água viva - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png água viva - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa Francisco exorta a saciar a sede com a "água viva" da Palavra de Jesus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-exorta-a-saciar-a-sede-com-a-agua-viva-da-palavra-de-jesus/ Mon, 20 Mar 2017 07:57:23 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44997 Durante a oração do Ângelus neste domingo, o Papa Francisco exortou os fiéis reunidos na Praça de São Pedro do Vaticano a aproximar-se de Jesus e a saciar a sua sede na fonte de “água viva” que é a Sua Palavra.

O Evangelho deste terceiro domingo da Quaresma apresenta o diálogo de Jesus com a mulher samaritana. “O encontro acontece quando Jesus atravessava a Samaria, região entre a Judeia e a Galileia, habitada por pessoas que os Judeus desprezavam, considerando-as cismáticas e heréticas. Entretanto esta população uma das primeiras a aderir à pregação cristã dos Apóstolos”, explicou o Santo Padre.

Francisco destacou o encontro de Jesus com a samaritana como um exemplo que pode ajudar a renovar-se espiritualmente: “este tempo da Quaresma é ocasião propícia para aproximar-nos d’Ele, encontrá-lo na oração num diálogo de coração para coração, falar com Ele, escutá-lo; é a ocasião para ver o seu rosto também no rosto de um irmão ou de uma irmã que sofre. Desse modo podemos renovar em nós a graça do Batismo, saciar-nos na fonte da Palavra de Deus e de seu Espírito Santo; e assim descobrir também a alegria de tornar-nos artífices de reconciliação e instrumentos de paz na vida cotidiana”.

“Enquanto os discípulos vão à cidade procurar alimento, Jesus permanece onde se encontrava o poço de Jacó e ali pede água a uma mulher, que chegara para tirar água. Desse pedido tem início um diálogo. Como, sendo judeu, tu me pedes de beber, a mim que sou samaritana? Jesus lhe respondeu: ‘Se conhecesses o dom de Deus e quem é que te diz dá-me de beber, tu é que lhe pedirias e ele te daria água viva!’, uma água que sacia toda sede e se torna fonte inesgotável no coração de quem a bebe”.

“Ir ao poço apanhar água é cansativo e monótono – reconheceu o Papa -, seria bom ter a disposição uma fonte que jorra água! Mas Jesus fala de uma água diferente. Quando a mulher se deu conta de que aquele homem com quem estava falando era um profeta, abriu-se a ele e lhe fez perguntas religiosas. A sua sede de afeto e de vida repleta não lhe foi satisfeita pelos cinco maridos que teve, aliás, experimentou desilusões e enganos”.

“Por isso a mulher fica impressionada com o grande respeito que Jesus tem por ela e quando Ele lhe fala da verdadeira fé, como relação com Deus Pai ‘em espírito e verdade’, então intui que aquele homem poderia ser o Messias, e Jesus – coisa raríssima – o confirma: ‘Sou eu, que falo contigo’. Ele diz ser o Messias a uma mulher que tinha uma vida tão desordenada”.

Neste sentido, o Bispo de Roma, recordou que “a água que dá a vida eterna foi infundida em nossos corações no dia do nosso Batismo, mediante o qual nos transformou e encheu-nos com a sua graça. Mas pode acontecer que este grande dom o tenhamos esquecido, ou reduzido a um mero acontecimento da nossa vida”.

“Talvez vamos em busca de ‘poços’ cujas águas não nos saciam. Então esse Evangelho é propriamente para nós! Não somente para a Samaritana, mas para nós. Jesus nos fala como à Samaritana. Sabemos quem é Jesus, mas talvez não o tenhamos encontrado pessoalmente, falando com Ele, e não o tenhamos ainda reconhecido como o nosso Salvador”.

Por ACI Digital

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A fonte de água viva: Jesus https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-fonte-de-agua-viva-jesus/ Fri, 17 Mar 2017 08:26:32 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44953 Na Missa deste terceiro domingo da Quaresma é lido o Evangelho da Samaritana – Jo 4,5-42. Na Samaria, povo considerado herege pelos judeus, deu-se uma abundante colheita de convertidos à fé em Jesus. Foi assim, Jesus descia de Jerusalém à Galiléia pelo caminho mais curto, que normalmente era evitado pelos judeus por preconceito aos samaritanos, pois que passava pela Samaria. Na cidade de Sicar, aos pés do monte Garizin, ficava o poço de Jacó, no qual os samaritanos abasteciam-se de água boa. Ora, Jesus chegou ao poço pelo meio-dia e ali se sentou esperando que os apóstolos fossem à cidade buscar alguma coisa para comer. Naturalmente, Jesus estava com sede, mas devia esperar porque não tinha com que puxar a água do poço, que era fundo. Eis que uma samaritana se aproxima para pegar água. Embora no contexto daquele tempo fosse absolutamente estranho, Jesus pede à mulher: “Dá-me de beber”. A resposta da mulher não podia ser outra senão perguntar-lhe: “Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, uma mulher samaritana?” Mas foi assim desta maneira que Jesus criou uma excelente oportunidade para estabelecer um diálogo com uma mulher com quem nem deveria conversar. O diálogo tornou-se frutuoso, paradigmático, porque possibilitou questionar e romper preconceitos e, ao final da conversa, despertar naquela mulher uma fé espontânea, uma adesão livre a Jesus. Ela se sentiu cheia de alegria e, retirando-se, voltou à cidade e foi logo levar a notícia do que acontecera aos seus mais próximos que espalharam a novidade ao povo. 

