América Latina - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png América Latina - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa Francisco chega a Roma https://old.diocesedeuruacu.com.br/sem-categoria/papa-francisco-chega-a-roma/ Mon, 22 Jan 2018 13:08:22 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-chega-a-roma.html O Papa Francisco chegou no início da tarde hoje ao aeroporto Ciampino de Lima, onde concluiu sua sexta viagem internacional à América Latina, onde visitou Chile e Peru.

O Pontífice chegou à base aérea romana por volta das 14h15, hora local a bordo do Boeing 767-300ER da empresa Latam que o trouxe de Lima e no qual também viajaram a Comitiva e os jornalistas que cobriram a visita.

Francisco conclui assim a sua vigésima segunda viagem internacional, a sexta à América Latina, que o levou a percorrer durante a semana passada, Chile e Peru.

No primeiro país, visitou a capital, Santiago e as cidades de Temuco e Iquique, enquanto no segundo esteve em Lima, na amazônica Puerto Maldonado e no norte, em Trujillo.

Por Vatican News

 

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Em aniversário de Fundação, Papa relembra crise na América Latina https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-aniversario-de-fundacao-papa-relembra-crise-na-america-latina/ Tue, 12 Dec 2017 16:34:37 +0000 http://teste.toqueto.com/em-aniversario-de-fundacao-papa-relembra-crise-na-america-latina.html O Papa Francisco enviou uma saudação aos membros da Fundação Populorum Progressio, reunidos em Roma para comemorar os 25 anos de criação do organismo. Instituída pelo Papa São João Paulo II, a instituição nasceu do desejo de manifestar a proximidade do Papa às pessoas que não têm nem mesmo o indispensável para viver.

A Fundação, criada para auxiliar as comunidades mais vulneráveis, é vista como um organismo que encarna a opção preferencial pelos mais pobres. “As iniciativas levadas avante por este organismo querem ser uma manifestação do amor de Deus e da presença materna da Igreja em meio a todos os homens, em especial aos mais pobres entre os pobres”, escreveu Francisco.

Na mensagem, o Papa citou os cerca de 4.400 projetos implantados nos 25 anos da fundação e direcionou sua preocupação à América Latina. “De fato, não obstante as potencialidades dos países latino-americanos, a atual crise econômica e social (….) atingiu a população e incrementou a pobreza, o desemprego e a desigualdade social e, ao mesmo tempo, contribuiu para a exploração e para o abuso da nossa casa comum, num nível que jamais teríamos imaginado antes”, alertou.

Segundo o pontífice, quando um sistema econômico põe no centro somente o dinheiro, se desencadeiam políticas de exclusão e não há mais lugar nem para o homem nem para a mulher, apenas para a cultura do descarte. “Um compromisso mais sólido, a fim de melhorar as condições de vida de todos, sem excluir ninguém, lutando contra as injustiças e a corrupção”, foi o pedido de Francisco.

Para o Santo Padre, o organismo poderá encontrar no Sínodo para a Amazônia, em 2019, uma fonte de inspiração para o futuro e para a evangelização do continente. “Eu os encorajo em seu trabalho a favor do desenvolvimento humano integral e do bem comum no nosso continente americano”, exortou o pontífice durante a mensagem.

“Que a colaboração entre todos contribua para criar um mundo sempre mais justo e mais humano, que veja a face de Cristo em cada irmão e irmã das populações mais marginalizadas da América Latina, seguindo o exemplo que Santa Teresa de Calcutá nos deixou”, concluiu Francisco, que confiou posteriormente este aniversário da Fundação à intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Cardeal Amato: América Latina, continente radicalmente cristão e mariano https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-amato-america-latina-continente-radicalmente-cristao-e-mariano/ Mon, 14 Aug 2017 13:39:19 +0000 http://teste.toqueto.com/cardeal-amato-america-latina-continente-radicalmente-cristao-e-mariano.html Com as palavras daquele hino à liberdade que é o Magnificat, “na América Latina a piedade mariana pode se transformar legitimamente em grito de libertação para superar as estruturas de divisão e de pecado existentes em vários níveis”. Porque “o abismo entre ricos e pobres, a situação de intimidação em que vivem os mais fracos, as injustiças, as omissões e as submissões humilhantes que eles sofrem, contradizem radicalmente os valores da dignidade pessoas e da solidariedade fraterna” que “o povo latino-americano traz no coração como imperativos recebidos do Evangelho”.

