Assembleia Geral da CNBB - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:02:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Assembleia Geral da CNBB - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Reunidos em Assembleia, bispos aprovam realização do 3º Ano Vocacional em 2023 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/reunidos-em-assembleia-bispos-aprovam-realizacao-do-3-ano-vocacional-em-2023/ Tue, 13 Apr 2021 19:56:58 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=60427 Por unanimidade, a 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou a realização do terceiro Ano Vocacional da Igreja no Brasil em 2023. Na ocasião, serão comemorados os 40 anos do primeiro ano temático dedicado à reflexão, oração e promoção das vocações no país. A proposta foi apresentada pela Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, na manhã desta terça-feira, segundo dia da 58ª Assembleia Geral da Conferência, que é realizada de forma virtual durante esta semana.

Segundo o bispo de Tubarão (SC) e presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados, dom João Francisco Salm, o Ano Vocacional de 2023 dará continuidade a um processo iniciado em 1983, quando foi celebrado o primeiro ano vocacional do Brasil. Naquela oportunidade, a iniciativa “favoreceu e ampliou o reconhecimento de que toda a comunidade cristã é responsável pela animação, cultivo e formações das vocações”. O bispo também elencou vários frutos que surgiram como a dinamização dos Serviços de Animação Vocacional e da Pastoral Vocacional e a produção de subsídios.

Em 2003, o segundo ano vocacional – com o tema “Batismo, fonte de todas as vocações” – “promoveu um novo despertar vocacional, conscientizou para a vocação e missão batismal na comunidade eclesial e na sociedade”, e ainda favoreceu outros frutos para a Igreja.

Mais recentemente, o 4º Congresso Vocacional do Brasil, em 2019, assumiu como compromisso a preparação de um projeto para celebrar os 40 anos do primeiro ano Vocacional do Brasil, surgindo a proposta do terceiro Ano Vocacional em 2023.

Dom João Francisco Salm apontou vários pontos que reforçam o contexto favorável em âmbito universal – com o Sínodo dos Jovens; as exortações apostólicas Christus Vivit e Gaudete et Exultate; o Sínodo 2022 (com o tema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”) – e nacionalmente, com o 4º Congresso Vocacional; as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, com a proposta das Comunidades Eclesiais Missionárias; e a Ratio Nacionalis para a Formação de Presbíteros.

O bispo também destacou uma fala do presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira, durante o 4º Congresso Vocacional, em 2019: “Sem consciência vocacional, a Igreja não terá o vigor missionário que ela precisa ter”.

Apresentações e partilhas
Durante as atividades da manhã, os bispos apresentaram e discutiram outros temas relacionados à missão da Igreja no Brasil.

Colégio Pio Brasileiro
O arcebispo de Porto Alegre (RS) e primeiro vice-presidente da CNBB, dom Jaime Spengler, partilhou com o episcopado as condições atuais e a busca por alternativas para promoção e sustentação do Colégio Pio Brasileiro, em Roma. A casa de formação é considerada vital para a Igreja no Brasil e tem como característica a proposta formativa própria, para atender os presbíteros diocesanos que são enviados para estudo na capital italiana.

Dom Jaime partilhou a situação administrativa-financeira, impactada pela pandemia da Covid-19, resultando em decréscimo no número de presbíteros estudantes, mas com a mesma quantidade de despesas. A Presidência da CNBB implantou um processo de acompanhamento da gestão e da administração para a sustentação do colégio por meio de um grupo de trabalho formado por bispos, padres e consultor em gestão. Algumas sugestões do grupo foram informadas e outras indicações foram propostas pelos bispos na Assembleia.

Comissão Doutrina da Fé
O bispo de Santo André (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da CNBB, dom Pedro Carlos Cipollini, apresentou as atividades da Comissão, com destaque para dois subsídios doutrinais elaborados recentemente: O Magistério dos Bispos e Vida, dom e compromisso – fé cristã e aborto.

Subsídios Doutrinais 11 – O magistério dos Bispos O subsídio doutrinal de número 11, sobre o Magistério dos Bispos, foi detalhado pelo bispo de Campanha (MG), dom Pedro Cunha Cruz, que é um dos membros da Comissão. O material, segundo o bispo, tem o propósito de oferecer uma reflexão teológica, “de forma breve e substanciosa acerca do Magistério dos bispos frente a um contexto pluralista que vivemos, permeado pelo secularismo e relativismo; atendendo também à demanda de alguns bispos preocupados com a existência de magistérios paralelos, alimentados por uma excessiva subjetividade e individualidade que não raramente causam perplexidade e divisões, sobretudo entre os fiéis, chegando a atingir a opinião pública”. Daí a importância de discutir o tema “para uma melhor compreensão da fé e o sentido de pertença à Igreja”, segundo dom Pedro Cunha Cruz.

O outro material, sobre “Fé cristã e aborto”, foi apresentado pelo bispo auxiliar de Porto Alegre (RS) e também membro da Comissão para a Doutrina da Fé, dom Leomar Antônio Brustolin. O subsídio é inspirado na Campanha da Fraternidade de 2020, cujo tema foi “Fraternidade e vida: dom e compromisso”.

