Civiltà Cattolica - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Civiltà Cattolica - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Pe. Zollner: luta contra abusos será longa, mas está na direção certa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pe-zollner-luta-contra-abusos-sera-longa-mas-esta-na-direcao-certa/ Tue, 07 Nov 2017 08:32:40 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49402 “As feridas espirituais causadas pelos abusos sexuais” é o título de um longo artigo do Padre jesuíta Hans Zollner, publicado na última edição da revista “Civiltà Cattolica”.

Nele, o Presidente do Centro para a Proteção de Menores da Pontifícia Universidade Gregoriana aprofunda o tema das terríveis consequências dos abusos contra menores, em particular, quando cometidos por sacerdotes e  religiosos.

“Se alguém é abusado pelo pai – observa o jesuíta alemão – existe sempre um outro a quem dirigir-se para pedir ajuda: Deus. Porém se é um sacerdote que comete o abuso”, “então a imagem de Deus fica obscurecida e pode-se cair em uma escuridão e em uma solidão abismal”.

Padre Zollner, que é membro da Comissão para a Proteção dos Menores instituída pelo Papa Francisco, concentra-se justamente na “perspectiva” e no “sofrimento” das vítimas dos abusos, sublinhando o trauma espiritual”, além do psíquico e físico, que é provocado quando o abusador é um representante da Igreja.

O sacerdote chama a atenção, então, para a “mentalidade de trincheira”que muitas vezes foi adotada pela Igreja, com a intenção de “resolver as coisas internamente, excluindo a dimensão pública, por temer pela própria reputação ou por aquela da própria Instituição”.

O resultado – adverte Padre Zollner – é que “se esquece quer o sofrimento das vítimas (que devem ser mantidas em silêncio), quer uma lei da mídia que afirma: “Cedo ou tarde as coisas vem à tona. Tome a iniciativa, reconheça o erro, desculpe-se honestamente e terás credibilidade”.

O artigo dedica um amplo espaço às “exigências” e “aos esforços” que hoje os católicos devem enfrentar em relação a este tema que – observa o jesuíta – pede um renovado compromisso e até mesmo de “rever o nosso modo de ser Igreja”.

“O Papa Bento XVI – ressalta Padre Zollner – que com coerência tomou providências contra os autores de abusos, mesmo em altos escalões, com a sua renúncia deu um excelente exemplo de como é possível administrar o poder (na Igreja)”.

O Papa Francisco, por sua vez, “não se cansa de estigmatizar as doenças do clericalismo e de uma vida cômoda, e de pregar um retorno à simplicidade e a urgência do Evangelho”.

“A luta contra os abusos – escreve ainda o Padre Zollner – terá ainda uma longa duração, sendo necessário por isto dizer adeus à ilusão, de que a simples introdução de regras ou de linhas guias, seja a solução para isto”. Esta – adverte – “implica uma conversão radical e uma atitude decidida para fazer justiça às vítimas e para a prevenção total”.

Certo – admite – “ninguém é capaz de derrotar definitivamente o mal, nem mesmo o de abusos contra os menores – o que seria uma presunção fatal – mas se pode fazer muito para reduzir o máximo possível o risco e aumentar a prevenção”.

Para o jesuíta, “hoje na Igreja  universal o ponteiro da balança tende, lentamente mas com decisão, para a direção correta”.

O Papa Francisco – conclui Padre Zollner – continuou e fortaleceu a linha de seu predecessor, sobretudo com a instituição da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores. Ele criou assim, a nível de Igreja universal, as condições estruturais e materiais para poder acelerar com eficiência a tutela da infância em toda a Igreja Católica”. 

Por Rádio Vaticano

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Civiltà Cattolica: documento preparatório ao Sínodo, um "mapa" para a Igreja https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/civilta-cattolica-documento-preparatorio-ao-sinodo-um-mapa-para-a-igreja/ Tue, 19 Sep 2017 10:46:19 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48545 O Documento preparatório ao Sínodo dos Bispos dedicado aos jovens, revela-se “fruto de um discernimento maduro e não o desenvolvimento de um modelo ideal abstrato”.

É o que escreve na “Civiltà Cattolica” o Padre Diego Fares, ao definir o documento como “um mapa para o caminho sinodal”. O jesuíta argentino observa que o texto apresenta uma informação “não do tipo abstrato, mas comprometida e testemunhal”.

Também é significativo o fato de que a Igreja entre “em diálogo com os jovens não somente como mestra, mas também como discípula, como Igreja que através dos jovens poderá perceber a voz do Senhor”.

A revista dos jesuítas evidencia que com este Sínodo – por desejo do Papa Francisco – “a Igreja assume a postura de quem interroga-se sobre como acompanhar bem os jovens”, encorajando-os, por sua vez, a serem “protagonistas da própria vocação e de seu destino”.

Uma parte importante do artigo que abre a última edição da “Civiltà Cattolica” é dedicado ao Papa e aos jovens: “Com os seus quatro vezes 20 anos, Francisco comunica muito bem com quem de anos tem somente 20”.

Francisco – escreve o sacerdote – é apreciado pela juventude porque “não recita um script”, “se expõe ao diálogo e a perguntas incômodas”.

É possível encontrar esta postura – observa o jesuíta – no Documento do Sínodo, que reconhece “a pluralidade dos mundos juvenis” e olha para os jovens “lá onde vivem”, colhendo disto “a dimensão existencial”.

