CF 2017 - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png CF 2017 - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Igreja no Brasil realiza Coleta Nacional de Solidariedade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-brasil-realiza-coleta-nacional-de-solidariedade/ Mon, 10 Apr 2017 11:12:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45379 Ontem, dia 9, Domingo de Ramos, a Igreja Católica do Brasil organizou em todo país a Coleta Nacional da Solidariedade, uma ação prevista pela Campanha da Fraternidade (CF), que este ano propõe o aprofundamento e ações concretas em torno do tema do meio ambiente, com um destaque para os biomas brasileiros. Bispos, padres, religiosos(as), lideranças leigas, agentes de pastoral, colégios católicos e movimentos eclesiais são os principais motivadores e animadores desta coleta. 

Segundo o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, a conversão – movimento proposto para o período da Quaresma – exige passos concretos. A Coleta Nacional de Solidariedade, destaca o religioso, permite que os católicos ajudem os pobres e colaborem na continuidade do cuidado com a obra da criação.

A cada ano, com o recurso arrecado, a CNBB apoia pequenos projetos em todo país relacionados à temática proposta pela CF. Em 2017 serão apoiados pequenos projetos que tem como foco o tema do meio ambiente e a sustentabilidade. Em 2016, foi arrecado para o Fundo Nacional R$ 5.879.109,88. De 2012 a 2015, 1067 projetos de desenvolvimento local e solidariedade foram apoiados em todo o país pela CNBB. 

Fundo de Solidariedade

O resultado integral das coletas realizadas nas celebrações do Domingo de Ramos, coleta da solidariedade, com ou sem envelope, deve ser encaminhado à respectiva diocese. Do total arrecadado pela Coleta da Solidariedade, a diocese deve enviar 40% ao Fundo Nacional de Solidariedade (FNS), gerido pela CNBB. A outra parte (60%) permanece nas dioceses para atender projetos locais, pelos respectivos Fundos Diocesanos de Solidariedade (FDS).

As doações para o Fundo Nacional de Solidariedade da CNBB, podem ser efetuados na conta indicada abaixo, ao longo de todo o ano. O depósito dos 40% da Coleta da Solidariedade para o Fundo Nacional de Solidariedade – CNBB deve ser feito na seguinte conta: Banco Bradesco, Agência 0484-7 – Conta Corrente 4188-2 – CNBB. O comprovante do depósito precisa ser enviado por: e-mail – financeiro@cnbb.org.br  ou por correspondência para o endereço: SE/Sul Quadra 801 Conjunto B, CEP: 70.200-014 – Brasília – DF. Contato pelo telefone – (61) 2103-8309 (falar no financeiro).

Por CNBB

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Mariologista destaca exemplo de Maria para o cuidado com a criação https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/mariologista-destaca-exemplo-de-maria-para-o-cuidado-com-a-criacao/ Tue, 28 Mar 2017 08:06:19 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45151 “Maria é para nós uma referência de vida. Se a gente olha no Evangelho a relação dela com Jesus, como educadora, é uma relação baseada no carinho, no respeito, no acompanhamento, então também isso nos ensina sobre a relação com o meio ambiente, com os biomas”.

Desta forma, Irmão Afonso Murad, mariologista e escritor dedicado às causas sociais e ambientais, relacionou a figura de Maria, mãe de Jesus, com o cuidado com a criação, unindo o Ano Mariano à proposta da Campanha da Fraternidade 2017, que trata dos biomas brasileiros.

Para ele, a primeira atitude é conhecer. Conhecer o bioma onde se vive, as árvores, os pássaros, as plantas. “Isto porque o bioma onde vivemos faz parte da gente. Da mesma forma, como a relação entre mãe e filho é uma relação estreita, a gente precisa cada vez mais acentuar, fortalecer essa relação com o lugar onde a gente mora e vive”, explica o religioso.

Mesmo quem mora em grandes cidades, como as capitais estaduais, pode praticar o exercício de “conhecer”. Em muitos destes grandes centros existem parques, áreas de preservação ambiental que aproximam a população do meio ambiente. “Isso é muito importante!”, afirma Irmão Afonso. “Como Maria alimentou essa relação de conhecer e de amar, com Jesus, a gente também precisa alimentar essa relação com o meio ambiente”.

Conversão ecológica com a ajuda de Maria

Durante a Quaresma, é comum que os fiéis se dediquem à conversão pessoal e façam uma prática penitencial. O especialista lembra que o Papa Francisco propõe algo a mais: a conversão a Jesus que precisa tocar todos os âmbitos das relações humanas, não somente a relação com Deus ou com o próximo, mas também com as outras criaturas. “Isto é conversão ecológica”, afirmou o irmão.

“Essa conversão também começa com pequenas atitudes de preservação, como o cuidado com a água, com uso da energia, a redução do consumismo (uma grande tentação para todos os cristãos), que leva a destruir a longo prazo o mundo que vivemos”, disse o religioso.

“A conversão ecológica começa com gestos pessoais. Mas ela precisa partir do coração, de uma atitude nova onde não vamos considerar a natureza como coisa, mas como parte de nós, do coletivo, da humanidade. O ar que respiro não é meu, é nosso; o solo que pisamos, ainda que seja de propriedade privada, é nosso, é do planeta, é das plantas. A conversão ecológica exige mudança de olhar e atitudes de conservação”, acrescentou.