O texto foi elaborado com a participação dos peritos da Comissão de Doutrina e contou com a análise da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB. O objetivo do texto, segundo dom Leomar, é oferecer uma visão interdisciplinar sobre questões em torno da temática do aborto: “Destacam-se assim pontos que favoreçam o dialogo com a sociedade e possibilitem ao cristão a capacidade de fazer contrapontos à mentalidade de descarte da pessoa que nós conhecemos bem”.

Dom Pedro Cipollini também lembrou que a Comissão enviou um questionário aos bispos para receber indicações de temáticas que podem ser aprofundadas pela Comissão em futuras publicações.

6ª Semana Social Brasileira
O bispo de Brejo (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Sociotransformadora da CNBBB, dom José Valdeci Santos Mendes, apresentou a proposta de trabalho em preparação para a 6ª Semana Social Brasileira, aprovada pela 57ª Assembleia Geral, em 2019. Desde então, a Comissão reuniu outros atores eclesiais e movimentos populares na construção da semana cujo tema é inspirado em um discurso do Papa Francisco aos Movimentos Populares: “Mutirão pela vida, por teto, terra e trabalho”.

Os eixos estruturais desse processo da 6ª SSB são economia, soberania e democracia. Dom Valdeci explicou que a reflexão sobre economia está em sintonia com a proposta do Papa Francisco de uma nova visão sobre a realidade, com a “Economia de Francisco e Clara”. No âmbito da democracia, busca-se aprofundar a democracia participativa.

Na preparação para a 6ª SSB, também serão celebrados os 30 anos das Semanas Sociais Brasileiras, eventos já estão sendo realizados virtualmente, como transmissões ao vivo, mutirões e rodas de conversa. Dom Valdeci partilhou calendário nacional da fase de “enraizamento”: a cada mês, um tema, com ao vivo, semana de ativismo e oferta de curso.

“As Semanas Sociais são um compromisso da nossa Igreja. Queremos que essa SSB deixe frutos para encontroar novos caminhos diante de tantos desafios que nós enfrentamos”, motivou dom José Valdeci. “Não seja só um evento, mas um grande acontecimento no nosso país e na nossa sociedade”, salientou.

Comunhão e Partilha
A Comissão Especial Episcopal para a Comunhão e Partilha também apresentou informações sobre sua atuação. O bispo de São José dos Campos (SP) e presidente da Comissão, dom José Valmor Cesar Teixeira, falou das condições atuais do projeto, que consiste em um fundo de solidariedade para subsidiar a manutenção dos seminaristas estudantes de Filosofia e Teologia pertencentes a diocese e prelazias sem os recursos necessários para o investimento na formação de novos padres. Dom Cesar partilhou as necessidades de recursos para a continuidade e o resumo financeiro de 2021.

Na reunião realizada em março deste ano, o balanço feito chegou ao número de 395 seminaristas de 47 dioceses beneficiados com os recursos do projeto.

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Mensagem da CNBB ao povo brasileiro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-brasil/mensagem-da-cnbb-ao-povo-brasileiro/ Wed, 08 May 2019 17:44:32 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=55093 O episcopado brasileiro, reunido em sua 57ª Assembleia Geral, de 1º a 10 de maio, em Aparecida (SP), emitiu hoje a “Mensagem da CNBB ao povo brasileiro”. No documento, os bispos alertam que a opção por um liberalismo exacerbado e perverso, que desidrata o Estado quase ao ponto de eliminá-lo, ignorando as políticas sociais de vital importância para a maioria da população, favorece o aumento das desigualdades e a concentração de renda em níveis intoleráveis, tornando os ricos mais ricos à custa dos pobres cada vez mais pobres.

O documento chama a atenção para os graves problemas vividos pela população do país, como o crescente desemprego, “outra chaga social, ao ultrapassar o patamar de 13 milhões de brasileiros, somados aos 28 milhões de subutilizados, segundo dados do IBGE, mostra que as medidas tomadas para combatê-lo, até agora, foram ineficazes. Além disto, é necessário preservar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”.

A violência, conforme aponta a mensagem, atinge níveis insuportáveis. “Aos nossos ouvidos de pastores chega o choro das mães que enterram seus filhos jovens assassinados, das famílias que perdem seus entes queridos e de todas as vítimas de um sistema que instrumentaliza e desumaniza as pessoas, dominadas pela indiferença. O feminicídio, o submundo das prisões e a criminalização daqueles que defendem os direitos humanos reclamam vigorosas ações em favor da vida e da dignidade humana”, diz o texto.

Segundo o documento, “o verdadeiro discípulo de Jesus terá sempre no amor, no diálogo e na reconciliação a via eficaz para responder à violência e à falta de segurança, inspirado no mandamento “Não matarás” e não em projetos que flexibilizem a posse e o porte de armas”.

Sobre as necessárias reformas política, tributária e da previdência, os bispos afirmam, na mensagem, que elas só se legitimam se feitas em vista do bem comum e com participação popular de forma a atender, em primeiro lugar, os pobres. “O Brasil que queremos emergirá do comprometimento de todos os brasileiros com os valores que têm o Evangelho como fonte da vida, da justiça e do amor”, afirma o texto.

