atualidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:34 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png atualidade - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Tráfico de escravos não é só recordação histórica, é atual, diz padre https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/trafico-de-escravos-nao-e-so-recordacao-historica-e-atual-diz-padre/ Thu, 24 Aug 2017 09:27:28 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48095 Ontem, 23 de agosto, a ONU (Organização das Nações Unidas) recordou o Dia Internacional de recordação do tráfico de escravos e da sua abolição. O subsecretário da Seção para os Migrantes e os Refugiados do Dicastério para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral, padre Michael Czerny, enfatizou a atualidade do tema:

“É triste que este Dia de celebração não seja somente uma recordação histórica, mas também um tema por demais atual. Ao mesmo tempo é preciso dizer que a recordação da escravidão do passado é também uma interpelação aberta, porque as consequências do tráfico permanecem até hoje”, disse o padre à Rádio Vaticano.

O Papa Francisco se manifestou sobre o tema, no Twitter, dizendo: “O Senhor se faz próximo daqueles que são vítimas de antigas e novas escravidões: trabalhos desumanos, tráficos ilícitos e exploração”.

Atualmente, a escravidão manifesta-se de outras maneiras, de modo que o Papa Francisco denunciou também em outras ocasiões esta realidade. Para o padre Michael Czerny, a diferença em relação ao passado, é que a a escravidão era, por assim dizer, um aspecto “mais ou menos ‘normal’ da sociedade”; hoje, disse o padre, “muitíssimas formas são escondidas e por isso o primeiro passo é abrir os olhos e ser sensíveis aos perigos da escravidão moderna.”

Outro aspecto é escravidão viabilizadas pelas migrações; um problema que, segundo o padre, os Estados devem enfrentar. “Essa é uma das coisas que o Papa Francisco pediu em sua recente mensagem. Significa que os caminhos da migração devem ser regulados e devem ser relativamente ‘fáceis’, porque do contrário há o perigo de que o tráfico de seres humanos se torne escravidão”, disse o sacerdote.

O Dia Internacional de Lembrança do Tráfico de Escravos e sua Abolição marca o aniversário da insurreição, em 1791, de homens e mulheres escravizados na parte oeste da ilha de Santo Domingo e que levou à criação e independência do Haiti.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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“Vencer a pressão reinante das más notícias” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/vencer-a-pressao-reinante-das-mas-noticias/ Tue, 23 May 2017 11:14:36 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46376 Na sessão de apresentação do 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que a Igreja Católica celebra no domingo, o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, Dom Pio Alves, lançou um desafio aos presentes afirmando que os órgãos da media devem superar a “pressão” que se exerce para potencializar as “más notícias” e o “lado sombrio” da atualidade.

“Recurso frequente” à má notícia

O Dia Mundial das Comunicações Sociais, única celebração do género estabelecida pelo Concílio Vaticano II (decreto ‘Inter Mirifica’, 1963), é celebrado no domingo que antecede o Pentecostes, este ano no dia 28 de maio.

O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais admitiu que a pressão exercida sobre os órgãos da media para destacar as más notícias tenha sua origem também no clima criado para que se exaspere a “necessidade de vender”.

“Parece que se supõe que a má notícia vende melhor. Suponhamos que sim. Mas será porque existe alguma tendência inata para gostar do mal? Não parece”, assinalou Dom Pio Alves durante o encontro de apresentação da Mensagem do Papa para o 51º Dia Mundial das Comunicações Sociais, realizado no auditório da Rádio Renascença, em Lisboa.

Dom Pio Alves lamentou a fixação no “lado sombrio” da atualidade, convidando os media a “potenciar as boas notícias” e a renovar a sua comunicação. Para ele, vencer a pressão reinante das más notícias vai além da necessidade de vender.

Potencializar as boas notícias

A síndrome de catástrofe parece nascida de uma conjuração para deixar de lado o que é bom e o que é belo. Uma situação que não traz esperança e nem alento e alegria.

Para Dom Pio Alves, há um “recurso frequente” à má notícia. E isso leva à fixação monotemática que se apega ao “lado sombrio” da atualidade. Dom Pio lamentou a difusão deste estado de espírito e convidou os media a “potenciar as boas notícias” e a renovar a sua comunicação.

No início dos trabalhos desta reunião de apresentação, o Padre Américo Aguiar, diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais, agradeceu a todos os que se predispuseram a fazer uma “leitura” da mensagem do Papa Francisco, publicada na festa litúrgica de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, em 24 de janeiro.

