Cardeal Sergio da Rocha - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Cardeal Sergio da Rocha - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Casas legislativas homenageiam Campanha da Fraternidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/casas-legislativas-homenageiam-campanha-da-fraternidade/ Thu, 01 Mar 2018 09:03:29 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51053 A atualidade do tema abordado pela Campanha da Fraternidade é uma constatação quase unânime nos discursos em homenagem à iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para o tempo da Quaresma. Neste ano não tem sido diferente. Deputados Federais, senadores, deputados estaduais e vereadores destacam a necessidade de refletir sobre a superação da violência durante as sessões especiais nas casas legislativas.

Na Câmara dos Deputados, a sessão solene proposta por um grupo de parlamentares comemorou o início da Campanha, que neste ano aborda o tema “Fraternidade e superação da violência” e tem como lema “Vós sois todos irmãos”.

Em mensagem enviada à sessão, realizada na última segunda-feira, 26, o presidente da casa, deputado Rodrigo Maia, ressaltou a atualidade da campanha, lembrando que o Brasil vive hoje período dramático da escalada da violência urbana em todas as regiões.

Um dos proponentes da sessão solene também destacou a atualidade e afirmou que existem vários tipos de violência, como a física e a virtual. No Senado, senadoras também apontaram para a pertinência da reflexão no contexto atual do Brasil.

O arcebispo de Brasília (DF) e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha, encaminhou discurso à homenagem na Câmara e disse que a superação da violência poderá ser alcançada através da vivência do lema desta campanha. Estiveram presentes agentes de Pastoral, o bispo auxiliar de Brasília dom Marcony Vinícius Ferreira, o assessor político da CNBB, padre Paulo Renato Campos, e o secretário executivo da CF, padre Luís Fernando da Silva.

Em outras partes do país, também aconteceram menções e homenagens. Vereadores da Câmara Municipal do Recife repercutiram o tema “Fraternidade e superação da violência”.

Na arquidiocese de Campinas (SP) aconteceram sessões na Câmara Municipal da sede episcopal e também na cidade de Paulínia (SP), onde a Câmara Municipal acolheu a cerimônia de lançamento da CF com a participação das paróquias da região, padres, vereadores, Guarda Municipal e Polícia Militar.

O bispo de Mogi das Cruzes (SP), dom Pedro Luiz Stringhini, participou da sessão solene realizada no dia 15 de fevereiro pela Câmara Municipal. “Queremos incentivar o poder público para que de fato busque políticas públicas que favoreçam a população, começando pela Educação. Podemos juntos construir uma sociedade que possa vencer a violência”, afirmou o bispo, que também falou sobre a “cultura da violência” presente na estrutura da sociedade.

Para o próximo dia 5 de março está prevista uma sessão especial na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc), em homenagem à Campanha da Fraternidade 2018. De acordo com a arquidiocese de Florianópolis, o evento contará com a presença dos bispos das 10 dioceses do regional Sul 4 da CNBB e serão homenageadas, na ocasião, as dioceses do estado de Santa Catarina, pastorais, projetos e movimentos sociais que exercem trabalhos colaborativos para a superação da violência.

O assessor político da CNBB, padre Paulo Renato, destaca que a CF, na prática, é uma iniciativa de evangelização sobre uma realidade social. “Diante disso, é esperado que ela produza resultados concretos na sociedade. Que melhor espaço para que isso aconteça do que as casas legislativas?”, questiona sugerindo que esses espaços têm a capacidade efetiva de acolhimento das propostas da CF. 

Por CNBB, com Agência Câmara e fotos de Luís Macedo/Câmara dos Deputados e paróquia Frei Galvão

]]>
51053
Presidente da CNBB reflete sobre tema da CF 2018 https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/presidente-da-cnbb-reflete-sobre-tema-da-cf-2018/ Fri, 16 Feb 2018 15:42:52 +0000 http://teste.toqueto.com/presidente-da-cnbb-reflete-sobre-tema-da-cf-2018.html Cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, assina artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo, na última quarta-feira, 14 de fevereiro, tratando do tema da Campanha da Fraternidade deste ano: “Fraternidade e superação da violência”.

Leia o artigo.

Construir a fraternidade e a cultura da paz, da reconciliação e da justiça é o objetivo da Campanha da Fraternidade deste ano, que lançamos nesta quarta (14). Seu tema é “Fraternidade e superação da violência”, com o lema de inspiração bíblica “Vós sois todos irmãos” extraído do capítulo 23 do evangelho de São Mateus.

A realidade da violência, com suas múltiplas faces, tem se revelado cada vez mais cruel e assustadora, duramente sentida pela população brasileira e cotidianamente estampada pela mídia.

A vida e a dignidade das pessoas e de grupos sociais mais vulneráveis são continuamente violadas de muitos modos. O assunto é urgente, não pode ser descuidado, nem deixado para depois. Requer a atenção e a participação de todos.

