amor de Deus - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:52 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png amor de Deus - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Ele veio para o que era Dele https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/ele-veio-para-o-que-era-dele/ Thu, 14 Dec 2017 07:58:50 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50030 Sem Jesus Cristo, o homem não sabe quem é, não sabe o que faz neste mundo, não sabe o sentido da vida, do sofrimento, da morte, da dor

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1, 8)

Nas quatro semanas do Advento a Igreja nos leva a meditar e preparar o coração para celebrar as duas Vindas de Jesus Cristo. As cores e símbolos da liturgia nos ajudam nisso. A Coroa do Advento com as quatro velas que vão sendo acendidas uma a cada semana nos preparam e ensinam.

– A vela vermelha significa a  que o Menino traz ao mundo; a certeza de que Deus está conosco, armou a sua tenda entre nós; “revestido de nossa fragilidade, Ele veio uma primeira vez para realizar o seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação”, diz um dos Prefácios do Advento.

– A vela branca simboliza a Paz; este Menino é o “Príncipe da Paz”, disse o profeta Isaías (11,1s). Quando o Seu Reino for implantado, “a justiça será como o cinto de seus rins, e a lealdade circundará seus flancos. Então o lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se deitará ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e um menino pequeno os conduzirá; a vaca e o urso se fraternizarão, suas crias repousarão juntas, e o leão comerá palha com o boi. A criança de peito brincará junto à toca da víbora, e o menino desmamado meterá a mão na caverna da áspide. Não se fará mal nem dano em todo o meu santo monte, porque a terra estará cheia de ciência do Senhor, assim como as águas recobrem o fundo do mar” (Is 11, 5-8).

– A vela roxa (quase rosa) simboliza a Alegria do Menino que chega para salvar. É a alegria mitigada pela cuidadosa vigilância do tempo da espera.

– A vela verde traz a simbologia da Esperança que o Deus Menino traz a todos os homens de todos os tempos e todos os lugares. “Sem Deus não há esperança”, disse o Papa Bento XVI na encíclica Spe Salvi(Salvos pela Esperança); e “sem esperança não há vida”, concluiu o Pontífice. É esta esperança de uma vida feliz aqui e no Céu que o grande Menino veio anunciar com sua meiga e frágil presença na manjedoura de Belém.

A primeira vinda de Cristo mostra todo o amor de Deus por nós. Ninguém mais tem o direito de duvidar desse Amor. Ele deixou a glória do Céu, dignou-se assumir a nossa frágil humanidade, para nos levar de volta para o Céu; Ele aceitou viver a nossa vida, derramar as nossas lágrimas, comer nosso pão de cada dia… e, por amor puro a cada um de nós dar um mergulho nas sombras da morte para destruí-la.

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens” (Jo 1, 1s).

O amor de Deus não é o amor de novelas, com músicas românticas e palavras sensuais; é amor que se revela por fatos, atos, renúncia, sofrimento… É amor que gera a vida.

São João apresenta o Menino que vai chegar:

“A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam… Ele era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam”.

Luz de Cristo resplandeceu nas trevas mas essas não a compreenderam; as trevas fogem da luz, tem medo dela, porque a luz revela o erro. Quem faz o mal, pratica o crime, busca a calada da noite para que a luz não o denuncie. Por isso Jesus foi logo perseguido pelo cruel tirano Herodes Magno.

Disse a Lumen Gentium que “só Jesus Cristo revela o homem ao próprio homem”; Ele é “a luz que ilumina todo homem que vem a este mundo”; é por isso que o Papa João Paulo II disse em sua primeira encíclica, Redemptor Hominis, que “o homem que não conhece Jesus Cristo permanece para si mesmo um desconhecido, um mistério inexplicável, um enigma insondável”.

