Ano Nacional do Laicato - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Ano Nacional do Laicato - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 A missão do leigo na paróquia https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-missao-do-leigo-na-paroquia/ Wed, 09 Jan 2019 11:56:27 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=53610 “Se o sal perde o sabor, com que se salgará?” (Mt 5,13)

Definidos por Jesus como sal da terra e luz do mundo, os discípulos receberam nesta mesma passagem o campo de sua atuação e missão: o mundo. E quem são os discípulos de Jesus hoje? Não apenas os ministros ordenados, mas também os cristãos leigos e leigas já que estes, no seu dia-a-dia, no desenrolar de sua história e existência, experimentam e expressam sua fé ao participar de forma plena da Igreja – corpo místico de Cristo.
Nenhum cristão pode viver para si mesmo (como o sal e a luz não o fazem); sua missão é se doar, dar sabor, iluminar, é assumir ativamente a sua vocação ajudando na transformação da sociedade, interpelados a viver a santidade no mundo, a ser a mão de Deus em meio aos desafios e dissabores cotidianos desse mundo.

Na Paróquia, os leigos e leigas desempenham papéis que a sustentam, mantém e expandem de forma a levar a Boa Nova a mais pessoas. Eles dão rosto e corpo à Igreja local. Dedicam seu tempo, seu talento, seu carisma e trabalho à missão. É na Paróquia que se materializa o desejo de servir a Cristo e aos irmãos. São diversas e inúmeras as atividades desenvolvidas por eles, sem as quais a Igreja não seria a mãe acolhedora que precisa ser. Seja na Liturgia, na catequese, no estudo bíblico, nos grupos de oração, nas pastorais sociais, entre tantas outras, os leigos e leigas fazem acontecer na vida e na prática a vivência comunitária da Palavra, plantando a semente do Reino de Deus, emprestando suas mãos para que Deus se faça presente e real na vida de tantos.

A conversão se concretiza no serviço ao próximo e à comunidade. Na experiência pastoral o leigo aprende e ensina a fé em Cristo Jesus, que o inspira e sustenta na caminhada.
Os leigos e leigas envolvidos nas pastorais paroquiais não são heróis, santos, perfeitos, iluminados; são homens e mulheres comuns, que ouviram o chamado, se inquietaram e se dispuseram a entregar seu tempo e seu dom ao projeto de seu Deus. É aquele servo ungido pelo Espírito no batismo, que sabe de sua limitação, indignidade e pequenez, mas se entrega nos braços do Pai para ser lapidado, capacitado e enviado; que dispõe suas mãos e esforços para servir a esse Deus manifestado na pessoa e necessidade do irmão. É aquele que busca por em prática em casa, no trabalho, na escola, nos locais que frequenta – no mundo – a doutrina em que acredita. Ou seja, o mundo é o território de atuação do leigo, mas seu objetivo é o céu- a salvação eterna – prometido aos que aceitarem a Cruz proposta por Jesus.

O leigo engajado na paróquia é o rosto da Igreja e de Jesus para o Mundo. Sejamos na alegria do Evangelho o sabor (sal) e a promessa de paz e esperança (luz) para o mundo contribuindo assim para que este seja cada vez melhor e menos indiferente.

Geralda Elvira da Silva Queiroz
Paróquia Sagrado Coração de Jesus
Goianésia-GO

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A hora dos leigos? Mas de que leigos se está falando? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-hora-dos-leigos-mas-de-que-leigos-se-esta-falando/ Fri, 27 Apr 2018 01:46:49 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=52094 A hora dos leigos? Sim, foi o que se pensou com o Concílio Vaticano II e, em 2016, o Papa Francisco resgatou esta ideia dos teólogos conciliares e disse praticamente a mesma coisa, em uma carta enviada ao Cardeal Marc Ouellet. Para o Papa, uma hora que está tardando a chegar.

