avós - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Mon, 24 Jul 2017 16:48:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png avós - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Os avós podem ter grande influência na educação dos netos https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/os-avos-podem-ter-grande-influencia-na-educacao-dos-netos/ Mon, 24 Jul 2017 16:48:06 +0000 http://teste.toqueto.com/os-avos-podem-ter-grande-influencia-na-educacao-dos-netos.html Aqui em casa, há uma placa que ganhei da minha irmã: “Na casa dos avós tudo pode!”. No início, pensei que seria deseducador, mas, com o tempo, senti que os meus netos se sentiam orgulhosos com o grau da sua importância para nós. Tudo pode quando eles vêm apenas para passear e não temos a função de educá-los; justamente por isso, fica fácil ser conselheiro, companheiro e contribuir para o desenvolvimento emocional e espiritual. O “domingo” para os netos é dia de diversão, quando podem experimentar e misturar alimentos, tais como batata com leite condensado e comer apenas arroz, porque é o que gostam, mas sem valor nutritivo.

 

Num mundo conturbado, onde os pais precisam trabalhar para garantir o “melhor” para seus filhos, muitos avós assumem a responsabilidade de ficar com os netos durante a jornada de trabalho de seus filhos.

O tempo de convivência diária e o tipo de relação definem a forma de relacionamento. A responsabilidade cotidiana tem uma forma de tratamento diferente de quem ajuda temporariamente, porque, nesses casos, os avós assumem o papel de educadores. É preciso também ter regras diferentes, para os casos de apoio enquanto os pais trabalham ou quando os avós assumem integralmente a responsabilidade parenteral, em caso de morte ou abandono dos pais.

 

Efeitos positivos e negativos

Para os avós, os efeitos positivos dessa convivência é que rejuvenescem, sentem-se alegres, reencontram sua utilidade e objetivos de vida. Os efeitos negativos aparecem quando se sentem explorados e sobrecarregados física e economicamente. Em alguns casos, os conflitos entre modelos educacionais causam crises entre os pais e avós, que requer um diálogo para definir as bases da educação.

Para estudar ou trabalhar, deixar os filhos com pessoas que confiam, com laços de parentesco e amor, propicia tranquilidade na maioria dos casos. Os impactos negativos surgem quando as culturas das famílias são muito diferentes e conflitantes ou por imaturidade dos avós que querem competir com os pais pelo amor da criança.

As crianças são beneficiadas, porque convivem com gerações diferentes, aprendem a valorizar os idosos, mantêm o sentimento de pertença familiar, sentem facilidade de negociação com os avós, pois, teoricamente, pela idade, já estão mais maduros para definir as prioridades do que podem ceder ou não. Os estudos mostram que os avós, mesmo que não possuam formação escolar adequada, fornecem valores sólidos, apoio emocional e se esforçam para garantir a felicidade dos netos, o que impacta positivamente na vida escolar e afetiva deles. Por outro lado, é preciso um alerta para não ter uma educação permissiva, conflitiva, mimada ou de compensação pela falta dos pais.

 

Manter a harmonia entre pais e avós

Quando os avós dividem com os pais a responsabilidade pela educação, alguns cuidados precisam ser tomados, tais como, definir em conjunto a rotina infantil, respeitar os princípios educacionais dos pais, não criticar os pais diante das crianças. Alguns pais se preocupam se os avós podem deseducar netos, a resposta é sim quando: eles não cumprem o seu papel de pais, os avós discordam e agem diferente dos princípios dos pais e estes não encontram disponibilidade de tempo para introjetar os valores e comportamentos que acreditam serem certos.

Em síntese, nesta convivência entre avós e netos, a família pode se beneficiar se as crianças percebem os pais como responsáveis pela educação e o acolhimento, e os avós como apoiadores que oferecem carinho. Entretanto, pode ser prejudicada quando, nesta relação, existe conflito de papéis e princípios, disputa de poder e falta de amor. É preciso discernimento para os avós estarem perto quando precisam e longe quando pais e filhos estão num momento que pertence só a eles. Ou seja, aquilo que ficar combinado num diálogo franco terá de ser cumprido para não sair caro para a família no final.

Por Ângela Abdo

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Gratidão aos avós e idosos https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/gratidao-aos-avos-e-idosos/ Wed, 19 Jul 2017 08:06:17 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47505 Dia 26 de julho comemora-se o Dia dos Avós, tendo sido esta data escolhida em razão da memória de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo. Nossa palavra é de gratidão e reconhecimento, pois todos nós somos ou fomos marcados pela presença de nossos avós. Com as palavras do Eclesiástico, afirmamos: “Eles permanecem com seus descendentes; seus próprios netos são a sua melhor herança” (Eclo 44,11).Uma imagem apropriada para designar os idosos é a estação do outono. Se a primavera simboliza a infância e adolescência, quando a vida floresce; o verão, a idade adulta, com seus dias de sol pleno; a velhice é simbolizada pelas cores outonais, na alegria das colheitas. No “outono” da vida é tempo de contemplar o belo, com a coloração que a vida lhe deu.Talvez reduza o ritmo da produção, mas aprende a vivenciar com mais profundidade a vida, os filhos, os netos. Quem aprende a viver o que é próprio de cada etapa, saberá enfrentar também o inverno, com suas provações.

