Bangladesh - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:45 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Bangladesh - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Catequese e apelo à paz na Terra Santa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/catequese-e-apelo-a-paz-na-terra-santa/ Wed, 06 Dec 2017 12:53:23 +0000 http://teste.toqueto.com/catequese-e-apelo-a-paz-na-terra-santa.html A catequese do Papa Francisco na Audiência Geral na manhã de hoje, foi dedicada à sua recente viagem apostólica a Mianmar e Bangladesh, entre os dias 25 de novembro e 2 de dezembro.

Como de costume, depois de cada viagem internacional, o Pontífice fez um balanço da visita apostólica a estes dois países da Ásia e revisou os momentos mais importantes.

Mianmar

“Nos rostos daqueles jovens vi o futuro da Ásia: um futuro que não será de quem constrói armas, mas de quem semeia fraternidade”, disse o Papa ao falar do primeiro país que visitou.

Francisco recordou que esta foi a primeira vez que um Papa visitava Mianmar, algo possível graças “às relações diplomáticas estabelecidas entre este país e a Santa Sé”.

“Quis expressar a proximidade de Cristo e da Igreja a um povo que sofreu por causa de conflitos e repressões, e que agora está lentamente caminhando rumo a uma nova condição de paz e liberdade”.

O Papa também recordou que é um país no qual “a religião budista está fortemente enraizada, com seus princípios espirituais e éticos, os cristãos estão presentes como pequeno rebanho e fermento do Reino de Deus”, os quais ele “confirmou na fé”.

Francisco mencionou as duas Missas que presidiu em Mianmar. A primeira em Yangun, e a segunda dedicada aos jovens: “um sinal de esperança e um presente especial da Virgem Maria, na catedral dedicada a ela”.

Além disso, contou que naquele dia abençoou as primeiras pedras das 16 igrejas, do seminário e da nunciatura.

Também destacou a importância das suas reuniões com as autoridades políticas do país para “os esforços de pacificação e auspiciando que todos os membros da nação, ninguém excluído, possam cooperar neste processo no respeito recíproco”.

Sobre o seu encontro com comunidades religiosas, manifestou “a confiança de que cristãos e budistas possam juntos ajudar as pessoas a amar Deus e o próximo, rejeitando toda violência e opondo-se ao mal com o bem”.

Bangladesh

Depois de Mianmar, ele viajou a Bangladesh, cujo país tem uma população maiormente muçulmana, de modo que a sua visita “marcou um passo ulterior em favor do respeito e do diálogo entre o cristianismo e o islamismo”.

Francisco expressou em particular “a solidariedade ao país em seu empenho em socorrer os refugiados rohingya, que confluíram em massa ao território bengalês, onde a densidade da população já é uma das mais altas do mundo”.

O Bispo de Roma também mencionou a missa em Daca, na qual ordenou 16 sacerdotes, “um dos eventos mais significativos e alegres durante a sua viagem”.

Por outro lado, “incentivaram os bispos do país no seu trabalho generoso pelas famílias, pelos pobres, pela educação, o diálogo e a paz social”.

“Em Daca, vivemos um grande momento de diálogo inter-religioso e ecumênico no qual sublinhei a importância da abertura do coração como base para a cultura do encontro, da harmonia e da paz”.

Além disso, mencionou a sua visita à Casa Madre Teresa das Missionárias da Caridade, “onde a santa permaneceu quando estava em Daca e que acolhe inúmeros órfãos e pessoas com deficiência. Onde as irmãs vivem todos os dias a oração de adoração e o serviço a Cristo pobre e que sofre”.

Finalmente, o encontro com jovens “rico de testemunhos, cantos e danças”. “Uma celebração que manifestou a alegria do evangelho acolhido por essa cultura; uma alegria fecundada pelos sacrifícios de tantos missionários, de tantos catequistas e sacerdotes cristãos”.

***

A situação que se vive na Terra Santa durante os últimos dias, fez com que o Papa Francisco fizesse um novo apelo à paz e ao respeito à Cidade Santa de Jerusalém.

“Não posso silenciar a minha profunda preocupação pela situação que se criou nos últimos dias e, ao mesmo tempo, dirigir um forte apelo para que seja compromisso de todos respeitarem o status quo da cidade, em conformidade com as pertinentes Resoluções das Nações Unidas”, disse o Pontífice no final da Audiência Geral.

O Pontífice também assinalou que “Jerusalém é uma cidade única, sagrada para os judeus, os cristãos e os muçulmanos, que nela veneram os Locais Santos das respectivas religiões, e tem uma vocação especial à paz”.

“Peço ao Senhor que esta identidade seja preservada e reforçada em benefício da Terra Santa, do Oriente Médio e do mundo inteiro e que prevaleçam sabedoria e prudência, para evitar acrescentar novos elementos de tensão num panorama mundial já turbulento e marcado por inúmeros e conflitos cruéis”.

Uma nova crise em Israel teve início nos últimos dias devido ao projeto do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manifestou o desejo de transladar a embaixada do seu país de Tel Aviv a Jerusalém. Isso implica o reconhecimento americano da Cidade Santa como capital de Israel, o qual provoca grandes controvérsias.

O estatuto de Jerusalém é um tema fundamental no conflito entre Israel e Palestina, e ambos os lados reivindicam a cidade como sua capital.

Em outubro deste ano, o Papa Francisco defendeu o status quo de Jerusalém e afirmou que é uma “cidade santa onde todos devem poder viver em paz”.

