Cairo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:19 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Cairo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Francisco faz visita de cortesia a Tawadros II, chefe da Igreja Copta Ortodoxa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/francisco-faz-visita-de-cortesia-a-tawadros-ii-chefe-da-igreja-copta-ortodoxa/ Sat, 29 Apr 2017 08:54:55 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45898 O Patriarca Tawadros II recebeu o Papa Francisco, em visita de cortesia, nesta sexta-feira, 28, no Egito. O Patriarca é o chefe da Igreja Ortodoxa Copta. O encontro simbolizou a unidade entre as duas principais expressões cristãs no mundo: católicos e ortodoxos.

Em um discurso de acolhida, o patriarca disse ao Papa que a visita é um novo passo no caminho do amor entre os povos, e classificou Francisco como o “Papa da paz, da terra da paz”.

Tawadros II recordou a ocasião em que esteve no Vaticano junto ao Papa, após sua eleição em 2013, e disse que diálogo de hoje, entre a Igreja oriental e a católica, reafirma a convicção das palavras do Senhor: “Todos saberão que sois meus discípulos se amarem uns aos outros”.

“Esperamos o dia em que partilharemos o Pão Sagrado no altar, o dia em que os sinos das nossas Igrejas tocarão juntos anunciando o nascimento do Senhor”, disse o Patriarca.

Tawadros II também recordou o atentado terrorista que matou mais de 40 cristãos, no início de abril. Todavia, afirmou que a mão de Deus os consola diante desses fatos, mas  que o Egito é um país de “paz e segurança”.

O Papa Francisco, por sua vez, agradeceu à acolhida e disse sentir-se “muito grato” chegando ao ao Egito como peregrino e sabendo que seria recebido com a bênção de um “irmão que o esperava”.

A comunhão plena entre as Igrejas Católica e Ortodoxa também é um desejo do Papa. “São Pedro e São Marcos se alegram com nosso encontro. Grande é o vinculo que os uni”, disse Francisco.

“Juntos somos chamados a testemunhar, a levar ao mundo a nossa fé. Possam, coptas ordotoxos e católicos, falar juntos a língua da caridade”, ressaltou o Papa, acrescentando que desta forma, construindo a comunhão, o Espírito Santo não deixará de abrir caminhos de unidade.

O Papa também recordou o Egito como terra de mártires, onde muitos, desde o primeiro século do cristianismo, preferiram derramar o sangue a negar Jesus. Ele também lembrou o martírio de cristãos no início do mês. “Esse sangue nos uni”, disse o Papa, “os vossos sofrimentos são os nossos sofrimentos”.

“Fortalecidos pelo vosso testemunho, trabalhemos para nos opor à violência. Rezando,  a fim de quem tantos sacrifícios não sejam em vão”, acrescentou.

O encontro terminou com a assinatura de uma declaração comum que marcou a visita, seguida por um momento de oração ecumênica.

Por Canção Nova

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Papa em Al-Azhar: somos chamados a caminhar juntos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-em-al-azhar-somos-chamados-a-caminhar-juntos/ Fri, 28 Apr 2017 16:06:15 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-em-al-azhar-somos-chamados-a-caminhar-juntos.html O Papa Francisco proferiu seu primeiro discurso em terras egípcias, nesta sexta-feira (28/04), aos participantes da Conferência Internacional pela Paz promovida pela Universidade sunita de Al-Azhar, no Cairo.

“É um grande dom estar aqui e iniciar neste lugar minha visita ao Egito, nesta Conferência Internacional pela Paz. Agradeço ao Grande Imã por tê-la pensada e organizada e por me convidar”, disse Francisco.

O Papa ressaltou em seu discurso, que o Egito se mostrou ao mundo, ao longo dos séculos, “como terra de civilização e terra de alianças”.

Terra de civilização porque desde tempos antigos, “a civilização surgiu das margens do Nilo e foi sinônimo de civilização. No Egito, se elevou a luz do conhecimento, fazendo germinar um patrimônio cultural inestimável, composto de sabedoria e sagacidade, de aquisições matemáticas e astronômicas, de formas maravilhosas de arquitetura e arte”.

