Angelus - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:03:22 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Angelus - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 No Angelus, Papa anuncia Ano “Família Amoris laetitia” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/no-angelus-papa-anuncia-ano-familia-amoris-laetitia/ Mon, 28 Dec 2020 17:24:15 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=59902 No Angelus deste domingo, 27, dia em que a Igreja celebra a Sagrada Família, o Papa Francisco anunciou a convocação de um “Ano especial dedicado à Família Amoris laetitia”, que será inaugurado em 19 de março de 2021, dia de São José e quinto aniversário de publicação da Exortação Apostólica. O encerramento está marcado para junho de 2022. Será “um ano de reflexão” e uma oportunidade para “aprofundar os conteúdos do documento”:

“Essas reflexões serão colocados à disposição das comunidades eclesiais e das famílias para acompanhá-las em seu caminho. Desde agora, convido todos a aderir às iniciativas que serão promovidas ao longo do ano e que serão coordenadas pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida. Confiemos à Sagrada Família de Nazaré, em particular à São José, esposo e pai solícito, este caminho com as famílias de todo o mundo.”

Família de Nazaré, modelo para todas as família do mundo

O Angelus deste domingo, também foi rezado na Biblioteca do Palácio Apostólico, pois como Francisco havia explicado no Angelus na festa de Santo Estêvão, “devemos fazer assim, para evitar que as pessoas venham para a Praça” e assim colaborar com as disposições dadas pelas Autoridades, “para ajudar a todos nós a escapar desta pandemia.”

Dirigindo-se a quem o acompanhava pelos meios de comunicação, o Papa chamou a atenção para o fato de que “o Filho de Deus quis ter necessidade, como todas as crianças, do calor de uma família”, e precisamente por isso, “porque é a família de Jesus, a de Nazaré é a família modelo, em que todas as famílias do mundo podem encontrar o seu ponto de referência seguro e uma inspiração segura. Em Nazaré brotou a primavera da vida humana do Filho de Deus, no momento em que Ele foi concebido pela ação do Espírito Santo no seio virginal de Maria.”

Família evangeliza com exemplo de vida

Jesus transcorreu sua infância com alegria na Casa de Nazaré, envolvido “pela solicitude maternal de Maria e pela solicitude de José, em quem Jesus pôde ver a ternura de Deus”.

Ao imitar a Sagrada Família, somos chamados a redescobrir o valor educativo do núcleo familiar: isso requer que seja fundado no amor que sempre regenera as relações, abrindo horizontes de esperança. Em família se poderá experimentar uma comunhão sincera quando ela é casa de oração, quando os afetos são sérios, profundos, puros, quando o perdão prevalece sobre a discórdia, quando a dureza cotidiana do viver é amenizada pela ternura recíproca e pela serena adesão à vontade de Deus. Desta forma, a família se abre à alegria que Deus dá a todos aqueles que sabem dar com alegria. Ao mesmo tempo, encontra energia espiritual para se abrir ao exterior, aos outros, ao serviço dos irmãos, à colaboração para a construção de um mundo sempre novo e melhor; capaz, por isso, de ser portadora de estímulos positivos; a família evangeliza com o exemplo de vida.

“Em família se poderá experimentar uma comunhão sincera quando ela é casa de oração, quando os afetos são profundos e puros, quando o perdão prevalece sobre a discórdia, quando a dureza cotidiana do viver é amenizada pela ternura recíproca e pela serena adesão à vontade de Deus.”

Com licença, perdão, obrigado

O Papa recordou que nas famílias existem problemas, que às vezes se briga, “mas somos humanos, somos fracos, e todos temos às vezes este fato que brigamos em família”. Mas a recomendação, já feita em outras oportunidades, é que não se acabe o dia sem fazer as pazes, pois “a guerra fria no dia seguinte é muito perigosa”. E lembrou as três palavras fundamentais para que o ambiente em família seja bom: “com licença”, “perdão”, “obrigado”. “Não ser invasivos”, agradecer sempre, pois “a gratidão é o sangue da alma nobre”, e depois pedir perdão, das três, a palavra mais difícil de dizer.

Famílias, fermento de uma nova humanidade

E o exemplo de evangelizar com a família, continuou então Francisco, é o chamado que nos é feito pela festa de hoje, que nos repropõe o ideal de amor conjugal e familiar, assim como foi enfatizado na Exortação Apostólica Amoris laetitia.

Ao concluir, o Papa pediu à Virgem Maria, que” faça com que as famílias de todo o mundo fiquem cada vez mais fascinadas pelo ideal evangélico da Sagrada Família, para assim se tornar fermento de nova humanidade e de uma nova solidariedade concreta e universal.”

