Atos dos Apóstolos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:07:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Atos dos Apóstolos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Arcebispo de Brasília e presidente da CNBB reflete sobre Pentecostes https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/arcebispo-de-brasilia-e-presidente-da-cnbb-reflete-sobre-pentecostes/ Fri, 02 Jun 2017 16:11:12 +0000 http://teste.toqueto.com/arcebispo-de-brasilia-e-presidente-da-cnbb-reflete-sobre-pentecostes.html O Cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em sua coluna “Voz do Pastor” faz reflexão sobre a Festa de Pentecostes. Para ele, ”com esta solenidade, concluímos o Tempo Pascal, suplicando a presença do Espírito Santo em nossa vida e na vida da Igreja”.

O Tempo Pascal do qual fala o arcebispo é um dos seis – sendo que o Tempo Comum está dividido em duas partes –  grandes períodos que compõem o Ano Litúrgico. Segundo o professor de Liturgia, Adolf Adan, por meio do Ano Litúrgico, que não coincide com o ano civil, “o povo cristão revive anualmente todo o Mistério da Salvação centrado na Pessoa de Jesus, o Messias”. Ele começa e termina quatro semanas antes do Natal, cumprindo sempre três ciclos no quais um dos três evangelhos chamados de “sinóticos”, isto é, Mateus, Marcos e Lucas, tem predominância nas leituras feitas nas comunidades. No primeiro ciclo, ou Ano A, predomina a leitura do Evangelho de São Mateus; no Ano B, o Evangelho de São Marcos e no Ano C, o Evangelho de São Lucas.

No texto sobre a Festa de Pentecostes, dom Sérgio também lembra que a solenidade também é ocasião para se encerrar a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, celebrada em todo o Brasil, cujo tema, neste ano, foi “Reconciliação: É o amor de Cristo que nos move”. Segundo dom Francisco Biasin, presidente da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e Diálogo Interreligioso da CNBB, essa iniciativa de uma semana dedicada à oração pela unidade daqueles que acreditam em Cristo se deve ao fato de que “a oração é a característica marcante do ‘ecumenismo espiritual’, pois a unidade não é uma conquista nossa, mas um dom de Deus dado à sua Igreja”.

Dom Sérgio lembra às comunidades de Brasília que leem sua coluna no folheto litúrgico “povo de Deus”, distribuído, semanalmente para todas paróquias da arquidiocese de Brasília: “nós cremos no Espírito Santo ‘que procede do Pai e do Filho e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado’, conforme rezamos no ‘Creio’ (Credo Niceno-Constantinopolitano). Nós cremos no Espírito da Verdade, o Defensor, o Consolador (Jo 14,26), que nos ilumina e fortalece na vivência e no testemunho da Palavra de Jesus. Por isso, confiantes, suplicamos a sua presença, nesta solenidade, e a cada dia”.

O Cardeal ainda considera o conjunto das leituras do domingo de Pentecostes quando reforça: “a Liturgia da Palavra nos fala da ação do Espírito Santo. Os Atos dos Apóstolos mostra o Espírito iluminando e animando os discípulos na missão, unindo os que falavam línguas diferentes e fazendo-os compreender a pregação dos Apóstolos, ‘pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua’ (At 2,8). A unidade das diferentes línguas, dom do Espírito, se contrapõe à divisão ocorrida em Babel.  São Paulo também se refere à ação do Espírito, que se manifesta na diversidade de dons e ministérios, ‘em vista do bem comum’ (1Cor 12, 5-6), motivando os cristãos a viverem unidos”.

Sobre o evangelho proclamado no dia, dom Sergio diz: “O Evangelho segundo João, ao relacionar o dom do Espírito ao Senhor Ressuscitado, destaca o perdão e a paz, assim como o envio missionário. ‘Como o Pai me enviou, também eu vos envio’ (Jo 20,21), afirma Jesus. O Espírito do perdão e da paz nos une para que possamos cumprir a missão de testemunhar o Evangelho. Hoje, ainda mais, o testemunho da unidade torna-se necessário para que o mundo creia”.

