alegria - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:05:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png alegria - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 “Sorrisos atraem sorrisos, sem precisar de avisos!” https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/sorrisos-atraem-sorrisos-sem-precisar-de-avisos/ Sun, 29 Nov 2020 23:56:52 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=59511 Sorrisos atraem sorrisos, nem precisa de avisos.
Sorrir é a arte de rever a alegria do viver, sem medo de se conhecer.

Não é ser bobo ou louco, é devolver ao mundo a beleza do todo.
Sofrimentos, medos, angústias todos temos para partilhar.
Chorar, fugir ou parar muitos podem justificar.
Quanto mais tempo fico sem sorrir, menos tempo vivo sem me permitir.

Amar é sentir, caminhar é seguir, todo bom homem e mulher, deve sorrir para existir!

Alguns podem se perguntar, sorrir as vezes é disfarçar ou mesmo trapacear,
mas o verdadeiro sorriso, não vem dos dentes expostos, mas da alma no gozo.
Sorrir revela leveza, liberdade, maturidade, conquista a Deus e até os de mais idade.

Mas, qual o caminho, lugar ou modo de encontrar um sorriso?
Não há método ou resposta, nem título ou aviso,
Basta ter uma vida, que seja bem vivida.

Gostaria de escrever e tirar de ti um sorriso de canto, mas espero que no final deste conto,
Você possa sair e encontrar alguém em pranto, e mostrar seu sorriso, para deixar alegria e encanto.

(Pe. Rener Olégario)

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Qual é a principal característica dos 5 anos de pontificado de Francisco? https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/qual-e-a-principal-caracteristica-dos-5-anos-de-pontificado-de-francisco/ Wed, 14 Mar 2018 08:57:32 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=51263 O Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano, destacou a alegria como a principal característica dos cinco anos de pontificado do Papa Francisco.

O Purpurado, que destacou a rapidez com a quem se passou estes cinco anos, disse em uma entrevista a Vatican News: “O que mais me impressiona é que todos os documentos de Francisco, ou os mais importantes, como Evangelii Gaudium, Amoris Laetitia e Laudato Sì, evocam sempre a alegria”.

Portanto, “eu diria que a característica fundamental deste Pontificado é justamente a alegria que nasce do fato de saber-se amado pelo Senhor”.

“Assim surge outra diretriz do Pontificado de Francisco: a misericórdia; o amor pessoal e total que Deus tem por cada uma de suas criaturas e, por outro lado, a alegria de comunicar aos outros a Boa Nova do Evangelho”.

Assinalou que a alegria de anunciar o Evangelho “é uma alegria compartilhada” entre quem o anuncia e quem o recebe: “O fato de anunciar e levar aos outros o anúncio da salvação de Jesus se torna fonte de alegria para quem o recebe, mas também para quem a anuncia”.

Finalmente, “a terceira linha” do pontificado de Francisco “é a evangelização de uma Igreja em saída que deve levar o Evangelho a todas as criaturas”.

As críticas ao Pontificado

Na entrevista, o Secretário de Estado da Santa Sé também se referiu às críticas ao Pontificado. “Certamente, uma das características do Pontificado do Papa Francisco é essa dimensão de uma Igreja em saída, uma Igreja em movimento, como o convite urgente que o Papa fez desde o começo a não ficar parados, a não permanecer no princípio do ‘sempre foi feito assim’ para não dar nenhum passo à frente”.

“Possivelmente esse impulso, este dinamismo que o Papa imprimiu e quer imprimir na Igreja que desperta juízos diferentes, contrastantes e, por vezes, opostos. Em certo sentido, todos os Pontificados foram alvo de críticas”.

Em relação às críticas, o Cardeal as distinguiu entre as destrutivas e as construtivas. “Eu distinguiria entre aquelas que são críticas destrutivas, agressivas e realmente maldosas e aquelas que, pelo contrário, são críticas construtivas. Provavelmente existem modos diferentes de responder a esses dois tipos de críticas”.

Sobre as críticas agressivas e destrutivas, “devem ser aceitas ‘com a cruz’ e consideradas como parte da coroa de espinhos que todos devemos carregar, principalmente aqueles que têm responsabilidades na Igreja e, portanto, um papel público”.