Veja, abaixo, a mensagem na íntegra:

MENSAGEM DA CNBB AO POVO BRASILEIRO

“Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,5)

Suplicando a assistência do Espírito Santo, na comunhão e na unidade, nós, Bispos do Brasil, reunidos na 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, no Santuário Nacional, em Aparecida-SP, de 1 a 10 de maio de 2019, dirigimos nossa mensagem ao povo brasileiro, tomados pela ternura de pastores que amam e cuidam do rebanho. Desejamos que as alegrias pascais, vividas tão intensamente neste tempo, renovem, no coração e na mente de todos, a fé em Jesus Cristo Crucificado-Ressuscitado, razão de nossa esperança e certeza de nossa vitória sobre tudo que nos aflige.

“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20)

Enche-nos de esperançosa alegria constatar o esforço de nossas comunidades e inúmeras pessoas de boa vontade em testemunhar o Evangelho de Jesus Cristo, comprometidas com a vivência do amor, a prática da justiça e o serviço aos que mais necessitam. São incontáveis os sinais do Reino de Deus entre nós a partir da ação solidária e fraterna, muitas vezes anônima, dos que consomem sua vida na transformação da sociedade e na construção da civilização do amor. Por essa razão, a esperança e a alegria, frutos da ressurreição de Cristo, hão de ser a identidade de todos os cristãos. Afinal, quando deixamos que o Senhor nos tire de nossa comodidade e mude a nossa vida, podemos cumprir o que ordena São Paulo: ‘Alegrai-vos sempre no Senhor! De novo o digo: alegrai-vos!’ (Fl 4,4) (cf. Papa Francisco, Exortação Apostólica Gaudete et Exultate, 122).

“No mundo tereis aflições, mas tende coragem! Eu venci o mundo” (Jo 16,33).

Longe de nos alienar, a alegria e a esperança pascais abrem nossos olhos para enxergarmos, com o olhar do Ressuscitado, os sinais de morte que ameaçam os filhos e filhas de Deus, especialmente, os mais vulneráveis. Estas situações são um apelo a que não nos conformemos com este mundo, mas o transformemos (cf. Rm 12,2), empenhando nossas forças na superação do que se opõe ao Reino de justiça e de paz inaugurado por Jesus.

A crise ética, política, econômica e cultural tem se aprofundado cada vez mais no Brasil. A opção por um liberalismo exacerbado e perverso, que desidrata o Estado quase ao ponto de eliminá-lo, ignorando as políticas sociais de vital importância para a maioria da população, favorece o aumento das desigualdades e a concentração de renda em níveis intoleráveis, tornando os ricos mais ricos à custa dos pobres cada vez mais pobres, conforme já lembrava o Papa João Paulo II na Conferência de Puebla (1979). Nesse contexto e inspirados na Campanha da Fraternidade deste ano, urge reafirmar a necessidade de políticas públicas que assegurem a participação, a cidadania e o bem comum. Cuidado especial merece a educação, gravemente ameaçada com corte de verbas, retirada de disciplinas necessárias à formação humana e desconsideração da importância das pesquisas.

A corrupção, classificada pelo Papa Francisco como um “câncer social” profundamente radicada em inúmeras estruturas do país, é uma das causas da pobreza e da exclusão social na medida em que desvia recursos que poderiam se destinar ao investimento na educação, na saúde e na assistência social, caminho de superação da atual crise. A eficácia do combate à corrupção passa também por uma mudança de mentalidade que leve a pessoa compreender que seu valor não está no ter, mas no ser e que sua vida se mede não por sua capacidade de consumir, mas de partilhar.

O crescente desemprego, outra chaga social, ao ultrapassar o patamar de 13 milhões de brasileiros, somados aos 28 milhões de subutilizados, segundo dados do IBGE, mostra que as medidas tomadas para combatê-lo, até agora, foram ineficazes. Além disto, é necessário preservar os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. O desenvolvimento que se busca tem, no trabalho digno, um caminho seguro desde que se respeite a primazia da pessoa sobre o mercado e do trabalho sobre o capital, como ensina a Doutrina Social da Igreja. Assim, “a dignidade de cada pessoa humana e o bem comum são questões que deveriam estruturar toda a política econômica, mas às vezes parecem somente apêndices adicionados de fora para completar um discurso político sem perspectivas nem programas de verdadeiro desenvolvimento integral” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 203).

A violência também atinge níveis insuportáveis. Aos nossos ouvidos de pastores chega o choro das mães que enterram seus filhos jovens assassinados, das famílias que perdem seus entes queridos e de todas as vítimas de um sistema que instrumentaliza e desumaniza as pessoas, dominadas pela indiferença. O feminicídio, o submundo das prisões e a criminalização daqueles que defendem os direitos humanos reclamam vigorosas ações em favor da vida e da dignidade humana. O verdadeiro discípulo de Jesus terá sempre no amor, no diálogo e na reconciliação a via eficaz para responder à violência e à falta de segurança, inspirado no mandamento “Não matarás” e não em projetos que flexibilizem a posse e o porte de armas.

Precisamos ser uma nação de irmãos e irmãs, eliminando qualquer tipo de discriminação, preconceito e ódio. Somos responsáveis uns pelos outros. Assim, quando os povos originários não são respeitados em seus direitos e costumes, neles o Cristo é desrespeitado: “Todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes mais pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer” (Mt 25,45). É grave a ameaça aos direitos dos povos indígenas assegurados na Constituição de 1988. O poder político e econômico não pode se sobrepor a esses direitos sob o risco de violação da Constituição.

