ciência - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png ciência - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Stephen Hawking e a Igreja Católica: 5 coisas que você não sabia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/stephen-hawking-e-a-igreja-catolica-5-coisas-que-voce-nao-sabia/ Thu, 15 Mar 2018 11:09:30 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51279 O famoso astrofísico Stephen Hawking faleceu nesta quarta-feira, 14 de março, aos 76 anos. Em meio ao seu ateísmo declarado e apesar de negar a existência de Deus, apresentamos alguns aspectos que o relacionaram com a fé católica.

1. A fé de sua ex-esposa em Deus salvou sua vida

“Por favor, Senhor, que Stephen esteja vivo!”, foi a prece desesperada que Jane Wilde expressou em voz baixa em 1985, quando lhe disseram por telefone que seu marido, o famoso cientista Stephen Hawking, teria que ser desconectado do respirador após entrar em coma por uma pneumonia.

Jane recorda esta cena em seu livro “Rumo ao infinito”, no qual conta que se apegou a Deus nesta ocasião como em muitas outras vezes “para resistir e manter a esperança” frente ao ateísmo fervente de seu marido doente, que desprezava e inclusive zombava de suas “superstições religiosas”, porque “a única deusa de Stephen Hawking é e sempre foi a Física”.

Wilde recordou que os médicos suíços lhe deram a entender que não havia nada a fazer e que, se ela autorizasse, desconectariam o respirador artificial para deixá-lo morrer com a mínima dor possível.

“Desconectar o respirador era impensável. Que final mais ignominioso para uma luta tão heroica pela vida! Que negação de tudo pelo que eu também tinha lutado! Minha resposta foi rápida: Stephen deve viver”, afirmou.

Os médicos se viram na obrigação de realizar uma traqueostomia que salvou a vida do cientista, mas também o deixou sem fala, obrigando-o a comunicar-se com a voz robótica de seu sintetizador.

2. Era membro da Pontifícia Academia das Ciências

No final do mês de novembro de 2016, Hawking chegou ao Vaticano para dar uma palestra sobre a origem do universo e levou algumas pessoas a se questionar sobre o que exatamente estava fazendo o astrofísico e autoproclamado ateu no coração da Igreja Católica.

A visita não era nada extraordinária, pois há algum tempo o astrofísico era membro da Pontifícia Academia das Ciências, da qual participam os 80 cientistas mais brilhantes do mundo, e estava na Cidade do Vaticano para seu encontro anual.

A religião não é um critério para os membros da Pontifícia Academia das Ciências. O presidente do grupo, Werner Arber, Prêmio Nobel de Medicina de 1978, é protestante. Há membros da Academia que são católicos, ateus, protestantes e membros de outras religiões.

Esta política aberta dos membros existe porque a Pontifícia Academia das Ciências foi pensada como um lugar onde a ciência e a fé possam se encontrar e discutir. Não é um foro confessional, mas um lugar onde é possível ter uma discussão aberta e examinar os futuros avanços científicos.

3. O seu ateísmo estava baseado na ciência?

O chanceler da Pontifícia Academia das Ciências, Dom Marcelo Sánchez Sorondo, recordou que perguntou a Hawking se ele havia chegado à conclusão de que Deus não existe como cientista ou com base em sua experiência de vida.

A esta pergunta, explicou o Prelado, “Hawking teve que admitir que a sua afirmação não tinha nada a ver com a ciência”.

Dom Sánchez Sorondo também disse que “o cientista descobre coisas que não havia colocado lá. Questionar quem colocou essas coisas lá é um tema teológico. O cientista só as descobre, o crente vê nelas a presença de Deus”.

4. Reconheceu que um sacerdote é o pai da teoria do Big Bang

Durante a sua conferência no Vaticano em novembro de 2016, Stephen Hawking prestou homenagem ao Pe. Georges Lemaitre, presidente da Pontifícia Academia das Ciências entre 1960 e 1966.

Hawking disse que o sacerdote belga era o verdadeiro pai da “Teoria do Big Bang” e não o físico George Gamow.

“Georges Lemaitre foi o primeiro a propor um modelo no qual o universo teve um começo infinitamente denso. Assim, ele e não George Gamow é o pai do Big Bang”, disse.

5. Encontrou-se com quatro Papas

Durante a sua visita ao Vaticano em 2016, Stephen Hawking foi recebido pelo Papa Francisco. Há alguns anos, ele também se encontrou com o Papa Emérito Bento XVI.

