CELAM - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png CELAM - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 CELAM eleva sua voz pela Amazônia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-mundo/celam-eleva-sua-voz-pela-amazonia/ Thu, 22 Aug 2019 17:43:40 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=56530 A Presidência do Conselho Episcopal Latino-Americano, CELAM, manifesta a sua preocupação com os incêndios que ocorrem em diferentes partes do mundo, especialmente na Amazônia, cujos efeitos são de natureza global.

Fazendo eco às palavras do Papa Francisco, os representantes da Igreja na América Latina e no Caribe exortam homens e mulheres a serem guardiões da criação. A nota publicada pela presidência tem o título “Levantamos a voz pela Amazônia”.

Conscientes dos terríveis incêndios que consomem grande parte da flora e da fauna no Alasca, na Gronelândia, Sibéria, Ilhas Canárias e, em particular, na Amazônia, os Bispos da América Latina e Caribe desejam manifestar – escrevem -, a preocupação perante a gravidade desta tragédia, que não é apenas de impacto local ou mesmo regional, mas de proporções planetárias.

A esperança pela proximidade do Sínodo Amazônico, convocado pelo Papa Francisco – lê-se ainda no texto -, está agora manchada pela dor desta tragédia natural. Aos irmãos povos indígenas que habitam este amado território, expressamos toda a nossa proximidade e unimos a nossa voz à sua para clamar ao mundo por solidariedade e chamar a atenção para acabar com esta devastação.

Já o Instrumento de Trabalho do Sínodo adverte profeticamente, escreve a presidência do CELAM: “Na selva amazônica, de vital importância para o planeta, se desencadeou uma profunda crise por causa de uma prolongada intervenção humana, onde predomina uma “cultura do descarte” (LS 16) e uma mentalidade extrativista. A Amazônia é uma região com uma rica biodiversidade, é multiétnica, pluricultural e plurirreligiosa, espelho de toda a humanidade que, em defesa da vida, exige mudanças estruturais e pessoais de todos os seres humanos, dos Estados e da Igreja. Esta realidade vai além do âmbito estritamente eclesial amazônico, porque se focaliza na Igreja presente em todo o mundo e também no futuro de todo o planeta” (Instrumentum laboris para o Sínodo da Amazônia, preâmbulo).

A nota dos bispos latino-americanos exorta os governos dos países amazônicos, especialmente do Brasil e da Bolívia, às Nações Unidas e à comunidade internacional a tomarem medidas sérias para salvar o pulmão do mundo. O que acontece com a Amazônia – afirmam os bispos -, não é apenas uma questão local, mas global. Se a Amazônia sofre, o mundo sofre.

Recordando as palavras do Papa Francisco, – continua o texto da presidência do CELAM -, gostaríamos de “pedir, por favor, a todos aqueles que ocupam cargos de responsabilidade nos âmbitos econômico, político e social, a todos os homens e mulheres de boa vontade: [que] sejamos guardiães da criação, do projeto de Deus inscrito na natureza, guardiães do outro, do ambiente; não deixemos que os sinais de destruição e de morte acompanhem o caminho deste nosso mundo” (Homilia no início do ministério Petrino, 19 de março de 2013).

A declaração é assinada pelo presidente do CELAM, Dom Miguel Cabrejos Vidarte, arcebispo de Trujillo, Peru; pelo primeiro vice-presidente, arcebispo de São Paulo, Brasil, cardeal Odilo Pedro Scherer; pelo segundo vice-presidente, arcebispo de Manágua, Nicarágua, cardeal Leopoldo José Brenes Solórzano; pelo presidente do Conselho de Assuntos Econômicos, arcebispo de Monterrey, México, Dom Rogelio Cabrera López; e pelo secretário-geral, bispo-auxiliar de Cali, Colômbia, Dom Juan Carlos Cárdenas Toro.

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Celam passará por um processo de renovação institucional https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-mundo/celam-passara-por-um-processo-de-renovacao-institucional/ Sat, 20 Jul 2019 13:49:05 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=56151 A presidência do Conselho Episcopal Latinoamericano (Celam) comunicou na quinta-feira, 18 de julho, que será ativado um processo de renovação e reestruturação institucional da entidade, desafio dado por sua 37ª Assembleia Ordinária que se reuniu em Honduras, entre os dias 13 e 18 de maio deste ano.

O Celam foi criado em 1955 como um órgão a serviço das 22 conferências episcopais da América Latina e do Caribe. Segundo o informe, neste tempo, como fruto de seu trabalho, foram organizadas as 5 conferências gerais do episcopado latino-americano, desde o Rio de Janeiro até Aparecida.

Para desencadear o processo, será constituído um Comitê Executivo, integrado pelo presidente e secretário-geral e por mais quatro bispos. De acordo com o atual presidente do Celam, o arcebispo de Trujillo, Perú, serão estabelecidos princípios sobre os quais se deve realizar este caminho de reflexão par a restruturação institucional.