A Sagrada Escritura diz: “Não me rejeites no tempo da velhice, não me abandones quando diminuem minhas forças” (Sl 71,9). Infelizmente, na cultura do descarte em que vivemos, os idosos são esquecidos e, até, desprezados. Muitas vezes, eles sobram. São vistos como um peso. Quantas vezes, sãodiminuídos por não conseguirem acompanhar a evolução de uma sociedade hiperconectada, que idealiza o ser sempre jovem. Faz-se necessário o sentido da gratidão e do apreço. Os idosos são felizes quando sua família vive unida e nela são respeitados. Quanta dor no coração dos pais e avós quando os filhos e netos vivem discórdias e brigam entre si por causa de herança.Os avós nos recordam sempre que a história não inicia com cada um que vem a este mundo, mas entramos no caminho que outros já trilharam. Sua memória deve permanecer sempre viva. Temos, hoje, dificuldade de ter esta memória histórica. “Uma família que não respeita nem cuida de seus avós, que são a sua memória viva, é uma família desintegrada; mas uma família que recorda é uma família com futuro” (Francisco, Amoris Laetitia, 193). Quando uma família ou sociedade não dá lugar aos idosos, insere nela “o vírus da morte, porque se separa das próprias raízes” (AmorisLaetitia, 193). Na história bíblica os idosos são o lugar da bênção e da Aliança de Deus para seu povo: Abraão, Sara, Moisés, Joaquim, Ana, Zacarias, Isabel… Além disso, eles são os encarregados de realizar a memória viva das ações divinas para seu povo: “Pergunta a teu pai e ele te ensinará, a teus avós e eles te dirão” (Dt 32,7).

O salmista canta: “Darão frutos mesmo no tempo da velhice” (Sl 92). Quanto bem fazem os avós! Em muitas famílias são eles que cuidam dos netos, enquanto os pais cumprem a jornada de trabalho. Continuam a ter uma grande missão na transmissão da fé. Se o tempo da vida adulta ativa era o da produção, o tempo do entardecer da vida é do desapego, da reconciliação e da unificação da existência. Suas palavras e conselhos já vêm temperados pelas provações e experiências da vida. Transmitem sabedoria.A velhice é o tempo de recapitular a existência e reuni-la sob o olhar da misericórdia. Por isso é o tempo do perdão. E quando a doença bate à porta, é momento de intensificar a vida espiritual, unindo-se ao sofrimento de Cristo na cruz, em benefício de toda a humanidade. Continuam, portanto, a exercer uma grande missão.

Bendizemos a Deus todas as iniciativas pastorais e comunitárias que valorizam os idosos no cuidado de sua saúde física, psíquica e espiritual. Parabéns a todos os avós. Deus os abençoe.

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta

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Jovens e transmissão da fé https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/jovens-e-transmissao-da-fe/ Wed, 15 Mar 2017 08:09:22 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44887 Catequese quaresmal – 1

Iniciamos na Quarta-feira de Cinzas o Tempo Quaresmal de 2017. Estamos a caminho da Páscoa, refazendo a trajetória do Êxodo. Este é o tempo da conversão e da grande reflexão para melhor colocar o nosso coração e as nossas intenções em Deus. Ao longo deste período, como fizemos no ano passado, dedico as catequeses quaresmais aos jovens, dentro do contexto do tema proposto pelo Papa Francisco para o próximo Sínodo, que vai tratar da nossa amada juventude. 

Nesta primeira catequese, fazendo a memória de nossos pais e avós, tão lembrados pelo Papa Francisco, quero falar da importância do papel dos pais e dos avós na transmissão da fé a seus filhos e netos. Essa transmissão da fé podemos caracterizar como missão.

A missão é parte constitutiva da identidade da Igreja, chamada pelo Senhor a evangelizar todos os povos. Sua razão de ser e agir como fermento e como alma da sociedade, que deve renovar-se em Cristo e transformar-se em família de Deus. Por isso, a missão deve, antes de tudo, animar a vocação missionária dos cristãos, fortalecer as raízes de sua fé e despertar sua responsabilidade para que todas as comunidades cristãs ponham-se em estado de missão permanente. Trata-se de despertar, nos cristãos, a alegria e a fecundidade de serem discípulos de Jesus Cristo, celebrando com verdadeiro gozo o “estar-com-Ele” e o “amar-com-Ele”, para serem enviados para a missão. É a vida do discípulo missionário, que nos orientou o documento de Aparecida da V Conferência.