Para Irmão Afonso, uma atitude muito concreta da Campanha da Fraternidade e de conversão ecológica é que as paróquias, as dioceses, as comunidades, se empenhem para defender as unidades de conservação – os poucos espaços públicos que existem, que são uma amostra concreta do bioma onde moramos.

A partir de Maria, o religioso propõe atitudes que podem contribuir para o cuidado com a ambiente ecológico em que vive cada pessoa: “Quando olhamos para Maria, lembramo-nos de cuidado, carinho, atenção, desse colo materno. Esta mesma atitude nós precisamos ter com relação ao meio ambiente. É claro que a gente precisa das plantas pra se alimentar; se comemos carne, precisamos dos animais, que por sua vez precisam de pasto. Mas tudo isto deve ser feito com respeito, com equilíbrio, não com uma atitude de dominação, de destruição. Ao olhar para Nossa Senhora, vemos estas atitudes básicas de cuidado, de carinho. Como a Mãe cuida, nós também precisamos cuidar do meio ambiente”, afirmou.

Por Canção Nova

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Fórum dinamiza objetivo da CF 2017 com ações na Semana da Água https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/forum-dinamiza-objetivo-da-cf-2017-com-acoes-na-semana-da-agua/ Wed, 22 Mar 2017 14:29:36 +0000 http://teste.toqueto.com/forum-dinamiza-objetivo-da-cf-2017-com-acoes-na-semana-da-agua.html Um dos objetivos específicos da Campanha da Fraternidade 2017, cujo tema é “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, é reforçar o compromisso com a biodiversidade, os solos, as águas, as paisagens e o clima variado e rico que abrange o chamado território brasileiro. Na semana em que é celebrado o Dia Mundial da Água, o Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social (FMCJS) estimula ações voltadas para os biomas do Cerrado e da Amazônia, tão importantes para o equilíbrio do sistema de águas no Brasil e na América do Sul. 

Em material preparado para a ocasião, compreendida no período de 20 a 26 de março, é apontada a garantia da água para os seres humanos, para os demais seres vivos e para a própria natureza como uma das “prioridades absolutamente urgentes para que a Terra recupere seu equilíbrio climático”.

O Fórum, que atua em parceria com as Pastorais Sociais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e outras entidades, fez o convite para que sejam criadas iniciativas locais de cuidado da água e que tais organizações lutem por políticas públicas que, ao mesmo tempo, apoiem as iniciativas em favor do desmatamento zero e a recriação da cobertura florestal da Amazônia e do Cerrado.

No material, há a explicação sobre o ciclo da água, o caminho das nuvens que se formam na Amazônia e são encaminhadas para o Centro-Oeste, o Sudeste e Sul brasileiros. Também são sugeridas sete ações de mobilização para as pessoas e comunidades em vista da preservação da água.

A conclusão da reflexão é de que “cada bioma é berço único de vida” e que “para ter água, fonte de vida, os biomas precisam uns dos outros”. A consciência indicada no material é de que “cuidar bem de seu bioma é amor pela vida e solidariedade pela vida nos demais biomas”.

O assessor nacional do FMCJS, Ivo Poletto, considera essencial a iniciativa, uma vez que durante os Seminários realizados pelo Fórum no ano passado a preocupação com a questão da água apareceu em todas as regiões do país. “Por isso, a gente espera, inclusive, que com a nossa provocação, o pessoal trabalhe mais ações concretas em cada região, por um lado, e por outro lado entenda melhor como se tem de apoiar as ações que estão sendo feitas na Amazônia e no Cerrado como biomas de equilíbrio do nosso sistema de águas no Brasil na América do Sul”, anseia Poletto. 

Bioma Amazônico e a água

No texto-base da CF 2017 há a informação de que a bacia amazônica é a maior bacia hidrográfica do mundo: cobre cerca de 6 milhões de km2 e tem 1.100 afluentes. Seu principal rio, o Amazonas, corta a região para desaguar no Oceano Atlântico, lançando ao mar cerca de 175 milhões de litros d’água a cada segundo. Ele também carrega uma quantidade imensa de material orgânico e sedimentos que são lançados no oceano, gerando biodiversidade marinha e contribui para o equilíbrio da temperatura do planeta.

Outros elementos importantes ligados à água no bioma amazônico são o aquífero Alter do Chão, um rio subterrâneo tão imenso quanto o rio de superfície, e a “evapotranspiração da floresta”, que produz o chamado rio aéreo que leva água em forma de vapor pela região Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil, transcendendo as fronteiras e indo até a Argentina.

Cerrado: “Caixa d’água do Brasil”

O bioma Cerrado, aponta o texto-base da CF, cumpre um papel fundamental no ciclo das águas brasileiras. Embora não “produza” água, acumula as águas das chuvas em seu subsolo poroso, principalmente as vindas dos “rios aéreos” amazônicos, formando grandes aquíferos que abastecem inúmeras bacias brasileiras. 