Ele reforçou ainda que enquanto se avança no exercício de reflexão para a restruturação e renovação do Celam, se manterão todos os serviços que a organização presta aos bispos, conferências episcopais e aos povos latino-americanos.

CNBB no Celam – Em maio deste ano, na 57ª Assembleia-Geral do episcopado brasileiro, o arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Scherer foi eleito para representar a CNBB junto ao Celam. Na 37ª Assembleia Ordinária do Celam, elegeu sua nova presidência para o período de 2019 a 2023, entre os quais o arcebispo de São Paulo foi escolhido primeiro vice-presidente da entidade do Celam.

Por ocasião da 37ª Assembleia Ordinária do Celam, em maio, o papa Francisco enviou uma mensagem ao Conselho. No texto, o Pontífice delineou o CELAM como um organismo de comunhão eclesial, chamado a colaborar com os pastores para que animem e apoiem, com espírito renovado, a sua missão, respondendo aos desafios do continente.

Foto: 37ª Assembleia Ordinária, Honduras, de 13 e 18 de maio.

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Encontro de presidentes e secretários de conferências episcopais do Celam https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/encontro-de-presidentes-e-secretarios-de-conferencias-episcopais-do-celam/ Wed, 14 Mar 2018 15:31:38 +0000 http://teste.toqueto.com/encontro-de-presidentes-e-secretarios-de-conferencias-episcopais-do-celam.html Nesta terça-feira, 13 de março, em Bogotá, Colômbia, começou o encontro anual dos secretários e presidentes das conferências episcopais da América Latina e Caribe. Na abertura da reunião, dom Juan Espinoza Jiménez, bispo auxiliar de Morelia (México) e secretário-geral do Celam, recebeu dois novos assessores e os que já estão presentes há mais tempo neste tipo de encontro. Em seguida, o cardeal Rubén Salazar Gómez, arcebispo de Bogotá(Colombia); e presidente do Celam lembrou o célebre sermão do Papa Francisco a respeito da Sinodalidade da Igreja e o aplicou para os trabalhos que vão realizar durante a semana: “são três momentos fundamentais. O primeiro é escutar. O segundo é discernir. O terceiro é atuar, tomar decisões“.

O cardeal Salazar Gómez continuou, ao se referir ao primeiro momento, o da escuta: “vamos escutar o Senhor. Começaremos (os trabalhos) com a Lectio Divina, ouvindo o que o Senhor tem a nos dizer através da Escritura. Vamos escutar também uns aos outros. Vamos escutar o que o Celam está vivendo neste momento tanto as dificuldades quanto os progressos. E vamos discernir, o que precisamos fazer todos os dias, a respeito do que o Senhor quer de nós. Um discernimento humilde, sereno. E, por fim, descobrir quais as decisões que teremos de tomar“. No final de sua exposição de abertura, o cardeal de Bogotá também disse que o Celam existe para servir a Igreja da América Latina e do Caribe.

Último encontro

Este mesmo grupo esteve reunido em março do ano passado.  Naquela ocasião, o encontro elegeu como objetivo: “Refletir sobre o caminho pastoral e o missionário do CELAM à luz do pontificado da Papa Francisco”. A teve como convidado especial o teólogo latino-americano, o Padre Gustavo Gutiérrez que fez uma conferência sobre a “Igreja pobre para os pobres”. A partir da reflexão dele, os secretários e presidentes procuraram encontrar pontos comuns entre as regiões que conformam a América latina e o Caribe para compartilhar e articular experiências significativas na luta contra a pobreza e as propostas pastorais.

No encontro deste ano, além do secretário-geral da CNBB, participam o segundo vice-presidente do Celam, dom José Belisário, arcebispo de São Luis (MA) e o delegado da CNBB junto ao Conselho, dom Anuar Battisti, arcebispo de Maringá (PR).

Por CNBB

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Papa anuncia Sínodo do Bispos para a região Pan-Amazônia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-anuncia-sinodo-do-bispos-para-a-regiao-pan-amazonia/ Mon, 16 Oct 2017 08:24:43 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49001 O Papa Francisco anunciou neste domingo, 15, antes de rezar a oração mariana do Angelus, uma Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônia, que acontecerá em outubro de 2019.

O Santo Padre explicou que esta reunião discutirá novos métodos para que a palavra do Evangelho chegue a esta porção do Povo de Deus comumente esquecida. 

“O objetivo principal desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta. Que os novos Santos intercedam por este evento eclesial para que, no respeito da beleza da Criação, todos os povos da terra louvem a Deus, Senhor do universo, e por Ele iluminados, percorram caminhos de justiça e de paz”, disse Francisco.

Há vários meses, tem-se cogitado a realização de um encontro do Papa no Vaticano com os bispos de toda a região (constituída por nove países). A meta é avaliar os desafios e buscar respostas comuns para seus mais de 30 milhões de habitantes.

