Bolonha - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Bolonha - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Caridade não compromete sacralidade de um local de culto, explica Pe. Spadaro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/caridade-nao-compromete-sacralidade-de-um-local-de-culto-explica-pe-spadaro/ Fri, 06 Oct 2017 08:01:30 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48867 As imagens do almoço de solidariedade com os pobres, refugiados e detentos na Basílica de São Petrônio estão entre as mais emblemáticas da visita pastoral do Papa Francisco a Bolonha no último domingo.

Mesmo refletindo um dos momentos mais emocionantes de todo o dia, o gesto recebeu críticas nas redes sociais, com acusações até mesmo de “profanação”. Para alguns destes críticos, o almoço comprometeu a “sacralidade do local”.

Pouco antes da refeição, o Papa havia recordado que “a Igreja é de todos, particularmente dos pobres”.

“Nesta casa – explicou o Pontífice – normalmente é celebrado o mistério da Eucaristia, o altar sobre o qual é colocado o pão e o vinho que se tornam o Corpo e o Sangue de Jesus, partido e derramado pela multidão de homens que Ele ama”. “Preparemos sempre uma refeição de amor – acrescentou – para quem tem necessidade disto”.

No Código de Direito Canônico é sublinhado que o local sagrado é usado “somente quando serve ao exercício e à promoção do culto, da piedade, da religião, e proibido qualquer coisa que desdiz a santidade do lugar”. O Ordinário, porém, pode permitir outros usos, “quando não contrários à santidade do lugar”.

Neste sentido, seria contrário à santidade do local almoçar com os pobres em um local de culto, no âmbito de um evento extraordinário como a visita de um Pontífice?

Quem responde, é o Padre Antonio Spadaro, Diretor da revista dos jesuítas “La Civiltà Cattolica”:

“A sacralidade do local não é de forma alguma perturbada pela caridade, sobretudo em uma situação assim composta e de partilha. Portanto, penso que o gesto do Papa, que é um gesto realizado por outros sacerdotes também na cidade de Roma, é um sinal muito forte, que revela o valor profundo do culto a Deus. Assim, de forma alguma, o fato de partilhar a mesa com os pobres viola a santidade de um local. Seria paradoxal afirmar isto. O sentido fundamental do cristianismo é a caridade: a sacralidade não é de forma alguma comprometida pela caridade, antes pelo contrário, é exaltada. O fato de que o Papa Francisco tenha almoçado dentro deste local sagrado é a exaltação máxima da caridade e, portanto, o princípio fundamental do cristianismo. Antes ainda, torna mais evidente que a Igreja é chamada ao serviço”.

RV: Seria também um sinal da continuidade entre as duas refeições, a eucarística e a “caritativa” com os pobres…?

“O Senhor escolheu precisamente a imagem da refeição para a Eucaristia, portanto, neste sentido, a partilha do pão é um sinal muito bonito e eficaz da graça que a Eucaristia confere”.

Por Rádio Vaticano

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Papa: arrependimento, chave para superar hipocrisia, duplicidade e clericalismo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-arrependimento-chave-para-superar-hipocrisia-duplicidade-e-clericalismo/ Mon, 02 Oct 2017 08:04:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48782 A palavra-chave para “superar a hipocrisia, a duplicidade de vida, o clericalismo que acompanha o legalismo” é o arrependimento, “que permite não enrijecer-se, de transformar os “nãos” a Deus em “sim”, e os “sim” ao pecado em “não” por amor do Senhor”.

Com a celebração eucarística no Estádio de Ara, em Bolonha, o Papa concluiu sua visita pastoral iniciada na manhã deste domingo, recordando que a Palavra de Deus, que é uma Palavra viva, “penetra a alma e traz à luz os segredos e as contradições do coração” e que nunca devemos esquecer os alimentos-base que sustentam o nosso caminho:  “a Palavra, o Pão, os pobres”.

