amor de Cristo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:05:21 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png amor de Cristo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa celebra em Mianmar: só o perdão cura as feridas da violência https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-celebra-em-mianmar-so-o-perdao-cura-as-feridas-da-violencia/ Wed, 29 Nov 2017 11:48:46 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-celebra-em-mianmar-so-o-perdao-cura-as-feridas-da-violencia.html “O caminho da vingança não é o caminho de Jesus”: num país ferido por conflitos internos, o Papa falou do perdão e da compaixão na missa desta quarta-feira (29/11), que marcou o tão aguardado encontro de Francisco com a comunidade católica de Mianmar.

Cerca de 150 mil fiéis participaram da celebração no complexo esportivo de Kyaikkasan Ground, a poucos quilômetros do Arcebispado de Yangun, para a primeira e única missa pública no país.

Caravanas de inúmeras partes do país compareceram cedo ao local e, mesmo após horas de espera, saudaram calorosamente Francisco do papamóvel, antes do início da cerimônia.

Em sua homilia, comentando as leituras do dia, o Pontífice recordou que Jesus não nos ensinou a sua sabedoria com longos discursos ou por meio de grandes demonstrações de poder político ou terreno, mas com a oferta da sua vida na cruz. O Senhor crucificado é a nossa bússola segura.

E da cruz vem também a cura, acrescentou o Papa. “Sei que muitos em Mianmar carregam as feridas da violência, quer visíveis quer invisíveis. A tentação é responder a estas lesões com uma sabedoria mundana que, como a do rei na primeira leitura, está profundamente deturpada. Pensamos que a cura possa vir do rancor e da vingança. Mas o caminho da vingança não é o caminho de Jesus.”

O caminho de Jesus é radicalmente diferente, afirmou Francisco, pois quando o ódio e a rejeição conduziram Cristo à paixão e à morte, Ele respondeu com o perdão e a compaixão.

O Pontífice falou do empenho da Igreja em Myanmar, que faz o que pode para levar o “bálsamo salutar da misericórdia de Deus” aos outros, especialmente aos mais necessitados.

“Há sinais claros de que, mesmo com meios muito limitados, numerosas comunidades proclamam o Evangelho a outras minorias tribais, sem nunca forçar ou constringir, mas sempre convidando e acolhendo. No meio de tanta pobreza e inúmeras dificuldades, muitos de vocês prestam assistência prática e solidariedade aos pobres e aos doentes”, destacou o Papa.

Ressaltando a missão caritativa “sem distinções de religião ou de origem étnica” da Caritas local e das Pontifícias Obras Missionárias, Francisco encorajou os católicos a continuarem a partilhar com os demais “a inestimável sabedoria” de Deus, que brota do coração de Jesus.

A mensagem de perdão e misericórdia de Cristo, disse ainda Francisco, obedece a uma lógica que nem todos querem compreender e que encontra obstáculos. E concluiu usando mais uma de suas metáforas:

“Contudo, o seu amor é definitivamente inabalável. É como um GPS espiritual que nos guia infalivelmente rumo à vida íntima de Deus e ao coração do nosso próximo. Deus abençoe a Igreja em Mianmar! Abençoe esta terra com a sua paz!”

Após a celebração, o Papa regressou ao Arcebispado. Depois do almoço, Francisco tem oficialmente mais dois eventos: o encontro com o Conselho Supremo Budista e com os Bispos de Mianmar.

Por Rádio Vaticano

]]>
49653
Papa: não ter medo da cruz de Cristo, verdadeiro amor é sacrifício https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-nao-ter-medo-da-cruz-de-cristo-verdadeiro-amor-e-sacrificio/ Mon, 04 Sep 2017 07:48:25 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48243 O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus, neste domingo (03/09), com os fiéis e peregrinos de várias partes do mundo, presentes na Praça São Pedro.

Na alocução que precedeu a oração, Francisco disse que “o Evangelho de hoje é a continuação do de domingo passado, que ressaltava a profissão de fé de Pedro, ‘rocha’ sobre a qual Jesus quer construir a sua Igreja. Hoje, em contraste estridente, Mateus, nos mostra a reação do próprio Pedro quando Jesus revela aos discípulos que em Jerusalém deverá sofrer, ser morto e ressurgir”, disse o Papa.

“Pedro leva o Mestre para um lado e o repreende, porque isso, lhe diz, não pode acontecer a Ele, a Cristo. Mas Jesus, por sua vez, repreende Pedro com palavras duras: «Fique longe de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, porque não pensa as coisas de Deus, mas as coisas dos homens!» Pouco antes, o apóstolo era abençoado pelo Pai, porque tinha recebido Dele esta revelação, era uma ‘pedra’ sólida para que Jesus pudesse construir a sua comunidade, e logo depois se torna um obstáculo, uma pedra não para construir, uma pedra de tropeço no caminho do Messias. Jesus sabe muito bem que Pedro e os outros ainda têm muita estrada para percorrer para se tornarem seus apóstolos!”

A esse ponto, o Mestre se dirige a todos aqueles que o seguiam, apresentando-lhes claramente o caminho a ser percorrido: 

“«Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, e me siga». Sempre, e também hoje, a tentação é a de querer seguir um Cristo sem cruz, aliás, de ensinar a Deus a estrada certa; como Pedro: ‘Não, não Senhor, isso nunca acontecerá!’ Mas Jesus nos recorda que a sua estrada é a estrada do amor, e não há verdadeiro amor sem o sacrifício de si. Somos chamados a não nos deixar absorver pela visão deste mundo, mas a ser cada vez mais conscientes da necessidade e da fadiga para nós cristãos de caminhar contracorrente e em subida.” 

O Papa ressaltou que “Jesus completa a sua proposta com palavras que expressam uma grande sabedoria sempre válida, porque desafiam a mente e os comportamentos egocêntricos. Ele exorta: «Quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la».” 

“Neste paradoxo esta contida a regra de ouro que Deus inscreveu na natureza humana criada em Cristo: a regra de que só o amor dá sentido e felicidade à vida. Gastar os próprios talentos, as próprias energias e o próprio tempo somente para salvar, proteger e realizar-se, conduz na verdade a se perder, ou seja, a uma existência triste e estéril. Se, ao invés, vivemos para o Senhor e estabelecemos a nossa vida no amor, como Jesus fez, poderemos saborear a verdadeira alegria, e a nossa vida não será estéril, será fecunda.”

O Santo Padre frisou que “na celebração da Eucaristia revivemos o mistério da cruz; não somente recordamos, mas fazemos o memorial do Sacrifício redentor, no qual o Filho de Deus perde completamente Si mesmo para ser recebido novamente pelo Pai e assim nos reencontrar, pois estávamos perdidos, juntamente com todas as criaturas. Toda vez que participamos da Santa Missa, o amor de Cristo crucificado e ressuscitado se comunica a nós como alimento e bebida, para que possamos segui-Lo no caminho de todos os dias, no serviço concreto aos irmãos.”

“Maria Santíssima, que seguiu Jesus até o Calvário, também nos acompanhe e nos ajude a não ter medo da cruz com Jesus crucificado, não uma cruz sem Jesus, a cruz com Jesus, ou seja, a cruz de sofrer por amor a Deus e aos irmãos, pois esse sofrimento, pela graça de Cristo, é fruto de  ressurreição”, concluiu o Papa.

Por Rádio Vaticano

]]>
48243