A oração de Francisco pelas famílias marcadas pelas feridas da incompreensão e da divisão

Após rezar o Angelus, ao saudar as famílias, grupos e fiéis que acompanham pelos meios de comunicação, o Santo Padre dirigiu seu pensamento em particular “às famílias que nos últimos meses perderam um familiar ou foram provadas pelas consequências da pandemia. Penso também nos médicos, enfermeiras e todo o pessoal de saúde cujo grande empenho na linha de frente do combate à propagação do vírus teve repercussões significativas na vida familiar”.

O Papa também confiou ao Senhor “todas as famílias, especialmente as mais provadas pelas dificuldades da vida e pelas feridas da incompreensão e da divisão. O Senhor, nascido em Belém, conceda a todas a serenidade e a força para caminharem unidos no caminho do bem”.

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O Papa no Angelus: nas tempestades da vida Deus estende sempre a sua mão https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-mundo/o-papa-no-angelus-nas-tempestades-da-vida-deus-estende-sempre-a-sua-mao/ Sun, 29 Nov 2020 23:53:14 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=59507 No Angelus deste domingo, primeiro do tempo de Advento, o Papa Francisco recordou que “a liturgia de hoje convida-nos a viver o primeiro ‘tempo forte’ do ano litúrgico, o Advento, que nos prepara para o Natal, como um tempo de espera e de esperança:

“O nosso Deus é o Deus que vem: Ele não desilude a nossa espera! Ele veio num momento preciso da história e tornou-se homem para tomar sobre Si os nossos pecados; Ele virá no fim dos tempos como juiz universal; Ele vem todos os dias a visitar o Seu povo, a visitar todos os homens e mulheres que O acolhem na Palavra, nos Sacramentos, nos seus irmãos e irmãs”.

Jesus, nos diz a Bíblia, está à porta e bate. Todos os dias. Ele – continuou o Papa – está à porta dos nossos corações. Ele bate. “Você consegue ouvir o Senhor bater à porta? Quem veio hoje visitar você, que bate no seu coração com uma inquietação, com uma ideia, com uma inspiração? Ele veio a Belém, virá no fim do mundo. Mas todos os dias ele vem até nós. Estejam atentos, veja o que vocês sentem no coração quando o Senhor bate à porta”.

A coragem nasce da esperança
A vida”, disse o Pontífice, “é feita de altos e baixos, de luzes e sombras”. Cada um de nós experimenta momentos de desilusão, de fracasso e desorientação:

“Além disso, a situação em que vivemos, marcada pela pandemia, gera em muitas pessoas preocupação, medo e desânimo; corremos o risco de cair no pessimismo, no fechamento e na apatia. Como devemos reagir a isto? O Salmista sugere-nos: “Nossa alma espera pelo Senhor, é ele o nosso auxílio e o nosso escudo. Nele se alegra o nosso coração” (Sl 32,20-21). A espera confiante do Senhor faz-nos encontrar conforto e coragem nos momentos sombrios da existência. E de onde nasce esta coragem e esta aposta confiante? Nasce da esperança”.

A esperança, disse enfim o Papa, marca este período do ano litúrgico de preparação para o Natal:

“O Advento é um apelo incessante à esperança: recorda-nos que Deus está presente na história para a conduzi-la ao seu fim último e à sua plenitude, que é o Senhor Jesus Cristo. Deus está presente na história da humanidade, Ele é o “Deus conosco”, Ele caminha ao nosso lado para nos apoiar. O Senhor nunca nos abandona; Ele nos acompanha nos nossos acontecimentos existenciais para nos ajudar a descobrir o significado do caminho, o significado da vida quotidiana, para infundir coragem nas provações e na dor. No meio das tempestades da vida, Deus estende sempre a sua mão para nós e liberta-nos das ameaças”.

Na conclusão o Papa invocou Maria Santíssima mulher da espera, para que “acompanhe os nossos passos neste novo ano litúrgico que estamos iniciando, e nos ajude a cumprir a tarefa dos discípulos de Jesus, indicada pelo apóstolo Pedro: dar razão à esperança que há em nós”.

Fotos: Vatican Media

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Papa no Angelus: Jesus nos pede uma fé que muda a vida, não “de fachada” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/papa-no-angelus-jesus-nos-pede-uma-fe-que-muda-a-vida-nao-de-fachada/ Sun, 27 Sep 2020 12:26:33 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=59151 Um domingo chuvoso, típico de início de outono no hemisfério norte, não espantou os peregrinos que foram à Praça São Pedro rezar com o Papa Francisco a Oração Mariana do Angelus. “Na minha terra se diz: ‘com mau tempo, cara boa’. Com essa ‘cara boa’ eu digo a vocês: bom dia!”, disse o Pontífice ao saudar os fiéis que enfrentavam a forte chuva, entre uma colorida seleção de guarda-chuvas e bandeiras.