Francisco desenvolveu a sua homilia inspirando-se na parábola dos filhos que, ao pedido de seu pai para irem a sua vinha, um responde não, mas depois vai, enquanto o segundo diz sim, mas não vai.

“Existe uma grande diferença – observou o Papa – entre o primeiro filho, que é preguiçoso, e o segundo, que é hipócrita”. No coração do primeiro, “ainda ressoava o convite do pai”, enquanto no do segundo, “não obstante o sim, a voz do pai estava sepultada”:

“A recordação do pai despertou o primeiro filho da preguiça, enquanto o segundo, mesmo conhecendo o bem, negou o dizer com o fazer. De fato, tornou-se impermeável à voz de Deus e da consciência e assim havia abraçado sem problemas a duplicidade de vida”.

Pecadores em caminho ou pecadores sentados

Com esta parábola – explica o Papa – Jesus coloca dois caminhos diante de nós, “que nem sempre estamos prontos para dizer sim com as palavras e as obras, porque somos pecadores”:

“Mas podemos escolher ser pecadores em caminho, que  permanecem na escuta do Senhor e quando caem se arrependem e se reerguem, como o primeiro filho; ou pecadores sentados, prontos a justificar-se sempre e somente em palavras, segundo o que convém”.

Chefes religiosos da época se assemelhavam ao filho de vida dupla

Jesus dirige esta parábola – explicou Francisco – a alguns chefes religiosos da  época “que se assemelhavam ao filho de vida dupla, enquanto as pessoas comuns se comportavam frequentemente como o outro filho”:

“Estes chefes sabiam e explicavam tudo, em modo formalmente irrepreensível, como verdadeiros intelectuais da religião. Mas não tinham a humildade de escutar, a coragem de interrogar-se, a força de arrepender-se”.

E Jesus os repreende de forma severa, dizendo que até mesmo os publicanos – que eram corruptos traidores da pátria – os precederiam no reino de Deus.

O problema destes chefes religiosos – observa o Papa – é que erravam no modo de viver e pensar diante de Deus:

“Eram, em palavras e com os outros, inflexíveis custódios das tradições humanas, incapazes de compreender que a vida segundo Deus é ‘em caminho’, que pede a humildade de abrir-se, arrepender-se e recomeçar”.

Superar a hipocrisia, a duplicidade de vida, o clericalismo que acompanha o legalismo

Isto nos ensina – ressaltou o Pontífice – que não existe uma vida cristã decidida numa conversa ao redor duma mesa, “cientificamente construída, onde basta cumprir alguns ditames para aquietar a consciência”:

“A vida cristã é um caminho humilde de uma consciência nunca rígida e sempre em relação com Deus, que sabe arrepender-se e entregar-se a Ele nas suas pobrezas, sem nunca presumir bastar-se a si mesma. Assim, são superadas as edições revistas e atualizadas daquele antigo mal, denunciado por Jesus na parábola: a hipocrisia, a duplicidade de vida, o clericalismo que acompanha o legalismo, a separação das pessoas”.

Arrependimento

Neste sentido, disse o Papa, a palavra-chave é “arrepender-se”:

“É o arrependimento que permite não enrijecer-se, de transformar os “nãos” a Deus em “sim”, e os “sim” ao pecado, em “não”, por amor ao Senhor. A vontade do Pai, que a cada dia delicadamente fala à nossa consciência, se realiza somente na forma de arrependimento e da conversão contínua. Definitivamente no caminho de cada um existem duas estradas: ser pecadores arrependidos ou pecadores hipócritas”.

Puros de coração e não puros por fora

O que realmente conta – afirma Francisco, “não são os raciocínios que justificam e tentam salvar as aparências, mas um coração que avança com o Senhor, luta a cada dia, se arrepende e retorna para Ele. Porque o Senhor busca puros de coração, não puros “por fora’”.