Os biomas Amazônia e Cerrado formam assim, “uma complementação perfeita para a produção e distribuição da água para o Brasil e parte da América do Sul”. Por armazenar e distribuir as águas, o Cerrado é chamado de “Pai das águas”, “Caixa d’água do Brasil”, “Cumeeira da América do Sul”. A contribuição do bioma para as águas das principais bacias hidrográficas brasileiras é dividida da seguinte forma: 4% da Bacia Amazônica; 71% da Bacia Araguaia/Tocantins; 11% da Bacia Atlântico Norte/Nordeste; 94% da Bacia do rio São Francisco; 7% da Bacia Atlântico Leste e 71% da Bacia dos rios Paraná e Paraguai.

Tema coligado

Entre as temáticas que se relacionam com o cuidado com a criação, a Campanha da Fraternidade de 2004 também convidou a Igreja e a sociedade a fazerem uma leitura dos sinais e do comportamento

Humano. Naquele ano o tema foi “Fraternidade e a água”  e o lema “Água, fonte de vida”. O objetivo era “Conscientizar a sociedade de que a água é fonte de vida, uma necessidade de todos os seres vivos e um direito da pessoa humana e mobilizá-la para que esse direito à água com qualidade seja efetivado para as gerações presentes e futuras”.

Por CNBB

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Cardeal Sergio da Rocha participou de homenagem à CF 2017 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-sergio-da-rocha-participou-de-homenagem-a-cf-2017/ Wed, 15 Mar 2017 10:29:42 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44893 A Campanha da Fraternidade 2017 foi homenageada na manhã desta segunda-feira, 13, durante uma Sessão Solene na Câmara dos Deputados. Com o Tema: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, e lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), a Campanha deste ano busca alertar a população para os cuidados com o meio ambiente, em especial os biomas brasileiros.

Representando a Igreja do Brasil estavam presentes o Cardeal Sergio da Rocha, Arcebispo de Brasília e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Bispo auxiliar de Brasília e Secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner e o Padre Luis Fernando da Silva, que é coordenador da Campanha da Fraternidade 2017.

Sessão Solene

A Sessão Solene que aconteceu no Plenário Ulysses Guimarães, foi solicitada pelos deputados: Roney Nemer (PP/DF), Nelson Pellegrino (PT/BA), Alessandro Molon (Rede Sustentabilidade/ RJ), Izalci Lucas (PSDB/DF), Vicentinho (PT/SP), Carlos Zarattini (PT/SP) e Luiz Couto (PT/PB).

Entre os deputados presentes, foi unânime a fala sobre a importância da Campanha da Fraternidade para o Brasil, que há mais de 50 anos aborda temas de grande relevância para o bem estar da sociedade civil e valorização da vida humana sob o olhar doutrinal da Igreja.

Importância dos Biomas para a vida dos seres humanos 

Com a palavra, Dom Leonardo agradeceu a oportunidade de expor o tema da Campanha na “Casa do Povo”. O Secretário-geral falou da importância dos Biomas para a vida dos seres humanos e explicou o real sentido da Campanha deste ano, que quer aprofundar na questão da vida e do cuidado e atenção na preservação dos Biomas naturais.

Dom Leonardo aproveitou o ensejo para salientar às autoridades dos poderes públicos o quão importante é criar políticas públicas de preservação dos Biomas, e deu como exemplo o próprio Bioma Cerrado, no qual, por falta de preservação está sendo destruído e já vem dando sinais do seu desgastes, como por exemplo, na falta de água.

Que esta campanha ajude abrir os nossos olhos

“A falta d’água não é apenas porque não chove. Os rios aéreos não chegam mais ao cerrado porque não tem mais como chegar: estamos eliminando as matas, o cerrado. É importante que nesta casa legislativa este bioma também seja protegido. Faço um apelo aqui para que o nosso bioma cerrado possa ser melhor cuidado,  melhor preservado.  Que esta campanha ajude abrir os nossos olhos e principalmente os nossos corações para que a nossa casa seja um lugar para o convívio de todos”, finalizou Dom Leonardo.

Já o padre Fernando, agradeceu a oportunidade e em especial, a todos que ajudaram na realização da Campanha da Fraternidade, desde aqueles que ajudaram na elaboração dos subsídios mas também, por todas as iniciativas espalhadas pelo Brasil para que a Campanha chegue em todos os lugares, até aqueles mais remotos.

Homenagem à Campanha

Ao final da Sessão, o Cardeal Dom Sergio da Rocha também agradeceu a abertura da Casa para a homenagem à Campanha. Dom Sergio explicou que a Campanha nos convida a não só conhecer mais sobre os Biomas do Brasil, mas também a conscientizar sobre a real colaboração de cada um na preservação desses ambientes.

Referindo-se à mensagem do Papa Francisco que foi transmitida ao Brasil pelo lançamento da Campanha da Fraternidade, Dom Sergio destacou a valorização dos povos originais, em especial, os povos indígenas, “devemos defender a vida e cultura desses povos”.

O cardeal também pediu uma maior participação dos poderes públicos na criação de ações de preservação dos Biomas, além de criação de leis de proteção ambientais mais incisivas e diretas. A Sessão foi encerrada com o Hino e clipe da Campanha da Fraternidade 2017.

