cidadãos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Mon, 12 Feb 2018 14:16:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png cidadãos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Cartilha "Eu Sou O Brasil Ético" orienta cidadãos para uma nova postura de vida https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/cartilha-eu-sou-o-brasil-etico-orienta-cidadaos-para-uma-nova-postura-de-vida/ Mon, 12 Feb 2018 14:16:55 +0000 http://teste.toqueto.com/cartilha-eu-sou-o-brasil-etico-orienta-cidadaos-para-uma-nova-postura-de-vida.html O Santuário de Aparecida disponibiliza cartilha da campanha pró-cidadania ‘Eu Sou o Brasil Ético’, o material auxilia o devoto na compreensão do que é o projeto e quais as condutas necessárias para assumir a missão de cidadão-cristão, que como protagonista, busca uma nova postura de vida com mudanças de atitudes.

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A campanha acontece em um importante momento para o Brasil, já que no mês de outubro serão escolhidos os novos representantes do país.

‘Eu Sou O Brasil Ético’ quer motivar cada cidadão-cristão a se comprometer com a política, fiscalizando o trabalho do poder público, pesquisando sobre os candidatos para os cargos de presidente, governador, deputado e senador e adotar uma conduta firme, contrária a toda forma de corrupção.

Sobre isso o Papa Francisco reforçou nesse mês de fevereiro, em seu vídeo de intenções, o convite a todos os cristãos para romper o silêncio e denunciar a Corrupção, enfatizando que a “Corrupção nutre a Cultura da morte”.

É nesse sentido que a Campanha ‘Eu Sou O Brasil Ético’ se faz necessária, estimulando o resgate da ética e dos verdadeiros valores brasileiros, em prol do bem comum, como salientou o reitor do Santuário de Aparecida, padre João Batista de Almeida, na primeira celebração do Dia Nacional Mariano em janeiro: “Essas atitudes vão nos ajudar a restaurar a nós mesmos em primeiro lugar e principalmente, restaurar o nosso país, e no final do ano nós vamos poder bater no peito e dizer: Eu Sou o Brasil Ético, porque durante todo ano eu tive atitudes éticas, comprometidas com a minha gente, comprometidas com o projeto de Deus”.

A Campanha ‘Eu Sou o Brasil Ético’ acontece durante todo o ano de 2018, apresentado a cada mês uma temática. Nesse mês de fevereiro Dom Orlando Brandes, Arcebispo de Aparecida, fala sobre O Valor da Segurança para uma vida fraterna. Confira.

Por Santuário Nacional/A12

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Para onde vamos? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/para-onde-vamos/ Mon, 18 Sep 2017 15:09:19 +0000 http://teste.toqueto.com/para-onde-vamos.html Há sinais contundentes de que a sociedade brasileira está fora dos eixos. Há quem diga que vivemos uma “metamorfose epocal”. Aquilo que até pouco tempo era impensável, tornou-se manchete no cotidiano. Observam-se mudanças radicais. As velhas certezas que até um tempo recente orientavam decisões se enfraquecem sempre mais e o novo ainda não surgiu.

A sociedade do risco possui a potencialidade de conduzir a humanidade à catástrofe, mas também de abrir estradas para algo inaudito, capaz de forjar uma sociedade marcada pela justiça, paz e fraternidade. A atividade política, orientada pela ética, tem a missão de perseguir o bem comum, atuando com vista à criação de um ambiente autenticamente humano em que a todos seja oferecida a possibilidade de um real exercício dos direitos humanos e de um pleno cumprimento dos respectivos direitos.

Fatos recentes lançam questões que exigem reflexão profunda. As muitas denúncias de corrupção e os elementos encontrados que as corroboram não mais produzem indignação! Produzem apatia e preocupante descrédito nas instituições. Enquanto a elite econômica encontra trânsito fácil nos corredores palacianos, parte da elite política ignora as condições de vida da maioria pobre da população.

A violência ganha contornos de guerra. Os indícios são inocultáveis. Corpos decapitados e esquartejados! Crianças vítimas de uma crueldade exacerbada. Estudantes de escolas elementares que rastejam pelo chão para se proteger do fogo cruzado de gangues lutando pelo controle do tráfico de drogas. Chacinas se tornaram algo comum! Vitimas de balas perdidas se tornaram notícia corriqueira. O toque de recolher imposto nos bairros e vilas de nossas cidades é uma realidade. Policiais que diariamente põem em risco a própria vida recebem o salário a conta-gotas…

Professores agredidos por adolescentes recebem um indigno salário parcelado. Sindicatos mais interessados em manter privilégios e interesses que representar e defender a categoria que representam. O desrespeito pelo imaginário da fé, agressões e desrespeito pelo o que é mais íntimo e sagrado no outro: sua fé e seu corpo, e os ataques discriminatórios à cultura judaico-cristã que contribuiu na nossa formação cultural é considerado algo normal. Onde chegamos?