Por Gaudium Press

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Cardeal Saraiva Martins: atualidade da mensagem de Fátima https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-saraiva-martins-atualidade-da-mensagem-de-fatima/ Wed, 10 May 2017 08:10:29 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46167 Acompanhará também o Papa na próxima peregrinação a Fátima, nos dias 12 e 13 de maio o Cardeal José Saraiva Martins, Prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos. O purpurado português representou o Papa no Congresso de mariologia realizado em setembro no Santuário português, por ocasião do Centenário das Aparições de Nossa Senhora, e acaba de publicar pela Livraria Editora Vaticana o livro “O evento Fátima”. O Cardeal Saraiva Martins conversou com a Rádio Vaticano e falou da atualidade da mensagem de Fátima:

R. – A mensagem de Fátima é uma mensagem muito atual para a sociedade contemporânea, porque Nossa Senhora disse aos pastorzinhos certas coisas absolutamente necessárias para o homem de hoje. Por exemplo, a mensagem de Fátima pode ser reduzida a três ou quatro capítulos fundamentais. O primeiro capítulo refere-se à fé. Nossa Senhora de Fátima fez um primeiro apelo aos pastorzinhos sobre o problema da fé: crer é necessário para os crentes. Assim, o primeiro capítulo da mensagem de Fátima é um convite a renovar a fé e é extremamente atual este convite de Nossa Senhora, porque um dos problemas da sociedade contemporânea diz respeito à fé.

P. – Qual é o papel dos três pastorzinhos nessas Aparições?

R. – O papel dos pastorzinhos é muito claro: transmitir fielmente a mensagem que Nossa Senhora lhes confiou. Precisamente desta mensagem o primeiro capítulo é o da fé. Depois, há um segundo aspecto: a conversão. Nossa Senhora convidou os pastorzinhos à conversão. Este é o segundo capítulo da Mensagem de Fátima. Converter-se a Deus e converter-se aos irmãos. São duas coisas inseparáveis. Se o homem de hoje, a sociedade de hoje precisa de algo é precisamente neste princípio, a proximidade aos irmãos, independentemente da religião, cultura, origem, do modo de vida: somos todos irmãos, filhos do mesmo Pai. Se o homem precisa de algo é precisamente de considerar-se parte de uma grande família.

P. – Esta é uma mensagem que por sinal é muito próxima ao modelo de Igreja em saída do Papa Francisco…

R. – Certamente há uma atualidade extraordinária. É uma mensagem atual não só para 1917, quando Nossa Senhora apareceu, mas também atual para o homem de hoje. E isso é do que falaram os Papas.

P. – Qual é a relação entre o atual Papa e Nossa Senhora de Fátima?

R. – O Papa Francisco sempre foi um grande devoto. Na capital argentina, Buenos Aires, há um santuário dedicado a Nossa Senhora de Fátima, que ele visitava frequentemente. Depois, ele fez muitas declarações, enfatizando a importância de Nossa Senhora de Fátima, das Aparições, com palavras maravilhosas, magníficas… Ele ressaltou em particular a atualidade da mensagem de Fátima.

Por Rádio Vaticano

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A novidade do Evangelho https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-novidade-do-evangelho/ Mon, 13 Feb 2017 09:51:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44343 “Antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo aconteça” (Mt 5, 18). A força da Palavra de Jesus concede o devido valor ao Antigo Testamento, proporcionando a todas as gerações a estrada que dá significado e plenitude aos preceitos da lei, da primeira à última letra, com seu valor de vida e santidade. Ele assegura que, atrás dos autores sagrados, existe uma providencial presença de Deus, que, com seu Espírito, que faz com que todas as etapas da história da Salvação iluminem os passos das gerações humanas. No entanto, Jesus é portador da novidade e ele mesmo é a novidade, pois nele se cumpre toda a lei. Só através dele se pode entrar no Reino de Deus, e nele até o menor dos mandamentos encontra seu sentido. Trata-se agora da exuberância de presença de Deus na história, no mistério da Encarnação. E em sua Morte e Ressurreição, Jesus realizou completamente o que consta na lei e nos profetas.