É possível superar a violência? O agravamento da situação, com a dificuldade de respostas justas, parece indicar a muitos que a resposta é negativa. A complexidade do problema, contudo, não pode levar à passividade e ao desânimo, nem a soluções equivocadas de cunho puramente emocional.

As reações de quem justifica a violência ou pretende combatê-la com mais violência são ainda piores. Precisamos pensar juntos sobre o seu significado e as suas causas para encontrar saídas condizentes com a dignidade humana e a ordem democrática.

A violência permeia também as práticas sociais. Dentre os seus múltiplos fatores está o contexto socioeconômico e cultural. A indignação diante da violência representada pelas situações de exclusão e negação dos direitos fundamentais, especialmente dos pobres e fragilizados, não pode ser menor do que a despertada por crimes bárbaros.

O investimento em segurança pública deveria ser acompanhado por gastos ainda maiores com o objetivo de assegurar condições de vida digna e os direitos fundamentais. A justiça social é o caminho para vencer a violência na cidade e no campo. A paz é fruto da justiça. Enquanto igreja, acreditamos que é possível, sim, superar a violência, em mutirão, cultivando parcerias e unindo as forças.

Como tarefa coletiva, necessita da atenção e dos esforços de todos, de acordo com os diversos graus de competência e responsabilidade. Há muito a ser feito por cada um, espontaneamente, nos ambientes em que vive superando, por exemplo, a agressividade e a intolerância nas redes sociais.

Embora seja importante a ação individual, também necessitamos de iniciativas comunitárias, com olhares atentos para as realidades local e nacional, ambas entrelaçadas. Se os temas trabalhados pela Campanha da Fraternidade exigem e conclamam a participação dos poderes públicos, isso é ainda mais verdadeiro neste ano, assim como é vital uma maior cooperação da sociedade civil organizada.

O ódio, a vingança e o fazer justiça pelas próprias mãos não são respostas; ao contrário, agravam ainda mais a realidade. A busca da justiça que conduz à paz não se faz por meio da violência. É motivo de esperança a defesa apaixonada da vida, da dignidade e dos direitos de toda e qualquer pessoa humana, testemunhada por muitos que acreditam na fraternidade e na paz.

A palavra de Jesus, “Vós sois todos irmãos”, lema desta Campanha da Fraternidade, nos desafia e anima a caminhar. É possível, sim, superar a violência e alcançar a paz construindo a fraternidade.

Cardeal Sergio da Rocha,

Arcebispo de Brasília, é presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

Por CNBB

]]>
50851
Aberta a CF 2018: “Fraternidade e superação da violência” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/aberta-a-cf-2018-fraternidade-e-superacao-da-violencia/ Wed, 14 Feb 2018 14:58:29 +0000 http://teste.toqueto.com/aberta-a-cf-2018-fraternidade-e-superacao-da-violencia.html Na manhã desta quarta-feira, 14 de fevereiro, na sede provisória da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi aberta oficialmente a Campanha da Fraternidade (CF) 2018. Este ano, a Campanha trata da “Fraternidade e a superação da violência”. O presidente da entidade, cardeal Sergio da Rocha, e o secretário-geral, dom Leonardo Steiner, receberam autoridades para o evento: a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, o coordenador da Frente Parlamentar pela Prevenção da Violência e Redução de Homicídios, deputado Alessandro Molon, e o presidente da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), Carlos Alves Moura.

Mensagem do Papa

O secretário executivo de Campanhas da CNBB, padre Luís Fernando da Silva, leu para os presentes no evento a mensagem enviada pelo papa Francisco: “O perdão das ofensas é a expressão mais eloquente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir. Às vezes, como é difícil perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração, a paz. Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança é condição necessária para se viver como irmãos e irmãs e superar a violência”.

No final da Mensagem, papa Francisco pediu: “Peço a Deus que a Campanha da Fraternidade deste ano anime a todos para encontrar caminhos de superação da violência, convivendo mais como irmãos e irmãs em Cristo. Invoco a proteção de Nossa Senhora da Conceição Aparecida sobre o povo brasileiro, concedendo a Bênção Apostólica. Peço que todos rezem por mim”.

Exposições

“Há alguns dados dos estudiosos que nos estarrecem”, disse Carlos Moura. Negros e jovens são as maiores vítimas da violência no Brasil, informou. A população negra corresponde à maioria dos 10% dos indivíduos expostos ao homicídio no País. “É oportuno refletir sobre o Manual da Campanha da Fraternidade”, chamou a atenção: “A violência racial no Brasil é uma situação que faz supor uma forte correlação entre três formas de violência, direta, estrutural e cultural. Os casos de violência direta parecem ser resultado mais concreto e evidente de questões socioeconômicas históricas, além de deixarem entrever representações culturalmente produzidas e já naturalizadas a respeito da população negra, do índio, dos migrantes e, mais recentemente, também do imigrante”.

