Amoris Laetitia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Amoris Laetitia - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Encontro Mundial das Famílias: prepara-se com as catequeses https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/encontro-mundial-das-familias-prepara-se-com-as-catequeses/ Thu, 25 Jan 2018 14:04:14 +0000 http://teste.toqueto.com/encontro-mundial-das-familias-prepara-se-com-as-catequeses.html Realizou-se na Sala de Imprensa da Santa Sé a coletiva de imprensa de apresentação das catequeses internacionais em preparação ao IX Encontro Mundial das Famílias de Dublin, de 21 a 26 de agosto de 2018.

Participaram da coletiva o prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, card. Kevin Farrell, e o consultor teológico dr. Marco Tibaldi.

Sete catequeses para sete meses

Para atender a um pedido do Papa Francisco para ajudar as famílias em seu caminho e aprofundar os ensinamentos da Amoris Laetitia, o Dicastério vai oferecer uma série de catequeses faltando sete meses para o encontro na Irlanda.

“Sete catequeses – simples e estimulantes – para marcar os passos de aproximação das dioceses, mas também das paróquias e de cada família”, declarou o cardeal americano, de origem irlandesa.

As sete catequeses foram construídas a partir da narração evangélica de Jesus perdido no Templo, mostrando uma relação entre o texto da Amoris Laetitia e a história singular da Santa Família de Nazaré, revelando quanto seja atual e profético o anúncio do Evangelho da família.

O itinerário das catequeses inicia com um olhar concreto às famílias de hoje (primeira), indicando a atualidade da Palavra de Deus capaz de iluminar o cotidiano familiar (segunda), para alcançar o grande sonho que Deus tem para cada família (terceira), inclusive onde as fragilidades e as fraquezas parecem destrui-la (quarta). Tudo isso faz com que a família seja no mundo geradora de uma cultura nova, a da vida (quinta), da esperança (sexta) e da alegria (sétima).

Cada catequese se abre com uma oração e se conclui com algumas perguntas a compartilhar em família ou na comunidade eclesial.

Contribuição de Andrea Bocelli

Cada etapa é acompanhada por faixas musicais executadas pelo cantor Andrea Bocelli no Concerto na Basílica da Sagrada Família de Barcelona.

O card. Farrell anunciou que as catequeses e o itinerário musical estarão disponíveis online no site do Dicastério em cinco línguas (entre as quais em português) a partir do dia 2 de fevereiro, festa litúrgica da Apresentação de Jesus ao Templo.

Por Vatican News

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Revista de teologia do CELAM dedica edição ao magistério do Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/revista-de-teologia-do-celam-dedica-edicao-ao-magisterio-do-papa-francisco/ Mon, 28 Aug 2017 15:02:15 +0000 http://teste.toqueto.com/revista-de-teologia-do-celam-dedica-edicao-ao-magisterio-do-papa-francisco.html Quando se interpreta o capítulo 8 da Amoris laetitia, em particular em referência à comunhão eucarística por parte dos divorciados que se encontram em uma nova união, “é necessário partir da interpretação que o próprio Francisco fez do texto, explícita na resposta aos bispos da região de Buenos Aires.

Francisco propõe um passo em frente, que implica uma mudança da disciplina vigente. Mantendo a distinção entre bem objetivo e culpa subjetiva, e o princípio que as normas morais absolutas não admitem exceções, ele distingue entre a norma e a sua formulação e sobretudo pede uma atenção especial às condições atenuantes. Estas não estão ligadas somente à consciência da norma, mas também, e sobretudo, às possibilidades reais das decisões dos sujeitos na sua realidade concreta”.

É o que escreve o Arcebispo Victor Manuel Fernández, Reitor da Pontifícia Universidade Católica argentina, no artigo publicado na última edição de “Medellín”, a revista de teologia do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), inteiramente dedicada ao magistério do Papa Francisco, em vista de sua iminente viagem à Colômbia de 6 a 11 de setembro e ao Chile e Peru em janeiro de 2018.