Ao comentar o Evangelho do dia (cf. 21:28-32), o Papa usou a parábola dos dois filhos para nos ensinar sobre a conversão, para aprendermos a passar da palavra à ação. Enquanto um deles negou o trabalho na vinha e depois se arrependeu; o outro filho disse imediatamente sim, mas, na realidade, não correspondeu ao pedido do pai.

“A obediência não consiste em dizer ‘sim’ ou ‘não’, mas sempre em agir, em cultivar a vinha, em realizar o Reino de Deus, em fazer o bem. Com esse simples exemplo, Jesus quer superar uma religião entendida apenas como prática externa e habitual, que não afeta a vida e as atitudes das pessoas, uma religiosidade superficial, somente ‘ritual’, no sentido feio da palavra.”

Os privilegiados da Graça
O Pontífice, então, ao comentar a parábola, disse que os publicanos e as prostitutas, “isto é, os pecadores” a preceder “os expoentes dessa religiosidade ‘de fachada’, que Jesus desaprova, que , naquela época, eram ‘os sumos sacerdotes e os anciãos do povo’ (Mt 21,23).

“Essa afirmação não deve nos levar a pensar que aqueles que se dão bem são aqueles que não seguem os mandamentos de Deus, aqueles que não seguem a moral, e dizem: ‘em todo caso, aqueles que vão à Igreja são piores do que nós’. Não, não é esse o ensinamento de Jesus. Jesus não aponta os publicanos e as prostitutas como modelos de vida, mas como ‘privilegiados da Graça’. E gostaria de enfatizar essa palavra ‘graça’, a graça, porque a conversão sempre é uma graça. Uma garça que Deus oferece a qualquer um que se abre e se converte a Ele. De fato, essas pessoas, ouvindo a sua pregação, se arrependeram e mudaram a vida.”

A misericórdia de Deus sem limites
O Papa encoraja, assim, à conversão, porque “Deus é paciente conosco: não se cansa, não desiste depois do nosso ‘não’” e nem de quando nos afastamos ou cometemos erros. O Senhor sempre no acolhe para “nos encher da sua misericórdia sem limites”.

“A fé em Deus pede para renovar todos os dias a escolha do bem em detrimento do mal, a escolha da verdade em detrimento da mentira, a escolha do amor ao próximo em detrimento do egoísmo. Quem se converte a essa escolha, após ter experimentado o pecado, encontrará os primeiros lugares no Reino dos Céus, onde há mais alegria para um único pecador que se converte do que para 99 justos (cf. Lc 15,7).”

O processo de purificação da conversão
Francisco, então, ao concluir a mensagem ao povo de Deus neste domingo (27), pediu a intercessão da Virgem Maria para nos ajudar nesse processo de conversão, através da ação do Espírito Santo, que “derrete a dureza dos corações e os dispõe ao arrependimento”.

“A conversão, mudar o coração, é um processo que purifica das incrustações morais. E, às vezes, é um processo doloroso, porque não caminho da santidade sem alguma renúncia e sem o combate espiritual. […] O Evangelho de hoje põe em questão a maneira de viver a vida cristã, que não é feita de sonhos e de belas aspirações, mas de compromissos concretos para nos abrir cada vez mais à vontade de Deus e ao amor pelos irmãos. Mas isso, inclusive o menor empenho concreto, não pode ser feito sem a graça. A conversão é uma graça que devemos pedir sempre: ‘Senhor, me dê a graça de melhorar, a graça de ser um bom cristão.”

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O Papa no Angelus: a lógica de Deus é cuidar do outro e não lavar as mãos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/o-papa-no-angelus-a-logica-de-deus-e-cuidar-do-outro-e-nao-lavar-as-maos/ Sun, 02 Aug 2020 14:36:55 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=58866 “Compaixão” pelas necessidades dos outros, confiança no amor “providente” do Pai e “corajosa” partilha. No Angelus de um domingo muito quente de agosto na Praça São Pedro, com a presença de muitos fiéis, entre os quais um grupo de religiosas brasileiras com bandeiras do Brasil, o Papa Francisco recorda as atitudes de Jesus com a multidão da passagem evangélica deste domingo, dedicada ao “prodígio da multiplicação dos pães”, e exorta a seguir a lógica de Deus, que nos leva a “cuidar do outro”. O convite é a “fraternidade”, aproximando-se do Sacramento da Eucaristia sem esquecer os irmãos e irmãs “privados do necessário” e usando precisamente a “compaixão” e a “ternura” de Jesus: Ele – para aqueles que o seguem e que, “para estar com ele”, se esqueceram de fazer provisões – não demonstrou “sentimentalismo” mas sim, explica, a manifestação “concreta” do amor que “assume” as necessidades das pessoas.