A mercantilização das terras indígenas e quilombolas nasce do desejo desenfreado de quem ambiciona acumular riquezas. Nesse contexto, tanto as atividades mineradoras e madeireiras quanto o agronegócio precisam rever seus conceitos de progresso, crescimento e desenvolvimento. Uma economia que coloca o lucro acima da pessoa, que produz exclusão e desigualdade social, é uma economia que mata, como nos alerta o Papa Francisco (EG 53). São emblemático exemplo disso os crimes ocorridos em Mariana e Brumadinho com o rompimento das barragens de rejeitos de minérios.

As necessárias reformas política, tributária e da previdência só se legitimam se feitas em vista do bem comum e com participação popular de forma a atender, em primeiro lugar, os pobres, “juízes da vida democrática de uma nação” (Exigências éticas da ordem democrática, CNBB – n. 72). Nenhuma reforma será eticamente aceitável se lesar os mais pobres. Daí a importância de se constituírem em autênticas sentinelas do povo as Igrejas, os movimentos sociais, as organizações populares e demais instituições e grupos comprometidos com a defesa dos direitos humanos e do Estado Democrático de Direito. Instâncias que possibilitam o exercício da democracia participativa como os Conselhos paritários devem ser incentivadas e valorizadas e não extintas como estabelece o decreto 9.759/2019.

“Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e sua justiça” (Mt 6,33)

O Brasil que queremos emergirá do comprometimento de todos os brasileiros com os valores que têm o Evangelho como fonte da vida, da justiça e do amor. Queremos uma sociedade cujo desenvolvimento promova a democracia, preze conjuntamente a liberdade e a igualdade, respeite as diferenças, incentive a participação dos jovens, valorize os idosos, ame e sirva os pobres e excluídos, acolha os migrantes, promova e defenda a vida em todas as suas formas e expressões, incluído o respeito à natureza, na perspectiva de uma ecologia humana e integral.

As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que aprovamos nesta 57ª Assembleia da CNBB, e o Sínodo para a Pan-Amazônia, a se realizar em Roma, em outubro deste ano, ajudem no compromisso que todos temos com a construção de uma sociedade desenvolvida, justa e fraterna. Lembramos que “o desenvolvimento tem necessidade de cristãos com os braços levantados para Deus em atitude de oração, cristãos movidos pela consciência de que o amor cheio de verdade – caritas in veritate -, do qual procede o desenvolvimento autêntico, não o produzimos nós, mas nos é dado” (Bento XVI, Caritas in veritate, 79). O caminho é longo e exigente, contudo, não nos esqueçamos de que “Deus nos dá a força de lutar e sofrer por amor do bem comum, porque Ele é o nosso Tudo, a nossa esperança maior” (Bento XVI, Caritas in veritate, 78).

A Virgem Maria, mãe do Ressuscitado, nos alcance a perseverança no caminho do amor, da justiça e da paz.

Aparecida-SP, 7 de maio de 2019.

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Eleita nova presidência da CNBB para o quadriênio 2019-2023 https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-brasil/eleita-nova-presidencia-da-cnbb-para-o-quadrienio-2019-2023/ Tue, 07 May 2019 19:13:43 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=55046 O arcebispo de Belo Horizonte (MG), Dom Walmor Oliveira de Azevedo, foi eleito presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na tarde desta segunda-feira, 6 de maio. Na parte da noite, foram eleitos os dois vice-presidentes, uma novidade do novo estatuto da Conferência. Anteriormente, apenas um bispo ocupava a vice-presidência da entidade. Os dois vice-presidentes são: Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS), e Dom Mário Antonio Silva, bispo de Roraima.

Conforme o Estatuto da CNBB, o até então presidente, cardeal Sergio da Rocha, perguntou aos eleitos se aceitavam os encargos. Dom Walmor disse: “Aceito com humildade, aceito com temor e aceito à luz da fé”. Dom Jaime Spengler disse: “Com temor e tremor, acolho“. E Dom Mário disse a dom Sergio e à assembleia aceitar a indicação e a confiança dos irmãos bispos em nome da Amazônia e do povo brasileiro.

Dados biográficos

Dom Walmor Oliveira de Azevedo nasceu em 26 de abril de 1954. É natural de Côcos (BA) e o primeiro baiano a estar à frente da CNBB. É doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma, Itália) e mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico (Roma, Itália).

Dom Jaime Spengler

É natural de Gaspar, em Santa Catarina. O vice-presidente eleito nasceu em 6 de setembro de 1960. Ingressou na Ordem dos Frades Menores em 20 de janeiro de 1982, pela admissão no Noviciado na cidade de Rodeio (SC). Estudou Filosofia no Instituto Filosófico São Boaventura, em Campo Largo (PR), e Teologia no Instituto Teológico Franciscano, em Petrópolis (RJ), concluindo-o no Instituto Teológico de Jerusalém, em Israel. Foi ordenado sacerdote em 17 de novembro de 1990, na sua cidade natal.

O arcebispo tem doutorado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Antonianum, de Roma, e atuou dentro da Ordem dos Frades Menores em diversas missões e cidades do país até 2010, quando foi nomeado no mês de novembro daquele ano, bispo titular de Patara e auxiliar de Porto Alegre (RS).

Dom Mário Antônio da Silva

Nasceu em Itararé (SP), em 17 de outubro de 1966. Estudou Filosofia e Teologia no Seminário Maior Divino Mestre, da diocese de Jacarezinho (PR). Possui mestrado em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade Lateranense de Roma, na Itália.

