Cardeal Peter Turkson - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Cardeal Peter Turkson - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa: "Valorizar a criação e administrá-la com responsabilidade" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-valorizar-a-criacao-e-administra-la-com-responsabilidade/ Thu, 08 Mar 2018 09:06:38 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51171 Confirmar o esforço em promover uma valorização mais profunda do dom de nossa casa comum e administrar a criação com responsabilidade: é o pedido do Papa Francisco contido em uma mensagem enviada ao Cardeal Peter Kodowo Appiah Turkson, Prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

O cardeal pronunciou a palestra de abertura da conferência internacional “Uma radical conversão ecológica depois da Laudato Sì. Pela descoberta do valor intrínseco de todas as Criaturas, Humanas e não-Humanas”. (“Radical Ecological Conversion After Laudato Si’. Discovering the intrinsic Value of all Creatures, Human and Non-human”).

O encontro foi aberto na manhã de quarta-feira (07/03) na Pontifícia Universidade Gregoriana, por iniciativa das embaixadas de Geórgia, Alemanha e Países Baixos junto à Santa Sé, em colaboração com a mesma Universidade e o Faculdade de Ecologia Integral combinada das Universidades Pontifícias.

Quaresma, renovação e responsabilidade

Na mensagem lida pelo Card. Turkson, o Papa se diz “particularmente consciente, neste período da Quaresma, da importância da conversão na renovação da vida cristã, o que inclui a administração responsável da Criação”.

Francisco encoraja os participantes da Conferência a “reafirmar seu compromisso em promover uma maior valorização do dom constituído pela nossa Casa Comum” e faz votos que suas decisões possam comunicar ao mundo a bela verdade que “cada criatura é objeto da ternura do Pai que lhe atribui um lugar no mundo”.

“Até a vida efêmera do ser mais insignificante é objeto do seu amor e, naqueles poucos segundos de existência, Ele envolve-o com o seu carinho.”

Assim conclui o Papa, citando o n. 77 da Laudato si.

Por Vatican News

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Doenças raras: Vaticano pede pesquisa e solidariedade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/doencas-raras-vaticano-pede-pesquisa-e-solidariedade/ Wed, 28 Feb 2018 13:53:42 +0000 http://teste.toqueto.com/doencas-raras-vaticano-pede-pesquisa-e-solidariedade.html “Podemos nos apoiar uns aos outros e enfrentar, armados unicamente de Jesus, todos os desafios com coragem e esperança.” Com esta mensagem no Twitter, o Papa Francisco recorda a celebração neste 28 de fevereiro do Dia Mundial das Doenças Raras.

Esta 11ª edição tem como tema “Mostre que você está ao lado de quem é raro!”, enfatizando a pesquisa médico-científica. De fato, são milhares as doenças raras identificadas, mas ainda são escassos os tratamentos para os cerca de 400 milhões de pessoas afetadas. Para cerca de mil dessas patologias, não existe nem mesmo o conhecimento científico de base.

Em sua mensagem para a ocasião, o prefeito do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, card. Peter Turkson, pediu mais investimentos das multinacionais farmacêuticas, que financiam quase exclusivamente a pesquisa de patologias mais comuns.

Doenças órfãs

“Referindo-se às doenças genéticas, fala-se de doenças “órfãs” e com frequência são os próprios doentes que se manifestam, organizando-se em associações especializadas. Mas se as doenças e os remédios são ‘órfãos’, não podemos deixar as pessoas órfãs”, escreve o cardeal.

O prefeito do Dicastério acrescenta que todo doente deve ser acolhido e amado e nenhuma doença deve condená-lo ao abandono e à marginalização.

“Estando ao lado de quem sofre de doenças raras, peço às autoridades públicas que deem uma contribuição decisiva para a pesquisa. (…) A cooperação entre a Organização Mundial da Saúde, os Estados e as grandes organizações não-governamentais è a via-mestra para tornar mais eficaz a luta às doenças raras”, afirma ainda o cardeal ganense. Por sua vez, Turkson faz um apelo à indústria farmacêutica para que destine parte de seus lucros para a pesquisa das doenças raras. “Trata-se realmente de uma causa urgente e inadiável.