Assim pronunciou-se o Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, ao concluir no sábado no Santuário de Aparecida o 11º Congresso Mariológico.

Diante do atual aumento da pobreza, “agora é a hora propícia para uma nova fantasia da caridade que, para além do socorro, tenha a capacidade da proximidade, da acolhida, da solidariedade com quem sofre, de forma que o gesto de ajuda seja percebido não como óbolo humilhante, mas como fraterna partilha”.

Pobreza, termômetro para julgar a renovação da Igreja pós-conciliar

Relançando “a relevância teológica e pastoral da pobreza para uma renovada evangelização da sociedade contemporânea”, o purpurado antes de tudo fez presente como “em todos os continentes a comunidade eclesial é chamada a considerar e a viver a pobreza como a estrutura portadora da mensagem evangélica hoje”.

“A relação Igreja-pobreza – observou a seguir – não se alicerça em razões socioeconômicas ou políticas, mas na fé em Cristo”. De fato hoje, sublinhou, “a pobreza aparece como o termômetro para julgar a renovação da Igreja pós-conciliar”.

Magnificat, hino à pobreza espiritual

“Jesus desde a sua infância é rodeado por pessoas humildes e pobres, a primeira entre todos Maria, sua Mãe”, recordou ele. Maria, por isto, “pertence ao grupo de fiéis com um coração de pobre: o Magnificat acolhe as aspirações dos pobres e é um hino à pobreza espiritual”. Nossa Senhora “é a pobre ideal do Reino de Deus”, tanto que justamente “no Magnificat ela expressa a realização do programa da redenção”.

E assim – explicou – “o Deus exaltado no Magnificat é o Deus que rompe as fronteira da raça para estender os benefícios da salvação a toda a humanidade”.

Concretamente, “é o Deus que privilegia os oprimidos e os humilhados e inverte as situações injustas criadas pelos poderosos”. E “também os lugares e as circunstâncias de alguns acontecimentos fundamentais da redenção – como Nazaré, Belém, o refúgio em uma gruta-estrebaria, o nascimento de Jesus em uma manjedoura  – fazem explícita referência à pobreza: trata-se de locais privados de glória”.

Maria, além disso, “é uma jovem de província comprometida com o artesão José e vive na periferia, em Nazaré, um povoado distante de Jerusalém, das suas riquezas e das suas instâncias de poder”.

Eis que “Deus se manifesta na promoção dos pobres e no rebaixamento dos não-pobres, e no Magnificat aos orgulhosos é reservada a humilhação e aos pobres e aos humildes a glorificação”.

Pobreza, disponibilidade em acolher a manifestação de Deus

“A valorização dos pobres, com os quais Cristo identificou-se para participar a sua graça – afirmou o Cardeal – não é a exaltação da pobreza e da miséria, mas o reconhecimento do valor espiritual de não ter, de não poder e de não saber no quadro de uma religiosidade iluminada por Deus”.

A pobreza, “diferentemente do ideal da riqueza proposto pelos sábios deste mundo, é a disponibilidade em acolher a manifestação de Deus”.

Justamente “a atitude de Maria e dos outros protagonistas das narrativas do Evangelho, é o espelho que reflete e engrandece a fé da Igreja, chamada ao seguimento de Cristo também nisto”.

Igreja, fonte inexaurível de obras de misericórdia

Desde sempre a Igreja “mostra o ágape de Deus na caridade pelos necessitados”, tanto que – observou o purpurado – “a história documenta, mediante personagens e grupos, que a Igreja é fonte inexaurível de obras de misericórdia corporal e espiritual”.

Além da esmola, “promoveu uma cultura da partilha” da qual “a humanidade tem sempre mais necessidade”.

Igreja na América Latina “sob o sinal da Mãe de Deus”

Falando em um contexto latino-americano, o Cardeal Amato recordou como a Igreja no continente está “sob o sinal da Mãe de Deus, a “Morenita”, como a Virgem é afetuosamente chamada pelos mexicanos”. É considerada, por todos efeitos, como “Mãe da América Latina e Mãe da Igreja na América Latina, autêntica estrela da evangelização”.

“Poucos anos após a descoberta da América – observou o purpurado – e apenas dez anos após a conquista do Império asteca, de fato, em 1531 acontece a aparição da Virgem de Guadalupe ao índio Juan Diego, na colina de Tepeyac, ao norte da Cidade do México”.