A lógica de Deus
O Papa recordou que a cena descrita pelo evangelista Mateus se desenvolve em um lugar deserto onde Jesus, tendo se retirado ali com seus discípulos, é alcançado por pessoas que querem “ouvi-lo e serem curados”: “suas palavras e seus gestos – acrescenta – curam e dão esperança”.

Ao entardecer, a multidão ainda estão lá, e os discípulos, homens práticos, convidam Jesus a se despedir deles para que possam ir procurar o que comer. Mas Ele responde: “Vocês mesmos dêem-lhes de comer”. Imaginemos os rostos dos discípulos! Jesus sabe muito bem o que está prestes a fazer, mas quer mudar a atitude deles: não diz “deixem que se arranjem”, mas “o que a Providência nos oferece para compartilhar? Duas atitudes opostas. E Jesus quer levá-los à segunda atitude, porque na primeira proposta, é uma proposta de um homem prático, mas não generoso: “deixem-os ir, que vão procurar, que se arranjem. E Jesus pensa de outra forma.

Jesus, através desta situação, quer educar seus amigos de ontem e de hoje para a lógica de Deus: a lógica de cuidar do outro.

E qual é a lógica de Deus que vemos aqui? A lógica de cuidar do outro. A lógica de não lavar as mãos, a lógica de não olhar para o outro lado. Não. A lógica de cuidar do outro. Eles que se arranjem não faz parte do vocabulário cristão.

Jesus nutre com Sua Palavra
Jesus toma os cinco pães e os dois peixes “em suas mãos”, “levanta os olhos para o céu, recita a bênção e começa a dividir e dá as porções aos discípulos para distribuir”: esses pães e esses peixes – recorda Francisco – não terminam, são suficientes e sobram para milhares de pessoas”.

“Com este gesto Jesus manifesta seu poder, não de forma espetacular, mas como sinal de caridade, da generosidade de Deus Pai para com seus filhos cansados e necessitados. Ele é imerso na vida de seu povo, ele compreende seu cansaço e suas limitações, mas não deixa que ninguém se perca ou seja excluído: nutre com sua Palavra e dá alimento abundante para o sustento”.

O pão cotidiano
No relato evangélico o Pontífice observa a evidente referência à Eucaristia, “especialmente onde ele descreve a bênção, o partir do pão, a entrega aos discípulos, a distribuição ao povo”.

“Deve-se notar quão estreita é a ligação entre o pão eucarístico, alimento para a vida eterna, e o pão cotidiano, necessário para a vida terrena. Antes de oferecer-se como Pão da salvação, Jesus cuida do alimento para aqueles que O seguem e que, para estar com Ele, se esqueceram de fazer provisões. Às vezes se contrapõem espírito e a matéria, mas na realidade o espiritualismo, como o materialismo, é alheio à Bíblia. Não é uma linguagem da Bíblia”.

A compaixão
A compaixão, a ternura que Jesus demonstrou para com a multidão – continuou o Papa – não é sentimentalismo, mas a manifestação concreta do amor que cuida das necessidades das pessoas. Somos chamados a nos aproximar da mesa eucarística com estas mesmas atitudes de Jesus: compaixão pelas necessidades dos outros…esta palavra que se repete no Evangelho quando Jesus vê um problema, uma doença ou estas pessoas sem alimento… “Ele teve compaixão”. A compaixão não é um sentimento puramente material; a verdadeira compaixão é partire con, assumir as dores dos outros. Talvez nos faça bem – disse Francisco – nos perguntar hoje: tenho compaixão quando leio as notícias de guerras, fome, pandemias? Tantas coisas… Tenho compaixão daquelas pessoas? Tenho compaixão das pessoas que estão próximas de mim? Sou capaz de sofrer com eles ou dirijo o meu olhar para o outro lado, ou digo “que eles se arranjem”? Não se esqueça desta palavra “compaixão”, que é confiança no amor providente do Pai e significa corajosa partilha.

Fraternidades para enfrentar a pobreza e o sofrimento
Antes das saudações, Francisco invocou Maria Santíssima para que “nos ajude a percorrer o caminho” que nos foi indicado pelo Senhor.

“É o caminho da fraternidade, que é essencial para enfrentar as pobrezas e os sofrimentos deste mundo, e que nos projeta para além do próprio mundo, especialmente neste grave momento, porque é um caminho que começa com Deus e retorna a Deus”.