No ano de 1991 foi ordenado padre em Sengés, no estado do Paraná, por Dom Conrado Walter. Era chanceler da diocese de Jacarezinho quando foi nomeado bispo auxiliar de Manaus no dia 9 de junho de 2010. Escolheu como lema episcopal “Testemunhar e Servir”.
Sua ordenação ocorreu na Catedral de Jacarezinho, em 20 de agosto de 2010, em celebração presidida por Dom Mauro Aparecido dos Santos, arcebispo de Cascavel (PR). A missa de acolhida na Arquidiocese de Manaus aconteceu no dia 12 de setembro de 2010, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Conceição.

Em 2015, foi eleito presidente do regional Norte 1 (Roraima e norte do Amazonas) para o quadriênio de 2015-2019, durante a 53ª Assembleia Geral da CNBB. Também é membro da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB. Em junho de 2016, foi nomeado bispo de Roraima pelo papa Francisco.

Secretário geral

Foi eleito, na manhã desta terça-feira, 7 de maio, como o novo secretário-geral da Conferência Nacional dos dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Joel Portella Amado, bispo auxiliar do Rio de Janeiro. Eleito no segundo escrutínio, o sucessor de dom Leonardo Steiner que ocupou o cargo por dois quadriênios, é natural do Rio de Janeiro.

Ele aceitou a eleição e disse: “na comunhão com dom Walmor, dom Jaime e dom Mário, a minha resposta é sim!”.

Dados biográficos

Nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro pelo papa Francisco em 7 de dezembro 2016, o monsenhor Joel Portella Amado, até então professor do departamento de Teologia da PUC-Rio, foi ordenado no dia 28 de janeiro 2017, na catedral metropolitana do Rio.

Dom Joel Portella, de 65 anos, nasceu em 2 de outubro de 1954. O religioso possui graduação em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1977). Atualmente é professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Teologia, com ênfase em Antropologia Teológica e Teologia Pastoral, atuando principalmente nos seguintes temas: evangelização, inculturação, pastoral urbana, teologia e urbanização.

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Novas diretrizes da Igreja no Brasil 2019-2023 são aprovadas https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-brasil/novas-diretrizes-da-igreja-no-brasil-2019-2023-sao-aprovadas/ Mon, 06 May 2019 19:04:46 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=55043 As Novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o próximo quadriênio (2019 a 2023), após intenso processo de debate e acréscimos dos bispos, foram aprovadas na manhã deste dia 6 de maio pelos participantes da 57ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP).

O padre Manoel de Oliveira Filho, membro da Comissão do Texto Central sobre as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2019-2023) falou ao portal da CNBB sobre o caminho que as novas diretrizes propõem à Igreja no Brasil.

Segundo ele, o central nas Novas Diretrizes é mais uma vez um novo chamado de retorno às fontes e para olhar para a experiência das comunidades primitivas para formar, no hoje da história e na realidade urbana, comunidades eclesiais missionárias.

“Que essas comunidades eclesiais missionárias tenham jeito de casa, de acolhida, não uma coisa estática de paredes simplesmente, ou da estrutura física. Mas, acima de tudo as diretrizes falam de um jeito de ser, de uma postura que lembre, evoque a ideia da casa que acolhe, que é espaço de ternura e misericórdia”, disse.

Os quatro pilares – Padre Manoel reforça que a casa é onde as pessoas são identificadas pelo nome, pelo jeito, onde têm história. Na proposta das diretrizes, lembrou o religioso, a casa é sustentada por quatro pilares essenciais: a) Palavra de Deus e a iniciação à vida cristã; O pilar do Pão que é a casa sustentada pela liturgia e sobre a espiritualidade; o pilar da Caridade que é a casa sustentada sobre o acolhimento fraterno e sobre o cuidado com as pessoas, especialmente os mais frágeis e excluídos e invisíveis; o pilar da Missão porque é impossível fazer uma experiência profunda com Deus na comunidade eclesial que não leve, inevitavelmente, à vida missionária.

A realidade urbana, fragmentada, carregada de luz e de sombras, mas também cheia de potencialidades, é definida pelo padre muito mais de um lugar social geográfico mas como uma mentalidade e cultura. “Nesta realidade a Igreja é convidada a ser presença. Como casa. Como comunidade eclesial missionária”, reafirmou.

A diretrizes, segundo ele, apontam para um rumo muito bonito, porque partem de uma perspectiva de encontro com Deus e com os irmãos, numa dinâmica de acolhida, de portas abertas, de ir ao encontro, de espera e acolhida ativa para formar as comunidades.

As Igrejas e comunidades são convidadas, segundo o que propõe as novas diretrizes, a serem luzeiros no meio do mundo. O religioso afirmou que as comunidades podem estar em qualquer lugar: no condomínio, numa praça, no trabalho. “Mas também nas paróquias, comunidades, nos colégios católicos, nas obras sociais”, disse.

“As novas diretrizes apontam para rumos e horizontes muito bonitos de avanço, de comprometimento apostólico e de comprometimento profético-transformador”, destacou.

Segundo ele, a profecia não se dá apenas pela denúncia, embora seja fundamental hoje mais do que nunca, mas também pelo anúncio de um jeito novo de ser e de viver. “Os rumos são os mais bonitos, basta a gente entrar nesta história e caminho”, disse.