No entanto, diante de algumas manifestações e expressões que estamos vendo atualmente, vale lançar outra pergunta: de que leigos exatamente se fala e se espera nesta hora? Se o futuro da Igreja passa pelo viés dos leigos, como se diz, há nesta afirmação uma intenção eclesiológica, mas é necessário ficar atento para não se desviar da atenção primeira e para fazer clarear a novidade que se percebe e se propõe. Por certo, não estamos à espera de leigos clericalistas, obsessivos e extremamente fundamentalistas, que caem num moralismo radical e inconsequente, e doutrinariamente incitam mais o ódio e a falta de comunhão eclesial, que carecem de um bom senso, desrespeitando expressões, participações e membros da mesma Igreja, recusando a intenção do Concílio que lançou esta espera, ao reafirmar, com toda a Tradição, que a Igreja é Mistério e é Povo de Deus (Lumen Gentium), e que deve estar atenta aos sinais dos tempos (Gaudium et Spes). O Concílio trouxe ao leigo autonomia e corresponsabilidade na missão, podendo este agir e atuar de um modo próprio, contudo no viver de uma koinonia e em busca de uma maturidade que se abre à ação do Espírito e se empenha em seguir os passos de Jesus, agindo no tempo e na história para fazer acontecer de modo antecipado, escatologicamente, a construção do Reino prometido e esperado.

Neste ano em que a Igreja do Brasil vive o Ano do Laicato, faz-se necessário se ater ao que se quis no Documento 105 da CNBB, que traz os leigos como sujeitos da Igreja e do Mundo. E diz isso sem cair numa separação de realidades (Igreja e Mundo), mas fundamentado pelo Vaticano II e demais documentos pós-Conciliares, entendendo o compromisso da Igreja no mundo, não como um confronto, mas como um diálogo, onde ela é mestre e pode ensinar, mas também se insere e se encarna nas realidades, e pode aprender. Isso não é um demérito da sacralidade da Igreja, mas é a percepção da nossa vulnerabilidade na história, nos fazendo lembrar que não se pode absolutizar nenhum modelo, pois somos, como Igreja, sinal e testemunhas de algo maior, que transcende a todos e cada tempo, e que nos aponta para o absoluto da nossa existência e de toda a história, onde o encontro e a experiência de fé se realizam e se consomem em Deus.

Ser sujeito eclesial, hoje, significa ser autêntico e coerente com a fé que professa (Doc. Aparecida), significa testemunhar com a própria vida em todas as realidades que se vive, buscando o encontro e o diálogo, a abertura e a mansidão, o desprendimento e a misericórdia, a alegria e o amor. Ser sujeito eclesial, hoje, não é ser conflitivo, muito menos combativo, mas é ser testemunha de uma verdade que não está nos manuais de doutrina, mas no encontro vivo com o Ressuscitado. Não é ser divisor, mas promotor de comunhão. Não é ser mestre das verdades, mas alguém atento ao mistério e disposto a sempre aprender. Não é quem acusa, mas é quem se coloca ao lado dos outros, principalmente dos pobres e daqueles que mais sofrem e são perseguidos, até mesmo pela própria fé.

A riqueza do Concílio Vaticano II e de toda a teologia do laicato que daí se decorreu é que a Igreja decide por sair das sacristias e das catedrais e parte (sai) para viver no mundo, aceitando a fraqueza da história e os limites da missão, mas entendendo que o Reino cresce pela força da ação do Espírito, jamais pela locução de um ministro ou de quem quer que seja, pois aqui, nesta terra, somos simplesmente peregrinos, servos inúteis que arriscam viver uma experiência nova e libertadora. Entende-se, também, que o Reino não é uma instituição de pedras ou de doutrinas, muito menos um boulevard de vestes e paramentos medievais que dizem muito pouco nos nossos dias, mas sim um espaço vasto de amor, justiça e paz, onde todos podem viver e se manifestar, e a harmonia prevalece, sem lágrimas e sem luto, mas numa vida que se faz nova para toda criatura. Juntamente com o Evangelho, o Concílio proclama a bem-aventurança dos pobres e dispõe uma igreja de serviço, disposta a resgatar a vida concreta e atenta aos dramas humanos. Isso não é socialismo ou comunismo, isso não é ideologia, mas é a utopia que se deve buscar a partir da experiência que fazemos na fé, alimentada na esperança e fortalecida no amor.

