cardeal Claudio Hummes - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:03 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png cardeal Claudio Hummes - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa escolhe tema e divulga nomeações para Sínodo Pan-Amazônico https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-escolhe-tema-e-divulga-nomeacoes-para-sinodo-pan-amazonico/ Thu, 08 Mar 2018 15:37:30 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-escolhe-tema-e-divulga-nomeacoes-para-sinodo-pan-amazonico.html “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. Este será o tema do próximo Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônia estabelecido pelo Papa Francisco nesta quinta-feira, 8. Além do tema, o Santo Padre divulgou o nome dos 18 membros escolhidos para integrar o Conselho Pré-sinodal que preparará a Assembleia Especial do Sínodo marcada para outubro de 2019.

[Na foto, encontro da da Rede Rede Eclesial Pan-Amazônica, em Manaus.]

Entre os membros do Conselho Pré-sinodal estão os brasileiros Cardeal Cláudio Hummes — nomeado Presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônia, o arcebispo de Porto Velho (RO), Dom Roque Paloschi, e o bispo do Mato Grosso, Dom Neri José Tondello. O australiano Dom Erwin Kräutler, bispo emérito do Xingu (Pará) também está entre os membros do Conselho.

O grupo que auxiliará na realização do Sínodo Pan-Amazônico 2019 é composto também pelo Cardeal mexicano Carlos Aguiar Retes, pelo bispo peruano Pedro Ricardo Barreto, o arcebispo Paul Richard Gallagher, o bispo paraguaio Edmundo Ponciano Valenzuela, o bispo argentino Óscar Vicente, o bispo Karel Martinus, o bispo venezuelano José Ángel Divassón, o bispo Rafael Cob García, o bispo boliviano Eugenio Coter, o bispo colombiano Joaquín Humberto e o bispo peruano David Martínez. A irmã María Irene Lopes e o secretário-executivo da REPAM, Maurício Lópes também foram nomeados membros pelo Papa.

Francisco anunciou a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônia, no dia 15 de outubro do ano passado, 2017, antes de rezar a oração mariana do Angelus. Na época, o Santo Padre explicou que a reunião discutirá novos métodos para que a palavra do Evangelho chegue aos indígenas.

“O objetivo principal desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão do nosso planeta. Que os novos Santos intercedam por este evento eclesial para que, no respeito da beleza da Criação, todos os povos da terra louvem a Deus, Senhor do universo, e por Ele iluminados, percorram caminhos de justiça e de paz”, disse Francisco na época.

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé

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Cardeal Hummes: "Parabéns à Igreja e a todo o povo da Amazônia!" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-hummes-parabens-a-igreja-e-a-todo-o-povo-da-amazonia/ Mon, 16 Oct 2017 09:38:49 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49003 Pego de surpresa: assim, o Cardeal Cláudio Hummes define o momento em que recebeu a notícia da convocação da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Pan-amazônia. Recém-chegado do Brasil, o Papa Francisco lhe revelou que faria o anúncio na manhã deste dia 15 de outubro, na Praça São Pedro. O Sínodo será realizado no Vaticano, em outubro de 2019.

A RV foi ao encontro do cardeal logo após a cerimônia da canonização dos mártires do RN e do anúncio do Pontífice, feito antes da oração mariana do Angelus:

“Realmente é uma grande surpresa, embora também soubesse que o Papa tinha este desejo muito forte e que ele estava estudando quando ele poderia, em que ano em que data poderia ser.

Foi uma surpresa muito grande e muito bonito porque foi anunciado na Praça, depois da missa em que foram canonizados os 30 mártires, protomártires do Brasil.

Poder estar aqui na Praça neste momento é de uma alegria muito grande para mim. Agradeço primeiro de tudo a Deus e depois quero parabenizar muito todos os bispos da Pan-amazônia, porque eles também fizeram realmente uma força muito grande. Pediram também ao Papa, rezaram por isso, escreveram cartas para ele, para podermos chegar agora a esta decisão deste Sínodo que será, portanto, de importância universal, porque os Sínodos sempre acabam tendo uma repercussão universal.

Será aqui em Roma, para que o Papa possa estar todos os dias conosco neste Sínodo e possa assim repercutir no mundo inteiro a importância da missão na Igreja, dos missionários de tantos séculos, mas sobretudo, os atuais, e todo o povo da Amazônia, nós da Igreja no Brasil e dos demais países da Pan-Amazônia”.

