ateísmo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:03:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png ateísmo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Stephen Hawking e a Igreja Católica: 5 coisas que você não sabia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/stephen-hawking-e-a-igreja-catolica-5-coisas-que-voce-nao-sabia/ Thu, 15 Mar 2018 11:09:30 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51279 O famoso astrofísico Stephen Hawking faleceu nesta quarta-feira, 14 de março, aos 76 anos. Em meio ao seu ateísmo declarado e apesar de negar a existência de Deus, apresentamos alguns aspectos que o relacionaram com a fé católica.

1. A fé de sua ex-esposa em Deus salvou sua vida

“Por favor, Senhor, que Stephen esteja vivo!”, foi a prece desesperada que Jane Wilde expressou em voz baixa em 1985, quando lhe disseram por telefone que seu marido, o famoso cientista Stephen Hawking, teria que ser desconectado do respirador após entrar em coma por uma pneumonia.

Jane recorda esta cena em seu livro “Rumo ao infinito”, no qual conta que se apegou a Deus nesta ocasião como em muitas outras vezes “para resistir e manter a esperança” frente ao ateísmo fervente de seu marido doente, que desprezava e inclusive zombava de suas “superstições religiosas”, porque “a única deusa de Stephen Hawking é e sempre foi a Física”.

Wilde recordou que os médicos suíços lhe deram a entender que não havia nada a fazer e que, se ela autorizasse, desconectariam o respirador artificial para deixá-lo morrer com a mínima dor possível.

“Desconectar o respirador era impensável. Que final mais ignominioso para uma luta tão heroica pela vida! Que negação de tudo pelo que eu também tinha lutado! Minha resposta foi rápida: Stephen deve viver”, afirmou.

Os médicos se viram na obrigação de realizar uma traqueostomia que salvou a vida do cientista, mas também o deixou sem fala, obrigando-o a comunicar-se com a voz robótica de seu sintetizador.

2. Era membro da Pontifícia Academia das Ciências

No final do mês de novembro de 2016, Hawking chegou ao Vaticano para dar uma palestra sobre a origem do universo e levou algumas pessoas a se questionar sobre o que exatamente estava fazendo o astrofísico e autoproclamado ateu no coração da Igreja Católica.

A visita não era nada extraordinária, pois há algum tempo o astrofísico era membro da Pontifícia Academia das Ciências, da qual participam os 80 cientistas mais brilhantes do mundo, e estava na Cidade do Vaticano para seu encontro anual.

A religião não é um critério para os membros da Pontifícia Academia das Ciências. O presidente do grupo, Werner Arber, Prêmio Nobel de Medicina de 1978, é protestante. Há membros da Academia que são católicos, ateus, protestantes e membros de outras religiões.

Esta política aberta dos membros existe porque a Pontifícia Academia das Ciências foi pensada como um lugar onde a ciência e a fé possam se encontrar e discutir. Não é um foro confessional, mas um lugar onde é possível ter uma discussão aberta e examinar os futuros avanços científicos.

3. O seu ateísmo estava baseado na ciência?

O chanceler da Pontifícia Academia das Ciências, Dom Marcelo Sánchez Sorondo, recordou que perguntou a Hawking se ele havia chegado à conclusão de que Deus não existe como cientista ou com base em sua experiência de vida.

A esta pergunta, explicou o Prelado, “Hawking teve que admitir que a sua afirmação não tinha nada a ver com a ciência”.

Dom Sánchez Sorondo também disse que “o cientista descobre coisas que não havia colocado lá. Questionar quem colocou essas coisas lá é um tema teológico. O cientista só as descobre, o crente vê nelas a presença de Deus”.

4. Reconheceu que um sacerdote é o pai da teoria do Big Bang

Durante a sua conferência no Vaticano em novembro de 2016, Stephen Hawking prestou homenagem ao Pe. Georges Lemaitre, presidente da Pontifícia Academia das Ciências entre 1960 e 1966.

Hawking disse que o sacerdote belga era o verdadeiro pai da “Teoria do Big Bang” e não o físico George Gamow.

“Georges Lemaitre foi o primeiro a propor um modelo no qual o universo teve um começo infinitamente denso. Assim, ele e não George Gamow é o pai do Big Bang”, disse.

5. Encontrou-se com quatro Papas

Durante a sua visita ao Vaticano em 2016, Stephen Hawking foi recebido pelo Papa Francisco. Há alguns anos, ele também se encontrou com o Papa Emérito Bento XVI.

O astrofísico teve a oportunidade de conhecer São João Paulo e o Beato Paulo VI.

Por ACI Digital

]]>
51279
Ateísmo e família são temas abordados no 27º Curso Anual dos Bispos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/ateismo-e-familia-sao-temas-abordados-no-27o-curso-anual-dos-bispos/ Thu, 25 Jan 2018 10:28:57 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50487 O 27º Curso Anual dos Bispos do Brasil, que acontece desde segunda-feira, 22, na Arquidiocese do Rio de Janeiro, e será encerrado nesta sexta-feira, 26, segue com reflexões do tema “O Ateísmo – Formas atuais e desafios à evangelização”. Segundo o bispo referencial para a Pastoral Familiar e participante do curso, Dom Antônio Augusto Dias, é importante debater o tema para que a Igreja permaneça atualizada e em sintonia com as mudanças que ocorrem no mundo.

Para Dom Antônio, o ateísmo atinge, primeiramente, à família, que é um dos principais pilares da sociedade. “A família é o primeiro contato social e vai formando uma qualidade que é imprescindível para se viver em sociedade: a cidadania, isto é, quando eu não estou pensando em mim mesmo, mas no bem de todos. E o ateísmo faz com que a família perca sua identidade”, afirmou o bispo.