No final do texto, o cardeal lembrou o aniversário de outro cardeal brasileiro, o arcebispo emérito de Brasília: “unidos como Igreja, em Brasília, vamos celebrar com alegria, gratidão e louvor a Deus, o Jubileu de Ouro Episcopal do Cardeal Dom Falcão, dia 10 de junho, às 10:00 h, na Catedral Metropolitana de Nossa Senhora Aparecida”.

Por CNBB

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Papa: um pastor deve preparar-se para se despedir bem https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-um-pastor-deve-preparar-se-para-se-despedir-bem/ Tue, 30 May 2017 13:06:48 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-um-pastor-deve-preparar-se-para-se-despedir-bem.html O Papa Francisco celebrou na manhã desta terça-feira a Santa Missa na Capela da Casa Santa Marta. No centro da sua homilia esteve a primeira Leitura tirada dos Atos dos Apóstolos, que se pode intitular – disse Francisco – “A despedida de um bispo”. Paulo se despede da Igreja de Éfeso, que ele havia fundado. “Agora deve ir”:

“Todos os pastores devem se despedir. Chega um momento em que o Senhor nos diz: vai para outro lugar, vai para lá, vem para cá, venha a mim. E um dos passos que deve fazer um pastor é também preparar-se para se despedir bem, não se despedir à metade. O pastor que não aprende a se despedir é porque tem alguma ligação não boa com o rebanho, um vínculo que não é purificado pela Cruz de Jesus”.

Paulo, então, chama todos os presbíteros de Éfeso e em uma espécie de “conselho presbiteral” se despede. O Papa destaca “três atitudes” do apóstolo. Primeiro, ele diz que nunca abandonou a luta: “Não é um ato de vaidade”, “porque ele diz que é o pior dos pecadores, sabe disso e diz”, mas simplesmente “conta a história”. E “uma das coisas que dará tanta paz ao pastor quando se despede – explicou o Papa – é recordar-se que nunca foi um pastor de compromissos”, ele sabe “que não guiou a Igreja com compromissos. Ele nunca abandonou a luta. “E é preciso coragem para isso”. Segundo ponto. Paulo diz que ele vai a Jerusalém “compelido pelo Espírito”, não sabe o que vai acontecer lá”. Ele obedece ao Espírito. “O pastor sabe que está em caminho”:

Enquanto guiava a Igreja era com a atitude de não fazer compromissos; agora, o Espírito pede a ele para se colocar em caminho, sem saber o que vai acontecer. E continua, porque ele não possui nada seu, ele não fez do seu rebanho uma apropriação indevida. Ele serviu. ‘Agora Deus quer que eu vá embora? Vou embora sem saber o que vai acontecer comigo. Sei somente – o Espírito tinha feito ele saber – que o Espírito Santo de cidade em cidade me confirma que me esperam correntes e tribulações’. Isso ele sabia. Não vou me aposentar. Vou para outro lugar para servir outras Igrejas. Sempre o coração aberto à voz de Deus: deixo isso, vou ver o que o Senhor me pede. E aquele pastor sem compromissos é agora um pastor em caminho”.

O Papa explica por que não se apropriou do rebanho. Terceiro ponto. Paulo diz: “Eu não considero de nenhum modo preciosa a minha vida”: não é “o centro da história, da história grande ou da história pequena”, não é o centro, é “um servo”. Francisco cita um ditado popular: “Como você vive, você morre; como você vive, você se despede”. E Paulo se despede com uma “liberdade sem compromissos” e em caminho. “Assim se despede um pastor”:

“Com este exemplo tão bonito rezemos pelos pastores, pelos nossos pastores, pelos párocos, pelos bispos, pelo Papa, para que a sua vida seja uma vida sem conluios, uma vida em caminho, e uma vida onde eles não pensem estar no centro da história e assim aprendam a se despedir. Rezemos pelos nossos pastores”.

Por Rádio Vaticano

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Papa Francisco adverte contra aqueles que convertem a doutrina em ideologia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-adverte-contra-aqueles-que-convertem-a-doutrina-em-ideologia/ Fri, 19 May 2017 14:21:39 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-adverte-contra-aqueles-que-convertem-a-doutrina-em-ideologia.html O Papa Francisco estabeleceu a diferença entre a doutrina da Igreja e a ideologia: “A doutrina une, os Concílios unem a comunidade cristã, enquanto a ideologia divide”.