O prelado recorda no artigo “O Capítulo VIII da Amoris laetita: a quietude depois da tempestade” como o Papa Francisco admite que “um discernimento pastoral no âmbito do “foro interno”, atento à consciência da pessoa, possa ter consequências práticas sobre o modo de aplicar a disciplina”.

Esta novidade, “convida a recordar que a Igreja realmente pode evoluir, como já aconteceu na história,  tanto na compreensão da doutrina quando na aplicação das suas consequências disciplinares”.

Mas assumir isto no tema que aqui se examina, “exige aceitar uma nova lógica, sem esquemas rígidos. Todavia, isto não implica uma ruptura, mas uma evolução harmoniosa e uma continuidade criativa em relação ao ensinamento dos Papas precedentes”.

Já na conclusão de se artigo “Para compreender Amoris laetitia. Premissa e argumentos, resposta à dúvidas e objeções, caminho e esperança”, Rodrigo Guerra López escreve:

“Um dos parágrafos menos comentados da Amoris Laetitia é o último. A sua beleza e a sua verdade são extraordinárias. Tenho a impressão de que este pequeno texto não tenha sido escrito somente para concluir retoricamente a Exortação Apostólica. Em um certo sentido, nos permite contemplar em modo sintético, sapiencial e pastoral a mensagem central de todo o documento.

Amoris laetitia não é um tratado sistemático e completo que esgota todas as matérias da teologia moral do matrimônio e da família. É antes, um método para descobrir como Deus procura cuidar do amor, do assistir o amor e de tratar do amor no decorrer da vida das pessoas. É um método para não perder a esperança por causa de nossos limites”.

Além do artigo de Dom Victor Manuel Fernández e de Rodrigo Guerra López, a edição de número 168 de “Medellín” traz matérias e artigos assinados por Carlos Schikendantz, Santiago Madrigal Terrazaz, Cesas Kuzma, Rafael Luciani, Julio Luis Mantínez, Afonso Murad, Félix Palazzi, Elias Wolff, María Clara Lucchetti Bingemer e Virginia Azcuy.

Por Rádio Vaticano

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Sobre o amor na família (I) – Amoris Laetitia https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/sobre-o-amor-na-familia-i-amoris-laetitia/ Fri, 07 Jul 2017 10:48:36 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47287 A Igreja compreende o matrimônio como viabilização e concretização do amor Deus para com a humanidade no mundo presente. O matrimônio é, por isso, considerado uma vocação humana. Trata-se do encontro de amor entre um homem e uma mulher, duas histórias que se unem.

Reconhecido como sacramento, o matrimônio é um sinal que contém em si e realiza a união dos consentimentos e dos corpos, produzindo a comunhão indissolúvel entre os esposos. Para a comunidade de fé, é sinal da união entre Deus e a humanidade ou de Cristo com a humanidade. “É grande este mistério”, afirma São Paulo (Ef 5,32).

O Papa Francisco, sem transcurar elemento algum da compreensão tradicional da Igreja a respeito do matrimônio cristão, publicou, em 2016, uma exortação apostólica sobre o tema. A exortação, intitulada “Amoris Laetitia – sobre o amor na família”, é expressão de duas assembleias de bispos de todo o mundo, reunidos em Roma para debater o tema do matrimônio cristão. As assembleias foram precedidas por uma ampla consulta a todas as dioceses do mundo.

Inicia a sua exortação apostólica afirmando que “a alegria do amor que se vive nas famílias é também o júbilo da Igreja. Apesar de numerosos sinais de crise no matrimônio (…), o desejo de família permanece vivo nas jovens gerações. Como resposta a este anseio, o anúncio cristão que diz respeito à família é deveras uma boa notícia” (n.1).