Por outro lado, acredito que as críticas construtivas “devem ser levadas em conta porque podem ajudar, conduzir a um aperfeiçoamento do serviço. Acredito que as criticas construtivas nascem de uma atitude de amor e visam a construção da comunhão na Igreja”.

Por ACI Digital

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Por que sofremos? https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/por-que-sofremos/ Tue, 30 Jan 2018 07:44:46 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50572 Franz Kafka descreve o ser humano como um condenado à morte que ignora, contudo, como será a sentença que lhe será decretada. Ele não sabe por que deve morrer e não compreende o sentido dessa experiência. Albert Camus concebe o ser humano como alguém que busca o inatingível. Mas, na medida em que passa a vida, descobre que não consegue alcançar as mais profundas aspirações. Dessa forma, constata o absurdo de sua existência. Há esvaziamento de sentido de sua humana vivência na terra.

Nesses casos, não se concebe a beleza da existência como um benefício da bondade divina, que é o fundamento de todos os outros bens. Quando se percebe a realidade da existência nos confins de nossa vida na terra, interpreta-se que a cadeia de acontecimentos vividos desemboca necessariamente no desespero. Entende-se a vida apenas como uma evolução penosa rumo a um destino ignorado.

Em tempos de profunda crise de esperança, de incapacidade de sonhar e projetar o futuro, de preferir eternizar o presente para que seja eterno enquanto dure, toda experiência de dor tende a ser camuflada ou intencionalmente “esquecida”, se é que é possível enganar-se tanto e por muito tempo.

A experiência da vida humana é uma alternância de alegrias e sofrimentos. Tristeza e dor nem sempre dependem da vontade humana. Pode-se até pensar o mal como uma anomalia da criação ou um escândalo que remete a tantas interrogações: por que sofrer? O mistério do mal sempre afetou o ser humano ao longo da história. A dor aparece como a privação do bem ou uma ruptura, ou mesmo uma desordem.

A fé não suprime a dor, mas a despoja do seu estilo punitivo. Para quem crê, o sofrer estabelece uma intimidade com Cristo. A partir da experiência de Jesus na carne, o Filho de Deus viveu o sofrimento. Com Ele, o sofrer implica tentação e convite. Tentação porque a dor, seja de qual tipo for, ameaça todas as seguranças e certezas da pessoa. Ela é uma ruptura que pode fragmentar todo o indivíduo. Reagir com revolta diante da dor é a atitude de quem não consegue avaliar os limites da natureza e termina imputando a Deus a impotência humana. Sofrer também implica convite, porque ao absurdo da dor se contrapõe a solidariedade de Cristo, que modifica o sentido do sofrimento. Quem sofre pode crescer moral e espiritualmente com essa experiência. É claro que poucos são os que conseguem viver tudo isso numa enfermidade. Depende de fé. Só o crente pode abrir caminhos de libertação da escravidão imposta pelo mal. Assim, não interessa quanto se sofre, mas como se sofre.

A fé não pode ocupar-se em responder sobre o porquê da dor. Na Bíblia não se encontra uma solução racional para essa questão. Mesmo que os textos tendam, na maior parte, a conceber a dor como resultado de uma desordem introduzida no mundo pelo pecado, biblicamente não se sustenta a ideia de que a dor é resultado de um destino cego que advém sobre a humanidade. Muito mais é entendida como uma disposição da insondável sabedoria divina, diante da qual o ser humano deve reverenciar pela força da fé.

Assim, a dor não é uma vingança, tampouco um castigo divino para descontar as faltas humanas. Mas a dor tem sempre um significado, seja para o justo quanto para o pecador. É um caminho para que a humanidade alcance a felicidade eterna. Por um lado, induz o pecador a abandonar o pecado e voltar-se para Deus. Por outro, o sofrimento é vivido pelo justo como um meio da pedagogia divina. Eis o desafio: aprender a amar mesmo em meio ao sofrer.

Por Dom Leomar Antônio Brustolin – Bispo auxiliar de Porto Alegre

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Presidente da CNBB diz que o Natal traz esperança e alegria aos cristãos https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/presidente-da-cnbb-diz-que-o-natal-traz-esperanca-e-alegria-aos-cristaos/ Fri, 22 Dec 2017 13:12:54 +0000 http://teste.toqueto.com/presidente-da-cnbb-diz-que-o-natal-traz-esperanca-e-alegria-aos-cristaos.html Neste tempo do Natal, a Igreja convida aos cristãos vivenciar o mistério do nascimento de Jesus, o Deus que se fez Menino, nascido da Virgem Maria, que veio habitar no meio dos homens. 