Em maio deste ano, o Cardeal Cláudio Hummes, Presidente da REPAM, Rede Eclesial Pan-amazônica, em entrevista à Rádio Vaticano, ressaltou a importância de dois aspectos fundamentais: “o propriamente missionário e evangelizador naquela região, e a questão ecológica: a importância da floresta Amazônica e a ameaça que ela está sofrendo de destruição, de degradação, de desmatamento, etc”. 

A REPAM trabalha em conjunto com a Santa Sé, Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Secretariado da América Latina e Caribe de Caritas (SELACC) e a Confederação Latino-americana e Caribenha de Religiosos e Religiosas (CLAR).

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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300 anos da Padroeira do Brasil à luz da palavra do Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/300-anos-da-padroeira-do-brasil-a-luz-da-palavra-do-papa-francisco/ Fri, 13 Oct 2017 08:19:49 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48982 Durante a maior parte do tempo de preparação para o jubileu de 300 anos do encontro imagem de Aparecida, os brasileiros acalentaram a expectativa da presença de o Papa Francisco conforme promessa feita por ele mesmo ao visitar o Santuário Nacional antes de iniciar a Jornada Mundial da Juventude no Rio de janeiro, em 2013.

Impossibilitado por razões estratégicas de suas viagens internacionais à América Latina, uma vez que outros países também reclamam sua presença, ele esclareceu, em 2016, que não poderia estar presente na festa de Aparecida. Ainda assim, em maio deste ano, por meio de carta dirigida aos bispos do Conselho Episcopal Latino-americano e Caribenho, por ocasião da celebração dos 10 anos da Conferência de Aparecida, ele fez uma profunda reflexão mostrando o significado e a importância da mensagem da festa deste 12 de outubro.

Em primeiro lugar, o Papa lembrou que desejaria voltar a Aparecida na companhia dos bispos mesmo que por meio de uma reflexão e que essa meditação “fosse também a vossa ‘visita’ aos pés da Mãe, a fim de que nos gere na esperança e tempere os nossos corações de filhos”. Para ele, “seria como ‘voltar para casa’, olhar, contemplar, mas sobretudo deixar-nos ver e encontrar por Aquele que nos amou primeiro”. E lembrou a celebração jubilar: “Há trezentos anos um grupo de pescadores saiu como sempre para lançar as redes. Saíram para trabalhar e foram surpreendidos por um achado que mudou os seus passos: no seu dia a dia foram encontrados por uma pequena imagem totalmente coberta de lama”.

Crescimento na fé e imersão no discipulado

Papa Francisco lembrou aos bispos que a imagem encontrada no Rio Paraíba do Sul, no interior de São Paulo” “era Nossa Senhora da Conceição, imagem que durante quinze anos permaneceu na casa de um deles, e os pescadores iam lá rezar e Ela ajudava-os a crescer na fé. Ainda hoje, trezentos anos depois, Nossa Senhora Aparecida faz-nos crescer, imergindo-nos num caminho discipular”.

“Ainda hoje, trezentos anos depois, Nossa Senhora Aparecida faz-nos crescer, imergindo-nos num caminho discipular” (Papa Francisco)

E esclareceu: “Aparecida é uma verdadeira escola de discipulado. E, a este propósito, gostaria de indicar três aspetos. O primeiro são os pescadores. Não eram muitos, mas um pequeno grupo de homens que todos os dias saíam para enfrentar o trabalho e desafiar a incerteza que o rio lhes reservava. Homens que conviviam com a insegurança de nunca saber qual teria sido o ‘lucro’ do dia; incerteza nada fácil de gerir quando se trata de levar a comida para casa, e sobretudo quando nessa casa há crianças que devem ser nutridas. Os pescadores são aqueles que conhecem pessoalmente a ambivalência que se cria entre a generosidade do rio e a agressividade das suas inundações. Homens acostumados a enfrentar as inclemências com um vigor e uma determinada santa ‘obstinação’ de quem todos os dias não deixa — porque não pode — de lançar as redes”.

“A corrupção, que arruína vidas, arremessando-as na mais extrema pobreza. Corrupção que destrói populações inteiras subjugando-as à precariedade. Corrupção que, como um câncer, corrói a vida diária do nosso povo”. (Papa Francisco)

O Papa prosseguiu na reflexão: “Esta imagem aproxima-nos do centro da vida de tantos nossos irmãos. Vejo rostos de pessoas que saem desde a alvorada até noite funda para ganhar a vida. E fazem isto com a insegurança de não saber qual será o resultado. E o que faz mais mal é que — quase sempre — saem para enfrentar a inclemência gerada por um dos pecados mais graves que flagela o nosso continente hoje: a corrupção, que arruína vidas, arremessando-as na mais extrema pobreza. Corrupção que destrói populações inteiras subjugando-as à precariedade. Corrupção que, como um câncer, corrói a vida diária do nosso povo. Eis então tantos nossos irmãos que, de modo admirável, saem para lutar e enfrentar os ‘transbordamentos’ de muitos… que não têm necessidade de sair. O segundo aspeto é a mãe. Maria conhece em primeira pessoa a vida dos seus filhos. Em crioulo ouso dizer: é uma madraza, uma boa mãe. Uma mãe atenta que acompanha a vida dos seus. Aparece onde ninguém a espera”.

