agosto - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:04 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png agosto - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 O sacerdote é a vida ofertada a Deus a fim de que Deus a tenha para ofertá-la aos homens https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/o-sacerdote-e-a-vida-ofertada-a-deus-a-fim-de-que-deus-a-tenha-para-oferta-la-aos-homens/ Tue, 08 Aug 2023 19:05:35 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=66756 No início da década de 70, atendendo ao apelo do Papa Paulo VI: “O dever de fomentar as vocações sacerdotais pertence a toda a comunidade cristã, que, em primeiro lugar, deverá cumpri-lo por meio de uma vida plenamente cristã” , acontece no Brasil o primeiro mês vocacional. Especificamente no ano de 1971, na Diocese de Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, o mês de agosto passou a ter, pela primeira vez, essa intenção particular para a Igreja : intensificação das orações pelas vocações sacerdotais e religiosas; e encontros vocacionais com o objetivo de promover o discernimento vocacional e encorajar os fiéis a rezarem pelas vocações.

Quantos frutos as orações e encontros vocacionais, ao longo destes 50 anos, renderam para as dioceses de nosso País. Na diocese de Uruaçu é notório o apreço enorme que padres e fiéis têm por este mês e, em todas as Paróquias da Diocese, se busca dar ênfase ao tema das vocações e promover momentos para oração e discernimento dos que se inquietam com a Voz do Senhor.

Além do inevitável foco nas vocações consagradas e religiosas, que é um elemento presente desde a definição do mês agosto como mês vocacional, tem-se também, ao longo do mês, uma apreciação pelo tema vocação em sua concepção mais ampla: como marca do sentido primeiro e última da existência humana. Neste ano, em particular, a temática vocacional do mês de agosto, ganha ainda mais relevância, por se tratar do terceiro ano vocacional no Brasil.

Este terceiro Ano Nacional das Vocações traz como lema: “corações ardentes e pés a caminho” , apontando a íntima relação entre o chamado que Deus faz a todos, acendendo neles a chama que faz arder o coração, e a Missão inerente a esse dom de si que é a resposta vocacional. O ano vocacional alerta para a tomada de consciência de que na Igreja todos são vocacionados, o batismo é a marca que distingue os que foram chamados por Deus a serem filhos e herdeiros dos bens eternos.

A igreja é uma comunidade de vocacionados . É preciso pensar seriamente sobre isso! Todos na Igreja são vocacionados, ninguém é Igreja por movimento unilateral de querer ser Igreja, todos que são Igreja o são porque foram chamados e aceitos por Deus. Qualquer um que seja Igreja, o é porque responde “sim” ao chamado de Deus e, qualquer missão que a pessoa abrace enquanto Igreja, é marca da sua essência vocacional. Ninguém deve sentir-se funcionário da Igreja na obra da evangelização, nem deve definir-se como voluntário ou mesmo um quebra-galho pastoral, pois o “ser Igreja” é essencialmente vocacional. A proposta do Ano Vocacional é, portanto, reacender em cada cristão a consciência da essência vocacional de nossa pertença à Igreja. Somos uma comunidade de vocacionados e todos os batizados são, por vocação, membros do Corpo de Cristo e constituem, vocacionalmente, a comunidade Igreja. Nossa comunhão eclesial revela nosso ser vocacionado: que é ser chamado, ser sustentado e ser enviado. Ninguém é Igreja por voluntarismo ou por funcionalismo, o espírito que deve reinar no coração de cada cristão é o de ser Igreja porque Deus o chamou e de ser membro de pastorais ou movimentos porque Deus mesmo o enviou, pois, antepondo a qualquer vocação específica, está a vocação por excelência que é o chamado que Deus faz atraindo para Si e que só pode ser respondido quando se compõe a sua Igreja, tornando-se família de Deus e herdeira dos bens eternos.

A primeira semana do mês vocacional é um chamado a contemplar, na sua particularidade, a vocação ao ministério ordenado, um convite a voltar a atenção para os que foram, são e serão chamados ao ministério ordenado: o Papa, os bispos, os padres e os diáconos. Portanto, aqui, faz-se importante tecer algumas palavras sobre esta vocação tão sublime que implica uma entrega total, com um coração indiviso e amor sobrenatural.