Após a assembleia, o religioso aponta que todas as instâncias, as pastorais e organismos, e as Igrejas particulares, toda vida eclesial precisam entrar mesmo neste rumo, na direção apontadas pelas Diretrizes. “Seguir este caminho, acreditar no projeto e proposta. Vamos todos precisar, como todo a vida de Igreja, fazer um caminho de conversão, ler estudar, colocar na mente e descer para o coração para transformar em realidade”, disse.

A CNBB apresenta diretrizes mais gerais, não apresenta um plano; Após a assembleia, segundo padre Manoel, o plano deve ser feito por cada instância da Igreja nas diferentes realidades. “Se a gente acredita no projeto vamos encontrar um caminho para que ele se torne real”, concluiu.

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Cientistas Católicos fundam Sociedade Brasileira durante Assembleia da CNBB https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-brasil/cientistas-catolicos-fundam-sociedade-brasileira-durante-assembleia-da-cnbb/ Sat, 04 May 2019 18:37:50 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=55040 Durante a Assembleia da CNBB, é frequente que diversos grupos se reúnam para tratar de assuntos pertinentes às Comissões Pastorais da Igreja no Brasil. Neste contexto, a partir da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação, foi realizada uma Assembleia que tratou da fundação da Sociedade Brasileira de Cientistas Católicos (SBCC), na noite de ontem (3), em Aparecida (SP).

O encontro contou com a participação de cientistas e pesquisadores católicos, sendo eles leigos ou sacerdotes, além de Pe. Danilo Pinto, assessor nacional da CNBB para o Setor Universidades, e Dom João Justino de Medeiros Silva, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação.

O objetivo da fundação da SBCC é reunir cientistas católicos, que podem ser pesquisadores de diversas áreas da Ciência (Exatas, Humanas ou Biológicas), e promover ações específicas no campo de ensino e pesquisa.

No amplo âmbito de atividades que serão exercidas pela Sociedade, se destacam as propostas de discussão de temas relacionados à Fé e Razão; de realização de pesquisa científica à luz da Doutrina Social da Igreja Católica; de apresentar um posicionamento oficial dos cientistas católicos diante de temas que permeiam a sociedade atual; de firmar parcerias com outras instituições católicas, de outras profissões religiosas e, até mesmo, com o governo.

Dom Justino conta que a fundação da Sociedade Brasileira de Cientistas Católicos é uma resposta a um pedido feito à Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação de que o Setor Universidades não trabalhasse apenas com os estudantes de graduação, mas que envolvesse também as demais pessoas presentes no âmbito acadêmico.

“Com a aproximação do Setor Universidades aos professores universitários, abriu-se uma perspectiva, à luz do documento da Congregação para a Educação Católica, sobre o ‘Humanismo Solidário’. Assim foi realizado o Congresso Brasileiro de Humanismo Solidário na Ciência, em outubro de 2018, na PUC-RJ. Então, como resposta concreta deste Congresso, aconteceu a criação da Sociedade Brasileira de Cientista Católicos”, explica o bispo.

Trabalho pastoral

Além dos sócios que, necessariamente, devem professar a fé católica e estar ligados ao campo de produção científica, a SBCC também será formada, dentre outros, por um Comitê Teológico Pastoral.

O grupo será liderado por Dom João Justino e composto por teólogos e pastoralistas que terão a função de garantir que as ações da Sociedade se mantenham dentro das normativas da Doutrina Católica e também de realizar um trabalho de pastoreio para com seus membros.

O Comitê também poderá solicitar temáticas de pesquisas para obter pareceres oficiais dos cientistas católicos do Brasil.

Durante a Assembleia em Aparecida (SP), foram realizadas a aprovação do estatuto e eleição da diretoria da sociedade, além de reflexões e alinhamentos sobre a identidade e missão da SBCC.

Como participar

Segundo Dom Justino, a Sociedade pretende “incluir e abrir espaço para a participação de professores, cientistas e estudiosos católicos de todo o Brasil”.

Para se tornar membro da SBCC e para obter mais informações, entre em contato pelo e-mail: sociedade@humanismonaciencia.com.br

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Padre Agamenilton fala das alegrias, das esperanças e da unidade do episcopado brasileiro na 57ª AG da CNBB https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/padre-agamenilton-fala-das-alegrias-das-esperancas-e-da-unidade-do-episcopado-brasileiro-na-57a-ag-da-cnbb/ Fri, 03 May 2019 02:24:51 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=55007 Pela primeira vez, o Administrador Diocesano de Uruaçu, Pe. Francisco Agamenilton Damascena participa da Assembleia Geral da CNBB, que acontece em Aparecida (SP) de 1º a 10 de maio e neste ano está em sua 57ª edição. Podem participar do evento, segundo o Estatuto da CNBB, os 323 bispos na ativa, os 171 bispos eméritos, os Administradores Diocesanos e os representantes de organismos e pastorais da Igreja. Este ano, a AG tem a tarefa central de atualizar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) da Igreja no Brasil para o quadriênio 2019 a 2023.