Sem Jesus Cristo, o homem não sabe quem é, não sabe o que faz neste mundo, não sabe o sentido da vida, do sofrimento, da morte, da dor e das estrelas… é um coitado e um perdido como muitos filósofos ateus que se debateram em meio de suas trevas e acabaram arrastando muitos outros consigo para uma vida vazia e triste. Não foi à toa que muitos jovens suicidaram-se lendo o Werther de Goethe e a Comédia Humana de Balzac. Depois de ler A Nova Heloísa, de Jean Jacques Rousseau, uma jovem estourou os miolos em uma praça de Genebra e vários jovens se enforcaram em Moscou depois de lerem Os sete que se enforcaram, de Leonid Andreiv. Só Jesus Cristo “é a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo”. Um dia, Karl Wusmann, escritor francês, entre o revólver e o crucifixo, escolheu o crucifixo… e viveu (cf. J. Mohana, Sofrer e Amar).

“Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus”.

O Natal nos traz esta certeza e esta enorme alegria: somos filhos amados de Deus; que nos fez para Ele, por amor. Ele fez para nós as estrelas, o cosmos, as pedras , os rios, as montanhas, os animais, os peixes das águas e os pássaros do Céu, o doce fruto da terra, o perfume das flores, a harmonia das cores e o mar que murmura o Seu Nome a cantar…

Obrigado Senhor!

Por Prof. Felipe Aquino, em Cleofas – dezembro de 2013, via Aleteia

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“Deus me perdoou, mas eu não consigo me perdoar” https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/deus-me-perdoou-mas-eu-nao-consigo-me-perdoar/ Tue, 21 Nov 2017 11:01:31 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49479 Muitas vezes pode parecer difícil acreditar na grande misericórdia de Deus. Por um lado, percebemos a nossa grande miséria, nossas fragilidades e nossos pecados. Por outro, está a experiência de que Deus continua apostando por nós, pela nossa conversão, fazendo de tudo para que entremos em nós mesmos e voltemos correndo ao abraço do Pai, como na parábola do filho pródigo.

E se chegamos a aceitar que Deus é realmente tão bom, ainda assim pode resistir em nós a sensação de que somos tão pecadores a ponto de não merecer tanta misericórdia. Em outras palavras, até aceitamos que Deus nos perdoa, mas nós mesmos temos dificuldade de nos perdoar realmente.

Precisamos levar a sério essa experiência, porque ela pode esconder algo prejudicial para nossa saúde espiritual, algo inclusive que pode, em última análise, afastar-nos do amor de Deus. Esse algo é uma espécie de soberba da nossa parte. Não é aquele orgulho ou prepotência com a qual estamos acostumados, daquele que se afirma em suas ideias ou de quem se coloca por cima dos outros achando-se melhor que todos. É uma soberba mais sutil, mas que se olhamos com cuidado, perceberemos que ela realmente tem muito em comum com esse tipo, digamos, mais “comum”.

Nós a reconhecemos da seguinte maneira: quando falamos que embora Deus nos perdoe, nós não somos capazes de nos perdoar, estamos, no fundo, falando que o nosso pecado é mais forte que o amor de Deus. Tiramos do Senhor a sua onipotência e nos colocamos como mais fortes que Ele mesmo. E isso simplesmente não é verdade. Por mais que possamos optar pelo mal e causar danos reais, nunca chegaremos a altura do poder do amor misericordioso do Senhor. Por isso podemos, e de certa maneira devemos, aceitar que por pior que seja o mal cometido, maior ainda é o perdão de Deus. São Paulo disse que onde abundou o pecado, sobreabundou a Graça. Do pior dos males, Deus pode tirar o melhor dos bens.

Quando falamos que embora Deus nos perdoe, nós não somos capazes de nos perdoar, estamos, no fundo, falando que o nosso pecado é mais forte que o amor de Deus.

Frágeis como somos, desde o pecado original, tendemos a desconfiar de Deus. Não só de sua bondade, da sua onipotência ou de sua existência, mas também da sua misericórdia. E quando duvidamos da misericórdia, de sua capacidade de perdoar, o único caminho é o desespero. Tirando Deus do centro da realidade e colocando-nos em seu lugar, perceberemos que não temos a força necessária para perdoar tantas atrocidades que cometem os homens e que cometemos cada um de nós em particular.