O astrofísico teve a oportunidade de conhecer São João Paulo e o Beato Paulo VI.

Por ACI Digital

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Arquidiocese de São Paulo terá evento sobre fé e ciência https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/arquidiocese-de-sao-paulo-tera-evento-sobre-fe-e-ciencia/ Fri, 20 Oct 2017 10:24:31 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49108 Na próxima quarta-feira, 25, o Vicariato Episcopal para a Educação e a Universidade, da Arquidiocese de São Paulo, realizará o evento “Evolucionismo e Criacionismo: um diálogo entre fé e ciência”, com apoio do Núcleo Fé e Cultura e da Pastoral Universitária da PUC-SP.

O evento, que acontecerá às 19h30 no Auditório 333 da PUC Campus Perdizes, é aberto ao público e terá como palestrantes o professor da PUC-SP, Eduardo Rodrigues da Cruz, e o padre Bruno Muta Vivas, da arquidiocese de São Paulo.

Eduardo Rodrigues é doutor em Teologia pela Universidade de Chicago e atualmente dedica-se à pesquisa sobre as relações entre Teologia, Religião e Ciências Naturais.

Padre Bruno é sacerdote formado em Ciências Biológicas pela USP e graduado em Teologia pela PUC-SP. Atualmente, o sacerdote exerce seu ministério sacerdotal na Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

Por Canção Nova, com Vicariato Episcopal para a Educação e a Universidade

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Relatório aponta: comportamento humano gera aquecimento global https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/relatorio-aponta-comportamento-humano-gera-aquecimento-global/ Thu, 10 Aug 2017 09:29:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47780 A atividade humana é uma das causas principais das mudanças climáticas e de seus graves efeitos: é o que denuncia um relatório redigido por cientistas de 13 agências governamentais dos EUA e cujo esboço foi publicado pelos jornais New York Times e The Washington Post.

O relatório “contradiz diretamente as afirmações do presidente Trump e de membros de seu gabinete de que a responsabilidade humana no aquecimento global é incerta e que a capacidade de prever seus efeitos é limitada”, destaca o NYT.

Os anos mais quentes da História

O estudo, que está ainda aguardando a aprovação do governo, aponta que a temperatura média nos EUA começou a aumentar na década de 80 do século XX e estas foram as décadas mais quentes dos últimos 1500 anos. “Há muitas provas que demonstram que as atividades humanas, especialmente as emissões de gases do efeito estufa, são as primeiras responsáveis pelas recentes mudanças no clima”, escrevem os especialistas.

O ‘National Climate Assessment’ é o documento preparado e publicado a cada quatro anos como parte da avaliação climática em nível nacional, e tem o aval da Academia Nacional de Ciências.  Os Estados Unidos anunciaram sexta-feira (04/08) que seguirão participando das negociações internacionais sobre a mudança climática visando proteger seus interesses, apesar de sua prevista saída do Acordo de Paris de 2015 sobre o aquecimento global.

Aumento da temperatura é dramático

Segundo dados coletados, todo o território dos EUA será tocado pelas mudanças climáticas e as temperaturas vão subir de 2,8 a 4,8 graus até o final do século. O aquecimento é mais alarmante no Alasca e na região Ártica, com consequências nos níveis dos mares.

Cientistas consultados pelos dois jornais temem que a Casa Branca, que recebeu o relatório há algumas semanas, decida desprezá-lo e evitar sua publicação definitiva.

Em sua Encíclica Laudato si, publicada em 2015, o Papa Francisco chama em causa a humanidade para a necessidade de mudanças de estilos de vida, de produção e de consumo, para combater o aquecimento global ou, pelo menos, as causas humanas que o produzem ou acentuam.

