amar - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:57 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png amar - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Na audiência, Papa se dirige aos jovens: viva, ame, sonhe e acredite https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/na-audiencia-papa-se-dirige-aos-jovens-viva-ame-sonhe-e-acredite/ Wed, 20 Sep 2017 12:37:55 +0000 http://teste.toqueto.com/na-audiencia-papa-se-dirige-aos-jovens-viva-ame-sonhe-e-acredite.html Viva, ame, sonhe e acredite: a Audiência Geral desta quarta-feira (20/09) do Papa Francisco foi diferente.

A tradicional catequese deu lugar a uma “conversa imaginária” com um jovem ou com qualquer pessoa aberta ao aprendizado. Retomando o tema das catequeses precedentes – a esperança – o Pontífice inovou ao falar da “educação à esperança”, com uma série de exortações.

A primeira delas é “não se renda às trevas”. O primeiro inimigo a combater não está fora de você, mas dentro. Portanto, não dê espaço aos pensamentos negativos; a luta que conduzimos aqui não é inútil, ao final da existência não nos espera o naufrágio: em nós palpita algo de absoluto. “Deus não desilude. Tudo nasce para florescer numa eterna primavera”, disse Francisco, que citou o diálogo entre o carvalho e a amendoeira. O carvalho pediu à amendoeira que falasse de Deus, e ela floresceu.

E o Papa exortou: “Onde quer que estiver, construa! Se estiver no chão, levante-se! Se estiver sentado, coloque-se em caminho! Se o tédio o paralisa, realize obras de bem! Se estiver desmoralizado, peça que o Espírito Santo possa preencher o seu vazio.”

O Pontífice prosseguiu convidando a atuar a paz em meio aos homens e a não ouvir a voz de quem espalha ódio e divisão. Por mais diferente que sejam, as pessoas foram criadas para viverem juntas: “ame os seres humanos. Cada criança que nasce é a promessa de uma vida que, mais uma vez, se demonstra mais forte do que a morte”.

“Jesus nos entregou uma luz que brilha nas trevas: proteja-a. Esta única chama é a maior riqueza confiada a sua vida.”

Outra exortação dirigida aos jovens é sonhar: “Sonhe, não tenha medo de sonhar, sonhe um mundo que ainda não se vê, mas que certamente chegará”. Os homens que cultivaram esperanças são também os que venceram a escravidão e promoveram melhores condições de vida sobre a terra.

“Seja responsável por este mundo e pela vida de cada homem.” Toda injustiça contra um pobre é uma ferida aberta. A vida não acaba com a sua existência, neste mundo virão outras gerações.

Outro convite é pedir a Deus o dom da coragem. “O nosso inimigo mais insidioso nada pode contra a fé. Se um dia o medo o tomar, pense simplesmente que Jesus vive em você. Tenha sempre a coragem da verdade”, lembrando-se porém que não é superior a ninguém, levando no coração os sofrimentos de toda criatura.

Cultive os ideais – aconselhou ainda o Papa –; viva por algo que supere o homem. Se errar, levante-se: nada é mais humano do que cometer erros. O Filho de Deus não veio para os saudáveis, mas para os doentes.

“Deus é seu amigo. Aprenda com a maravilha, cultive o estupor. Viva, ame, sonhe, acredite. E, com a graça de Deus, jamais se desespere.”

Por Rádio Vaticano

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A cruz de Cristo e a nossa cruz https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-cruz-de-cristo-e-a-nossa-cruz/ Thu, 06 Apr 2017 07:45:15 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45339 As palavras de Jesus que convida os discípulos a segui-lo ressoam de maneira especial nestes dias que nos aproximamos da celebração da sua Paixão, Morte e Ressurreição: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me” (Lc 9,23). A vida cristã é via crucis, iluminada pela luz da Ressurreição. Já compreendeu assim Paulo, quando expressou seu desejo de uma vida totalmente identificada com Cristo e, chegando ao extremo de “tornar-me semelhante a ele em sua morte” (Fl 3,10). A cruz não foi somente um “fim trágico” da vida de Jesus, mas a acompanhou durante toda a sua vida, como ele próprio anunciou aos seus discípulos, por três vezes: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto, e ressuscitar depois de três dias” (Mc 8,31). Pelos evangelhos podemos ver claramente a crescente oposição que Jesus encontrou da parte dos que tramaram sua morte. A cruz do Nazareno revela, ao mesmo tempo, a violência que foi descarregada sobre ele e o amor intenso que nele estava sempre presente.  