Participando do evento, Pe. Agamenilton diz levar “as alegrias, as esperanças, os desafios da nossa vida diocesana, da missão evangelizadora e aqui partilhando com os demais bispos do Brasil dessas alegrias e encontrando neste espaço de comunhão fraterna forças para prosseguir na missão”. Já no segundo dia do encontro (2/05), ele destacou a unidade dos bispos do Brasil. “Posso testemunhar que o episcopado brasileiro neste Brasil tão imenso é muito rico. Posso testemunhar que a unidade e diversidade são muito bem orquestrados pelo Espírito Santo no episcopado brasileiro. Há diferenças, mas há uma caridade muito profunda entre os bispos que são irmãos e nos ajudam a seguir Jesus Cristo”, declarou.

O Administrador Diocesano de Uruaçu comentou o que estava sendo discutido neste segundo dia de Assembleia Geral (2/05). “Hoje, segundo dia de trabalho, estamos dedicando ao tema central que são as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE 2019-2023) tivemos trabalhos de grupo, várias colocações, emendas, comentários sobre o texto e caminharemos então para a redação final. Sendo o tema central torna-se muito relevante a discussão porque são essas diretrizes que iluminarão e ajudarão as dioceses a fazer os seus planos pastorais diocesanos e podem se servir dessas diretrizes como resultado de um trabalho de comunhão, de esforço de juntos encontrarmos saídas para nós evangelizarmos do jeito que Jesus nos pede nos dias de hoje”.

Ouça o Pe. Agamenilton

 

A centralidade da oração
Pe. Agamenilton destacou também a centralidade dos momentos de oração durante a Assembleia Geral dos Bispos, sobretudo na Casa da Mãe Aparecida. “Posso constatar os momentos singulares de oração na Assembleia, sejam as missas na Basílica Nossa Senhora Aparecida, a nossa consagração a Nossa Senhora, como também durante os trabalhos da Assembleia, vários momentos de oração, faz-nos entender que aqui não é simplesmente uma reunião, uma Assembleia como se faz em outros lugares, outros grupos, mas uma Assembleia convocada pelo Senhor, estamos reunidos em nome de Cristo e ele está presente no meio de nós. Esses momentos de oração cadenciam o encontro e nos fazem lembrar que Deus nos assiste e estamos aqui por causa dele, portanto, esse é um elemento muito marcante também”, finalizou.

Veja mais fotos da 57ª AG da CNBB

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Em sua 57ª Assembleia Geral, CNBB tem o desafio de eleger nova presidência e atualizar as novas diretrizes para a Igreja no Brasil https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-brasil/em-sua-57a-assembleia-geral-cnbb-tem-o-desafio-de-eleger-nova-presidencia-e-atualizar-as-novas-diretrizes-para-a-igreja-no-brasil/ Thu, 25 Apr 2019 18:07:41 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=54823 De 1º a 10 de maio acontece no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida, do Santuário Nacional de Aparecida (SP), a 57ª Assembleia Geral (AG) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) da qual podem participar, segundo o Estatuto da CNBB, os 323 bispos na ativa, os 171 bispos eméritos e representantes de organismos e pastorais da Igreja. Este ano, a AG tem a tarefa central de atualizar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) da Igreja no Brasil para o quadriênio 2019 a 2023.

A versão que os bispos aprovarão na 57ª AG, produzida inicialmente pela Comissão Especial sobre a atualização das Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) 2019/2023, foi objeto de sugestões e emendas dos órgãos da CNBB, como seu Conselho Permanente, dos bispos, dos organismos e pastorais da Igreja no Brasil. Sua atualização teve início ainda na 56ª AG do ano passado quando os bispos apontaram as primeiras sugestões.

O arcebispo de São Luís (MA) e presidente do Regional Nordeste 5, Dom José Belisário da Silva, coordenador dos trabalhos desta comissão, lembra que a atuação da Igreja no mundo urbano, conforme já amadurecido pelos bispos do Brasil, é o foco do documento. “O texto reforça que vivemos uma cultura urbana, com predominância no país das grandes cidades”, acentua.

Segundo o presidente da Comissão Especial, o grupo recebeu significativas contribuições. A tendência da equipe, segundo Dom Belisário, foi acolher todas as emendas propostas, exceto as que apresentaram caráter contraditório. A equipe se encontrou mais uma vez antes da antes da 57ª AG com a missão de incorporar as últimas contribuições enviadas. É desta reunião, reforça, que saiu o texto final que será aprovado pelos bispos em Aparecida (SP).

Estrutura do documento – As Diretrizes que os bispos aprovarão estão estruturadas a partir da imagem da comunidade cristã como “casa”. No centro, como eixo, está a Comunidade Eclesial Missionária, sustentada por “quatro pilares”: Palavra, Pão, Caridade e Missão.

O texto está estruturado em 4 partes. A primeira, que inclui uma introdução e o 1º capítulo, aprofunda os rumos da Igreja no mundo urbano atual. O 2º capítulo aprofunda o olhar dos discípulos missionários; o 3º capítulo trata da ideia-força da Igreja nas Casas, retomando a inspiração das primeiras comunidades cristãs; O 4º, e último capítulo, constitui-se de indicadores que apontam sobre como a Igreja em Missão no Brasil pode estar presente da melhor maneira possível neste novo mundo urbano.

“Fundamentalmente, a nossa pergunta é: como que a nossa Igreja no Brasil agora se coloca diante deste novo momento da realidade brasileira?”, questiona Dom Belisário. O desafio, após a 57ª AG, será transformar estas Diretrizes em projetos pastorais que, respeitando a unidade da Igreja em todo o Brasil, respondam às realidades regionalmente diversificadas.