A missão nos leva a viver o encontro com Jesus num dinamismo de conversão pessoal, pastoral e eclesial, capaz de impulsionar à santidade e ao apostolado os batizados e de atrair os que abandonaram a Igreja, os que estão distantes do influxo do Evangelho e os que ainda não experimentaram o dom da fé. 

A juventude tem sido caracterizada por diferentes visões. Para muitos estudiosos da sociologia, da psicologia e da antropologia, esse é o momento primordial para as relações da vida em grupo, para a relação entre os grupos de iguais e para as profundas buscas e experiências que interferem nos resultados de encontros, desencontros, inseguranças, curiosidades, medos, confusões, indefinições, mudanças, crises e crescimentos. Devemos olhar para a juventude como um momento da vida em que se intensificam os questionamentos, discernimentos, entendimentos, sonhos. Tomemos cuidado para não cobrar da juventude algo que ainda não é possível de ser oferecido, bem como desacreditar em suas potencialidades.

A realidade nos mostra que um grande número de jovens é interessado pela comunidade cristã e se prepara com esmero para os sacramentos, em especial para o Sacramento da Crisma, mas nem todos perseveram. É urgente pensarmos em algo que seja mais contínuo para a participação dos jovens na vida eclesial e, nesse sentido, o grande trabalho da “iniciação cristã” se insere de modo claro e necessário. Nas realidades a que temos assistido, nas comunidades por onde temos passado em missão, seja para cursos, seja para uma animação da pastoral Bíblico-Catequética, vemos a preocupação dos catequistas com muitos jovens que não estão iniciados à vida cristã. Alguns, quando procuram, não encontram respaldo, não se tem o que oferecer a eles, e há centenas de jovens que nem atentos para isso estão. Temos muitas ovelhas que não estão no aprisco e que é necessário atingir.

A evangelização com jovens deve ser feita de momentos de interação que possibilitem o encontro com os outros, a partir da vivência da fé na vida em comunidade, e que os ajudem a fazer a experiência do Deus de Jesus Cristo. Não passar por cima das questões relativas à sexualidade, mas abordar com aquilo que a fé cristã pode oferecer para ajudar os jovens a aprimorarem e a amadurecerem sua sexualidade; não simplesmente com moralismos e interditos, mas como um caminho para a maior felicidade, ao esclarecer o uso mercadológico que é feito da exacerbação do sexo e as consequências disso na vida.

Os jovens de hoje vivem com urgência a busca de sentido que dê respostas às questões fundamentais do ser humano. Essa busca, e sua abertura experiencial ao religioso, são duas perspectivas que deverão ser tidas em conta na catequese, já que potenciam o caráter pessoal e personalizador que deve ter o ato de fé, sem menosprezo dos componentes racionais e institucionais da mesma fé. 

Os jovens são de suma importância para Igreja, pois a Igreja busca a cada dia evangelizá-los com muito amor e carinho. Quantos jovens em nossas paróquias assumem lideranças, quantos jovens estão à frente dos ministérios de música, ou ainda quantos jovens estão empenhados no setor da juventude! São vários jovens, e a eles damos graças por estarem na caminhada, e que estes busquem se espelhar em Cristo Jesus. Assim, como Cristo foi fiel ao Pai, que também vocês possam fazer o mesmo. 

Portanto, a catequese bem feita ajuda os jovens a sentirem-se incomodados, inquietos com a realidade social que os cerca, cheia de injustiças, discriminações e atentados à vida, e, a partir disso, leva-os a uma atitude de solidariedade, de compaixão ativa e de compromisso com o bem, com a verdade, a justiça e a vida, como fez Jesus. A educação da fé que aponta para o compromisso com a transformação da sociedade conduzirá o jovem para a realização do seu “ser jovem”, como agente transformador e protagonista dentro de uma sociedade que nem sempre o acolhe. Com isso, a catequese tem este papel de unir fé e vida, formando cidadãos do Reino, discípulos jovens que sejam apaixonados e seguidores de Jesus. É claro que terminado o período catequético dos jovens, cada paróquia deve oferecer momentos de oração, retiros, encontros e louvores para estes. Podemos citar como o grande exemplo desta expressão jovem na e da Igreja a Jornada Mundial da Juventude. Aqui no Rio de Janeiro, na JMJ 2013, foi marcante a presença e a Evangelização dos Jovens. Eles deram vivo testemunho da fé católica e demonstraram como é possível viver publicamente o que o Evangelho pede, sem renunciar ao que proclama a Mãe Igreja. 

Esta é a grande missão dos pais e avós: transmitirem a fé que receberam de seus antepassados na integralidade proclamada pela Igreja. Assim cremos e assim deveremos testemunhar o seguimento cristão!

Por Cardeal Orani João Tempesta – Arcebispo do Rio de Janeiro

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