É uma experiência difícil essa de não conseguir se perdoar porque ela mistura essa soberba sutil com algo de verdadeiro.

A parcela de verdade é que nós realmente somos incapazes de perdoar nossos pecados. Lembremos daquela passagem que Jesus questiona os fariseus ao perdoar pecados: “Quem é este homem que blasfema contra Deus desta maneira? Ninguém pode perdoar pecados; só Deus tem esse poder” (Lc 5, 18-26). Mas isso não pode desesperar-nos, justamente porque Deus saiu ao nosso encontro para perdoar todos os verdadeiros pecados que cometemos.

São João Maria Vianney, sacerdote francês, passava horas e horas no confessionário, levando essa misericórdia infinita de Deus aos fiéis, e falava: O Bom Deus sabe tudo. Ainda antes que vos confesseis, já sabe que voltareis a pecar e, contudo, perdoa-vos. Como é grande o Amor do nosso Deus, que chega a esquecer voluntariamente o futuro, para nos perdoar. Precisamos renovar sempre a nossa esperança e a nossa confiança nesse amor perseverante de Deus. Se essa confiança começa a fraquejar, todo o resto do edifício da vida cristã não tardará em cair também.

Quando estamos com dificuldade de nos perdoar, perguntemo-nos justamente por essa confiança em Deus, em sua misericórdia infinita. A saída parece ser deixar de olhar para as nossas fragilidades e fraquezas, porque nelas não encontraremos forças para o perdão, e voltar o olhar ao Senhor, pedir que Ele mesmo renove em nós a certeza do poder de sua misericórdia. Não corramos o risco de colocar-nos acima de Deus, de confiar mais no poder dos nossos pecados que no poder do Amor de Deus.

Por Jovens de Maria via Aleteia

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Papa: perder a capacidade de sentir-se amado é perder tudo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-perder-a-capacidade-de-sentir-se-amado-e-perder-tudo/ Tue, 07 Nov 2017 13:05:15 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-perder-a-capacidade-de-sentir-se-amado-e-perder-tudo.html Na Missa desta terça-feira, 7, na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano, o Papa Francisco refletiu sobre a capacidade de sentir-se amado e comentou o trecho da Liturgia de hoje (Lc 14,15-24). No Evangelho, a parábola de um homem que organizou uma grande ceia e convidou muitas pessoas, proporcionou ao Santo Padre a interpretação e analogia da reação dos convidados com a dos que são constantemente chamados gratuitamente por Deus.

Segundo Francisco, houve os convidados que não quiseram ir porque não lhes interessava nem o jantar, nem as pessoas, nem o convite do Senhor, pois estavam ocupados com os próprios interesses, mais importantes do que o convite, o que os levava a uma escravidão do Espírito. “Incapazes de entender a gratuidade do convite”, afirmou.

De acordo com o Santo Padre, quem não entende a gratuidade do convite de Deus não entende nada, pois a iniciativa de Deus é gratuita e para ir ao banquete Dele é preciso estar doente, ser pobre e ser pecador, estar necessitado, seja no corpo, seja na alma. Segundo Francisco, quem tem necessidade de cuidado, de cura, tem necessidade de amor.

A atitude de Deus, que não deixa pagar nada e diz ao servo que conduza os pobres, os aleijados, bons e maus, se trata segundo o Papa, de uma gratuidade que não tem limites, de um Deus que recebe todos. Em analogia à parábola do ‘Filho Pródigo’, Francisco caracteriza a atitude dos convidados que rejeitaram o convite semelhante à do irmão mais velho, que não quer ir ao banquete organizado pelo pai para seu irmão que havia ido embora. Um ato de quem não compreende a gratuidade divina, disse o Pontífice.

“Mas ele gastou todo o dinheiro, gastou a herança, com os vícios, com os pecados, e o senhor lhe faz festa? E eu que sou católico, praticante, vou a Missa todos os domingos, faço coisas, e para mim nada?’ Esse não entende a gratuidade da salvação, ele acha que a salvação é fruto do ‘Eu pago e o Senhor me salva’. Pago com isso, com isso, com aquilo… Não, a salvação é gratuita! E se você não entrar nessa dinâmica de gratuidade, você não entende nada. A salvação é um presente de Deus ao qual se responde com outro presente, o presente do meu coração”, alertou o Papa.