Que sacerdote, ao longo de suas idas e vindas da lida ministerial, nunca ouviu de alguma criancinha um: “Mamãe, olha o padre!”? Qual padre nunca se deparou com uma criança que ao vê-lo, enroupado em sua vesta talar, ficara tomada de encantamento e, de modo eufórico, anunciara a quem está em sua tutela: “…olha o padre!”!? Essa manifestação tão natural e simples revela algo que precisa ser recolocado em sua centralidade na compreensão do Sacerdócio Ministerial. A criança, nesse contexto apresentado, parece anular a particularidade da pessoa do padre ao vêr-se no encanto do sacerdócio que ele traz consigo… ela, com toda sua inocência, ao reconhecer, pelas vestes sacerdotais, o padre, se dá conta naturalmente de que não se trata de alguém como o tio, o avô, o pai ou qualquer pessoa que faça parte da sua vida. A criança transcende qualquer elemento particular da pessoa do padre, para ela é como se o sacerdócio que ele traz consigo lhe houvesse extraído toda sua particularidade como pessoa. É o padre, só isso. Não precisaria nem ter um nome, é suficiente que seja o padre.

Ao trazer esse exemplo, quero chamar a atenção para a especificidade da vocação do ministro ordenado, enquanto vimos na proposta do Ano Vocacional o chamado divino como algo feito a todos, também é verdade que ele é um chamado único para cada um e específico para cada missão. O chamado ao ministério ordenado, o chamado a ser padre, é um chamado que pede mais que uma tarefa, mais que uma missão, pede uma entrega total e totalizante de vida. É uma vocação que só pode ser concretizada quando a pessoa chamada aceita ser toda de Deus e, por Deus, ser entregue sem reservas ao povo. O padre não se dá ao povo, ele se dá a Deus e, por essa entrega total, ele permite que Deus o entregue ao povo para que seja o sinal visível da presença invisível de Cristo em sua Igreja.

Neste primeiro fim de semana de agosto, de modo muito especial, se pede a oração pelo Papa, pelo Bispo e pelos sacerdotes. É significativo recardar nas orações o padre que o batizou, lhe deu a primeira comunhão, lhe assistiu com os sacramentos e oração e que se entrega em sua comunidade com o zelo e o amor do Bom Pastor; rezar igualmente pela juventude diocesana, pelos jovens da Paróquia, os da própria família, para que se deixem tocar pelo chamado Divino e não tenham medo de darem o passo de amor e entrega da própria vida a Deus; rezar pelos seminaristas que estão iniciando sua etapa formativa, pelos que estão no caminho do discipulado e da configuração ao Cristo autor de toda vocação. Que a Igreja seja cada vez mais uma comunidade dos chamados por Deus e que não temem responder o sim generoso ao seu apelo.

Pe. Edval Rodrigues Camelo

 

1     Documentos do Concílio Ecumênico Vaticano II, Decreto Optatam Totius, n.2, Editora Paulus, São Paulo, 2014

2     Cf. https://www.diocesedesantoangelo.org/single-post/2020/08/02/como-surgiu-o-m%C3%AAs-vocacional-no-brasil

3     Texto Base do 3º Ano Vocacional, Edições CNBB, 1ª edição, Brasília – DF, 2022

4          Cf. Texto Base do 3º Ano Vocacional, n.10

5     Cf. Texto Base do 3º Ano Vocacional, n.84

6          Em alguns casos, essa entrega total, que é um completo esvaziamento de si mesmo, vem traduzida ritualmente no momento dos votos ou ordenação, quando o vocacionado perde até o seu nome batismal.

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Com tema mariano, Igreja no Brasil celebra mês vocacional https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/com-tema-mariano-igreja-no-brasil-celebra-mes-vocacional/ Tue, 01 Aug 2017 11:38:57 +0000 http://teste.toqueto.com/com-tema-mariano-igreja-no-brasil-celebra-mes-vocacional.html Mês de agosto, mês vocacional para a Igreja Católica no Brasil. A partir de hoje até o dia 31, católicos brasileiros têm uma oportunidade a mais para refletir sobre as vocações, ao olhar para a riqueza dos vários chamados vocacionais e perceber como, de diferentes modos, é possível servir a Deus.