Moura lembrou que outra Campanha da Fraternidade tratou da superação da violência contra a comunidade negra, a Campanha de 1988, que tinha como lema: “Ouvi o clamor desse povo”.  Nela, segundo Carlos Moura, a Igreja renovou o comprometimento da Igreja com o combate à violência.

A ministra Cármen Lúcia, agradeceu à CNBB “pelo convite ao Poder Judiciário para participar desse momento”. A presidente do STF disse que hoje, infelizmente, o outro tem sido visto com desconfiança e não como um irmão, um parceiro. “Esta campanha ajuda a ver o outro como aliado, como irmão”, reforçou. “Não basta que se faça parte da sociedade humana, mas é preciso atuar por ela para que se crie espaços de fraternidade”, acrescentou a ministra.

Deputado Alessandro Molon disse: “Nós nos acostumamos com a nossa tragédia. É como se no Brasil, a vida humana valesse muito pouco”. Ele realçou que a Campanha da Fraternidade não é de combate à violência, mas a superação dela. Chamou atenção para esse ano de discursos políticos é preciso lembrar o que diz o texto-base da Campanha que lembra que se trata de um problema complexo que não aceita soluções simplistas. “Esse carnaval nos deixou algumas lições. Quando as autoridades se omitem, por exemplo, a violência cresce”. O deputado ainda lembrou que todos têm responsabilidade, mas o Parlamento deve melhorar o Direito para proteger mais a vida que o patrimônio.

Cardeal Sergio da Rocha disse que a importância da Campanha da Fraternidade tem crescido a cada ano, repercutindo não somente dentro do âmbito da Igreja Católica, mas em toda a sociedade civil, além de outras igrejas cristãs. “Construir a Fraternidade para superar a violência” é o objetivo da Campanha da Fraternidade, lembrou. “A vida, a dignidade das pessoas, de grupos sociais mais vulneráveis têm sido atingidos frequentemente”. A realidade da violência, no entanto, “não deve levar a soluções equivocadas”, disse. Por conta disso, a Campanha da Fraternidade, disse o cardeal, quer ajudar a todos para fazer uma análise profunda diante da complexidade da realidade da violência.

“Embora que seja importante a ação de cada um de nós, mas é preciso de ações comunitárias”, disse o presidente da CNBB. A Igreja não pretende oferecer soluções técnicas para os problemas que aborda, mas o valor da fé e do amor que mostra que o semelhante não é um adversário, mas um irmão a ser amado, disse o Cardeal.

Cobertura

Todas as emissoras de TV de inspiração católica no Brasil, cinco grandes redes e duas TVs regionais, estiveram comprometidas com a transmissão do lançamento da Campanha da Fraternidade graças ao trabalho coordenado pela Signis Brasil, entidade católica que se ocupa com os meios de comunicação da Igreja. A Rede Católica de Rádio (RCR) também se fez presente oferecendo sinal de áudio para todas as emissoras interessadas no evento. A Assessoria de Imprensa da CNBB também ofereceu transmissão pelo Facebook e o vídeo já está disponível para ser visto na página @CNBBNacional.

Por CNBB

]]>
50770
Custódio da Terra Santa visita sede da CNBB, em Brasília https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/custodio-da-terra-santa-visita-sede-da-cnbb-em-brasilia/ Thu, 01 Feb 2018 07:58:36 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50629 O presidente e o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) receberam na manhã desta quarta-feira, 31, o custódio da Terra Santa, frei Francesco Patton. Em visita aos Comissariados da Terra Santa no Brasil, o frade italiano quis também comparecer à sede da CNBB para saudar a Presidência da entidade.

O arcebispo de Brasília e presidente da CNBB, cardeal Sergio da Rocha, acompanhando do bispo auxiliar da mesma arquidiocese e secretário-geral da Conferência, dom Leonardo Steiner, recepcionou a comitiva do custódio da Terra Santa. Na oportunidade, puderam conversar sobre a situação do oriente médio e a realidade da Igreja na região, que sofre com a diminuição no número de fiéis por conta dos conflitos que ali acontecem desde 2011. Os cristãos do Oriente Médio vivem na insegurança, tiveram que imigrar ou sofrem violência, às vezes pelo simples fato de professar a fé.

De acordo com dom Leonardo Steiner, eles discutiram como que as Igrejas podem ajudar a Igreja que está na Terra Santa. “Inclusive falamos sobre a coleta que é feita na Sexta-feira Santa”, informou, citando a Coleta em prol da Terra Santa realizada pelas dioceses de todo o mundo e enviada à Igreja Mãe de Jerusalém.

No último sábado, frei Francesco participou de um encontro no Convento São Francisco, em São Paulo (SP), que reuniu frades ligados ao trabalho com a Terra Santa no Brasil e algumas zeladoras da Terra Santa, senhoras que auxiliam os comissários em seu trabalho de divulgação e busca de recursos que garantem o sustento e a continuidade da presença franciscana no cuidado e na evangelização dos lugares onde Jesus viveu.