O Santo Padre falou também àqueles que pensam nos seus próprios interesses, que quando ouvem falar de presentes, sabem que devem fazer, mas imediatamente pensam na “contrapartida”. “Eu lhe darei esse presente, depois em outra ocasião, irá me dar outro”, aludiu. “[O Senhor] não pede nada em troca”, afirmou Francisco, e pontuou que o único pedido de Deus é somente amor e fidelidade, já que ele é amor e é fiel.

“A salvação não se compra, simplesmente se entra no banquete (…). Bem-aventurados os que receberão alimento no Reino de Deus”, afirmou o Papa.

Para o Santo Padre, aqueles que não estão dispostos a entrar no banquete, se sentem seguros e salvos do modo deles, fora do banquete, e perderam o sentido de gratuidade, o sentido do amor. “Eles perderam algo maior e mais bonito ainda, e isso é muito ruim: eles perderam a capacidade de se sentirem amados”, disse.

“Quando você perde — eu não digo a capacidade de amar, porque ela se recupera — a capacidade de se sentir amado, não há esperança, você perdeu tudo. Isso nos faz pensar na escrita na porta do inferno de Dante – ‘Deixe a esperança’- você perdeu tudo. Devemos pensar na frente deste Senhor: ‘Porque eu digo, quero que a minha casa fique cheia’, este Senhor, que é tão grande, que é tão amoroso, com a sua gratuidade quer encher a casa. Peçamos ao Senhor que nos salve de perder a capacidade de nos sentir amados”, rogou Papa Francisco.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Papa Francisco: o que nos torna cristãos é a proposta do amor de Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-o-que-nos-torna-cristaos-e-a-proposta-do-amor-de-deus/ Mon, 09 Oct 2017 07:42:57 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48885 No Ângelus deste domingo, o Papa Francisco falou sobre a parábola dos vinhateiros, convidou os fiéis a não ter a atitude dos vinhateiros, mas servir os outros, rejeitando assim a arrogância e recordou que o que nos torna cristãos é o amor de Deus.

Há um só impedimento diante da vontade tenaz e tenra de Deus: a nossa arrogância e a nossa presunção, que por vezes se torna também violência!”.

“Há apenas um impedimento para a tenaz e tensa vontade de Deus: nossa arrogância e nossa presunção, que às vezes se torna violência”.

“Os vinhateiros refutam entregar a colheita aos servos do dono da vinha matando inclusive o filho deste pensando assim apoderar-se da herança, o Pontífice ressaltou que esta narração ilustra de modo alegórico aquelas recriminações que os Profetas haviam feito sobre a história de Israel”.

“É uma história que fala da aliança que Deus quis estabelecer com a humanidade e à qual também nos chamou para participar”. Esta história “conhece seus momentos positivos, mas é marcada também por traições e por rejeições”.

Mas diante da atitude dos vinhateiros estão os cristãos e “um Deus que, mesmo desiludido com nossos erros e nossos pecados, jamais falta com a sua palavra, não se detém e, sobretudo, não se vinga!”.

“Através das “pedras de descarte”, através de situações de fraqueza e de pecado, Deus continua colocando em circulação o “vinho novo” da sua vinha, ou seja, a misericórdia”.

O Pontífice destacou a “urgência de responder com frutos de bem ao chamado do Senhor, que nos chama a tornar-nos vinha, nos ajuda a entender o que há de novo e de original na fé cristã”.

E “não é tanto a soma de preceitos e de normas morais, mas é, sobretudo, uma proposta de amor que Deus, através de Jesus, fez e continua fazendo à humanidade”.