Por Rádio Vaticano

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Quaresma, preparação para a Páscoa https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/quaresma-preparacao-para-a-pascoa/ Fri, 03 Mar 2017 08:29:11 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44673 Neste tempo que começa na Igreja, a Quaresma, que vai da Quarta-feira de Cinzas até Quinta-feira Santa pela manhã, somos chamados a viver em Cristo preparando-nos para a celebração da festa mais importante do ano, a Páscoa: a morte e ressurreição de Jesus e a nossa. Como a palavra Quaresma sugere são quarenta dias que recordam os quarenta anos em que o povo de Israel, atravessando o deserto depois da fuga do Egito, passou pela provação da e na fé, a fim de poder entrar na terra prometida. Recordam também os quarenta dias em que Jesus se retirou ao deserto para se dedicar à oração e à penitência do jejum, e ser tentado pelo diabo; uma preparação a que Jesus se submeteu como preparação para a sua vida apostólica que começava. Todos os grandes acontecimentos que são celebrados como festas, a festa da entrada na terra prometida, a festa do anúncio da chegada do Reino de Deus e sua justiça, as festas dos mistérios do Senhor, as festas de Nossa Senhora e dos Santos, foram previamente preparadas e são sempre renovadas na Liturgia da Igreja por tempos fortes de preparação (tríduos, novenas, Advento, Quaresma). A Igreja, ou seja, todos nós somos convidados a entrar generosamente nesse ambiente de preparação, que é tanto mais longo quanto mais importante é o evento a ser celebrado. A Páscoa, a maior festa, deve passar necessariamente por esta preparação de quarenta dias. 

A palavra chave na preparação de toda festa religiosa é a conversão. A Quaresma nos propõe a conversão de vida pela vivência dos exercícios espirituais da oração, jejum e caridade. Os textos bíblicos da Quarta-feira de Cinzas já nos colocavam no clima da Quaresma: “Voltai-vos para o Senhor, com todo o coração, com jejuns, lágrimas e gemidos… Reuni-vos todos em celebrações de culto e oração… Suplicai o perdão do Senhor… O Senhor é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia” (Joel 2,12-18). Paulo dizia: “É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação” (2Cor 6,2). No Evangelho, Jesus pedia : “Ficai atentos… Quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita… Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e reza a teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa… Quando jejuares, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas… E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa” (Mt 6 1-6.16-18).   

Neste primeiro domingo da Quaresma, o Evangelho é o das tentações de Jesus – Mt 4,1-11. O Espírito conduziu Jesus ao deserto para um recolhimento espiritual, onde Ele jejuou por quarenta dias e quarenta noites, estando em comunhão permanente de oração com o Pai. Findos os quais, Jesus estava com fome e o tentador aproximou-se de Jesus e, com astúcia, o provocou: “Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães!”. Jesus, porém, sem perder a calma, respondeu: “Está escrito: ‘Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus’”. Então, o diabo levou Jesus para a parte mais alta do templo e lhe disse: “Se és Filho de Deus, lança-te daqui para baixo! Porque está escrito: ‘Deus dará ordens aos seus anjos a seu respeito, e eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’”. Jesus lhe respondeu: “Também está escrito: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus!’”.  E o diabo O levou para um monte muito alto, e mostrou-Lhe todos os reinos do mundo e sua glória e Lhe disse: “Eu te darei tudo isso, se ajoelhares diante de mim, para me adorar”. Jesus lhe disse: “Vai-te embora, satanás, porque está escrito: ‘Adorarás ao Senhor teu Deus e somente a Ele prestarás culto”. Mateus conclui a passagem, registrando: Então, o diabo o deixou. E os anjos se aproximaram e serviram a Jesus”.       

No sentido evangélico as tentações em geral, e em particular as de Jesus, não significam solicitações para fazer o mal, mas devem ser entendidas como provas, provações, lutas a que o povo ou pessoas, no caso, o próprio Jesus deviam passar. Por essas provações as pessoas de fé comprovavam a sua fidelidade a Deus. Assim sendo, a Quaresma é um tempo de comprovação da nossa fidelidade a Deus. Nesses momentos de retiro espiritual, de mais oração, penitência, jejum, sacrifícios, como da Quaresma, é que o diabo vem nos tentar. Ele vem precisamente questionar a nossa fé, nossas convicções, nossa paciência, com todas as artimanhas que ele sabe muito bem manejar. Vale a pena observar que Jesus respondeu ao demo servindo-se da Palavra de Deus. Nas três tentações Jesus começou com esta expressão: “Está escrito na Palavra de Deus…” Diante da Palavra de Deus, o bicho feio não tinha como contrapor. Até que, enfim, desistiu, e, bufando enxofre queimado pelas ventas, se mandou.

À conversão quaresmal se conjugam outras palavras: provação, penitência, purificação, em resumo, “oração, jejum e caridade”. 

O gesto concreto da Quaresma deste ano vem proposto pela Campanha da Fraternidade 2017, cujo tema é “Biomas brasileiros e defesa da vida”, e cujo lema é “Cultivar e guardar a criação”. 

Venha participar na sua comunidade de Igreja das celebrações de preparação para a Páscoa, procurando seguir o modelo da vida de Jesus Cristo que passou quarenta dias em oração, jejum e penitência a fim de realizar vitoriosamente o combate contra o mal e o pecado e a implantação do Reino e Deus com a sua justiça. Se Jesus, o Filho de Deus e sem pecado, foi tentado, nós também o seremos. Mas, porque foi tentado e provado, Jesus pode nos ajudar nas tentações. É Ele quem nos ensinou na sua mais bela oração a pedir ao Pai: “Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém!”

