aparências - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png aparências - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa Francisco: cristãos não devem buscar títulos de honra, mas servir os outros https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-cristaos-nao-devem-buscar-titulos-de-honra-mas-servir-os-outros/ Mon, 06 Nov 2017 08:33:51 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49371 No Ângelus deste domingo, o Papa Francisco explicou que os cristãos estão chamados a servir e, portanto, não devem buscar os títulos de honra, nem os primeiros assentos, assim como rechaçar a tentação da aparência.

Deste modo, o Evangelho do dia conta “os últimos dias da vida de Jesus em Jerusalém; dias cheios de expectativas e tensões”, disse o Papa. “Jesus denuncia abertamente alguns comportamentos negativos dos escribas e dos fariseus”.

Francisco denunciou que “um defeito frequente das pessoas que têm autoridade, é exigir algumas coisas dos outros, muitas vezes são coisas justas, mas que eles não praticam em primeira pessoa”.

“Esta atitude é um mau exercício da autoridade, que, em vez disso, deveria ter sua primeira força precisamente no bom exemplo”.

“A autoridade nasce do bom exemplo – continuou -, para ajudar os outros a praticarem o que é correto e apropriado, sustentando-os nas provas que se encontram no caminho do bem. A autoridade é uma ajuda, mas se for exercitada mal, torna-se opressiva, não deixa as pessoas crescerem e cria um clima de desconfiança e hostilidade”.

O Pontífice também advertiu contra a “atitude de viver somente da aparência” e recordou que os cristãos não devem buscar títulos de honra, mas a humildade.

“Nós, discípulos de Jesus, não devemos buscar títulos de honra, de autoridade ou de supremacia. Eu digo a vocês que eu fico triste ver pessoas que psicologicamente vivem correndo atrás da vaidade das honras. Não devemos de modo algum fazer isso, pois entre nós deve existir uma atitude simples e fraterna. Somos todos irmãos e não devemos dominar os outros, olhá-los de cima para baixo”.

Enfim, “se nós recebemos qualidades do Pai Celeste, devemos colocá-las ao serviço dos irmãos e não se aproveitar delas para a nossa satisfação pessoal”.

“Não devemos nos considerar superiores aos outros; a modéstia é essencial para uma existência que deseja se conformar ao ensinamento de Jesus, que é gentil e humilde de coração. Ele veio não para ser servido, mas para servir”.

Por ACI Digital

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Mundo das aparências https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/mundo-das-aparencias/ Wed, 22 Mar 2017 10:23:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45062 A confusão está tanta que todos nós ficamos perdidos no meio da lama. Reina certa escuridão no cenário brasileiro. O que é apresentado diante do nosso visual não reflete a identidade do que está por trás das aparências. É a lamentável cultura da corrupção e das falcatruas, onde a desonestidade tem sido o carro chefe. A sensação é de que não sabemos para onde estamos caminhando.

A identidade dos políticos nos preocupa. A pergunta tem sido: “em quem votar na próxima eleição?”. Está diante de nós esse grande desafio, porque mesmo os de confiança são envolvidos no clima da corrupção. Talvez a única solução fosse “jogar tudo por terra”, e começar uma geração nova de políticos, que ainda não estão contaminados pela esperteza dos donos do poder e do dinheiro.

No tempo do Antigo Testamento, Davi, um humilde pastor, foi escolhido como rei para governar o povo com justiça. Ele era um indivíduo iluminado, porque confiava em Javé. Quem vive na experiência de Deus se torna uma pessoa iluminada, e age com liberdade e autenticidade, porque não tem “rabo preso”, e nada para esconder e de se envergonhar. Falta isso em nossos governantes.

As autoridades não têm sido “segundo o coração de Deus”. Por isso, poucos estão no poder por causa do povo. A política se transformou em cabide de emprego e num privilegiado caminho de ações desonestas. É como trampolim para enriquecimento ilícito, agindo de forma a ludibriar a sensibilidade da população. Aí está o país do desconforto, consequência dessas atitudes levianas.

Deus conhece perfeitamente o coração das pessoas e não se deixa conduzir pelas aparências. Nas palavras proferidas por Jesus existe um indicativo: “Muitos dos primeiros serão os últimos, e muito dos últimos, os primeiros” (Mt 19,30). Falta hoje abertura para a luz de Deus. Por isso os frutos não são de bondade, justiça e verdade. Reinam os frutos das “obras infrutuosas das trevas”.

Parece existir uma cegueira generalizada na nova cultura, que impede as pessoas de enxergar um mundo diferente daquele das simples aparências. Os olhos não miram para o pedido de Jesus, “para que todos tenham vida, e vida em abundância” (Jo 10,10). Há uma ideologia desconcertante e de “olhos tapados” produzindo um clima de “cegos guiando outros cegos” (Mt 15,14). Abramos os olhos.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba, MG

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