Assistimos diariamente ao espetáculo, com cenas nem sempre edificantes, de todos os embates políticos e judiciais em nosso país, com “operações” que se multiplicam, prisões, judicialização das relações humanas. A novidade do dia costuma trazer novas listas de figurões a serem presos, com espaço nos noticiários, julgamentos sumários nas redes sociais. No dia a dia de nossa convivência, qualquer pequena ofensa pode se transformar em assédio moral, os apelidos e brincadeiras de crianças passam a ser tratados como buylling, e daí por diante. E todo mundo se sente aparentemente seguro quando seus direitos são garantidos, as cercas e alarmes parecem garantir a privacidade, os condomínios oferecidos a todas as classes sociais se erguem para as pessoas se sentirem tranquilas. Tudo bem organizado, e as pessoas infelizes!

Eis que aparece o Evangelho, com propostas diferentes, novidade absoluta, a ser anunciada ao nosso tempo machucado e cansado. Há uma belíssima expressão, a “nova justiça” do Reino de Deus, cuja atualidade inverte todas as relações entre as pessoas e propugna um mundo novo, possível, sim, mas profundamente desafiador, cuja aceitação depende de uma decisão pessoal e adesão a outro “Reino”, que é de Deus e quer envolver a todos os homens e mulheres também de nossa geração. Jesus surge como aquele que cumpre toda a lei e os profetas, e esta já uma novidade radical, pois não anuncia um código de doutrinas, mas dá sentido verdadeiro a tudo o que veio antes. Aquele que é o bem-aventurado por excelência pode enviar os que a ele aderem com a força de uma palavra ousada: “Quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus. Eu vos digo: Se vossa justiça não for maior que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 5, 19-20). 

A nova justiça proposta por Jesus tem sua síntese no mandamento do amor. A inversão por ele proposta pede uma nova sensibilidade. Não basta ser educados no trato com as pessoas, ou respeitar limites na convivência. Nem é suficiente evitar os atentados contra a vida, como a violência que se expressa nas mortes cotidianas, mas, por amor, nem mesmo considerar imbecil ou louco qualquer irmão. Mesmo a raiva cultivada contra os outros há de ser superada! A justiça do Reino de Deus considera todos como irmãos! Deficientes, retardados, limitados, incapazes, e depois, os criminosos, os viciados, os traficantes, ou demais qualificações corretas ou politicamente incorretas que existirem, todas sejam superadas, para que a qualificação de irmão ou irmã a ser amado ilumine toda abordagem de quem quer que seja! 

Consequência exigente é quase adivinhar, diante do altar, para buscar a reconciliação, tomando a iniciativa, sem esperar que alguém se humilhe para pedir perdão. A estrada a ser percorrida com as outras pessoas deverá ser uma verdadeira aventura de pacificação: “Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto ele caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. Em verdade, te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo” (Mt 5, 23-26). 

Também o relacionamento afetivo adquire novo contorno e pede práticas diferentes, pedindo um olhar de pureza em relação às pessoas. Num tempo de exposição do corpo, práticas sexuais antes inimagináveis, libertinagem oferecida e propagandeada, Jesus propõe nadar contra a correnteza. Faz-se necessário tomar decisões com coragem, para começar a ser diferentes! Vale trazer plenamente à luz a palavra de Jesus: “Se teu olho direito te leva à queda, arranca-o e joga para longe de ti! De fato, é melhor perderes um de teus membros do que todo o corpo ser lançado ao inferno. Se a tua mão direita te leva à queda, corta-a e joga-a para longe de ti! De fato, é melhor perderes um de teus membros do que todo o corpo ir para o inferno” (Mt 5, 29-30). Que ninguém se assuste! Dá mais trabalho amputar a maldade do coração do que um dos membros do corpo!

A recomendação que se segue pode deixar perplexa nossa geração, ainda que o Evangelho seja conhecido há tanto tempo: “Foi dito também: ‘Quem despedir sua mulher dê-lhe um atestado de divórcio’. Ora, eu vos digo: todo aquele que despedir sua mulher – fora o caso de união ilícita – faz com que ela se torne adúltera; e quem se casa com a mulher que foi despedida comete adultério” (Mt 5, 31-32). 

Enfim, a palavra dada e o compromisso com a verdade: “Ouvistes também que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas ‘cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. Ora, eu vos digo: não jureis de modo algum, nem pelo céu, porque é o trono de Deus; nem pela terra, porque é o apoio dos seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei. Também não jures pela tua cabeça, porque não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. Seja o vosso sim, sim, e o vosso não, não. O que passa disso vem do Maligno (Mt 5, 34-37).