Maria marca início de novo cristianismo

Ela “marca o início vitorioso de um cristianismo ‘novo’”. A sua novidade “é essencialmente teológica: não devia-se tratar, de fato, da simples continuação do cristianismo europeu, mas de um cristianismo profundamente inserido também na cultura e na vida do povo indígena”.

Nossa Senhora indica assim “o princípio formal de cada nova evangelização cristã, que diz encarnação total da fé no espaço e no tempo, na linguagem, nos símbolos culturais e na “carne” dos novos povos”.

América Latina, continente radicalmente cristão e mariano

O purpurado então, relança “a dimensão popular do cristianismo latino-americano, em que Maria é vista como parte integrante não somente da fé do povo, mas da sua história, da sua cultura e da sua própria alma: a América Latina é um continente radicalmente cristão e mariano”.

E “a religiosidade popular mariana aparece como uma autêntica “sabedoria cristã” e um verdadeiro “instinto evangélico”: é vínculo de união das multidões, realizando a universalidade concreta do anúncio cristão”.

Precisamente a partir desta consideração “deriva que a religiosidade do povo latino-americano muitas vezes se transforme em um grito por uma verdadeira libertação”, explicou o Cardeal.

Magnificat, carta magna da liberdade dos filhos de Deus

É um fato, ademais, que “o Cântico do Magnificat se revele como a carta magna da liberdade dos filhos de Deus: nele é expressa a alegria pela libertação operada pelo Senhor que salva os oprimidos e humilha os opressores e os poderosos, e que está sempre do lado dos humildes e dos pobres”.

E justamente “mediante o Magnificat, Maria se torna nossa contemporânea: a autêntica espiritualidade deste hino, de fato, não é intimista ou passiva, contém pelo contrário uma carga altamente dinâmica e libertadora”.

Maria, portanto – conclui o Cardeal Amato – “é uma mulher forte e corajosa, que invoca a justiça de Deus sobre os opressores dos pobres; é uma mulher comprometida, que saber tomar as suas decisões”.

Como Deus, “também Maria se coloca do lado daqueles cuja dignidade deve ser recuperada por quem a justiça deve ser feita: somente assim se antecipa e se historiciza o Reino de Deus neste mundo. “

Por Rádio Vaticano

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Venezuela: organizações católicas denunciam emigração sem precedentes https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/venezuela-organizacoes-catolicas-denunciam-emigracao-sem-precedentes/ Tue, 08 Aug 2017 10:14:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47736 A rede de organizações católicas da América Latina e Caraíbas para as Migrações e Refugiados denunciaram, em comunicado, um fluxo de emigração “sem precedentes” da população venezuelana venezuelana para países vizinhos.

A CLAMOR, uma Rede Latino-Americana e Caribenha para as Migrações, Refugiados e Tráfico de Pessoas, alerta para a “dura situação” que os imigrantes da Venezuela têm de enfrentar, ao fugir de uma “crise humana”.

As organizações católicas da região destacam a falta de medicamentos e alimentos, o “colapso dos serviços públicos”, a inflação, a violência e os “graves violações dos Direitos Humanos”.

“Esta situação, que atenta contra a vida e a dignidade dos venezuelanos e venezuelanas, forçou milhares de pessoas a sair do país, numa diáspora sem precedentes na história democrática do país”, refere a nota da rede católica.

O padre Francesco Bortignon, scalabriniano, pároco em Cúcuta, no norte da Colômbia, refere à Rádio Vaticano que a situação da fronteira é “realmente difícil”.

“Existe uma fuga significativa de venezuelanos em direção à Colômbia ou com o sonho de chegar ao Equador, Chile e Peru”, especialmente nos últimos meses, ligadas em particular à questão da eleição da Assembleia Constituinte.

Já a Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) agradeceu a posição tomada pelo Papa e a Santa Sé na última sexta-feira, 4, num renovado apelo ao respeito pelos Direitos Humanos e pela suspensão da nova Constituinte.

Dom José Luis Azuaje, vice-presidente da CEV, considerou que a Assembleia Constituinte, promovida pelo Governo de Nicolás Maduro e contestada pela oposição, foi uma “fraude”.

A Venezuela atravessa uma crise política e econômica, com manifestações pró e anti-Maduro, que provocaram 120 mortos desde abril.

O presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que a Assembleia Constituinte traduz “um poder paralelo”.