Neste ano de 2017, o mês vocacional é celebrado à luz de Maria. Com o tema “A exemplo de Maria, discípulos missionários” e o lema “Eis-me aqui, faça-se”, Nossa Senhora é a figura-chave das reflexões. A escolha foi motivada pelos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida.

“Achamos por bem fazer essa relação. Nós também estamos celebrando os 100 anos das aparições de Fátima, portanto temos aqui dois aspectos da mariologia, da vida de Maria, que nos motivaram na escolha desse lema”, explica o presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados da CNBB, Dom Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre (RS).

O bispo destacou que Maria é mãe que acompanha os filhos ao longo de todo o percurso, ela foi a primeira discípula-missionária e se coloca a caminho para ir ao encontro do outro. Isso deve ser um estímulo para que cada fiel hoje siga seu exemplo. “Dentro desse contexto do mês vocacional, somos convidados a cultivar entre nós essa disponibilidade que Deus pede de todos nós: estarmos prontos, bem dispostos para aquilo que Deus solicitar de cada um de nós”.

Para cada mês vocacional, a CNBB propõe um subsídio a fim de auxiliar as comunidades na preparação das atividades. Em 2017, o subsídio é oracional: o material traz a proposta da realização de um tríduo de oração pelas vocações.

Trata-se de uma resposta à proposta da Igreja no Brasil de colocar justamente a Palavra de Deus como caminho para renovação das comunidades. “É dentro desse espírito que nós sugerimos o subsídio para esse mês de agosto. Através do encontro com a Palavra, da leitura orante da Palavra, encontrar indicações para responder de uma forma vigorosa àquilo que Deus nos pede. A Palavra que deve iluminar as nossas opções, as nossas escolhas, as nossas decisões”.

 

As diferentes vocações

Em cada semana do mês de agosto, a Igreja concentra sua atenção em uma vocação em especial: na primeira semana os ministros ordenados (padres e diáconos), na segunda semana a família (por ocasião do Dia dos Pais), na terceira semana os consagrados e na quarta semana os leigos, com o Dia do Catequista.

Mas de qual dessas vocações o Brasil é mais carente? Dom Jaime explica que, antes de tudo, é preciso resgatar a dignidade da vocação de batizado. Isso porque cada um foi amado por Deus e, por meio do Batismo, acolhido em uma comunidade de fé, onde existem ministérios distintos. O segundo aspecto é fomentar condições para que, sobretudo os jovens, possam intuir para qual ministério Deus os chama.

“Cultivar uma sensibilidade, uma sintonia para captar aquilo que Deus nos pede. Eu creio que esse é um grande desafio para nós na Igreja no Brasil hoje. Em outras palavras, fomentar espaços, momentos para aquilo que a tradição chama ‘experiência do encontro com Nosso Senhor’. É através do encontro com Nosso Senhor que nós podemos perceber para o que Ele nos chama”.

 

Os jovens e as vocações

O tema das vocações vai continuar perpassando a Igreja até 2018, uma vez que ela se prepara para realizar o Sínodo dos Bispos sobre os jovens, que terá como tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”.

A escolha dessa temática foi uma “agradável surpresa”, disse Dom Jaime. Ele observou que o Papa Francisco tem insistido na dignidade da juventude e da velhice: o jovem como aquele que tem diante de si o futuro e o idoso como aquele que conserva a memória. “Eu acho esses dois aspectos muito bonitos. O jovem ocupa, por assim dizer, o coração da Igreja, o futuro depende dos jovens”.

O segundo aspecto fundamental, segundo o arcebispo de Porto Alegre, é a proposta de apresentar aos jovens de hoje em que consiste a fé cristã. Por fim, ele destaca a questão do discernimento vocacional. “A vocação como resposta a essa experiência de encontro com esse Deus que veio ao nosso encontro por amor, por pura gratuidade e por isso também, gratuitamente, que eu correspondo”.

Por Canção Nova

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