Em entrevista ao programa Igreja no Brasil especial de Natal e Fim de Ano de ano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que vai ao ar em todas as emissoras de inspiração Católica a partir do dia 25 de dezembro de 2017, o arcebispo de Brasília e presidente da Conferência, Cardeal Sergio da Rocha, ressaltou que o nascimento do Salvador traz para os cristãos esperança e alegria:

“Jesus veio habitar entre nós, na humilde manjedoura de Belém. Ele continua a manifestar o seu amor na simplicidade da vida cotidiana. A nossa resposta ao amor de Deus revelado em Jesus Menino, neste Natal, seja feita de muita oração e de muito amor. Acolha o amor do Menino Deus para amar a todos, como ele nos ensinou, pois somos todos irmãos. Seja testemunha do amor de Deus, promovendo a reconciliação e paz. Seja portador de esperança e de alegria, especialmente aos que mais sofrem”.

O cardeal salientou a importância de recordar o sentido mais genuíno do Natal. Infelizmente, muitos perderam o sentido verdadeiro do Natal que é celebrar o nascimento de Jesus.

“É bom que as pessoas possam se confraternizar, é bonito ver as pessoas se alegrando juntas, mas sabemos que a razão de ser desta alegria, desta festa se encontra em Jesus Cristo, no menino Jesus, menino Deus. Portanto, o Natal que é de Jesus se torna uma ocasião privilegiada para celebração da fé no nascimento Salvador e para testemunho desta fé. Então, nós queremos compartilhar com os outros irmãos e irmãs a graça de celebrar o nascimento de Jesus. É uma ocasião sim privilegiada para a Igreja evangelizar, anunciar a presença amorosa de Deus entre nós, anunciar a palavra e a boa nova daquele que nasce, o nosso Salvador”, destacou.

De acordo com Dom Sergio, o Natal deve ser uma ocasião para renovar a esperança que brota da fé em Jesus, a confiança em Deus e compartilhá-la com os outros.

Ao final da entrevista, o cardeal deixa uma mensagem aos fiéis:

“A mensagem do Natal ela é feita de esperança e da paz que vem do Jesus Menino, esperança e a paz que nos oferece como dons a serem cultivadas ao longo do novo ano. Portanto, eu desejo que toda a Igreja no Brasil seja portadora dessa esperança e que possa oferecer sua contribuição para a construção da paz, que é dom de Deus, que é tarefa. Portanto, abraçando a esperança e o amor que Jesus Menino traz, nós vamos construindo cada vez mais relações fraternas e a paz. Eu desejo que todos tenham a graça de um Natal Santo e feliz, mas também de um novo ano marcado pela esperança, pela paz que vem de Jesus menino”.

Por Canção Nova, com CNBB

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A alegria que nasce da fidelidade amorosa de Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-alegria-que-nasce-da-fidelidade-amorosa-de-deus/ Fri, 15 Dec 2017 16:37:43 +0000 http://teste.toqueto.com/a-alegria-que-nasce-da-fidelidade-amorosa-de-deus.html O terceiro domingo do Advento é chamado de Gaudete, pelo convite paulino para nos alegrar com a proximidade do Senhor que vem. Alegria que brota pelo cumprimento das promessas do Deus fiel que ama seu povo e quer a sua salvação. O mundo de hoje conhece a diversão, mas não a verdadeira alegria, é capaz de se entreter, mas não de viver o riso dos libertos e resgatados pela graça divina. Por isso, campeia a depressão e a ansiedade, o ativismo febril que não nos deixa tempo para ver o lado surpreendente e fascinante da realidade que desperta em nós o gozo de ser uma pessoa humana.

Tornamo-nos pesados e sérios demais para acolher a festa do Reino, que acontece na morada dos simples e pequenos que, como Maria, percebe em tudo a mão generosa do Pai e O exultam pelas suas maravilhas. Parece que a tecnologia e o fast-food (tudo rápido e pronto) anestesiaram nossa faculdade imaginativa e de assombro para com os abundantes sinais da ternura divina no nosso dia a dia.