Na ocasião, recordando os 800 anos da presença dos Franciscanos na Terra Santa e também os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida no Brasil, Patton fez um apelo de paz aos participantes do encontro : “’O Senhor vos dê a paz!’ Creio que hoje, mais do que nunca, necessitamos que esta saudação e este desejo de paz se realizem. E acredito que a terra do Oriente Médio seja hoje aquela em que há maior necessidade de que se realize este dom de Deus e este sonho de Deus, que é a paz”. O frade também fez referência ao conturbado momento político no Brasil: “A mensagem de igualdade da Virgem Mãe Aparecida foi para aquele momento da história do Brasil e continua até os nosso dias. É atual para a nossa realidade conflitual da Terra Santa e continua sendo para o Brasil neste delicado momento da política brasileira”, recordou Frei Patton.

Frei Patton, falando em português, ainda comentou sobre a história e o momento atual da Custódia. Apresentou dados estatísticos sobre a presença dos cristãos no Oriente Médio. A notícia do encontro no site da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil, da Ordem dos Frades Menores, destaca os dados da Síria que, em 2010, contava 2,2 milhões de cristãos, numa população de 25 milhões de pessoas. Hoje, tem 15 milhões de habitantes, dos quais 1,1 milhão de cristãos. “O serviço mais importante que os nossos frades desenvolvem em Alepo [maior cidade da Síria] é manter viva a esperança nas pessoas e ajudar todos a manter o coração livre do ódio e aberto ao perdão e à reconciliação. Deste ponto de vista, são muito importantes algumas iniciativas que se iniciaram recentemente e nas quais estão envolvidos alguns dos nossos frades, para promover um diálogo entre aqueles que se disponibilizaram à reconciliação e à paz”, afirmou frei Francesco.

Recordação – Também por ocasião dos 800 anos da presença Franciscana na Terra Santa, frei Patton entregou ao cardeal Sergio da Rocha uma lembrança em forma de medalha comemorativa.

Por CNBB

]]>
50629
Presidente da CNBB diz que o Natal traz esperança e alegria aos cristãos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/presidente-da-cnbb-diz-que-o-natal-traz-esperanca-e-alegria-aos-cristaos/ Fri, 22 Dec 2017 13:12:54 +0000 http://teste.toqueto.com/presidente-da-cnbb-diz-que-o-natal-traz-esperanca-e-alegria-aos-cristaos.html Neste tempo do Natal, a Igreja convida aos cristãos vivenciar o mistério do nascimento de Jesus, o Deus que se fez Menino, nascido da Virgem Maria, que veio habitar no meio dos homens. 

Em entrevista ao programa Igreja no Brasil especial de Natal e Fim de Ano de ano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que vai ao ar em todas as emissoras de inspiração Católica a partir do dia 25 de dezembro de 2017, o arcebispo de Brasília e presidente da Conferência, Cardeal Sergio da Rocha, ressaltou que o nascimento do Salvador traz para os cristãos esperança e alegria:

“Jesus veio habitar entre nós, na humilde manjedoura de Belém. Ele continua a manifestar o seu amor na simplicidade da vida cotidiana. A nossa resposta ao amor de Deus revelado em Jesus Menino, neste Natal, seja feita de muita oração e de muito amor. Acolha o amor do Menino Deus para amar a todos, como ele nos ensinou, pois somos todos irmãos. Seja testemunha do amor de Deus, promovendo a reconciliação e paz. Seja portador de esperança e de alegria, especialmente aos que mais sofrem”.

O cardeal salientou a importância de recordar o sentido mais genuíno do Natal. Infelizmente, muitos perderam o sentido verdadeiro do Natal que é celebrar o nascimento de Jesus.

“É bom que as pessoas possam se confraternizar, é bonito ver as pessoas se alegrando juntas, mas sabemos que a razão de ser desta alegria, desta festa se encontra em Jesus Cristo, no menino Jesus, menino Deus. Portanto, o Natal que é de Jesus se torna uma ocasião privilegiada para celebração da fé no nascimento Salvador e para testemunho desta fé. Então, nós queremos compartilhar com os outros irmãos e irmãs a graça de celebrar o nascimento de Jesus. É uma ocasião sim privilegiada para a Igreja evangelizar, anunciar a presença amorosa de Deus entre nós, anunciar a palavra e a boa nova daquele que nasce, o nosso Salvador”, destacou.

De acordo com Dom Sergio, o Natal deve ser uma ocasião para renovar a esperança que brota da fé em Jesus, a confiança em Deus e compartilhá-la com os outros.

