alma - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:05:42 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png alma - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa: pela esperança sabemos que nossos dias mais belos ainda estão por vir https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-pela-esperanca-sabemos-que-nossos-dias-mais-belos-ainda-estao-por-vir/ Wed, 23 Aug 2017 11:06:35 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-pela-esperanca-sabemos-que-nossos-dias-mais-belos-ainda-estao-por-vir.html Em sua catequese na Audiência Geral desta quarta-feira na Sala Paulo VI, o Papa Francisco incentivou a não se deixar arrastar pela nostalgia e, ao contrário, olhar com esperança cristã para a vida futura prometida por Jesus.

O Santo Padre afirmou na catequese: “Algumas pessoas acreditam que a vida ofereça todas as suas felicidades na juventude e no passado, e que o viver seja um lento declínio. Outros creem que as nossas alegrias sejam esporádicas e passageiras, e na vida dos homens esteja inscrita uma falta de sentido. Mas nós, cristão, não acreditamos nisso”.

“Acreditamos, pelo contrário, que no horizonte do homem existe um sol que ilumina para sempre. Acreditamos que os nossos dias mais belos estão ainda por vir”.

“Somos gente mais de primavera do que de outono: vemos os brotos de um mundo novo antes que as folhas amareladas nos ramos. Não nos refugiamos em nostalgias, arrependimentos e lamentações: sabemos que Deus nos quer herdeiros de uma promessa e incansáveis cultivadores de sonhos”.

O Pontífice se dirigiu aos participantes da Audiência e os convidou a se perguntar: “Eu sou uma pessoa de primavera ou outono? Minha alma é uma alma de primavera ou de outono? Que cada um responda. De primavera, que espera a flor, que espera o fruto, que espera o sol que é Jesus, ou de outono, que está sempre com o rosto olhando para baixo, amargurado e, como disse às vezes, com a cara de pimentão no vinagre?”.

O Pontífice refletiu sobre o fragmento do livro do Apocalipse no qual se fala da Jerusalém Celeste: “Essa Jerusalém Celeste imaginada antes de tudo como uma grande tenda onde Deus acolherá todos os homens para habitar definitivamente com eles”.

Francisco sublinhou que “acreditamos e sabemos que a morte e o ódio não são a última palavra pronunciada sobre a parábola da vida humana. Ser cristãos implica uma nova perspectiva: um olhar cheio de esperança”.

O Papa convidou os fiéis presentes a meditar a “Sagrada Escritura não de maneira abstrata, mas depois de ter visto o telejornal ou as manchetes dos jornais, onde existem tantas tragédias, onde se fala de tantas notícias tristes”.

“Procurem pensar nos rostos das crianças amedrontadas pela guerra, ao choro das mães, aos sonhos desfeitos de tantos jovens, aos refugiados que enfrentam viagens terríveis”, sugeriu o Santo Padre.

“A vida infelizmente é também isto. Às vezes se diria que é sobretudo isto”.

Entretanto, “existe um Pai que chora lágrimas de infinita piedade em relação aos seus filhos. Nós temos um Pai que sabe chorar, que chora conosco. Um Pai que espera para nos consolar, porque conhece os nossos sofrimentos e preparou para nós um futuro diferente. Esta é a grande visão da esperança cristã”.

Por isso, recordou que “não é cristão caminhar com o olhar voltado para baixo – como fazem os porcos: sempre vão assim – sem levantar os olhos para o horizonte, como se todo o nosso caminho se consumisse aqui, no palmo de poucos metros de viagem; como se na nossa vida não existisse nenhuma meta e nenhum ponto de chegada, e nós fossemos obrigados a um eterno vaguear, sem nenhuma razão para tantas nossas dificuldades”.

Pelo contrário, “a esperança cristã baseada na fé em Deus que sempre cria novidades na vida do homem, na história e no cosmos. Novidades e surpresas. Nosso Deus é o Deus das novidades e das surpresas”.

“Deus – continuou – nos criou porque nos quer felizes. É o nosso Pai, e se nós aqui, agora, experimentamos uma vida que não é aquela que Ele quis para nós, Jesus nos garante que o próprio Deus está operando o seu resgate. Ele trabalha para nos resgatar”.