Doenças raras e degradação do meio ambiente

O prefeito do Dicastério também alerta para a relação entre patologias raras e degradação ambiental, sobretudo nas civilizações consideradas industrializadas. Citando o Papa Francisco, recorda que nesses casos, o peso maior recai sobre as populações mais pobres.

Foi justamente o Pontífice que pediu ao Dicastério uma atenção especial às pessoas afetadas por essas patologias. O cardeal conclui reiterando o empenho da Igreja Católica em prol dos enfermos, seja através de centros de pesquisa, seja através dos agentes de saúde.

“A Maria confio todas as pessoas afetadas por doenças raras, suas famílias, os agentes de saúde e todos aqueles que todos os dias estão corajosamente a seu lado”, concluiu.

Por Vatican News

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Simpósio Internacional no Vaticano sobre desarmamento nuclear https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/simposio-internacional-no-vaticano-sobre-desarmamento-nuclear/ Wed, 08 Nov 2017 08:14:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49414 Sexta-feira e sábado próximos, 10 e 11 de novembro, vai se realizar na Sala Nova do Sínodo, no Vaticano, o Simpósio Internacional intitulado “Perspectivas por um mundo livre das armas nucleares e por um desarmamento integral”, organizado pelo Dicastério vaticano para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

O prefeito do Dicastério, Cardeal Peter Turkson, observa que “o evento responde às prioridades do Papa Francisco para a paz e pelo uso dos bens da criação em favor do desenvolvimento e uma justa qualidade de vida para todos, indivíduos e povos, sem distinção”.

O secretário do Dicastério, Mons. Bruno Marie Duffé, ressaltou na Conferência da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), realizada em Viena, na Áustria, de 18 a 22 de setembro passado, a importância da “responsabilidade moral dos Estados” e do desafio de uma “estratégia comum de diálogo”, evocadas pelo Santo Padre.

Tratado sobre banimento das armas nucleares assinado após anos de intensas e árduas negociações

Trata-se do primeiro encontro global sobre o desarmamento atômico após a aprovação do “Tratado sobre o banimento das armas nucleares”, assinado por 122 países da comunidade internacional (entre os quais a Santa Sé), em Nova York, em 7 de julho de 2017, após anos de intensas e árduas negociações, e aberto para assinatura na metrópole estadunidense em 20 de setembro passado.

A esse propósito, o Simpósio terá a participação conjunta de 11 Prêmios Nobel da Paz, de expoentes da Onu e da Otan, de diplomatas representantes dos Estados entre os quais a Rússia, EUA, Coreia do Sul e Irã, bem como dos máximos especialistas no campo dos armamentos e expoentes de fundações, organizações e da sociedade civil há tempo engajados ativamente sobre o tema.

Estarão igualmente presentes, além de representantes das Conferências episcopais e de Igrejas, a nível ecumênico e de outros credos, também delegações de docentes e estudantes provenientes de Universidades dos EUA, Rússia e União Europeia.

Simpósio terá testemunho de um dos últimos sobreviventes do bombardeio de Hiroshima

Será particularmente significativo o testemunho de Masako Wada – secretário geral assistente da Nihon Hidankyo –, um dos últimos sobreviventes do bombardeio de Hiroshima, que se pronunciará representando as vítimas das armas atômicas, e todas as vítimas dos outros experimentos nucleares.

A Santa Sé será representada pelo secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, e por expoentes do Dicastério. O Papa Francisco receberá os participantes em audiência na Sala Clementina, na sexta-feira, dia 10, ao meio-dia (hora local), aos quais dirigirá um discurso.

Por Rádio Vaticano

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Líderes religiosos fazem declaração comum sobre a defesa do ambiente https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/lideres-religiosos-fazem-declaracao-comum-sobre-a-defesa-do-ambiente/ Fri, 01 Sep 2017 14:49:47 +0000 http://teste.toqueto.com/lideres-religiosos-fazem-declaracao-comum-sobre-a-defesa-do-ambiente.html Uma mais estreita colaboração das religiões com os governos e os vários atores econômicos e sociais para promover sistemas energéticos “que verdadeiramente estejam a serviço de toda a família humana”.