Ao final da entrevista, o cardeal deixa uma mensagem aos fiéis:

“A mensagem do Natal ela é feita de esperança e da paz que vem do Jesus Menino, esperança e a paz que nos oferece como dons a serem cultivadas ao longo do novo ano. Portanto, eu desejo que toda a Igreja no Brasil seja portadora dessa esperança e que possa oferecer sua contribuição para a construção da paz, que é dom de Deus, que é tarefa. Portanto, abraçando a esperança e o amor que Jesus Menino traz, nós vamos construindo cada vez mais relações fraternas e a paz. Eu desejo que todos tenham a graça de um Natal Santo e feliz, mas também de um novo ano marcado pela esperança, pela paz que vem de Jesus menino”.

Por Canção Nova, com CNBB

]]>
50266
Caminhos que abrem horizontes de construção da paz e superação da violência https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/caminhos-que-abrem-horizontes-de-construcao-da-paz-e-superacao-da-violencia/ Tue, 12 Dec 2017 10:34:27 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49970 “Eu sempre penso que a violência é uma coisa aprendida. E se é aprendida, também pode ser desaprendida”. Desta forma padre Vilson Groh, 62 anos, sintetiza a compreensão que orienta sua atuação nas periferias da grande Florianópolis (SC), há 35 anos, num reconhecido trabalho que chegou a chamar a atenção do papa Francisco.

O padre que busca “agarrar” a esperança que se esconde por traz dos olhos da população empobrecida, especialmente dos jovens negros, público prioritário do seu trabalho, só acredita ser possível construir um caminho de paz por meio da atuação em redes de projetos, que envolvam governos e sociedade civil na criação de novos espaços públicos não estatais e de controle social, num grande pacto de luta contra a violência.

O religioso tira conclusões da própria experiência. Ele chegou a Florianópolis (SC) aos 22 anos, após cursar filosofia na Fundação Educacional de Brusque, sua terra natal. Na capital do estado começou a fazer Teologia. Em 1983, no último ano do curso, iniciou um trabalho no morro Mocotó, uma das áreas mais pobres da cidade. Foi aí que iniciou a luta pela regularização fundiária, urbanização do local e acolhimento de crianças, jovens e adultos, trabalho que se expandiu para outros territórios. Neste período, segundo ele, foram regularizadas e urbanizadas mais de 64 áreas de terra na grande Florianópolis.

Há cinco anos, o padre criou o Instituto Vilson Groh (IVG), organização que articula uma série de projetos e entidades e que, só nos primeiros dois meses de 2017, atendeu mais de 5 mil crianças, adolescentes e jovens por meio de seus diferentes projetos. Em 2016, foram 16 mil.

Tendo a educação como prioridade, o IVG apresenta um horizonte palpável de esperança às crianças, adolescentes e jovens, com os quais desenvolve um projeto pedagógico e de vida que vai dos 6 anos ao ingresso na Universidade. Foi este trabalho que despertou a atenção do papa Francisco que o convidou para uma audiência no Vaticano, em fevereiro deste ano.

A capacidade de mobilização do padre Vilson Groh vem mudando não apenas o acesso à moradia, mas também o colorido das paisagens por onde passa. Por meio do projeto Mocotó Cor e do trabalho voluntário, um exemplo de intervenção nos bairros onde atua, ele vem dando um colorido especial às fachadas das casas.

“Só por meio da nossa capacidade de fazer uma opção pelas periferias geográficas, como diz o papa Francisco, e se deixar tocar por essas realidades; Por meio da compreensão de uma Igreja em saída, entrando nestas ‘galileias’ empobrecidas e voltando ao método de Jesus, o método do encontro”, o religioso que vem transformado territórios e pessoas, acredita ser possível superar a violência e construir um caminho de paz.

As ideias do padre foram tomando forma na década de 80 primeiro por meio da Associação de Amigos da Casa da Criança do Adolescente do Mocotó, que hoje faz parte do Instituto Vilson Groh. Hoje a rede IVG abrange o Centro de Educação Popular, o Centro Cultural Escrava Anastácia, o Centro Social Elisabeth Sarkamp, o Centro Cultural Marista São José, a Associação João Paulo II e o Centro Educacional Marista Lúcia Mayvorne. O IVG oferece ainda cursinho pré-vestibular gratuito para os jovens da periferia.

As periferias geográficas de que fala o papa Francisco coincidem com a reflexão proposta pela Campanha da Fraternidade 2018 que, encarando o tema da violência, fala em seu texto-base da existência de territórios marcados pela extrema violência. No próximo ano, a Igreja no Brasil vai refletir sobre o tema e suas diferentes formas de manifestação direta, indireta e institucional na perspectiva da sua superação e da construção de uma cultura da paz.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a violência pelo uso intencional da força contra si mesmo, contra outra pessoa ou contra um grupo de pessoas, de modo a resultar em dano físico, sexual, psicológico ou morte.

Segundo o arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, há um clamor pela superação da violência, nas suas variadas formas, que tanto sofrimento tem trazido ao povo brasileiro. “Com a CF 2018, esperamos poder envolver as comunidades e a todos, estimulando a reflexão e a busca de soluções para a sua superação”, diz.