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Papa no Angelus: que os bens materiais não desviem do verdadeiro tesouro https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/destaque/papa-no-angelus-que-os-bens-materiais-nao-desviem-do-verdadeiro-tesouro/ Tue, 06 Aug 2019 16:04:45 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=56409 Os bens materiais são necessários para a vida, são um meio para viver honestamente e na partilha com os mais necessitados. As riquezas, no entanto, podem aprisionar o coração e distraí-lo do verdadeiro tesouro que está no céu. E a cobiça é fonte de inquietação e guerras.

Foi o que disse o Papa aos milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro no Angelus deste XVIII Domingo do Tempo Comum, ao inspirar sua reflexão no Evangelho proposto pela liturgia do dia: “Seria belo se vocês lessem hoje o capítulo 12 de São Lucas, versículo 13. É uma bela parábola que nos ensina muito”, recomendou.

Francisco começa explicando a cena narrada por São Lucas, em que um homem que se levanta entre a multidão e pede a Jesus para elucidar uma questão jurídica sobre a herança de família. Mas Ele não trata da questão na resposta, e exorta a permanecer distante da ganância, isto é, da avidez de possuir”.

Jesus então, “para dissuadir seus ouvintes dessa busca frenética pela riqueza”, conta a parábola do rico louco, “que acredita estar feliz porque teve a sorte de uma colheita excepcional e se sente seguro pelos bens acumulados”.

De um lado, o rico, que coloca diante de si “os muitos bens acumulados, os muitos anos que esses bens parecem assegurar a ele, e terceiro, tranquilidade e o bem-estar desenfreados.”

De outro, Deus que se dirige a ele, desfazendo todos estes projetos: “em vez dos “muitos anos”, Deus indica o imediatismo de “nesta mesma noite, nesta noite morrerás”; no lugar do “gozo da vida” apresenta-lhe o “devolver a vida, devolverás a vida a Deus”, com o consequente julgamento.”

Trocar o concreto por fantasias

Diante da realidade dos muitos bens acumulados que eram a base sobre a qual o rico alicerçava a sua vida, a pergunta: “E as coisas que você preparou, para quem vão ficar?”

O Papa recorda então das lutas pela herança, “tantas lutas de família”:

“E tanta gente, todos conhecemos alguma história, que na hora da morte começa a aparecer: os sobrinhos, os netinhos vem conferir: “Mas o que cabe a mim?”, e levam embora tudo”

É nesta contraposição – explica o Papa – “que se justifica a denominação de “louco” – porque pensa em coisas que ele acredita serem concretas, mas são uma fantasia – com a qual Deus se dirige a este homem. Ele é louco, porque na prática ele renegou a Deus, ele não contava com ele”.

Ao final, a advertência do evangelista que “revela o horizonte para o qual todos somos chamados a olhar”: “Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico para Deus”:

“Os bens materiais são necessários, são bens, mas são um meio para viver honestamente e na partilha com os mais necessitados. Jesus hoje nos convida a considerar que as riquezas podem aprisionar o coração e distraí-lo do verdadeiro tesouro que está no céu.”

Buscar as coisas que têm um verdadeiro valor

Também na segunda leitura proposta pela liturgia do dia, da Carta aos Colossenses, São Paulo nos recorda a buscarmos as coisas do alto, e não as coisas da terra, o que não significa “fugir da realidade”, explica o Santo Padre:

“Isso – dá para entender – não significa fugir da realidade, mas buscar coisas que têm um verdadeiro valor: a justiça, a solidariedade, a acolhida, a fraternidade, a paz, todas coisas que constituem a verdadeira dignidade do homem. Trata-se de direcionar para uma vida realizada não segundo o estilo mundano, mas segundo o estilo evangélico: amar a Deus com todo o nosso ser e amar o próximo como Jesus o amou, isto é, no serviço e no dom de si.”

Cobiça, fonte de inquietação e de guerra

“O amor assim entendido e vivido, é a fonte da verdadeira felicidade, enquanto a procura desmedida de bens e de riquezas materiais é muitas vezes fonte de inquietação, de adversidade, de prevaricação, de guerra”:

“A cobiça dos bens, o desejo de ter bens, não sacia o coração, antes pelo contrário, provoca mais fome! A cobiça é como aquele caramelo gostoso: tu pegas um e diz: “Ah, que bom!!, e depois pega outro e outro. Assim é a cobiça: nunca se sacia. Estejam atentos!”

“Que a Virgem Maria – pediu o Pontíce ao concluir – nos ajude a não ficarmos fascinados pelas seguranças que passam, mas a sermos a cada dia críveis testemunhas dos valores eternos do Evangelho.