Durante anos, os presidentes americanos deixaram a sede diplomática em Tel Aviv, como a maioria das nações do mundo, e não quiseram translada-la a Jerusalém.

A palestina e grande parte do mundo árabe e muçulmano não aceita que seja capital israelense porque, além do tema territorial que está sendo disputado, em Jerusalém também está o terceiro lugar mais sagrado do Islã, a Mesquita Al Aqsa.

Por Redação, com ACI Digital

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Encontro com os jovens concluiu viagem do Papa a Bangladesh https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/encontro-com-os-jovens-concluiu-viagem-do-papa-a-bangladesh/ Mon, 04 Dec 2017 08:50:29 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49722 “Finalmente nos encontramos!”. Assim como em Mianmar, foi com os jovens que Francisco concluiu sua visita a Bangladesh, a 3ª visita ao sudeste asiático, no último sábado, 2/12.

O encontro estava marcado para o Notre Dame College, de Daca, fundado pela Congregação da Santa Cruz em 1949. Aberto a estudantes de todas as Confissões religiosas, a instituição transferiu-se para o bairro atual em 1954.

O Papa foi acolhido pelo encarregado da Pastoral Juvenil, o Bispo de Barisal, Dom Subroto Howlader CSC, pelo Reitor da Universidade e pelo Diretor da Escola Notre Dame, ambas mantidas pela Congregação da Santa Cruz.

Francisco abençou a pedra fundamental do novo prédio “Notre Dame University Bangladesh” e uma placa comemorativa.

Sete mil jovens esperavam pelo Papa no campo esportivo da instituição. O palco, muito simples, foi montado com um material muito comum na região: o bambu.

Danças e cânticos de um coral receberam o Santo Padre, que. após ouvir testemunhos de dois jovens, dirigiu algumas palavras ao presentes em italiano, com tradução simultânea em bengali em um telão.

Ao dirigir-se aos jovens, agradeceu pelas palavras-chaves oferecidas em seus testemunhos, como “sabedoria” e “esperança”.

Ao comentar as palavras da jovem Upasana, Francisco referiu-se a um conhecido escritor bengalês, Kazi Nazrul Islam, que definiu a juventude do país como «arrojada», «habituada a arrancar a luz do ventre das trevas», observando:

“Os jovens estão sempre prontos para avançar, fazer com que as coisas aconteçam e correr riscos. Encorajo-vos a avançar com este entusiasmo nas circunstâncias boas e nas más. Avançar, especialmente nos momentos em que vos sentis oprimidos pelos problemas e pela tristeza e, olhando para fora, parece que Deus não Se faz ver no horizonte”.

Mas ao avançar – foi o seu alerta –  “certificai-vos de escolher o caminho certo”. Mas, o que significa isto?, perguntou, respondendo:

“Significa saber viajar na vida, não vagar sem rumo. A nossa não é uma vida sem direção; tem um objetivo, que nos foi dado por Deus. Ele guia-nos, orientando-nos com a sua graça. É como se tivesse colocado dentro de nós um software, que nos ajuda a discernir o seu programa divino e a responder-lhe livremente. Mas, como qualquer software, também este precisa de ser constantemente atualizado. Mantennham atualizado o vosso programa, prestando ouvidos ao Senhor e aceitando o desafio de fazer a sua vontade”.

O testemunho do jovem Anthony, ofereceu ao Papa “uma outra chave”, a palavra “sabedora”:

“Quando se passa do viajar ao vagar sem rumo, perdeu-se toda a sabedoria! A única coisa que nos orienta e faz avançar pelo caminho certo é a sabedoria, a sabedoria que nasce da fé. Não é a falsa sabedoria deste mundo. É a sabedoria que se vislumbra nos olhos dos pais e dos avós, que puseram a sua confiança em Deus.”

E é justamente esta sabedoria – disse o Santo Padre – que nos ajuda a identificar e rejeitar as promessas falsas de felicidade:

“Uma cultura que faz promessas falsas não pode libertar; conduz apenas a um egoísmo que enche o coração de escuridão e amargura. Pelo contrário, a sabedoria de Deus ajuda-nos a saber como acolher e aceitar aqueles que agem e pensam de forma diferente de nós. É triste quando começamos a fechar-nos no nosso pequeno mundo e nos retraímos em nós próprios. Então adotamos o princípio «ou é como digo eu, ou não se faz nada», acabando enredados, fechados em nós mesmos”.

Quando um povo, uma religião ou uma sociedade se tornam um «pequeno mundo» – observou o Papa – perdem o melhor que têm e precipitam numa mentalidade presunçosa, que faz dizer «eu sou bom, tu és mau».

Neste sentido – explicou o Papa – “a sabedoria de Deus abre-nos aos outros. Ajuda-nos a olhar para além das nossas comodidades pessoais e das falsas seguranças que nos deixam cegos perante os grandes ideais que tornam a vida mais bela e digna de ser vivida”.

Em um país onde os católicos são minoria, 0,2% da população, Francisco expressou a sua alegria pela presença no encontro de “amigos muçulmanos e de outras religiões”:

“Com o fato de vos encontrardes aqui hoje, mostrais a vossa determinação de promover um clima de harmonia, onde se estende a mão aos outros, apesar das vossas diferenças religiosas”.