Por Rádio Vaticano

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É tempo de clamar o Espírito Santo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/e-tempo-de-clamar-o-espirito-santo/ Fri, 02 Jun 2017 10:26:49 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46590 No alto da Cruz, quando Jesus morreu, entregou o “Espírito”. Não é apenas uma citação de um salmo, mas a realidade da entrega do Espírito à Igreja nascente do lado de Cristo, fonte de graça e vida para todos. No dia da Ressurreição, aparecendo aos seus discípulos, soprou sobre eles e lhes concedeu o Dom do Espírito Santo, garantia da Paz e do Perdão, do qual são portadores, para levar ao mundo inteiro. Na manhã gloriosa do Pentecostes, o vento impetuoso e as línguas de fogo, o assombro da multidão e o anúncio de Jesus Cristo, quando todos os presentes em Jerusalém os entendem, tudo expressa, na “inauguração” da Igreja, o tempo novo que se inicia, o tempo do Espírito, que se estende até a vinda gloriosa do Senhor, no fim dos tempos, para julgar os vivos e os mortos! É o Mistério Pascal que se realiza e a Igreja, nos últimos cinquenta dias, conduziu-nos, como mãe pressurosa, a viver cada uma das etapas do único e mesmo mistério. Podemos até unir, como numa única palavra, Morte-Ressurreição-Ascensão-Pentecostes!

E o Espírito Santo continua a conduzir a Igreja. Vêm dele os carismas, ministérios e serviços suscitados no correr dos séculos. Prova disso é o fato de que a Igreja sempre foi inspirada a encontrar os caminhos da caridade, para chegar a todos os recantos e aos corações, com a criatividade que caracteriza seu serviço à humanidade.

Os dons do Espírito Santo

Do Espírito Santo esperamos receber os dons, que nos fazem viver de forma divina a nossa vida nesta terra: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus! De sua presença esperamos os frutos: “amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, lealdade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5, 22-23).

O Espírito Santo conduz a Igreja, mantendo-a fiel à verdade, sustentando-a para que as portas do inferno não prevaleçam. Todas as crises devidas à condição humana de seus membros, que sabemos ser pecadores, têm sido superadas. Basta recordar os grandes Concílios, com os quais a Igreja buscou com sinceridade a verdade, para anunciá-la corajosamente.

É o Espírito Santo que dá aos cristãos a disposição para o testemunho de Jesus, fecunda uma vida santa nos filhos da Igreja. Ele foi e é o sustento dos mártires, para a audácia do derramamento do próprio sangue pelo nome de Jesus Cristo.

É o Espírito Santo que nos faz proclamar que Deus é Pai – Abba, é ele que nos possibilita reconhecer Jesus como Senhor, é o Espírito Santo que reza em nós! “O Espírito vem em socorro de nossa fraqueza. Pois não sabemos o que pedir nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito, pois é de acordo com Deus que ele intercede em favor dos santos” (Rm 8, 26-27).

O condutor dos cristãos

O Espírito Santo age na Igreja, conduzindo os cristãos das várias confissões na estrada exigente a maravilhosa da unidade, a ser buscada com afinco por todos os que professam Jesus como Senhor. Este é o sentido da Semana de Orações pela Unidade dos Cristãos, com o tema “Reconciliação” e o lema “É o amor de Cristo que nos move” (Cf. 2 Cor 5, 14-20). Junto com outros cristãos, queremos refletir também sobre os quinhentos anos da Reforma. E o Papa faz inúmeros gestos de aproximação com irmãos e irmãs de outras Igrejas. Na Vigília de Pentecostes, neste Sábado, tenho a alegria de estar com o Santo Padre na Vigília Ecumênica de Oração, em Roma, a se realizar no “Circo Máximo”, um dos lugares históricos do martírio dos cristãos dos primeiros séculos.

O quadro conflitivo em que nossa sociedade se encontra é um grito à unidade dos cristãos. Cabe-nos oferecer ao mundo o testemunho do amor mútuo, superando preconceitos, medos, agressividade, lutas estéreis que só escandalizam as pessoas. Vale buscar o que nos une, que certamente é muito maior do que os eventuais motivos de separação. E podemos começar pelas pessoas mais próximas, estendendo os braços para a reconciliação, valorizando o testemunho de pessoas que fazem parte de outras confissões cristãs, colocando-nos juntos em oração, pedindo os dons do Espírito Santo.

Mais ainda, o Espírito Santo conduz todos os homens e mulheres de todos os tempos na busca da verdade. É ele que planta as Sementes do Verbo de Deus por toda parte, fazendo com que os cristãos abram os seus olhos e seus corações, para identificar e valorizar o bem que é feito, onde quer que esteja!