“A busca do saber e do valor da educação foram escolhas fecundas de desenvolvimento empreendidos pelos antigos habitantes desta terra. São também escolhas necessárias para o futuro, escolhas de paz e pela paz, pois não haverá paz sem uma educação adequada das novas gerações. Também não haverá uma educação adequada para os jovens de hoje se a formação a eles oferecida não responder à natureza do homem, ser aberto e relacional.” 

Segundo Francisco, “a educação se torna sabedoria de vida quando é capaz de extrair do ser humano, em contato com Aquele que o transcende e com tudo o que o circunda, o melhor de si, formando uma identidade não voltada para si mesma. A sabedoria procura o outro, superando a tentação de se enrijecer e se fechar; aberta e em movimento, humilde e curiosa ao mesmo tempo”. 

“A sabedoria sabe valorizar o passado e colocá-lo em diálogo com o presente, sem renunciar a uma hermenêutica adequada. Esta sabedoria prepara um futuro em que não se mira ao prevalecer da própria parte, mas ao outro como parte integrante de si. A sabedoria não se cansa, no presente, de encontrar ocasiões de encontro e partilha; do passado se aprende que do mal vem somente o mal e da violência somente a violência, numa espiral que termina por aprisionar. Esta sabedoria coloca no centro a dignidade do ser humano, precioso aos olhos de Deus, e uma ética digna do homem.”

“No campo do diálogo, especialmente inter-religioso somos sempre chamados a caminhar juntos, na convicção de que o futuro de todos depende também do encontro entre religiões e culturas. Neste sentido o trabalho da Comissão mista para o diálogo entre o Pontifício Conselho para o Diálogo inter-religioso e a Comissão de Al-Azhar para o Diálogo nos oferece um exemplo concreto e encorajador”, disse ainda o Papa Francisco.

Três orientações fundamentais podem ajudar o diálogo: o dever da identidade, a coragem da alteridade e a sinceridade das intenções. “O dever da identidade, porque não é possível iniciar um diálogo verdadeiro baseado na ambiguidade ou no sacrificar o bem para agradar a outro; a coragem da alteridade, porque quem é diferente de mim, culturalmente ou religiosamente, não deve ser visto e tratado como um inimigo, mas acolhido como um companheiro de viagem, na convicção genuína de que o bem de cada um reside no bem de todos; sinceridade de intenções, porque o diálogo, como expressão autêntica do ser humano, não é uma estratégia para alcançar segundas intenções, mas uma forma de verdade que merece ser pacientemente realizada para transformar a competição em colaboração.” “Educar para a abertura respeitosa e ao diálogo sincero com o outro, reconhecendo os direitos e as liberdades fundamentais, especialmente a religiosa, é a cia melhor para edificar juntos o futuro, para ser construtores de civilização”. 

Egito, terra de alianças

No Egito, não surgiu somente o sol da  sabedoria; também a luz policromática das religiões iluminou esta terra: ao longo dos séculos, “as diferenças de religião constituíram uma forma de enriquecimento recíproco a serviço da comunidade nacional”. Credos diferentes se encontraram e várias culturas se misturaram, sem se confundir, mas reconhecendo a importância de aliar-se para o bem comum. Tais alianças são ainda mais urgente hoje. Ao falar sobre isso, eu usaria como símbolo a “Montanha da Aliança” que sobe nesta terra. O Sinai nos lembra que uma aliança autêntica sobre a terra não pode prescindir do Céu, que a humanidade não pode encontrar paz excluindo Deus do horizonte, e nem pode subir à montanha para e apoderar de Deus.” 

“Num mundo que globalizou muitos instrumentos técnicos úteis, mas, ao mesmo tempo tanta indiferença e negligência, e que corre numa velocidade frenética, dificilmente sustentável, sente saudade daquelas grandes perguntas de sentido, que as religiões fazer recordar e que suscitam a memória das próprias origens: a vocação do homem, criado não para se exaurir na precariedade de assuntos terrenos, mas para caminhar em direção ao Absoluto ao qual se dirige. Por estas razões, especialmente hoje, a religião não é um problema, mas parte da solução”. 