Esta intenção do Concílio foi recepcionada na América Latina e aqui se atualizou em uma nova linguagem, adaptada à realidade e garantindo a essência. Pensou-se uma Igreja protagonista, profética e sensível ao Continente, marcado por uma colonização massacrante, dominação estrangeira, ditaduras militares e exploração humana. Nesta Igreja os leigos foram chamados ao protagonismo e receberam de seus pastores o apoio para empreender um jeito novo, um novo canto, por vezes oprimido e por vezes festeiro, mas rico na fé que existe e insiste em se manter acesa, mesmo diante de tamanha pobreza e opressão. Este é um lado da Igreja da América Latina e é um lado da visão do laicato que se tem, sem qualquer pretensão de ser um único modelo. A Igreja torna-se una na diversidade e a variedade de rostos e carismas torna a sua identidade ainda mais bela.

Por esta razão, digo que fico ofendido e chateado com algumas manifestações grosseiras e descomprometidas com uma causa verdadeira. Onde há divisão não pode haver o Espírito. Onde há certezas não há espaço para a fé. Onde há ódio, não se pode viver o amor. Acho uma pena que em pleno Ano do Laicato tenhamos que presenciar tais atitudes e comportamentos, alimentados por uma estrutura clericalista farisaica que olha mais a lei que a pessoa. Que falta faz o frescor do Evangelho, que tem um fardo leve e um jugo suave! É impossível sustentar a fé só de doutrina e não se vive um novo ethos cristão em cima de um moralismo desatento ao íntimo humano e ao olhar social, naquilo que gritam homens e mulheres e naquilo que grita a terra. Deste modo, faz-se necessário voltar-se a Jesus, ao homem do Evangelho, ao filho de Maria e José, ao carpinteiro da vila, ao amigo de Pedro e Tiago, aquele que nos olha nos olhos e nos chama pelo nome, e cuja ação nos desconcerta e nos destrói na razão. Olhar fixamente a Jesus nos fará perceber que ele foi sujeito em seu tempo, estando mais atento às pessoas que a Lei, amando a Deus e fazendo reconhecer este amor no dom de si mesmo ao outro, de quem se fez próximo.

É a hora dos leigos? Sim, é a hora! É a hora de um povo que fala, que reza, que luta, trabalha e professa. É o povo de Deus, transformando esta terra!

Que o olhar atento a Jesus de Nazaré nos mostre o caminho e que a comunhão nos fortaleça, sempre!

Fonte: IHU

Por Cesar Kuzma, teólogo leigo, casado e pai de dois filhos, doutor em Teologia pela PUC-Rio, onde atua como professor-pesquisador do Departamento de Teologia, atual presidente da SOTER (2016-2019) e autor de livros e artigos sobre a teologia do laicato, como Leigos e Leigas, Ed. Paulus, 2009.

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I Encontro de Conselhos Pastorais Paroquiais celebra Ano Nacional do Laicato https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/i-encontro-de-conselhos-pastorais-paroquiais-celebra-ano-nacional-do-laicato/ Wed, 25 Apr 2018 14:58:21 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=52053 No domingo, 22, aconteceu na paróquia Nossa Senhora da Guia, em Campinorte (GO), I Encontro Diocesano de Conselhos Pastorais Paroquiais, que reuniu 110 pessoas vindas das várias paróquias e santuários desta Igreja particular. De acordo com o coordenador diocesano de pastoral, padre Francisco Agamenilton Damascena, a representação no encontro foi bastante satisfatória.

O prof. Valdivino José Ferreira, coordenador da Pastoral da Educação no Regional Centro-Oeste da CNBB (Goiás e Distrito Federal) falou sobre o leigo como sujeito na conversão paroquial. Sua explanação se baseou no documento 100 – “Comunidade de Comunidades – uma nova paróquia”, e no documento 105, “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade – sal da terra e luz do mundo”, ambos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O professor aprofundou a reflexão sobre o leigo, sua identidade e sua missão. “Mais do que sal da terra e luz do mundo, precisamos ser tochas acesas na sociedade e na Igreja”, disse ele.

