bem comum - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png bem comum - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Todos podem exercitar alguma função de liderança https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/todos-podem-exercitar-alguma-funcao-de-lideranca/ Wed, 14 Mar 2018 10:17:37 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51265 O Antigo Testamento conheceu e ofereceu ao Povo de Deus profetas, reis e sacerdotes, homens chamados a funções de liderança, com a responsabilidade de manter viva a esperança no cumprimento das promessas de Deus. No confronto com outras nações, não se pode dizer que o povo escolhido tenha encontrado pleno sucesso em suas empresas, sendo até considerado pequeno e frágil, diante dos poderes que com frequência o oprimiram. Faz parte de sua história a escravidão no Egito, o confronto com os Filisteus, o Exílio na Babilônia, perseguições, tudo o que se pode pensar em termos de crises de relacionamento com as nações. Além disso, não foram raras as crises internas, brigas pelo poder, infidelidades constantes, próprias de um povo de cabeça dura!

Mesmo assim, um “santo orgulho” sustentou a sua história, a certeza de ter sido escolhido como sinal para as nações, coragem para anunciar a fé num Deus único e verdadeiro, busca de fidelidade ao Senhor. Um profeta, Elias, tornou-se ponto de referência para este ministério, caracterizado pela capacidade de ler os acontecimentos à luz da vontade de Deus. Moisés, cuja presença sintetiza toda a lei dada por Deus ao seu povo, é também chamado profeta (Cf. Dt 18,15-20). Exerceu uma função de liderança, conduzindo-o pelas vicissitudes do deserto, malgrado todas as reações negativas daqueles que caminhavam em busca da terra prometida. Certo de que seus dias caminhavam para o ocaso, Moisés anunciou um novo profeta semelhante a ele, em cuja boca estariam plenamente as palavras do Senhor.

Jesus de Nazaré

O correr dos séculos manteve viva a esperança, passaram outros profetas, homens e mulheres tiveram funções importantes na caminhada do povo, mas tudo evoluiu para expectativa do Messias, aquele que realizaria todas as promessas, vindo com autoridade e força. A figura de Jesus de Nazaré, como no-lo apresenta o início do Evangelho de São Marcos (Cf. Mc 1, 14-28), encontra um povo admirado, estupefato diante de suas palavras e seu modo de agir. Anuncia a chegada do Reino de Deus, proclama a necessidade de conversão, mostra que nele os tempos se completaram. As páginas dos Evangelhos relatam prodígios e sinais, força diante dos elementos da natureza, cura das enfermidades e a morte, poder sobre a ação do demônio.

Na Sinagoga de Cafarnaum, Jesus é admirado pelos seus ensinamentos e pela decisão com que enfrenta o poder do maligno. Jesus é portador de uma doutrina nova, oferecida dom autoridade, diferente das desgastadas autoridades religiosas do tempo. O Evangelho de São Marcos é um roteiro para conhecer a identidade de Jesus. Já em suas primeiras páginas as pessoas se interrogam: “Que é isto? Um ensinamento novo, e com autoridade: ele dá ordens até aos espíritos impuros, e eles lhe obedecem!” (Mc 1, 27). O tempo vai mostrar que seu poder tem uma fonte, o fato de ser filho de Deus. Será necessário que um soldado romano, um pagão, o proclame quando Jesus morre na Cruz (Cf. Mc 15,v19). “E sua fama se espalhou rapidamente por toda a região da Galileia” (Mc 1,v28).

Responsabilidades confiadas aos cristãos

As qualidades e as misérias humanas acompanharam também a história da Igreja. Quantas vezes apanhamos por aceitar compromissos inadequados com grupos e estruturas de poder! Quanto precisamos nos converter para escolher o serviço, no modelo do lava-pés! Todas as responsabilidades confiadas aos cristãos, ao longo da história da Igreja, deverão ter como ponto de referência o seu Senhor e Salvador. Vale sempre a pena, seja qual for a tarefa confiada a cada um de nós, fazer a pergunta a respeito do modo como Jesus enfrentaria cada uma das situações desafiadoras de cada época, inclusive a nossa!