Por Rádio Vaticano

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Papa anuncia Sínodo do Bispos para a região Pan-Amazônia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-anuncia-sinodo-do-bispos-para-a-regiao-pan-amazonia/ Mon, 16 Oct 2017 08:24:43 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49001 O Papa Francisco anunciou neste domingo, 15, antes de rezar a oração mariana do Angelus, uma Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-Amazônia, que acontecerá em outubro de 2019.

O Santo Padre explicou que esta reunião discutirá novos métodos para que a palavra do Evangelho chegue a esta porção do Povo de Deus comumente esquecida. 

“O objetivo principal desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta. Que os novos Santos intercedam por este evento eclesial para que, no respeito da beleza da Criação, todos os povos da terra louvem a Deus, Senhor do universo, e por Ele iluminados, percorram caminhos de justiça e de paz”, disse Francisco.

Há vários meses, tem-se cogitado a realização de um encontro do Papa no Vaticano com os bispos de toda a região (constituída por nove países). A meta é avaliar os desafios e buscar respostas comuns para seus mais de 30 milhões de habitantes.

Em maio deste ano, o Cardeal Cláudio Hummes, Presidente da REPAM, Rede Eclesial Pan-amazônica, em entrevista à Rádio Vaticano, ressaltou a importância de dois aspectos fundamentais: “o propriamente missionário e evangelizador naquela região, e a questão ecológica: a importância da floresta Amazônica e a ameaça que ela está sofrendo de destruição, de degradação, de desmatamento, etc”. 

A REPAM trabalha em conjunto com a Santa Sé, Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Secretariado da América Latina e Caribe de Caritas (SELACC) e a Confederação Latino-americana e Caribenha de Religiosos e Religiosas (CLAR).

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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“Extinção da Renca vilipendia democracia brasileira”, afirma Repam em nota https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/extincao-da-renca-vilipendia-democracia-brasileira-afirma-repam-em-nota/ Tue, 29 Aug 2017 07:57:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48173 A Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) divulgou nota ontem, segunda-feira, 28, na qual repudia a extinção da Reserva Nacional de Cobre e Associados (Renca), feita pelo Governo Federal na última quarta-feira. No texto, o organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) considera que o decreto baixado pelo Executivo “vilipendia a democracia brasileira, pois com o objetivo de atrair novos investimentos ao país o Governo brasileiro consultou apenas empresas interessadas em explorar a região”.

De acordo com a Repam, nenhuma consulta aos povos indígenas e comunidades tradicionais foi realizada, como manda o Artigo 231 da Constituição Federal de 1988 e a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). “O Governo cede aos grandes empresários da mineração que solicitam há anos sua extinção e às pressões da bancada de parlamentares vinculados às companhias extrativas que financiam suas campanhas”, lê-se no texto.

A manifestação da Repam ainda cita como consequências à extinção da área o aumento do desmatamento; a perda irreparável da biodiversidade; a impossibilidade de garantir a proteção da floresta, das unidades de conservação e das terras indígenas; além de representar uma ameaça política para o Brasil inteiro, “impondo mais pressão sobre as terras indígenas e Unidades de Conservação”.

Leia o texto na íntegra, que é assinado pelo presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB e também da Repam, cardeal Cláudio Hummes, e pelo Presidente da Repam-Brasil e Secretário da Comissão Episcopal para a Amazônia da CNBB, dom Erwin Kräutler:

Brasília, 28 de agosto de 2017

Nota de repúdio ao Decreto Presidencial que extingue a RENCA

Ouvimos o grito da terra e o grito dos pobres

A Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), ligada ao Conselho Episcopal Latino-Americano e do Caribe (CELAM), e no Brasil organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), juntamente com a Comissão Episcopal para a Amazônia, da CNBB, por meio de sua Presidência, unida à Igreja Católica da Pan-Amazônia e à sociedade brasileira, em especial aos povos das Terras Indígenas Waãpi e Rio Paru D’Este, vem a público repudiar o anúncio antidemocrático do Decreto Presidencial, altamente danoso, que extingue a Reserva Nacional de Cobre e seus Associados (RENCA) na última quarta-feira (23).