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Igreja sempre tem necessidade de ser reformada, diz Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-sempre-tem-necessidade-de-ser-reformada-diz-papa/ Sat, 22 Dec 2018 15:08:54 +0000 http://teste.toqueto.com/igreja-sempre-tem-necessidade-de-ser-reformada-diz-papa.html “Cada um de nós é uma pequena pedra, mas nas mãos de Jesus participa da construção da Igreja”, a Igreja que “sempre precisa ser reformada, reparada”, pois mesmo com fundamentos sólidos, tem rachaduras. Foi o que afirmou o Papa Francisco no Angelus deste domingo, 27.

Inspirando-se no Evangelho do dia (Mt 16, 13-20), que “traz uma passagem-chave no caminho de Jesus com os seus discípulos”, o Papa falou da averiguação que Jesus faz com seus discípulos sobre quem ele é para eles, que são seus seguidores mais próximos, que “estão com ele todos os dias e o conhecem”, esperando naturalmente uma resposta diferente daquela manifestada pela opinião pública, que o considerava um profeta.

E a resposta vem de Simão Pedro, que o professa como “o Cristo, o Filho do Deus vivo”:

“Simão Pedro encontra em seus lábios palavras que são maiores do que ele, palavras que não vem de suas capacidades naturais. Talvez ele não tenha feito a escola fundamental, e é capaz de dizer estas palavras, mais fortes do que ele! Mas são inspiradas pelo Pai celeste, que revela ao primeiro do Doze a verdadeira identidade de Jesus”.

Assim, o Mestre descobre que “graças à fé dada pelo Pai, existe um fundamento sólido sobre o qual se pode construir a sua comunidade, a sua Igreja. Por isto diz a Simão: “Tu és Pedro – isto é, rocha – e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”:

“Também conosco, hoje, Jesus quer continuar a construir a sua Igreja, esta casa com alicerces sólidos, mas onde não faltam rachaduras, e que tem contínua necessidade de ser reparada. Sempre. A Igreja sempre tem necessidade de ser reformada, reparada”.

Mas nos sentimos pedras pequenas e não rochas – observou o Papa, acrescentando:

“Todavia, nenhuma pedra pequena é inútil, antes pelo contrário, nas mãos de Jesus a menor pedra se torna preciosa, porque Ele a recolhe, a guarda com grande ternura, a trabalha com o seu Espírito, e a coloca no seu lugar certo, que Ele desde sempre pensou e onde pode ser mais útil para toda a construção. Cada um de nós é uma pequena pedra, mas nas mãos de Jesus participa da construção da Igreja”.

Assim, como pedras trabalhadas por Jesus, “todos nós, por menores que sejamos, nos tornamos “pedras vivas”, porque quando Jesus pega a sua pedra, a faz sua, a torna viva, cheia de vida, repleta de vida pelo Espírito Santo, repleta de vida de seu amor, e assim temos um lugar e uma missão na Igreja: ela é comunidade de vida, feita de tantas pedras, todas diferentes, que formam um único edifício no sinal da fraternidade e da comunhão”.

Ao recordar o martírio dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, o Papa volta ao Evangelho do dia que “nos recorda que Jesus quis para a sua Igreja um centro visível de comunhão em Pedro – também ele não é uma grande pedra, mas pega por Jesus, torna-se o centro de comunhão – em Pedro e naqueles que o sucederiam na mesma responsabilidade”, os “Bispos de Roma”, a cidade onde “Pedro e Paulo deram o testemunho de sangue”.

Por fim, o pedido a Maria nossa Mãe, para que “nos sustente e nos acompanhe com a sua intercessão, para que realizemos plenamente a unidade e a comunhão pela qual Cristo e os Apóstolos rezaram e deram a vida”.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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"Maria nos ajude a viver bem a Semana Santa" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/maria-nos-ajude-a-viver-bem-a-semana-santa/ Mon, 26 Mar 2018 08:54:30 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51423 Depois de celebrar a missa do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, o Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus com os fiéis na Praça São Pedro. Cumprimentando os jovens de diferentes países participantes da celebração e recordando sua recente visita ao Peru, Francisco saudou particularmente a comunidade de peruanos residente na Itália.

JMJ e Sínodo no horizonte

O Pontífice lembrou ainda que a Jornada Mundial da Juventude (25/3) é uma etapa importante no caminho rumo ao Sínodo dos Bispos sobre a Juventude, programado para outubro próximo, e também no percurso de preparação para a JMJ do Panamá, de janeiro de 2019.

“Neste itinerário, nos acompanham o exemplo e a intercessão de Maria, a jovem de Nazaré que Deus escolheu como Mãe de seu Filho”.

“Ela caminha conosco e orienta as novas gerações em sua peregrinação de fé e de fraternidade.”