“O cristão sabe que o Reino de Deus, o seu Senhorio de amor, está crescendo como um grande campo de trigo, mesmo que no meio exista a cizânia. E no final o mal será eliminado”, assegurou.

“O futuro não nos pertence, mas sabemos que Jesus Cristo é a maior graça da vida: é o abraço de Deus que nos espera no final, mas que já agora nos acompanha e nos consola no caminho”.

“Ele nos conduz à grande tenda de Deus com os homens, com tantos irmãos e irmãs, e levaremos a Deus a recordação dos dias vividos aqui embaixo. E será bonito descobrir naquele instante que nada foi perdido, nenhum sorriso, nenhuma lágrima”, concluiu.

Por ACI Digital

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Carne e Espírito https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/carne-e-espirito/ Mon, 10 Jul 2017 10:07:39 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47312 Somos uma só pessoa, composta de algo material e imaterial. Não se trata de separar o corpo da alma, como sendo composições  separáveis. Nem a morte física os separa, pois, nossa pessoa não morre e sim se transforma com a ação de Deus, que nos faz deixar o corpo corruptível e assumir o corpo não corruptível, fazendo com que nossas pessoas sejam preservadas inteiras com a ressurreição (Cf. 1 Coríntios  15,42-49).

Nosso desafio, nesse tempo da peregrinação terrena, é o de vivermos como pessoas que sabem trilhar o caminho com o objetivo de realizar o projeto de Deus. Assim  toda a nossa personalidade se articula com suas qualidades para atingir o objetivo da conquista da felicidade plena. Esta só se consegue quando se caminha utilizando os próprios talentos para tornar o convívio com o semelhante e a natureza eficaz para se implantar a vida de sentido e realização para todos. Então vai se viver conforme o espírito, como diz Paulo: “Se viverdes segundo a carne, morrereis, mas se, pelo espírito, matardes o procedimento carnal, então vivereis” (Romanos 8, 13). Para isso, é preciso contar com a ação divina, que nos faz canalizar os impulsos instintivos da carne para um bem maior. Deste modo não seremos arrastados pelos desejos do corpo e sim conjugá-lo-emos para a realização do ideal de vida conforme o projeto divino.  Jesus o fez de forma exemplar. Por isso, Ele se torna nosso modelo de doação de si pelo bem da humanidade, não usufruindo de vantagens na ordem física e material. Ele mostra que o corpo deve se submeter aos ditames do ideal de se viver para se servir e amar, promovendo o bem de todos, mesmo com o sacrifício de si.

Quem se sujeita à lei do amor, com a ação do Espírito Santo,  humaniza-se e ajuda a humanizar a convivência com o próximo. A carne se sujeita ao espírito, regido por Deus.

O apóstolo Paulo fala enfaticamente: “Vivam segundo o Espírito, e assim não farão mais o que os instintos egoístas desejam” (Gálatas 5,16). Ele especifica, em seguida,  o que realiza ações próprias do egoísmo, como: a fornicação, a libertinagem, a idolatria, as rivalidades, a inveja, as orgias, a bebedeira e outros. Ao contrário, quem vive segundo o Espírito pratica o amor, a paciência, a bondade, a fé, o domínio de si… É próprio de quem vive como pessoa íntegra unir, na própria personalidade, o que é inerente à natureza com seus instintos e o impulso para assumir a própria espiritualidade e imaterialidade. O espiritual une o instinto e o impulso para o transcendente, de modo a fazer com que a vida seja uma busca constante do bem natural unido ao sobrenatural. Corpo e alma trabalham intrinsecamente unidos de forma a não fazer o primeiro  afundar-se no puro animal e sim torná-lo amoldado ao que realiza a pessoa humana, marcada pelo amor divino.

Quem vive conforme o projeto de Deus assume a fé sobrenatural que o leva a confiar plenamente nele e sabe assumir também os limites e sacrifícios da vida com inteira confiança no que Jesus ensina: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso” (Mateus 11,28). De fato, quem se deixa conduzir pelo Espírito de Deus nada teme, sabendo que Ele o ajuda a vencer na vida e conquistar a própria realização, com o resultado de ter feito o melhor de  si e andar pelo caminho que conduz à maior ideal de vida.

Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo Metropolitano de Montes Claros, MG

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