apóstolo Paulo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png apóstolo Paulo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Devemos reconhecer o dom de Deus na nossa vida https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/devemos-reconhecer-o-dom-de-deus-na-nossa-vida/ Wed, 31 Jan 2018 10:35:36 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50595 A responsabilidade de conduzir a própria vida, reconhecendo-a como dom de Deus, é muito séria e desafiadora. Uma tarefa que contempla responsabilidades profissionais, familiares e cidadãs. Pensar e julgar, de modo adequado, está entre os maiores desafios existenciais. O apóstolo Paulo, em sua carta aos Romanos, mostra que superar dinâmicas viciadas e obscuras nos modos de pensar e julgar é “regra de ouro”. Um desafio a ser assumido por todos. Afinal, o exercício de pensar e julgar determina procedimentos e escolhas que norteiam o conjunto da vida, a competência para superar crises e encontrar novas respostas para os desafios cotidianos.

Frequentemente, esse exercício está emoldurado de maneira rígida, por certa mentalidade vigente. Por isso mesmo, há dificuldade para admitir a necessidade de transformações no próprio modo de pensar e julgar. A tendência é a cristalização – com pouca abertura para o diferente, para outras perspectivas que ensejem novas percepções. Perde-se, consequentemente, a oportunidade para enriquecer a própria vida, conhecer mais e amadurecer a mundividência. Na sociedade brasileira, o preço que se paga por esse aprisionamento à mentalidade vigente, é a carência de novos líderes, além da falta de credibilidade que se desdobra no caos político. Repetem-se esquemas e dinâmicas, porque não há amplo engajamento em um permanente processo de renovação existencial.

A espiritualidade nas nossas escolhas

É verdade que a capacidade para pensar e julgar, discernir e escolher, depende das próprias vivências, da influência cultural, familiar e de muitas instituições. Mas, acima de tudo, esse processo é uma experiência eminentemente espiritual. Sem reconhecer a importância da espiritualidade, a tendência é se encastelar nas próprias convicções, sem a necessária disponibilidade para permanentemente reavaliá-las. São perpetuados vícios e modos equivocados de lidar com problemas, que exigem soluções urgentes. Tudo torna-se mais difícil.

Quando a dimensão espiritual não ilumina a capacidade de pensar e julgar, as pessoas prendem-se à mediocridade. Não conseguem proporcionar às suas instituições o fôlego da renovação. Em vez disso, ganham espaço a corrupção, a mesquinhez e a ganância sem limites. Desconsidera-se a sabedoria que alimenta a lucidez. É fácil constatar que a  carência de novos modos de pensar e julgar é problema comum a governantes, líderes e muitas pessoas que integram o contexto social. Gente que apresenta um discurso articulado, mas que revela-se equivocado do ponto de vista ético-moral. Homens e mulheres que não se valem de critérios que objetivam o bem, a justiça e a paz para interpretar, discernir e fazer escolhas.

Saúde física e mental

Investir na espiritualidade é imprescindível. Porém, o momento em que todos vão reconhecer a importância da espiritualidade na fecundação de novos modos de pensar e julgar é realidade distante. Isso porque, a cristalização de convicções obsoletas, perpetua nos indivíduos, sentimentos ruins. Ora, ao se reconhecer que a espiritualidade é fundamental para a saúde física e mental, deve-se, também, considerar que a dimensão espiritual tem força para fazer desabrochar a sabedoria. A espiritualidade permite enxergar até mesmo o invisível. É um fundamental remédio para romper com os parâmetros da mediocridade, que são hegemônicos na sociedade brasileira.

O segredo para melhorar a realidade não é abraçar, incondicionalmente, convicções que já estão cristalizadas, discursos políticos, partidários e ideológicos. Deve-se conquistar a liberdade que ultrapassa o apego ao dinheiro, pois, a ganância aprisiona consciências. A espiritualidade é remédio que cura a doença das mentiras e do egoísmo. A dimensão espiritual alimenta novos modos de pensar e julgar. Todos são convocados para uma autoavaliação, observando as próprias convicções e formas de ver o mundo. Vale acolher a orientação espiritual e humanística do padre José Tolentino, escritor português: “Que os nossos olhos, feitos para olhar as estrelas, não morram olhando para os nossos sapatos”.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte

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Papa Francisco: a esperança cristã não decepciona porque é fundada em Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-a-esperanca-crista-nao-decepciona-porque-e-fundada-em-deus/ Wed, 15 Feb 2017 11:59:13 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-a-esperanca-crista-nao-decepciona-porque-e-fundada-em-deus.html Na Audiência Geral desta quarta-feira, realizada na Sala Paulo VI no Vaticano, o Papa Francisco explicou que a esperança cristã é sólida e não decepciona, porque é fundada no próprio Deus, que é amor, um amor que dá paz à vida de quem confia nele.