Entretanto, é urgente e necessário, nestes dias, não nos preocuparmos tanto com presentes, mas reaprender a ser uma dádiva e um dom para os irmãos. A caminho de Belém, fiquemos abertos à consolação e à renovada esperança de encontrarmos o Menino Deus, a Alegria da Humanidade, quem nos ensinará onde podemos achar a plenitude e a verdadeira felicidade.

Recuperemos, com Ele, a liberdade de espírito da pobreza e sobriedade simples e dignas, da mansidão e da ternura misericordiosas, para confortar e servir a todas as famílias, especialmente as mais desprotegidas. Trilhemos este percurso rodeado das pessoas que precisam descobrir a alegria de dar e se dar aos outros, a satisfação de conviver em Paz, como irmãos(ãs), com todas as criaturas, construindo o Presépio vivo, a manjedoura cálida e carinhosa dos nossos corações, para Jesus, na nossa realidade e na nossa vizinhança. Deus seja louvado!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo diocesano de Campos (RJ)

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Ele veio para o que era Dele https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/ele-veio-para-o-que-era-dele/ Thu, 14 Dec 2017 07:58:50 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50030 Sem Jesus Cristo, o homem não sabe quem é, não sabe o que faz neste mundo, não sabe o sentido da vida, do sofrimento, da morte, da dor

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1, 8)

Nas quatro semanas do Advento a Igreja nos leva a meditar e preparar o coração para celebrar as duas Vindas de Jesus Cristo. As cores e símbolos da liturgia nos ajudam nisso. A Coroa do Advento com as quatro velas que vão sendo acendidas uma a cada semana nos preparam e ensinam.

– A vela vermelha significa a  que o Menino traz ao mundo; a certeza de que Deus está conosco, armou a sua tenda entre nós; “revestido de nossa fragilidade, Ele veio uma primeira vez para realizar o seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação”, diz um dos Prefácios do Advento.

– A vela branca simboliza a Paz; este Menino é o “Príncipe da Paz”, disse o profeta Isaías (11,1s). Quando o Seu Reino for implantado, “a justiça será como o cinto de seus rins, e a lealdade circundará seus flancos. Então o lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se deitará ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e um menino pequeno os conduzirá; a vaca e o urso se fraternizarão, suas crias repousarão juntas, e o leão comerá palha com o boi. A criança de peito brincará junto à toca da víbora, e o menino desmamado meterá a mão na caverna da áspide. Não se fará mal nem dano em todo o meu santo monte, porque a terra estará cheia de ciência do Senhor, assim como as águas recobrem o fundo do mar” (Is 11, 5-8).

– A vela roxa (quase rosa) simboliza a Alegria do Menino que chega para salvar. É a alegria mitigada pela cuidadosa vigilância do tempo da espera.

– A vela verde traz a simbologia da Esperança que o Deus Menino traz a todos os homens de todos os tempos e todos os lugares. “Sem Deus não há esperança”, disse o Papa Bento XVI na encíclica Spe Salvi(Salvos pela Esperança); e “sem esperança não há vida”, concluiu o Pontífice. É esta esperança de uma vida feliz aqui e no Céu que o grande Menino veio anunciar com sua meiga e frágil presença na manjedoura de Belém.

A primeira vinda de Cristo mostra todo o amor de Deus por nós. Ninguém mais tem o direito de duvidar desse Amor. Ele deixou a glória do Céu, dignou-se assumir a nossa frágil humanidade, para nos levar de volta para o Céu; Ele aceitou viver a nossa vida, derramar as nossas lágrimas, comer nosso pão de cada dia… e, por amor puro a cada um de nós dar um mergulho nas sombras da morte para destruí-la.

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens” (Jo 1, 1s).

O amor de Deus não é o amor de novelas, com músicas românticas e palavras sensuais; é amor que se revela por fatos, atos, renúncia, sofrimento… É amor que gera a vida.

São João apresenta o Menino que vai chegar:

“A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam… Ele era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam”.

Luz de Cristo resplandeceu nas trevas mas essas não a compreenderam; as trevas fogem da luz, tem medo dela, porque a luz revela o erro. Quem faz o mal, pratica o crime, busca a calada da noite para que a luz não o denuncie. Por isso Jesus foi logo perseguido pelo cruel tirano Herodes Magno.