Guerra letal e silenciosa – O tema que está no centro das preocupações dos brasileiros figura nas pesquisas que apontam o Brasil como um dos países mais violentos do mundo. A nota técnica do Atlas da Violência, de março de 2016, fruto da parceria do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, demonstra que apesar de possuir menos de 3% da população mundial, o país responde por quase 13% dos assassinatos no planeta. Em 2014, o Brasil chegou ao topo do ranking, considerado o número absoluto de homicídios. Foram 59.627 mortes segundo o Ipea.

Os números apontados pelo Mapa da Violência 2016, organizado pela Flacso, mostram que, no Brasil, cinco pessoas são mortas por arma de fogo a cada hora. A cada único dia são 123 pessoas assassinadas dessa forma. Essas cifras revelam que, no Brasil, ocorrem mais mortes por arma de fogo do que nas chacinas e atentados que acontecem em todo o mundo. Contam-se mais homicídios aqui do que em diversas das guerras recentes.

O especialista em segurança pública Robson Sávio Reis Souz, professor da PUC Minas, chama a atenção para o fato do Brasil ser o décimo país mais desigual, apesar de ser a oitava maior economia do mundo, de acordo com o Relatório de Desenvolvimento Humano da Organização das Nações Unidas (ONU) de 2016. A desigualdade social, segundo ele, é um dos principais fatores do crescimento da violência no país.

Com o aumento da criminalidade a partir da década de 80, consolidou-se um contexto de impunidade que, somado à maior procura por drogas ilícitas e a maior disponibilidade de armas de fogo, formou o ambiente no qual se deu o crescimento dos homicídios e de outros crimes contra a pessoa e contra o patrimônio, explica o professor que integra o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Autor do livro Quem comanda a segurança pública no Brasil: atores, crenças e coalizões que dominam a política nacional de segurança pública, da editora Letramento, diz que a violência no Brasil tem um caráter seletivo. “A maioria das vítimas da violência são pobres, negros, jovens e moradores da periferia. É uma violência seletiva. Não atinge a todos. No Brasil, há locais mais seguros que a Europa e mais violentos que a Síria”, disse.

Um dado que exemplifica o caráter seletivo da violência citado pelo professor é o que aponta que entre jovens de 15 a 24 anos, os homicídios são a principal causa de morte. Dados referentes ao ano de 2011 mostram a gravidade da tragédia. Naquele ano houve, em todo o país, mais de 52 mil mortos por homicídio. Desse total, mais da metade das vítimas eram jovens (52,63%). Dentre tais jovens vitimados, a imensa maioria era composta por negros (71,44%), majoritariamente do sexo masculino (93,03%).

Entre 2001 e 2011, os homicídios de mulheres cresceram 17,2%. Somente no ano de 2013, houve 4,8 homicídios por 100 mil mulheres, segundo o Mapa da Violência publicado em 2015. Tendo registrado naquele ano 4.762 homicídios de mulheres – 13 homicídios diários, em média –, o Brasil ocupa a quinta colocação, numa lista de 83 países. Ocorrem aqui 2,4 vezes mais homicídios de mulheres do que a média internacional.

O presidente da CNBB, cardeal dom Sergio Rocha, reforça que a superação da violência necessita da ação efetiva dos três poderes, especialmente da implantação de políticas públicas. “Os caminhos de superação passam sempre pelo diálogo, pela misericórdia, pela justiça social e pela educação para a paz”, afirma. O arcebispo lembra que nas campanhas da fraternidade, a palavra de Deus sempre ilumina e orienta o caminhar da Igreja. Na CF 2018, reforça o cardeal, o lema “Em Cristo, somos todos irmãos”, motiva a construir a fraternidade como caminho para alcançar a paz.

Matéria publicada na edição nº 21 da Revista Bote Fé da Edições da CNBB

]]>
49970
Presidente da CNBB saúda abertura do Ano do Laicato na Festa do Cristo Rei https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/presidente-da-cnbb-sauda-abertura-do-ano-do-laicato-na-festa-do-cristo-rei/ Fri, 24 Nov 2017 13:38:44 +0000 http://teste.toqueto.com/presidente-da-cnbb-sauda-abertura-do-ano-do-laicato-na-festa-do-cristo-rei.html No último domingo do ano litúrgico, dia 26/11, data em que se comemora a Festa de Cristo Rei, a Igreja no Brasil dá abertura em todo território nacional ao Ano Nacional do Laicato, que se estende até 25 de novembro do próximo ano.

O arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, saúda a realização deste ano como uma oportunidade de valorizar ainda mais a presença e a missão dos cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade. “Nós temos a alegria de começar no Brasil o Ano do Laicato, aprovado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, contando de modo especial com a Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato”, disse.