“É um convite a entrar nesta história de amor, tornando-se uma vinha vivaz e aberta, rica de frutos e de esperança para todos. Uma vinha fechada pode tornar-se selvagem e produzir uva selvagem. Somos chamados a sair da vinha para colocar-nos a serviço dos irmãos que não estão conosco, para mexer conosco reciprocamente e encorajar-nos, para recordar-nos de ser vinha do Senhor em todo ambiente, inclusive naqueles mais distantes e em condições difíceis”.

Por ACI Digital

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Transfigurar e não desfigurar https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/transfigurar-e-nao-desfigurar/ Wed, 16 Aug 2017 09:28:30 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47963 É crescente a ladainha de murmurações que apontam para o declínio ético-moral e suas terríveis consequências na sociedade brasileira. Constatar essas decadências, em um quadro de análises pertinentes, com o propósito de buscar saídas e soluções é uma necessidade urgente. Mas, isso pouco ajuda quando os lamentos colorem de modo  cinzento e triste a marcha cotidiana da sociedade. A chama da esperança se apaga, mata-se a vida, a baixa autoestima toma conta do povo que perde a capacidade de reagir, importante fator para sair da crise.

Um processo avassalador que compromete a cidadania e atrasa ainda mais a indicação de soluções e novas respostas. O que se vê, infelizmente, é o deprimente jogo da compra de influências, com dinheiro de origem duvidosa, tornando ainda mais submissos aqueles que já não têm credibilidade e força moral. Os projetos e as propostas, até as que tratam das inadiáveis reformas, quando pensados sob a lógica estreita da mesquinharia, surgem acompanhados de suspeitas, pois parecem manter a mesma dinâmica: desconsiderar os mais pobres e manter privilégios. Assim, perdem a força para sustentar uma sociedade justa e fraterna.

Aqueles que deveriam representar o povo se deixam seduzir pelo dinheiro, submetendo-se cegamente a esquemas e propósitos contrários ao bem comum. Negociam os interesses de uma nação inteira, a exemplo da passagem bíblica sobre a venda de José do Egito, como escravo, por seus irmãos. Sem piedade, defendem, votam e adotam procedimentos e legislações que não corrigem os descompassos. Contrariam o que deveria ser o compromisso de quem representa o povo, inviabilizando as dinâmicas de uma cultura que possibilite a construção de um Brasil novo e diferente. Somente uma nação que preze a civilidade, o equilíbrio e seja caracterizada por uma cidadania qualificada será capaz de superar os descalabros da corrupção e a violência, absurdamente crescente.

Mas o processo vicioso é que vem conduzindo a sociedade à interminável ladainha de lamentos e a reações inconsistentes, sem a força inventiva e sem o altruísmo necessários ao surgimento de iniciativas grandes e pequenas, nos âmbitos privados e públicos, com força para dar novos rumos ao Brasil. Desse modo, instala-se um clima do “salve-se quem puder”, que alimenta conflitos, exercícios governamentais medíocres, desempenhos norteados exclusivamente por interesses próprios.

A reação necessária com força para deter os abusos de poder, os golpes, o cala-boca imposto à sociedade por medidas e funcionamentos inadequados à necessária correção de rumos, é muito mais exigente do que apenas garantir eleições. As respostas e saídas para as estruturantes correções que precisam ser feitas estão muito além de quaisquer índices da economia e sua desejada retomada, ou da simples substituição de nomes e de cadeiras nos governos e nas casas legislativas.  Nada disso tem a força transformadora que a sociedade brasileira precisa.

As soluções apontadas até agora, as saídas encaminhadas, as prospecções realizadas não apresentarão os resultados desejados enquanto cada cidadão não compreender que as grandes modificações e transformações devem começar na consciência de cada um. As pessoas pedem mudanças, mas não querem mudar.  É preciso recordar a fonte de referência anterior aos interesses e seduções que submetem a pessoa ao dinheiro, ao egoísmo e à ganância. Urge chamar a atenção de todos para que compreendam o sentido profundo de sua origem e de seu destino, ou seja: o coração de Deus. Do Criador, o ser humano é imagem e semelhança. A semente de cada indivíduo é divina, de Deus se recebe o dom de viver.