Concluindo, Francisco invocou Maria para que “nos ajude a viver bem a Semana Santa”:

“Dela, aprendemos o silêncio interior, o olhar do coração, a fé amorosa para seguir Jesus no caminho da cruz que conduz à luz gloriosa da Ressurreição”.

Depois de saudar os concelebrantes e os colaboradores presentes, no final do encontro o Papa se concedeu o tradicional momento de contato com os fiéis na Praça, em meio a fiéis e peregrinos. Tirou ‘selfies’ com os jovens e a bordo do papamóvel saudou e abençoou a todos.

Por Vatican News

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Papa: o cristão dá a vida pelo outro e não pensa em seu próprio interesse https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-o-cristao-da-a-vida-pelo-outro-e-nao-pensa-em-seu-proprio-interesse/ Mon, 19 Mar 2018 08:43:53 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51314 Uma semana antes de entrar na Semana Santa com o Domingo de Ramos, o Papa Francisco presidiu a oração do Ângelus e explicou o que significa dar a vida pelo próximo para obter fruto.

O Papa comentou que o Evangelho do dia “conta um episódio que aconteceu nos últimos dias da vida de Jesus” e a cena “se desenvolve em Jerusalém, onde Ele se encontra pela festa da Páscoa judaica”.

“Para esta celebração ritual, chegaram também alguns gregos. São homens animados por sentimentos religiosos, atraídos pela fé do povo judeu e que, tendo ouvido falar deste grande profeta, se aproximaram de Filipe, um dos doze apóstolos” e pedem para ver Jesus.

Francisco disse, então, que “quem quer conhecer Jesus deve olhar para a cruz, onde a sua glória é revelada”.

“O Evangelho de hoje nos convida a dirigir nosso olhar ao crucifixo, que não é um objeto de decoração ou um acessório de uma roupa do qual às vezes se abusa, mas um sinal religioso a ser contemplado e compreendido”.

Além disso, “na imagem de Jesus crucificado se revela o mistério da morte do Filho de Deus como supremo ato de amor, fonte de vida e de salvação para a humanidade de todos os tempos”.

Também explicou o versículo que diz: “Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto”.

“Jesus deixar claro que seu ato extremo, ou seja, a cruz – morte e ressurreição –, é um ato de fecundidade que dará frutos para muitos”.

Desse modo, “compara-se a si mesmo com o grão de trigo que, caindo na terra, gera vida nova”. “Com a encarnação, Jesus veio à terra, mas isso não basta: deve também morrer para resgatar os homens da escravidão do pecado e dar-lhes uma nova vida reconciliada no amor”.

O Papa assinalou que também seus discípulos eram chamados a “perder a vida” e, portanto, todos os cristãos são chamados ao mesmo. “O que significa perder a vida?”, perguntou. “Significa pensar menos em si mesmo, nos interesses pessoais, em saber ‘ver’ e ir ao encontro dos mais necessitados, do próximo, especialmente dos últimos”.

“Cumprir com alegria obras de caridade aos que sofrem no corpo e no espírito é a maneira mais autêntica de viver o Evangelho, é o fundamento necessário para que nossas comunidades cresçam na fraternidade e no acolhimento recíproco”, sublinhou.

Por ACI Digital

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Papa: não desencorajar diante das fraquezas, Deus está conosco! https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-nao-desencorajar-diante-das-fraquezas-deus-esta-conosco/ Mon, 12 Mar 2018 08:01:21 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51216 Devemos reconhecer os nossos limites, fraquezas e pecados, mas não para desesperar-nos, mas para oferecê-los ao Senhor, que nos cura. Devemos segurá-lo pela mão e seguir em frente.

No Angelus deste IV Domingo da Quaresma, chamado de domingo da alegria, o Papa deixou uma mensagem de encorajamento em sua reflexão, inspirada no Evangelho de São João, proposto pela liturgia do dia.

A alegria e a salvação – frisou – são o centro do anúncio cristão, pois “quando a situação parece desesperadora” Deus as oferece ao homem, pois não está separado dele, “mas entra na história da humanidade, envolve-se na nossa vida, entra, para animá-la com a sua graça e salvá-la”.

Neste sentido, devemos estar atentos para “escutar este anúncio, rejeitando a tentação de considerar-nos seguros de nós mesmos, de querer deixar de lado Deus, reivindicando uma absoluta liberdade d’Ele e da sua Palavra”.

O Papa nos recorda que é preciso ter coragem para “reconhecer-nos por aquilo que somos”, frágeis, limitados. E quando nos deparamos com nossos pecados e fraquezas, “pode acontecer de sermos tomados pela angústia, pela inquietação pelo amanhã, pelo medo da doença e da morte”:

“Isto explica porque muitas pessoas, buscando uma saída, enveredam às vezes por perigosos atalhos, como por exemplo o túnel da droga ou o das superstições ou de desastrosos rituais de magia”.