Continuando a assessoria, Valdivino frisou que é fundamental o testemunho do leigo, que deve ser expressado nos diversos ambientes onde atua: realidades sociais, culturais, econômicas, ambientais, políticas e sociais. Ele também enfatizou é que importante a atuação da família, dos idosos, dos jovens e das mulheres – grupos que são uma força considerável para as comunidades paroquiais.

No período da tarde, diversos leigos deram seu testemunho sobre a caminhada na paróquia, sua vida de fé e sobre suas alegrias por participarem nas pastorais, ser cristãos. Falaram também sobre as dificuldades que têm de testemunhar sua fé não só na Igreja, mas também na vida cotidiana. Vários paroquianos expressaram ainda a alegria de estarem em missão.

Ano do Laicato

Conforme disse o bispo diocesano, Dom Messias dos Reis Silveira, em entrevista, a organização dos Conselhos Pastorais Paroquiais (CPPs) foi pensado em vista do Ano Nacional do Laicato, que a Igreja no Brasil vive em 2018. “Nós quisemos reunir os conselheiros porque eles têm uma missão muito importante como leigos, porque são os primeiros colaboradores dos párocos em todas as paróquias.

Dimensões dos Conselhos Paroquiais

Em sua fala, no encontro, o bispo discorreu especificamente sobre os CPPs, com ênfase em suas dimensões: “É muito importante que os conselheiros estejam atentos às dimensões dos Conselhos, como a Dimensão Espiritual. É preciso que eles estejam em sintonia com Cristo, que promovam momentos de oração e não se encontrem apenas para discutir problemas, mas também para se abastecer espiritualmente. A Dimensão da Convivência também é fundamental. Nesta, os irmãos se fortalecem, se corrigem, aprendem uns com os outros e os conselheiros criam fraternidade. É bom que exista momentos de confraternização entre eles. Outra Dimensão é a Intelectual, dos estudos, porque os conselhos devem estar atualizados sobre o que a Igreja tem publicado, com as mensagens do papa, estar inteirado sobre o que ele diz, proclama, portanto, é bom que os conselhos tenham esses momentos de estudo e de conhecimento dos documentos da Igreja”, explicou Dom Messias. Ele também comentou com os presentes sobre a Dimensão Missionária. “Os conselhos existem para ajudar a paróquia a ser missionária e cada conselheiro deve ter consciência de que vai colaborar com a paróquia e a comunidade para que possam atingir os objetivos de evangelizar.

Sobre as expectativas do encontro, Dom Messias comentou que os objetivos foram alcançados. “Este encontro teve o objetivo de celebrar o Ano do Laicato, de fortalecer a vida e missão dos conselheiros, de termos uma visibilidade da nossa Igreja diocesana, enquanto aqueles irmãos e irmãs estavam reunidos representando todas as paróquias. Aparentemente, os participantes expressaram alegria em viver aquele momento e esperamos realizar outros encontros”.

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Setor de Comunicação Diocesano

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Semana Santa : Viver, celebrar, testemunhar https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/semana-santa-viver-celebrar-testemunhar/ Sun, 01 Apr 2018 03:56:10 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51603 A Comunidade Cristã celebra, nestes dias, com intensidade litúrgica, o Mistério Pascal de Cristo : Vida, Paixão, Morte e Ressurreição. Não se trata de simplesmente relembrar fatos do passado, mas de celebrar e assumir suas consequências em nossa História. “Celebrar o Mistério de Cristo é celebrar Cristo em nossa vida e a nossa vida em Cristo”.(CNBB 43, n. 205).

“A Comunidade, reunida no Espírito Santo, faz a leitura simultânea da Bíblia e da História, em clima orante, e assim consegue discernir nos acontecimentos os sinais da vida e da morte, do Reino e do anti-Reino. Deste modo, na Liturgia a Comunidade desvenda, revela, profetiza, anuncia e denuncia, adora, louva e agradece, pede perdão, implora e intercede, partilha e comunga. Liturgia Cristã e História são inseparáveis. A Celebração Litúrgica não está fora do contexto social, econômico, político e cultural. Celebramos a presença e a ação libertadora de Deus na realidade histórica, pois a relação do povo com Deus não se dá fora da história, mas no coração dela, dentro dos acontecimentos. O Povo de Deus convocado para o Culto é o mesmo povo que trabalha, faz festa, sofre, espera e luta na História.(…) Não é possível celebrar um ato litúrgico alheio ao contexto da vida real do povo, em sua dimensão pascal”.(CNBB 43, n. 55).