A 57ª AG da CNBB também tem como desafio eleger a nova presidência da CNBB para o próximo quadriênio. Esta é composta pelo presidente, vice-presidente e secretário-geral. Na ocasião também serão eleitos os 12 presidentes das Comissões Episcopais Pastorais e o delegado e o suplente junto ao Conselho Episcopal Latino Americano (Celam).

Outros temas prioritários e diversos como reuniões, comunicações, celebrações e retiro integram a pauta da Assembleia. Esta edição prevê, inicialmente, duas mensagens e carta final sendo uma ao papa Francisco e outra ao prefeito da Congregação para os Bispos.

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Bispos enviam Carta ao papa e lembram que o Brasil passa por grave instabilidade https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/bispos-enviam-carta-ao-papa-e-lembram-que-o-brasil-passa-por-grave-instabilidade/ Fri, 13 Apr 2018 15:38:23 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51894 Durante a segunda coletiva de imprensa da 56ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil (CNBB), nesta quinta-feira, 12 de abril, o arcebispo da arquidiocese São Sebastião do Rio de Janeiro, cardeal Orani Tempesta, divulgou uma carta a ser enviada para o Papa Francisco, levando saudações do episcopado e as temáticas que estão sendo trabalhadas durante a Assembleia Geral. O texto trata também da unidade do episcopado brasileiro com o sumo pontífice. Segundo o cardeal, a carta, aprovada em plenário, foi elaborada por uma comissão e representa a opinião de todos os bispos presentes em Aparecida (SP).

Em sua apresentação, o arcebispo do Rio de Janeiro ressaltou alguns assuntos citados na carta dando destaque ao tema central da Assembleia, ‘A Formação de Novos Presbíteros’, e a memória dos 40 anos da restauração da imagem de Nossa Senhora Aparecida, após um atentado que a deixou fragmentada. A carta, assinada pela presidência da CNBB, também lembra ainda a Exortação Apostólica do próprio Papa Francisco, “Gaudete et Exsultate”, sobre o chamado à santidade no mundo atual’, o Ano Nacional do Laicato e a Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos.

Leia a carta na íntegra:

CARTA AO PAPA FRANCISCO

Aparecida – SP, 11 de abril de 2018.

Querido Papa Francisco,

Ao iniciarmos a 56ª Assembleia Geral Ordinária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), enviamos a Vossa Santidade nossa saudação e manifestação de comunhão.

Reunidos em Aparecida até o próximo dia 20, celebramos a Santa Missa diariamente no Santuário Nacional. Aqui nos recordamos, Santo Padre, de sua visita, seu carinho filial pela Mãe de Deus e nossa Mãe, bem como de suas intenções particulares.

Vivenciando o Ano do Laicato no Brasil, damos graças a Deus pela vida e missão dos fiéis leigos e leigas, e a eles manifestamos nossa profunda gratidão por serem autênticos “sujeitos na Igreja em saída a serviço do Reino”. Nesta Assembleia Geral nos dedicaremos, particularmente, ao tema da formação dos presbíteros da Igreja no Brasil, elaborando as diretrizes para formação no contexto atual, a partir da nova Ratio Fundamentalis Institutionis Sacerdotalis.

Diante da pequena imagem da Virgem Aparecida, também fazemos memória dos 40 anos de sua restauração, após um atentado que a deixou fragmentada. Num período em que o Brasil passa por grave instabilidade política, econômica e social, que também atinge nossa vivência eclesial, queremos assumir ao lado de nosso povo as exigências deste momento que, cremos, também pode ser de profunda restauração. Sem ceder à perplexidade e à estagnação, sentimo-nos impulsionados a uma adesão mais intensa e criativa ao Evangelho de Jesus Cristo.

Reconhecemos a graça de participarmos da missão do Filho de Deus, que restaura em Si mesmo todas as coisas sob o impulso do Espírito Santo. Essa obra se desenvolve na história e conta com todos os filhos e filhas da Igreja, chamados à santidade, na diversidade das vocações. Agradecemos a Vossa Santidade pela Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate, sobre o chamado à santidade no mundo atual, assinada no dia 19 de março passado, na Solenidade de São José. Com essa Exortação, somos encorajados, como pastores, a percorrer o caminho das bem-aventuranças e a permanecer ao lado dos fiéis em sua busca quotidiana da santidade.

Com nossa gratidão, apresentamos-lhe nossa oração pelas grandes preocupações de Vossa Santidade em relação às necessidades da Igreja e aos sofrimentos de uma multidão de irmãos e irmãs, mergulhados nas situações de guerra, violência, perda de direitos, desemprego, miséria e fome em várias partes do mundo.

Santo Padre, que o mistério da Páscoa do Senhor, há pouco celebrado solenemente, possa sustentar sua alegre doação. Deus é jovem e o coração da Igreja é jovem! Que a luz da ressurreição o guie na preparação e realização do Sínodo sobre “os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Conte sempre com nossa oração e comunhão.

Que Nossa Senhora Aparecida seja Mãe próxima e interceda sempre por Vossa Santidade.

Pedimos-lhe que nos acompanhe com sua oração e solicitude paternal, e que conceda sua Bênção Apostólica a nós e a todo povo brasileiro.

Fonte: CNBB Nacional

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