carnaval - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png carnaval - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Carnaval, a alegria simples e entusiasta dos pequenos https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/carnaval-a-alegria-simples-e-entusiasta-dos-pequenos/ Fri, 24 Feb 2017 13:31:42 +0000 http://teste.toqueto.com/carnaval-a-alegria-simples-e-entusiasta-dos-pequenos.html Todas as culturas humanas tem necessidade de espaços de festa, de alegria incontida e renovadas para resgatar o que Harvey Cox chamava de homem festivus ou lúdico (que brinca). Há algo digno de resgate, a capacidade de deslumbrar-se e imaginar da criança, a fantasia que explode num festival de cores, e ritmos inusitados. É verdade que a cultura carnavalesca apresenta também riscos e ocasiões que podem prejudicar a saúde física e espiritual. No entanto o abuso não tolhe o legítimo uso de pular e dançar com alegria como o Rei Davi e o próprio João Batista no ventre materno.

Como não apreciar o carnaval familiar de rua, ou de blocos tradicionais que irmanam a vizinhança e despertam a uma convivialidade muito densa. Mesmo nos desfiles e nos enredos das escolas de samba, quanta beleza e criatividade, homenageando pessoas e valores humanos e cristãos. Às vezes esquecemos que o pudor nasce no interior da pessoa, que se resguarda ou cuida o seu olhar libertando-se da malícia e da cobiça inspirada por desejos de posse agressivos e predatórios, esquecendo que a criação é boa, o que é contaminado e turvo reside na nossa forma de olhar.

Assim com a espontaneidade dos pequenos e dos simples muitos pulam e se divertem brincando e acolhendo aos outros com alegria e cordialidade. A roda de samba, as marchinhas e músicas cantadas no carnaval, que integram as pessoas, sendo envolventes e singelas, revelam de forma expressiva os sentimentos humanos e as cenas e poesia do cotidiano da vida. Jesus questionava a sua geração que se parecia àquelas crianças que não acompanhavam a brincadeira de seguir o líder, quando era para chorar não choravam e quando era para rir não riam (Lc. 7,31); assim se comportam aqueles que por não gostar de brincar no carnaval julgam ou condenam os foliões.

Admiro aquelas pessoas que não se sentem atraídos pelo barulho ou pela festa , mas se sentem solidários com os que estão se divertindo, rezando por eles, oferecendo água para evitar a desidratação, e como bons anjos da guarda cuidando da integridade dos irmãos carnavalescos. O Reino anunciado por Jesus é apresentado como um banquete onde todos fazem festa, se deliciam e dançam, jovens e idosos; por isso ser cristão é transparecer a alegria, a plenitude e a inteireza da nossa vocação humana para todos (as). Em todo caso o que mais importa no carnaval é vestir como dizia São João Paulo II, na “Carta Novo Millenio Ineunte”, nº 50, a fantasia da caridade pensando e agindo solidariamente, partilhando nossos valores e nossa alegria sempre nova. Que Jesus a verdadeira alegria da humanidade nos ensine o caminho da felicidade e da realização plenas. Deus seja louvado!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo de Campos (RJ)

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Dioceses movimentam fiéis no feriado de carnaval https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dioceses-movimentam-fieis-no-feriado-de-carnaval/ Thu, 23 Feb 2017 15:02:24 +0000 http://teste.toqueto.com/dioceses-movimentam-fieis-no-feriado-de-carnaval.html O Brasil é conhecido internacionalmente pelo carnaval, festa que antecede a Quarta-feira de Cinzas. Nesses dias de “folga” para a maioria dos brasileiros, muitos gostam de cair na folia, indo ao sambódromo, aos tradicionais bailes de carnaval ou ainda participando do chamado “carnaval de rua”, onde os blocos são a grande atração. Outros aproveitam para viajar ou simplesmente descansar. 

Para quem gosta de aproveitar esse período de festa para trabalhar a espiritualidade também há diversas opções, entre retiros silenciosos ou atividades onde a Palavra de Deus é o centro, mas a animação do período festivo também marca presença.

Confira, clicando aqui, uma série de eventos que serão realizados, nesse sentido, em dioceses e arquidioceses em todo o país. 