Portanto, irmãos e irmãs, como celebrar a Semana Santa, para que não se reduza à lembrança de fatos do passado? Sofremos, hoje, no Brasil e em outros países, massacres, assassinatos, guerras do tráfico, do trânsito, da corrupção, a violência da miséria e da fome em várias partes do mundo. Vivemos, também, graças a Deus e à resposta amorosa de muitos e muitas, a esperança do mundo que se levanta pela paz, do Brasil que se manifesta e que se organiza para a mudança, dos atos pequenos ou grandes que justificam e dão sentido à existência.

Convidamos a todos para a vivência e o testemunho do Mistério Pascal de Cristo. A Paixão de Cristo é a Paixão do povo, a Paixão do povo é a Paixão de Cristo e sua vitória é a vitória do Projeto da Vida : “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância”.(Jo 10, 10). Porém, é imperioso lembrar, quem não estiver assumindo o compromisso de transformação do mundo e não estiver acolhendo, libertando, testemunhando a justiça e a fraternidade, não terá como celebrar a Páscoa do Senhor.

Neste Ano Nacional do Laicato, celebremos, com toda a Igreja, de modo especial, a presença, a organização e a ação dos cristãos leigos e leigas no Brasil, testemunhando o Reino de Deus na história

Desejamos que você, sua família e comunidade, participem ativa e conscientemente das Celebrações da Semana Santa, cresçam na fé e, consequentemente, no compromisso com a libertação da Humanidade.

Por: Laudelino Augusto

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Papa Francisco envia saudação à Igreja no Brasil pelo Ano do Laicato https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-envia-saudacao-a-igreja-no-brasil-pelo-ano-do-laicato/ Tue, 28 Nov 2017 16:34:15 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-envia-saudacao-a-igreja-no-brasil-pelo-ano-do-laicato.html Por meio do Secretário de Estado do Vaticano, o Cardeal Pietro Parolin, o Papa Francisco encaminhou ao Brasil uma carta saudando a abertura do Ano Nacional do Laicato, que teve início no domingo, 26. A carta foi lida nesta terça-feira, 28, no lançamento do Ano na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na abertura da última reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) de 2017

Na carta, o Papa pede que todos os leigos e leigas brasileiros se sintam animados a dar continuidade ao que o Papa chama de “nova saída missionária”. O Santo Padre pede que os fiéis católicos não se confinem em suas paróquias e levem a palavra do Evangelho mundo afora. “Não se trata simplesmente de abrir a porta para que venham, para acolher, mas de sair porta fora, para procurar e encontrar”, exortou Francisco.

Além disto, o Sucessor de Pedro se mostra atento ao atual momento em que se encontra o país e pede união aos fiéis brasileiros. “E, nesse momento particular da história do Brasil, é preciso que os cristãos assumam a responsabilidade de ser o fermento de uma sociedade renovada, onde a corrupção e a desigualdade deem lugar à justiça e solidariedade”, afirmou. 

CNBB celebra Ano do Laicato

Durante a manhã desta terça-feira, 28, a presidência da CNBB celebrou, durante a última reunião do ano do Consep, a abertura do Ano Nacional do Laicato ― que oficialmente começou no domingo, 26.

“Nós temos um longo caminho a percorrer para que, cada vez mais, os fieis leigos e leigas possam ser de fato sujeitos na Igreja em saída e sal da terra e luz do mundo”, disse o arcebispo de Brasília (DF) e presidente da CNBB, Cardeal Sergio da Rocha.

O Ano do Laicato é uma ocasião para toda Igreja no Brasil vivenciar intensamente, por meio de orações, celebrações e reflexões, além de motivar uma participação maior dos leigos e leigas na vida da Igreja e da sociedade. O tema do Ano é “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema “Sal da terra e luz do mundo”

“Chegou a hora dos leigos. Como disse o Papa Francisco a um cardeal ‘Não deixemos o relógio parar’. Nessa abertura, queremos externar toda a gratidão a Deus pelo dom da vocação que Ele nos dá: a santidade”, disse o bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato, Dom Severino Clasen.