Como foi a conversa de Jesus com a samaritana? Na conversa Jesus se revelou como “água viva” que jorra para a vida eterna. Quem beber dessa água nunca mais terá sede. Naquele que a beber se tornará uma fonte de igual água que jorra para a vida eterna. A mulher, então, pede a Jesus: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede nem tenha de vir aqui para tirá-la”. Poder-se-ia dizer que a mulher com essa sua disposição abriu a guarda que mantinha a sua alma fechada. Então, Jesus se permitiu de tocá-la no mais profundo de si mesma e lhe pede: “Vai chamar teu marido e volta aqui”. Admirada, ela respondeu: “Eu não tenho marido”. Jesus sabia que ela já tivera cinco maridos e que com o atual nem era casada. Jesus, porém, a elogia porque foi sincera, verdadeira. A mulher reage, dizendo: “Senhor, vejo que és um profeta”. Então, ela lhe põe uma questão de fé que diferenciava judeus e samaritanos, sobre a questão do lugar onde se devia adorar a Deus, no monte Garizin como os samaritanos ou em Jerusalém como os judeus. Jesus lhe diz que está chegando a hora em que nem neste monte nem em Jerusalém se adorará a Deus. Jesus não nega, ao contrário confirma que a salvação vem dos judeus, mas doravante os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade, ou seja, não importa o lugar, cada fiel é o lugar e o templo em que se pode adorar ao Pai. O lugar primeiro de adoração a Deus é o próprio homem, que O adorará em espírito e em verdade. Os homens todos poderão adorar a Deus em espírito e em verdade onde se reunirem, não importa o lugar. Diz Jesus, “De fato, esses são os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade”. A mulher disse a Jesus: “Sei que o Messias vai chegar”. Jesus lhe revelou: “Sou Eu, que estou falando contigo”. Nesse instante, os discípulos chegaram, admiraram-se de ver Jesus conversando com a mulher, mas nada lhe perguntaram. E a mulher se retirou voltando à cidade.

Na cidade a mulher foi contando com quem ia se encontrando: “Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Será que ele não é o Cristo?” Muitos samaritanos acreditaram na mulher, mas foram ao encontro dEle e pediram para que permanecesse com eles. Jesus acabou ficando por lá dois dias. E muitos creram em Jesus por causa da sua palavra e disseram à mulher: “Já não cremos por causa das tuas palavras, pois nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo”.

Jesus comentou com os discípulos a respeito dessa colheita de convertidos, citando o ditado que diz: “Um é o que semeia e outro o que colhe”. Assim sendo, “Eu vos enviei para colher aquilo que não trabalhastes. Outros trabalharam, e vós entrastes no trabalho deles”. O importante é fazer a vontade de Deus, que é inclusive um alimento desconhecido por vocês, mas é o meu alimento preferencial, a saber: “fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra”. Foi por estar saciado com esse alimento, o pão do fazer a vontade do Pai, que Jesus inclusive nem provou dos alimentos que os discípulos trouxeram da cidade, não obstante eles tenham insistido: “Mestre, come”. Jesus não comeu do pão que mata a fome do corpo, porque já estava satisfeito na alma com o pão do Pai que acabara de comer. Realizando a obra do Pai, Jesus estabeleceu um diálogo enternecedor com uma mulher de vida complicada, ofereceu-lhe a beber água viva como dom de Deus, para que nunca mais tivesse sede e nela brotasse uma fonte de água que jorra para a vida eterna. Bebendo dessa água, a samaritana proclamou a sua fé em Jesus e tornou-se a sua testemunha, anunciando Jesus aos habitantes da cidade. 

Nós necessitamos saciar a nossa sede de vida plena e eterna na verdadeira fonte que é Jesus Cristo. A Quaresma é este tempo propício para pedirmos a Jesus: “Senhor, dá-nos dessa água, para que não tenhamos mais sede”.

Por Dom Caetano Ferrari – Diocese de Bauru

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