Avaliação - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Avaliação - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Neurologista dos EUA visita Charlie Gard para análise do caso https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/neurologista-dos-eua-visita-charlie-gard-para-analise-do-caso/ Wed, 19 Jul 2017 09:05:25 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47507 O neurologista norte-americano Michio Hirano, que vai avaliar o estado de Charlie Gard, já está em Londres. Ele visitou o menino na segunda-feira, 17, junto aos colegas do Hospital Great Ormond Street e a um grupo internacional de especialistas, entre os quais um do Hospital Menino Jesus, mantido pelo Vaticano.

Hirano quer tentar uma terapia experimental com Charlie, que sofre de uma rara doença mitocondrial, acreditando que seu estado de saúde possa melhorar entre 10 e 50%. A visita de ontem durou cerca de cinco horas; Hirano submeteu Charlie a alguns exames junto com um time de especialistas. O médico da Universidade de Colúmbia também teve acesso ao prontuário de Charlie e agora vai preparar um relatório que será apresentado nesta sexta-feira, 21, ao juiz britânico. A Alta Corte vai voltar a se pronunciar em audiência final sobre o caso no dia 25 de julho.

De início, a Alta Corte negou a possibilidade de tentar o tratamento nos Estados Unidos, abrindo caminho para que fosse desligado o respirador artificial que mantém Charlie vivo, decisão essa que está suspensa. Os pais são contra essa decisão da justiça e não têm medido esforços para tentar revertê-la.

Durante a visita do médico dos Estados Unidos, Charlie esteve sempre acompanhado por seus pais, Chris e Connie Gard, enquanto diversas associações e pessoas continuam se reunindo em torno da família com orações, vigílias, manifestações e recolhimento de assinaturas.

A professora de neurologia da Universidade Católica de Roma, Serena Servidei, disse que esse tipo de tratamento está em andamento em outras crianças com doença similar à de Charlie e que em se tratando de doenças raríssimas em que falta uma história natural é difícil fazer previsões. De toda forma, ela acredita que se deve tentar.

“Seguramente, no caso de Charlie, é justo tentar primeiro, teria sido justo tentar meses atrás, quando este mesmo professor americano se propôs a iniciar o tratamento, porque em todos esses meses em que este menino não foi tratado, no sentido de que não foi tratado com terapias específicas, perdeu-se tempo precioso para uma criança muito pequena como Charlie. Mas os pressupostos teóricos para que esta terapia tenha um efeito, existem”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Dom Paglia: "Amoris laetitia" acolhida pelos fiéis com entusiasmo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-paglia-amoris-laetitia-acolhida-pelos-fieis-com-entusiasmo/ Wed, 19 Apr 2017 07:55:21 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45546 A Amoris laetitia, Exortação apostólica do Papa Francisco sobre o amor na família, está completando um ano de publicação. Embora o documento magisterial traga a data 19 de março de 2016 – solenidade de São José –, o texto foi publicado no dia 8 de abril sucessivo. Em  muitas Igrejas locais foram promovidas iniciativas para refletir sobre o texto e permitir uma aplicação concreta do mesmo. A Rádio Vaticano ouviu o presidente da Pontifícia Academia para a Vida e grão-chanceler do Instituto João Paulo II para estudos sobre matrimônio e família, Dom Vincenzo Paglia, para uma avaliação sobre o acolhimento que o documento recebeu:

Dom Vincenzo Paglia:- “Há uma grandíssima recepção por parte do povo de Deus, em todos os lugares no mundo. É um texto que tem sido acolhido com entusiasmo, no qual as pessoas veem grande simpatia pelas famílias, é também um texto de grande esperança. Passado um ano, os frutos são notáveis, mas obviamente a complexidade das situações exigirá ainda aplicações mais ligadas aos vários contextos culturais. É preciso, por exemplo – é algo que observo de certo modo em todo lugar –, repensar de maneira bastante profunda a preparação para o matrimônio e, mais ainda – e aí estamos realmente muito atrasados –, o acompanhamento dos jovens casais nos primeiros anos de sua experiência matrimonial e familiar.”

RV: Há elementos-chave deste texto que a seu ver ficaram em segundo plano em relação ao debate sobre o discernimento nas situações irregulares?

Dom Vincenzo Paglia:- “Sim, sem dúvida alguma. A ‘Amoris laetitia’ requer uma mudança de estilo e de concepção da própria Igreja local. A Igreja, ela mesma, deve tornar-se familiar, deve apurar o olhar materno se quiser compreender, acompanhar, discernir e integrar as famílias. E aí há muito ainda a ser feito. Encontramo-nos diante de famílias – em geral – pouco eclesiais e de comunidades paroquiais – em geral – pouco familiares. É preciso reencontrar uma espécie de nova aliança. A Igreja da ‘Amoris laetitia’ é uma Igreja que deve redescobrir o amor na sua profundidade. Uma parte que comumente é pouco revisitada, mas é – penso –, o pilar de toda a Exortação apostólica, é o capítulo 4º, onde o amor não ressoa com cordas românticas – ‘uma choupana, dois corações’ – mas o amor, como o Papa o descreve, é um amor que constrói, que edifica, que é paciente, que perdoa, que suporta, que desculpa e que espera mesmo contra toda esperança. Eis o motivo porque é um amor robusto e não um amor ligado unicamente aos sentimentos – que é um dos grandes equívocos da cultura contemporânea.”

RV: O que o senhor responde a quem ressalta as dúvidas pastorais suscitadas pelo capítulo 8º da ‘Amoris laetitia’?