Foi proposital a transcrição de trechos do Sermão da Montanha quanto ao respeito à vida e às pessoas, a pureza, a fidelidade à palavra dada. Para não escandalizar, vem o convite a olhar para Jesus, aquele que realiza plenamente o que anuncia. E ouso apresentar um questionamento! Estamos abertos à novidade da justiça evangélica? A exigência do “Eu, porém, vos digo”, pode tornar-se um imperativo em nossa vida? A escolha é nossa! Venha em nossa ajuda a coragem de São Paulo: “Mais que isso, julgo que tudo é prejuízo diante deste bem supremo que é o conhecimento do Cristo Jesus, meu Senhor. Por causa dele, perdi tudo e considero tudo como lixo, a fim de ganhar Cristo e ser encontrado unido a ele. E isto, não com a minha justiça que vem da Lei, mas com a justiça que vem pela fé em Cristo, a justiça que vem de Deus, com base na fé (Fl 3, 8-9).

Por Dom Alberto Taveira Corrêa – Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará

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Estilo de vida https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/estilo-de-vida/ Wed, 01 Feb 2017 09:01:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44192 A Constituição Gaudium et Spes (Alegria e Esperança) do Concílio Vaticano II é conhecida como “Carta Magna da Pastoral Social”. Muitos problemas que são da ordem do dia foram objeto da leitura pastoral dos Padres Conciliares que, no exercício de seu profetismo, escreveram documentos que evidenciam o vínculo missionário da relação entre a Igreja e o mundo. A atualidade da Gaudium é a confirmação da palavra de Jesus dirigida aos seus discípulos: estar no mundo sem ser do mundo. Essa palavra tem o mesmo significado e contém a mesma exigência para os cristãos nesta segunda década do século 21.

Algumas situações são contempladas na Gaudium et Spes. “Uma tão rápida evolução, muitas vezes processada desordenadamente e, sobretudo, a consciência mais aguda das desigualdades existentes no mundo, gera ou aumenta contradições e desequilíbrios. (…) No seio da família originam-se tensões, quer devido à pressão das condições demográficas, econômicas e sociais, quer pelas dificuldades que surgem entre as diferentes gerações, quer pelo novo tipo de relações sociais entre homens e mulheres. (…) Grandes discrepâncias surgem entre as raças e os diversos grupos sociais; entre as nações ricas, as menos prósperas e as pobres; finalmente, entre as instituições internacionais, nascidas do desejo de paz que os povos têm, e a ambição de propagar a própria ideologia ou os egoísmos coletivos existentes nas nações e em outros grupos. Daqui nascem desconfianças e inimizades mútuas, conflitos e desgraças, das quais o homem é simultaneamente causa e vítima” (GS, n. 8).

Essa Constituição Pastoral mantém a mesma linha diante de outros assuntos que dizem respeito à pessoa, à família, à sociedade: “Entretanto, vai crescendo a convicção de que o gênero humano não só pode e deve aumentar cada vez mais o seu domínio sobre as coisas criadas, mas também lhe compete estabelecer uma ordem política, social e econômica, que o sirva cada vez melhor e ajude indivíduos e grupos a afirmarem e desenvolverem a própria dignidade. Daqui vem a insistência com que muitos reivindicam aqueles bens de que, com uma consciência muito viva, julgam-se privados por injustiça ou por desigual distribuição. As nações em vias de desenvolvimento, e as de recente independência, desejam participar dos bens da civilização, não só no campo político mas também no econômico, e aspiram a desempenhar livremente o seu papel no plano mundial; e, no entanto, aumenta cada dia mais a sua distância, e muitas vezes, simultaneamente, a sua dependência mesmo econômica com relação às outras nações mais ricas e de mais rápido progresso. Os povos oprimidos pela fome interpelam os povos mais ricos. As mulheres reivindicam, onde ainda a não alcançaram, a paridade de direito e de fato com os homens. (…) O mundo atual apresenta-se, assim, simultaneamente poderoso e débil, capaz do melhor e do pior, tendo patente diante de si o caminho da liberdade ou da servidão, do progresso ou da regressão, da fraternidade ou do ódio. E o homem torna-se consciente de que a ele compete dirigir as forças que suscitou, e que tanto o podem esmagar como servir. Por isso se interroga a si mesmo” (GS n. 9).

O olhar dos Bispos no Concílio Vaticano II enxergou a realidade do mundo hoje e, assim, persistirá esse estilo de vida, no futuro, se a sociedade civil e o universo político não procurarem o caminho da justiça e paz nas relações pessoais e institucionais.

Por Dom Genival Saraiva – Administrador Apostólico da arquidiocese da Paraíba

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