É o que pedem os líderes religiosos muçulmanos, cristãos e judeus reunidos esta quinta-feira (31/08) em Astana, no Cazaquistão, para o encontro inter-religioso “Juntos pelo cuidado da nossa casa comum” organizado no âmbito da Expo 2017, concluído com o documento conjunto assinado, entre outros, pelo presidente do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Peter Turkson.

As iniciativas inter-religiosas empreendidas estes anos em favor do ambiente e do clima demonstram que as religiões podem ser um forte estímulo para “uma ação concreta em favor da casa comum” e nos recordam que os valores religiosos e os preceitos morais, como o de não fazer o mal aos outros, o da solidariedade e da justiça, “devem plasmar de modo particular os pensamentos e as ações dos fiéis rumo a uma maior consciência da urgente necessidade de tutelar melhor a natureza, bem como nossos irmãos e irmãs, sobretudo aqueles mais necessitados e vulneráveis”, afirma a Declaração de intentos difundida ao término do encontro.

Nesse sentido, para os signatários do documento a questão energética assume uma relevância particular. “De fato, o modo em que a energia é gerada, transportada e consumida tem e terá no futuro um impacto significativo” sobre a natureza e os ecossistemas e, por conseguinte, sobre o acesso à água e ao alimento, sobre a sustentabilidade de nossas sociedades, dos nossos comércios e economias, sobre e equidade, a saúde, o desenvolvimento, a guerra e a paz.

Em seguida, os líderes religiosos recordam que a energia não é um bem criado pelo homem, mas um recurso que o Deus Criador nos confiou para o bem de toda a família humana. Portanto, ela não deve ser explorada indiscriminadamente, mas com um “discernimento inspirado pela busca do bem comum da humanidade”.

Daí, a exortação dirigida sobretudo a todos os fiéis e às pessoas de boa vontade a aprofundar a reflexão sobre os valores comuns e sobre a relação do homem com a natureza. Uma responsabilidade que interpela de modo particular os pais, mas também a escola e as instituições educacionais religiosas e os meios de comunicação, afirma-se.

O acesso à energia é um pré-requisito fundamental para a realização de numerosos direitos humanos e para o desenvolvimento das comunidades.

Daí, o pedido de políticas, financiamentos e a transferência de tecnologias que assegurem uma energia limpa, confiável e com um baixo impacto ambiental.

Nesse sentido, os líderes religiosos reiteram seu apoio à transição rumo a fontes de energia não poluidoras e à redução da dependência de energias fósseis.

Em seguida, fazem apelo aos Estados a fim de que rejeitem todo projeto em larga escala que tenha um impacto social e ambiental negativos e que contrastem toda especulação irresponsável sobre os recursos energéticos.

Ademais, os signatários pedem às empresas, bem como aos consumidores, que não se deixem guiar unicamente pela mera busca do máximo lucro a curto prazo. Por fim, a declaração condena a utilização dos recursos energéticos para a produção de armas, particularmente de bombas nucleares. 

Por Rádio Vaticano

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Não existem pessoas irrecuperáveis, diz Santa Sé sobre vício das drogas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/nao-existem-pessoas-irrecuperaveis-diz-santa-se-sobre-vicio-das-drogas/ Mon, 26 Jun 2017 15:31:34 +0000 http://teste.toqueto.com/nao-existem-pessoas-irrecuperaveis-diz-santa-se-sobre-vicio-das-drogas.html Na mensagem para o Dia Internacional de Combate ao Abuso e ao Tráfico Ilícito de Drogas – 26 de junho – o presidente do dicastério vaticano para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Peter Turkson [foto], disse que considerar as pessoas irrecuperáveis é um ato de rendição. Para ele, o fato desmente as dinâmicas psicológicas propostas para a mudança e oferece justificativa ao descompromisso do dependente químico e às instituições que têm a tarefa de prevenir e de curar.