Na cruz, o pecado do mundo se evidencia, se escancara. Ela é, claramente, a consequência do mal pensado, orquestrado, com interesses.  Cada vez que contemplamos o Crucificado nos é recordada a injustiça humana, que mata o inocente. O pecado que se revelou na morte de Jesus, continua presente e se tornou um poder que governa as estruturas da sociedade humana.  Por isso, a paixão de Cristo revela a paixão do mundo, que continua na história: migrações forçadas, refugiados de guerras, sistema político-econômico que exclui e mata, projetos que desejam tirar os direitos dos menos favorecidos, indiferença diante do sofrimento do outro, crescente ódio ao invés do diálogo, violência familiar, violência no trânsito, projetos para descriminalizar a morte de indefesos no ventre materno, situação caótica das penitenciárias, depredação do meio ambiente, sem contar os pecados e violências pessoais. 

Porém, o que torna a morte de Jesus na cruz uma boa notícia é o modo como Ele a viveu. O que Jesus realizou na cruz é o resumo de sua vida. Em primeiro lugar, a resiliência, a persistência de Jesus diante da provação, do sofrimento, permanecendo fiel até o fim. Nossa geração precisa aprender o valor da perseverança e que o sofrimento, quando é consequência de uma opção de vida e de valores, tem sua razão de ser e faz parte da vida. Não esmorecer diante das dificuldades da vida. Em segundo lugar, a morte de Jesus na cruz estabelece um fato marcante para toda a história da humanidade: o ódio e a violência foram superados pelo amor; o círculo vicioso do mal foi vencido pelo bem. É possível amar e fazer o bem mesmo diante do mal. A cruz revela o que Jesus fez durante toda sua vida: perdoar. Conservou até o fim seu amor perdoador. Ao contemplar o Crucificado vemos que, em Jesus, Deus nos perdoa. Sua morte é redentora. Solidariamente, carregou o peso de nosso mal, nosso pecado e, assim, “pelas suas chagas fomos curados” (Is 53,5). Também, o Crucificado soube transformar a morte violenta que lhe foi imposta num ato de entrega. Fez de sua vida uma entrega ao Pai. Entrega-se totalmente ao Pai e a nós, atingindo sua perfeição na cruz. O modo como viveu e morreu mostra-nos que a chave da vida está na entrega de si. 

Enfim, é preciso deixar que o amor curador do Crucificado alcance nossa vida e nos transforme em construtores do bem, da vida, como “fonte de água que jorra para a vida eterna” (Jo 4,14). Somos abraçados e envolvidos pelos braços abertos de Cristo na cruz.

Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta

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Amar e ser amado https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/amar-e-ser-amado/ Tue, 04 Apr 2017 10:05:48 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=45308 A Páscoa é como que aniversário de Batismo de cada cristão! Para celebrá-la bem, nas semanas que correm os cristãos foram ao encontro de uma Mulher Samaritana, seus familiares e concidadãos, e descobriram aquele que é a fonte de água viva que jorra para a vida eterna. Todos foram apresentados ao Cego de nascença, com seus pais e amigos, impressionados porque seus olhos foram abertos por Jesus. Ele é Luz do Mundo e o Batismo, também chamado de Iluminação, abre perspectivas inusitadas, cujo nome é fé! 

Agora, visitamos Betânia, cujo nome significa “Casa do Pobre” ou “Casa da aflição”, mas para Jesus e seus discípulos é “Casa de amizade”. Lázaro está morto (Jo 11, 1-45). É uma situação trágica, pois morreu nada menos do que um amigo de Jesus, e amizade é coisa séria. 

A morte assusta, mesmo quando chegamos a nos acostumar, pois em nosso tempo é noticiada dia a dia, como um fato a mais, sem muito mistério ou sacralidade! Para Jesus, seus apóstolos e os amigos de Betânia, as coisas são diferentes. Marta que reclama pelo atraso de Jesus expressa nossa reação diante da morte de uma pessoa amada. O choro de Jesus pelo amigo morto é choro de Deus pela morte presente na humanidade e diante da própria morte que se aproxima. A Salvação que Ele traz deve tocar no mais fundo da realidade humana e, quando faz seu amigo voltar à vida, Jesus anuncia a completa libertação da morte. Existe esperança!