Nesse sentido, o Santo Padre propôs esta jaculatória: “Deus me ama. Estou certo de que Deus me ama”. Explicou que esta frase pode ajudar a refletir e compreender melhor o sentido da esperança cristã, a qual “não decepciona”, porque é fundada no próprio Deus.

“É fácil dizer: ‘Deus nos ama’. Todos dizemos isso. Mas pensem um pouco: cada um de nós é capaz de dizer: ‘Estou certo de que Deus me ama’? Não é tão fácil dizer isso. Mas é verdade. É um bom exercício dizer a si mesmo: ‘Deus me ama’. Esta é a raiz de nossa segurança, a raiz da esperança. E nós temos que repeti-lo como uma oração: ‘Estou certo de que Deus me ama’”.

O Papa explicou que “desde pequenos, nos é ensinado que não é bonito vangloriar-se. Isso é certo, porque vangloriar-se daquilo que se é ou daquilo que se tem, além de certa soberba, revela também uma falta de respeito pelos outros, especialmente em relação àqueles que são mais desfavorecidos do que nós”.

Entretanto, chamou atenção sobre a aparente contradição na Carta aos Romanos sobre este assunto: “o Apóstolo Paulo nos surpreende, porque duas vezes ele nos exorta a nos vangloriarmos. Do que é certo vangloriar-se? Porque, se ele nos exorta, alguma coisa será certa. Como é possível fazer isso, sem ofender os outros, sem destruir alguém?”.

“No primeiro caso, nós somos convidados a nos vangloriar da abundância da graça que nos foi derramada por Jesus Cristo, por meio da fé. Paulo quer nos fazer entender que, se aprendemos a ver os acontecimentos à luz do Espírito Santo, percebemos que tudo é graça”, indicou.

O Bispo de Roma afirmou que Deus “é o protagonista absoluto que cria todas as coisas como um dom de amor, que tece a trama de seu desígnio de salvação, levado à plenitude em Jesus”.

“A nós é pedido que reconheçamos tudo isso, de acolhê-lo com gratidão e de fazê-lo se tornar um motivo de louvor, de bênção e de grande alergia. Se fizermos isso, ficamos em paz com Deus e fazemos a experiência da liberdade”.

“E essa paz acaba se estendendo a todos os âmbitos e a todas as relações da nossa vida: ficamos em paz com nós mesmos, em paz na família, em nossa comunidade, no trabalho e com as pessoas que encontramos a cada dia em nosso caminho”.

Por outro lado, Paulo “nos exorta a nos vangloriarmos também nas tribulações. Isso não é fácil de entender. Trata-se de algo mais difícil e pode parecer que não tenha nada a ver com a condição de paz que acabamos de descrever. Ao contrário, constitui o pressuposto mais autêntico, mais verdadeiro”.

“De fato, a paz que o Senhor nos oferece e nos garante não pode ser entendida como ausência de preocupações, desilusões, privações e sofrimentos”.

Pelo contrário, Francisco assegurou que “a paz, que brota da fé, é um dom, é a graça de constatar que Deus nos ama e que está sempre ao nosso lado, não nos deixa sozinhos nem um segundo de nossa vida”.

“Isso, como afirma o Apóstolo, gera paciência, porque nós sabemos que até nos momentos mais duros e perturbadores, a misericórdia e a bondade do Senhor são maiores do que qualquer coisa”.

“Eis, então, porque a esperança cristã é sólida, eis porque ela não decepciona. Jamais decepciona. A esperança não desilude. Ela não é fundada sobre aquilo que possamos fazer ou ser, nem naquilo em que nós podemos crer”, assegurou.

Esta esperança, disse, “não decepciona” porque é fundada no próprio Deus, que é amor.