Para o cardeal, a sociedade não pode aceitar simplesmente que o uso de drogas é um traço crônico da época atual, como se tornou o consumo de álcool e o tabagismo, esquivando-se de um debate incisivo sobre os espaços de liberdade do Estado e do cidadão diante do uso de substâncias tóxicas ilícitas.

O cardeal disse ainda que não se deve minimizar as dependências químicas que nascem e se desenvolvem com características complexas, ligadas a evidências clínicas pré-existentes ou consequentes ao uso de substâncias psicoativas.

Aliado a isso, o religioso destacou que não se pode cair na injustiça de classificar o dependente químico como um “objeto” ou um “mecanismo defeituoso”. “Toda pessoa deve ser valorizada e apreciada em sua dignidade para poder ser curada”, afirmou.

No âmbito do tratamento, Dom Turkson ressaltou que as políticas e estratégias de amplo alcance, e preventivas, não podem deixar em segundo plano as causas provenientes dos diversos fatores sociais, partindo novamente sempre do “compromisso de educar”.

“Não é tempo de protagonismos, mas de ‘redes’ capazes de reativar as conjunturas sociais e educativas superando as competições inúteis, as atribuições a outros e a formas de isenção de responsabilidade, de modo a dar aos jovens a guinada justa, como nos exorta a fazer o Papa Francisco”, disse o cardeal Turkson.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Papa: corrupção, câncer que mata o homem e a sociedade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-corrupcao-cancer-que-mata-o-homem-e-a-sociedade/ Fri, 16 Jun 2017 09:16:31 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46827 Foi lançado nesta quinta-feira(15/06), o livro-entrevista do prefeito do dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Peter Turkson, e Vittorio V. Alberti, com o prefácio do Papa Francisco, intitulado “Corrosão”.

“A corrupção, na sua raiz etimológica, define uma dilaceração, uma ruptura, decomposição e desintegração. A corrupção revela uma conduta antissocial tão forte que dissolve as relações e os pilares sobre os quais se fundam uma sociedade: a coexistência entre as pessoas e a vocação a desenvolvê-la”, escreve o Papa. 

Coração corrupto

Segundo o Pontífice, “a corrupção quebra tudo isso, substituindo o bem comum com o interesse pessoal que contamina toda perspectiva geral. Nasce de um coração corrupto. É a pior praga social, pois cria problemas graves e crimes que envolvem todas as pessoas”. 

“A palavra corrupção recorda o coração fragmentado e manchado por algo, como um corpo arruinado que entra num processo de decomposição e exala mau cheiro”, sublinha Francisco. 

A seguir, o Papa faz uma série de perguntas: “O que há na origem da exploração do ser humano contra outro ser humano? O que há  na origem da degradação e da falta de desenvolvimento? O que há na origem do tráfico de pessoas, de armas e drogas? O que há na origem da injustiça social e da mortificação do merecimento? O que há na origem da ausência de serviços para as pessoas? O que há na raiz da escravidão, do desemprego, da negligência das cidades, do bem comum e da natureza? O que destrói o direito fundamental do ser humano e a integridade do ambiente? A corrupção é a arma, a linguagem mais comum das máfias e das organizações criminosas do mundo.”

Cultura de morte

Segundo Francisco, “a corrupção é um processo de morte que dá linfa à cultura de morte das máfias e organizações criminosas. Existe uma profunda questão cultural que deve ser enfrentada. Hoje, muitas pessoas não conseguem imaginar o futuro. Para um jovem, hoje, é difícil crer realmente em seu futuro, em qualquer futuro, e o mesmo para sua família. Essa nossa mudança de época, tempo de crise muito vasto, mostra a crise mais profunda que envolve a nossa cultura. Nesse contexto, a corrupção deve ser enquadrada e entendida em seus vários aspectos. Todos estamos expostos à tentação da corrupção”.