Por Canção Nova, com CNBB

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Presidente da CNBB saúda abertura do Ano do Laicato na Festa do Cristo Rei https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/presidente-da-cnbb-sauda-abertura-do-ano-do-laicato-na-festa-do-cristo-rei/ Fri, 24 Nov 2017 13:38:44 +0000 http://teste.toqueto.com/presidente-da-cnbb-sauda-abertura-do-ano-do-laicato-na-festa-do-cristo-rei.html No último domingo do ano litúrgico, dia 26/11, data em que se comemora a Festa de Cristo Rei, a Igreja no Brasil dá abertura em todo território nacional ao Ano Nacional do Laicato, que se estende até 25 de novembro do próximo ano.

O arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, saúda a realização deste ano como uma oportunidade de valorizar ainda mais a presença e a missão dos cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade. “Nós temos a alegria de começar no Brasil o Ano do Laicato, aprovado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, contando de modo especial com a Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato”, disse.

De acordo com o cardeal, toda Igreja no Brasil é convidada a vivenciar intensamente o Ano do Laicato por meio de orações, celebrações e reflexões mas sobretudo incentivando e apoiando uma participação sempre maior dos cristãos leigos e leigas na vida da Igreja e da sociedade para que sejam de fato sal da terra e luz do mundo numa Igreja em saída.

Mística e tema – O tema escolhido para animar a mística do Ano do Laicato foi: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”, Mt 5,13-14.

Segundo o bispo de Caçador (SC), dom Severino Clasen, presidente da Comissão Episcopal Especial para o Ano do Laicato, a mística do apaixonamento e seguimento a Jesus Cristo é a tônica a ser trabalhada em todas as comunidades e dioceses do país o que leva o cristão leigo a tornar-se, de fato, um missionário na família e no trabalho e onde estiver vivendo.

A festa de Cristo Rei foi criada pelo papa Pio XI em 1925. O pontífice instituiu que fosse celebrada no último domingo de outubro. Na reforma litúrgica passou ao último domingo do ano litúrgico como ponto de chegada de todo o mistério celebrado, para dar a entender que Ele é o fim para o qual se dirigem todas as coisas.

“Que Deus abençoe a todos que já estão se empenhados na realização deste Ano do Laicato. Que ele possa produzir muitos frutos pela participação de tanta gente e, acima de tudo, pela graça de Deus”, rogou dom Sergio.

Por CNBB
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Protagonismo dos cristãos leigos e leigas https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/protagonismo-dos-cristaos-leigos-e-leigas/ Fri, 03 Nov 2017 08:38:04 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49345 Leigos e leigas passam a ocupar um papel protagonista no cenário de nossos dias. A título de exemplo, o menosprezo das elites políticas à capacidade dos cidadãos comuns de contribuírem com a gestão pública, já não se sustenta mais. Estes reivindicam, como nunca antes, o direito à participação direta e ativa na vida pública, desmistificando a ideia de que são leigos no assunto. O conceito de que leigos e leigas são ignorantes é ideológico, ou seja, falso.

O próprio Dicionário Aurélio atribui, ideologicamente, o conceito de leigo a quem não tem conhecimentos em determinaria área. Assim se assumem muitas pessoas ao se referirem a um assunto que não entendem. Por isso, o senso comum, atribuiu ao leigo o caráter de “não instruído”. Essa maneira de conceituar determinadas pessoas perpassou também o mundo cristão, atribuindo aos que não recebiam as ordens sacras, o caráter laical, com uma carga de negatividade.

A Igreja Católica despertou-se para a superação dessa ideologia por um processo reivindicatório de seus organismos laicais, ao longo do século passado, o qual favoreceu o desenvolvimento de uma conceituação positiva do leigo e da leiga, a partir do Concílio Ecumênico Vaticano II (1962-1965) a ponto de atribuir-lhes o caráter de “sujeitos”, como preconiza a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em seu documento “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz do Mundo (Mt 5,13-14)”, de 2016.