No meio da lama

E o Papa chama atenção para uma particularidade da história de Nossa Senhora no Brasil: “Na história de Aparecida encontramo-la no meio do rio coberta de lama. Ali espera os seus filhos, ali está com os seus filhos no meio das suas lutas e buscas. Não tem medo de se imergir com eles nas vicissitudes, de se sujar para renovar a esperança: Maria aparece onde os pescadores lançam as redes, onde aqueles homens procuram ganhar a vida. Ela está lá. Por fim, o encontro. As redes não se enchem de peixes mas de uma presença que completou a vida dos pescadores e lhes deu a certeza de que nas suas tentativas, nas suas lutas, não estavam sozinhos. Era o encontro daqueles homens com Maria. Depois de a terem lavado e restaurado, levaram-na para casa onde permaneceu por muito tempo. Aquele lar, aquela casa, foi o lugar no qual os pescadores da região se encontravam com Maria. E aquela presença tornou-se comunidade, Igreja. As redes não se encheram de peixes, transformaram-se em comunidade. Em Aparecida encontramos a dinâmica do povo crente que se confessa pecador e salvo, um povo forte e obstinado, ciente de que as suas redes, a sua vida está cheia de uma presença que o encoraja a não perder a esperança; uma presença que se esconde no dia a dia dos lares e das famílias, nos espaços silenciosos onde o Espírito Santo continua a amparar o nosso continente. Tudo isso nos apresenta um bonito ícone que nós, pastores, somos convidados a contemplar”.

“As redes não se enchem de peixes mas de uma presença que completou a vida dos pescadores e lhes deu a certeza de que nas suas tentativas, nas suas lutas, não estavam sozinhos” (Papa Francisco)

Aparecida, depois de 300 anos, segundo o Papa Francisco, “não traz receitas, mas chaves, critérios, pequenas grandes certezas, para iluminar e, sobretudo, ‘acender’ o desejo de nos despir de todas as vestes inúteis e voltar às raízes, ao essencial, à atitude que plantou a fé nos inícios da Igreja e depois fez do nosso continente a terra da esperança”.  

E mais: “Aparecida só quer renovar a nossa esperança no meio de tantas ‘inclemências’”.  Ele diz ainda “A fé das mães e das avós que não sentem medo de se sujar para criar os próprios filhos. Sabem que o mundo no qual devem viver está infestado de injustiças, para onde quer que olhem e experimentam a carência e a fragilidade de uma sociedade que se fragmenta cada dia mais, no qual a impunidade da corrupção continua a ceifar vítimas e a desestabilizar as cidades. Não só sabem… vivem isto. E são o exemplo claro da segunda realidade que como pastores somos convidados a tornar nossa: não devemos ter medo de nos sujar pela nossa gente. Não devemos sentir medo da lama da história contanto que resgatemos e renovemos a esperança. Só pesca aquele que não tem medo de arriscar e de se comprometer pelos seus”.

Centrar em Jesus Cristo

O Papa lembra aos bispos latino-americanos que “para poder viver com esperança é fundamental que nos centremos de novo em Jesus Cristo que já habita no centro da nossa cultura e vem a nós sempre renovado. Ele é o centro. Esta certeza, e exorto, ajuda a nós pastores a centrar-nos de novo em Cristo e no seu Povo. Eles não são antagonistas. Contemplar Cristo no seu povo é aprender a descentrar-nos de nós mesmos para nos centrar no único Pastor. Centrar-nos de novo com Cristo no seu Povo é ter a coragem de ir às periferias do presente e do futuro confiando-nos à esperança que o Senhor continuará a estar presente e que a sua presença será fonte de vida em abundância”.

E registrou, mais uma vez, o que tinha escrito na Encíclica Evangelii gaudium (n. 49): “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças. Não quero uma Igreja preocupada com ser o centro, e que acaba presa num emaranhado de obsessões e procedimentos. Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida. Mais do que o temor de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos transformam em juízes implacáveis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta e Jesus repete-nos sem cessar: ‘Dai-lhes vós mesmos de comer’ (Mc 6, 37)”.

Lição final de Aparecida

Papa Francisco encerra sua mensagem aos bispos da América Latina reafirmando que todas essas realidades da evangelização encontradas na mensagem de Aparecida podem ajudar “a revelar a dimensão misericordiosa da maternidade da Igreja que, a exemplo de Aparecida, está entre os ‘rios e a lama da história’, acompanhando e encorajando a esperança a fim de que cada pessoa, onde quer que esteja, possa sentir-se em casa, filho amado, procurado e esperado. Este olhar, este diálogo com o povo fiel de Deus, oferece ao pastor duas atitudes muito bonitas para cultivar: a coragem para anunciar o Evangelho e a força para enfrentar as dificuldades e os dissabores que a mesma pregação provoca”.