Com objetividade e coragem, recorda o que foi o caminho sinodal: “oportunidade para analisar a situação das famílias no mundo atual, para alargar a nossa perspectiva e reavivar a nossa consciência sobre a importância do matrimônio e da família, e para mostrar a necessidade de continuar a aprofundar, com liberdade, algumas questões doutrinais, morais, espirituais e pastorais” (n.2).

No entanto, “nem todas as discussões doutrinais, morais ou pastorais devem ser resolvidas através de intervenções magisteriais” (n.3). Com isso, não se está negando a necessidade de “uma unidade de doutrina e práxis”, mas reconhecendo que podem existir “maneiras diferentes de interpretar alguns aspectos da doutrina ou algumas consequências que decorrem dela”. Tal aspecto se torna compreensível quando se reconhece que “em cada país ou região, é possível buscar soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais”. Até porque “as culturas são muito diferentes entre si e cada princípio geral (…), se quiser ser observado e aplicado, precisa ser inculturado” (idem).

O ideal do amor fiel, único, fecundo e indissolúvel é certamente indiscutível. A Igreja continua afirmando e defendo tais aspectos como condição para degustar a alegria do amor entre homem e mulher. O ideal será sempre defendido e promovido. Entretanto, o ideal é a meta para a qual é necessário caminhar. O caminho pressupõe uma gradualidade. Nessa perspectiva, o texto papal representa um encorajamento a quem, apesar de tudo, crê e se empenha por uma amor estável e duradouro, capaz de dar sentido à vida.

A exortação apostólica representa uma proposta às famílias cristãs, estimulando-as “a apreciar os dons do matrimônio e da família e a manter um amor forte e cheio de valores como a generosidade, o compromisso, a fidelidade e a paciência”; além disso, “se propõe a encorajar todos a serem sinais de misericórdia e proximidade para a vida familiar, onde esta não se realize perfeitamente ou não se desenrole em paz e alegria” (n.5).

Por Dom Jaime Spengler – Arcebispo metropolitano de Porto Alegre, RS
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Novo formato de catequese busca preparar namorados para a vida conjugal https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/novo-formato-de-catequese-busca-preparar-namorados-para-a-vida-conjugal/ Tue, 13 Jun 2017 07:40:27 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46751 Em Florianópolis (SC), o arcebispo e membro da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Wilson Tadeu Jönck, juntamente com assessores da Comissão Nacional da Pastoral Familiar, estão implementando uma nova uma metodologia de catequese pré-matrimonial, tendo formado cerca de 300 agentes, em Palhoça e Camboriú.

“Estamos investindo para que a formação não seja feita apenas em cursos, mas no acolhimento e preparação dos noivos para a vida matrimonial, em períodos mais próximos ao casamento. A gente espera muito desta iniciativa”, disse dom Wilson.

Trata-se de uma experiência já vivenciada pelo casal Karina e André Parreira, da Pastoral Familiar, na diocese de São João del-Rei (MG). No processo vivenciado por eles, a preparação dos noivos para a vida matrimonial é feita na forma de acolhimento em 11 encontros, seis meses antes do casamento.

Dois agentes de pastoral recebem, em seu lar, até quatro casais de noivos ou namorados, com quem realizam os aprofundamentos com enfoque nas orientações e na doutrina da Igreja. “Trata-se de uma forma comprovada de catequese pré-matrimonial com formação sólida em pequenos grupos”, disseram os assessores.

Amoris Laetitia

Esta experiência está traduzindo o que o papa Francisco pede em sua exortação Amoris Laetitia: a iniciação ao sacramento do Matrimônio, com momentos personalizados e não apenas palestras. “Trata-se duma espécie de ‘iniciação’ ao sacramento do matrimônio, que lhes forneça os elementos necessários para poderem recebê-lo com as melhores disposições e iniciar com uma certa solidez a vida familiar”, diz a exortação.

Segundo o casal Parreira: “os encontros frequentes dos agentes com os noivos, em um clima de oração, diálogo e amizade, dão tempo para eles absorverem os ensinamentos da Igreja e criam vínculos com os agentes e com a própria paróquia”.

