticano, um jornalista lhe pediu uma consideração sobre a política de Trump e as evidentes diferenças com algumas de suas mensagens em matéria de imigração e defesa do meio ambiente. Francisco respondeu que “não costuma julgar as pessoas sem ouvi-las antes”:

“Existem sempre portas não-fechadas. Vou procurar as portas semiabertas, entrar e falar sobre coisas comuns e prosseguir, passo após passo. A paz é artesanal, se faz todos os dias; e também a amizade entre as pessoas… o conhecimento mútuo, o respeito… se fazem todos os dias. É preciso ser muito sincero com o que cada um pensa”.

Mensagem de paz, sempre e com qualquer um

Sobre o que dirá ao Presidente, o Papa se comprometeu a repetir a mensagem de paz de Fátima “com quem quer que fale”:

“Paz. De que vou falar eu, daqui para a frente, seja com quem for? Paz”, afirmou. E relatou que, antes de viajar para Portugal, recebeu um grupo de cientistas de diferentes religiões, mas também ateus e agnósticos e, um deles, ateu, disse algo que lhe “tocou o coração”.

“Peço-lhe um favor: diga aos cristãos que amem mais aos muçulmanos. Esta é uma mensagem de paz”, citou.

Aparições em Medjugorie? Continuar indagando!

Em seguida, um dos 70 jornalistas que estavam a bordo lhe perguntou sobre o que pensa das aparições de Nossa Senhora no Santuário mariano de Medjugorie, que desde 1981 despertam tanto fervor religioso.

O Papa questionou a repetição sistemática de relatos de aparições, defendendo a necessidade de aprofundar a situação desta localidade na Bósnia meta de peregrinações de centenas de milhares de católicos todos os anos.

Sendo ou não julgada “digna de fé” pela Igreja, toda aparição “pertence à esfera privada” e cada fiel é livre para acreditar nela ou não, lembrou o Pontífice.

Existe uma Comissão, criada pelo Papa emérito Bento XVI e encabeçada pelo Cardeal Camillo Ruini, que investiga os casos desde 2010 e entregou ao Papa Francisco um relatório em 2014.

“Quanto às aparições atuais, o relatório apresenta dúvidas. Eu pessoalmente sou mais duro, prefiro Nossa Senhora Mãe, nossa Mãe, e não Nossa Senhora chefe de uma repartição, que todos os dias manda uma mensagem a determinada hora. Esta não é a Mãe de Jesus”.

O Papa acrescentou ainda que “estas alegadas aparições não têm tanto valor. Digo-o a título pessoal, mas é claro. Quem é que pode pensar que Nossa Senhora venha dizer: amanhã, à hora tal, direi uma mensagem a tal vidente… Não”, respondeu.

À parte isso, há “o acontecimento espiritual, o acontecimento pastoral, pessoas que vão lá e se convertem, que encontram Deus e mudam de vida… Não há ali uma varinha mágica. Este acontecimento espiritual, pastoral e não se pode negar”, constatou.

Renúncia de Collins e combate à pedofilia

Os abusos sexuais cometidos por membros da Igreja também foram pauta da coletiva aos jornalistas. O Papa voltou a mostrar a sua determinação em combatê-los, afirmando que não perdoa estes crimes a nenhum sacerdote.

“Nunca assinei um indulto”, disse aos jornalistas. A afirmação respondeu à questão relativa à demissão da irlandesa Marie Collins da Comissão Pontifícia para a Tutela de Menores.

Em sua carta de demissão, dirigida ao Papa Francisco, a leiga católica, que foi vítima de abusos, expressou sua “frustração pela falta de cooperação de alguns departamentos da Cúria Romana com a Comissão”.

Segundo o Papa, que conversou pessoalmente com Collins, “ela fez acusações e tem alguma razão, porque há muitos casos atrasados; porque estavam acumulados lá”. Francisco revelou que há um total de 2 mil processos à espera de decisão.

Progressos

“Neste período, foi preciso fazer a legislação e hoje, em quase todas as dioceses, há um protocolo para estes casos: é um grande avanço”, acrescentou, informando que mais funcionários estão sendo adicionados e que o Vaticano está “no caminho certo”.

“Quando um sacerdote é demitido do estado clerical pode recorrer da decisão, mas agora o recurso é estudado por outro tribunal, dirigido pelo Arcebispo de Malta, Dom Scicluna. Quem recorre, tem direito a ter um defensor, mas se se aprovar a primeira sentença, acaba o caso”.

Sem mais instâncias de recurso, ao condenado resta escrever uma carta de clemência ao Papa que, como afirmou, “nunca assinou uma”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Presidência da CNBB apresenta panorama final da Assembleia Geral 2017 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/presidencia-da-cnbb-apresenta-panorama-final-da-assembleia-geral-2017/ Fri, 05 May 2017 07:55:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46103 A Assembleia Geral dos Bispos do Brasil chega ao seu penúltimo dia com um balanço positivo por parte da presidência da CNBB, que atendeu aos jornalistas, em coletiva de imprensa, nesta quinta-feira, 4, em Aparecida (SP).