Por Canção Nova

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No Carnaval, estes jovens optaram por "folias" alternativas; veja https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/no-carnaval-estes-jovens-optaram-por-folias-alternativas-veja/ Thu, 23 Feb 2017 10:15:32 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44559 Dizem por aí que o ano só começa depois do Carnaval, afinal, o Brasil todo se envolve numa das maiores expressões culturais do país. Mas há quem prefira não cair na folia, e acaba optando por aproveitar os quatro dias de folga de outras maneiras.

É o caso da Aline Paggy: ela faz parte de um grupo de voluntários, não apenas católicos, que nos dias de Carnaval vão para o interior de Campos (RJ), construir uma capela de madeira, destina a uma pequena comunidade católica no meio rural. Atualmente, o padre celebra as Missas em um pequeno barraco coberto com folhas de zinco.

Paggy conheceu o projeto Regnum Christi, dos Legionários de Cristo, em São Paulo, no ano passado, quando também participou de um projeto parecido, no Carnaval. Desde lá, segundo ela, assumiu a liderança do projeto no Rio de Janeiro.

A jovem administradora conta que a experiência é “maravilhosa” porque lhe proporciona tudo que sempre quis: trabalhar com ações desafiadoras, ajudar as pessoas e fazer a diferença.

“É muito gratificante! Primeiro, porque tenho oportunidade de estar com as pessoas, assim, de forma mais intensa, afinal, é como um retiro, onde você fica todos os dias com a pessoa, e fazendo a diferença. Então pra mim é muito bom. É aquela sensação de ‘estou fazendo a diferença, mas também me divertindo. Não é um peso”, afirma.

“É uma oportunidade de ser útil. A gente pode aproveitar o Carnaval, nos divertirmos e levar adiante, renovar o ânimo dessa comunidade que, pelo que já vimos, precisa de um novo ânimo. É algo diferente que todo mundo deveria passar pelo menos uma vez na vida”, completa.

Silêncio, é carnaval!

Pois é, parece estranho, mas para o seminarista jesuíta, Davi Caixeta, esse será o seu “grito de Carnaval”, e, da mesma forma, para mais de 210 jovens que estarão num retiro de silêncio, promovido pelo Anchietanum (Centro de Juventude da Companhia de Jesus).

O retiro segue a proposta dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola, um método de oração, através do silêncio, da meditação e da contemplação; mas também um itinerário espiritual de encontro com Deus.

O Anchietanum adaptou essa proposta em 5 etapas, os Exercícios Espirituais para Jovens (EEJ), que serão trabalhadas especialmente com grupos juvenis. Essas etapas acontecem todos os anos, no Carnaval e em outros períodos no decorrer do ano. Em cada uma das etapas dos EEJ, o jovem é convidado a rezar alguns aspectos de sua vida, de sua história e de sua realidade, à luz da Palavra e, especialmente, inspirado pela pessoa de Jesus.

Davi explica que são muitos os motivos que levam jovens a optarem por passar o Carnaval em um retiro inaciano: busca por um momento de tranquilidade, refletir melhor sobre a própria vida, tirar um tempo para pensar nas decisões, no próprio projeto de vida.

“Além de todas essas motivações, acredito que a principal motivação que leva jovens a fazer um retiro inaciano é a busca e o encontro com Deus, cultivando a espiritualidade, a intimidade com o Cristo, assim, enxergando a própria vida e a realidade com um olhar de misericórdia”, afirma.

Ele destaca ainda que, apesar de ser incomum aos jovens um retiro de silêncio no Carnaval, muitos têm procurado conhecer e se aprofundar na espiritualidade inaciana, tanto durante o Carnaval como em outros momentos.

“Creio que esse fenômeno é algo bem interessante e, em certa medida, revela como a juventude vem sendo marcada pelo desejo de aprofundar a intimidade com Deus e o conhecimento de si, do outro e da realidade. Acredito que faz muito sentido a busca por um retiro como esse, mesmo no tempo do Carnaval, pois a espiritualidade inaciana não é uma proposta de ‘fuga’ da realidade, mas é uma forma especial para rezar a própria vida, buscando e encontrando Deus em todas as coisas, em todas as pessoas”, diz.