A sabedoria de Deus ajuda-nos também a olhar para além de nós mesmos para intuir a bondade do nosso patrimônio cultural:

“A vossa cultura ensina-vos a respeitar os idosos. Como disse antes, os idosos ajudam-nos a apreciar a continuidade das gerações. Possuem a memória e a sabedoria feita de experiência, que nos ajudam a evitar a repetição dos erros do passado. Os idosos têm o «carisma de colmar as distâncias», assegurando que os valores mais importantes sejam transmitidos aos filhos e aos netos. Através das suas palavras, do seu amor, do seu carinho e da sua presença, compreendemos que a história não começou connosco, mas somos parte de um antigo «viajar» e que a realidade é maior do que nós”.

Falai com os vossos pais e avós – exortou Francisco – não passeis o dia inteiro com o celular, ignorando o mundo ao vosso redor!.

Por fim, o Papa fala de outra palavra presente nos dois testemunhos, a esperança:

“A sabedoria de Deus fortalece em nós a esperança e ajuda-nos a enfrentar o futuro com coragem. Nós, cristãos, encontramos esta esperança no encontro pessoal com Jesus na oração e nos Sacramentos, e no encontro concreto com Ele nos pobres, doentes, atribulados e abandonados. Em Jesus, descobrimos a solidariedade de Deus, que caminha constantemente ao nosso lado”.

“Ao despedir-me hoje do vosso país – concluiu o Papa – asseguro-vos a minha oração, para que todos possais continuar a crescer no amor de Deus e do próximo. E, por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Isshór Bangladeshké ashirbád Korun [Deus abençoe Bangladesh].

Por Rádio Vaticano

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Atenção e vigilância são pressupostos para fidelidade ao Senhor, diz Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/atencao-e-vigilancia-sao-pressupostos-para-fidelidade-ao-senhor-diz-papa/ Mon, 04 Dec 2017 07:55:19 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49720 “Estar atentos e vigilantes são os pressupostos para não continuar a “vagar afastados dos caminhos do Senhor”, perdidos  em nossos pecados e em nossas infidelidades”.

Na reflexão do Angelus deste I Domingo do Advento, logo após seu retorno da Viagem Apostólica a Mianmar e Bangladesh, o Papa Francisco refletiu sobre as características que uma pessoa atenta, em resposta à exortação contida no Evangelho de Marcos, proposto pelo Evangelho do dia.

“O Advento – explicou o Papa – é o tempo que nos é dado para acolher o Senhor que vem ao nosso encontro, para verificar o nosso desejo de Deus, para olhar em frente e preparar-nos para o retorno de Cristo”, que vem a nós de diversas maneiras, como na festa de Natal que recorda sua vinda histórica, mas também sempre que estivermos “dispostos a recebê-lo”, e virá de novo no final dos tempo para “julgar os vivos e os mortos”.

“Por isto devemos sempre estar vigilantes e esperar o Senhor com a esperança de encontrá-lo”, frisou.

Francisco então, comentou algumas características de uma pessoa atenta. A primeira delas, é que mesmo em meio ao “barulho do mundo”, não deixa-se tomar pela “distração ou pela superficialidade, mas vive de maneira plena e consciente, com uma preocupação voltada antes de tudo aos outros”:

“Com este comportamento percebemos as lágrimas e as necessidades do próximo e podemos perceber também neles as capacidades e as qualidades humanas e espirituais”.

Mas a pessoa atenta, também se preocupa com o mundo,  “buscando combater a indiferença e a crueldade presente nele”, mas também alegrando-se pelos tesouros de beleza que também existem e devem ser custodiados”:

“Trata-se de ter um olhar de compreensão para reconhecer quer as misérias e as pobrezas dos indivíduos e das sociedades, assim como para reconhecer a riqueza escondida nas pequenas coisas de cada dia, precisamente ali onde nos colocou o Senhor”.

Mas a pessoa vigilante, também acolhe o convite para vigiar, ou seja, “não deixar-se dominar pelo sono do desencorajamento, da falta de esperança, da desilusão”:

“Ao mesmo tempo, rejeita a solicitação de tantas vaidades de que o mundo está cheio e por trás das quais, às vezes, são sacrificados tempo e serenidade pessoal e familiar”.

O Papa recorda a “dolorosa experiência do povo de Israel” – narrada pelo Profeta Isaías – consequência de ter se afastado do caminho do Senhor:

“Também nós nos encontramos muitas vezes nesta situação de infidelidade ao chamado do Senhor: Ele nos indica o bom caminho, o caminho de fé,  o caminho do amor, mas nós buscamos a nossa felicidade em outro lugar”.

Por fim, Francisco sublinha os pressupostos para não vagarmos “afastados dos caminhos do Senhor”:

“Estar atentos e vigilantes são os pressupostos para não continuar a “vagar afastado dos caminhos do Senhor”, perdidos  em nossos pecados e em nossas infidelidades; estar atentos e vigilantes são as condições para permitir a Deus irromper na nossa existência, para restituir a ela significado e valor com a sua presença repleta de bondade e de ternura”.

Ao  concluir, o Pontífice pediu que “Maria Santíssima, modelo na espera do Senhor e ícone da vigilância, nos guie ao encontro de seu filho Jesus, vivificando o nosso amor por Ele”.

Emocionado e agradecido. Após rezar o Angelus, o Papa convidou os presentes na Praça São Pedro a unirem-se a ele em Ação de Graças pela viagem realizada a Bangladesh e Mianmar.

“Queridos irmãos e irmãs, esta noite retornei da Viagem Apostólica a Mianmar e Bangladesh. Agradeço a todos aqueles que me acompanharam com a oração e convido a unirem-se a minha Ação de Graças ao Senhor, que me permitiu encontrar aquelas populações, em particular as comunidades católicas e de ter sido edificado pelo seu testemunho. Está impresso em mim a recordação de tantos rostos provados pela vida, mas nobres e sorridentes. Trago todos eles em meu coração e na oração”.

