bem de todos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png bem de todos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Civilidade e respeito https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/civilidade-e-respeito/ Thu, 18 May 2017 09:19:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46325 Parece estar cada vez mais distante o tempo em que se investia em civilidade e urbanidade. Era comum, nos lares, ouvir os pais corrigirem seus filhos, valendo-se de expressões com tons de advertência: “cria modos”, “tenha compostura”. De modo semelhante, as escolas, instituições religiosas e culturais costumavam investir em processos formativos para que os alunos aprendessem as normas da boa convivência. Com o passar dos anos, esses necessários requisitos foram perdendo a importância, comprometendo os princípios de urbanidade que poderiam garantir processos relacionais qualificados e imprescindíveis para a civilidade. Não há dúvidas de que a qualidade na dimensão relacional de um povo é determinante, para o bem ou para o mal, nas dinâmicas sociais. Por isso é importante reconhecer: investir em civilidade é necessidade real e urgente.

Pode parecer que esse investimento seja supérfluo ou esteja na contramão do mundo pós-moderno. Afinal, vive-se num tempo em que as subjetividades reivindicam absoluta autonomia. Um contexto que leva à consideração de que tudo aquilo que não corresponde aos interesses individuais imediatos é indevido e, consequentemente, inaceitável. Com isso, cada pessoa orienta seu comportamento observando apenas as suas ambições, desconsiderando a vida dos outros. O abandono do necessário processo de aprendizagem das posturas que garantem civilidade contribui para que haja um terrível primado do subjetivismo. Consequentemente, cada pessoa passa a considerar-se como norma e referência absolutas.

A possibilidade de “cada cabeça” estar livre para proferir “sentenças” contribui para alimentar uma perversa anomia. Com a falta de regras e normas, cada um passa a fazer o que quer e como bem entende, sem obediência e reverência a parâmetros inegociáveis. Caminho livre para que a arbitrariedade se instale e alimente violências, descasos, subestimando, assim, a sacralidade da vida. Não cultivar a reverência às posturas que garantam civilidade compromete o respeito, a percepção das diferenças, a competência para valorizar aquilo que realmente conta e sustenta o equilíbrio da vida em sua complexidade. Esse mal atinge não apenas algumas pessoas ou segmentos da sociedade. Alcança todos, desencadeando descompassos no âmbito da cultura. Alimenta prejuízos que incidem na economia, no tecido social e no conjunto dos hábitos e das vivências que definem o jeito de ser de um povo.

Diante da hegemonia da lógica do mercado, com suas dinâmicas que pesam principalmente sobre o ombro dos mais pobres, torna-se mais difícil perceber e considerar a influência determinante da civilidade, que abrange desde as pequenas atitudes aos gestos mais significativos, capazes de configurar, no dia a dia, avanços rumo a uma sociedade mais solidária e justa. No entanto, sem investir na civilidade, todos continuarão a conviver com situações problemáticas, a exemplo da frequente incapacidade para respeitar o bem comum, das tendências ao desperdício e à depredação. Não se pode deixar de constatar que certos estilos de vida social – com suas práticas, privilégios, gastos excessivos e desnecessários – alimentam um imaginário que está longe daquilo que constitui a dignidade humana. Também é sintomática a insensibilidade diante de um dever, que é de todos: contribuir para o cuidado social e o amparo aos mais pobres, a partir do apoio a projetos que tornem a sociedade um lugar melhor para se viver, marcado por valores alicerçados no amor e no respeito à vida.

O grau de urbanidade incide ainda sobre o estabelecimento de prioridades no contexto social – do uso honesto dos recursos para promover o bem-estar de todos até a definição de impostos. Isso significa comprometer-se mais com a promoção e a vivência da ética, do equilíbrio e de qualificadas relações entre os cidadãos. Uma dinâmica capaz de constituir o tecido cultural que transforma as pessoas, permitindo o aprendizado do sentido de respeito e reverência, bem diferente dos muitos descompassos característicos desta pós-modernidade, a exemplo dos comportamentos “viralizados” nas redes sociais. Apenas assim será possível promover a formação de líderes com refinado sentido social e político, realmente capacitados para oferecer respostas às demandas de uma sociedade mais ética. Eis um caminho para reverter o que tanto se amarga neste momento. A sociedade precisa de civilidade e respeito.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

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Dia Mundial da Água: tutelar um bem de todos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dia-mundial-da-agua-tutelar-um-bem-de-todos/ Wed, 22 Mar 2017 13:37:27 +0000 http://teste.toqueto.com/dia-mundial-da-agua-tutelar-um-bem-de-todos.html A “necessidade de tutelar a água como bem de todos, valorizando também os seus significados culturais e religiosos”.

Ao saudar a os fiéis de língua inglesa na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco recordou o Dia Mundial da Água instituído pela ONU há 25 anos e saudou os participantes do encontro organizado em Roma pelo Vaticano sobre a proteção dos recursos hídricos.

“Encorajo em particular o vosso esforço no campo educativo, com propostas voltadas às crianças e aos jovens. Obrigado por aquilo que fazem, e que Deus vos abençoe”.

De fato, cerca de 633 milhões de pessoas no mundo são privadas do acesso à água potável em suas moradias e cerca de 2,4 bilhões não tem acesso aos serviços higiênico-sanitários adequados, o que provoca a cada ano a morte de mais de 300 mil crianças abaixo dos 5 anos.

Diante deste quadro que a ONU decidiu dedicar este 25º Dia Mundial da Água às águas residuais, ou seja, aquelas contaminadas por atividades domésticas, industriais e agrícolas, que são depuradas e reutilizadas segundo o objetivo sustentável fixado em 2015 pela ONU: “melhorar até 2013 a qualidade da água eliminando os despejos, reduzindo a poluição e a emissão de produtos químicos e descartes perigosos, reduzindo pela metade a quantidade de águas residuais e aumentando a reciclagem e o reemprego seguro a nível global”.

Em 24 de fevereiro passado, o Papa havia falado de “uma grande guerra mundial pela água”, sublinhando, no entanto,  que “ainda não é tarde, mas urgente tomar consciência sobre a necessidade da água e de seu valor essencial para o bem da humanidade”.

Neste sentido, o Pontifício Conselho da Cultura organizou no Augustianum a iniciativa “Watershed: replenishing the water values for a thirsty world”(“Bacia hidrográfica: reabastecer os valores da água para um mundo sedento”) conferência voltada, em particular aos representantes do Corpo Diplomático credenciado junto à Santa Sé e aos prelados da Cúria Romana.

Entre os conferencistas estarão, entre outros, o Cardeal Peter Turkson, Presidente do dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral e o Arcebispo Paul Richard Gallagher, Secretário para as Relações com os Estados.

A iniciativa é uma resposta concreta que o dicastério procura dar às questões levantadas pela Encíclica Laudato Si, em colaboração com o Clube de Roma e a Escola Superior de Cultura Social e mediática de Toru, na Polônia.

Sustentada por uma campanha no site http://worldwatervalues.org e nas redes sociais – que aposta no envolvimento dos jovens na defesa daquele que é um dos mais preciosos bens comuns – a iniciativa quer ser um verdadeiro divisor de águas na promoção de uma nova cultura do respeito pelo ambiente, centrada nos valores a serem oferecidos a um mundo sempre mais sedento.

Por Rádio Vaticano

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