A RENCA é uma área de reserva, na Amazônia, com 46.450 km2 – tamanho do território da Dinamarca. A região engloba nove áreas protegidas, sendo três delas de proteção integral: o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, as Florestas Estaduais do Paru e do Amapá; a Reserva Biológica de Maicuru, a Estação Ecológica do Jari, a Reserva Extrativista Rio Cajari, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru e as Terras Indígenas Waiãpi e Rio Paru d`Este. A abertura da área para a exploração mineral de cobre, ouro, diamante, ferro, nióbio, entre outros, aumentará o desmatamento, a perda irreparável da biodiversidade e os impactos negativos contra os povos de toda a região.

O Decreto de extinção da RENCA vilipendia a democracia brasileira, pois com o objetivo de atrair novos investimentos ao país o Governo brasileiro consultou apenas empresas interessadas em explorar a região. Nenhuma consulta aos povos indígenas e comunidades tradicionais foi realizada, como manda o Artigo 231 da Constituição Federal de 1988 e a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O Governo cede aos grandes empresários da mineração que solicitam há anos sua extinção e às pressões da bancada de parlamentares vinculados às companhias extrativas que financiam suas campanhas.

Ao contrário do que afirma o Governo em nota, ao abrir a região para o setor da mineração, não haverá como garantir proteção da floresta, das unidades de conservação e muito menos das terras indígenas – que serão diretamente atingidas de forma violenta e irreversível. Basta observar o rastro de destruição que as mineradoras brasileiras e estrangeiras têm deixado na Amazônia nas últimas décadas: desmatamento, poluição, comprometimento dos recursos hídricos pelo alto consumo de água para a mineração e sua contaminação com substâncias químicas, aumento de violência, droga e prostituição, acirramento dos conflitos pela terra, agressão descontrolada às culturas e modos de vida das comunidades indígenas e tradicionais, com grandes isenções de impostos, mas mínimos benefícios para as populações da região.

Riscos ambientais e sociais incalculáveis ameaçam o “pulmão do Planeta repleto de biodiversidade” que é a Amazônia, como nos lembra Papa Francisco na carta encíclica Laudato Si, alertando que “há propostas de internacionalização da Amazônia que só servem aos interesses econômicos das corporações internacionais” (LS 38). A política não deve submeter-se à economia e aos ditames e ao paradigma eficientista da tecnocracia, pois a prioridade deverá ser sempre a vida, a dignidade da pessoa e o cuidado com a Casa Comum, a Mãe Terra. Em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, em 9 de julho de 2015, o papa Francisco não hesitou em proclamar: “digamos não a uma economia de exclusão e desigualdade, onde o dinheiro reina em vez de servir. Esta economia mata. Esta economia exclui. Esta economia destrói a mãe terra”.

Na LS, o papa Francisco alerta ainda que “o drama de uma política focalizada nos resultados imediatos (…) torna necessário produzir crescimento a curto prazo” (LS 178).

Ao contrário, para ele “no debate, devem ter lugar privilegiado os moradores locais, aqueles mesmos que se interrogam sobre o que desejam para si e para os seus filhos e podem ter em consideração as finalidades que transcendem o interesse econômico imediato” (LS 183).

A extinção da Renca representa uma ameaça política para o Brasil inteiro, impondo mais pressão sobre as terras indígenas e Unidades de Conservação, e abrindo espaço para que outras pautas sejam flexibilizadas, como a autorização para exploração mineral em terras indígenas, proibida pelo atual Código Mineral.

Por todos esses motivos, nos unimos às Dioceses locais do Amapá e de Santarém, aos ambientalistas e à parcela da sociedade que, por meio de manifestações nas redes sociais e de abaixo-assinados, pedem a imediata sustação do Decreto Presidencial que extingue a Reserva.

Convocamos as senhoras e os senhores parlamentares a defenderem a Amazônia, impedindo que mais mineradoras destruam um dos nossos maiores patrimônios naturais.

Não nos resignemos à degradação humana e ambiental! Unamos esforços em favor da vida dos povos que vivem no bioma amazônico. O futuro das gerações vindouras está em nossas mãos!

Que Deus nos anime no mais fundo de nossos corações e nos ilumine e confirme na busca da tão sonhada Terra Sem Males.