Por CNBB

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“A Iniciação à Vida Cristã é uma grande revolução na nossa Igreja” https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/a-iniciacao-a-vida-crista-e-uma-grande-revolucao-na-nossa-igreja/ Tue, 09 May 2017 08:01:05 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46139 O arcebispo de Aparecida (SP), dom Orlando Brandes, anfitrião da 55ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) falou sobre os principais temas abordados no evento, que terminou no último dia 05 de maio. Em entrevista à Canção Nova, dom Orlando destacou a necessidade de preparar melhor as crianças, jovens e adultos para um Cristianismo de raiz, e não de aparências: “Primeiro é preciso que a pessoa tenha uma experiência, propondo um encantamento por Jesus Cristo, então só assim a Doutrina e o Catecismo terão valores. Se a gente não tem essa experiência viva com Jesus, o encantamento por Ele, vai ser muito difícil fazer as crianças, os jovens e os catequizandos a perseverarem na Igreja. Então é uma grande revolução na nossa Igreja, a Iniciação à Vida Cristã”.

Na ocasião, também destacou que a Exortação Apostólica do papa Francisco, Amoris Laetitia, estudada pelos bispos nos últimos dias, é um grande presente de Deus para a Igreja: “Esta exortação busca soluções concretas e anima também a família como o futuro da própria humanidade. Tudo passa pela família, então tudo aquilo que fizermos pela família é claro, nós estamos ajudando o mundo a ser melhor e mais feliz, ajudando também o mundo a se transformar em família. Portanto, logo que toda esta temática estiver resolvida, vamos ver, conhecer e divulgar esses caminhos pastorais para a família”.

Outro tema muito falado no evento foi a atual realidade socioeconômica do Brasil. O bispo de Aparecida (SP) disse que as notas referentes a este tema são concretas, corajosas e proféticas porque trazem não apenas críticas, mas caminhos para driblar a situação. “A corrupção e a mentira se tornou uma cultura brasileira, o jeitinho brasileiro é péssimo. Sem ideologia nenhuma e sem partidarismo, mas a partir do Evangelho, a Igreja quer contribuir também com a Doutrina Social para um Brasil mais fraterno, solidário e verdadeiro. Enfim, estamos pensando nos desempregados, nas eleições 2018 e pensando em um Brasil novo e melhor”, concluiu.

Por CNBB, com Canção Nova

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Subsídios: ensino da filosofia na formação de padres e exorcismo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/subsidios-ensino-da-filosofia-na-formacao-de-padres-e-exorcismo/ Thu, 04 May 2017 10:03:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46061 Dom Pedro Carlos Cipollini, bispo de Santo André (SP) falou aos jornalistas, na Coletiva de Imprensa, sobre os dois subsídios que a Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé, a qual preside, apresentou aos bispos na 55ª Assembleia Geral da CNBB, dia 3 de maio.

O primeiro deles é “O Ensino de Filosofia na Formação Presbiteral”. O subsídio trata da importância da filosofia na formação dos padres. Segundo o religioso, o pensar, no contexto de uma sociedade imediatista, deixou de ser algo importante.

A filosofia também foi minimizada na reforma do Ensino Médio, disse o bispo, ao ser transformada numa disciplina optativa. O subsídio apresenta orientações básicas do ensino da matéria no contexto das disciplinas de formação dos presbíteros.

Exorcismo

O outro subsídio trata da questão do exorcismo na Igreja. A publicação, cujo nome é “Exorcismos: reflexões teológicas e orientações pastorais”, reconhece a existência do “mal” na sociedade. O subsídio apresenta indicações pastorais de como tratar o fenômeno, a partir de uma interpretação bíblica e também dos ensinamentos do magistério da Igreja.