E justamente a nossa época e em nosso país se espalha uma grave crise de lideranças em todas as áreas da sociedade. Basta observar as nuvens no horizonte quanto às eleições que se aproximam. Pessoas, grupos e partidos estão de tal modo corroídos que se cria um significativo impasse. Independente das correntes partidárias existentes, ainda sobrou alguém em que se possa confiar no espectro político? Mesmo quando se busca uma renovação radical, onde será possível apegar-se? E vale para outras áreas da vida social, num tempo em que as pessoas estudam mais, qualificam-se profissionalmente, mas são frágeis para assumir autênticas lideranças.

Bem comum

Algumas indicações podem ser úteis, na constituição de novos quadros para a sociedade e, também, para a Igreja. Um passo fundamental é a convicção clara a respeito dos princípios que norteiam o comportamento. Clareza de objetivos, conceitos bem trabalhados, coerência de vida, na qual se supera a tão comum esquizofrenia entre a fé e a vida. Conhecemos pessoas extremamente simples e ao mesmo tempo retilíneas em seu comportamento, nas quais o sim é sim e o não é não. Não mudam de opinião e nem mesmo de partido a cada momento.

Para tal coerência, faz-se necessário optar por uma escala de valores consistente e verdadeira. Para dar apenas um exemplo, é bom redescobrir uma referência tão decisiva quanto rara em nossos dias, a ideia do bem comum. Sem uma verdadeira conversão, na capacidade de priorizar o que constrói o bem de todos, não é possível levar adiante a sociedade. Os grupos de interesse existentes na sociedade hão de renunciar às suas escolhas diante do bem maior, o que corresponde aos valores da vida, a convivência sadia e equilibrada, a capacidade de perder para o outro ganhar.

Em que nível cada um de nós pode exercer liderança?

Uma liderança autêntica pede ainda a fidelidade à palavra dada. Quem dera os nossos políticos prometessem menos para fazer mais e adquirissem um senso de maior realismo, que os leve a priorizar o que edifica o bem dos mais pobres e não apenas obras de grande visibilidade. Seria muito bom verificar os governos, em todos os níveis, para ver a distância existente entre os projetos apresentados e a realidade posterior.

Em que nível cada um de nós pode exercer liderança? Cedo ou tarde, começando pelas funções de pais e mães, passando pelas escolas, até pelos times que praticam esportes, chegando à chefia ou responsabilidade numa área de trabalho, todos podem exercitar alguma função de liderança. Ou ainda, a liderança do bom exemplo e da boa companhia, o esforço para não escandalizar quem quer que seja, com nossas palavras e atitudes. Sempre aparecerá a ocasião para cada um responder, em primeira pessoa, ao chamado de Deus que o faz responsável pela vida da Igreja e do mundo. Aí também resplandeça “um ensinamento novo, dado com autoridade”.

Por Dom Alberto Taveira Corrêa – Arcebispo da Arquidiocese de Belém (PA)

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Para onde vamos? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/para-onde-vamos/ Mon, 18 Sep 2017 15:09:19 +0000 http://teste.toqueto.com/para-onde-vamos.html Há sinais contundentes de que a sociedade brasileira está fora dos eixos. Há quem diga que vivemos uma “metamorfose epocal”. Aquilo que até pouco tempo era impensável, tornou-se manchete no cotidiano. Observam-se mudanças radicais. As velhas certezas que até um tempo recente orientavam decisões se enfraquecem sempre mais e o novo ainda não surgiu.

A sociedade do risco possui a potencialidade de conduzir a humanidade à catástrofe, mas também de abrir estradas para algo inaudito, capaz de forjar uma sociedade marcada pela justiça, paz e fraternidade. A atividade política, orientada pela ética, tem a missão de perseguir o bem comum, atuando com vista à criação de um ambiente autenticamente humano em que a todos seja oferecida a possibilidade de um real exercício dos direitos humanos e de um pleno cumprimento dos respectivos direitos.

Fatos recentes lançam questões que exigem reflexão profunda. As muitas denúncias de corrupção e os elementos encontrados que as corroboram não mais produzem indignação! Produzem apatia e preocupante descrédito nas instituições. Enquanto a elite econômica encontra trânsito fácil nos corredores palacianos, parte da elite política ignora as condições de vida da maioria pobre da população.