Por Deus se entra na experiência humana da vida com o desafio  de transfigurar o humano, adquirindo as feições amorosas e ternas do Deus da Vida. Vive-se para transfigurar o humano, dando a ele, nos gestos, palavras e atitudes, a expressão própria do glorioso e luminoso que está no Divino, de onde se vem e para onde se vai. Um entendimento na contramão da desfiguração crescente e decadente do humano, que reflete no rol das violências, dos roubos, das indiferenças, das incompetências configuradas na administração de processos, em que medíocres comandam, mesquinhos se agarram a lugares, obscurecidos continuam acomodados em sua nulidade,  interesseiros e amigos do dinheiro não enxergam novos caminhos.

Assim, a clareza da própria origem divina, com o exercício permanente da consciência afetiva de que Deus é a referência insubstituível para a modulação ético-moral do próprio coração, configurando atitudes cidadãs, é o único ponto de partida possível, caminho e horizonte para transfigurar o ser humano. Quaisquer outras opções resultarão na perda da única fonte inesgotável do amor verdadeiro, no distanciamento do sustento que, em graça e consciência, garante o cumprimento, pelo ser humano, da tarefa de divinizar-se no amor de Deus. Esse é o único caminho para se transfigurar e não se desfigurar.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo de Belo Horizonte

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Solenidade do Sagrado Coração de Jesus chama atenção para amor de Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/solenidade-do-sagrado-coracao-de-jesus-chama-atencao-para-amor-de-deus/ Fri, 23 Jun 2017 07:54:58 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=46946 Após o encerramento de um conjunto de grandes Festas católicas como a Páscoa, Ascensão, Pentecostes, Santíssima Trindade e Corpus Christi, a liturgia nos leva a contemplar o Sagrado Coração de Jesus. Este ano, a solenidade que é comemorada sempre na sexta-feira da semana seguinte ao Corpus Christi, é celebrada hoje, 23 de junho.

O coração de Jesus é mostrado na Escritura como símbolo do amor de Deus: “Beberemos da água que brotaria de seu Coração…quando saiu sangue e água” (Jo 7,37; 19,35). Jesus é a Encarnação viva do Amor de Deus, e seu Coração é o símbolo desse Amor.

“Falar do Sagrado Coração de Jesus a gente lembra de quando celebramos o Ano da Misericórdia que dizia que Jesus é o rosto da misericórdia do Pai e o Sagrado Coração de Jesus é a fonte dessa misericórdia. No evangelho do dia Jesus diz: ‘Vinde a mim, vós todos que estais cansados e abatidos. Vinde confiai ao meu coração porque o meu coração é manso e humilde, ”, ressalta o bispo da diocese de Parnaíba (PI), dom Juarez Sousa da Silva.

A devoção ao Sagrado Coração teve início com São João Eudes e Santa Margarida Maria de Alacoque, no século XVII, embora a devoção remonte aos séculos XIII e XIV, com a primeira aprovação pontifícia no século seguinte. No ano 1856 o Papa Pio IX estendeu a festa a toda a Igreja e em 1928 o Papa Pio XI concedeu à devoção a máxima categoria litúrgica, de solenidade.

“Hoje celebramos esta festa que traz para nós esse sentimento tão profundo de confiança em Deus, confiança no seu amor misericordioso por nós, esse amor que vai até o fim como diz o evangelista Mateus: ‘Tendo amado os seus que estavam no mundo amou-os até o fim’. Daí nós celebramos esta festa com grande alegria, esperança e confiança em Cristo Jesus que, não obstante os nossos pecados, fraquezas e crises que passamos, somos convidados por Ele a não perder a confiança e não perder esperança”, destaca dom Juarez Souza da Silva.

Toda esta atitude litúrgica da Igreja tem a finalidade de estimular a prática cristã na celebração da festa do coração de Jesus.

Apostolado da Oração

O Apostolado da Oração é um movimento religioso composto por leigos católicos que trabalham na evangelização das famílias com especial devoção ao Sagrado Coração de Jesus. É através da oração pelo oferecimento diário e pela fidelidade à igreja, que o Apostolado leva a palavra de Deus.