O Brasil é reconhecido mundialmente pela desigualdade social e pela concentração da renda, pela pobreza e corrupção, pela criatividade e religiosidade. Urge promover uma séria reflexão sobre a realidade sócio-politica-econômica brasileira e de como se estende o direito à dignidade dos filhos e filhas desta nação. Para tanto se requer o cultivo da obra do discernimento. Discernimento significa avaliar, colocar à prova, distinguir, separar, julgar em vista do bem. Existe disposição das instituições para realizar tal obra?

Papa Francisco frequentemente pede que se reze por ele. Certamente uma solicitação habitual daqueles que são investidos de alguma responsabilidade não só na Igreja, mas também na sociedade. É que qualquer iniciativa que busque romper velhos hábitos sempre encontrará resistência. Por isso, se faz necessário conhecer a realidade que a todos envolve; urge fomentar espaços de diálogo entre pessoas que acreditam ser possível superar os desafios em vista de uma sociedade marcada pelo respeito das diferenças, pela justiça e fraternidade; é salutar promover o espírito de oração e devoção que permite cultivar a necessária compreensão de que ser humano algum é perfeito, e que a condição humana é marcada pelo pecado e resgatada pelo amor de Deus.

O novo que se faz necessário pressupõe cidadãos distintos e generosos, capazes de cultivar horizontes novos caracterizados pela ética e trabalhar verdadeiramente pelo bem comum.

Dom Jaime Spengler – Arcebispo metropolitano de Porto Alegre

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A sociedade brasileira não pode perder a esperança https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-sociedade-brasileira-nao-pode-perder-a-esperanca/ Thu, 08 Jun 2017 10:27:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46711 É preciso manter a esperança mesmo diante da crise política e econômica

O amargor da falência das esperanças pesa forte sobre os ombros da humanidade. As derrocadas políticas com reflexos nas relações e nos funcionamentos em diferentes segmentos das civilizações obscurecem horizontes. Os fracassos na economia – com tiranos mecanismos que provocam o empobrecimento – e nas relações interpessoais, apagam a luz da esperança. E essa luminosidade, quando perdida, inviabiliza as reações. A escuridão prevalece, impossibilitando encontrar caminhos novos. Mas para ir em frente e fazer a travessia dos vales da sombra, é imprescindível cultivar a esperança, capaz de nutrir os corações e as inteligências com a realidade do amor e do bem que transformam o mundo.

Esperança que pode ser recuperada com a força e a fascinante facilidade da comunicação na partilha, em tempo real, dos acontecimentos mundo afora. A capilaridade dessa rede de informações reúne a sociedade, grupos e segmentos em torno das mesmas questões, desafios e preocupações. Também aponta para uma exigente tarefa: a responsabilidade e o desafio posto à cidadania de como lidar com as notícias boas, más, verdadeiras ou falsas.

Singular contribuição para refletir sobre esse desafio está na mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações, celebrado no último domingo de maio, Festa Litúrgica da Ascensão do Senhor. O Papa se refere aos antigos pais na fé, que comparavam a mente humana à mó de azenha – tipo de moinho movido pela força da água que não se podia parar. Ao moleiro cabia decidir se moeria na azenha o trigo ou o joio, e escolher o fermento que leveda a massa, dando-lhe forma e gosto ou o contrário, aquele que a estraga. A referência à mó de azenha é para remeter à enorme responsabilidade que está na condução e na conformação da mente humana que nunca para, está sempre em ação. Importa a atenção e a responsabilidade moral que determinam o material que a fornecemos, minuto a minuto.

O “alimento” fornecido à mente pode produzir luzes de esperança que alargam horizontes com realismo, ou a precipitação da sociedade, de suas instituições e de seus funcionamentos na vala do fracasso. O propósito, pois, é investir em uma comunicação construtiva ao “moer” as informações, conforme diz o Papa Francisco, para oferecer um “pão perfumado e bom”. Assim, de modo qualificado, constroem-se compreensões. São favorecidos os discernimentos para as decisões que determinam os rumos da vida de cada pessoa e de toda a sociedade. É, pois, grave e urgente a responsabilidade cidadã de investir em uma comunicação construtiva, pela rejeição de preconceitos contra outras pessoas. O vetor permanente, indica o Papa Francisco, deve ser a promoção da cultura do encontro, para que o brilho do olhar da esperança permita ler, interpretar e tratar a realidade com confiança, altruísmo e competente sabedoria. Assim é possível descobrir e trilhar rumos novos e superar fracassos.

Obviamente, isso não significa promover desinformação ou fazer “vista grossa” ante os cenários de dramas humanos, adotando otimismo ingênuo e isentando-se, por insensibilidade ou indiferença, da tarefa de vencer o mal. Situar-se nos horizontes da esperança é iluminar o caminho que precisa ser percorrido para avançar. Permite reconfigurar mecanismos de funcionamentos governamentais, sociais, administrativos e culturais. Sublinha o Papa Francisco: “Para um tempo novo de esperanças, é preciso superar o mau humor e a resignação, que lançam a pessoa na apatia, produzem medos e a incompetência que advém da convicção falsa de que não é possível impor limites ao mal.” Diante da responsabilidade de reconstruir a sociedade, nenhum cidadão tem o direito de abdicar-se do esforço necessário para acender em si a chama da esperança. Também precisa assumir o compromisso de contribuir para iluminar o coração, a mente e a consciência do próximo com a chama da esperança. O passo primeiro, na avalanche de tantas informações ruins, é narrar boas notícias.