Por Dom Caetano Ferrari – Diocese de Bauru

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CF inserida no tempo da Quaresma convida à conversão ecológica https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cf-inserida-no-tempo-da-quaresma-convida-a-conversao-ecologica/ Thu, 02 Mar 2017 10:07:59 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44654 A Igreja iniciou nesta Quarta-feira de Cinzas, 1º de março, o Tempo da Quaresma, ocasião em que se prepara a celebração da Páscoa, centro da fé católica. No Brasil, este período também é marcado pela Campanha da Fraternidade (CF), cuja finalidade principal é vivenciar e assumir a dimensão comunitária e social da Quaresma. A CF ilumina de modo particular os gestos fundamentais desse tempo litúrgico: a oração, o jejum e a esmola.

O texto-base da CF 2017, cujo tema é “Fraternidade: Biomas brasileiros e defesa da vida”, orienta que “as práticas quaresmais da esmola, da oração, do jejum, a conversão e a Campanha da Fraternidade tornam-se oportunidades de experimentar a espiritualidade pascal capaz de gerar, ao mesmo tempo, a conversão pessoal, comunitária e social”.

Para o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Ulrich Steiner, a Quaresma é um tempo precioso da vida da Igreja, das comunidades, mas também da vida pessoal. “Ele nos leva ao encontro de Jesus crucificado, de ressuscitado, o Reino plenificado. Por isso a Igreja sempre toma esse tempo como um tempo precioso, salvífico, de transformação, de conversão. E é neste tempo que a igreja no Brasil sempre reflete e reza uma realidade”, explica. Para dom Leonardo, a CF busca sempre uma realidade para que, no tempo da conversão, “nós também ajudemos a transformar uma realidade, nos convertamos para essa realidade”.

Em sua mensagem enviada à CNBB por ocasião da abertura da CF 2017, o papa Francisco ressaltou que a iniciativa é “um convite a viver com mais consciência e determinação a espiritualidade pascal”. Para o pontífice, a comunhão na Páscoa de Jesus Cristo é capaz de suscitar a conversão permanente e integral, que é, ao mesmo tempo, pessoal, comunitária, social e ecológica. “Uma pessoa de fé que celebra na Páscoa a vitória da vida sobre a morte, ao tomar consciência da situação de agressão à criação de Deus em cada um dos biomas brasileiros, não poderá ficar indiferente”, alertou Francisco.

O bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB, dom Armando Bucciol, explica que, desde antigamente a Igreja dedica um tempo como preparação para que a Páscoa do Senhor seja devidamente compreendida e vivida: a Quaresma. “Nestes 40 dias, a igreja toda coloca-se em atitude de escuta da Palavra e à luz dela e pelo seu incentivo, abre-se para uma maior coerência em sua fidelidade ao projeto de Jesus”, afirma dom Armando.

Quaresma é tempo forte “para rever a nossa vida e, eis que a Campanha da Fraternidade se insere dentro deste processo de conversão”. As temáticas deste ano – biomas, natureza, povos originários e a encíclica Laudato Si’ do papa Francisco – “nos incentivam e convidam para que a nossa vida seja mais coerente em harmonia com o projeto de vida cristã”, observa dom Bucciol.

Por CNBB

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Card. Sergio da Rocha: “Admirar os biomas é contemplar a obra do criador” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/card-sergio-da-rocha-admirar-os-biomas-e-contemplar-a-obra-do-criador/ Wed, 01 Mar 2017 14:52:30 +0000 http://teste.toqueto.com/card-sergio-da-rocha-admirar-os-biomas-e-contemplar-a-obra-do-criador.html “Como bem sabemos, a importância da Campanha da Fraternidade tem crescido a cada ano, repercutindo não apenas no interior das comunidades católicas, mas também nos diversos ambientes da sociedade, especialmente pela sua natureza e pela iminência dos assuntos abordados”. Foi com estas palavras que o arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, abriu oficialmente a Campanha da Fraternidade 2017. 

A cerimônia ocorreu na sede da entidade, nesta quarta-feira, 1º de março, em Brasília (DF). Com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida”, este ano, a Campanha busca alertar para o cuidado e o cultivo dos biomas brasileiros: Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa, Pantanal e Amazônia. Além disso, enfatiza o respeito à vida e a cultura dos povos que neles habitam. O lema escolhido para iluminar as reflexões é “Cultivar e guardar a criação (Gn 2, 15)”.

Para dom Sergio, a temática é de extrema urgência. “Cada Campanha da Fraternidade quer nos ajudar a vivenciar a fraternidade em um campo específico da vida ou da realidade social brasileira que tem necessitado de maior atenção e empenho, e este ano o tema escolhido é de grande notoriedade”, enfatizou. Ainda de acordo com ele, é preciso que as pessoas conheçam os biomas a fundo para poderem “contemplar a beleza e a diversidade que estão estampados no próprio cartaz da Campanha da Fraternidade”.