Nós devemos sim reconhecer os próprios limites e fragilidades – disse o Papa – mas  “não para nos desesperar, mas para oferecer ao Senhor e Ele nos ajuda no caminho da cura, nos leva pela mão, mas nunca nos deixa sozinhos, nunca. Deus está conosco e por isto me alegro, nos alegramos hoje: «Alegra-te Jerusalém – diz – porque Deus está conosco»”.

“Quando somos verdadeiros cristãos”, mesmo diante das tristezas “existe aquela esperança que é uma pequena alegria que cresce e te dá segurança”:

“Nós não devemos nos desencorajar quando vemos os nossos limites, os nossos pecados, as nossas fraquezas: Deus está ali, Jesus está na cruz para nos curar. Este é o amor de Deus. Olhar para o Crucifixo e dizer dentro: «Deus me ama»”.

Deus “é maior do que as fraquezas, infidelidades e pecados. E tomemos o Senhor pela mão, olhemos para o Crucifixo e sigamos em frente”.

Ao concluir, o Santo Padre invocou a proteção de Maria, Mãe da Misericórdia, para que coloque em nosso coração “a certeza de que somos amados por Deus. Que esteja próxima de nós nos momentos em que nos sentimos sozinhos, quando somos tentados a nos render às dificuldades da vida. Nos comunique os sentimentos de seu Filho Jesus, para que o nosso caminho quaresmal torne-se experiência de perdão, de acolhida e de caridade”.

Ao final, ao saudar os grupos e peregrinos presentes na Praça São Pedro, o Papa Francisco dirigiu-se à comunidade brasileira que vive em Roma e que marcou presença no tradicional encontro dominical com bandeiras do Brasil.

Por Vatican News

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Papa alerta sobre o perigo de viver sempre em busca do próprio benefício https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-alerta-sobre-o-perigo-de-viver-sempre-em-busca-do-proprio-beneficio/ Mon, 05 Mar 2018 08:53:55 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51094 O Papa Francisco presidiu da janela do Palácio Pontifício a oração do Ângelus neste domingo, diante de milhares de pessoas na Praça de São Pedro. Mas antes, explicou o Evangelho do dia que narra como Jesus expulsa os vendedores do templo de Jerusalém e alertou contra uma tentação na qual todos podem cair.

“De fato, é comum a tentação de aproveitar de atividades benéficas, às vezes obrigatórias, para cultivar interesses privados, se não até mesmo ilícitos É um grave perigo, especialmente quando instrumentaliza o próprio Deus e o culto a Ele devido, ou o serviço ao homem, sua imagem. Por isso, Jesus naquela vez usou modos firmes para nos alertar deste perigo mortal”.

O Bispo de Roma assegurou que a atitude de Jesus no Evangelho “nos exorta a viver a nossa vida não em busca de vantagens e interesses, mas pela glória de Deus que é o amor”.

Falando sobre o que Jesus fez na esplanada do templo, afirmou que “esta ação firme, realizada perto da Páscoa, impressionou a multidão e suscitou a hostilidade das autoridades religiosas e das pessoas que se sentiram ameaçadas em seus interesses econômicos”.

“Certamente não era uma ação violenta, tanto é verdade que não provocou a intervenção dos responsáveis pela ordem pública. Foi interpretada como uma ação típica dos profetas, os quais com frequência denunciavam, em nome de Deus, abusos e excessos”.

O Papa explicou que, para interpretar o gesto de Jesus, os discípulos utilizaram um texto bíblico do salmo 69: “O zelo por tua casa me consumirá”.

“Este salmo é uma invocação de ajuda numa situação de extremo perigo por causa do ódio dos inimigos: a situação que Jesus viverá na sua paixão. O zelo pelo Pai e por sua casa o levará até a cruz”.

“O ‘sinal’ que Jesus dará como prova da sua autoridade será justamente a sua morte e ressurreição”, recordou. Assim, “com a Páscoa de Jesus, tem início um novo culto, o culto do amor, e um novo templo que é Ele próprio”.

“Somos chamados a ter sempre presentes aquelas palavras fortes de Jesus: ‘Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!’”, porque “elas nos ajudam a refutar o perigo de fazer da nossa alma, que é morada de Deus, um lugar de comércio, vivendo na busca contínua da nossa recompensa, ao invés que no amor generoso e solidário”.

Francisco sublinhou que “este ensinamento de Jesus é sempre atual, não somente para as comunidades eclesiais, mas também para os indivíduos, para as comunidades civis e para as sociedades”.

Por ACI Digital

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