O avião da Bangladesh Airlines trazendo o Papa Francisco de Daca aterrissou no Aeroporto Fiumicino às 22 horas de sábado, uma hora antes do previsto.

Após o Ângelus, Francisco foi à Basílica Santa Maria Maior, no centro de Roma, depositar flores diante do ícone da Salus Popoli Romani, agradecendo o bom êxito desta sua 3ª Viagem Apostólica ao sudeste asiático.

As flores foram as recebidas em sua despedida no Aeroporto de Daca. O Papa ficou alguns minutos em oração.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Em Bangladesh, Papa destaca esforços comuns das religiões pela paz https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-bangladesh-papa-destaca-esforcos-comuns-das-religioes-pela-paz/ Fri, 01 Dec 2017 14:17:28 +0000 http://teste.toqueto.com/em-bangladesh-papa-destaca-esforcos-comuns-das-religioes-pela-paz.html O último compromisso oficial do Papa Francisco, nesta sexta-feira, 1º, durante viagem a Dhaka, Bangladesh, foi o encontro inter-religioso e ecumênico pela paz no Jardim do Arcebispado. Participaram representantes de diversas comunidades religiosas de Bangladesh.

Em seu discurso, o Santo Padre destacou que o encontrou constitui um momento muito significativo de sua visita ao país. “Reunimo-nos para aprofundar a nossa amizade e para expressar o desejo comum do dom duma paz genuína e duradoura (…) Que o nosso encontro desta tarde seja um sinal claro dos esforços empreendidos pelos líderes e seguidores das religiões presentes neste país para viverem juntos no respeito mútuo e na boa vontade”.

Francisco destacou que em Bangladesh o direito à liberdade religiosa é um princípio fundamental e desejou que o encontro pela paz seja um apelo firme e respeitoso a quem procura fomentar divisão, ódio e violência em nome da religião.

Ele afirmou ainda que é um sinal reconfortante o fato de os crentes e pessoas de boa vontade se sentirem cada vez mais chamados a cooperar na formação de uma cultura do encontro, diálogo e colaboração ao serviço da família humana.

“Isto requer mais do que simples tolerância; estimula-nos a estender a mão ao outro numa atitude de mútua confiança e compreensão, para construir uma unidade que considere a diversidade, não como ameaça, mas como potencial fonte de enriquecimento e crescimento. Anima a exercitar-nos na abertura do coração, para ver os outros como um caminho e não como um obstáculo”.

Características essenciais para uma cultura do encontro

No discurso, o Papa destacou algumas características essenciais desta “abertura do coração”, que é a condição para uma cultura do encontro.

Segundo o Pontífice, em primeiro lugar, é uma porta. Não é uma teoria abstrata, mas uma experiência vivenciada. “Permite-nos empreender, não um mero intercâmbio de ideias, mas um diálogo de vida. Requer boa vontade e acolhimento, mas não deve ser confundida com a indiferença ou a hesitação em expressar as nossas convicções mais profundas”.

Francisco explicou que a abertura do coração é semelhante a uma escada que alcança o Absoluto. Ao lembrar desta dimensão transcendente, fica evidente a necessidade de purificar os próprios corações, para poder ver todas as coisas na sua verdadeira perspectiva.

“Passo a passo, ir-se-á tornando mais clara a nossa visão e receberemos a força para perseverar no compromisso de compreender e valorizar os outros e o seu ponto de vista. Assim, encontraremos a sabedoria e a força necessárias para estender a todos a mão da amizade”, disse.

Ele lembrou ainda que a abertura do coração é um caminho, que leva à busca de bondade, justiça e solidariedade. “Induz a procurar o bem do nosso próximo (…) A solicitude religiosa pelo bem do nosso próximo, que brota dum coração aberto, flui como um grande rio, irrigando as terras áridas e desertas do ódio, da corrupção, da pobreza e da violência que lesa imenso as vidas humanas, divide as famílias e desfigura o dom da criação”.

Caminho de compromisso

Por fim, o Papa destacou que as várias comunidades religiosas do Bangladesh abraçaram de modo particular este caminho no compromisso pelo cuidado da terra, a casa comum, e na resposta aos desastres naturais que afligiram a nação nos últimos anos.

“Um espírito de abertura, aceitação e cooperação entre os crentes não é simplesmente mais um contributo para uma cultura de harmonia e de paz; é o seu coração pulsante. Quanto necessita o nosso mundo que este coração bata com força, para contrastar o vírus da corrupção política, as ideologias religiosas destrutivas, a tentação de fechar os olhos às necessidades dos pobres, dos refugiados, das minorias perseguidas e dos mais vulneráveis! Quanta abertura é necessária para acolher as pessoas ao nosso redor, especialmente os jovens que às vezes se sentem sozinhos e confusos na busca do sentido da vida!”

E agradeceu os esforços das várias comunidades religiosas do país por promover a cultura do encontro e disse rezar para que seja possível ajudar todos os crentes a crescerem na sabedoria e na santidade e a cooperarem para construir um mundo sempre mais humano, unido e pacífico.

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé

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Papa chega a Bangladesh e se reúne com autoridades do país https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-chega-a-bangladesh-e-se-reune-com-autoridades-do-pais/ Thu, 30 Nov 2017 14:01:57 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-chega-a-bangladesh-e-se-reune-com-autoridades-do-pais.html O Papa Francisco deixou Mianmar, nesta quinta-feira (30/11), e se dirigiu para Bangladesh, segunda etapa de sua 21ª viagem apostólica internacional. 