“Queremos saudar com muita satisfação e admiração as associações e zeladores do Apostolado da Oração, um grupo que há mais de 100 anos aqui no Brasil, nas dioceses garantiu a fé do povo. O Apostolado garantiu através da sua fé profunda em Cristo Jesus, no seu Sagrado Coração, na sua consagração ao Coração de Jesus, ao mesmo tempo, através da oração”, lembrou dom Juarez.

Oração – Oferecimento Diário

Deus, nosso Pai, eu te ofereço todo o dia de hoje. Minhas orações e obras, meus pensamentos e palavras, minhas alegrias e sofrimentos, em reparação de nossas ofensas, em união com o Coração de teu Filho Jesus, que continua a oferecer-se a Ti, na Eucaristia, pela salvação do mundo. Que o Espírito Santo que guiou a Jesus seja meu guia e meu amparo neste dia, para que eu possa ser testemunha do teu amor.

Com Maria, Mãe de Jesus e da Igreja, rezo especialmente pelas Intenções do Santo Padre para este mês:

Geral: Para que prevaleça entre os povos uma cultura de diálogo, de escuta e de respeito mútuo.
Missionária: Para que nos ambientes onde mais se percebe a influência do secularismo, as comunidades cristãs possam promover com eficácia uma nova evangelização.
Pai Nosso… Ave Maria… Glória ao Pai…

Por CNBB

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Papa Francisco: Por trás da violência e do ódio há pessoas infelizes https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-por-tras-da-violencia-e-do-odio-ha-pessoas-infelizes/ Wed, 14 Jun 2017 12:25:36 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-por-tras-da-violencia-e-do-odio-ha-pessoas-infelizes.html Durante a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Francisco advertiu que a reticência a amar de forma gratuita é fonte de violência e recordou que as pessoas violentas não são más por natureza, mas são pessoas infelizes por não terem sido amadas.

Essa falta de amor, que acaba por degenerar em violência, tem sua origem na própria infância. “Quando um adolescente não é amado ou não se sente amado, pode nascer nele a violência. Por trás de tantas formas de ódio social e de delinquência há, frequentemente, um coração que não foi reconhecido”.

O Santo Padre recordou que “não existem crianças ruins ou adolescentes malvados, mas existem pessoas infelizes. E o que pode nos fazer felizes senão a experiência do amor dado e recebido?”.

Em sua catequese, o Pontífice comparou o amor de Deus ao amor dos pais, que amam seus filhos mesmo quando erram, e assegurou que nossa esperança reside em ser filhos amados de Deus.

O Bispo de Roma destacou o mistério de Deus feito homem, mistério que encontra sua explicação no amor divino para com a humanidade: “Por amor, nosso Deus realizou um êxodo de si mesmo para vir nos encontrar nesse lugar, onde era insensato que Ele passasse. Deus nos quis bem também mesmo quando estávamos no erro”.

“Quem de nós ama desta maneira senão um pai ou uma mãe?”, perguntou-se. “Uma mãe continua querendo bem a seu filho mesmo quando está na prisão, nunca deixa de sofrer por eles e o ama mesmo sendo pecador. Deus faz o mesmo conosco: somos seus filhos amados!”.

Além disso, sublinhou que esse amor de Deus pelos homens é anterior à própria humanidade e, portanto, ninguém fez nada para merecê-lo. É um amor gratuito que se encarnou em Jesus Cristo: “Nele, em Jesus, fomos queridos, amados, desejados; Ele imprimiu em nós uma beleza primordial que nenhum pecado ou escolha errada na vida pode cancelar. Somos sempre, diante dos olhos de Deus, pequenas fontes feitas para jorrar água boa”.

Nesse sentido, insistiu que, como Deus ama suas criaturas de forma gratuita, também o homem deve amar o próximo de forma gratuita. Por isso, advertiu contra a escravidão de acreditar que se deve fazer algo para merecer ser amado.