De acordo com o cardeal, toda Igreja no Brasil é convidada a vivenciar intensamente o Ano do Laicato por meio de orações, celebrações e reflexões mas sobretudo incentivando e apoiando uma participação sempre maior dos cristãos leigos e leigas na vida da Igreja e da sociedade para que sejam de fato sal da terra e luz do mundo numa Igreja em saída.

Mística e tema – O tema escolhido para animar a mística do Ano do Laicato foi: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”, Mt 5,13-14.

Segundo o bispo de Caçador (SC), dom Severino Clasen, presidente da Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato, a mística do apaixonamento e seguimento a Jesus Cristo é a tônica a ser trabalhada em todas as comunidades e dioceses do país o que leva o cristão leigo a tornar-se, de fato, um missionário na família e no trabalho e onde estiver vivendo.

A festa de Cristo Rei foi criada pelo papa Pio XI em 1925. O pontífice instituiu que fosse celebrada no último domingo de outubro. Na reforma litúrgica passou ao último domingo do ano litúrgico como ponto de chegada de todo o mistério celebrado, para dar a entender que Ele é o fim para o qual se dirigem todas as coisas.

“Que Deus abençoe a todos que já estão se empenhados na realização deste Ano do Laicato. Que ele possa produzir muitos frutos pela participação de tanta gente e, acima de tudo, pela graça de Deus”, rogou dom Sergio.

Por CNBB
]]>
49557
Papa nomeia o Cardeal Sérgio da Rocha Relator Geral do Sínodo de 2018 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-nomeia-o-cardeal-sergio-da-rocha-relator-geral-do-sinodo-de-2018/ Mon, 20 Nov 2017 13:19:38 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49473 Papa Francisco nomeou o Cardeal Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), como Relator Geral do Sínodo da Juventude 2018. Além de Dom Sérgio, padre Giacomo Costa, SJ, e padre Rossano Sala, SDB, foram nomeados Secretários Especiais.

As escolhas do Santo Padre foram anunciadas no encerramento da reunião do Conselho da Secretaria do Sínodo dos Bispos que aconteceu nesta quinta e sexta-feira, 16 e 17 de novembro, no Vaticano e posteriormente emitida em comunicado oficial pelo Vaticano. O encontro do Conselho, presidido pelo Papa Francisco e formado por 15 bispos, foi de preparação para a próxima Assembleia Geral Ordinária do Sínodo que será realizado no Vaticano, do dia 3 a 28 de outubro de 2018.

Em entrevista concedida à Rádio Vaticano nesta sexta-feira, 17, durante sua estadia em Roma, Dom Sérgio definiu o Sínodo como um convite à juventude para que escolham uma vida de testemunho da fé cristã e o atendimento do chamado à evangelização de outros jovens.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

]]>
49473
Sínodo 2018 pretende ouvir e envolver mais os jovens, afirma Dom Sérgio https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/sinodo-2018-pretende-ouvir-e-envolver-mais-os-jovens-afirma-dom-sergio/ Fri, 17 Nov 2017 14:51:48 +0000 http://teste.toqueto.com/sinodo-2018-pretende-ouvir-e-envolver-mais-os-jovens-afirma-dom-sergio.html “Nossa responsabilidade é preparar a próxima Assembleia Sinodal procurando envolver toda a Igreja, especialmente os jovens (…). Nos reunimos para pensar melhor o caminho a seguir”. A afirmação é do Cardeal Sérgio da Rocha, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e arcebispo de Brasília, comentando a reunião do Conselho do Sínodo dos Bispos, iniciada nesta quinta-feira, 16, e que tem sua continuidade nesta sexta-feira, 17, em Roma.

O Conselho, presidido pelo Papa Francisco, é formado por 15 bispos, três escolhidos diretamente por Francisco, sendo um destes, Dom Sérgio. A respeito da preparação para a Assembleia Sinodal sobre a Juventude, prevista para outubro de 2018, o cardeal ressalta o pedido do Santo Padre para que o período seja de escuta de todos os jovens, dos que estão no dia a dia das comunidades aos que não têm participado da vida da Igreja.

“Este momento é importante porque se trata do envolvimento de nossa juventude na própria temática do Sínodo. Não teria sentido realizar um Sínodo sem ouvir os próprios jovens. Ouvir procurando acolher ao máximo as suas contribuições, seus anseios e seus desafios”, comentou o cardeal brasileiro.

Sobre a participação e presença do Papa na reunião, Dom Sérgio enfatizou a postura acolhedora do Santo Padre. “O Papa Francisco é sempre um exemplo de escuta, acima de tudo. Ele procura ouvir atentamente e acolher ao máximo as observações, as experiências que nós trazemos, especialmente a consulta que está sendo feita à própria juventude. Ele mesmo é um exemplo de Sinodalidade, que é construída a partir da escuta”, afirmou.