O avião papal aterrissou no aeroporto internacional de Daca às 5h da manhã, horário de Brasília. Ao descer do avião, o Papa foi acolhido pelo Presidente bengalês, Abdul Hamid. Duas crianças, com vestidos tradicionais, ofereceram ao Papa flores e um vaso de terra que foi abençoado pelo Pontífice. 

Acolheram também o Papa demais autoridades políticas e civis, bispos, fiéis e quarenta crianças que executaram danças tradicionais.

Após a cerimônia de boas-vindas, no aeroporto de Daca, o Santo Padre visitou o Memorial Nacional dos Mártires, em Savar, e fez uma homenagem ao Pai da Pátria no Bangabandhu Memorial Museum e assinou o Livro de Honra.

Mais tarde, o Papa Francisco encontrou-se, no Palácio Presidencial, em Daca, com as autoridades, com o Corpo diplomático e a sociedade civil. 

O Pontífice agradeceu ao Presidente bengalês, Abdul Hamid, pelo convite a visitar esta nação e por suas palavras de boas-vindas.

“Seguindo as pegadas de dois dos meus Predecessores, os Papas Paulo VI e João Paulo II, estou aqui para rezar com os meus irmãos e irmãs católicos e oferecer-lhes uma mensagem de estima e encorajamento”, disse Francisco.

“Bangladesh é um Estado jovem e todavia ocupou sempre um lugar especial no coração dos Papas, que desde o princípio expressaram solidariedade ao seu povo, procurando acompanhá-lo na superação das dificuldades iniciais e apoiando-o na tarefa exigente da construção da nação e do seu desenvolvimento. Agradeço a oportunidade de me dirigir a esta assembleia, que reúne homens e mulheres com responsabilidades especiais na tarefa de dar forma ao futuro da sociedade bengalesa.”

O Papa disse que durante o voo para Daca, recordaram a ele que Bangladesh – “«Golden Bengal» – é uma nação interligada por uma vasta rede fluvial e por vias navegáveis, grandes e pequenas. Creio que esta beleza natural é emblemática de sua particular identidade como povo. Bangladesh é uma nação que se esforça para alcançar uma unidade de linguagem e cultura com o respeito pelas diferentes tradições e comunidades, que fluem como inúmeros riachos, vindo enriquecer o grande curso da vida política e social do país”.

“No mundo de hoje, nenhuma comunidade, nação ou Estado pode sobreviver e progredir no isolamento. Como membros da única família humana, precisamos uns dos outros e dependemos uns dos outros. O Presidente Sheikh Mujibur Rahma compreendeu e procurou incorporar este princípio na Constituição Nacional. Imaginou uma sociedade moderna, pluralista e inclusiva, onde cada pessoa e cada comunidade pudesse viver em liberdade, paz e segurança, respeitando a inata dignidade e igualdade de direitos de todos. O futuro desta jovem democracia e a saúde da sua vida política dependem essencialmente da fidelidade a esta visão fundadora. Com efeito, só através dum diálogo sincero e do respeito pelas legítimas diversidades é que um povo pode reconciliar as divisões, superar perspectivas unilaterais e reconhecer a validade de pontos de vista divergentes. Uma vez que o diálogo autêntico aposta no futuro, ele constrói unidade ao serviço do bem comum e está atento às necessidades de todos os cidadãos, especialmente dos pobres, dos desfavorecidos e daqueles que não têm voz.”

Francisco recordou que “nos meses passados, pôde-se observar de maneira bem tangível o espírito de generosidade e solidariedade – sinais caraterísticos da sociedade de Bangladesh – no seu ímpeto humanitário a favor dos refugiados chegados em massa do Estado de Rakhine, proporcionando-lhes abrigo temporário e provisões para as necessidades primárias da vida. Isto foi conseguido à custa de não pouco sacrifício; e foi realizado também sob o olhar do mundo inteiro. Nenhum de nós pode deixar de estar consciente da gravidade da situação, do custo imenso exigido de sofrimentos humanos e das precárias condições de vida de tantos dos nossos irmãos e irmãs, a maioria dos quais mulheres e crianças amontoados nos campos de refugiados. É necessário que a comunidade internacional implemente medidas resolutivas diante dessa grave crise, não só trabalhando para resolver as questões políticas que levaram à massiva deslocação de pessoas, mas também prestando imediata assistência material a Bangladesh em  seu esforço de responder eficazmente às urgentes carências humanas.”

“Apesar da minha visita ser primariamente dirigida à Comunidade católica do Bangladesh, considero um momento privilegiado o meu encontro que terá lugar amanhã em Ramna com os Responsáveis ecumênicos e inter-religiosos. Juntos, rezaremos pela paz e reafirmaremos o nosso compromisso de trabalhar pela paz. Bangladesh é conhecido pela harmonia que tradicionalmente existe entre os seguidores de várias religiões. Esta atmosfera de respeito mútuo e um clima crescente de diálogo inter-religioso permitem aos fiéis expressar livremente as suas convicções mais profundas sobre o significado e a finalidade da vida. Assim, podem contribuir para promover os valores espirituais que são a base segura para uma sociedade justa e pacífica. Num mundo onde muitas vezes a religião é – escandalosamente – usada para fomentar a divisão, revela-se ainda mais necessário um tal gênero de testemunho do seu poder de reconciliação e união. Isto manifestou-se de forma particularmente eloquente na reação comum de indignação que se seguiu ao brutal ataque terrorista do ano passado aqui em Daca e na mensagem clara enviada pelas autoridades religiosas da nação, segundo a qual o santíssimo nome de Deus não pode jamais ser invocado para justificar o ódio e a violência contra outros seres humanos, nossos semelhantes.”