Dom Cláudio Cardeal Hummes
Presidente da REPAM e da Comissão Episcopal para a Amazônia

Dom Erwin Kräutler
Presidente da REPAM-Brasil e Secretário da Comissão Episcopal para a Amazônia

Por CNBB

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Papa envia mensagem a Congresso Internacional Laudato Si https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-envia-mensagem-a-congresso-internacional-laudato-si/ Fri, 14 Jul 2017 10:17:20 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47432 O Papa Francisco enviou uma mensagem a todos os participantes do II Congresso Internacional Laudato Si e Grandes Cidades, aberto nesta quinta-feira, 13, no Rio de Janeiro. No texto, o Pontífice recorda a carta encíclica Laudato Si na qual faz referência a várias necessidades físicas que o homem de hoje tem nas grandes cidades e que necessitam ser afrontadas com respeito, responsabilidade e relação.

A abertura do evento contou com a presença do arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, do arcebispo emérito de Barcelona e presidente da Fundação Antoni Gaudi para as Grandes Cidades, Cardeal Lluís Martínez Sistach, e do representante do Ministério do Meio Ambiente e diretor-presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu Grillo.

De acordo com o Santo Padre, são três “R” que ajudam atuar de forma conjunta diante dos imperativos mais essenciais de convivência.

Refletindo sobre a água, as conferências da manhã foram presididas pelo arcebispo emérito de São Paulo e presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Cláudio Hummes, e focaram a Laudato Si e Grandes Cidades; a qualidade e tratamento da água; e como obter água de alta qualidade em cidades em desenvolvimento.

Durante a tarde desta quinta, o Congresso apresenta a mesa redonda com líderes religiosos, que contará com a participação do Cardeal Orani João Tempesta, e do Rabino Abraham Skorka, sob a condução do professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Miguel Serpa Pereira.

O II Congresso Internacional Laudato Si e Grandes Cidades acontece no auditório do edifício João Paulo II, Rua Benjamin Constante, 23, na Glória. A entrada é franca.

Leia a íntegra:

Mensagem do Papa Francisco aos conferencistas e participantes do II Congresso Internacional Laudato Si e Grandes Cidades

A sua Eminência o Cardeal Lluis Martínez Sistach

Arcebispo emérito de Barcelona

Vaticano, 12 de junho de 2017.

Querido irmão,

O saúdo atentamente, como também a todos os que participam do evento: Congresso Internacional “Laudato si e Grandes Cidades”.

Na Carta encíclica Laudato Si faço referência a varias necessidades físicas que o homem de hoje tem nas grandes cidades e que necessitam ser afrontadas com respeito, responsabilidade e relação. São três “R” que ajudam atuar de forma conjunta diante dos imperativos mais essenciais de nossa convivência.

O respeito é a atitude fundamental que o homem há de ter com a criação. Esta a recebemos como um dom precioso e devemos esforçar-nos para que as gerações futuras possam seguir admirando-a e desfrutando-a. Este cuidado devemos ensiná-lo e transmiti-lo. São Francisco de Assis afirmava em seu Cântico às criaturas: “Louvado sejas, meu senhor, pela irmã água, a qual é muito útil, humilde, preciosa e casta”. Nestes adjetivos se expressa a beleza e importância deste elemento, que é indispensável para a vida. Como outros elementos criados, a água potável e limpa é expressão do amor atento e providente de Deus por cada uma de suas criaturas, sendo um direito fundamental, que toda sociedade deve garantir (cf. Laudato si, 30). Quando não se lhe presta a atenção que merece, se transforma em fonte de enfermidades e sua escassez põe em perigo a vida de milhões de pessoas. É um dever de todos criar na sociedade uma consciência de respeito por nosso entorno, isto beneficia a nós e as gerações futuras.

A responsabilidade diante da criação é o modo com o qual devemos atuar com ela e constitui uma de nossas tarefas primordiais. Não podemos ficar com os braços cruzados, quando advertimos uma grave diminuição da qualidade do ar ou o aumento da produção de resíduos que não são adequadamente tratados. Essas realidades são consequência de uma forma irresponsável de manipular a criação e nos chamam a exercer uma responsabilidade ativa para o bem de todos. Além disso, comprovamos uma indiferença diante da nossa casa comum e, lamentavelmente, diante de tantas tragédias e necessidades que golpeiam a nossos irmãos e irmãs. Essa passividade demonstra a “perda daquele sentido de responsabilidade pelos nossos semelhantes sobre a qual se funda toda a sociedade civil” (Laudato si, 25). Cada território e governo deveria incentivar modos de atuar responsáveis em seus cidadãos para que, com criatividade, possam atuar e favorecer a criação de uma casa mais habitável e mais saudável. Colocando cada um o pouco que lhe corresponde em sua responsabilidade, se estará ganhando muito. 