A temática da família foi trabalhada durante o curso nos respectivas palestras: “Uma redefinição da pessoa humana”, pelo doutor em Teologia e vigário geral da Opus Dei, monsenhor Fernando Ocáriz; “Laicidade e laicismo”, pelo também doutor em Teologia, padre Rafael José Stanziona de Moraes; e “Secularização”, pelo vice-reitor da Universidade Católica de Milão, Francesco Botturi.

Panorama do marxismo

Em sua palestra, monsenhor Ocáriz refletiu sobre a atualidade do marxismo e suas origens imediatas, falou sobre o marxismo original – Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895) –, pontuou o revisionismo marxista, o neomarxismo, e ressaltou o ateísmo marxista. “Rejeitar o marxismo em suas diversas manifestações não significa, como é obvio, desconhecer ou permanecer indiferentes perante os problemas e injustiças sociais: como a história demonstrou, o marxismo não conseguiu, nem chegou a resolver, muitos desses problemas e injustiças, mas sim os perpetuou, e inclusive os tornou mais agudos”, afirmou.

Segundo o Monsenhor, Papa Francisco tem encorajado os cristãos e pastores, a escutarem o clamor dos pobres, e recordou as orientações do Concílio Vaticano II, que adverte não competir à Hierarquia da Igreja promover soluções técnicas ou estratégias políticas para a solução dos problemas econômicos e sociais. “É tarefa específica dos fiéis leigos configurar à luz do Evangelho as estruturas políticas, sociais e econômicas nas comunidades às quais pertencem”, suscitou o monsenhor.

De acordo com monsenhor Ocáriz, os fiéis leigos necessitam receber de seus Pastores, junto à assistência sacramental, uma formação cristã adequada à sua situação pessoal ou ao papel que desempenha na vida social, no sentido de despertar uma responsabilidade social. E, com palavras de São Josemaría Escrivá — fundador do Opus Dei —, o vigário encerrou: “Um homem ou uma sociedade que não reaja diante das tribulações ou das injustiças, e que não se esforce por aliviá-las, não são um homem ou uma sociedade à medida do amor do Coração de Cristo”.

Laicidade e laicismo

Sobre a laicidade, padre Rafael José Stanziona, declarou: “Contrariando o que muitas vezes se imagina, a Igreja Católica, nos dias de hoje, vê com bons olhos a laicidade do Estado”. O sacerdote explicou que a laicidade do Estado abrange três aspectos essenciais, sendo eles, a separação entre o poder do Estado e as confissões religiosas – o que afasta o governo das decisões das igrejas e vice-versa –, a garantia, por parte do Estado, de que todos terão direito à liberdade religiosa e a neutralidade do Estado com relação às diferentes crenças religiosas.

Após fazer um apanhado histórico, ele explicou que laicidade é complicada quando se trata de temas que tangem tanto à religiosidade quanto à civilidade enquanto constitucional. Padre Rafael citou três temas que atualmente estão sendo debatidos pelo Ministério Público para fins de criação de novas leis, que são: a união entre pessoas do mesmo sexo – ele acredita que houve falha na caracterização de família como união de pessoas do mesmo sexo ou de sexos opostos –, o ensino religioso confessional – para ele, apenas o ensino religioso confessional de acordo com a escolha dos pais respeita o direito à liberdade religiosa garantido por lei pelo Estado –, e a questão dos símbolos religiosos em órgãos públicos, que considera como um tema delicado e dependente de muitas variáveis, tais como qual o significado de um determinado símbolo no local em que se encontra.

“Ao se tratar, nesse curso de bispos, do ateísmo e também do laicismo, trata-se também da família, pois ela está no centro, como se fosse o olho do furacão”, ressaltou Dom Antônio. Para o bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio, Dom Paulo Alves Romão, é importante para os bispos conhecer, aprofundar e retomar certos pensamentos filosóficos que norteiam as diferentes culturas da atualidade. “É um desafio ao trabalho pastoral. Ter conhecimento dessas coisas nos ajuda, inclusive, a ir mais a fundo, também, na nossa fé, para responder aos desafios do nosso tempo”, afirmou.

Secularização

Botturi, em sua conferência, explicou a diferença entre “secularização”, que é o afastamento da sacralidade, e “secularismo”, a separação entre instituições governamentais e instituições religiosas. Segundo ele, a secularização tem início quando prevalece a percepção que “certos bens da vida podem realizar-se mais plenamente se são encaminhados para fontes não teísticas”, especialmente a fontes não cristãs.

A secularização não é uma doutrina ou um acontecimento, de acordo com Botturi, mas um longo e complexo processo de elaboração de ideias, feita de momentos diferentes mas relacionados entre si. É resultado de um processo. “Cristo não mais é ‘sacramento’ de salvação para o homem, mas ‘figura’ de um humanismo sucessivo e substitutivo, nos quais conteúdos da tradição cristã são traduzidos em uma nova linguagem e em um novo sistema de pensamento”, disse ele, explicando que o homem entende a religião como uma forma de obter benefícios e não como um meio de chegar a Deus.

Para o bispo emérito da Diocese de Cajazeiras, na Paraíba, Dom José Gonzáles Alonso, é importante entender o movimento de secularização para estar preparado, como bispo para agir e dar respostas aos fiéis no que diz respeito à Evangelização. “Caminhamos para um mundo secularizado. Portanto, temos que tomar consciência das mudanças do mundo e, como leigos ou pastores, devemos evangelizar também este mundo, respeitando as pluralidades, mas sem medo”, disse.

Por Canção Nova, com Arquidiocese do Rio de Janeiro

]]>
50487