A violência ganha contornos de guerra. Os indícios são inocultáveis. Corpos decapitados e esquartejados! Crianças vítimas de uma crueldade exacerbada. Estudantes de escolas elementares que rastejam pelo chão para se proteger do fogo cruzado de gangues lutando pelo controle do tráfico de drogas. Chacinas se tornaram algo comum! Vitimas de balas perdidas se tornaram notícia corriqueira. O toque de recolher imposto nos bairros e vilas de nossas cidades é uma realidade. Policiais que diariamente põem em risco a própria vida recebem o salário a conta-gotas…

Professores agredidos por adolescentes recebem um indigno salário parcelado. Sindicatos mais interessados em manter privilégios e interesses que representar e defender a categoria que representam. O desrespeito pelo imaginário da fé, agressões e desrespeito pelo o que é mais íntimo e sagrado no outro: sua fé e seu corpo, e os ataques discriminatórios à cultura judaico-cristã que contribuiu na nossa formação cultural é considerado algo normal. Onde chegamos?

O Brasil é reconhecido mundialmente pela desigualdade social e pela concentração da renda, pela pobreza e corrupção, pela criatividade e religiosidade. Urge promover uma séria reflexão sobre a realidade sócio-politica-econômica brasileira e de como se estende o direito à dignidade dos filhos e filhas desta nação. Para tanto se requer o cultivo da obra do discernimento. Discernimento significa avaliar, colocar à prova, distinguir, separar, julgar em vista do bem. Existe disposição das instituições para realizar tal obra?

Papa Francisco frequentemente pede que se reze por ele. Certamente uma solicitação habitual daqueles que são investidos de alguma responsabilidade não só na Igreja, mas também na sociedade. É que qualquer iniciativa que busque romper velhos hábitos sempre encontrará resistência. Por isso, se faz necessário conhecer a realidade que a todos envolve; urge fomentar espaços de diálogo entre pessoas que acreditam ser possível superar os desafios em vista de uma sociedade marcada pelo respeito das diferenças, pela justiça e fraternidade; é salutar promover o espírito de oração e devoção que permite cultivar a necessária compreensão de que ser humano algum é perfeito, e que a condição humana é marcada pelo pecado e resgatada pelo amor de Deus.

O novo que se faz necessário pressupõe cidadãos distintos e generosos, capazes de cultivar horizontes novos caracterizados pela ética e trabalhar verdadeiramente pelo bem comum.

Dom Jaime Spengler – Arcebispo metropolitano de Porto Alegre

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Santa Sé: a solidariedade internacional é a base do bem comum https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-a-solidariedade-internacional-e-a-base-do-bem-comum/ Thu, 08 Jun 2017 08:03:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46705 Para a promoção e a proteção do bem comum é necessário reconhecer o papel da solidariedade internacional. Foi o que afirmou o observador permanente da Santa Sé no escritório da ONU em Genebra e em outras organizações internacionais na cidade helvécia, Dom Ivan Jorkovic, em pronunciamento sobre a solidariedade internacional feito na 35ª sessão do Conselho para os Direitos Humanos.

A solidariedade é a resposta aos desafios atuais

A comunidade internacional é atualmente chamada a enfrentar numerosos fenômenos como as migrações, as mudanças climáticas, os desastres naturais, os conflitos armados e a crescente discrepância entre pobres e ricos. A delegação da Santa Sé tem a convicção de que a solidariedade internacional representa uma abordagem eficaz para responder a tais desafios, ressaltou o arcebispo esloveno.

Somente a fraternidade supera a cultura do descarte

Em seguida, o representante vaticano recordou o que o Papa Francisco afirmou na mensagem em vídeo enviada ao TED 2017 realizado em Vancouver, no Canadá, de 24 a 28 de abril passado.

A solidariedade – dissera o Pontífice – deveria tornar-se “uma atitude de fundo nas escolhas em nível político, econômico, científico, nas relações entre as pessoas, entre os povos e os países”. “Somente a educação à fraternidade, a uma solidariedade concreta pode superar a cultura do descarte”, acrescentara o Santo Padre.