“A corrupção tem na origem o cansaço da transcendência, como a indiferença. Por isso, o corrupto não pede perdão. A Igreja deve ouvir, elevar-se e inclinar-se sobre a dor e sofrimento das pessoas segundo a misericórdia e deve fazer isso sem ter medo de purificar-se, buscando sempre o caminho para se melhorar”, ressalta o Papa, citando o teólogo francês Henri de Lubac: “O maior perigo para a Igreja é a mundanidade espiritual, portanto, a corrupção, que é mais desastrosa que a lepra infame.”

“A nossa corrupção é a mundanidade espiritual, a tepidez,  a hipocrisia, o triunfalismo, o fazer prevalecer somente o espírito do mundo em nossas vidas e o sentido de indiferença”, destaca Francisco. 

Beleza

Segundo o Pontífice, o antídoto contra a corrupção é a “beleza”, que “não é um acessório cosmético, mas algo que coloca no centro a pessoa humana para que ela possa levantar a cabeça contra todas as injustiças. Essa beleza deve casar-se com a justiça”.

“Nós, cristãos e não cristãos, somos flocos de neve, mas se nos unirmos, podemos nos tornar uma avalanche: um movimento forte e construtivo”, ressalta Francisco. “Eis o novo humanismo, este renascimento, esta recriação contra a corrupção que podemos realizar com audácia profética.”
 
“Devemos trabalhar todos juntos, cristãos e não cristãos, pessoas de todos os credos e ateus para combater esta forma de blasfêmia, este câncer que mata as nossas vidas. É preciso tomar consciência urgentemente. Para isso, são necessárias educação e cultura da misericórdia. É necessária também a colaboração de todos, segundo as próprias possibilidades, talentos e criatividade”, conclui o Papa.

Por Rádio Vaticano

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Encontro no Vaticano: criar mentalidade que combata a corrupção https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/encontro-no-vaticano-criar-mentalidade-que-combata-a-corrupcao/ Fri, 16 Jun 2017 08:22:41 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46830 Expoentes da Igreja, da magistratura e  de associações reuniram-se esta quinta-feira no Vaticano, para um grande debate internacional sobre a corrupção, buscando, de forma interdisciplinar, criar sinergias para combater este fenômeno.

O evento – realizado na Casina Pio IV – foi organizado pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, em colaboração com a Pontifícia Academia das Ciências Sociais. No centro da discussão, o esboço do documento “Identidade e objetivos”.

O Cardeal Peter Turkson falou à RV sobre os objetivos do encontro:

“Por isto pensamos neste evento: em substância, trata-se de enfrentar um fenômeno que leva a pisar na dignidade das pessoas por outros motivos. Nós queremos dizer que não se pode nunca pisar, negar, criar obstáculos para a dignidade das pessoas. Portanto, cabe a nós, com este dicastério, saber proteger e promover o respeito pela dignidade da pessoa. E por isto procuramos chamar a atenção para este tema”.

As conclusões do encontro, na parte da tarde, foram confiadas ao Secretário delegado do Dicastério, Dom Silvano Maria Tomasi:

“É para sensibilizar a opinião pública, para começar a identificar passos concretos que possam ajudar a chegar a políticas e leis que possam impedir a corrupção, porque a corrupção é como um verme que se infiltra nos processo de desenvolvimento de países pobres ou países ricos, e que arruína as relações entre instituições ou entre pessoas. Assim, o esforço que estamos realizando é o de criar uma mentalidade, uma cultura que combata a corrupção para promover o bem comum”.

Também o Presidente da Autoridade italiana anticorrupção, Raffaele Cantone, falou sobre o valor deste encontro:

“Pela primeira vez é uma instituição que fala sobre o tema, instituição que tem uma grande importância também como magistério moral, porque nós consideramos que o tema da corrupção deva ser enfrentado também, e sobretudo, no plano da batalha cultural e deve ser enfrentado com uma lógica que não é somente aquela nacional. Acredito que disto tenha se encarregado a Igreja, e sobretudo o Papa. É uma mensagem fundamental a ser enviada a todo o mundo: a corrupção acaba por enfraquecer ainda mais os pobres e representa um furto do futuro, sobretudo em relação aos mais vulneráveis”.