Se observa nas grandes cidades, como também nas zonas rurais, uma crescente falta de relação. Com independência da causa que o produz, o fluxo constante de pessoas gera uma sociedade mais plural, multicultural, que é um bem, produz riqueza e crescimento social e pessoal; porém, também faz que esta sociedade seja cada vez mais fechada e desconfiada. A falta de raízes e o isolamento de algumas pessoas são formas de pobreza, que podem degenerar em guetos e originar violência e injustiça. Contudo, o homem está chamado a amar e ser amado, estabelecendo vínculos de pertença e laços de unidade entre todos os seus semelhantes. É importante que a sociedade trabalhe conjuntamente em âmbito político, educativo e religioso para criar relações humanas mais cálidas, que derrubem os muros que isolam e marginam. Isto se pode conseguir através de grupos, escolas, paróquias, etc., que sejam capazes de construir com sua presença uma rede de comunhão e de pertença, para favorecer uma melhor convivência e conseguir superar tantas dificuldades. Dessa maneira, “qualquer lugar deixa de ser um inferno e se converte no contexto de uma vida digna” (Laudato si, 149).

Peço a intercessão da Virgem Santa, Rainha do céu e da terra, por essas jornadas de estudo e de reflexão. Que seu conselho e guia oriente suas decisões em favor de uma ecologia integral que proteja nossa casa comum e construa uma civilização cada vez mais humana e solidária.

Por favor, lhes peço que rezem por mim e peço ao Senhor que vos abençoe.

Por Canção Nova, com Arquidiocese do Rio

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Rede Eclesial Pan-Amazônica apresenta primeiro boletim digital https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/rede-eclesial-pan-amazonica-apresenta-primeiro-boletim-digital/ Thu, 06 Jul 2017 14:37:47 +0000 http://teste.toqueto.com/rede-eclesial-pan-amazonica-apresenta-primeiro-boletim-digital.html “Sob a intercessão de Nossa Senhora de Nazaré, Rainha da Amazônia e modelo de comunicadora do Pai, nos comprometemos a desenvolver uma cultura de comunicação que seja democrática com base em valores humanos e cristãos valorizando e fortalecendo as lideranças comunitárias e que suscite processos participativos de transformação social com incidência na elaboração de políticas públicas para Amazônia Legal”.

Com este compromisso, a equipe de comunicadores da REPAM-Brasil, coordenada pela irmã Paulina Osnilda Lima, lançou no último dia 1º de julho o Primeiro Boletim digital da Rede Eclesial Pan-amazônica. Confira aqui

Na primeira página, a notícia é a visita do Cardeal Cláudio Hummes, Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia e da REPAM, e Maurício Lopez, Secretário Executivo, de 6 a 9 de julho, à Conferência Episcopal da Venezuela. 

A visita tem o objetivo de tornar a REDE conhecida e implantá-la no país. Na ocasião, Dom Cláudio vai se encontrar com arcebispos e bispos da Venezuela e com a equipe que está à frente da REPAM-Venezuela.

Os diálogos que permearão os encontros têm como tema o Cuidado com a Casa Comum, os horizontes da REDE e o compromisso com os povos indígenas da Pan-Amazônia. Dom Cláudio e Maurício participarão na Universidade Católica Andrés Bello de Guayana, na Venezuela, de um debate sobre as temáticas pertinentes à Pan-amazônia.

Por Rádio Vaticano

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Rio hospeda conferência “Laudato si e Grandes Cidades” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/rio-hospeda-conferencia-laudato-si-e-grandes-cidades/ Thu, 06 Jul 2017 08:01:26 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47256 A Arquidiocese do Rio acolhe de 13 a 15 de julho a segunda edição do Congresso Internacional de Ecologia e Grandes Cidades, no auditório do Edifício João Paulo II, na Glória. O encontro deverá abordar as questões ecológicas e ambientais das metrópoles no planeta.

A conferência terá três questões ambientais chave: água, ar e resíduos, através das quais serão apresentadas as atuais e futuras situações. A Encíclica Laudato si do Papa Francisco será utilizada como ponto inicial de discussão, com o objetivo de abordar os aspectos ambientais, sociais, éticos e de gestão associados às grandes cidades.

Com apoio da Arquidiocese do Rio, o encontro é organizado pela Fundação Antoni Gaudi para as Grandes Cidades, localizada em Barcelona, na Espanha, cujo objetivo é contribuir para a humanização dos grandes centros urbanos. A instituição nasceu logo após a Conferência Internacional das Grandes Cidades, em Barcelona e Roma, em 2015.