A solidariedade é um valor moral

A solidariedade não é somente um dever, mas um valor moral que deriva do princípio da fraternidade humana. A solidariedade é o cuidado incondicional do outro e requer o empenho de indivíduos, privados, realidades nacionais e internacionais. A prioridade é aplicar e reforçar o princípio da responsabilidade de proteger as pessoas, sobretudo as mais vulneráveis, observou Dom Jorkovič.

A comunidade internacional escolheu a solidariedade no lugar do egoísmo

Ademais, recordando palavras do prefeito do dicastério vaticano para o Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Peter Turkson, o representante da Santa Sé afirmou que com a Agenda 2030 a comunidade internacional escolheu a solidariedade no lugar do egoísmo: a solidariedade com os excluídos de hoje, a solidariedade com os pobres de amanhã, a solidariedade com as futuras gerações.

A solidariedade é o antídoto mais eficaz contra os modernos populismos

Por fim, o prelado recordou aquilo que o Papa Francisco afirmou em 24 de março passado aos chefes de Estado e de governo da União Europeia. A solidariedade “é também o antídoto mais eficaz contra os modernos populismos”.

“A solidariedade comporta a consciência de ser parte de um só corpo e, ao mesmo tempo, implica a capacidade que cada membro tem de ‘simpatizar’ com o outro e com o todo.” “Se um sofre, todos sofrem.”

Por Rádio Vaticano

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Príncipe da Paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/principe-da-paz/ Wed, 19 Apr 2017 10:09:30 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45552 Caros amigos, o horror de uma guerra total volta e meia bate à porta da história da humanidade como um fantasma, que desmascara a utopia iluminista do “mundo maravilhoso da ciência e da razão”. Entretanto, a Igreja de Cristo continua levando sua mensagem de esperança e salvação “sobre os telhados” do mundo, muitas vezes em ambientes céticos e hostis. E isto porque Cristo Ressuscitou! Aleluia!

Diante do reconhecimento sincero de que precisamos de um Salvador, a fé nos apresenta Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, como único Salvador da humanidade.

Em um primeiro momento, podemos dizer que Cristo é o Salvador da história por nos apontar um caminho possível de progresso integral baseado na conversão do coração ao amor, à fraternidade, ao perdão, ao serviço e a tantas outras realidades fundamentais ao bem comum mundial.

Mas, em um segundo momento, cremos que Jesus é Salvador do mundo por apresentar um caminho mais elevado do que o do bem-estar material. “Sem a perspectiva duma vida eterna, o progresso humano neste mundo fica privado de respiro. Fechado dentro da história, está sujeito ao risco de reduzir-se a simples incremento do ter; deste modo, a humanidade perde a coragem de permanecer disponível para os bens mais altos, para as grandes e altruístas iniciativas solicitadas pela caridade universal” (Bento XVI, CV, 11).

Portanto, a Ressurreição de Cristo, que celebramos especialmente neste tempo, é um desafio à nossa humanidade. Pois, não basta ao homem fazer coisas boas, é necessário que ele mesmo seja bom!

Inegavelmente esta meta é alta, mas é a única que pode nos levar à paz, que supera o bem-estar pessoal para abrir caminho à fraternidade, com todos os sacrifícios e renúncias que isto traz consigo.

Em sua mensagem de 01/01/2014, o Papa Francisco propôs a seguinte questão: “Conseguirão, meramente com as suas forças, vencer a indiferença, o egoísmo e o ódio, aceitar as legítimas diferenças que caracterizam os irmãos e as irmãs?”. E ele mesmo responde que “a cruz é o ‘lugar’ definitivo de fundação da fraternidade que os homens, por si sós, não são capazes de gerar. Jesus Cristo, (…) por meio da sua ressurreição constitui-nos como humanidade nova, em plena comunhão com a vontade de Deus, com o seu projeto, que inclui a realização plena da vocação à fraternidade”.

Olhemos para Jesus Cristo, Morto e Ressuscitado! Ele é o Príncipe da Paz! Ele é o caminho e o modelo da humanidade sem males!