Por Canção Nova, com Agência Ecclesia

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Papa encoraja trabalho pelo bem comum no continente americano https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-encoraja-trabalho-pelo-bem-comum-no-continente-americano/ Fri, 30 Jun 2017 15:51:38 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-encoraja-trabalho-pelo-bem-comum-no-continente-americano.html Os desafios da América Latina e a necessidade de enfrentá-los estiveram no centro do discurso do Papa Francisco nesta sexta-feira, 30, na audiência com cerca de 200 membros da Organização Internacional Ítalo-Latino-Americana. Eles se encontraram com o Papa por ocasião dos 50 anos da organização.

“Encorajo-os no compromisso de vocês em favor do bem comum em nosso continente americano, e a colaboração entre todos possa favorecer a construção de um mundo sempre mais humano e mais justo”, disse. 

O Santo Padre destacou, entre as finalidades da organização, promover o desenvolvimento e a coordenação, bem como identificar as possibilidades de assistência recíproca e de ação comum entre os países-membro. Ele articulou seu discurso em três aspectos que considera importantes para o momento atual: identificar as potencialidades, coordenar e promover.

Os países da América Latina são ricos de história, cultura e recursos naturais e têm um povo bom e solidário com os outros povos, lembrou o Papa. Esses valores sociais estão presentes, mas devem ser apreciados e reforçados.

“Apesar desses bens do continente, a atual crise econômica e social atingiu a população e produziu o aumento da pobreza, do desemprego, da desigualdade social, bem como a exploração e o abuso da nossa casa comum. Diante dessa situação é preciso uma análise que leve em consideração a realidade das pessoas concretas, a realidade do nosso povo”.

Levar ao desenvolvimento

Destacando o segundo aspecto, o Papa frisou que é preciso coordenar os esforços para dar respostas concretas e para fazer frente às instâncias e às necessidades dos filhos e das filhas desses países.

“Coordenar não significa deixar que os outros façam e no final aprovar, ao invés, comporta muito tempo e muito esforço; é um trabalho que não aparece e é pouco apreciado, mas necessário”, observou, atendo-se em seguida ao fenômeno da emigração na América Latina.

“Diante de um mundo globalizado e sempre mais complexo, a América Latina deve unir os esforços para fazer frente ao fenômeno da emigração; e grande parte de suas causas já deveriam ter sido enfrentadas há muito tempo, mas nunca é tarde demais”.

Francisco lembrou que a emigração sempre existiu, mas nos últimos anos teve um incremento jamais visto antes. Na busca por um “novo oásis”, muitas vezes as pessoas sofrem a violação de seus direitos; muitas crianças e jovens são vítimas do tráfico de seres humanos e são exploradas, ou caem nas redes da criminalidade e da violência organizada.

“A emigração é um drama de divisão: dividem-se as famílias, os filhos se separam dos pais, distanciam-se da terra de origem, e os próprios governos e os países se dividem diante dessa realidade. É preciso uma política conjunta de cooperação para enfrentar esse fenômeno. Não se trata de buscar culpados e de esquivar-se de responsabilidades, mas todos somos chamados a trabalhar de maneira coordenada e conjunta”.

Promover o diálogo

Por fim, o Papa destacou a necessidade de promover a cultura do diálogo. Ele reconheceu que alguns países da América Latina estão passando por momentos difíceis em nível político, social e econômico.

“Os cidadãos que dispõem de menos recursos são os primeiros a perceber a corrupção que existe nos vários estratos sociais e a má distribuição das riquezas. Sei que muitos países trabalham e lutam para realizar uma sociedade mais justa, promovendo uma cultura da legalidade”, reconheceu Francisco.

O Santo Padre considerou que a promoção do diálogo político é essencial, tanto entre os vários membros desta Associação, quanto com os países de outros continentes, de modo especial com os da Europa, por laços que os unem.

O diálogo é indispensável, concluiu Francisco, “mas não o ‘diálogo entre surdos’! Requer uma atitude receptiva que acolha sugestões e partilhe aspirações.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Cepal e Unicef pedem proteção à infância na América Latina https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cepal-e-unicef-pedem-protecao-a-infancia-na-america-latina/ Tue, 23 May 2017 13:34:24 +0000 http://teste.toqueto.com/cepal-e-unicef-pedem-protecao-a-infancia-na-america-latina.html A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) fizeram nesta segunda-feira, 22, um chamado a reforçar os sistemas de proteção social da infância nos países da América Latina devido à sua vulnerabilidade perante os desastres naturais. As informações são da agência EFE.