Por Rádio Vaticano

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Santa Sé participa de Expo Internacional sobre o futuro da energia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-participa-de-expo-internacional-sobre-o-futuro-da-energia/ Wed, 07 Jun 2017 15:09:49 +0000 http://teste.toqueto.com/santa-se-participa-de-expo-internacional-sobre-o-futuro-da-energia.html O prefeito do órgão vaticano para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Peter Turkson, chegará a Astana, no Cazaquistão, nesta quinta-feira, 8, para a inauguração da “Expo internacional 2017 – O futuro da energia”.

A Santa Sé, que participa de Exposições universais desde 1851, estará presente com um pavilhão intitulado “Energia para o bem comum. Cuidar da nossa Casa comum”, realizado com a contribuição da Igreja local.

O pavilhão aprofundará o tema da energia, entendido como oportunidade para a promoção humana e a melhoria da “Casa comum”, baseado no uso equitativo e sustentável dos recursos naturais.

A estrutura da Santa Sé utiliza instalações de caráter digital e acompanha os visitantes através de percursos fotográficos, artísticos, culturais e espirituais. A partir disso, quatro áreas temáticas serão desenvolvidas: “o amor de Deus como origem da criação do homem e da Terra”, “a energia como instrumento colocado nas mãos do ser humano que nem sempre fez um uso adequado”, “a energia em prol do desenvolvimento integral da pessoa e do cuidado da Casa comum”, e “a força da espiritualidade com referência à oração, busca de sentido e diálogo inter-religioso”.

A inauguração da Expo 2017 se realizará na próxima sexta-feira, 9. O pavilhão da Santa Sé será inaugurado na manhã do dia seguinte.

O Cardeal Turkson permanecerá em Astana até o próximo domingo, 11, acompanhado pelo Núncio Apostólico no Cazaquistão, Quirguistão e Tadjiquistão, Dom Francis Assisi Chullikatt, e por representantes da Igreja local.

O National Day da Santa Sé está programado para 2 de setembro próximo.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Dom Tomasi: "Querer bem ao próximo, alicerce da sociedade" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-tomasi-querer-bem-ao-proximo-alicerce-da-sociedade/ Fri, 31 Mar 2017 08:09:30 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45214 Com a participação de 4 cardeais e do Papa Francisco, o Dicastério Vaticano para o Desenvolvimento Humano Integral promove nos próximos dias 3 e 4 de abril o Congresso internacional “Perspectivas para o serviço do desenvolvimento humano integral, há 50 anos da Populorum progressio”. O evento foi apresentado aos jornalistas na manhã de quinta-feira (30/03) pelo Cardeal Peter Turkson, e por Dom Silvano Maria Tomasi, respectivamente Prefeito e Secretário do novo Dicastério.

Publicada em 26 de março de 1967, a encíclica de Paulo VI denuncia o agravamento do desequilíbrio entre países ricos e pobres, critica o neocolonialismo e afirma o direito de todos os povos ao bem-estar. Dedicado à cooperação entre os povos e ao problema dos países em desenvolvimento, o texto propõe a criação um grande Fundo mundial, sustentado por uma parte da verba das despesas militares, para vir em auxílio dos mais deserdados.

O mundo vivia o clima de guerra fria, mas Paulo VI, ao invés de dividi-lo entre Leste e Oeste, denunciava que a verdadeira ‘cortina de ferro’ era a que separava o Norte do Sul: os ‘povos da opulência’ dos ‘povos da fome’. Hoje, cinquenta anos depois, o ‘progresso dos povos’ permanece um sonho,mas a Igreja não desiste e o Papa Francisco, com o seu magistério, é um garante do desenvolvimento humano integral propagado por Paulo VI e relançado como tema protagonista da Encíclica Laudato si.

Para o arcebispo Silvano Maria Tomasi, existe grande continuidade entre o ensinamento social de Papa Paulo VI e do Concílio com o que está dizendo o Papa Francisco.