Isto – evidencia o artigo –  é muito importante, porque o risco é que “enquanto se discutem questões abstratas, se perdem inteiras gerações.

Significativamente, “diante da provisoriedade das decisões que caracteriza o mundo – escreve Padre Fares – a indicação do Papa é: arrisca!”. Neste sentido, o Papa pede aos jovens para serem exigentes e audazes, “arriscar tudo por um ideal”.

Fé, discernimento e vocação – prossegue a Civiltà Cattolica – são os pontos fortes do documento, que foca na “alegre consciência da nossa fé e vocação”.

Todo o texto “parte da pergunta que a Igreja faz a si mesma: como acompanhar os jovens para que reconheçam o chamado e como pedir a eles ajuda para identificar as modalidades mais eficazes para evangelizar”.

O critério – prossegue – é “que caso se queira dialogar com os jovens e acompanhá-los realmente, é essencial a escolha de um tema de primária importância, em que eles arriscam a própria vida”.

Na conclusão, o Padre Diego Fares diz que o Documento preparatório para o Sínodo mostra uma Igreja “companheira de caminho dos jovens”, consciente que para acompanhar é preciso “encontrara linguagens da pastoral” que podem ser plenamente compreendidos pelos jovens.

Por Rádio Vaticano

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"Não tomo tranquilizantes", diz Papa em entrevista https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/nao-tomo-tranquilizantes-diz-papa-em-entrevista/ Thu, 09 Feb 2017 13:35:25 +0000 http://teste.toqueto.com/nao-tomo-tranquilizantes-diz-papa-em-entrevista.html “Não, eu não tomo comprimidos tranquilizantes! Os italianos dão um bom conselho: para viver em paz é necessária uma saudável indiferença. Em Buenos Aires eu era mais ansioso, admito”. Foi o que disse o Papa Francisco em uma entrevista a “Civiltà Cattolica”, da qual foram antecipadas algumas passagens pelo jornal italiano ‘Corriere della Sera’.

O Pontífice, entrevistado pelo Diretor da revista, Padre Antonio Spadaro, que comemora nesta quinta-feira, 9, a edição de número 4.000, diz que desde que foi eleito teve “uma experiência muito especial de profunda paz. E não me deixa mais. Eu vivo em paz. Eu não sei explicar”.

Há corrupção no Vaticano

E depois: “nas Congregações Gerais se falava dos problemas do Vaticano, se falava de reformas. Todo mundo queria. Há corrupção no Vaticano. Mas eu estou em paz. Se há um problema, eu escrevo um bilhete para São José e o coloco sob uma estátua que eu tenho no meu quarto. É a estátua de São José que dorme. E agora ele dorme sob um colchão de bilhetes! Por isso, eu durmo bem: é uma graça de Deus. Durmo sempre seis horas. E rezo”.

Nossa Senhora não é um Correio

Falando sobre Nossa Senhora disse: “Não, Nossa Senhora não é um Correio que todos os dias envia uma carta diferente, dizendo: ‘Meus filhos, façam isso e, em seguida, no dia seguinte diz falam isso aqui’. Não, não é isso. A verdadeira Nossa Senhora é aquela que gera Jesus em nossos corações, e que é Mãe. Esta moda de Nossa Senhora Superstar, como uma protagonista que se coloca no centro, não “Católica”. Certamente uma referência a tantas notícias de aparições de Nossa Senhora.

JMJ no Panamá

Na entrevista o Papa fala da JMJ no Panamá. “Os temas marianos para as próximas três Jornadas Mundiais não fui eu quem os escolhi! Da América Latina eles pediram este: uma presença mariana. É verdade que a América Latina é muito mariana, e me pareceu uma coisa muito boa. Eu não tive outras propostas, e fiquei contente com esse pedido’. Mas a verdadeira Nossa Senhora!”.

“O Senhor quer tanto que os religiosos sejam pobres”

Falando dos religiosos Francisco disse: “O Senhor quer tanto que os religiosos sejam pobres. Quando eles não são, o Senhor envia um ecônomo que leva o Instituto a falência!”. “Às vezes Congregações Religiosas são acompanhadas por um administrador considerado “amigo” que depois lhes faz falir. No entanto, o critério fundamental para um ecônomo é de não ser pessoalmente ligado ao dinheiro”.

Abusos sexuais

Outro tema relevante na entrevista é o dos abusos sexuais. “Parece que de 4 pessoas que abusam, 2 foram abusadas. Se semeia o abuso no futuro: é devastador”, disse o Papa Francisco.

“Se estão envolvidos sacerdotes ou religiosos, é claro que está em ação a presença do diabo que arruína o trabalho de Jesus através daquele que devia anunciar Jesus. Mas vamos ser claro: isto é uma doença. Se não estamos convencidos de que esta é uma doença, não poderemos resolver  bem o problema. Portanto, atenção ao receber em formação candidatos à vida religiosa sem ter conhecimento da sua adequada maturidade afetiva.  Por exemplo: jamais receber na vida religiosa ou em uma diocese candidatos que tenham sido rejeitados por outro seminário ou outro Instituto sem pedir informações muito claras e detalhadas sobre a motivação da rejeição”.

Por Rádio Vaticano

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