Durante a sua homilia na Missa celebrada na Casa Santa Marta na manhã de hoje, o Santo Padre advertiu contra aqueles que transformam a doutrina em ideologia e “turbam a comunidade cristã com discursos que transtornam as almas”.

“Sempre existem pessoas que dizem: ‘Eh, não. Isso que foi dito é herético, não se pode dizer, isso não, a doutrina da Igreja é esta…’. E são fanáticos por coisas que não são claras, como esses fanáticos que semeavam intrigas para dividir a comunidade cristã”.

O Pontífice identificou o problema quando “a doutrina da Igreja, a que vem do Evangelho, que o Espírito Santo inspira, esta doutrina se torna ideologia. E este é o grande erro dessas pessoas”.

Nesse sentido, assegurou que aqueles que transformam a doutrina em ideologia “não são crentes”. Não é o mesmo “ser crente e estar ideologizado”, indicou o Pontífice.

Para ilustrar esta diferença, Francisco refletiu sobre o trecho dos Atos dos Apóstolos, lidos na primeira leitura, para salientar que nas comunidades cristãs primitivas “havia ciúmes, lutas de poder, algum espertinho que queria ganhar e comprar o poder”.

No texto dos Atos dos Apóstolos fala-se sobre dois grupos de pessoas que participavam em fortes discussões: “O grupo dos apóstolos que quer discutir o problema e os outros que criam problemas, dividem, dividem a Igreja, dizem que aquilo que os apóstolos pregam não é o que disse Jesus, que não é a verdade”.

Diante desta hostilidade, os apóstolos discutem entre si e, no final, entram em um acordo, “mas não é um acordo político – sublinhou o Papa –, é a inspiração do Espírito Santo que os leva a dizer: nada de coisas, nada de exigências. Mas só o que dizem: não comer carne naquele período, a carne sacrificada aos ídolos porque era fazer comunhão com os ídolos, abster-se do sangue, dos animais sufocados e das uniões ilegítimas”.

A ideologia daqueles que semeavam a discórdia “fecha o coração para as obras do Espírito Santo”. Ao contrário, os apóstolos não estavam ideologizados, “tinham o coração aberto ao que o Espírito dizia”.

Portanto, “sempre houve problemas. Somos humanos, somos pecadores” e as dificuldades existem, inclusive na Igreja, mas ser pecadores nos leva à humildade e a nos aproximar do Senhor, “como salvador dos nossos pecados”.

O Papa concluiu, insistindo que “a Igreja tem o seu próprio magistério, o magistério do Papa, dos Bispos, dos Concílios”. E este magistério deve ir pelo caminho “que vem da pregação de Jesus e do ensinamento e da assistência do Espirito Santo”. “Porque a doutrina une, os concílios unem a comunidade cristã, enquanto a ideologia divide”.

 Leitura comentada pelo Papa Francisco:

Atos dos Apóstolos 15, 22-31

Naqueles dias, 22pareceu bem aos apóstolos e aos anciãos, de acordo com toda a comunidade de Jerusalém, escolher alguns da comunidade para mandá-los a Antioquia, com Paulo e Barnabé.

Escolheram Judas, chamado Bársabas, e Silas, que eram muito respeitados pelos irmãos. 23Através deles enviaram a seguinte carta: “Nós, os apóstolos e os anciãos, vossos irmãos, saudamos os irmãos vindos do paganismo e que estão em Antioquia e nas regiões da Síria e da Cilícia. 24Ficamos sabendo que alguns dos nossos causaram perturbações com palavras que transtornaram vosso espírito. Eles não foram enviados por nós. 25Então decidimos, de comum acordo, escolher alguns representantes e mandá-los até vós, junto com nossos queridos irmãos Barnabé e Paulo, 26homens que arriscaram suas vidas pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo. 27Por isso, estamos enviando Judas e Silas, que pessoalmente vos transmitirão a mesma mensagem. 28Porque decidimos, o Espírito Santo e nós, não vos impor nenhum fardo, além destas coisas indispensáveis: 29abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos, do sangue, das carnes de animais sufocados e das uniões ilegítimas. Vós fareis bem se evitardes essas coisas. Saudações!”