É notório que o termo “cristão” aparece, agora, agregado ao termo “leigo”, sugerindo a prioridade ao “ser cristão”, enquanto o termo leigo adquiriu densidade de significado. Esse termo deriva do grego “Laos”, que significa “povo”. Isso significa que leigo é membro de um povo, denotando no contexto da Igreja, entendida como Povo de Deus, sua condição de sujeito com dignidade igual à de todos os demais sujeitos eclesiais.

Por séculos, a Igreja valorizou mais os clérigos, em detrimento dos cristãos leigos e leigas. Com o Concílio Vaticano II, estes recuperaram sua identidade e sua importância como membros de um mesmo corpo, que é a Igreja, constituída por batizados, como uma única categoria de cristãos. Os cristãos leigos e leigas passaram a ser entendidos como partícipes do sacerdócio comum dos fiéis, fundado no único sacerdócio de Cristo, conferido pelo batismo.

Essa ideia do Concílio Vaticano II foi recordada pelo Papa Francisco por ocasião da Assembleia da Pontifícia Comissão para a América Latina, em 2016, dizendo que “a Igreja não é uma elite de sacerdotes, consagrados, bispos, mas que todos formamos o povo santo fiel de Deus”. Por isso, os cristãos leigos e leigas devem participar plenamente da vida da Igreja, priorizando sua missão nas realidades em que se fazem, quotidianamente, presentes. Sua índole secular lhe é própria, pois estão no mundo. Desde e nessa realidade exercem a sua missão.

A índole secular dos cristãos leigos e leigas além de ser importante, se mostra agora, urgente, devido, sobretudo ao déficit de sua presença e atuação na vida pública. Necessitamos suas vozes no âmbito político, interpela-nos o Papa Francisco. Que sua interpelação nos ajude a realizar o Ano Nacional do Laicato, desde sua abertura oficial na solenidade de Cristo Rei, no próximo dia 26 de novembro, estimulando o protagonismo em curso dos cristãos leigos e leigas.

Por Dom Reginaldo Andrietta – Bispo de Jales

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Ano Nacional do Laicato será aberto no Brasil https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/ano-nacional-do-laicato-sera-aberto-no-brasil/ Mon, 30 Oct 2017 15:25:29 +0000 http://teste.toqueto.com/ano-nacional-do-laicato-sera-aberto-no-brasil.html Entre 26 de novembro de 2017, Solenidade de Cristo Rei, até 25 de novembro de 2018, a Igreja Católica do Brasil celebrará o Ano Nacional do Laicato, inspirado na temática “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e no lema “Sal da Terra e Luz do Mundo”, (Mt 5,13-14).

O anuncio do Ano do Laicato está sob à luz do pedido do Papa Francisco, de fazer crescer “a consciência da identidade e da missão dos leigos na Igreja”.

O intuito geral como Igreja é celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos no Brasil, assim como aprofundar a identidade, vocação, espiritualidade e missão e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade.

Além disso, o Ano do Leigo pretende dinamizar o estudo e a prática do Documento 105 da CNBB, sobre “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade”, bem como demais arquivos do Magistério, em especial do Papa Francisco, sobre o Laicato, e estimular a presença e a atuação dos cristãos leigos como “sal, luz e fermento” na Igreja e na Sociedade.

Durante a segunda reunião ordinária do Conselho Permanente da CNBB deste ano, houve a apresentação do projeto preparado pela Comissão Episcopal Especial com os subsídios para fomentar os trabalhos. Todo o material elaborado já está disponível nas Edições CNBB.

A abertura oficial em todas as dioceses, arquidioceses e paróquias do Brasil ocorreu em 26 de novembro. Já o início dos trabalhos pela presidência da CNBB em rede nacional será no dia 28.

Ao longo do Ano do Laicato, serão também comemorados os 30 anos do Sínodo Ordinário sobre os Leigos (1987) e da Exortação Apostólica “Christifideles Laici”, de São João Paulo II, sobre a vocação e a missão dos leigos na Igreja e no mundo (1988). (LMI)

Por Gaudium Press, com CNBB

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