Vale a pena acompanhar! O relato evangélico passa, num maravilhoso crescendo, da narração da doença à morte e sepultura e o retorno à vida do amigo Lázaro, cujo nome quer dizer ‘Javé ajuda’. Transparece a humanidade cheia de ternura de Jesus, com emoção, lágrimas, declaração de amizade e revelação do Filho de Deus. Depois da profissão de fé feita por Marta, a resposta de Jesus é promessa de vida: “Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais” (Jo 11, 25-26). 

Diante do sepulcro de seu amigo Lázaro, Jesus, que antes teve seu rosto banhado em lágrimas, proclama ser Ressurreição e Vida. Mas sabemos que Ele deverá entrar no sepulcro da morte, ser envolto em faixas como seu amigo Lázaro e ressuscitar ao terceiro dia. Cristo é para todos os homens e mulheres, feridos de morte pelo pecado, Ressurreição e Vida! Saímos do velório de Lázaro, ouvimos o grito de Jesus a todos os lázaros da história, passamos pelos passos da Paixão para amanhecer no Jardim da Ressurreição.

Jesus cultivou bonitas e sadias amizades! Afinal, um amigo bom e fiel (Cf. Eclo 6, 15-17) vale mais do que um tesouro. Marta, a dona da casa, Maria, sua irmã, a mulher da escuta e dos gestos de carinho, e Lázaro, o irmão que era amigo do peito e, enfermo, veio a morrer. Naquela casa, Jesus chorou! Rosto de alguém que chora costuma ser mais bonito do que uma gargalhada! 

Em Betânia, aprendemos a estrada da liberdade interior, o relacionamento sadio, a amizade autêntica, expressão da afetividade equilibrada. Quem melhor para conduzir-nos na estrada da vida segundo o Espírito (Cf. Rm 8,9) do que aquela que ouviu palavras tão fortes e determinantes, que deram rumo à sua existência, a Virgem Maria? De fato, mais do que Maria de Betânia, Maria de Nazaré “escolheu a melhor parte”, e esta não lhe foi tirada! (Cf. Lc 10, 42).

O relacionamento mais importante de Jesus é com o Pai e o Espírito Santo! Seus momentos de oração expressam a vida íntima da Santíssima Trindade. Seus afetos são de doação de vida, nunca de apoio ou cobranças! É bom perceber que, na História da Salvação, purifica-se pouco a pouco a compreensão do plano de Deus. A plenitude só chegou com Jesus Cristo, Palavra Eterna do Pai, que se fez carne no meio de nós e, até o fim dos tempos, será o Espírito Santo que nos revelará todas as coisas. O Filho assume a missão, para visitar todas as realidades humanas, indo até o mais profundo de tudo o que significa fruto do pecado, para redimir! (Cf. Ef 4, 10) Por puro amor ele entrou nas profundezas da humanidade e, quando tocou inclusive o abandono, experimentou a ausência de Deus, em nome de todas as pessoas que vivem a distância da graça de Deus, para resgatar a humanidade escrava do pecado e elevá-la, proclamando “Em tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23, 46). É a maior prova de amor: “Ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando” (Jo 15, 12-13). 

Depois, sua Mãe, a Virgem Maria, foi certamente a pessoa de maior proximidade e intimidade com Jesus. Com ela, na Casa de Nazaré, também São José. Podemos pensar no trato que Jesus, Filho do Carpinteiro, e ele mesmo Carpinteiro, teve com tantas pessoas. Quando irrompe na vida pública, nós o vemos chamando e formando discípulos. A diversidade do grupo chama atenção porque acolhe gente “de todo tipo”. É que ele ama, e pronto! Alarga-se o círculo com um grupo muito simpático de mulheres: Maria Madalena, Joana, Susana, e muitas outras mulheres, que os ajudavam com seus bens (Cf. Lc 8, 1-3). Na Paixão, Morte e Ressurreição, lá estavam elas, olhando de longe: Madalena, Maria, mãe de Tiago Menor e de Joset, e Salomé (Cf. Mc 15, 40-41). E foram testemunhas da Ressurreição! (Mc 16, 1-8). O número de amigos aumenta pela história afora e assim será, até a volta do Senhor. A Igreja cresce por testemunho, convivência, amizade, “contágio” positivo e frutuoso. 