30Depois da despedida, Judas e Silas foram para Antioquia, reuniram a assembleia e entregaram a carta. 31A sua leitura causou alegria, por causa do estímulo que trazia.

Por ACI Digital

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Papa Francisco: perseguição, a consequência da obediência cristã https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-perseguicao-a-consequencia-da-obediencia-crista/ Thu, 27 Apr 2017 13:10:51 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-perseguicao-a-consequencia-da-obediencia-crista.html O cristão é testemunha da obediência, e a consequência disto, são as perseguições. Foi o que afirmou o Papa Francisco na Missa celebrada esta manhã na Capela da Casa Santa Marta, fazendo alusão ao que disse Pedro na leitura dos Atos dos Apóstolos, de que “é preciso obedecer a Deus antes que aos homens”.

Pedro, de fato, deu esta resposta ao ser levado junto com os apóstolos diante do Sinédrio, após terem sido libertados da prisão por um anjo. Haviam sido proibidos de ensinar em nome de Jesus – os havia recordado o sumo sacerdote – mas encheram Jerusalém com os seus ensinamentos.

A homilia do Papa Francisco parte deste episódio narrado na primeira leitura, extraída dos Atos dos Apóstolos. Para fazer compreender este acontecimento, o Papa faz referência também ao que foi narrado anteriormente pelos Atos, nos primeiros meses da Igreja, quando a comunidade crescia e aconteciam tantos milagres.

Havia a fé do povo, mas havia alguns “espertalhões” – foi o alerta do Papa – “que queriam fazer carreira”, como Ananias e Safira.

O mesmo acontece hoje – enfatiza Francisco – assim como o desprezo das pessoas ao ver os doentes sendo levados até os apóstolos.

Assim, cheios de inveja, os chefes pegaram os apóstolos e os trancafiaram na prisão. Pedro, que por medo havia traído Jesus na Quinta-feira Santa, desta vez, corajoso, responde “que é necessário obedecer a Deus antes que aos homens”.

Uma resposta que faz portanto entender que “o cristão é testemunha da obediência”, como Jesus que se aniquilou no Jardim das Oliveiras e disse ao Pai: “Faça-se segundo tua vontade, não a minha”:

“O cristão é uma testemunha da obediência e se nós não estamos neste caminho de crescer no testemunho da obediência, não somos cristãos. Pelo menos caminhar por esta estrada: testemunha de obediência. Como Jesus. Não é testemunha de uma ideia, de uma filosofia, de uma empresa, de um banco, de um poder, é testemunha de obediência. Como Jesus”.

Mas tornar-se testemunha de obediência” é “uma graça do Espírito Santo”, explica o Papa:

“Somente o Espírito pode nos fazer testemunhas de obediência. “Não, eu vou naquele mestre espiritual, eu leio este livro…”. Tudo está bem, mas somente o Espírito pode transformar o nosso coração e pode nos fazer a todos testemunhas de obediência. É uma obra do Espírito e devemos pedir a ele, é uma graça a ser pedida: “Pai, Senhor Jesus, envia-me o teu Espírito para que eu me torne uma testemunha de obediência”, isto é, um cristão”.

Ser testemunha de obediência acarreta consequências, como narrado pela primeira leitura: depois da reposta de Pedro, queriam de fato levá-lo a morte:

“As consequências do testemunho de obediência são as perseguições. Quando Jesus enumera as Bem-aventuranças termina com: “Bem-aventurados quando vos perseguirem e insultarem”. A cruz não pode ser tirada da vida do cristão. A vida de um cristão não é um status social, não é um modo de viver uma espiritualidade que me faça bem, que me faça um pouco melhor. Isto não basta. A vida de um cristão é o testemunho em obediência e a vida de um cristão é repleta de calúnias, boatos e perseguições”.

Para ser testemunhas de obediência como Jesus – conclui o Papa – é preciso rezar, reconhecer-se pecadores, com tantas “mundanidades” no coração e pedir a Deus “a graça de tornar-se um testemunho de obediência” e de não amedrontar-se quando chegam as perseguições, “as calúnias”, pois o Senhor disse que quando se for levado diante do juiz, “será o Espírito a nos dizer o que responder”.

Por Rádio Vaticano

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