Para os cristãos, o ponto de partida e a fonte perene da esperança é Jesus Cristo, a Boa Nova que tem força para mudar o mundo, alimentando a alegria de servir e promover a vida. Ninguém tem o direito de aparar as chamas da esperança, valendo-se de lamúrias, maledicências, apatias, preguiças e mesmo da projeção de negatividades que forjam leituras pessimistas da realidade. Que a chama da esperança acesa em cada cidadão, pelas boas notícias que encantam e curam, possibilite novas dinâmicas e solidariedades, necessárias para se alcançar a almejada paz mundial e dissipar a corrupção que encharca a sociedade brasileira. Sejam alargados os horizontes de esperança.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte

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Críticas e Avaliações https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/criticas-e-avaliacoes/ Fri, 10 Mar 2017 14:23:13 +0000 http://teste.toqueto.com/criticas-e-avaliacoes.html A fragilidade dos fundamentos da cultura pode ser uma das causas que explicam a incapacidade que a sociedade tem ao lidar com as críticas e as avaliações. Muito frequentemente, o que deveria ser uma rica troca de argumentos se reduz a ataques e ironias. Basta observar o cotidiano das pessoas nos diferentes setores. É incrível a falta de compostura de muitos parlamentares durante seus pronunciamentos, ou mesmo certas atitudes dos cidadãos. Essa falta de respeito resulta também da incompetência para uma autoavaliação. Movidos pela revolta pessoal que nasce do desinteresse em exercitar o autoconhecimento, muitos se sentem no direito de dizer, de qualquer jeito, o que bem entendem, sem medir as consequências. Por isso mesmo, é crescente a incompetência para avaliar os próprios atos e conceitos.  Sem reconhecer a própria inaptidão, muitos se consideram certos em tudo. Acham-se no direito de desferir juízos sobre os outros e permanecem fechados a qualquer tipo de observação, ainda que seja pertinente. 

Essa fragilidade no tecido cultural gera uma atmosfera permanente de revolta nas relações, fazendo crescer a intolerância e os equívocos no discernimento e adoção das prioridades. Consequentemente, perde-se o sentido de limite, que é necessário para que sejam estabelecidas as relações humanas. Impulsos que brutalizam essas relações ganham força, enquanto as instituições sociais ficam enfraquecidas. Assim se estabelece uma confusão que deseduca e é responsável por retrocessos civilizatórios. O risco permanente é a sociedade ser conduzida ao marasmo e às permissividades. De um lado, ficam as massas enfurecidas e raivosas. Do outro, defensivamente e se lamentando, os dirigentes, líderes e representantes do povo. Um descompasso de terríveis proporções. 

Nesse contexto, nascem os medos paralisantes e a falta de criatividade que inviabilizam as respostas urgentes e necessárias. Tudo acaba em confusão que descompassadamente envolve o conjunto da vida. Urge aprender e praticar, culturalmente, a competência para se fazer críticas pertinentes, que nunca pode estar desatrelada da autoavaliação. E para se alcançar essa habilidade, torna-se necessário investir na autoestima. Quem não conquistou essa qualidade, não suporta críticas e permanece obtuso. Busca promoção e privilégios sem avaliar o próprio desempenho. Segue a tendência medíocre de se “fazer juízo em causa própria”, com a parcialidade de quem não aceita observações ou posicionamentos divergentes.

A sociedade e suas instituições não avançam se os cidadãos não cultivarem a competência crítica que pressupõe abertura suficiente também para se deixarem avaliar. São sempre lamentáveis a animosidade e a resistência criadas quando o discurso inclui críticas e avaliações. Buscam-se justificativas para tudo. Dessa forma, uma barreira intransponível é construída, impedindo o diálogo capaz de reorientar processos. As perdas são muitas, nos prazos e na qualidade dos resultados, pois o objetivo é cada um se colocar como o melhor e o mais importante.

Investimentos civilizatórios capazes de garantir aos cidadãos a competência de criticar, de ouvir críticas e de se deixar inserir em processos de avaliação, em vista do bem maior, são urgentes. Não há outro caminho para superar mediocridades nos âmbitos dos funcionamentos institucionais, que requerem sempre novas respostas, em razão dos crescentes desafios da sociedade contemporânea. Nesse sentido, oportuno é avançar na implantação de sistemas que podem avaliar desempenhos em diferentes âmbitos – educacional, religioso, cultural, político e tantos outros – capacitando todos com a habilidade para criticar e ouvir críticas. Assim se alcança a cidadania qualificada, com a abertura a processos permanentes de avaliação.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

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