O tema central da Assembleia deste ano abordou a iniciação cristã em seus aspectos catequético, batismal, juvenil e outros. Os bispos elaboraram documentos e emitiram notas, uma delas no Dia do Trabalho, lembrando o valor e a dignidade do trabalho na vida do homem.

Todavia, o presidente da CNBB, Dom Sérgio da Rocha, lembrou que a Assembleia não se reduz aos textos que são elaborados, apesar da importância que representam, mas que a Assembleia vai muito além, sendo, portanto, um período de convivência, estudos e de oração entre os bispos.

A 55ª AG aconteceu no contexto dos dez anos da Conferência de Aparecida. Segundo Dom Sérgio, isto é muito significativo devido à importância deste evento que tem marcado a Igreja até hoje. Outro pano de fundo foi a celebração do Ano Mariano que iniciou-se em outubro do ano passado.

Mas, como explicou o presidente da CNBB, na Assembleia, os Bispos não tratam apenas de aspectos da vida da Igreja, também de questões que dizem respeito à realidade do país.

Neste sentido, a CNBB publicou hoje uma nota intitulada “O grave momento nacional”. No texto, lido pelo secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner e entregue aos jornalistas durante a coletiva, a instituição questiona: “O que está acontecendo com o Brasil”. “Um país perplexo diante de agentes públicos e privados que ignoram a ética e abrem mão dos princípios morais, base indispensáveis de uma nação que se queira justa e fraterna”, responde a nota.

Após a leitura da nota, Dom Sérgio respondeu a um questionamento a respeito da estratégia da CNBB para mudar o cenário político-econômico brasileiro. O cardeal respondeu que a instituição tem “insistindo bastante na participação popular” diante das propostas feitas pelo governo.

Os bispos do Brasil ficam reunidos em Aparecida até esta amnhã, quando encerram os trabalhos da 55ª Assembleia Geral da CNBB.

Por Canção Nova

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Subsídios: ensino da filosofia na formação de padres e exorcismo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/subsidios-ensino-da-filosofia-na-formacao-de-padres-e-exorcismo/ Thu, 04 May 2017 10:03:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46061 Dom Pedro Carlos Cipollini, bispo de Santo André (SP) falou aos jornalistas, na Coletiva de Imprensa, sobre os dois subsídios que a Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, a qual preside, apresentou aos bispos na 55ª Assembleia Geral da CNBB, dia 3 de maio.

O primeiro deles é “O Ensino de Filosofia na Formação Presbiteral”. O subsídio trata da importância da filosofia na formação dos padres. Segundo o religioso, o pensar, no contexto de uma sociedade imediatista, deixou de ser algo importante.

A filosofia também foi minimizada na reforma do Ensino Médio, disse o bispo, ao ser transformada numa disciplina optativa. O subsídio apresenta orientações básicas do ensino da matéria no contexto das disciplinas de formação dos presbíteros.

Exorcismo

O outro subsídio trata da questão do exorcismo na Igreja. A publicação, cujo nome é “Exorcismos: reflexões teológicas e orientações pastorais”, reconhece a existência do “mal” na sociedade. O subsídio apresenta indicações pastorais de como tratar o fenômeno, a partir de uma interpretação bíblica e também dos ensinamentos do magistério da Igreja.

O material trata ainda do ritual do exorcismo e recomenda que, com base no Direito Canônico, cada bispo nomeie um padre, em sua diocese, para esta função. “Esperamos que os dois subsídios possam ajudar a Igreja na sua missão de evangelizar e levar a boa nova a todos”, concluiu.

Amoris Laetitia

O bispo falou também sobre a Exortação Apostólica pós-sinodal do Papa Francisco, “Amoris Laetitia”, lançada em abril de 2016. A Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé está organizando também uma publicação que, segundo Dom Pedro Cipollini, vai traduzir pastoralmente, por meio de um roteiro, a prática concreta do que o Papa recomenda à toda Igreja na Exortação.

O bispo lembrou que a família é basilar. “A Igreja do Século I reunia-se em famílias e a própria Igreja é família que se reúne em torno da palavra e da Eucaristia”, disse. Segundo Dom Cipollini, com a “Amoris Laetitia”, não houve mudanças na doutrina sobre o matrimônio. O que muda, para o religioso, é a forma de tratar os casais cristãos em dificuldades ou no segundo matrimônio.

“O Papa Francisco nos exorta a ter uma atenção especial aos casais em dificuldade, acolhendo-os, discernindo e acompanhando seus problemas”, afirmou. A postura agora, de acordo com o bispo, deve ser de acolhida e integração.

Por CNBB

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