Disse a Lumen Gentium que “só Jesus Cristo revela o homem ao próprio homem”; Ele é “a luz que ilumina todo homem que vem a este mundo”; é por isso que o Papa João Paulo II disse em sua primeira encíclica, Redemptor Hominis, que “o homem que não conhece Jesus Cristo permanece para si mesmo um desconhecido, um mistério inexplicável, um enigma insondável”.

Sem Jesus Cristo, o homem não sabe quem é, não sabe o que faz neste mundo, não sabe o sentido da vida, do sofrimento, da morte, da dor e das estrelas… é um coitado e um perdido como muitos filósofos ateus que se debateram em meio de suas trevas e acabaram arrastando muitos outros consigo para uma vida vazia e triste. Não foi à toa que muitos jovens suicidaram-se lendo o Werther de Goethe e a Comédia Humana de Balzac. Depois de ler A Nova Heloísa, de Jean Jacques Rousseau, uma jovem estourou os miolos em uma praça de Genebra e vários jovens se enforcaram em Moscou depois de lerem Os sete que se enforcaram, de Leonid Andreiv. Só Jesus Cristo “é a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo”. Um dia, Karl Wusmann, escritor francês, entre o revólver e o crucifixo, escolheu o crucifixo… e viveu (cf. J. Mohana, Sofrer e Amar).

“Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus”.

O Natal nos traz esta certeza e esta enorme alegria: somos filhos amados de Deus; que nos fez para Ele, por amor. Ele fez para nós as estrelas, o cosmos, as pedras , os rios, as montanhas, os animais, os peixes das águas e os pássaros do Céu, o doce fruto da terra, o perfume das flores, a harmonia das cores e o mar que murmura o Seu Nome a cantar…

Obrigado Senhor!

Por Prof. Felipe Aquino, em Cleofas – dezembro de 2013, via Aleteia

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Espírito de alegria https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/espirito-de-alegria/ Mon, 11 Dec 2017 15:29:29 +0000 http://teste.toqueto.com/espirito-de-alegria.html Apesar da miséria, da violência e das guerras no mundo, a pessoa não pode perder o bom humor e a alegria na vida. Não encarar os sofrimentos somente com tristeza, porque neles existem também vestígios de coisas boas. Numa dimensão de fé, temos a garantia de que Deus está presente em todos os momentos da caminhada do povo, para ajudá-lo na construção do reino da paz.

A alegria é consequência, quase que imediata, da prática da fraternidade, da justiça, do amor e da paz. Viver essas dimensões com autenticidade, com base no amor de Deus pela humanidade, é construir uma sociedade onde reina a confiança e a esperança de uma vida aberta para o Espírito de prazer verdadeiro. É como uma luz que brilha e abre caminhos para a realização de objetivos reais.

Duas figuras bíblicas aparecem nos relatos do Advento e do Natal: João Batista e Jesus Cristo. João, com palavras provocadoras, prepara a vinda de Jesus, fazendo a transição do Antigo para o Novo Testamento. Em seus anúncios, diz que veio testemunhar a chegada da luz. Essa luz era o Verbo, o Filho de Deus, que ia nascer. Ele veio despertar a fé nas pessoas para que acolhessem Jesus.

O nascimento de Jesus Cristo foi a realização de uma longa espera, sempre anunciada pelos profetas, e agora transformada em alegria, porque é a presença de Deus no meio do povo. O Papa Francisco tem falado ao mundo dessa alegria, que vem do encontro pessoal com Deus, através de Jesus Cristo. Não é uma alegria falsa, superficial, mas que muda o rumo da vida das pessoas.

João Batista, como ungido do Senhor, veio como portador da mensagem divina, para anunciar o tempo da graça de Deus, ou tempo de libertação. Sua intenção era abrir caminho para a chegada do Menino Deus no coração das pessoas. Essa via é obstruída pelas injustiças, maldades, violências, más condutas, como montanhas e vales nas estradas, que precisam ser acertadas.

Sentimos hoje quanta fragilidade existe no meio do povo. Quantos empecilhos para que Cristo nasça no coração das pessoas. Mas por fidelidade Deus nos convida à santidade, ao encontro pessoal com Ele. Ao falar do “espírito de alegria”, sentimos muita tristeza quando vemos pessoas passando necessidade do essencial para viver, com falta de saúde, educação, trabalho, moradia etc.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba (MG)

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Papa Francisco: abrir-se à alegria, à paz e à liberdade do perdão https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-abrir-se-a-alegria-a-paz-e-a-liberdade-do-perdao/ Mon, 18 Sep 2017 07:51:02 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48513 “O perdão não nega o erro sofrido, mas reconhece que o ser humano, criado à imagem de Deus, é sempre maior do que o mal que comete”. Por isto, quem experimentou “a alegria, a paz e a liberdade interior que vem do ser perdoado pode, por sua vez, abrir-se à possibilidade de perdoar”.