Segundo o Papa, “embora em número relativamente reduzido, os católicos de Bangladesh procuram desempenhar um papel construtivo no desenvolvimento da nação, especialmente através das suas escolas, clínicas e dispensários. A Igreja aprecia a liberdade – de que beneficia toda a nação – de praticar a sua fé e realizar as suas obras sócio-caritativas, incluindo a de oferecer aos jovens, que representam o futuro da sociedade, uma educação de qualidade e um exercício de saudáveis valores éticos e humanos. Em suas escolas, a Igreja procura promover uma cultura do encontro, que tornará os alunos capazes de assumir as suas próprias responsabilidades na vida da sociedade. Com efeito, nestas escolas, a grande maioria dos estudantes e muitos dos professores não são cristãos, mas provêm de outras tradições religiosas. Tenho a certeza de que a Comunidade católica, de acordo com a letra e o espírito da Constituição Nacional, continuará a gozar da liberdade de levar adiante estas boas obras como expressão de seu empenho a favor do bem comum”.

Senhor Presidente, queridos amigos!

Agradeço a sua atenção e asseguro-lhes as minhas orações, para que, em suas nobres responsabilidades, sejam sempre inspirados pelos altos ideais de justiça e serviço aos seu concidadãos. De bom grado invoco, sobre vocês e sobre todo o povo de Bangladesh, as bênçãos divinas da harmonia e da paz.

Por Redação, com Rádio Vaticano

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Bengaleses aguardam o Papa: sabemos alegrar-nos com o pouco que temos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/bengaleses-aguardam-o-papa-sabemos-alegrar-nos-com-o-pouco-que-temos/ Wed, 29 Nov 2017 10:09:25 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49651 Enquanto a visita do Papa Francisco acontece em Mianmar, nosso olhar se volta brevemente para a segunda etapa desta 21ª viagem apostólica internacional: Bangladesh, onde chegará na tarde de amanhã, 30 de novembro.

“A visita do Santo Padre é ocasião para mostrar ao mundo a riqueza de Bangladesh, onde diferentes comunidades por confissão religiosa e tradições sociais e culturais conseguem conviver.”

É o que afirma à agência missionária Fides o encarregado pelos bispos bengaleses do Comitê para a mídia criado para a visita pontifícia, Pe. Kamal Corraya.

Igreja do Santo Rosário, 1ª catedral de Bangladesh

Originário da cidade de Gazipur, onde é particularmente significativa a presença de católicos – num país onde os cristãos são exígua minoria –, Pe. Corraya encontra-se no complexo da Igreja do Santo Rosário de Daca, “a primeira catedral instituída em Bangladesh, um prédio do Séc. XVII, várias vezes reestruturado, que acolhe também as lápides dos missionários portugueses.

Na manhã de sábado, 2 de dezembro – após ter visitado a adjacente Casa Madre Teresa de Tejgon –, o Papa Francisco encontrará nesta Igreja “cerca de dois mil sacerdotes, religiosos, consagrados, seminaristas e noviças”, antes da visita ao cemitério paroquial e do encontro com os jovens no Colégio Notre Dame.

Riqueza do país do sudeste asiático: saber conviver com a diversidade

“Cerca dez mil estudantes provenientes de todos os cantos do país, de todas as culturas e religiões, estarão no Colégio. Essa é a riqueza de Bangladesh: a sua diversidade, a capacidade de saber conviver, apesar das dificuldades”, observa o sacerdote.

“O Santo Padre, com a sua mensagem de paz e harmonia, nos ajudará a fazer com que seja melhor conhecido o riquíssimo patrimônio cultural do nosso país, do qual somos orgulhosos, mas que muitas vezes é ofuscado pelos estereótipos sobre pobreza, extremismo, desastres ambientais”, explica o presbítero, enquanto alguns operários concluem a pavimentação e outros dão o acabamento nos canteiros.

Muitos na Comunidade islâmica apreciam mensagem do Papa

“São trabalhos que fazemos para acolher o Papa da melhor forma possível. A Igreja financia apenas uma parte. O restante provem de muitas doações privadas. Entre os benfeitores encontram-se também vários muçulmanos: na comunidade islâmica muitos reconhecem o papel da Igreja, sobretudo no campo da educação. E são ainda em maior quantidade os que apreciam a mensagem do Papa.”

Os católicos em Bangladesh são uma exígua minoria: são cerca de 370 mil segundo estimativas governamentais, numa população de quase 170 milhões de pessoas.

“O Santo Padre começou a ser conhecido e mais apreciado após a tragédia de Rana Plaza”, o edifício onde funcionavam empresas têxteis que desabou em 2013, causando a morte de mais de mil pessoas.

Naquela ocasião o “Papa Francisco condenou quem explorava os ‘novos escravos’, referindo-se aos trabalhadores, e isso impressionou muito as pessoas, que sentiram sua proximidade”, recorda Pe. Corraya.

Mensagem do Papa acessível a todos

Mesmo num país de maioria islâmica, há consonância entre as palavras do Papa e os sentimentos da população: “A mensagem do Papa é uma mensagem acessível a todos”.

“Simples, mas forte. Nós bengaleses somos assim. Simples, pobres, mas fortes. Porque sabemos alegrar-nos com o pouco que temos. É uma felicidade muitas vezes incompreensível para quem vem de países ricos. Mas temos essa capacidade. E com a visita do Papa Francisco conseguiremos consolidá-la e torná-la conhecida ao mundo”, acrescenta ele.