Oração

Esta é uma ocasião privilegiada para convidar à oração confiante:

Oh vinde, Espírito Criador, as nossas almas visitai, e enchei os nossos corações
com vossos dons celestiais.
Vós sois chamado o Intercessor, do Deus excelso o dom sem par, a fonte viva, o fogo, o amor, a unção divina e salutar.
Sois doador dos sete dons, e sois poder na mão do Pai, por ele prometido a nós,
por nós seus feitos proclamais.
A nossa mente iluminai, os corações enchei de amor, nossa fraqueza encorajai,
qual força eterna e protetor.
Nosso inimigo repeli, e concedei-nos vossa paz; se pela graça nos guiais,
o mal deixamos para trás.
Ao Pai e ao Filho Salvador por vós possamos conhecer. Que procedeis do seu amor fazei-nos sempre firmes crer.

Vinde, Espírito Santo!

Dom Alberto Taveira Corrêa – Arcebispo da Arquidiocese de Belém – PA

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Papa alerta sobre uso distorcido das biotecnologias https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-alerta-sobre-uso-distorcido-das-biotecnologias/ Mon, 10 Apr 2017 12:01:47 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-alerta-sobre-uso-distorcido-das-biotecnologias.html O Papa Francisco recebeu nesta segunda-feira, 10, em audiência no Vaticano, membros do Comitê italiano para a Biossegurança, as Biotecnologias e as Ciências da Vida, por ocasião do 25º aniversário da instituição do Comitê junto à presidência do Conselho dos Ministros. A tarefa do comitê é apoiar o governo na adoção de medidas científicas, econômicas e sociais nesta matéria.

Em seu discurso, o Santo Padre chamou atenção para o uso distorcido das biotecnologias: essas devem estar a serviço de uma vida digna para todos e deve haver harmonia entre as instâncias científicas, econômicas e éticas.

Francisco destacou antes de tudo o princípio da responsabilidade, lembrando que o homem é chamado a cultivar e proteger o jardim do mundo, como diz o relato do Gênesis. “A tarefa de vocês é não somente aquela de promover o desenvolvimento harmônico e integrado da pesquisa científica e tecnológica que diz respeito aos processos biológicos da vida vegetal, animal e humana; a vocês é pedido também prever e prevenir as consequências negativas que pode provocar um uso distorcido dos conhecimentos e da capacidade de manipulação da vida”.

O cientista também é chamado a ter decisões responsáveis sobre os passos a cumprir, observou o Pontífice, lembrando que as tecnologias, ainda mais que as ciências, colocam nas mãos do homem um poder enorme e crescente. “O risco grave é aquele que os cidadãos, e talvez também aqueles que os representam e os governam, não advirtam plenamente a seriedade dos desafios que se apresentam, a complexidade dos problemas a resolver e o perigo de usar mal do poder que as ciências e as tecnologias da vida colocam em nossas mãos”.

Francisco também advertiu sobre o entrelaçamento entre o poder tecnológico e econômico, uma vez que os interesses podem condicionar os estilos de vida na direção do lucro de certos grupos industriais e comerciais, em detrimento de populações mais pobres.

Para chegar, em vez disso, a uma harmônica composição entre as instâncias científicas, produtivas, éticas e políticas e promover um desenvolvimento sustentável que respeite a casa comum, serve abertura à comparação entre as diversas posições, com a certeza de que o testemunho prestado à verdade e ao bem comum dos homens de ciência contribui para a maturidade da consciência civil.

“Na conclusão desta reflexão, permitam-me recordar que as ciências e as tecnologias são feitas para o homem e para o mundo, não o homem e o mundo para as ciências e as tecnologias. Essas estejam a serviço de uma vida digna e sadia para todos, no presente e no futuro, e tornem a nossa casa comum mais habitável e solidária, mais cuidada e protegida”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Se houvesse vida em outros planetas, a fé católica mudaria? https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/se-houvesse-vida-em-outros-planetas-a-fe-catolica-mudaria/ Fri, 24 Feb 2017 09:47:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44584 Na última quarta-feira, a NASA anunciou a descoberta de um sistema com planetas semelhantes à Terra e nas redes sociais surgiu a pergunta de como a eventual descoberta de vida extraterrestre poderia mudar o cristianismo e a sua visão do universo.

Segundo informações da NASA, o novo sistema planetário está a 40 anos-luz de distância e possui sete planetas com uma massa semelhante a da Terra. Além disso, três destes estão em uma zona habitável e poderiam existir oceanos de água na superfície, aumentando a possibilidade de acolher vidas.

Em 2012, o então diretor do Observatório Astronômico do Vaticano, o jesuíta argentino José Gabriel Funes, afirmou que, mesmo que existam grandes probabilidades de que haja vida fora do planeta Terra, isso não mudaria a visão cristã do universo. “Não vejo nenhuma dificuldade para a fé católica”, assegurou.