O Papa Francisco dedicou a sua reflexão que precede a oração mariana do Angelus ao perdão, inspirando-se na passagem de Mateus proposta pela liturgia do dia.

“Perdoar setenta vezes sete, ou seja, sempre”, é a resposta de Jesus a Pedro ao ser questionado por ele sobre quantas vezes deveria perdoar. Se para ele perdoar sete vezes uma mesma pessoa já parecia ser muito, “talvez para nós pareça muito fazê-lo duas vezes”, observou o Papa.

Jesus ilustra a sua exortação com a parábola do “rei misericordioso e do servo perverso, que mostra a incoerência daquele que antes foi perdoado e depois se recusa a perdoar”:

“A atitude incoerente deste servo é também a nossa quando recusamos o perdão aos nosso irmãos. Enquanto o rei da parábola é a imagem de Deus que nos ama com um amor tão rico de misericórdia, que nos acolhe, nos ama e nos perdoa continuamente”.

Com o nosso Batismo – recordou o Santo Padre – Deus nos perdoou de uma “dívida insolvível”, e continua a nos perdoar “assim que mostramos um pequeno sinal de arrependimento”. E Francisco nos dá um conselho quando temos dificuldade em perdoar:

“Quando somos tentados a fechar o nosso coração a quem nos ofendeu e nos pede desculpa, nos recordemos das palavras do Pai celeste ao servo perverso: “eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?”.

“Alguém que tenha experimentado a alegria, a paz e a liberdade interior que vem do ser perdoado pode, por sua vez, abrir-se à possibilidade de perdoar”, sublinhou Francisco, que recordou que “na oração do Pai Nosso, Jesus quis inserir o mesmo ensinamento desta parábola. Colocou em relação direta o perdão que pedimos a Deus com o perdão que devemos conceder aos nossos irmãos: “Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido”:

“O perdão de Deus é o sinal de seu amor transbordante por cada um de nós; é o amor que nos deixa livres para nos afastar, como o filho pródigo, mas que espera a cada dia o nosso retorno; é o amor contínuo do pastor pela ovelha perdida; é a ternura que acolhe todo pecado que bate à sua porta. O Pai celeste é pleno de amor e quer oferecê-lo, mas não o pode fazer se fechamos o nosso coração ao amor pelos outros”.

Ao concluir, o Papa pede que “a Virgem Maria nos ajude a sermos sempre mais conscientes da gratuidade e da grandeza do perdão recebido de Deus, para nos tornarmos misericordiosos como Ele, Pai bom, lento para a ira e grande no amor”.

Por Rádio Vaticano

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Papa a jovens: Não deixem que lhes roubem a alegria e a esperança https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-a-jovens-nao-deixem-que-lhes-roubem-a-alegria-e-a-esperanca/ Fri, 08 Sep 2017 07:53:29 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48326 Ao chegar à Nunciatura Apostólica em Bogotá, Colômbia, o Papa Francisco encorajou os jovens: não deixem que lhes roubem a “alegria e a esperança”.

“Obrigado pela alegria, obrigado pela coragem. Não deixem que lhes roubem a alegria. O que vocês não devem deixar que roubem?”, perguntou o Santo Padre e os jovens responderam: “A alegria!”.

“Que ninguém a roube, que ninguém os engane. Não deixem que lhes roubem a esperança. O que vocês não devem deixar que roubem?”, continuou o Santo Padre.

“A esperança!”, responderam os presentes.

O encontro foi marcado por um ato musical com uma apresentação de rap e danças tradicionais dos jovens do Instituto Distrital de Proteção das Crianças e da Juventude (Idipron), uma entidade fundada pelo sacerdote salesiano Pe. Javier de Nicoló, que serve a crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social e indigência.

O Papa agradeceu pelo “esforço que vocês fizeram. Muito obrigado pelo caminho que se dignaram a realizar e este se chama heroísmo”.