Por Rádio Vaticano

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Para Cardeal Parolin, visita do Papa a Mianmar vai encorajar cristãos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/para-cardeal-parolin-visita-do-papa-a-mianmar-vai-encorajar-cristaos/ Mon, 27 Nov 2017 10:19:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49595 O Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, disse nesta sexta-feira, 24, que a visita apostólica do Papa a Mianmar e Bangladesh encorajará as modestas comunidades católicas destes países. A visita começa hoje em Mianmar e Francisco parte para Bangladesh na quinta-feira, 30. A viagem chega ao fim no sábado, 2 de dezembro.

“O Santo Padre se encontrará com as comunidades cristãs, que são minoria nestes dois países. Esta viagem vai mostrar o interesse e atenção a estas comunidades, especialmente por serem pequenas comunidades que precisam ser encorajadas”, afirmou Parolin.

O Secretário de Estado do Vaticano explicou que Bangladesh conta atualmente com 400 mil católicos em uma população de 163 milhões de pessoas, enquanto em Mianmar vivem 700 mil católicos em uma população de 53 milhões. “Essas pessoas precisam desta proximidade com o Papa”, reiterou o cardeal.

A agenda do Papa em Mianmar contará com audiências e encontros com bispos, clérigos, religiosos e jovens. “O Santo Padre encorajará essas comunidades a serem presença efetiva em nível social, dando suas contribuições para o bem comum e ser um elemento para construção da paz, reconciliação e solidariedade entre a população destes dois países”, finalizou o Cardeal Parolin.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Em Mianmar e Bangladesh, viagem apostólica às periferias https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-mianmar-e-bangladesh-viagem-apostolica-as-periferias/ Thu, 23 Nov 2017 07:54:59 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49523 A 21ª viagem apostólica internacional do Papa Francisco, que se realizará de 26 de novembro a 2 de dezembro a Mianmar e Bangladesh, esteve no centro da coletiva da manhã de ontem, quarta-feira (22/11) na Sala de Imprensa da Santa Sé, na qual o diretor da mesma, Greg Burke, ilustrou o programa da viagem e ressaltou que o Pontífice levará aos dois países do sudeste asiático uma mensagem de reconciliação, perdão e paz.

Burke ressaltou que na quinta-feira, 30 de novembro, o Santo Padre terá um encontro privado com o chefe do exército birmanês, Gal. Min Aung Hlaing. Ademais, destacou que durante o encontro ecumênico e inter-religioso, programado para o dia 1º de dezembro, na capital bengalesa, Daca, estará presente também um grupo de refugiados rohingya.

Antes da Santa Missa em Daca, alguns jovens moradores de rua doarão ao Papa sandálias confeccionadas por eles. Entre as pessoas que farão parte da comitiva papal estará um funcionário leigo da Tipografia Vaticana, declarou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Nos dois países asiáticos o Santo Padre viajará de automóvel fechado, não blindado. Em Mianmar, Francisco se hospedará no arcebispado; já em Bangladesh, ficará na nunciatura apostólica. Eis o que disse Burke à Rádio Vaticano – Secretaria para a Comunicação – sobre a viagem apostólica aos dois países:

Greg Burke:- “Em ambos os países é uma viagem às periferias. O Papa Francisco fala muito em periferias e esta é realmente uma periferia: de certo modo pela distância, de certo modo também em relação à comunidade católica, muito pequena, em ambos os países.”

RV: Uma viagem a países que devem enfrentar desafios importantes. Entre estes o combate à pobreza…

Greg Burke:- “Faz pouco tempo que Bangladesh passou de país ‘subdesenvolvido’ para um país ‘em desenvolvimento’. E é ainda mais forte, claramente, a mensagem de esperança dada pelo Papa quando chega a terras tão pobres como estas. Há outro elemento muito importante : o inter-religioso. Mianmar é, em grande parte, um país budista. E Bangladesh é um país oficialmente islâmico. Também aí o Papa quer demonstrar, mais uma vez, o significado da religião para a paz e para a reconciliação.”

RV: O Papa também quer confirmar na fé as comunidades católicas destes dois países. Trata-se de minorias, mas, mesmo assim, importantes no tecido social de ambos os países…

Greg Burke:- “É uma viagem apostólica e tem um aspecto muito importante a nível pastoral. Vimos muitas vezes o Papa ir tão longe visitar uma comunidade tão pequena. É certamente uma grande ajuda, é um modo de reforçá-los na fé.

RV: Recordemos alguns encontros centrais das duas viagens, a Mianmar e depois a Bangladesh…

Greg Burke-: ”Em Mianmar o encontro com os budistas será muito importante. Em Bangladesh o encontro inter-religioso. Voltamos a esse tema das relações pacíficas entre as religiões. É interessante que em ambos os países o Papa concluirá sua visita encontrando os jovens. Mesmo de pequenas comunidades católicas percebe-se um sentido de grande esperança.”

Por Rádio Vaticano

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Calendário de eventos do Papa Francisco para os próximos meses https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/calendario-de-eventos-do-papa-francisco-para-os-proximos-meses/ Tue, 24 Oct 2017 13:38:39 +0000 http://teste.toqueto.com/calendario-de-eventos-do-papa-francisco-para-os-proximos-meses.html A Viagem Apostólica ao Chile e ao Peru, de 15 a 22 de janeiro de 2018, a Missa de 2 de novembro no Cemitério americano de Netuno e a Missa por ocasião do primeiro Dia Mundial dos Pobres no dia 19 de novembro na Basílica de São Pedro: estes são alguns dos compromissos do Papa Francisco para os meses de novembro, dezembro de 2017 e janeiro de 2018, confirmados no calendário de celebrações presididas pelo Pontífice e divulgado pelo Escritório para as Celebrações Litúrgicas.