“É imprescindível excluir toda forma de absolutização que justifique formas de violência. A violência, de fato, é a negação de toda religiosidade autêntica. Como responsáveis religiosos somos chamados a desmascarar a violência que se disfarça de suposta sacralidade, acentuando o egoísmos e não uma abertura autêntica ao Absoluto. Devemos denunciar as violações contra a dignidade humana e contra os direitos humanos, e denunciar as tentativas que justificam toda forma de ódio em nove da religião”.

Por Rádio Vaticano

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Papa Francisco chega ao Egito https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-chega-ao-egito/ Fri, 28 Apr 2017 11:48:57 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-chega-ao-egito.html O Papa Francisco chegou ao Aeroporto Internacional do Cairo, no Egito, nesta sexta-feira (28/04), às 14h02 locais (9h02 no horário de Brasília). 

Subiram no avião da Alitália que levou o Papa ao Egito, o Patriarca copta-católico no Egito, Dom Ibrahim Isaac Sidrak, e o Núncio Apostólico no Egito, Dom Bruno Musarò, que deram as primeiras boas-vindas ao Santo Padre.

Aos pés da escada do avião, o Santo Padre foi acolhido pelo primeiro-ministro egípcio, Sherif Ismail, pelo Bispo de Luxor, Dom Emmanuel Bishay, e pelo secretário da Nunciatura Apostólica, Jan Thomas Limchua.

Acolheram também o Papa uma jovem, uma religiosa e um menino. 

Segundo o site de notícias egípcio ‘Youm 7’, o Papa foi também acolhido por uma delegação de mais de 100 deputados muçulmanos e cristãos.

Por Rádio Vaticano

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Papa jamais pensou renunciar viagem ao Egito https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-jamais-pensou-renunciar-viagem-ao-egito/ Fri, 28 Apr 2017 08:27:32 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45784 “O Papa Francisco jamais pensou renunciar a viagem ao Egito”, afirma o secretário de Estado vaticano, Cardeal Pietro Parolin em entrevista à Secretaria para a Comunicação, na qual identifica os temas principais da viagem do Santo Padre ao país árabe, hoje e sábado (28 e 29 de abril), a qual tem como tema “O Papa da paz no Egito da paz”.

“Jamais pensou renunciar a viagem exatamente porque quer fazer-se presente, quer estar onde existem situações de violência, situações de conflito, e neste caso propriamente no Egito, e quer ser mensageiro de paz onde há mais necessidade de anunciar e de trabalhar pela paz.”

“Certamente o fará com a sua palavra, nos vários encontros, mas o fará, sobretudo e acima de tudo, com a sua presença, uma presença de proximidade, de solidariedade, de encorajamento. Portanto, o Papa irá exatamente porque o Egito necessita de alguém que anuncie a paz e que busque trabalhar pela paz”, explica o purpurado na entrevista.

E sobre o terrorismo e os atentados às igrejas coptas no Domingo de Ramos, “O governo deve fazer tudo que for possível para proteger os cidadãos egípcios, independentemente do grupo social ou religioso ao qual pertençam. Porém, evidentemente, o terrorismo é um desafio muito mais amplo”, pondera o Cardeal Parolin.

Segundo o secretário de Estado vaticano deve-se dar aos jovens “um sentido da vida, devem ser propostos a eles valores pelos quais vale a pena viver, empenhar-se e lutar, ao invés de perder-se neste turbilhão de violência e de destruição que é verdadeiramente insensato”.

Por Rádio Vaticano

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Egito aguarda Francisco com entusiasmo, diz Núncio https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/egito-aguarda-francisco-com-entusiasmo-diz-nuncio/ Tue, 25 Apr 2017 07:51:29 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45687 Cresce a expectativa no Cairo pela visita do Papa Francisco nos dias 28 e 29 de abril. Será a 18ª Viagem Apostólica internacional do Pontificado.