“Os meninos e as meninas da América Latina e o Caribe, particularmente os que vivem em contextos de pobreza, são altamente vulneráveis aos desastres e experimentam os seus efeitos de forma desproporcionada e crescente”, disseram a Cepal e o Unicef em uma nota conjunta.

Desastres na América Latina e no Caribe

“A frequência de desastres na América Latina e no Caribe aumentou 3,6 vezes em meio século. Na década de 1960 houve, em média, 19 desastres por ano e na primeira década do século XXI essa média aumentou para 68 fenômenos anuais”, disseram os dois órgãos das Nações Unidas. A maior parte dos desastres na região está relacionada a fenômenos meteorológicos e hidrológicos, como furacões, tempestades, inundações e secas.

A catástrofe com maior número de mortos na região, no entanto, foi o terremoto do Haiti, em 2010, que deixou mais de 222 mil mortos, destaca a publicação. Garantir níveis básicos de investimento e acesso a serviços como saúde, educação e moradia, entre outros, fortalece a prevenção e a capacidade de resposta e reduz a vulnerabilidade aos desastres, diz o documento.

A proteção social

“A proteção social constitui uma política pública fundamental para fazer frente aos desastres antes, durante e após sua ocorrência”, destacaram a Cepal e Unicef. Para os organismos é crucial aumentar a coordenação entre instituições para atender os pontos vulneráveis das crianças e adolescentes perante os desastres, bem como promover a inclusão das experiências dos menores na elaboração de políticas sobre o tema.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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Papa aos bispos do Celam: Aparecida é uma "escola de discipulado" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-aos-bispos-do-celam-aparecida-e-uma-escola-de-discipulado/ Wed, 10 May 2017 13:26:29 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-aos-bispos-do-celam-aparecida-e-uma-escola-de-discipulado.html “Gostaria de poder visitar o Santuário de Aparecida”. Com estas palavras, o Papa se dirige aos bispos de toda a América Latina, reunidos na Assembleia do CELAM, Conselho Episcopal Latino-americano em São Salvador, El Salvador, deste esta segunda-feira, 9, até o próximo 12 de maio. Apesar da mensagem, o Santo Padre já confirmou que não virá ao Santuário de Aparecida para as comemorações dos 300 anos do encontro da imagem.

No entanto, a mensagem de Francisco é inteiramente inspirada na Padroeira do Brasil, da qual este ano se celebram 300 anos de sua aparição, nas águas do Rio Paraíba (SP).    

Definindo Aparecida como “uma escola de discipulado”, o Papa releva três aspectos daquele acontecimento, começando pelos pescadores que encontraram a imagem:

“Um grupo de homens que sabiam enfrentar as incertezas do rio, que viviam na insegurança de não ter o que levar para seus filhos. Conheciam a ambivalência entre a generosidade do rio e a agressividade de suas ondas e a inclemência de um dos pecados mais graves que castiga nosso continente: a corrupção. A corrupção, como um câncer, está corroendo a vida cotidiana dos povos”.

O segundo aspecto é a Mãe. “No relato de Aparecida, a encontramos suja de lama no rio. Ali ela esperava seus filhos, em meio a suas lutas e anseios. Maria estava ali, onde os homens tentam ganhar suas vidas”.

E enfim, o Papa ressalta o encontro. Depois de restaurá-la e limpá-la, os pescadores a levaram para casa, um lar aonde os moradores da região iam encontrá-la. “Esta presença se fez comunidade, Igreja. As redes não se encheram de peixes, se transformaram em comunidade”.

Hoje, 300 anos depois, como filhos, diz o Papa, “somos chamados a escutar e aprender o que aquele acontecimento continua a nos dizer”:

“Aparecida não traz receitas, mas chaves, critérios, pequenas grandes certezas para iluminar e sobretudo, acender o desejo de nos despojar de todo o desnecessário e voltar às raízes, ao essencial, à atitude que fez de nosso continente a terra da esperança. Aparecida renova nossa esperança em meio a tantas inclemências”, frisa o Papa.

Em seguida, Francisco convida os bispos latino-americanos a aprender a escutar e conhecer o Povo de Deus, dando-lhe a importância e o lugar merecidos.