Na mesa de abertura, dom Sergio disse ainda que não bastava apenas conhecer os biomas e que era preciso também refletir sobre a presença e sobre a ação humana nesses ambientes. Ele também ressaltou a valorização dos povos originários, que de acordo com ele são “verdadeiros guardiões dos biomas”. “Nós precisamos valorizar, defender a vida e a cultura desses povos, mas também somos motivados a refletir sobre as causas dos problemas que afetam os biomas como, por exemplo, o desmatamento, a poluição da natureza e das nascentes. Necessitamos também refletir sobre a ação de cada um de nós e nossas posturas nos biomas onde estamos inseridos”, disse.

Por último, o bispo destacou que pode haver um certo estranhamento por parte das pessoas em relação à Igreja ter escolhido este assunto para a Campanha, mas segundo ele, ninguém pode assistir passivamente à destruição de um bioma ou de sua própria casa, da Casa Comum. “O assunto de fato não pode ser descuidado, não pode ser deixado para depois, ele necessita da atenção e dos esforços de todos. O tema tem sim muito a ver com a fé em Cristo, com a fé no criador, com a palavra de Deus, e admirar os biomas é contemplar a obra do criador”, finalizou.

Proposta da CF é de extrema importância

O presidente da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado federal Alessandro Molon, compôs a mesa da cerimônia e, em sua fala, agradeceu pela escolha do tema por parte da Igreja no Brasil, considerando a iniciativa um serviço de extrema importância para o país e para a proteção do meio ambiente. O parlamentar lembrou e agradeceu ainda pelo pontificado do papa Francisco, “grande liderança mundial que precisa ser apoiada, que, dentre outras iniciativas importantes, escreveu a encíclica Laudato Si’ e tem dedicado uma parte especial do seu ministério ao convite de uma ecologia humana e integral, lançando luz sobre a relação entre degradação do ambiente, injustiça social e pobreza”. 

Molon indicou que, dos oito objetivos específicos da CF, quatro serão de grande importância para a Frente Parlamentar em 2017: o aprofundamento do conhecimento de cada bioma, o comprometimento com as populações originárias, o reforço do compromisso com a biodiversidade e a contribuição para a construção de um novo paradigma ecológico. Ao final, apresentou dez desafios da Frente Parlamentar aos quais pediu apoio da CNBB e do Ministério do Meio Ambiente.

Ações convergentes

“Sentimo-nos, portanto, amparados e revigorados na busca dos nossos objetivos”, afirmou o secretário de articulação institucional e cidadania do Ministério do Meio Ambiente, Edson Gonçalves Duarte, ao comentar a escolha da temática da CF 2017. O representante do ministro Sarney Filho iniciou sua fala lembrando da atuação do bispo de Barra (BA), dom Luiz Flávio Cappio, na defesa do Rio São Francisco e ressaltou que o cuidado com os biomas permeia todos os campos de atuação do Ministério: florestas, biodiversidade, água, extrativismo, clima, desenvolvimento sustentável e cidadania ambiental.

O secretário lamentou que no dia-a-dia de quem trabalha com ambientalismo, que se depara com profundo desconhecimento de parte da sociedade brasileira “que muitas vezes até compreende a importância da Amazônia, mas não percebe que o equilíbrio ecológico dos biomas é necessário para a manutenção não apenas da fauna e da flora, mas também da vida humana”.

Duarte considerou que muitas das ações propostas pela Campanha da Fraternidade convergem com as prioridades determinas pelo MMA, como o combate ao desmatamento, o aprimoramento do monitoramento dos biomas, proteção de nascentes e matas ciliares, apoio aos povos tradicionais e a educação ambiental. “A incorporação de toda essa temática na perspectiva de trabalho da CNBB fortalece sobremaneira a defesa dos biomas brasileiros, pois, além de um arcabouço científico muito bem estruturado, a Campanha da Fraternidade reveste suas ações de uma riqueza espiritual capaz de tocar as consciências de uma forma profunda”, salientou.

Acesse os materiais da CF 2017

Por CNBB

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Papa envia mensagem para a CF 2017: "O criador foi pródigo com o Brasil" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-envia-mensagem-para-a-cf-2017-o-criador-foi-prodigo-com-o-brasil/ Wed, 01 Mar 2017 13:37:15 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-envia-mensagem-para-a-cf-2017-o-criador-foi-prodigo-com-o-brasil.html A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu oficialmente, nesta Quarta-feira de Cinzas, dia primeiro de março, a Campanha da Fraternidade 2017 (CF 2017).  O tema  da Campanha: “Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida”,O lançamento foi na sede da entidade, em Brasília (DF).

A campanha, que tem como lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), alerta para o cuidado da Casa Comum, de modo especial dos biomas brasileiros. Segundo o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, a proposta é dar ênfase à diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho. Para ele, a depredação dos biomas é a manifestação da crise ecológica que pede uma profunda conversão interior. “Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem, sejamos conduzidos à vida nova”, afirma.

O Papa Francisco enviou uma mensagem por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade 2017. Eis a íntegra do texto:

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Desejo me unir a vocês na Campanha da Fraternidade que, neste ano de 2017, tem como tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”, lhes animando a ampliar a consciência de que o desafio global, pelo qual toda a humanidade passa, exige o envolvimento de cada pessoa juntamente com a atuação de cada comunidade local, como aliás enfatizei em diversos pontos na Encíclica Laudato Si’, sobre o cuidado de nossa casa comum.

