Agenda 2030 - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:07 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Agenda 2030 - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Na ONU, Santa Sé reitera necessidade de combate ao tráfico humano https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/na-onu-santa-se-reitera-necessidade-de-combate-ao-trafico-humano/ Thu, 28 Sep 2017 14:21:19 +0000 http://teste.toqueto.com/na-onu-santa-se-reitera-necessidade-de-combate-ao-trafico-humano.html Em conferência realizada nesta quarta-feira, 27, em Nova Iorque, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, o assunto em análise foram as resoluções e estratégias contra o tráfico humano, prática que tem atingido especialmente mulheres e crianças.

“Segundo o relatório sobre tráfico de pessoas do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime (UNODC), dezenas de milhões de pessoas são vítimas de trabalho forçado, servidão sexual, recrutamento na condição de crianças-soldado e outras formas de exploração e abuso”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.

O secretário vaticano para Relações com os Estados, Dom Paul Gallagher [foto], em sua intervenção durante a reunião, pediu o comprometimento de todas as autoridades envolvidas na prevenção deste crime, citando como exemplo um plano de ação adotado. “A minha Delegação gostaria de estruturar a sua avaliação sobre o progresso do Plano de Ação em torno dos quatro objetivos que o sustentam, o quais denominamos como ‘quatro Ps’: prevenir o tráfico de pessoas abordando o que o impulsiona; proteger e auxiliar as vítimas; processar os envolvidos no crime de tráfico; e promover parcerias entre instituições governamentais e todas as partes interessadas para erradicar o tráfico e reabilitar os sobreviventes”.

Dom Paul também se manifestou sobre a necessidade de proteção e assistência às vítimas deste crime. “Por conta dos profundos traumas sofridos, é necessário um maior reconhecimento de que o trabalho de reabilitação não pode ser um programa breve, mas que exige um investimento a longo prazo para proporcionar a cura e o treinamento necessário para que as vítimas comecem uma vida normal, produtiva e autônoma”, afirmou Dom Gallagher.

Tanto a Igreja católica quanto a ONU reconhecem que as vítimas mais afetadas pelo tráfico humano são as mulheres e as crianças, assim como meninos explorados para fins sexuais e para a retirada de órgãos vitais, crianças que chegam a ser obrigadas a mendigar e homens que são levados a situações de trabalho forçado.

Dom Gallagher destaca o trabalho que as mulheres da Igreja têm realizado para sanar este quadro, dedicando-se à proteção dos mais vulneráveis. “Quero sublinhar em particular o papel das mulheres religiosas, que estão na linha de frente ajudando àqueles que caem nas armadilhas do tráfico humano. Com amor e carinho, elas pacientemente acompanham as vítimas na longa estrada de volta à vida com liberdade”, afirmou.

O secretário-geral da ONU advertiu ainda que os recentes conflitos trazem insegurança e incerteza econômica. Estas mazelas trouxeram novos desafios às autoridades em segurança e controle de fronteiras. “Redes criminosas aproveitaram-se da desordem e do desespero para expandir sua brutalidade e seu alcance”, lamentou Guterres.

Agenda 2030

A Agenda 2030, documento que contém diversas diretrizes para conter o tráfico humano, foi lembrado durante essa conferência na Assembleia Geral e reforçado como um importante dispositivo das autoridades envolvidas na proteção dos mais vulneráveis.

Dom Gallagher lembrou que três dos 169 objetivos da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável são explicitamente dedicados ao combate ao tráfico humano. O Secretário da Santa Sé recordou ainda as palavras do Papa momentos antes da Agenda ser assinada. “Devemos garantir, como afirmou o Papa Francisco, que nossos esforços são verdadeiramente eficazes na luta contra todos esses flagelos”, disse o Secretário da Santa Sé.

“Frequentemente, o tráfico é estimulado pela pobreza e pela desigualdade. O combate ao tráfico e a busca pelo desenvolvimento sustentável e inclusivo andam de mãos dadas”, finalizou Guterres.

Por Canção Nova, com Santa Sé e ONU

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Santa Sé: fiéis sejam alma e consciência do desenvolvimento sustentável https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/santa-se-fieis-sejam-alma-e-consciencia-do-desenvolvimento-sustentavel/ Wed, 19 Jul 2017 12:16:52 +0000 http://teste.toqueto.com/santa-se-fieis-sejam-alma-e-consciencia-do-desenvolvimento-sustentavel.html A maior contribuição que os fiéis podem dar para implementar a Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável consiste em continuar comprometidos com a diminuição da pobreza, a tutela do ambiente e a construção da paz.

Foi o que afirmou o observador permanente de Santa Sé junto à Organização das Nações Unidas, Dom Bernardito Auza, em pronunciamento esta segunda-feira (17/07) na sede da Onu, em Nova Iorque, sobre o tema “Mobilizar as comunidades religiosas a agir com solidariedade e responsabilidade partilhada para dar fim à pobreza e promover a paz”.

Valores éticos estão na base de um verdadeiro desenvolvimento

O serviço das comunidades religiosas tornar-se-á desse modo fermento para promover um desenvolvimento sustentável, explicou o núncio apostólico.

Se perdermos as coordenadas humanas fundamentais, corremos o grave risco de que os objetivos de desenvolvimento sustentável possam ser considerados somente de modo parcial. Desse modo corre-se o risco, em particular, de privilegiar aspectos econômicos e sociológicos e não seu contexto ético e antropológico, acrescentou Dom Auza.

Por isso, é essencial para os líderes religiosos, as comunidades e os fiéis contribuir para alimentar, com coragem e perseverança, “a alma” e a “consciência” em prol de um desenvolvimento autenticamente sustentável.

Deve-se evitar a instrumentalização da religião

Numa época como a atual marcada pelo relativismo é também urgente ajudar as pessoas a colher o verdadeiro sentido do bem e do belo. Ademais, disse ainda o arcebispo filipino, devem ser corrigidas aquelas ações voltadas a instrumentalizar a religião para fins incompatíveis com sua verdadeira essência.

Em particular, deve-se impedir o incitamento à violência que pode levar a praticar crimes e  atrocidades. Fiéis e comunidades religiosas devem permanecer a alma e a consciência para promover o desenvolvimento sustentável.

O desenvolvimento seja responsável

Os líderes religiosos não são líderes políticos ou especialistas. Não são chamados a medir objetivos e indicadores científicos, mas a dar as razões da esperança, a favorecer o diálogo. A verdadeira prioridade é promover o desenvolvimento humano integral de toda pessoa, afirmou o representante vaticano.

Os líderes religiosos e os fiéis devem se comprometer a proteger a vida para defender os mais fracos e os oprimidos. Além disso, devem ajudar as populações a desenvolver seus recursos naturais de modo responsável, a protegê-los de explorações econômicas e de interesses políticos.

É preciso abordagem integral

Como escreveu o Papa Francisco na Carta encíclica Laudato si, “as diretrizes para a solução exigem uma abordagem integral para combater a pobreza, para restituir a dignidade aos excluídos e, ao mesmo tempo, para cuidar da natureza”, recordou por fim o prelado.

Os indicadores mais importantes para o desenvolvimento sustentável não são quantitativos, mas qualitativos, e dizem respeito aos valores éticos. Valores contrários à cultura do descarte, concluiu Dom Auza.

Por Rádio Vaticano

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