A Juliene Barros participou por cinco anos de retiros de silêncio com o Anchietanum. “O retiro foi uma experiência de reavivamento, de descobrir uma nova pessoa dentro de mim, mas tudo no silêncio”, conta a jovem. “Deus pode se manifestar a qualquer momento, desde a criação do Universo, como vamos estudando, rezando e meditando no EE. Confesso que os primeiros momentos não foram fáceis, mesmo eu sendo uma pessoa de não falar muito”, relata.

“Os quatro dias do Carnaval, me fizeram compreender melhor quem sou, e a escutar e a encontrar Deus, em coisas que nos passam despercebidas, no cotidiano. E depois desse dias, ao retornar para casa, eu queria continuar com aquele silêncio, interior e também exterior. Ali eu já sabia: voltaria no próximo ano”, ressalta.

Por Canção Nova

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Crise do Carnaval https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/crise-do-carnaval/ Mon, 20 Feb 2017 11:17:33 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44520 Tornou-se cotidiano o tema da crise. Fala-se de crise política, econômica, social, ética, antropológica, de segurança, de saúde pública, de educação. A crise instalou-se na sociedade!

Em nome da crise se atropela instâncias da sociedade, tempos e ritos, fazendo avançar iniciativas bizarras que vulgarizam valores e tradições. É o que se constata quando qualquer período do ano se torna oportunidade para carnaval.

O carnaval fazia parte da tradição cultural de vários povos antigos. Tratava-se de uma animada festa popular, com forte apelo à liberdade de expressão e movimento.

O carnaval também faz parte da cultura brasileira. Ora, cultura é tudo o que um grupo humano desenvolve para viver, conviver, sobreviver, relacionar-se, interpretar e dar sentido à vida. Cultura é conhecer e respeitar os valores das pessoas como expressão de sabedoria. Cultura é descoberta, conhecimento, benefício, partilha de experiências. Cultura é respeito pelas diferenças!

Nesse contexto, vale recordar o que dizia o cacique Raoni, da etnia Kayapó: “Eu não quero a sua cultura. Alguns entre vocês têm dinheiro e matam os outros para ter um pouco. Outros bebem álcool e bêbados destroem a si mesmos e os outros. Eu tenho medo mesmo! Nós, os Kayapós, pelo menos temos consideração e compreensão para com os outros. Somos todos irmãos e tios uns dos outros. É por isso que temos respeito, que protegemos uns aos outros. Vocês, brancos, não se preocupam com os de menos sorte. Vocês mentem uns para os outros. Eu descobri!”.

O carnaval traz em si um forte apelo de integração social. O genuíno carnaval é marcado pela música, dança, canto, pela alegria descontraída. Quanta beleza nos grupos que percorrem ruas e praças com alegria, candura e inocência… Gente imaginando que podia ser rei, rainha, princesa ao menos um dia na vida! O que dizer das fantasias, expressão de pausa no cotidiano marcado por tensões de toda espécie! E as músicas cheias de graça e movimentos; o cotidiano sendo transformado em samba: a mulher com a lata d’água na cabeça, a chiquita bacana lá da Martinica, os mil palhaços no salão, a colombina e o pierrô que se amam. Quanta alegria simples e pura! 

O que fizeram do carnaval? O carnaval enquanto expressão cultural do povo brasileiro está em crise! Às outras crises que marcam o presente, soma-se também a crise do carnaval.

A crise provoca alterações, convidando à purificação. Assumir a crise significa dispor-se à revisão de comportamentos, posturas, compreensões. Acolher a crise é saber cuidar. Viver a crise é dispor-se para ir ao encalço do novo que se apresenta, desafiando o ser humano à superação de referências cristalizadas.

O povo brasileiro está sendo desafiado no viver e conviver; está sendo desafiado a sobreviver! A crise vivida, nas suas múltiplas facetas, é fruto de equívocos teimosos e persistentes na sociedade. É expressão da falência de um modelo social que escolheu organizar-se a partir de uma lógica perversa que não respeita ninguém, nem tempos e cultura.