Em declarações ao Grupo ACI, o sacerdote assinalou que se houver vida extraterrestre, “os católicos não precisamos mudar a nossa visão do universo”, porque “Deus, em sua liberdade, poderia ter criado também outras criaturas inteligentes e podem fazer parte da criação”.

Segundo o Pe. Funes, estes seres “poderiam relacionar-se com Deus, assim como nós” e a sua existência não estaria em contraposição com a existência de Jesus Cristo.

O sacerdote explicou que tudo é reduzido a probabilidade. Considerando que o universo foi criado com cem bilhões de galáxias e, “se dividimos as galáxias na população mundial, cada pessoa teria 14 galáxias, cada galáxia é formada por cem bilhões de estrelas”.

Então, é possível “que cada uma dessas estrelas tenha planetas girando ao redor de outras estrelas, como fazem ao redor do Sol. E, portanto, seria possível a existência de vida no universo”.

“É muito bom o que nós sabemos, porque podemos reconstruir a história do universo desde os primeiros instantes até a formação da Terra, dos planetas, isto não está em contradição com a fé, nem com o que aprendemos na mensagem bíblica e também na reflexão teológica. O que sabemos pela fé, e também pela razão, não só pela fé, é que Deus é o criador, um Pai bondoso, que nos sustenta no ser, no existir”, disse.

Neste contexto, recordou que o universo “existe graças à vontade de Deus e, como diz a Bíblia, ‘ao terminar de criar viu Deus que era bom… ’, também deve nos ajudar a ver a bondade do universo, olhar também com olhos de bondade para a história da humanidade e para a nossa própria história na terra”.

“De qualquer forma, por enquanto, não temos nenhum resultado. Não há nenhuma evidência de que exista vida fora da Terra. Esta descoberta poderia acontecer amanhã. Talvez em mil anos ou nunca aconteça” e “que alguma vez tenhamos uma evidência de que há vida, depende da ciência, caso contrário, é inútil especular”, assinalou.

O Pe. Funes estudou licenciatura em Astronomia em 1985, depois, ingressou na Companhia de Jesus e, após sua ordenação sacerdotal, estudou o doutorado em astrofísica na Universidade de Pádua (Itália). Em seguida, os superiores da sua congregação o enviaram como astrônomo ao Observatório do Vaticano e, em 2006, o Papa Bento XVI o nomeou como diretor do organismo.

O Pe. Funes assinalou que o Observatório “tenta construir uma ponte, uma ponte entre a Igreja Católica e os cientistas, especialmente com os astrônomos. É um desafio entusiasmante, que também permite chegar a um público maior, porque há temas muito interessantes, a origem do universo, a possibilidade de vida extraterrestre”.

Neste sentido, explicou que a relação entre ciência e fé ocupa um lugar muito importante para o Santo Padre e “pode-se ver nas suas homilias, nos seus discursos … sobretudo, para o Observatório Vaticano e para os outros observatórios no mundo. 2009 foi um momento muito importante, porque foi o ano internacional de astronomia. Durante esse ano, o Papa (Bento XVI) se referiu muitas vezes de maneira especial à astronomia e, no mesmo ano, o Pontífice inaugurou as novas instalações do observatório”.

É possível afirmar que a criação do Observatório Vaticano, como é conhecido atualmente, foi em 1891, quando o Papa Leão XIII pretendeu demonstrar que a Igreja não se opõe ao desenvolvimento científico e que, muito pelo contrário, promove a ciência de grande qualidade.

Atualmente, o Observatório Astronômico do Vaticano é dividido em dois grupos, um grupo com uma sede histórica nos jardins pontifícios de Castel Gandolfo e outro no Monte Graham, Tucson, Arizona (Estados Unidos), no qual os investigadores, principalmente sacerdotes jesuítas, têm o telescópio mais importante. É um dos centros astronômicos mais importantes do mundo.

Por ACI Digital

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Embrião humano é autônomo inclusive fora do ventre materno https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/embriao-humano-e-autonomo-inclusive-fora-do-ventre-materno/ Wed, 01 Feb 2017 09:40:29 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44194 Ana Maria Dumitru, uma estudante do quinto ano de Doutorado em Medicina e Filosofia na Escola de Medicina Geisel (Estados Unidos), divulgou um novo estudo que demonstra que os embriões humanos dirigem de maneira autônoma seu próprio desenvolvimento desde os primeiros momentos da sua vida, inclusive quando não estão no ventre materno.