“Que Maria, Nossa Senhora Aparecida, continue a guiar-nos para o seu Filho a fim de que os nossos povos n’Ele tenham vida… e em abundância” (Papa Francisco)

E o Papa finalizou: “Na medida em que nos envolvermos na vida do nosso povo fiel e tocarmos o fundo das suas feridas, poderemos olhar sem ‘filtros clericais’ para o rosto de Cristo, ir ao seu Evangelho para rezar, pensar, discernir e deixar-nos transformar, a partir do seu rosto, em pastores de esperança. Que Maria, Nossa Senhora Aparecida, continue a guiar-nos para o seu Filho a fim de que os nossos povos n’Ele tenham vida… e em abundância. E, por favor, peço-vos que não vos esqueçais de rezar por mim. Que Jesus vos abençoe e a Virgem Maria vos ampare”.

Por Canção Nova

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CNBB recebe condecoração por ocasião dos 10 anos do Projeto Lectionautas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cnbb-recebe-condecoracao-por-ocasiao-dos-10-anos-do-projeto-lectionautas/ Fri, 22 Sep 2017 08:04:16 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48637 Em comemoração aos 10 anos do Projeto Lectionautas, o Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebeu em sua última reunião, na tarde da quarta-feira, 20 de setembro, representantes da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), entidade idealizadora do projeto.

Ao dar início a sessão, o presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, dom José Antonio Peruzzo enfatizou que nesses 10 anos o projeto já desenvolveu resultados “muito bonitos em termos de aproximação do povo da Palavra de Deus”.

Na sequência, após se apresentar aos que ali estavam no auditório, o Secretário de Comunicação, Ação Social e Arrecadação da Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), Erni Seibert anunciou a entrega da condecoração que marca os 10 anos do projeto à presidência da CNBB. A honraria foi entregue pelo diretor executivo da SBB, reverendo Rudi Zimmer ao vice-presidente da CNBB, dom Murilo Krieger.

“É um grande prazer estar aqui e celebrar esses 10 anos com esta placa. A Sociedade Bíblica do Brasil agradece a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pela parceria e realização no Brasil do projeto Lectionautas, que tem incentivado os jovens a ler, viver e compartilhar a palavra de Deus”, afirmou o diretor executivo da SBB.

Na ocasião, dom Peruzzo recordou que o projeto é voltado especialmente para os jovens e disse ainda que estava comovido com as experiências apresentadas por eles a partir da Leitura Orante e do Projeto Lectionautas. Após sua fala, o bispo convidou a todos a seguir os quatro degraus da Leitura Orante da Bíblia a partir do texto de Lucas (5,1-11), finalizando assim a reunião.

O Projeto

O projeto Lectionautas, iniciativa das Sociedades Bíblicas Unidas (SBU) em parceria com o Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), completou 10 anos de atuação. Baseado no método da Lectio Divina, leitura orante da Bíblia, tem por objetivo promover a comunhão com Deus a partir de quatro passos: leitura, meditação, oração e contemplação.

No Brasil, o projeto é resultado de uma parceria entre a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). Além de capacitar jovens líderes católicos para que ensinem outros jovens a ler a Bíblia com o método da Lectio Divina, a iniciativa também aproxima a juventude da Bíblia Sagrada e de seus ensinamentos em torna a Palavra de Deus. Como celebração de uma década do projeto na América Latina, várias atividades e capacitações foram feitas em diferentes partes do país.

Por CNBB

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Ao Celam, Papa diz que missão se faz com paixão e no corpo a corpo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/ao-celam-papa-diz-que-missao-se-faz-com-paixao-e-no-corpo-a-corpo/ Fri, 08 Sep 2017 08:27:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48328 Um dos discursos mais esperados do Papa Francisco, em Bogotá, foi dirigido aos bispos latino-americanos e do Caribe na tarde de ontem, quinta-feira, 7. O encontro com o Comitê Diretivo do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), aconteceu na Nunciatura Apostólica.

Em sinal de gentileza, o Santo Padre agradeceu pelo esforço da presença de cada um, já que o encontro não pôde ser realizado na sede do organismo católico em Bogotá, “uma casa ao serviço da comunhão e da missão da Igreja na América Latina”, além de ser um “ponto de referência vital para a compreensão e aprofundamento da catolicidade latino-americana”.

Francisco alinhavou seu discurso remetendo-se ao Rio de Janeiro, quatro anos atrás, quando falou sobre a “herança pastoral de Aparecida” e destacou a necessidade permanente de aprender com o método local, que “coloca a missão de Jesus no coração da própria Igreja”. Iniciativas que não são “programáticas que enchem agendas e desperdiçam preciosas energias”, mas que são baseadas “na participação das Igrejas locais”, com peregrinos que buscam Deus através da manifestação da “Virgem pescada nas águas”, e se estendem “na missão continental”.

