alegria cristã - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:03:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png alegria cristã - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa: ter o rosto da alegria de ser perdoados, o pessimismo não é cristão https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-ter-o-rosto-da-alegria-de-ser-perdoados-o-pessimismo-nao-e-cristao/ Thu, 21 Dec 2017 14:26:50 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-ter-o-rosto-da-alegria-de-ser-perdoados-o-pessimismo-nao-e-cristao.html Ter um rosto de pessoas redimidas, perdoadas, não de “vigília fúnebre”. Esta foi a reflexão que guiou a homilia do Papa Francisco na manhã desta quinta-feira, na capela da Casa Santa Marta.

Seja a Primeira Leitura, seja o Evangelho, falam da alegria profunda que vem de dentro, fruto do perdão dos pecados e da proximidade do Senhor. Não da alegria de uma festa.

A alegria nasce de ser perdoados

Três são os aspectos dessa alegria identificada pelo Papa. Antes de tudo, se trata de uma alegria que nasce do perdão: “Esta é a raiz própria da alegria cristã”. Basta pensar na alegria de um prisioneiro quando lhe vem comutada a pena ou aos doentes, aos paralíticos curados no Evangelho. É preciso, portanto, estar conscientes da redenção que Jesus nos trouxe:

Um filósofo criticava os cristãos, ele se dizia agnóstico ou ateu, não me lembro, mas criticava os cristãos e dizia isso: “Mas esses – os cristãos – dizem ter um Redentor; eu acreditarei, acreditarei no Redentor quando tiverem o rosto de redimidos, alegres por serem redimidos”. Mas se você tem o rosto de vigília fúnebre, como posso acreditar que você é um redimido, que os seus pecados foram perdoados? Este é o primeiro ponto, a primeira mensagem da liturgia de hoje: você é um perdoado, cada um de nós é um perdoado.

“Deus é o Deus do perdão”, disse o Papa, exortando, portanto, a receber este perdão e a ir avante com alegria, porque o Senhor perdoará depois também as coisas que, por fraqueza, todos fazemos.

Alegria, porque o Senhor caminha conosco

O segundo convite é o de ser alegres, mesmo porque o Senhor “caminha conosco” desde o momento em que chamou Abraão. “Está no meio de nós”, em nossas provações, dificuldades, alegrias, em tudo. Francisco pediu para que durante o dia dirijamos “alguma palavra ao Senhor que está conosco”, em nossa vida.

O terceiro aspecto é o não deixar “cair os braços” diante das desgraças:

O pessimismo da vida não é cristão

O pessimismo da vida não é cristão. Nasce de uma raiz que não sabe que foi perdoada, nasce de uma raiz que nunca sentiu o carinho de Deus. O Evangelho, podemos dizer, nos mostra esta alegria: “Maria levantou-se alegre e foi rapidamente”. A alegria nos leva rapidamente, sempre, porque a graça do Espírito Santo não conhece lentidão, não conhece. O Espírito Santo sempre vai apressado, sempre nos impele a ir adiante, adiante como o vento no barco à vela.

Em síntese, trata-se de uma alegria que faz o menino exultar no ventre de Isabel no encontro com Maria:

Esta é a alegria que a Igreja nos diz: por favor, sejamos cristãos alegres, façamos todo esforço para mostrar que nós acreditamos que fomos redimidos, que o Senhor nos perdoou tudo e se cometermos algum erro, Ele nos perdoará porque é o Deus do perdão, é o Senhor no meio de nós e que não deixará cair os nossos braços. Esta é a mensagem de hoje: Levanta-te. Aquele levanta-te de Jesus aos doentes: “Levanta, vai, grita de alegria, alegra-se, exulta e aclama de todo coração.

Por Vatican News

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A alegria cristã https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-alegria-crista/ Mon, 18 Dec 2017 15:21:35 +0000 http://teste.toqueto.com/a-alegria-crista.html A proximidade do Natal cria um clima de alegria, de felicidade, de satisfação. São desejos fundamentais que movem a existência humana e é uma busca que marca a vida toda. Têm-se em comum este desejo, porém a sua busca dá-se em muitas direções. Nem todos os meios conduzem a meta e por isso necessitam ser avaliados e verificados.

Razões para desencanto e desilusão, entre jovens e adultos, diante da sociedade atual não faltam. Isto gera tristeza, depressão, ansiedade, desencanto. A busca da felicidade centralizou-se no triunfar da felicidade egoísta, no ter, no gastar, no consumo, nos entorpecentes.

O terceiro domingo do advento, através de seus textos bíblicos e litúrgicos, estimula os cristãos e a comunidade eclesial ao seguimento, anúncio e testemunho alegres de Cristo. A razão desta convocação está no fato de saber que Jesus já está no meio nós, embora não o conheçamos nem o testemunhemos suficientemente. O advento cristão acontece na presença do Cristo.

A alegria favorece a abertura aos outros, a Deus e ao infinito. O contrário da alegria não é a dor, que está dentro da existência humana, na sua finitude, mas o egoísmo. O egoísmo se apresenta de muitas maneiras, daquelas declaradas explicitamente e daquelas mascaradas de boas razões. O egoísmo concentra todas as atenções sobre si mesmo, que provoca o individualismo, que rejeita a atenção ao outro, que não sabe partilhar. A alegria cristã é uma virtude. Não é feita para ser consumida, mas para ser doada, como é dito em Atos dos Apóstolos 20,35. “Há mais felicidade em dar do que receber”. O mundo recebeu gratuitamente Jesus, um verdadeiro presente para encher de alegria a humanidade.

Como resposta ao Cristo, que virá, que já veio e que vem, o fiel cristão é convidado a dar o seu testemunho. Trata-se de um testemunho que deve possuir as características daquelas de João Batista. Questionado se era o messias esperado, responde: “Eu sou a voz que grita no deserto” (Jo 1,23). “Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias” (Jo 1, 27). Não chama a atenção sobre ele, mas dá testemunho Daquele que está presente e não é reconhecido.  João Batista quer que as pessoas não se concentrem nele. Tem consciência da sua tarefa e não aproveita da oportunidade para se promover. O testemunho cristão hoje consiste em apontar para Jesus como fonte de esperança, alegria. Uma boa notícia que é eterna entre as coisas que passam. Testemunhas não falam de si mesmas, mas falam de alguém.

São Paulo exorta a comunidade de Tessalônica (5,16-24) sobre as atitudes que não podem faltar na convivência diária. Estar sempre alegre, rezar constantemente, agradecer em todas as circunstâncias, não apagar o espírito, não desprezar as profecias, examinar tudo e guardar o que for bom, afastar-se de toda espécie de maldade. Deixa-se santificar pelo Deus da paz que envolve toda a pessoa – espírito, alma e corpo.

O fundamento da alegria cristã está na presença de Jesus Cristo no mundo. A melhor maneira de ser testemunhas de esperança, fraternidade e alegria é vivê-las pessoalmente pela fé. Crer em Deus e nas pessoas, amar a Deus e servir o próximo, em particular os mais fracos e marginalizados, pois foi assim que Jesus se revelou em Belém.

Por Dom Rodolfo Luís Weber – Arcebispo de Passo Fundo (RS)

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