Em sua permanência no Egito o Santo Padre manterá uma agenda muito rica, marcada por encontros no signo do diálogo ecumênico e inter-religioso, e de caráter pastoral.  Há uma particular expectativa pela Conferência pela Paz organizada pela Universidade sunita de Al-Azhar.

O Núncio Apostólico no Egito, Dom Bruno Musarò, falou a Rádio Vaticano sobre como os egípcios preparam-se para acolher o Santo Padre:

“Há realmente um clima de ardorosa expectativa pela visita do Papa Francisco aqui no Egito. Não somente por parte da pequena comunidade católica, mas também por parte de todos os egípcios, quer ortodoxos, mas também muçulmanos. Existe realmente este clima. É bonito ver este entusiasmo, transmitido também pela Comissão da Igreja local para a preparação desta Viagem Apostólica. Eles nos transmitem tudo o que recebem: os testemunhos…é realmente bonito”.

RV: Na sua opinião, o que contribuiu para o Papa Francisco ter esta popularidade?

“Contribuiu a própria personalidade do Papa Francisco, o seu modo de aproximar-se das pessoas, o seu modo de sempre falar das pessoas necessitadas, de realizar gestos sobretudo por aqueles que são considerados os descartados da sociedade, como diz o próprio Santo Padre. Por exemplo, o gesto da Quinta-feira Santa, a cada ano o lava-pés de prisioneiros ou de pessoas com necessidades especiais. Estes são gestos que realmente chegam ao coração das pessoas, independente da religião de pertença”.

RV: A decisão do Papa de confirmar a viagem, mesmo depois dos atentados, como foi interpretada?

“Exatamente. Houve estes horríveis atentados no Domingo de Ramos. Alguns começavam a interrogar-se se o Papa viria da mesma forma ao Egito. Em relação a isto, devo dizer que a notícia de que o Papa confirmava a sua visita ao Egito alegrou até mesmo o governo. O próprio governo viu esta decisão com gratidão ao Santo Padre”.

RV: Estas tensões fazem o Egito sofrer muito, também do ponto de vista econômico…

“Sobretudo em relação ao turismo. Lamenta-se muito a queda verificada no turismo. Estes atentados atingem justamente aquela que era a maior entrada do ponto de vista econômico-financeiro do Egito”.

RV: Neste sentido, a Conferência Internacional pela Paz, no Cairo, pode representar um recomeço para o Egito?

“Esta é a esperança. Também esta Conferência pela Paz, organizada por Al-Azhar, o Centro muçulmano sunita, dá esta esperança. Esperemos que sim”.

Por Rádio Vaticano

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Francisco e Bartolomeu I juntos no Egito pela paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/francisco-e-bartolomeu-i-juntos-no-egito-pela-paz/ Thu, 20 Apr 2017 11:04:26 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45611 O Patriarca Ecumênico Bartolomeu I estará no Cairo nos dia 28 e 29 de abril, a convite do Grão Imame da Universidade de al-Azhar, Ahmed al-Tayyeb. Ao lado do Papa Francisco, os dois líderes cristãos participarão da Conferência Internacional sobre a Paz promovida na capital egípcia.

Não obstante as dificuldades internacionais e os recentes atentados contra a comunidade copta, o diálogo ecumênico e inter-religioso prossegue com determinação.

Na terça-feira (19/04), um ataque contra uma barreira da polícia montada nas proximidades do Mosteiro ortodoxo de Santa Catarina, aos pés do Monte Sinai, provocou a morte de um policial. A ação foi reivindicada pelo autoproclamado Estado Islâmico.

Sobre o significado da presença de Francisco e Bartolomeu no Cairo, ouçamos o que diz o Arquimandrita Athenagoras Fasiolo, delegado do Metropolita ortodoxo da Itália:

“Acredito que as duas maiores Igrejas cristãs, as duas maiores famílias do cristianismo, são testemunhas comuns de um plano de paz que ultrapassa os vínculos políticos, econômicos, mesmo das superpotências consideradas cristãs, que muitas vezes, junto com o Ocidente, permanecem em silêncio diante destes fatos””

RV: Existe algum risco de que esta unidade e esta força no querer alcançar a paz possam provocar uma intensificação de reações opostas, daqueles que, pelo contrário, não querem a paz, como ocorreu nos recentes atentados que se seguiram ao anúncio da visita do Papa Francisco ao Egito?

