amor ao próximo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sun, 16 Apr 2017 09:41:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png amor ao próximo - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Sair do túmulo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/sair-do-tumulo/ Sun, 16 Apr 2017 09:41:47 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45487 É próprio de cada criatura viva preservar-se e defender-se de tudo o que a tente levar para a sepultura. No entanto, os mecanismos de morte acontecem se cada um de nós não trabalhar para a preservação da vida de todos. O solo terrestre, com tudo o que ele tem em baixo ou em cima da superfície, está sendo ameaçado, arruinado ou destruído. Não vale o “só cada um por si”! Enquanto todos não estiverem dispostos a se ajudarem para a superação da destruição e não tiverem o cuidado com a vida de cada um (solo, minas d’água, biomas, vegetação, animais e seres humanos), todos são prejudicados.

Jesus deu-se totalmente pela causa abraçada de mudar o rumo da história do planeta e do ser humano. Não reservou sequer a última gota d’agua e do sangue jorrados do alto da cruz. Mostrou o que devemos fazer para preservar e desenvolver a vida na terra. Sua ressurreição nos garante a certeza de que não seguimos simplesmente um fundador de religião humano a mais. Entregou a vida na natureza humana, mas a ressuscitou porque tem também a natureza divina. Com Ele somos capazes de também dar de nós pelo bem da natureza e da vida humana. Mesmo que tenhamos infelizmente caído no “sepulcro” de nossos egoísmos, injustiças, degradação da terra e das relações com o semelhante, há esperança de ressurreição. Podemos e devemos mudar a mentalidade da ganância, da busca do ter a todo custo,  da concentração das riquezas nas mãos de poucos e consequentes injustiças sociais, da monocultura em diversas regiões, da destruição de grande parte das matas ciliares, das mineradoras que destroem e poluem, da falta de políticas públicas que não levam em conta a preservação do meio ambiente e a promoção de benefícios sociais principalmente às classes mais prejudicadas…

A solidariedade é uma das virtudes que marcam a vida de quem comunga com a Páscoa de Jesus. É possível corrigir a corrupção que domina negativamente boa parte da política. Esta deve ressuscitar para a vida nova de serviço ao povo e não de busca desenfreada de benefícios para si e poucos, através da prática do ilícito em prejuízo para o povo. Ele é o mandatário e não deve ser o escravo, sendo sepultado em sua dignidade.

Precisamos muito de testemunhas qualificadas, como os Apóstolos de Jesus, para anunciar e garantir a todos que Ele ressuscitou. Quem quer viver com Ele a própria ressurreição, deve aceitar a missão de dar de si para a ressurreição das inter-relações humanas promotoras de vida de sentido e dignidade a todos. Como é importante fazer a Páscoa de Jesus acontecer para todos! Nosso esforço de promover a vida nos deve defendê-la desde a concepção até sua morte natural. O aborto e todos os mecanismos de morte devem ser abolidos de nossa sociedade. Leis que os favoreçam devem ser rechaçadas por todos!

Pedro e João, avisados por Maria Madalena que Jesus não estava mais no túmulo, foram correndo para ver a sepultura e constataram que, de fato, o corpo do Mestre lá não estava mais. Eles acreditaram na ressurreição do Senhor (Cf. João 20,1-9), que apareceu depois a eles e aos demais discípulos.

Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo de Montes Claros (MG)

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O homem foi feito para amar https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-homem-foi-feito-para-amar/ Thu, 30 Mar 2017 09:29:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45202 Caros amigos, o homem foi criado por Deus como um ser social, capaz de conhecer e amar os seus semelhantes. Assim ensina o Catecismo da Igreja Católica: “A pessoa humana tem necessidade da vida social. Esta não constitui para ela algo de acessório, mas uma exigência da sua natureza. Graças ao contato com os demais, ao serviço mútuo e ao diálogo com os seus irmãos, o homem desenvolve as suas capacidades, e assim responde à sua vocação” (n. 1879).

Esta fraternidade tem sua raiz mais íntima na unidade das Pessoas Divinas – Pai, Filho e Espírito Santo (Cfr. Catecismo, 1878). Da mesma forma, o ser humano também necessita de relações espirituais, tais como: amizade, aprendizagem, confiança, misericórdia e, sobretudo, amor. Certamente, o caminho para a realização humana é o amor, concretizado nos principais mandamentos da lei do Senhor: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo (Cfr. Mt 22, 36-39 e IJo 4, 20-21). Por isso, na Quaresma, somos convidados a refletir sobre nossa vida de amor efetivo para com Deus e nossos semelhantes, com todas as suas consequências.

Sabemos que as exigências do amor ao próximo muitas vezes impedem o homem moderno de viver sem conflitos, pois o amor pede iniciativas e renúncias que custam. Felizmente, a atual sociedade tem avançado no diálogo, abrindo espaços de convivência e compreensão mútuas em meio à diversidade de pensamentos vigentes. Por outro lado, isto não significa, como temos percebido, a demolição de valores que constituem os pilares fundamentais de uma sociedade sadia.

A consequência deste quadro é o esfriamento das relações com nossos semelhantes e uma grande crise no sentido da vida. A este respeito, diz o Papa Francisco: “Quase sem nos dar conta, tornamo-nos incapazes de nos compadecer ao ouvir os clamores alheios, já não choramos à vista do drama dos outros, nem nos interessamos por cuidar deles, como se tudo fosse uma responsabilidade de outrem, que não nos incumbe” (EG, 54).

Infelizmente, a indiferença sempre fez parte da trajetória humana. Porém, agora você está atuando na história e pode contribuir para a mudança deste quadro. Para isso, é preciso uma decisão resoluta pela conversão. Diz a Palavra de Deus: “Filhinhos, não amemos só com palavras e de boca, mas com ações e de verdade!” (1Jo 3, 18).

Assim, qual tem sido seu gesto concreto de caridade nesta Quaresma? Desejo que ele seja o princípio de uma vida mais plena de amor e que marque toda a sua existência, apesar das possíveis consequências.

Por Dom Edney Gouvêa Mattoso – Bispo de Nova Friburgo (RJ)

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