A amizade com Marta, Maria e Lázaro expressa sua humanidade e o relacionamento sadio com as pessoas. E chegam os pobres, enfermos, pecadores, todos entram em contato com Jesus. Não se deixa “possuir”, continua com liberdade o seu caminho, não cede às tentações e provocações do poder, é Rei, mas seu Reino não é daqui!

E o Senhor Jesus ofereceu o mandamento do amor, garantiu sua presença (Mt 18, 20) entre aqueles que se reúnem em seu nome, plantou a vida na Igreja como comunhão fraterna, enviou discípulos dois a dois! Os Atos dos Apóstolos testemunham como começaram a viver os primeiros cristãos e como haveremos de viver até a volta do Senhor. “Ele está no meio de nós”, repetimos tantas vezes!

O equilíbrio e o respeito no relacionamento entre as pessoas, as diversas experiências de comunhão, o exercício da caridade, tudo é oferecido para que o mundo creia: “Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei ao mundo… Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim, e eu em ti. Que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17, 18-21).

Por Dom Alberto Taveira Corrêa – Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará

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Audiência: amar como Deus nos ama, sem hipocrisia https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/audiencia-amar-como-deus-nos-ama-sem-hipocrisia/ Wed, 15 Mar 2017 11:46:59 +0000 http://teste.toqueto.com/audiencia-amar-como-deus-nos-ama-sem-hipocrisia.html O Papa Francisco acolheu na Praça S. Pedro cerca de 12 mil fiéis para a Audiência Geral desta quarta-feira (15/03).

Depois da semana dedicada ao retiro quaresmal, em sua catequese o Pontífice retomou o tema da esperança cristã, inspirando-se desta vez no trecho da Carta aos Romanos que fala da alegria de amar.

O grande mandamento que Jesus deixou é amar a Deus e o próximo como a nós mesmos. “Somos chamados ao amor, à caridade. Esta é a nossa vocação mais sublime, a nossa vocação por excelência”, recordou Francisco.

Todavia, na Carta aos Romanos o Apóstolo nos adverte para um risco: de que o nosso amor seja hipócrita. “A hipocrisia pode se insinuar de várias maneiras, inclusive no nosso modo de amar”, alertou o Papa. Isso se verifica quando somos movidos por interesses pessoais, quando fazemos caridade para ganhar “visibilidade”, por amor interesseiro ou um “amor de novela”. A caridade não é uma criação humana. Pelo contrário, é antes de tudo uma graça; não consiste em mostrar aquilo que não somos, mas aquilo que o Senhor nos doa.

Paulo nos convida a reconhecer que somos pecadores e que também o nosso modo de amar é marcado pelo pecado. E então se compreende que tudo o que podemos viver e fazer pelos irmãos nada mais é do que a resposta àquilo que Deus fez e continua fazendo por nós: o Senhor abre diante de nós uma via de libertação, de salvação, e dá também a nós a possibilidade de viver o grande mandamento do amor servindo aqueles que todos os dias encontramos no nosso caminho, a começar pelos últimos e pelos mais necessitados, nos quais Ele se reconhece por primeiro.

A advertência de Paulo, na verdade, é para nos encorajar e a reavivar em nós a esperança. “De fato, todos nós fazemos a experiência de não viver plenamente ou como deveríamos o mandamento do amor. Mas também esta é uma graça, porque nos faz compreender que também para amar precisamos que o Senhor renove continuamente este dom no nosso coração, através da experiência de sua infinita misericórdia”. Somente assim voltaremos a apreciar as pequenas coisas, simples, de todos os dias; e seremos capazes de amar os outros como Deus os ama, isto é, procurando apenas o seu bem.

Deste modo, finalizou Francisco, nos sentiremos felizes por nos aproximarmos do pobre e do humilde, contentes por nos debruçarmos sobre os irmãos caídos por terra, a exemplo de Jesus. “Aqui está o segredo para ‘sermos alegres na esperança’: porque temos a certeza de que, em todas as circunstâncias, inclusive nas mais adversas, e apesar das nossas faltas, o amor de Deus por nós não esmorece. E assim, certos de sua fidelidade inabalável, vivemos na alegre esperança de retribuir nos irmãos, com o pouco que nos é possível, o muito que recebemos Dele todos os dias.”

Por Rádio Vaticano

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