O esforço na realização desse método, sustentou o Papa, deve se transformar num “critério para medir a eficácia das estruturas, os resultados do trabalho, a fecundidade dos ministros e a alegria que são capazes de suscitar. Porque, sem alegria, não se atrai ninguém”.

Ainda lembrando suas manifestações no Rio, o Papa se deteve às tentações, presentes ainda hoje, “da ideologização da mensagem evangélica, do funcionalismo eclesial e do clericalismo”.

“Deus, quando fala ao homem em Jesus, não o faz com um apelo vago como a um estranho, nem com uma convocação impessoal como faria um notário, nem mesmo com uma declaração de preceitos para cumprir como faz qualquer funcionário do sagrado. Deus fala com a voz inconfundível do Pai que se dirige ao filho, e respeita o seu mistério pois foi Ele que o formou com as suas próprias mãos e destinou à plenitude. O nosso maior desafio como Igreja é falar ao homem como porta-voz desta intimidade de Deus. […] Por isso, não se pode reduzir o Evangelho a um programa ao serviço de um gnosticismo na moda, a um projeto de promoção social nem a uma visão da Igreja como burocracia que se autopromove; e a Igreja também não pode ser reduzida a uma organização dirigida, com modernos critérios empresariais, por uma casta clerical.”

Francisco, assim, insistiu sobre o “discipulado missionário”, aquele “permanente sair com Jesus” em direção aos irmãos, usando os “instrumentos” de Deus, isto é, “proximidade e encontro”. O Papa, então, chamou a atenção para realidades  da Igreja que jamais devem ser consideradas monumentos, mas patrimônio vivo, como de Aparecida, “um tesouro, cuja descoberta ainda está incompleta”.

“É muito mais cômodo transformá-las em recordações, de que se celebram os aniversários: 50 anos de Medellín, 20 de Ecclesia in America, 10 de Aparecida! Trata-se, porém, de algo diverso: salvaguardar e fazer fluir a riqueza desse patrimônio (pater munus) constituem o munus da nossa paternidade episcopal para com a Igreja do nosso Continente.”

O encontro com Cristo vivo, prosseguiu Francisco, deve ser cultivado para que a missão pastoral não perca a força e não haja retrocesso da conversão pastoral:

“Nós precisamos ainda mais deste estar a sós com o Senhor, para reencontrar o coração da missão da Igreja na América Latina, nas circunstâncias atuais. Há tanta dispersão interior e também exterior! Os numerosos eventos, a fragmentação da realidade, a instantaneidade e a velocidade do presente poderiam fazer-nos cair na dispersão e no vazio. Reencontrar a unidade é um imperativo. Onde se encontra a unidade? Sempre em Jesus. […] Se a razão do nosso caminhar não é Ele, será fácil desanimar no meio da fadiga do caminho, perante a resistência dos destinatários da missão, face aos cenários mutáveis das circunstâncias que marcam a história, ou pelo cansaço dos pés devido ao desgaste insidioso causado pelo inimigo.”

O Papa, então, questiona: “o que significa sair com Jesus em missão, hoje, na América Latina?”. A missão no continente, insistiu Francisco, é vencer a tentação dos “bizantinismos dos ‘doutores da lei’, e partir com Jesus que “enquanto caminha, encontra; quando encontra, se aproxima; quando se aproxima, fala; quando fala, toca com o seu poder; quando toca, cura e salva”. Trata-se, então, de diariamente “trabalhar no campo, lá onde vive o Povo de Deus”. A missão “se faz no corpo a corpo”.

Francisco também sublinhou a “dispersão” que desagrega hoje o continente e disse para se ter cuidado para “não ficar preso nessas armadilhas”. Segundo o Papa, “a Igreja não está na América Latina como se tivesse as malas na mão”, pronta pra partir depois de ter sido saqueada, como muitos fizeram ao longo do tempo:

“Homens e utopias fortes prometeram soluções mágicas, respostas instantâneas, efeitos imediatos. A Igreja, sem pretensões humanas, respeitosa do rosto multiforme do Continente – que considera, não uma desvantagem, mas uma riqueza perene – deve continuar humildemente a prestar o seu serviço ao verdadeiro bem do homem latino-americano. Deve trabalhar incansavelmente por construir pontes, abater muros, integrar a diversidade, promover a cultura do encontro e do diálogo, educar para o perdão e a reconciliação, para o sentido de justiça, a rejeição da violência e a coragem da paz. Nenhuma construção duradoura na América Latina pode prescindir desta base invisível, mas essencial. A Igreja conhece, como poucos, aquela unidade sapiencial que antecede toda e qualquer realidade na América Latina.”

O Papa Francisco, então, trouxe as imagens de Guadalupe e de Aparecida, como “manifestações programáticas dessa criatividade divina”, “o sentido de Deus e da sua transcendência”.