O material trata ainda do ritual do exorcismo e recomenda que, com base no Direito Canônico, cada bispo nomeie um padre, em sua diocese, para esta função. “Esperamos que os dois subsídios possam ajudar a Igreja na sua missão de evangelizar e levar a boa nova a todos”, concluiu.

Amoris Laetitia

O bispo falou também sobre a Exortação Apostólica pós-sinodal do Papa Francisco, “Amoris Laetitia”, lançada em abril de 2016. A Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé está organizando também uma publicação que, segundo Dom Pedro Cipollini, vai traduzir pastoralmente, por meio de um roteiro, a prática concreta do que o Papa recomenda à toda Igreja na Exortação.

O bispo lembrou que a família é basilar. “A Igreja do Século I reunia-se em famílias e a própria Igreja é família que se reúne em torno da palavra e da Eucaristia”, disse. Segundo Dom Cipollini, com a “Amoris Laetitia”, não houve mudanças na doutrina sobre o matrimônio. O que muda, para o religioso, é a forma de tratar os casais cristãos em dificuldades ou no segundo matrimônio.

“O Papa Francisco nos exorta a ter uma atenção especial aos casais em dificuldade, acolhendo-os, discernindo e acompanhando seus problemas”, afirmou. A postura agora, de acordo com o bispo, deve ser de acolhida e integração.

Por CNBB

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Dom Leonardo comenta como será 55ª Assembleia Geral da CNBB https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-leonardo-comenta-como-sera-55a-assembleia-geral-da-cnbb/ Mon, 24 Apr 2017 12:54:11 +0000 http://teste.toqueto.com/dom-leonardo-comenta-como-sera-55a-assembleia-geral-da-cnbb.html A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) inicia nesta quarta-feira, 26, os trabalhos de sua 55ª Assembleia Geral. O evento que se estende até 5 de maio vai reunir cerca de 350 bispos de todo o país em Aparecida (SP) e tem como tema central “iniciação à vida cristã”.

O secretário-geral da entidade, Dom Leonardo Ulrich Steiner, conversou com a equipe do noticias.cancaonova.com sobre essa próxima Assembleia. Ele explica como foi escolhido o tema central e conta como deve ser a rotina de trabalho dos bispos nos 10 dias de reunião.

Paralelo ao tema central, a exortação do Papa Francisco sobre o amor na família, Amoris laetitia; o caminho ecumênico, as novas formas de consagração e as novas comunidades, os 10 anos da Conferência de Aparecida e a 15ª Assembleia do Sínodo dos Bispos estão entre os temas prioritários. Confira na entrevista:

A Assembleia da CNBB 2017 começa na próxima semana e terá como tema central a iniciação à vida cristã. Como esse tema foi escolhido?

Dom Leonardo Steiner – O Tema Central das assembleias gerais é escolhido pelo Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB. Esse Tema centraliza as preocupações e ocupa um bom espaço dos dias da Assembleia Geral. A Conferência de Aparecida havia apontado algumas preocupações em relação à evangelização na América Latina. Essas preocupações foram acolhidas nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil no quadriênio 2011 a 2015 como cinco urgências. Entre essas Urgências estava “Igreja: casa da iniciação à vida cristã”. Nas Diretrizes do quadriênio atual, essas urgências permaneceram. Em Assembleia anteriores, abordamos “Igreja: comunidade de comunidades”, “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade”. Os bispos, no diálogo, escolheram a realidade da iniciação à vida cristã, para ser refletida e debatida durante a 55ª Assembleia Geral. O Tema nos despertará para uma vida cristã mais misericordiosa, missionária e fraterna. Estamos sempre sendo iniciados na vida de Jesus Cristo.

Como será a rotina de trabalho dos bispos durante a Assembleia? Quantos bispos devem participar?