“Isto significa despojar-nos de nossos preconceitos, racionalismos e esquemas funcionalistas para conhecer como o Espírito atua no coração destes homens e mulheres. Como temos a aprender da fé desta gente; a fé de mães e avós que não têm medo de se sujar, pois sabem que o mundo está cheio de injustiças, onde a impunidade da corrupção continua cobrando vidas e desestabilizando cidades”.

Em seguida, o Papa exorta os bispos a não terem medo de arriscar e se comprometerem com os “sujos”. “… isto não é heroicidade, nem ser kamikazes. Somente deixando de ser auto-referenciais seremos capazes de nos recentrarmos Naquele que é fonte de Vida e Plenitude”.

Concluindo, Francisco lembrou a passagem da exortação Evangelii Gaudium:

“Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças. Não quero uma Igreja preocupada com ser o centro, e que acaba presa num emaranhado de obsessões e procedimentos. Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida. Mais do que o temor de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos transformam em juízes implacáveis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta e Jesus repete-nos sem cessar: ‘Dai-lhes vós mesmos de comer’” (Mc 6, 37).  

Na conclusão, o Papa Francisco afirma que na medida em que se envolve com a vida de “povo fiel” e senti-se a profundidade de suas feridas, pode-se ver, “sem filtros clericais”, o rosto de Deus.

Por Canção Nova, com Rádio Vaticano

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CELAM cria "Red Clamor", de apoio a migrantes, refugiados e vítimas do tráfico https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/celam-cria-red-clamor-de-apoio-a-migrantes-refugiados-e-vitimas-do-trafico/ Thu, 20 Apr 2017 08:18:43 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45605 O Departamento Justiça e Solidariedade do CELAM (DEJUSOL) , criou oficialmente nos dias passados a “Red Clamor”, isto é, a Rede Latino-americana e do Caribe para a Pastoral de Migrantes, Refugiados e vítimas do tráfico.

O organismo, fruto de um trabalho que durou quatro anos, reúne grande parte das organizações de mobilidade humana da Igreja Católica da América Latina e do Caribe.

A cerimônia que selou a criação da nova entidade teve lugar em Santiago de Caballeros, República Dominicana.

Os membros da rede

Satisfação pela novidade foi expressa pelo Presidente do Dejusol, Dom Gustavo Rodríguez, que sublinhou “o entusiasmo dos participantes do projeto”, que “realiza um sonho e dá esperança ao futuro deste tipo de Pastoral”.

Fazem parte da Rede os escalabrinianos, o Jesuit Refugee Service, diversos Departamentos da mobilidade humana das Conferências Episcopais Latino-americanas (República Dominicana, Guatemala, Haiti, Chile), além de numerosas Congregações Religiosas.

Sinal de esperança

O Presidente da Pastoral Social da República Dominicana, Dom Julio Corniel, reiterou que “a Red Clamor” representa a consolidação de linhas concretas para o trabalho com os migrantes, para unificar os seus critérios, para sentirem-se apoiados e unidos na busca de soluções aos problemas que se apresentam. Sem dúvida, a Rede é  um grande sinal de esperança”.

Situações terríveis dos migrantes

No mesmo sentido, o Diretor do Secretariado Caritas da América Latina e do Caribe, Padre Francisco Hernández, afirmou que  “a migração é um tema fundamental, pois é um dos maiores problemas no mundo. Por isto, nos sentimos profundamente comprometidos em trabalhar como comunhão eclesial, em que a diversidade de esforços e de experiências nos permite proceder em modo concreto em favor dos migrantes que experimentam situações terríveis”.

Reconhecer dignidade dos migrantes

A “Red Clamor”, por fim, deseja ser “um hospital de campanha em que os  migrantes, os deslocados, os refugiados e as vítimas do tráfico possam ser acolhidos, protegidos e cuidados, reconhecidos em sua dignidade e ajudados a integrar-se nas comunidades de acolhida”.

Por Rádio Vaticano

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Cardeal Hummes: "Combater criminalização de lideranças indígenas" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/cardeal-hummes-combater-criminalizacao-de-liderancas-indigenas/ Wed, 19 Apr 2017 11:16:58 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45554 Um estudo recente elaborado pelo Banco Mundial aponta que um em cada quatro indígenas latino-americanos vive na pobreza, apesar dos enormes progressos na região na última década em matéria de desenvolvimento e combate à pobreza. Os indígenas representam cerca de 8% da população total da América Latina no século XXI, mas são 14% dos cidadãos que vivem na pobreza. A Igreja Católica está próxima deles e prossegue seu esforço de defesa de seus direitos e da evangelização, na Amazônia, assim como no resto do Brasil. Mas esta presença ainda não é suficiente e ao desafio de respeitar seus valores ancestrais soma-se a missão de uma Igreja inculturada, em que o indígena seja o protagonista de sua Igreja.

A Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e a Comissão Episcopal para a Amazônia, em parceria com a Comissão Bíblico-Catequética e Comissão Pastoral para a Liturgia, promoveram em Brasília, em fins de março, um encontro sobre evangelização dos povos indígenas. Naqueles dias, bispos em cujos territórios vivem povos indígenas, lideranças que trabalham com povos indígenas, padres, religiosas/os e lideranças indígenas das comunidades católicas escutaram-se uns aos outros na tentativa de identificar as prioridades neste campo.

Dom Cláudio Hummes, Presidente da Comissão para a Amazônia e da Rede Eclesial Pan-Amazônia (Repam), nos fala de algumas destas prioridades.

“Formar a Igreja no Brasil sobre o que está ocorrendo e encorajar os bispos que têm comunidades indígenas a ir ver mais de perto o que está ocorrendo e também começar a elaborar um novo tipo de evangelização. É preciso continuar a defender os direitos dos indígenas, sobretudo os direitos humanos, que muitas vezes são violados. Combater a criminalização dos líderes, daqueles que defendem seus direitos, seja missionários, como os próprios indígenas que defendem seus direitos e por isso, são criminalizados e muitas vezes, mortos. É uma situação grave; nós levamos isso para a CIDH, Comissão Interamericana de Direitos Humanos. A REPAM levou (a Washington, ndr) esta criminalização dos direitos humanos”.

“Devemos continuar a defender o direito à consulta prévia, a que têm direito os indígenas quanto a projetos que são trazidos, seja da iniciativa privada seja da parte do governo; projetos que acabam interferindo muito nas áreas já demarcadas dos indígenas. O direito à consulta prévia e a demarcação de terras indígenas, que diminuiu muito. Então temos que agilizar isso”.

“Estamos também encorajando os bispos, na Amazônia e no resto do Brasil, onde há indígenas, a promover uma pastoral indígena: isto significa uma Pastoral para uma Igreja indígena, inculturada, onde os próprios indígenas assumam a sua Pastoral, a sua Igreja”.

“E depois, nos planos pastorais de dioceses onde há indígenas, seja incluída e integrada a Pastoral Indigenista. Ou seja, como a Igreja ainda vai, com missionários, para dentro das comunidades indígenas. Como está isso? Em muitos lugares, as comunidades são apenas entregues às paróquias locais, que por vezes não têm nenhuma prática… Chega um padre novo, que talvez nunca tenha visto índios… É muito difícil para ele fazer, de fato, um trabalho suficiente entre os indígenas. Então estamos pedindo muito que esta questão seja integrada no plano diocesano de Pastoral, para que haja maior e melhor atenção, em termos de qualidade de evangelização”. 

Por Rádio Vaticano

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Banda de rock de freiras vira hit na América Latina https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/banda-de-rock-de-freiras-vira-hit-na-america-latina/ Fri, 10 Feb 2017 11:32:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44317 Não é porque uma mulher é uma freira que ela não pode gostar de rock ou pop ou não pode saber tocar um instrumento. Foi isso que pensaram as 12 monjas que no Peru criaram a banda gospel “Siervas” (“Servas”), famosa em toda a América Latina e que até já se apresentou para o papa Francisco.

As freiras se conheceram em um convento em Lima e descobriram que cada uma delas tocava um instrumento diferente. Assim, surgiu a ideia de criar um grupo de rock católico “para levar a riqueza da mensagem evangélica ao mundo moderno através da música com ritmos modernos”, afirmam as moças na sua página oficial no Facebook.

Formada em 2014, a banda já conta com 2 álbuns, “Ansias Que Queman”, do mesmo ano, e “Hoy Despierto”, de 2016. O grupo, famoso no continente por músicas como “Confía em Dios”, é formado por integrantes peruanas, argentinas, chilenas, venezuelanas, equatorianas e até chinesas, japonesas e filipinas.

No entanto, a fama da banda realmente começou a decolar quando as monjas se apresentaram para Francisco durante visita do líder católico ao México no ano passado.

Por Ansa

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