A vida atual em sociedade tem sofrido modificações bruscas, fruto do secularismo, subjetivismo, hedonismo, individualismo. Neste contexto, os discípulos de Jesus Cristo tem uma particular missão, sintetizada de forma exemplar pelo Padre Antônio Vieira: “Veja o céu que ainda tem na terra quem se põe da sua parte. Saiba o inferno que ainda há na terra quem lhe faça guerra com a palavra de Deus; e saiba a mesma terra, que ainda está em estado de reverdecer e dar muito fruto”.

Por Dom Jaime Spengler – Arcebispo metropolitano de Porto Alegre

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Tempo próprio https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/tempo-proprio/ Fri, 10 Feb 2017 10:08:44 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44315 Vivemos inseridos no tempo, caracterizado por estações, ritmos, festas. As estações com a subdivisão entre dia e noite é o próprio tempo que oferece. Os ritmos, isto é, a divisão em anos, meses, semanas, horas é fruto de convenção humana para marcar o tempo. As festas são expressão do modo como o ser humano se relaciona com esta realidade de desafiadora compreensão.

Os seres vivos possuem um tempo de desenvolvimento característico e um ritmo próprio. A estabilidade dos mesmos é dinâmica, resultado do equilíbrio ou da alternância constante de processos de degradação e de regeneração. O ser humano, por sua vez, pode criar, projetar-se e decidir por construir conscientemente algo novo. Ele pode ter o olhar voltado para o tempo futuro, o qual lhe permite sonhar.

No entanto, o ser humano sabe que o passado é o seu rosto mais autêntico e que lhe permite continuidade e significar o presente. O sentido do passado decorre da orientação para o futuro, para os fins que se escolhem, das possibilidades que se elegem como metas a atingir. No futuro projetamos os valores que iluminam a memória na seleção necessária entre o que há para esquecer e o que há para reter e recordar, enquanto significante e edificante para a vida social e pessoal. 

O ser humano se encontra embarcado na realidade do tempo, do qual ele não pode fugir. A compreensão do tempo expressa a finitude do ser humano. Por isso, o tempo é também marcado por simbolismo. O simbólico é onde a existência humana concreta encontra o seu enraizamento, equilíbrio e sentido.

Ao longo da história, cada cultura foi elaborando seus símbolos e ações simbólicas, destacando-se as etapas importantes existência humana. É o que se constata, por exemplo, com as festas de nascimento, aniversário, os ritos de passagem, casamento, morte etc. Os estados também possuem e promovem datas com seu simbolismo. Temos, assim, o dia da descoberta, da independência, das vitórias, da república, da bandeira.

Do mesmo modo, a sociedade civil cultiva etapas de tempo com seu simbolismo. Exemplos disso podem ser os tempos de férias e do carnaval.

As comunidades de fé possuem seus símbolos e cultivam suas ações simbólicas inseridas no tempo. A cultura ocidental é marcada por tais ações. Assim, se compreende o tempo da Páscoa e do Natal, com sua preparação, celebração e seus símbolos. Os símbolos se constituem numa linguagem cifrada das aspirações e dos ideais humanos. Eles sempre existiram e continuarão existindo. Eles são importantes para a vida e a cultura dos povos. 

Existem símbolos com significados profundos dentro de um determinado contexto histórico e cultural. Quando abraçados com ardor, manifestam e alimentam o respeito e despertam energias inesperadas. Há símbolos e tempos que tentam traduzir convicções e valores que se apresentam como indissociáveis para a sobrevivência de uma cultura.

Quando uma sociedade desconsidera a dimensão do simbólico e seus tempos, então se vulgariza tradição, cultura, arte. Um povo que desconsidera sua arte, cultura e tradição é um povo sem raízes, ficando a mercê de impressões genéricas e conformado ao politicamente correto.

A vulgarização do universo artístico e cultural de um povo é expressão de pouco respeito para com esse mesmo povo e suas tradições. Desconsiderar, por exemplo, o tempo da quaresma e vulgarizar o carnaval e seu tempo preocupam e fazem pensar. Até porque a existência humana não é um eterno carnaval!

Por Dom Jaime Spengler – Arcebispo de Porto Alegre (RS)

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