“O ponto fundamental é que a dignidade de cada pessoa deve ser respeitada e para respeitar esta dignidade, as pessoas devem ter acesso ao trabalho, devem ser integradas na sociedade e participar com pleno direito, e não excluídas. Não pode haver muros. Devemos criar relações construtivas e criativas, que ajudem as pessoas a se conhecer e a se ajudarem a crescer, criando um mundo mais vivível para todos. Assim, a exclusão feita por partidos xenófobos, o populismo, é utilizado para atacar de maneira negativa grupos, comunidades, imigrantes, refugiados, requerentes de asilo. São atitudes que excluem inteiros povos da participação social e política; não podem ser aceitas porque basicamente são contrárias ao grande princípio da vida cristã, que é querer bem ao próximo. É um princípio muito simples, mas é tão fundamental que sem ele, desaba toda a estrutura da sociedade”.

Além do Cardeal Turkson e do arcebispo Tomasi, serão relatores do Congresso, na Sala Nova do Sínodo, no Vaticano, os cardeais Muller (Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé), Parolin (Secretário de Estado) e Tagle (Presidente da Caritas Internacional).

Por Rádio Vaticano

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Dia Mundial da Água: tutelar um bem de todos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dia-mundial-da-agua-tutelar-um-bem-de-todos/ Wed, 22 Mar 2017 13:37:27 +0000 http://teste.toqueto.com/dia-mundial-da-agua-tutelar-um-bem-de-todos.html A “necessidade de tutelar a água como bem de todos, valorizando também os seus significados culturais e religiosos”.

Ao saudar a os fiéis de língua inglesa na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco recordou o Dia Mundial da Água instituído pela ONU há 25 anos e saudou os participantes do encontro organizado em Roma pelo Vaticano sobre a proteção dos recursos hídricos.

“Encorajo em particular o vosso esforço no campo educativo, com propostas voltadas às crianças e aos jovens. Obrigado por aquilo que fazem, e que Deus vos abençoe”.

De fato, cerca de 633 milhões de pessoas no mundo são privadas do acesso à água potável em suas moradias e cerca de 2,4 bilhões não tem acesso aos serviços higiênico-sanitários adequados, o que provoca a cada ano a morte de mais de 300 mil crianças abaixo dos 5 anos.

Diante deste quadro que a ONU decidiu dedicar este 25º Dia Mundial da Água às águas residuais, ou seja, aquelas contaminadas por atividades domésticas, industriais e agrícolas, que são depuradas e reutilizadas segundo o objetivo sustentável fixado em 2015 pela ONU: “melhorar até 2013 a qualidade da água eliminando os despejos, reduzindo a poluição e a emissão de produtos químicos e descartes perigosos, reduzindo pela metade a quantidade de águas residuais e aumentando a reciclagem e o reemprego seguro a nível global”.

Em 24 de fevereiro passado, o Papa havia falado de “uma grande guerra mundial pela água”, sublinhando, no entanto,  que “ainda não é tarde, mas urgente tomar consciência sobre a necessidade da água e de seu valor essencial para o bem da humanidade”.

Neste sentido, o Pontifício Conselho da Cultura organizou no Augustianum a iniciativa “Watershed: replenishing the water values for a thirsty world”(“Bacia hidrográfica: reabastecer os valores da água para um mundo sedento”) conferência voltada, em particular aos representantes do Corpo Diplomático credenciado junto à Santa Sé e aos prelados da Cúria Romana.

Entre os conferencistas estarão, entre outros, o Cardeal Peter Turkson, Presidente do dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral e o Arcebispo Paul Richard Gallagher, Secretário para as Relações com os Estados.

A iniciativa é uma resposta concreta que o dicastério procura dar às questões levantadas pela Encíclica Laudato Si, em colaboração com o Clube de Roma e a Escola Superior de Cultura Social e mediática de Toru, na Polônia.

Sustentada por uma campanha no site http://worldwatervalues.org e nas redes sociais – que aposta no envolvimento dos jovens na defesa daquele que é um dos mais preciosos bens comuns – a iniciativa quer ser um verdadeiro divisor de águas na promoção de uma nova cultura do respeito pelo ambiente, centrada nos valores a serem oferecidos a um mundo sempre mais sedento.

Por Rádio Vaticano

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