bem - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:05:48 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png bem - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Dom Geraldo: Passar a vida fazendo o bem https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/dom-geraldo-passar-vida-fazendo-o-bem/ Sun, 13 Aug 2017 16:32:53 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47864

Dom Geraldo, Bispo emérito da Diocese de Guaxupé – MG, presidiu a celebração da Santa Missa das 15 horas nesse sétimo dia de Romaria de Nossa Senhora D’Abadia, que foi concelebrada por Dom Messias dos Reis Silveira, Bispo da Diocese de Uruaçu – GO.

Dom Geraldo propôs aos romeiros que, ao retornarem para suas casas, voltem transformados. Para ajudá-los, elencou três pontos: 1º Assumindo que “o Senhor é nosso Deus e único Senhor”; 2º “amando a Deus com todo o teu coração, com toda tua alma e com todas as tuas forças”; 3º Perguntando-se: quantas vezes coloquei ídolos no lugar de Deus?

Amar a Deus com toda a nossa alma é colocar vida naquilo que faz. Portanto, não basta amar a Deus sobre as coisas: é preciso colocar esse amor em prática, a todo momento é preciso lembrar-se de Deus, de agradecê-Lo, e jamais se esquecer que Deus é nosso Pai, um Pai que ama apaixonadamente cada um de seus filhos, um Deus cheio de misericórdia.

Dom Geraldo ainda questionou os fiéis: “Como posso agradar a Deus? Fazendo aquilo que Jesus fez, passando a vida fazendo o bem. Jesus passou por este mundo fazendo o bem, e fez bem todas as coisas. Por isso, devemos imitá-lo.”

O bispo emérito concluiu sua homilia exortando os fiéis: “Não saiam da Romaria sem um bom propósito e peçam a Nossa Senhora D’Abadia que os ajude a assumi-lo com alegria. ”

Confira fotos:

 

Pascom Diocesana

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Justiça do Reino https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/justica-do-reino/ Thu, 09 Feb 2017 08:27:19 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44296 No íntimo do ser humano há tendências para a prática do bem ou do mal. A noção do bem, solidificada com a vontade de se pautar por um caminho de busca de um ideal pautado por valores éticos, morais e religiosos, leva a pessoa a alcançar sua realização humana na busca e conquista deste ideal elevado. Ao contrário, se ela se deixar levar por saciar os desejos instintivos desenfreados e opostos àqueles da boa consciência, sua realização e felicidade se tornam efêmeras e de um vazio existencial. A felicidade do ser humano não tem consistência duradoura se não se basear no fundamento da justiça, que traz o equilíbrio da vontade humana pautada pela divina.

Deus não nos criou para a infelicidade, mas nos deixa a liberdade para optarmos ou não em realizar seu projeto de vida para nós. A consciência reta, formada na valorização da ética natural e na vivência dos valores apresentados pelo Criador, já inerentes à natureza e plenificado pela revelação do seu Filho vindo até nós de modo humano, leva-nos a praticar a justiça do Reino. Esta nos impulsiona a vivermos na retribuição do amor de Deus, que nos dá gratuitamente o dom da vida. Se desfizermos dessa justiça, desfazemos nossa realização humana. Pervertemos a consciência da retidão moral. Erramos,  injustiçamos  a nós mesmos, o semelhante, a família, o desenvolvimento de toda a ordem e não usamos nossos recursos para a promoção da vida, da dignidade humana e da justiça social. A Bíblia nos ensina: “Diante do homem estão a vida e a morte, o bem e o mal; ele receberá aquilo que preferir… (Deus) não mandou a ninguém agir como ímpio e a ninguém deu licença de pecar” (Eclesiástico 15, 18.21).

Se todos ouvissem a proposta divina, já percebida na consciência bem formada e na revelação de Cristo, seríamos mais solidários, justos, compassivos e altruístas. Superaríamos a concentração de recursos exagerados nas mãos de poucos para promovermos mais justiça na terra. Seriam banidas a fome, as armas e as guerras. A formação com famílias melhor estruturadas e assistidas, a educação de melhor qualidade, a saúde melhor encaminhada e a segurança mais estruturada, todo tipo de benefício social seria mais democratizado. Aconteceria, de fato, a inclusão social mais justa e a cidadania haveria de modo extensivo a todos. Deus quer o bem de todos, mas respeita nossa vontade e ação para usarmos a inteligência e todos os recursos que Ele nos dá para fazermos nossa parte. Assim, faríamos deste planeta um lugar de verdadeira justiça em que reinem o amor e a fraternidade. Para isso, precisamos da sabedoria que não provém simplesmente de nossas capacidades humanas e sim da sabedoria de Deus, como lembra o apóstolo Paulo (Cf. 1 Coríntios 2,6-10).

A sabedoria divina nos é dada para sabermos obedecer ao Criador, na prática da justiça e da caridade. Quem as praticar e assim ensinar aos outros “será considerado grande no reino dos céus” (Mateus 5,19). Não se trata simplesmente de um ensinamento religioso, mas também autenticamente humano. Hoje precisamos demais de promover o que realmente nos humaniza, com o exercício das virtudes do altruísmo e da promoção do respeito à dignidade humana. Assim colaboramos com o bem comum e nos tornamos felizes porque damos de nós pelo bem do semelhante e de toda a sociedade. Afinal, marcamos presença de qualidade aqui na terra e nos realizamos porque usamos dos dons de Deus para amar e servir, mesmo à custa de nos sacrificarmos pela promoção da justiça humana permeada com a divina.

Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo de Montes Claros (MG)

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