Motivação, objetivos e organização

Cerca de 80% da população brasileira vive em grandes cidades. Tanto no Brasil como em outros países do mundo as metrópoles crescem em número e tamanho, contribuindo, diretamente, para as problemáticas que envolvem o meio ambiente. Essa é a principal motivação para a realização da conferência no Rio de Janeiro.

O caráter internacional da conferência se reflete no esboço da discussão das questões levantadas e na origem dos palestrantes, provenientes de diferentes continentes e renomados pela competência técnica, científica e social.

Pela manhã, as conferências serão dedicadas a aspectos técnicos, administrativos e éticos para a água, o ar e os resíduos, seguidas de debates entre oradores e participantes. À tarde, serão destacados os painéis de discussões sobre gerenciamento, reflexão ética e social e científico-técnico.

O primeiro deles será composto por prefeitos de diferentes países; o segundo por líderes religiosos de diferentes denominações e o terceiro por reitores de universidades de diferentes países.

Oradores e convidados

O encontro contará com a presença de prefeitos das grandes cidades de diversos países, além de secretários de Meio Ambiente e Urbanismo, reitores das maiores universidades do Brasil, bem como professores, universitários e líderes religiosos de diferentes denominações.

Estarão o arcebispo do Rio, Cardeal Orani João Tempesta, o Presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, Cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, o arcebispo emérito de Barcelona, Cardeal Lluís Martínez Sistach, o arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, o Presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, Cardeal Cláudio Hummes e o arcebispo de Brasília, Presidente da CNBB, Cardeal Sérgio da Rocha.

Confira aqui a programação completa do evento.

Por Rádio Vaticano

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Um sínodo para a Pan-Amazônia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/um-sinodo-para-a-pan-amazonia/ Wed, 17 May 2017 13:40:10 +0000 http://teste.toqueto.com/um-sinodo-para-a-pan-amazonia.html Um Sínodo para os Povos de toda a Pan-amazônia: o projeto do Papa Francisco foi confirmado terça-feira (16/05) pelo Presidente da Conferência Episcopal Peruana, Dom Salvador Piñeiro García-Calderón.

Em entrevista ao L’Osservatore Romano, o arcebispo metropolitano de Ayacucho revela também ter agradecido ao Papa pela criação da Rede Eclesial Pan-Amazônica, REPAM.

O Presidente da Rede, que encabeça também a Comissão Episcopal para a Amazônia no Brasil, é o Cardeal Cláudio Hummes. Satisfeito com a notícia de um futuro Sínodo regional, “que seria pastoralmente muito importante para quem trabalha lá”, Dom Cláudio frisa os dois principais desafios comuns dos 9 países que compõem a Pan-Amazônia: evangelizar e proteger os povos e o meio ambiente. Para isso, é necessário unir as forças: que é o que a REPAM vem fazendo.

“Em primeiro lugar, ele agradece ao Papa pela criação da REPAM. Isto é muito auspicioso porque mostra o apoio que a Conferência Peruana quer dar ao trabalho na Amazônia, sobretudo na peruana, neste caso. Ele agradece a REPAM como um novo serviço que anima, estimula e presta serviço à Igreja em toda a Pan-Amazônia”.

“Em segundo lugar, a notícia que ele está dando de que o Papa gostaria de fazer um Sínodo regional referente à Pan-Amazônia. Nós todos ficaríamos muito felizes se isto pudesse ocorrer. Creio que seria pastoralmente, e em termos de missão, muito importante para todos os que trabalham na Pan-Amazônia”

“Existem dois desafios fundamentais: o propriamente missionário, evangelizador da Igreja naquela região. A Amazônia tem estes grandes problemas comuns, desafios da realidade missionária evangelizadora… a presença da Igreja em toda a realidade pan-amazônica”. 

“Outro nível é a questão ecológica: a importância da floresta Amazônica e a ameaça que ela está sofrendo de destruição, de degradação, de desmatamento, etc.”.

“Na parte da evangelização, creio que o grande desafio é unir mais as nossas forças, todos os que estamos na Pan-Amazônia. E esta é uma das propostas que a REPAM faz”.