Dom Vincenzo Paglia:- “Não há nenhuma dúvida sobre a doutrina. Há um amplo espaço dado novamente à pastoral. É claro, isso requer pastores que voltem a ser pastores, ou seja, que saibam – justamente – discernir, que saibam acompanhar, que saibam ouvir e que saibam pouco a pouco integrar os fiéis – inclusive os mais problemáticos – com a paciência e a pedagogia de Deus à incorporação a Jesus, a seu Corpo. E reitero que o primeiro encontro com o Corpo de Cristo, neste caso das famílias feridas, problemáticas, se dá tocando a comunidade cristã, participando da sua vida e é daí que depois se toma um novo caminho de crescimento e de conversão. E aí há uma responsabilidade enorme. Poderia dizer: os padres devem ser padres, devem ser pais espirituais e alguns leigos também devem ser pais espirituais. É preciso ajudar aqueles que têm dificuldade de levantar-se e de caminhar com o auxílio da graça de Deus.”

RV: Nesse sentido entende-se também qual é a mensagem da ‘Amoris laetitia’ em chave de ressurreição pascal…

Dom Vincenzo Paglia:- “A ressurreição é um dinamismo de integração ao Cristo ressuscitado que ajuda a curar as feridas, a robustecer nosso coração e o nosso espírito para ir ao encontro de quem mais precisa. Em suma, a ressurreição é a vitória sobre todo pecado, sobre todo mal. Nesse sentido, a mensagem de Cristo ressuscitado é o anúncio alegre mais veemente que todas as famílias do mundo devem ouvir. E cabe a todos nós cristãos – pastores, leigos, religiosos, sacerdotes e quem quer que seja – colocar a centelha da ressurreição em todas as situações: Jesus veio para salvar, não para condenar.”

Por Rádio Vaticano

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Críticas e Avaliações https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/criticas-e-avaliacoes/ Fri, 10 Mar 2017 14:23:13 +0000 http://teste.toqueto.com/criticas-e-avaliacoes.html A fragilidade dos fundamentos da cultura pode ser uma das causas que explicam a incapacidade que a sociedade tem ao lidar com as críticas e as avaliações. Muito frequentemente, o que deveria ser uma rica troca de argumentos se reduz a ataques e ironias. Basta observar o cotidiano das pessoas nos diferentes setores. É incrível a falta de compostura de muitos parlamentares durante seus pronunciamentos, ou mesmo certas atitudes dos cidadãos. Essa falta de respeito resulta também da incompetência para uma autoavaliação. Movidos pela revolta pessoal que nasce do desinteresse em exercitar o autoconhecimento, muitos se sentem no direito de dizer, de qualquer jeito, o que bem entendem, sem medir as consequências. Por isso mesmo, é crescente a incompetência para avaliar os próprios atos e conceitos.  Sem reconhecer a própria inaptidão, muitos se consideram certos em tudo. Acham-se no direito de desferir juízos sobre os outros e permanecem fechados a qualquer tipo de observação, ainda que seja pertinente. 

Essa fragilidade no tecido cultural gera uma atmosfera permanente de revolta nas relações, fazendo crescer a intolerância e os equívocos no discernimento e adoção das prioridades. Consequentemente, perde-se o sentido de limite, que é necessário para que sejam estabelecidas as relações humanas. Impulsos que brutalizam essas relações ganham força, enquanto as instituições sociais ficam enfraquecidas. Assim se estabelece uma confusão que deseduca e é responsável por retrocessos civilizatórios. O risco permanente é a sociedade ser conduzida ao marasmo e às permissividades. De um lado, ficam as massas enfurecidas e raivosas. Do outro, defensivamente e se lamentando, os dirigentes, líderes e representantes do povo. Um descompasso de terríveis proporções. 

Nesse contexto, nascem os medos paralisantes e a falta de criatividade que inviabilizam as respostas urgentes e necessárias. Tudo acaba em confusão que descompassadamente envolve o conjunto da vida. Urge aprender e praticar, culturalmente, a competência para se fazer críticas pertinentes, que nunca pode estar desatrelada da autoavaliação. E para se alcançar essa habilidade, torna-se necessário investir na autoestima. Quem não conquistou essa qualidade, não suporta críticas e permanece obtuso. Busca promoção e privilégios sem avaliar o próprio desempenho. Segue a tendência medíocre de se “fazer juízo em causa própria”, com a parcialidade de quem não aceita observações ou posicionamentos divergentes.

A sociedade e suas instituições não avançam se os cidadãos não cultivarem a competência crítica que pressupõe abertura suficiente também para se deixarem avaliar. São sempre lamentáveis a animosidade e a resistência criadas quando o discurso inclui críticas e avaliações. Buscam-se justificativas para tudo. Dessa forma, uma barreira intransponível é construída, impedindo o diálogo capaz de reorientar processos. As perdas são muitas, nos prazos e na qualidade dos resultados, pois o objetivo é cada um se colocar como o melhor e o mais importante.

Investimentos civilizatórios capazes de garantir aos cidadãos a competência de criticar, de ouvir críticas e de se deixar inserir em processos de avaliação, em vista do bem maior, são urgentes. Não há outro caminho para superar mediocridades nos âmbitos dos funcionamentos institucionais, que requerem sempre novas respostas, em razão dos crescentes desafios da sociedade contemporânea. Nesse sentido, oportuno é avançar na implantação de sistemas que podem avaliar desempenhos em diferentes âmbitos – educacional, religioso, cultural, político e tantos outros – capacitando todos com a habilidade para criticar e ouvir críticas. Assim se alcança a cidadania qualificada, com a abertura a processos permanentes de avaliação.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

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