Dom Leonardo – A rotina é de muito trabalho, oração e diálogo. A rotina: levantar, café da manhã celebração da eucaristia, trabalho, intervalo, trabalho, oração, almoço, descanso, oração, trabalho, intervalo, trabalho, oração, jantar. À noite acontecem encontros de grupos. A Assembleia expressa a comunhão entre os bispos, por isso temos momentos de escuta no plenário, diálogo no trabalho de grupo, troca de ideia e experiências nos intervalos, momentos celebrativos intensos. Naturalmente que os bispos também descansam e se alimentam. Participarão cerca de 350 bispos, contando com os eméritos.

A CNBB discute, nessas assembleias, temas referentes à vida da Igreja, mas questões do cenário político-econômico-social do Brasil não ficam de fora. Para este ano, que tipo de assuntos dessa categoria devem entrar na pauta?

Dom Leonardo – Acontece sempre uma análise de conjuntura política social e também eclesial. Como o Dia do Trabalho acontecerá durante a Assembleia, os bispos deverão fazer um pronunciamento. Depender da decisão do plenário pode haver alguma outra manifestação sobre a realidade do país. Temos sempre recordado a realidade indígena e dos mais pobres, como também a realidade da Amazônia.

Uma das grandes riquezas da Assembleia é a partilha das várias realidades da Igreja no Brasil. Para além dessa colegialidade e troca de experiências, o que mais o senhor destaca como importância dessas reuniões realizadas anualmente?

Dom Leonardo – É o encontro das igrejas particulares na pessoa dos bispos. A Assembleia é a oportunidade de nos encontrarmos. Às vezes é o único momento em que nos vemos como bispos, mas temos o mesmo ministério, estamos a serviço da mesma Igreja e trazemos as alegrias e as angústias do nosso povo. É extraordinário participar da celebração onde estão presentes os pastores desse imenso Brasil com sua diversidade cultural; onde ecoam as vozes de tantas igrejas; onde todos estão com o olhar voltado para Jesus, cuidados pelo amor da Trindade. E em Aparecida acompanhados pela Virgem feita Igreja.

O que deve ser feito/discutido na Assembleia com relação ao Ano Mariano?

Dom Leonardo – A celebração do Ano Mariano continua nas nossas comunidades e dioceses. Ele será celebrado também na Assembleia. Faremos uma peregrinação até a imagem no Santuário durante o retiro. Os bispos devem oferecer às nossas comunidades uma reflexão que aborde a devoção à Nossa Senhora.

Um dos temas prioritários será o próximo Sínodo dos Bispos, dedicado aos jovens. O questionário para levantamento de informações já foi enviado para as dioceses. Como isso tem sido trabalhado aqui no Brasil?

Dom Leonardo – O Sínodo dos Bispos será abordado durante a Assembleia, mas como um momento de reflexão, pois ainda não teremos as respostas ao questionário que as dioceses e comunidades estão respondendo. Elas poderão enviar as respostas até o fim de julho quando faremos na CNBB uma síntese que será enviada ao Secretariado do Sínodo em Roma.

Por Canção Nova

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Dom Paglia: "Amoris laetitia" acolhida pelos fiéis com entusiasmo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/dom-paglia-amoris-laetitia-acolhida-pelos-fieis-com-entusiasmo/ Wed, 19 Apr 2017 07:55:21 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45546 A Amoris laetitia, Exortação apostólica do Papa Francisco sobre o amor na família, está completando um ano de publicação. Embora o documento magisterial traga a data 19 de março de 2016 – solenidade de São José –, o texto foi publicado no dia 8 de abril sucessivo. Em  muitas Igrejas locais foram promovidas iniciativas para refletir sobre o texto e permitir uma aplicação concreta do mesmo. A Rádio Vaticano ouviu o presidente da Pontifícia Academia para a Vida e grão-chanceler do Instituto João Paulo II para estudos sobre matrimônio e família, Dom Vincenzo Paglia, para uma avaliação sobre o acolhimento que o documento recebeu:

Dom Vincenzo Paglia:- “Há uma grandíssima recepção por parte do povo de Deus, em todos os lugares no mundo. É um texto que tem sido acolhido com entusiasmo, no qual as pessoas veem grande simpatia pelas famílias, é também um texto de grande esperança. Passado um ano, os frutos são notáveis, mas obviamente a complexidade das situações exigirá ainda aplicações mais ligadas aos vários contextos culturais. É preciso, por exemplo – é algo que observo de certo modo em todo lugar –, repensar de maneira bastante profunda a preparação para o matrimônio e, mais ainda – e aí estamos realmente muito atrasados –, o acompanhamento dos jovens casais nos primeiros anos de sua experiência matrimonial e familiar.”

RV: Há elementos-chave deste texto que a seu ver ficaram em segundo plano em relação ao debate sobre o discernimento nas situações irregulares?

Dom Vincenzo Paglia:- “Sim, sem dúvida alguma. A ‘Amoris laetitia’ requer uma mudança de estilo e de concepção da própria Igreja local. A Igreja, ela mesma, deve tornar-se familiar, deve apurar o olhar materno se quiser compreender, acompanhar, discernir e integrar as famílias. E aí há muito ainda a ser feito. Encontramo-nos diante de famílias – em geral – pouco eclesiais e de comunidades paroquiais – em geral – pouco familiares. É preciso reencontrar uma espécie de nova aliança. A Igreja da ‘Amoris laetitia’ é uma Igreja que deve redescobrir o amor na sua profundidade. Uma parte que comumente é pouco revisitada, mas é – penso –, o pilar de toda a Exortação apostólica, é o capítulo 4º, onde o amor não ressoa com cordas românticas – ‘uma choupana, dois corações’ – mas o amor, como o Papa o descreve, é um amor que constrói, que edifica, que é paciente, que perdoa, que suporta, que desculpa e que espera mesmo contra toda esperança. Eis o motivo porque é um amor robusto e não um amor ligado unicamente aos sentimentos – que é um dos grandes equívocos da cultura contemporânea.”

RV: O que o senhor responde a quem ressalta as dúvidas pastorais suscitadas pelo capítulo 8º da ‘Amoris laetitia’?

Dom Vincenzo Paglia:- “Não há nenhuma dúvida sobre a doutrina. Há um amplo espaço dado novamente à pastoral. É claro, isso requer pastores que voltem a ser pastores, ou seja, que saibam – justamente – discernir, que saibam acompanhar, que saibam ouvir e que saibam pouco a pouco integrar os fiéis – inclusive os mais problemáticos – com a paciência e a pedagogia de Deus à incorporação a Jesus, a seu Corpo. E reitero que o primeiro encontro com o Corpo de Cristo, neste caso das famílias feridas, problemáticas, se dá tocando a comunidade cristã, participando da sua vida e é daí que depois se toma um novo caminho de crescimento e de conversão. E aí há uma responsabilidade enorme. Poderia dizer: os padres devem ser padres, devem ser pais espirituais e alguns leigos também devem ser pais espirituais. É preciso ajudar aqueles que têm dificuldade de levantar-se e de caminhar com o auxílio da graça de Deus.”

RV: Nesse sentido entende-se também qual é a mensagem da ‘Amoris laetitia’ em chave de ressurreição pascal…

Dom Vincenzo Paglia:- “A ressurreição é um dinamismo de integração ao Cristo ressuscitado que ajuda a curar as feridas, a robustecer nosso coração e o nosso espírito para ir ao encontro de quem mais precisa. Em suma, a ressurreição é a vitória sobre todo pecado, sobre todo mal. Nesse sentido, a mensagem de Cristo ressuscitado é o anúncio alegre mais veemente que todas as famílias do mundo devem ouvir. E cabe a todos nós cristãos – pastores, leigos, religiosos, sacerdotes e quem quer que seja – colocar a centelha da ressurreição em todas as situações: Jesus veio para salvar, não para condenar.”

Por Rádio Vaticano

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