Por Rádio Vaticano

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O Cardeal Hummes e "As grandes metas do Papa Francisco" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/o-cardeal-hummes-e-as-grandes-metas-do-papa-francisco/ Wed, 05 Apr 2017 13:27:19 +0000 http://teste.toqueto.com/o-cardeal-hummes-e-as-grandes-metas-do-papa-francisco.html O auditório da Faculdade Católica de Fortaleza ficou pequeno nesta terça-feira (04/04) para o público que prestigiou o lançamento do livro “Grandes Metas do Papa Francisco”, na presença do autor, Cardeal Cláudio Hummes. Aberto a todos, o debate focou os desafios desta Igreja que vai às periferias e ‘encoraja mais do que acusa’. Dentre os muitos padres, seminaristas e religiosos estavam lá também alguns contemporâneos do arcebispado de Dom Cláudio em Fortaleza, entre 1996 e 1998.

A obra, que já foi entregue pelo cardeal ao Papa, apresenta 21 objetivos do Pontífice em seu magistério. As ideias e gestos já realizados se pautam na busca pela paz mundial, na atenção aos pobres e no cuidado com a natureza. “Isso vem de São Francisco de Assis, do nome que ele escolheu”, adianta o cardeal, entrevistado pela RV.

“A ideia é levar ao povo, num estilo popular, acessível, a figura do Papa e os grandes desafios que ele enfrenta, seus grandes projetos da reforma da Igreja, de modo geral. Eu me decidi a escrever este ‘livrinho’, com capítulos pequenos, indicando as grandes metas, onde o Papa quer chegar, para onde quer conduzir ou como está conduzindo a Igreja”.

“Começo enfocando a questão do próprio nome do Papa: escolheu Francisco porque São Francisco de Assis é o santo dos pobres, o santo da paz e o santo da Criação. De fato, ao olharmos as atividades do Papa Francisco, vemos que estes três temas estão sempre aí, que orientam muito as grandes atividades do Papa”.

“Mostramos também que o Papa quer uma Igreja missionária, misericordiosa, pobre para os pobres, aberta ao diálogo, que não constrói muros, mas sim pontes. Que quer ser uma Igreja que caminha com o povo, que consola e encoraja o povo em sua caminhada neste nosso mundo, nesta nossa história”.

“Fiz também uma homenagem aos 80 anos do Papa Francisco. Entreguei com muita simplicidade para ele, que o recebeu com muito carinho”. 

Publicado em parceria com a Livraria Paulus, o livro tem 96 páginas e o preço é de 12 reais.

Por Rádio Vaticano

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REPAM levará violações de direitos na Amazônia à CIDH, nos EUA https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/repam-levara-violacoes-de-direitos-na-amazonia-a-cidh-nos-eua/ Tue, 07 Mar 2017 10:08:42 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44717 A Rede Eclesial Pan-amazônica (REPAM) estará em Washington (EUA) no dia 17 de março, apresentando à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) treze casos relativos à defesa do território dos povos indígenas e das comunidades da Amazônia na Colômbia, Equador, Peru, Bolívia e Brasil.

proposto pela REPAM, que estará representada por seu Presidente, Cardeal Cláudio Hummes, o Vice-presidente, Dom Pedro Barreto, arcebispo de Huancayo, no Peru, e por Maurizio Lopes, secretário-executivo.

Do Brasil, serão levados dois casos: a comunidade agrícola de Buriticupú, no estado do Maranhão, aonde a luta pela terra começou na década de 80. Hoje, embora reconhecida, seus colonos não têm título de propriedade definitivo. A empresa Vale S.A. concessionou a atividade ferroviária à Ferrocaril de Carajás, e desde então, o risco constante de descarrilamento do trem e os deslocamentos da população devido à ampliação das linhas impedem a paz e a dignidade dos moradores. Além disso, existem impactos ambientais no Rio Pindaré, um dos principais meios de sobrevivência das comunidades.

Outro caso é o do povo indígena Jaminawa Arará, no estado do Acre, onde se verifica a falta de demarcação dos territórios da comunidade indígena. A violação ocasiona saques e roubos de recursos naturais e facilita a velha prática da ocupação das terras. O desrespeito dá lugar ao comércio de terras e concessões a indústrias extrativas, em detrimento da consulta prévia.

Dentre as experiências mais difíceis, a REPAM assinala também a relativa à comunidade indígena Tundayme (sul do Equador Sud), aos povos indígenas de Tagaeri e Taromenani (norte do Equador) e à comunidade de Yurimaguas (Floresta peruana).

Por Rádio Vaticano

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