O criador foi pródigo com o Brasil. Concedeu-lhe uma diversidade de biomas que lhe confere extraordinária beleza. Mas, infelizmente, os sinais da agressão à criação e da degradação da natureza também estão presentes. Entre vocês, a Igreja tem sido uma voz profética no respeito e no cuidado com o meio ambiente e com os pobres. Não apenas tem chamado a atenção para os desafios e problemas ecológicos, como tem apontado suas causas e, principalmente, tem apontado caminhos para a sua superação. Entre tantas iniciativas e ações, me apraz recordar que já em 1979, a Campanha da Fraternidade que teve por tema “Por um mundo mais humano” assumiu o lema: “Preserve o que é de todos”. Assim, já naquele ano a CNBB apresentava à sociedade brasileira sua preocupação com as questões ambientais e com o comportamento humano com relação aos dons da criação.

O objetivo da Campanha da Fraternidade deste ano, inspirado na passagem do Livro do Gênesis (cf. Gn 2,15), é cuidar da criação, de modo especial dos biomas brasileiros, dons de Deus, e promover relações fraternas com a vida e a cultura dos povos, à luz do Evangelho. Como “não podemos deixar de considerar os efeitos da degradação ambiental, do modelo atual de desenvolvimento e da cultura do descarte sobre a vida das pessoas” (LS, 43), esta Campanha convida a contemplar, admirar, agradecer e respeitar a diversidade natural que se manifesta nos diversos biomas do Brasil – um verdadeiro dom de Deus – através da promoção de relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles vivem. Este é, precisamente, um dos maiores desafios em todas as partes da terra, até porque as degradações do ambiente são sempre acompanhadas pelas injustiças sociais.

Os povos originários de cada bioma ou que tradicionalmente neles vivem nos oferecem um exemplo claro de como a convivência com a criação pode ser respeitosa, portadora de plenitude e misericordiosa. Por isso, é necessário conhecer e aprender com esses povos e suas relações com a natureza. Assim, será possível encontrar um modelo de sustentabilidade que possa ser uma alternativa ao afã desenfreado pelo lucro que exaure os recursos naturais e agride a dignidade dos pobres.

Todos os anos, a Campanha da Fraternidade acontece no tempo forte da Quaresma. Trata-se de um convite a viver com mais consciência e determinação a espiritualidade pascal. A comunhão na Páscoa de Jesus Cristo é capaz de suscitar a conversão permanente e integral, que é, ao mesmo tempo, pessoal, comunitária, social e ecológica. Reafirmo, assim, o que recordei por ocasião do Ano santo Extraordinário: a misericórdia exige “restituir dignidade àqueles que dela se viram privados” (Misericordia vultus, 16). Uma pessoa de fé que celebra na Páscoa a vitória da vida sobre a morte, ao tomar consciência da situação de agressão à criação de Deus em cada um dos biomas brasileiros, não poderá ficar indiferente.

Desejo a todos uma fecunda caminhada quaresmal e peço a Deus que a Campanha da Fraternidade 2017 atinja seus objetivos. Invocando a companhia e a proteção de Nossa Senhora Aparecida sobre todo o povo brasileiro, particularmente neste Ano mariano, concedo uma especial Bênção Apostólica e peço que não deixem de rezar por mim.

Vaticano, 15 de fevereiro de 2017.

Por Rádio Vaticano

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CNBB lança Campanha da Fraternidade 2017 na quarta-feira, em Brasília https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cnbb-lanca-campanha-da-fraternidade-2017-na-quarta-feira-em-brasilia/ Mon, 27 Feb 2017 09:25:16 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44601 Com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida”, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abre oficialmente, na Quarta-feira de Cinzas, dia primeiro de março, a Campanha da Fraternidade 2017 (CF 2017). O lançamento será na sede da entidade, em Brasília (DF), e será transmitido ao vivo pelas emissoras de TV de inspiração católica, a partir das 10h45.

A campanha, que tem como lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), alerta para o cuidado da Casa Comum, de modo especial dos biomas brasileiros. Segundo o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, a proposta é dar ênfase à diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho. Para ele, a depredação dos biomas é a manifestação da crise ecológica que pede uma profunda conversão interior. “Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem, sejamos conduzidos à vida nova”, afirma.

Ainda de acordo com o bispo, a CF deseja, antes de tudo, levar à admiração, para que todo o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. “Tocados pela magnanimidade e bondade dos biomas, seremos conduzidos à conversão, isto é, cultivar e a guardar”, salienta.

A cerimônia de lançamento contará com as presenças do arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha, do secretário geral da Conferência, dom Leonardo Steiner, e do secretário de articulação institucional e cidadania do Ministério do Meio Ambiente, Edson Duarte.

No Brasil, a Campanha já existe há mais de 50 anos e sua abertura oficial sempre acontece na Quarta-feira de Cinzas, quando tem início a Quaresma, época na qual a Igreja convida os fiéis a experimentarem três práticas penitenciais: a oração, o jejum e a esmola.

Material

Para ajudar nas reflexões sobre a temática, são propostos subsídios, sendo o texto-base o principal. Dividido em quatro capítulos, a partir do método ver, julgar e agir, o documento faz uma abordagem dos biomas, suas características e contribuições eclesiais na defesa da vida e cultura dos povos originários de cada bioma brasileiro. Também são apresentadas considerações ecológicas sob a perspectiva de São João Paulo II, Bento XVI e o papa Francisco. Ao final, são apresentados os objetivos permanentes da Campanha, os temas anteriores e os gestos concretos previstos para esta edição, sendo o principal a Coleta Nacional de Solidariedade.