Sobre a situação vivida hoje na América Latina, o Pontífice disse que não é permitido lamúrias, porque “sabemos que bem que o coração latino-americano foi treinado para a esperança” e lembrou de João Bosco:

“Como dizia um cantor e compositor brasileiro, ‘a esperança é equilibrista; dança na corda bamba de sombrinha’ (cf. João Bosco, O Bêbado e o Equilibrista). Quando se pensava que tinha acabado, eis que ressurge onde menos se esperava. O nosso povo aprendeu que nenhuma decepção é capaz de o vencer. Segue Cristo flagelado e manso, sabe aguardar que se faça dia e permanecer na esperança da sua vitória, porque, no fundo, está ciente de não pertencer totalmente a este mundo.”

O Papa também pediu aos bispos do Celam que, mesmo com estatísticas e notícias que trazem a caricatura de jovens “adormecidos” ou perdidos nas drogas e em meio à violência, que invistam tempo e recursos na formação, através de “programas educacionais incisivos e objetivos”.

Já ao que tange o rosto feminino da América Latina, Francisco reservou palavras de grande admiração. O Papa as definiu como “protagonistas na Igreja latino-americana”:

“Penso nas mães indígenas ou morenas, penso nas mulheres das cidades com o seu triplo turno de trabalho, penso nas avós catequistas, penso nas consagradas e nas artesãs tão discretas do bem. Sem as mulheres, a Igreja do Continente perderia a força de renascer continuamente. São as mulheres que, com meticulosa paciência, acendem e reacendem a chama da fé.”

Por sua vez, os leigos, disse o Papa, continuam à espera do desafio de um papel que os veja capazes de incidir na consolidação da democracia política e social, no contribuir à prosperidade, à justiça e à paz nos países. Para Francisco, “a Esperança na América Latina passa pelo coração, pela mente e os braços dos leigos”, através de uma “simplicidade cristã que se esconde aos poderosos e manifesta aos humildes”.

O Papa então resumiu o seu discurso na paixão pelo servir para “transformar as ideias em utopias viáveis”: “por favor, irmãos, peço-vos paixão, paixão evangelizadora”.

Por CançãoNova, com Rádio Vaticano

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Repam mantém posição contrária a decreto sobre a extinção da Renca https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/repam-mantem-posicao-contraria-a-decreto-sobre-a-extincao-da-renca/ Wed, 30 Aug 2017 09:43:34 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48196 A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), ligada ao Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe (CELAM), e no Brasil, organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos (CNBB), afirmou ontem, terça-feira, 29, por meio da assessoria de comunicação, que mantém sua posição contrária à medida do Governo Federal de extinguir a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), mesmo após a reedição do decreto, proposta nesta segunda-feira, 28, pelo Palácio do Planalto.

De acordo com o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, a edição do decreto vai esclarecer ponto a ponto a extinção da reserva, de forma a preservar as reservas indígenas e de conservação existentes na região e impedir exploração de minérios de forma ilegal na área. Para isso, o decreto assinado na semana passada será revogado, segundo informou o Planalto.

Por outro lado, a porta-voz da REPAM, Irmã Osnilda Lima, afirmou à redação do noticias.cancaonova.com, que o novo decreto não muda em nada, na prática, os efeitos provocados pela medida, principalmente, contra os povos indígenas e comunidades tradicionais da região amazônica. Portanto, a nota emitida nesta segunda-feira, 28, pelo órgão católico, permanece em seu teor, segundo confirmou a porta-voz. 

No texto, a REPAM considera que, ao contrário do que afirma o Governo em nota, ao abrir a região para o setor da mineração, não haverá como garantir proteção da floresta, das unidades de conservação e muito menos das terras indígenas – que serão diretamente atingidas de forma “violenta e irreversível”.

“Basta observar o rastro de destruição que as mineradoras brasileiras e estrangeiras têm deixado na Amazônia nas últimas décadas: desmatamento, poluição, comprometimento dos recursos hídricos pelo alto consumo de água para a mineração e sua contaminação com substâncias químicas, aumento de violência, droga e prostituição, acirramento dos conflitos pela terra, agressão descontrolada às culturas e modos de vida das comunidades indígenas e tradicionais, com grandes isenções de impostos, mas mínimos benefícios para as populações da região”, diz o texto publicado assinado pelo Cardeal Cláudio Hummes e Dom Erwin Kräutler.

“Riscos ambientais e sociais incalculáveis ameaçam o ‘pulmão do Planeta repleto de biodiversidade’ que é a Amazônia”, destaca ainda o texto, citando o Papa Francisco que, na carta encíclica Laudato Si, alerta sobre “propostas de internacionalização da Amazônia que só servem aos interesses econômicos das corporações internacionais” (LS 38).

“A política não deve submeter-se à economia e aos ditames e ao paradigma eficientista da tecnocracia, pois a prioridade deverá ser sempre a vida, a dignidade da pessoa e o cuidado com a Casa Comum, a Mãe Terra. Em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em 9 de julho de 2015, o Papa Francisco não hesitou em proclamar: “digamos não a uma economia de exclusão e desigualdade, onde o dinheiro reina em vez de servir. Esta economia mata. Esta economia exclui. Esta economia destrói a mãe terra”, diz a nota da REPAM.