Por Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo de Nova Friburgo (RJ)

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50 anos de Populorum Progressio: ninguém é excluído de apoiar o bem comum https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/50-anos-de-populorum-progressio-ninguem-e-excluido-de-apoiar-o-bem-comum/ Tue, 04 Apr 2017 11:39:37 +0000 http://teste.toqueto.com/50-anos-de-populorum-progressio-ninguem-e-excluido-de-apoiar-o-bem-comum.html O bem comum, a paz, o desenvolvimento e a integração entre os povos exigem o envolvimento e compromisso de cada pessoa, indicou o Papa Francisco em um discurso pronunciado ante os participantes do encontro organizado pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, por ocasião dos 50 anos da encíclica “Populorum Progressio” do Beato Paulo VI.

O Pontífice sublinhou que Paulo VI “explicou em detalhes nesta encíclica o significado de ‘desenvolvimento integral’, e ele propôs aquela boa e sintética forma: ‘desenvolvimento de cada homem e de todo homem’”.

Francisco se perguntou: “O que significa, hoje e no futuro, o termo ‘desenvolvimento integral’, ou seja, o desenvolvimento de cada homem e de todo homem?”.

Da resposta a esta pergunta, assinalou, pode-se deduzir algumas diretrizes para a ação do dicastério. Especificamente, destacou quatro diretrizes.

Desenvolvimento humano integral consiste em “integrar os diversos povos da terra. O dever de solidariedade nos obriga a buscar modalidades justas de cooperação, para que não exista a dramática desigualdade entre quem muito tem e nada tem, entre quem descarta e que é descartado”.

“Somente o caminho da integração entre os povos permite à humanidade um futuro de paz e de esperança.”

Em segundo lugar, “trata-se de oferecer modelos praticáveis de integração social. Todos nós temos uma contribuição para oferecer à sociedade. Todos nós temos uma peculiaridade que pode ajudar a facilitar a unidade. Ninguém está excluído de contribuir com algo para o bem comum. Isto é, ao mesmo tempo, um direito e um dever”.

Por outro lado, a terceira diretriz assinalada por Francisco é “integrar no desenvolvimento de todos os elementos que o tornam realidade”.

Os diferentes elementos que articulam a sociedade, a economia, as finanças, o trabalho, a cultura, a vida familiar, a religião, são, cada um na sua especificidade, “um elemento indispensável desse crescimento. Nenhum deles pode absolutizar nem excluir de uma consciência de desenvolvimento humano integral, levando em consideração que a vida humana é como uma orquestra se os diferentes instrumentos estão em perfeita sintonia e seguem uma partitura compartilhada por todos”.

Finalmente, trata-se também de “integrar a dimensão individual com aquela comunitária. É inegável que somos filhos de uma cultura, pelo menos no mundo ocidental, que destacou o indivíduo até torná-lo como uma ilha, como se pudesse ser feliz sozinho”.

“Por outro lado, não faltam visões ideológicas e poderes políticos que espezinham a pessoa, massificando-a ou privando-a da liberdade, sem a qual, o homem não pode ser homem”.

“Em tal massificação estão interessados também os poderes econômicos que querem explorar a globalização em vez de favorecer uma maior cooperação entre os homens, simplesmente por impor um mercado global no qual eles são os que fixam as regras e colhem os benefícios”, disse o Papa.

“O ‘eu’ e a comunidade não são concorrentes entre si”, “a comunidade é geradora quando todos nós somos e de maneira singular, cada um dos seus integrantes”. “Este tem inclusive mais valor no contexto da família, que é a primeira célula da sociedade, onde aprendemos a viver juntos”.

O Papa Francisco citou Jesus Cristo como exemplo da ação da Igreja no campo do desenvolvimento integral. “Deus foi conhecido plenamente em Jesus Cristo. Nele, Deus e o homem não podem se dividir e separar um do outro. Deus se fez homem para fazer da vida humana, tanto pessoal quanto social, um caminho concreto de salvação”.

“Desse modo, a manifestação de Deus em Cristo indica o caminho e a modalidade do serviço que a Igreja quer oferecer ao mundo. Sob essa luz, você pode entender o que significa o desenvolvimento integral”.

“Neste sentido – concluiu –, o conceito de pessoa, amadurecido no cristianismo, ajuda a perseguir um desenvolvimento plenamente humano”.

Por ACI Digital

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