amparo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:49 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png amparo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 A ruptura do pacto entre as gerações e a privatização do futuro https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-ruptura-do-pacto-entre-as-geracoes-e-a-privatizacao-do-futuro/ Tue, 02 May 2017 11:02:53 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45938 Para o economista Frederico Melo, do Dieese, a proposta da reforma previdenciária rompe um pacto entre as gerações, pois leva ao desencorajamento das contribuições dos jovens que se questionam o sentido de trabalhar durante 49 anos para ter uma aposentadoria integral.
 
O fenômeno da quinquenarização da sociedade, ou seja, do quinto setor, integrado pelos aposentados, depende do sistema solidário e de partilha entre as gerações. Kofi Hamann que foi presidente da ONU, sempre defendeu a tese de uma sociedade para todas as idades, de acordo com ele, ter pessoas anciãs, era um valioso capital humano e moral. Na perspectiva da reforma atual, voltamos a distopia (contra utopia) de Aldous Huxley, “Um maravilhoso mundo feliz”, em que as pessoas tinham um prazo de validade para viver, depois do qual tinham que ser sacrificadas. Um modelo que restringe direitos, precarizando os recursos da terceira idade, terá como efeito reduzir a expectativa de vida e inviabilizar a sobrevivência dos idosos que não tiverem amparo na sua família.
 
Ora, num quadro de 13,5 milhões de desempregados, a renda familiar diminuiu, como manter o grupo nuclear da família (país e filhos) com a necessidade (que é dever) de amparar os idosos? Quando se priorizam os lucros de possíveis aposentadorias privadas e não se olha para as pessoas, especialmente os mais pobres e desprotegidos, estamos diante de uma economia sem alma que não duvida em sacrificar o povo para fazer “caixa”.
 
Em vez de ampliar as políticas de amparo e proteção para os idosos ou contar com o apoio da cidadania deste setor em que poderíamos abrir frentes de voluntariado, se prefere seguir a lógica do capital e da ganância. Quando pensamos que as pessoas são problema em vez de solução, quando optamos por resolver a equação da partilha da renda ou dos convidados à mesa eliminando direitos consagrados, escolhemos, como afirmou a Nota da CNBB, o caminho da exclusão, da segregação e da marginalização social. Não concordamos com esta proposta de reforma previdenciária que tira do trabalhador a justa aposentadoria para seu envelhecimento com paz e dignidade. Que o Senhor de todas as idades inspire as lideranças políticas a rejeitar esta reforma descabida e arbitrária fazendo justiça a nossos trabalhadores e aposentados.
 
Deus seja louvado!
 
Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo Diocesano de Campos (RJ)
 
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Igreja deve amparar quem tem a "coragem" de se casar https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-deve-amparar-quem-tem-a-coragem-de-se-casar/ Sun, 22 Jan 2017 09:20:20 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=43986 O Papa Francisco inaugurou na manhã deste sábado (21/01), na Sala Clementina, o Ano judiciário do Tribunal Apostólico da Rota Romana.

Em seu discurso, o Pontífice falou da relação entre fé e matrimônio no contexto atual, que ele define carente de valores religiosos e que, portanto, condiciona também o consenso matrimonial.

Quem hoje requer o matrimônio cristão – constatou Francisco – tem diversas experiências de fé: há quem participa ativamente da vida paroquial, quem se aproxima pela primeira vez; outros têm uma intensa vida de oração; outros, ao invés, são guiados por um sentimento religioso genérico; às vezes, são pessoas completamente distantes da fé.

Diante desta situação, o Pontífice pede que a Igreja encontre “remédios válidos” contra o multiplicar-se de celebrações matrimoniais nulas ou inconsistentes. Francisco propõe dois remédios: o primeiro deles é a “formação dos jovens” mediante um caminho adequado de preparação para redescobrir o matrimônio e a família. Um caminho que deve envolver o pároco e toda a comunidade, pois é uma “ocasião extraordinária” de missão e evangelização. É neste momento da vida, afirma o Papa, que os esposos estão disponíveis a rever e a mudar a orientação existencial.

Para isso, afirma, são necessárias pessoas com competência específica e preparadas de modo adequado para este serviço. “Neste espírito, reitero a necessidade de um ‘novo catecumenato’ em preparação ao matrimônio”. Para Francisco, este pode ser um “antídoto” contra a falência dos casamentos.

O segundo “remédio” indicado pelo Papa é ajudar os recém-casados a prosseguirem o caminho na fé e na Igreja inclusive depois da celebração do matrimônio. “É necessário identificar, com coragem e criatividade, um projeto de formação para os esposos, com iniciativas voltadas a uma crescente consciência do sacramento recebido. Trata-se de encorajá-los a considerar os vários aspectos de sua vida de casal, que é sinal e instrumento do amor de Deus”, apontou o Papa.

Mais uma vez, a comunidade paroquial é chamada em causa para amparar o casal depois do nascimento dos filhos e na obra educativa, para que não se sintam isolados.

“Esses dois remédios que indiquei são finalizados a favorecer um contexto de fé idôneo no qual celebrar e viver o matrimônio”, não obstante as insídias destruidoras da cultura dominante do efêmero e do provisório.

“Como disse várias vezes” – concluiu o Papa –, “é preciso coragem para se casar no tempo em que vivemos. E os que têm a força e a alegria de realizar este passo importante devem sentir a seu lado o afeto e a proximidade concreta da Igreja. Com este auspício, renovo os votos de bom trabalho para o novo ano que o Senhor nos doa”.

Por Rádio Vaticano

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