“Acredito que todas as religiões tenham como primeiro dever, ensinar aos próprios fiéis, aos próprios discípulos, o que entendemos por paz. Paz não é nunca a supremacia de um sobre os outros; isto não é paz. Paz não é nunca uma paz imposta, não é nunca uma submissão aos desejos de uns sobre os outros. Paz é coordenar, trabalhar juntos para encontrar uma via comum, satisfatória, justa, que possa garantir uma vida correta, isto é, na sua totalidade. Ora, não devemos ter medo de dizer que existem grupos enlouquecidos, porém acredito que como aconteceu nos dois mil anos de história cristã  – em que se entendeu como se devia viver a fé – acredito que outras famílias religiosas deverão fazer o mesmo. Não podemos, na minha opinião, salvar-nos sozinhos; devemos salvar-nos juntos, uns com os outros: cristãos com cristãos, cristãos juntos aos fiéis de outras religiões”.

RV: Este diálogo ecumênico e inter-religioso conseguirá delimitar corretamente as distâncias com quem deseja instrumentalizar a religião com fins políticos ou geopolíticos?

“Acredito que sim. Como homem de fé acredito que sim. Devemos ser corajosos, porém devemos falar uns com os outros também sobre as coisas que deixamos de fazer, para evitar tudo isto. O Ocidente seguramente tem as suas culpas pelo aparecimento destes fundamentalismos; o mundo muçulmano tem as suas culpas por não ter sabido conduzir a pensamentos mais sábios uma teologia deixada um pouco entregue a si mesma. Acredito que cada um deva fazer a sua parte, porque de outra forma, estaremos em um caminho sem volta. Devemos nos encontrar, devemos ter a coragem de nos falar, devemos ter a coragem de realizar também estas viagens difíceis, porque eu estou certo de que esta viagem, neste momento, quer para o Papa Francisco como para o Patriarca Ecumênico, quer para todos os outros líderes religiosos que estarão presentes, é difícil. Não podemos fingir de não ver todos os nossos irmãos de fé que sofrem em muitas partes do mundo; não podemos não dizer que a fé cristã neste momento é a religião mais martirizada, mais uma vez, no mundo. Mas isto não para desejar afirmar uma supremacia ou quem sabe que coisa, mas simplesmente para falar como irmãos e para encontrar juntos as soluções”.

Por Rádio Vaticano

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Card. Tauran em Al-Azhar para encontro sobre fé e extremismo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/card-tauran-em-al-azhar-para-encontro-sobre-fe-e-extremismo/ Thu, 23 Feb 2017 08:43:53 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44561 O Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, Cardeal Jean-Louis Tauran, guia uma delegação que participa de um seminário na Universidade de Al-Azhar, no Cairo, ontem e hoje (23).

O tema do encontro é “The role of al-Azhar al-Sharif and of the Vatican in countering the phenomena of fanaticism, extremism and violence in the name of religion” (O papel de al-Azhar al-Sharif e do Vaticano em combater os fenômenos de fanatismo, extremismo e violência em nome da religião).

O purpurado esta acompanhado pelo Secretário do mesmo dicastério, Miguel Ángel Ayuso Guixot, pelo Secretário da Comissão para as relações religiosas com os muçulmanos, Mons. Khaleb Akasheh, e pelo Núncio Apostólico no Egito, Dom Bruno Musarò.

Após o histórico encontro entre o Papa Francisco e o Grão Imame de Al-Azhar, Prof. Ahmed Al-Tayyeb, em 23 de maio de 2016, o Secretário do Dicastério esteve inúmeras vezes no Cairo, onde participou de diversos encontros e reuniões preliminares.

O Seminário realiza-se, como precedentemente, às vésperas do 24 de maio, em recordação à histórica visita do Papa João Paulo II à Al-Azhar, no ano 2000.

Por Rádio Vaticano

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