“Até os mais jovens e os mais pobres podem ser heróis. Viveram enganados, equivocaram-se, levantaram-se e são heróis e vão avante. Sigam em frente! Sigam em frente!”, exortou.

Depois da intervenção musical, dois jovens desta instituição, Angie e Ferney, compartilharam com o Papa o seu testemunho. A jovem disse ao Pontífice que querem aceitar o “convite a dar o primeiro passo. Entendemos que o senhor dá o primeiro passo vindo aqui para nos encontrar de tão longe”.

“Nós garantimos que daremos o nosso, não só escutando e aderindo às suas propostas de humanização dos marginalizados da sociedade, mas fazendo o nosso melhor esforço para triunfar sobre as tentações que nos perseguem e nos destroem”, acrescentou.

“Este dia permanecerá inesquecível na nossa memória e no nosso coração”, manifestou a jovem.

Por sua parte, Ferney assinalou que “aparentemente a sujeira que nos faz dormir nas ruas nos torna invisíveis para alguns corações, para eles somos simplesmente indigentes, descartáveis e deveríamos desaparecer”.

Entretanto, “somos seres humanos que podemos servir e agradecemos as pessoas que, a exemplo de Jesus, nos ofereceram as suas mãos sem julgar ou apontar”.

Por ACI Digital

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O dom da alegria https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-dom-da-alegria/ Fri, 30 Jun 2017 10:05:49 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47050 “Alegrai-vos sempre no Senhor! Repito: alegrai-vos!” (Fl 4,4). É difícil acreditar que esse convite do apóstolo Paulo à alegria tenha sido escrito não em um momento de sucesso ou de festa, mas quando ele se encontrava na prisão. Não sei o que Paulo escreveria, se vivesse no Brasil de hoje. Tenho minhas dúvidas, contudo, de que se contentasse em aumentar o coro dos pessimistas – isto é, daqueles que são levados pela onda de reclamações, críticas e insatisfações.

Nossos problemas são, reconheçamos, sérios e graves, gerando inquietação e insegurança. Como, pois, ser alegres? De que maneira, para usar a linguagem de Paulo (2Cor 7,4), estar cheios de consolação e transbordar de alegria?

Todos desejam ser felizes. Mas nossa alegria é sempre incompleta e frágil. O homem moderno, que pela técnica consegue multiplicar ocasiões de prazer, não conseguiu, ainda, “fabricar” a alegria autêntica. E, por isso mesmo, tem como constantes companheiros o tédio e a tristeza, a angústia e o desespero, a solidão e o vazio…

A  alegria somente será possível se se  fizer um renovado esforço para que todos tenham um mínimo de segurança, de justiça e bem-estar. Não há alegria em um ambiente onde  falta o sentimento de fraternidade e não se tem uma  visão poética das coisas boas que acontecem ao nosso redor.  Sem um  coração de poeta e  de criança, somos  incapazes de alegrar-nos diante da vida, do amor, da natureza, do trabalho bem feito, do dever cumprido, da partilha, do sacrifício…

A alegria duradoura, que levou Paulo a desejar experimentá-la  mesmo em  meio a  inquietações, passa pela experiência da fé. Experiência que fez o apóstolo e evangelista João exclamar: “Deus é amor!” (1 Jo 4,16 ). E Agostinho lamentar: “Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei!” (Confissões X, 27).

A alegria é para ser desfrutada por todos. Quando Maria Santíssima a experimentou na casa de Isabel, externou-a  num cântico  em que engrandece o Senhor (Lc 1,46-55). Jesus fez da alegria um tema constante de suas pregações. Lembrou que ela é sentida pela mulher que encontra a moeda perdida e pelo semeador que faz a colheita; pelo homem que acha um tesouro e pelo pastor que reencontra a ovelha extraviada; pelo pai que acolhe o filho e pelos pequenos que recebem a revelação do Reino. O Filho de Deus desejou que sentíssemos  a sua alegria para que, assim, a nossa fosse completa e duradoura (Jo 15,11).

Em meio a nossa crise, precisamos nos recordar de que, assim como só o poeta vê o invisível, ou seja, a essência dos acontecimentos, da natureza e das pessoas, só quem tiver o Espírito de Deus será capaz de saborear a alegria, esse dom que caracteriza os seguidores de Jesus de Nazaré.

Por Dom Murilo S. R. Krieger – Arcebispo de São Salvador 

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