“Um estudo recente publicado por Marta N. Shahbazi e colegas do Reino Unido demonstra que esta célula recém-formada sabe o que deve fazer depois da concepção, independentemente de receber ou não sinais de um útero que o acolhe”, explicou Dumitru.

A articulista detalhou que Shahbazi e seus colegas demonstraram que um óvulo fertilizado ou embrião recém-formado “é um ser vivo autônomo”.

“Esta pequena célula, com seu conteúdo genético completo, pode e começa a se dividir e a crescer, inclusive em um prato experimental de uma incubadora”.

A doutora contou que Shahbazi e seus colegas descongelaram embriões congelados que foram doados ao seu grupo de investigação de uma clínica de fertilização in vitro. 

“Estes embriões cresceram além do ponto que normalmente se implantariam no revestimento do útero, utilizando um sistema de cultivo in vitro do seu próprio desenho. Informaram que estas células podem se organizar com êxito, apesar de não estar implantada no útero”.

“Isto significa que, como suspeitamos, os embriões sabem o que supostamente devem fazer para viver, independentemente de estarem no ventre de sua mãe ou não”, acrescentou. 

Dumitru disse que a razão pela qual o estudo de Shahbazi é tão crítico é “porque não estão forçando estes embriões a se dividir, nem estão dando instruções para eles”.

E, embora um embrião recém fertilizado “possa não saber se foi ‘querido’ ou não”, ele sabe “que quer viver”.

“De fato, o embrião tem duas grandes missões desde o seu momento de concepção: uma é começar a se dividir e a outra é passar da trompa de Falópio da mãe ao revestimento do útero. O embrião precisa se implantar com êxito, porque por si só ele apenas tem recursos suficientes por um número limitado de dias, por isso precisa se nidificar no endométrio rico em nutrientes da sua mãe, a fim de adquirir mais alimentos”, assegurou.

A perita acrescentou que essa é a razão pela qual a maioria dos remédios e “anticoncepcionais” funcionam como abortivos, pois, “em vez de impedir que os espermatozoides fertilizem o óvulo, impedem que o embrião se implante corretamente”.

“Sem os nutrientes normalmente proporcionados pela implantação, o embrião morrerá. Mas, como Shahbazi e seus colegas demonstraram, se complementam o embrião com nutrientes, continuará lutando pela vida”, acrescentou.

“Já sabíamos que o embrião em desenvolvimento se comunica com a mãe através de sinais e a troca de nutrientes na corrente sanguínea, mas agora sabemos que o embrião está programado para a sobrevivência desde o primeiro dia”, reiterou a perita.

No início do seu artigo, Dumitru pergunta: “Quando a vida começa?”. E logo explica que a ciência já respondeu tal pergunta de maneira “forte e clara”.

“É muito simples. É necessário um óvulo de uma mulher e um espermatozoide de um homem. O esperma penetra no óvulo. E agora temos uma célula com a quantidade completa de material genético necessário para tudo o que um ser humano poderia querer fazer”, esclareceu.

“Inclusive isto pode não ser suficiente para convencer os céticos. Há alguns meses, estava debatendo as questões de quando a vida começa e a autonomia do embrião recém-formado com alguns colegas. Fiquei surpresa ao saber que ainda dependem da ordem de um partido político: ‘a princípio, é apenas um grupo de células’”.

“No laboratório onde trabalho, estudamos a divisão celular. Como cientistas, meus colegas devem admitir que os embriões estão compostos de células vivas, mas não aceitam o embrião como um organismo vivo. Se o embrião recém-formado é ‘apenas um grupo de células’, então você pode justificar o aborto. Conforme esta lógica, não é um ser autônomo, e definitivamente ainda não é uma pessoa humana. São apenas algumas células que crescem no corpo da mãe, por isso a mãe poderia escolher se desfazer dessas células se quiser”.

Ante as afirmações de seus colegas, Dumitru manifestou que “chegou a hora de ver a verdade”, porque “a ciência já afirmou o que suspeitamos há muito tempo”:

“Podemos chamá-los de óvulos fertilizados, zigotos, mórulas, blastocistos, frutos da concepção, embriões ou fetos, mas isso não muda a verdade. E a verdade é esta: são seres humanos autônomos desde o princípio”, assegurou.

Por ACI Digital

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