O Papa celebra a Missa por ocasião de finados, no dia 2 de novembro, na cidade italiana de Netuno, e depois, no dia 3, na Basílica do Vaticano, celebra a Missa em sufrágios dos cardeais e bispos que morreram durante o ano. No dia 19 está prevista a Missa na comemoração do Dia Mundial dos Pobres, instituído no final do Jubileu da Misericórdia, e no domingo sucessivo, 26 de novembro, a partida para a viagem apostólica a Myanmar e Bangladesh.

Em 8 de dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição, Francisco realiza o tradicional ato de veneração à Imaculada na Praça de Espanha, no centro de Roma. No dia 12 de dezembro, como todos os anos desde o início do pontificado, na Basílica de São Pedro, o Santo Padre celebra a Missa na Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América. Serão realizadas na Basílica Vaticana todas as celebrações de Natal: da Missa da Noite, às 21h30, (hora local) de domingo 24 de dezembro, à Solenidade da Epifania do Senhor, no sábado, 6 de janeiro.

No domingo, 7 de janeiro, o Papa Francisco celebra a Missa na Festa do Batismo de Jesus na Capela Sistina, onde batiza algumas crianças. As celebrações do mês de janeiro se encerram no Chile e Peru na peregrinação que o Papa realiza de 15 a 22 àquele mês.

Por Rádio Vaticano

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Divulgado programa da viagem do Papa a Mianmar e Bangladesh https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/divulgado-programa-da-viagem-do-papa-a-mianmar-e-bangladesh/ Tue, 10 Oct 2017 12:54:14 +0000 http://teste.toqueto.com/divulgado-programa-da-viagem-do-papa-a-mianmar-e-bangladesh.html O programa da viagem do Papa Francisco a Mianmar e Bangladesh foi divulgado na manhã desta terça-feira pela Sala de Imprensa da Santa Sé.

O Santo Padre parte do Aeroporto Fiumicino  às 21h40 do domingo, 26 de novembro, devendo chegar ao Aeroporto de Yangon, em Mianmar, às 13h30 da segunda-feira, onde haverá uma acolhida oficial.

Terça-feira, 28 de novembro

Às 14 horas o Papa parte do Aeroporto de Yagon para Nay Pyi Taw, onde será recebido às 15h10.

Às 15h50, a cerimônia de boas-vindas no Palácio Presidencial, com a visita de cortesia ao Presidente às 16 horas, o encontro com os Conselheiros de Estado e Ministros dos Assuntos Externos, às 16h30.

O encontro com as autoridades, com a sociedade civil e o Corpo Diplomático às 17h15 no International Convention Centre, conclui as atividades do Pontífice em Nay Pyi Taw, que retorna para Yangon às 18h20, transferindo-se então para o Arcebispado.

Quarta-feira, 29 de novembro

Às 9h30 o Papa Francisco preside a celebração da Santa Missa no Kyaikkasan Ground.

Às 16h15 encontra o Conselho Supremo “Sangha” dos monges budistas no Kaba Aye Centre e às 17h15 os Bispos de Mianmar na Catedral de St. Mary.

Quinta-feira, 30 de novembro

Às 10h15 o Papa celebra a Missa com os jovens na Catedral de St. Mary e às 12h45 se despede de Mianmar no Aeroporto internacional de Yangon, de onde parte para a capital de Bangladesh às 13h05.

Ao chegar ao Aeroporto internacional de Daca, às 15 horas, o Papa Francisco participa da cerimônia de Boas-vindas.

Às 16 horas, visita o National Martyr’s Memorial de Savar e após, às 16h45, a homenagem ao Pai da Nação no Bangabandhu Memorial Museum, onde assina o Livro de Honra.

Às 17h30, Francisco realiza visita de cortesia ao Presidente no Palácio Presidencial, encontrando a seguir no mesmo local as autoridades, a sociedade civil e o Corpo Diplomático.

Sexta-feira,  1º de dezembro

Às 10 horas o Santo Padre preside a Santa Missa e Ordenação Presbiteral no Suhrawardy Udyan Park.

Às 15h20 recebe a visita do Primeiro Ministro na Nunciatura Apostólica.

Às 16 horas visita a Catedral e logo a seguir, na Casa dos Sacerdotes idosos, encontra os Bispos de Bangladesh.

Às 17 horas, o Encontro Inter-religioso e Ecumênico pela Paz no Jardim do Arcebispado.

Sábado, 2 de dezembro

Às 10 horas, visita privada à Casa Madre Teresa de Tejgaon.

Às 10h45, o encontro com os sacerdotes, religiosos (as), consagrados, seminaristas e noviças na Igreja do Santo Rosário.

Às 11h45, o Papa visita o cemitério paroquial e a antiga Igreja do Santo Rosário.

Às 15h20 participa do Encontro com os Jovens no Notre Dame College de Daca, concluindo assim a 20ª Viagem Apostólica internacional de seu Pontificado. 

Às 17h05, o avião com o Papa Francisco parte do Aeroporto Internacional de Daca devendo chegar ao Aeroporto de Ciampino, em Roma, às 23 horas do mesmo dia.

Por Rádio Vaticano

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