De acordo com o cardeal, o grande apoio das Conferências Episcopais e toda a mobilização em prol da juventude busca o maior envolvimento do jovem na Igreja. “Temos a esperança que na próxima Assembleia Sinodal teremos ainda mais o envolvimento do jovem”, comentou. Para Dom Sérgio, o objetivo é que a juventude testemunhe a fé cristã diariamente, até que se alcance o jovem por meio de outros jovens.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

]]>
49458
Dia de Finados: amor e gratidão pelos falecidos e fé em Cristo Ressuscitado https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dia-de-finados-amor-e-gratidao-pelos-falecidos-e-fe-em-cristo-ressuscitado/ Wed, 01 Nov 2017 16:26:35 +0000 http://teste.toqueto.com/dia-de-finados-amor-e-gratidao-pelos-falecidos-e-fe-em-cristo-ressuscitado.html A Igreja celebra nesta quinta-feira, dia 2 de novembro, a Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos, chamada popularmente pelo nome dado civilmente ao feriado: Dia de Finados. Neste dia, nas Igrejas e nos cemitérios, “manifestamos o amor e a gratidão pelos falecidos e, de modo especial, expressamos a fé em Cristo Ressuscitado, a fé na ressurreição dos mortos e na vida eterna”, conta o arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, cardeal Sergio da Rocha.

A Comemoração dos Fiéis Defuntos é ocasião para dedicar orações pelos amigos e familiares falecidos, um gesto que, para dom Sergio não se reduz ao sinal de amor e gratidão: “É acima de tudo, um gesto de fé e esperança”.

Para o cardeal, o Dia de Finados também é ocasião para refletir “sobre o modo como estamos caminhando neste mundo rumo à morada eterna que o Senhor preparou para nós”. “É importante dar passos de conversão sincera rumo à vida eterna”, sublinha.

Tradição

A tradição da Igreja de honrar a memória dos defuntos remete aos primeiros tempos do cristianismo, quando eram oferecidos sufrágios em seu favor. Dom Sergio recorda que o Catecismo ensina este costume e ressalta que de modo especial era oferecido o sacrifício eucarístico, a fim de que, purificados, os falecidos possam chegar à visão beatífica de Deus, recordando o exemplo de Judas Macabeu, que “mandou oferecer sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos do seu pecado”, pois “é um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam perdoados de seus pecados”.

Visitas aos cemitérios

Em todo o Brasil, os cemitérios se preparam para receber milhares de pessoas que farão visitas aos seus entes queridos. Celebrações eucarísticas durante todo o dia estão programadas. Esta prática é sublinhada por dom Sergio lembrando o parágrafo 2300 do Catecismo: “Os corpos dos defuntos devem ser tratados com respeito e caridade, na fé e esperança da ressurreição. O enterro dos mortos é uma obra de misericórdia corporal (Tb 1,16-18) que honra os filhos de Deus, templos do Espírito Santo”.

Liturgia

Também a tradição dos fiéis influenciou a definição do rito das exéquias, do qual podem ser usadas as leituras para a comemoração votiva dos fiéis defuntos. O bispo de Cornélio Procópio (PR) e membro da Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos da CNBB, dom Manoel João Francisco, escreveu em um subsídio que até o século VII as exéquias cristãs caracterizavam por um forte caráter pascal, mas que do século VIII até o XV predominou-se uma visão trágica da morte. “Perdeu-se a certeza da salvação e a Eucaristia, de celebração da passagem com Cristo e por Cristo da morte para a vida, passou a ser sacrifício propiciatório pelos defuntos”, explicou.

Tal realidade fez com que Paulo V, em 1614, e Paulo VI, em 1969, tentassem recuperar o caráter pascal da morte cristã, o que foi alcançado no período do Concílio Vaticano II. “O novo ritual apresenta Cristo como vencedor da morte e fonte da ressurreição ou associa a morte do cristão ao mistério pascal de Cristo. A índole pascal da morte cristã aparece também de forma muito explícita nas leituras bíblicas e salmos propostos pelo novo ritual bem como nos textos das missas dos funerais”, salienta dom Manoel.

Na escolha dos textos litúrgicos para a celebração, procura-se harmonizar a temática da esperança cristã, da ressurreição, a partir do que está no parágrafo 72 do Elenco das Leituras da Missa, orienta a Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB. O lecionário dominical e festivo propõe três esquemas de leituras escolhidas entre todas as elencadas para as missas dos defuntos.

“A Palavra de Deus vem iluminar e trazer esperança para todos diante da morte. O Evangelho nos assegura que a vontade do Pai, cumprida plenamente por Jesus, é que ninguém se perca, mas que alcance a ressurreição”, reflete dom Sergio da Rocha.

Ele continua sua exposição a partir de um dos esquemas litúrgicos encontrados no lecionário: “Assim declara Jesus: ‘esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia’ (Jo 6,37-40). A esperança de vencer a morte e ver a Deus já animava Jó, no meio dos sofrimentos (Jó 19,23-27). E São Paulo nos assegura que ‘a esperança não decepciona, pois o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado’ (Rm 5,5)”.

Por CNBB

]]>
49323