O Pontífice explicou deste modo esta gratuidade do amor de Deus: “O primeiro passo que Deus dá em direção a nós consiste em um amor prévio e incondicional. Deus não nos ama porque existe em nós qualquer razão que suscite amor. Deus nos ama porque Ele mesmo é amor, e o amor tende, por sua natureza, a difundir-se, a doar-se. Deus não liga nem mesmo a sua benevolência à nossa conversão, isso é uma consequência do amor de Deus”.

“Uma feia escravidão na qual podemos cair é pensar que o amor deve ser merecido. Talvez, boa parte da angústia do homem contemporâneo deriva disso: crer que se não somos fortes, atraentes, bonitos, ninguém irá se preocupar conosco”, assinalou.

“Muitas pessoas de hoje –continuou – buscam uma visibilidade somente para preencher um vazio interior, como se fossemos pessoas eternamente necessitadas de confirmação. Porém, imagina um mundo onde todos são mendicantes por motivos que suscitem a atenção dos outros e, ao contrário, ninguém esteja disposto a querer bem gratuitamente outra pessoa? Parece um mundo humano, mas na realidade é um inferno. Tantos narcisismos do homem nascem em um sentimento de solidão”.

Finalmente, o Papa Francisco sublinhou que “para mudar o coração de uma pessoa infeliz, é necessário abraçá-la. Fazê-la sentir que é desejada, que é importante, e não será mais triste. O amor chama amor, de modo mais forte que o ódio chama morte”.

“Jesus não morreu e ressuscitou por si mesmo, mas por nós, para que nossos pecados fossem perdoados. É, portanto, tempo de ressurreição para todos: tempo de se elevar os pobres de seu desânimo”, concluiu.

Por ACI Digital

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Gratuidade do amor https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/gratuidade-do-amor/ Tue, 21 Feb 2017 10:17:52 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44537 Amar de verdade não é fácil, porque significa comprometer-se. Podemos citar o caso de duas pessoas que se dizem realmente amar independentemente das situações e problemas que possam aparecer. Mas é um tema muito discutido entre pessoas que tiveram experiências negativas na convivência. No início o amor era tudo, mas que caiu no esvaziamento. Era realmente amor?

Em seus ensinamentos, Jesus diz que o verdadeiro amor significa doação, serviço ao próximo, despojamento de todos os interesses individualistas e prática do que não favorece o outro. O ideal do amor como gratuidade é lindo, mas entra em confronto com a cultura do capitalismo e da violência. Quem ama preserva a vida em todas as suas dimensões e a vê como dom de Deus.

O amor de Deus é providente, porque cuida até dos lírios do campo (Mt 6,30). Valoriza os mínimos detalhes da natureza, porque tudo tem sua finalidade e seu valor. Sinal de que não podemos descartar os dons da criação, principalmente a pessoa humana, porque ela é criada à imagem e semelhança do Criador. Em respeito à gratuidade do amor, toda a natureza merece ser valorizada.

Uma das características do amor é a liberdade, e fomos criados livres. Mas muitas coisas nos aprisionam e nos escravizam. É o caso do apego exagerado ao dinheiro, capaz até de desmoronar a solidez de um amor consolidado. Em vez de confiança no outro, ela fica apoiada na conta bancária e no acúmulo. Acontece uma mudança de valores, porque o ter sacrifica a identidade do ser.

Amor com gratuidade aproxima a pessoa do Criador e a faz feliz, porque vê nos outros a imagem e a semelhança de Deus. A existência de cada pessoa revela a vida como um dom. Tudo isto é fruto do uso correto da liberdade, que consegue enxergar a beleza da criação como fruto da bondade divina e não como propriedade e domínio da criatura humana com suas fraquezas e limites.

Quem realmente pratica a justiça faz sua vida ser pautada pela fraternidade e se deixa conduzir pela providência divina. O amor marcado pela verdadeira gratuidade precisa ser todo entranhado pela sabedoria dos ensinamentos de Deus. Do contrário, ela não passa de ação recheada de orgulho, vazia e não dura muito. O amor na gratuidade não combina com atos de orgulho próprio.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba, MG

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