A Renca

A Reserva Nacional de Cobre e seus Associados (Renca) é uma área de reserva, na Amazônia, com 46.450 km2 – comparada ao tamanho do território da Dinamarca. A região engloba nove áreas protegidas, sendo três delas de proteção integral: o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, as Florestas Estaduais do Paru e do Amapá; a Reserva Biológica de Maicuru, a Estação Ecológica do Jari, a Reserva Extrativista Rio Cajari, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru e as Terras Indígenas Waiãpi e Rio Paru d’Este.

Por Canção Nova

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Revista de teologia do CELAM dedica edição ao magistério do Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/revista-de-teologia-do-celam-dedica-edicao-ao-magisterio-do-papa-francisco/ Mon, 28 Aug 2017 15:02:15 +0000 http://teste.toqueto.com/revista-de-teologia-do-celam-dedica-edicao-ao-magisterio-do-papa-francisco.html Quando se interpreta o capítulo 8 da Amoris laetitia, em particular em referência à comunhão eucarística por parte dos divorciados que se encontram em uma nova união, “é necessário partir da interpretação que o próprio Francisco fez do texto, explícita na resposta aos bispos da região de Buenos Aires.

Francisco propõe um passo em frente, que implica uma mudança da disciplina vigente. Mantendo a distinção entre bem objetivo e culpa subjetiva, e o princípio que as normas morais absolutas não admitem exceções, ele distingue entre a norma e a sua formulação e sobretudo pede uma atenção especial às condições atenuantes. Estas não estão ligadas somente à consciência da norma, mas também, e sobretudo, às possibilidades reais das decisões dos sujeitos na sua realidade concreta”.

É o que escreve o Arcebispo Victor Manuel Fernández, Reitor da Pontifícia Universidade Católica argentina, no artigo publicado na última edição de “Medellín”, a revista de teologia do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), inteiramente dedicada ao magistério do Papa Francisco, em vista de sua iminente viagem à Colômbia de 6 a 11 de setembro e ao Chile e Peru em janeiro de 2018.

O prelado recorda no artigo “O Capítulo VIII da Amoris laetita: a quietude depois da tempestade” como o Papa Francisco admite que “um discernimento pastoral no âmbito do “foro interno”, atento à consciência da pessoa, possa ter consequências práticas sobre o modo de aplicar a disciplina”.

Esta novidade, “convida a recordar que a Igreja realmente pode evoluir, como já aconteceu na história,  tanto na compreensão da doutrina quando na aplicação das suas consequências disciplinares”.

Mas assumir isto no tema que aqui se examina, “exige aceitar uma nova lógica, sem esquemas rígidos. Todavia, isto não implica uma ruptura, mas uma evolução harmoniosa e uma continuidade criativa em relação ao ensinamento dos Papas precedentes”.

Já na conclusão de se artigo “Para compreender Amoris laetitia. Premissa e argumentos, resposta à dúvidas e objeções, caminho e esperança”, Rodrigo Guerra López escreve:

“Um dos parágrafos menos comentados da Amoris Laetitia é o último. A sua beleza e a sua verdade são extraordinárias. Tenho a impressão de que este pequeno texto não tenha sido escrito somente para concluir retoricamente a Exortação Apostólica. Em um certo sentido, nos permite contemplar em modo sintético, sapiencial e pastoral a mensagem central de todo o documento.

Amoris laetitia não é um tratado sistemático e completo que esgota todas as matérias da teologia moral do matrimônio e da família. É antes, um método para descobrir como Deus procura cuidar do amor, do assistir o amor e de tratar do amor no decorrer da vida das pessoas. É um método para não perder a esperança por causa de nossos limites”.

Além do artigo de Dom Victor Manuel Fernández e de Rodrigo Guerra López, a edição de número 168 de “Medellín” traz matérias e artigos assinados por Carlos Schikendantz, Santiago Madrigal Terrazaz, Cesas Kuzma, Rafael Luciani, Julio Luis Mantínez, Afonso Murad, Félix Palazzi, Elias Wolff, María Clara Lucchetti Bingemer e Virginia Azcuy.

Por Rádio Vaticano

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Documento de Aparecida completa 10 anos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/documento-de-aparecida-completa-10-anos/ Fri, 02 Jun 2017 08:27:28 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46586 Há dez anos, o Papa Bento 16 e o então cardeal Jorge Mario Bergoglio, participaram da elaboração do Documento de Aparecida, durante a quinta Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe que ficou conhecida como a Conferência de Aparecida. Para marcar a data, nesta quarta-feira, 31, no Santuário Nacional houve a entrega gratuita de uma síntese do documento e a celebração da Santa Missa presidida por Dom Orlando Brandes.

Assista à matéria completa aqui.

Por Canção Nova

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