Relação entre pais e filhos

A parábola é atual e diz respeito também às relações, “nem sempre fáceis, entre pais e filhos”:

“Hoje, na velocidade das transformações uma geração e outra, se constata mais forte a necessidade de autonomia do passado, às vezes até mesmo com a rebelião. Mas após os fechamentos e os longos silêncios de um lado ou de outro, é bom recuperar o encontro, mesmo se ainda habitado por conflitos, que podem tornar-se um estímulo de um novo equilíbrio”.

Assim como na família – completa o Santo Padre –  “também na Igreja e na sociedade nunca se deve renunciar ao encontro, ao diálogo, em buscar novas vias para caminhar juntos”.

Três “Pês”: Palavra, Pão, pobres

Para concluir sua visita pastoral, o Papa quis deixar três pontos de referência, três “P” sobre como ir em frente no caminho da Igreja: a Palavra, o Pão, os pobres.

A Palavra – explicou –  “é a bússola para caminhar humildes, para não perder a estrada de Deus e cair na mundanidade”.

A segunda é o Pão, “o Pão Eucarístico, porque tudo começa a partir da Eucaristia. É na Eucaristia que se encontra a Igreja: não nas conversas e nas crônicas, mas aqui, no Corpo de Cristo partilhado por pessoas pecadoras e necessitadas, que porém se sentem amadas e então desejam amar (…). Este é o início irrenunciável do nosso ser Igreja”.

Por fim, o terceiro “P”, os pobres:

“Ainda hoje, infelizmente, para tantas pessoas falta o necessário. Mas existem também tantos pobres de afeto, pessoas sozinhas, os pobres de Deus. Em todos eles encontramos Jesus, porque Jesus no mundo seguiu o caminho da pobreza, do aniquilamento”.

“Da Eucaristia aos pobres vamos encontrar Jesus”, disse Francisco, que recordou as palavras que o Cardeal Lecaro amava ver escritas no altar: “Se partilhamos o pão do céu, como não partilhar o terrestre?”.

E o Papa conclui, exortando-nos a pedir a graça de nunca esquecermos “estes alimentos-base, que sustentam o nosso caminho”: a Palavra, o Pão, os pobres.

Por Rádio Vaticano

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Bolonha: o Angelus do Papa com os trabalhadores https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/bolonha-o-angelus-do-papa-com-os-trabalhadores/ Mon, 02 Oct 2017 07:37:45 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48784 Do porto, o Santo Padre se deslocou, de papamóvel, à Praça Maior de Bolonha, onde era aguardado por uma multidão de trabalhadores, com os quais Francisco rezou a oração mariana do Angelus.

Antes, porém, o Papa proferiu um discurso, dizendo:

“Vocês representam diversas partes sociais, muitas vezes em discussão até ásperas, mas aprenderam que, somente juntos, se pode superar a crise e construir o futuro. Somente o diálogo permite encontrar respostas eficazes e inovadoras, sobretudo no que se refere à qualidade do trabalho e o indispensável bem estar de todos.”

São necessárias soluções estáveis, frisou Francisco, capazes de ajudar, as pessoas e as famílias, a encarar o futuro. Nunca rebaixem a solidariedade ao nível da lógica do lucro financeiro, disse o Papa, porque, desta forma, a arrancamos, ou melhor, a roubamos dos mais frágeis, que têm tanta necessidade.

Tornar a sociedade mais justa, explicou Francisco, não é um sonho do passado, mas um compromisso, um trabalho que precisa de todos nós. Aqui, o Papa tocou a chaga dolorosa do desemprego, sobretudo juvenil, e de tantos que perderam o trabalho e não conseguem se inserir na sociedade:

“O acolhimento e a luta contra a pobreza passam, em grande parte, através do trabalho. Não se pode oferecer ajuda aos pobres sem dar-lhes trabalho e dignidade”.

A crise econômica tem uma dimensão europeia e global, concluiu o Papa, mas, como sabemos é também uma crise ética, espiritual e humana.Na sua raiz, há traição do bem comum, por parte de indivíduos e de grupos no poder. Logo, é preciso eliminar a centralidade da lei do lucro e transferi-la à pessoa e ao bem comum.

Por Rádio Vaticano

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