Por ACI Digital

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Na Catequese, Papa Francisco explica o que alimenta a esperança https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/na-catequese-papa-francisco-explica-o-que-alimenta-a-esperanca/ Wed, 08 Feb 2017 13:24:49 +0000 http://teste.toqueto.com/na-catequese-papa-francisco-explica-o-que-alimenta-a-esperanca.html A esperança é fonte de conforto recíproco: este foi o tema da Catequese do Papa Francisco na Audiência Geral desta quarta-feira, 8, na Sala Paulo VI, no Vaticano.

Prosseguindo com a leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses (cf. 5,4-11), o Pontífice destacou que a esperança cristã não tem somente um respiro pessoal, mas comunitário e eclesial.

“Não se aprende, sozinho, a esperar. Não é possível. A esperança, para se alimentar, precisa de um corpo, em que os vários membros se apoiam e se animam reciprocamente. Isto significa que esperamos, porque muitos irmãos e irmãs nos ensinaram a esperar e mantiveram viva a nossa esperança. Dentre eles se destacam os pequenos, os pobres, os simples e os marginalizados. Não conhece a esperança quem se fecha no próprio bem-estar. Espera somente em seu bem-estar e isso não é esperança. É segurança relativa”, disse Francisco. 

Corpo solidário

O Santo Padre afirmou ainda que quem espera são aqueles que experimentam a cada dia a provação, a precariedade e o próprio limite.

“Esses nossos irmãos nos dão o testemunho mais bonito, mais forte, porque permanecem firmes na confiança em Deus, sabendo que além da tristeza, da opressão e da inevitabilidade da morte, a última palavra será a sua, uma palavra de misericórdia, vida e paz”, sublinhou ainda o Santo Padre. 

Segundo o Papa, “a morada natural da esperança é um corpo solidário. No caso da esperança cristã, este corpo é a Igreja”.
 
“Os primeiros a serem chamados a alimentar a esperança são aqueles aos quais foram confiados o cuidado e a orientação pastoral; e não por serem melhores do que os outros, mas em virtude do ministério divino, que supera as suas próprias forças. Por isso eles têm tanta necessidade de respeito, de compreensão e do apoio benevolente de todos.”

Consolo

Francisco sublinhou que “o Apóstolo Paulo pede a nossa atenção aos irmãos e irmãs cuja esperança corre maior risco de cair no desespero”:
 
“Refere-se aos desanimados, os frágeis, os oprimidos pelo peso da vida e das próprias culpas que estão sem forças para se levantar. Nestes casos, a proximidade solidária e o calor da Igreja deve fazer-se ainda mais intenso e amoroso, sob as formas de compaixão, que não é ter piedade, mas sofrer com o outro, aproximar-se de quem sofre, conforto e consolo.”

Como escreve Paulo aos Romanos, «nós, os fortes, temos o dever de carregar as fraquezas dos que são frágeis e não procurar aquilo que nos agrada». “Este dever não está circunscrito aos membros da comunidade eclesial, mas estende-se a todo o contexto civil e social como apelo a não criar muros mas pontes, a não pagar o mal com o mal mas vencer o mal com o bem, a ofensa com o perdão, a viver em paz com todos. O cristão nunca deve dizer: Você vai me pagar! Este não é um gesto cristão! A ofensa é vencida com o perdão.”

Espírito Santo

“Esta é a Igreja e isto é o que realiza a esperança cristã, quando assume os traços fortes e, ao mesmo tempo, tenros do amor. O amor é forte e tenro. É belo! O sopro vital, a alma desta esperança é o Espírito Santo. Sem o Espírito Santo não há esperança. Ele é quem molda as nossas comunidades, num Pentecostes perene, como sinais vivos de esperança para a família humana”. 

No final da audiência, o Papa Francisco recordou que nesta terça-feira, 7, foi beatificado em Osaka, no Japão, Justo Takayama Ukon, leigo japonês martirizado, em Manila, em 1615. “Ao invés de negar sua fé, renunciou a honrarias e privilégios, aceitando a humilhação e o exílio. Permaneceu fiel a Cristo e ao Evangelho. Por isso, é um grande exemplo de fortaleza na fé e dedicação na caridade”.

O Papa lembrou que no próximo sábado, Festa de Nossa Senhora de Lourdes, se realizará o 25º Dia Mundial do Enfermo. A celebração principal se realizará em Lourdes e será presidida pelo Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin.

Francisco convidou a rezar, por intercessão da Santa Mãe de Deus, pelos doentes, especialmente os mais graves e sozinhos, e também por todos aqueles que cuidam deles.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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