Os subsídios da CF 2017 estão disponíveis no site da editora Edições CNBB. É possível fazer o download do arquivo com todas partituras das músicas da CF 2017 e da Quaresma, entre elas o Hino Campanha, de autoria do padre José Antônio de Oliveira e Wanderson Freitas. Os interessados poderão baixar ainda o cartaz da CF e os spots de rádio, TV e internet preparados para a ocasião.

Por CNBB

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Campanha da Fraternidade 2017 https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/campanha-da-fraternidade-2017/ Thu, 23 Feb 2017 11:14:50 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44570 O tema desta Campanha é  essencialmente ecológico: “Fraternidade: Biomas Brasileiros e Defesa da Vida.”  O lema fundamentado na Sagrada Escritura é um mandamento, uma ordem do Criador: “Cultivar e guardar a criação.” (Gn 2,15). Deus criou o jardim por amor.  O homem criou o deserto por ganância. Há uma rapidez  na destruição da natureza e um lentidão na sua recuperação. Biomas são regiões, um conjunto de vida vegetal, animal, climática e bacias hidrográficas. Tudo está interligado. No Brasil temos seis regiões (biomas), saber: a Amazônia, o Cerrado, a Caatinga, a Mata Atlântica, o Pantanal e o Pampa. Todas as regiões estão sendo depredadas, saqueadas, destruídas. O homem que devia ser cuidador da nossa casa comum, tornou-se destruidor. Devia ser um “homem sábio”, mas devasta tudo, comportando-se como um “homem demente.”

A Campanha da Fraternidade vem mais uma vez nos alertar, nos advertir, nos conscientizar do perigo e das consequências maléficas do “pecado cósmico”. Já ensinava Paulo Apóstolo que “a  criação geme e sofre dores de parto” (Rm 8,22). O Papa Francisco, profeta de nossos tempos, dirige-se a cada pessoa que habita no Planeta Terra e clama por uma “conversão ecológica, uma cultura ambiental e uma espiritualidade defensora  da natureza.” A terra transformou-se num “depósito de lixo”, diz o  Papa, e lamenta que muita gente ainda  tenha atitude  de indiferença, desinteresse, resignação, diante de tanta destruição. 

Ainda é tempo de salvar a Terra. O ser humano tem capacidade de mudar. Sim é urgente mudar a mentalidade das pessoas, corrigir  o atual estilo de vida e decidir  por um desenvolvimento integral que não seja destruidor, mas, sustentável.

No texto-base da CF há uma referência ao rio Paraíba do Sul, no qual foi pescada a imagem da Mãe Aparecida e que Santo Antonio de Santana Galvão chamava de rio santo. Nosso rio precisa ser despoluído e revitalizado. Para isso é preciso saneamento básico.

E agora, o que fazer?  Primeiro, vamos ler e divulgar o texto-base. A gente aprende muito lendo este livrinho. Ofereça sementes para as crianças plantar; adquira mudas de árvores e plante-as; não desperdicemos água, luz e procuremos usar menos o automóvel. Usemos o transporte público, andemos de  bicicleta e a pé. Façamos  como muitas paróquias estão fazendo: mutirão de coleta de lixo e educação ecológica para o povo.  É pecado deixar água estagnada porque vamos morrer picados pelo mosquito da dengue, zika, chikungunya, febre amarela. Gestos pequenos trazem grandes resultados. É melhor agir do que lamentar ou angustiar-se. Somos  todos irmãos. Cuidemos da nossa casa comum.   

Todo nosso cuidado com a natureza tem seu fundamento no amor do Criador. Ele está presente em todo o Universo e na mais pequenina das criaturas. Deus está num grão de areia. Tudo o que existe é sinal da providência, da sabedoria, da beleza, do amor de Deus: “o amor move o sol e as demais estrelas” (Dante A.)

Cuidar da criação é um ato de amor fraterno e social. Zelemos pela vida humana, pelas futuras gerações, pela casa de todos. Vamos sim proteger os ovos de tartaruga que estão sendo destruídos, mas vamos cuidar do embrião humano, desde a fecundação e cuidar dos pobres. Eis o que significa “ecologia humana”. No amor ecológico, está o amor a Deus e ao próximo. 

O Meio Ambiente está cheio de chagas causadas pelo sistema econômico mundial e os modelos de crescimento. A conversão ecológica consiste em passar do consumo ao sacrifício, da avidez à generosidade, do desperdício à partilha. Não estamos sozinhos, somos uma família na terra.

São Francisco, padroeiro da ecologia, amou os pobres e deu atenção às criaturas. Vivia em harmonia com Deus, com o próximo, com a natureza e consigo mesmo. Mostrou que é inseparável o amor pela criação, a justiça com os pobres, o amor a Deus, a paz interior e  o empenho pela sociedade. Ou mudamos, ou pereceremos. Vamos mudar, pois o sistema atual  é insustentável. Vida sim, morte não!

Por Dom Orlando Brandes – Arcebispo de Aparecida (SP)

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