Advento - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:03:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Advento - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Setor Universidades da CNBB lança Exercícios Espirituais para o Tempo do Advento – Ano A https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-no-brasil/setor-universidades-da-cnbb-lanca-exercicios-espirituais-para-o-tempo-do-advento-ano-a/ Wed, 04 Dec 2019 02:35:26 +0000 https://diocesedeuruacu.com.br/?p=57288 O Setor Universidades, vinculado à Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibilizou a primeira parte do subsídio “Exercícios Espirituais para o Temo do Advento – Ano A”. Trata-se de um itinerário espiritual com os dias da primeira semana.

A metodologia inspira-se nos textos deste tempo litúrgico acompanhados de uma dinâmica de oração pessoa e contemplação. O roteiro começa com o primeiro domingo do Advento, 1º de dezembro, e termina no dia do Natal do Senhor. Segundo os organizadores, trata-se de um material elaborado com a intenção de ajudar os jovens, no ambiente da Universidade, em sua casa ou em outros lugares, a fazerem sua oração.

A equipe de Subsídios do Setor Universidades da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação informa que a cada semana serão postados os exercícios que ajudarão os membros da comunidade universitária (professores, universitários e colaboradores) a se prepararem espiritualmente para o Tempo do Natal. Os Exercícios Espirituais corresponderão às quatro semanas do Advento e poderão ser encontrados neste link: CLIQUE AQUI

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A alegria cristã https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-alegria-crista/ Mon, 18 Dec 2017 15:21:35 +0000 http://teste.toqueto.com/a-alegria-crista.html A proximidade do Natal cria um clima de alegria, de felicidade, de satisfação. São desejos fundamentais que movem a existência humana e é uma busca que marca a vida toda. Têm-se em comum este desejo, porém a sua busca dá-se em muitas direções. Nem todos os meios conduzem a meta e por isso necessitam ser avaliados e verificados.

Razões para desencanto e desilusão, entre jovens e adultos, diante da sociedade atual não faltam. Isto gera tristeza, depressão, ansiedade, desencanto. A busca da felicidade centralizou-se no triunfar da felicidade egoísta, no ter, no gastar, no consumo, nos entorpecentes.

O terceiro domingo do advento, através de seus textos bíblicos e litúrgicos, estimula os cristãos e a comunidade eclesial ao seguimento, anúncio e testemunho alegres de Cristo. A razão desta convocação está no fato de saber que Jesus já está no meio nós, embora não o conheçamos nem o testemunhemos suficientemente. O advento cristão acontece na presença do Cristo.

A alegria favorece a abertura aos outros, a Deus e ao infinito. O contrário da alegria não é a dor, que está dentro da existência humana, na sua finitude, mas o egoísmo. O egoísmo se apresenta de muitas maneiras, daquelas declaradas explicitamente e daquelas mascaradas de boas razões. O egoísmo concentra todas as atenções sobre si mesmo, que provoca o individualismo, que rejeita a atenção ao outro, que não sabe partilhar. A alegria cristã é uma virtude. Não é feita para ser consumida, mas para ser doada, como é dito em Atos dos Apóstolos 20,35. “Há mais felicidade em dar do que receber”. O mundo recebeu gratuitamente Jesus, um verdadeiro presente para encher de alegria a humanidade.

Como resposta ao Cristo, que virá, que já veio e que vem, o fiel cristão é convidado a dar o seu testemunho. Trata-se de um testemunho que deve possuir as características daquelas de João Batista. Questionado se era o messias esperado, responde: “Eu sou a voz que grita no deserto” (Jo 1,23). “Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias” (Jo 1, 27). Não chama a atenção sobre ele, mas dá testemunho Daquele que está presente e não é reconhecido.  João Batista quer que as pessoas não se concentrem nele. Tem consciência da sua tarefa e não aproveita da oportunidade para se promover. O testemunho cristão hoje consiste em apontar para Jesus como fonte de esperança, alegria. Uma boa notícia que é eterna entre as coisas que passam. Testemunhas não falam de si mesmas, mas falam de alguém.

São Paulo exorta a comunidade de Tessalônica (5,16-24) sobre as atitudes que não podem faltar na convivência diária. Estar sempre alegre, rezar constantemente, agradecer em todas as circunstâncias, não apagar o espírito, não desprezar as profecias, examinar tudo e guardar o que for bom, afastar-se de toda espécie de maldade. Deixa-se santificar pelo Deus da paz que envolve toda a pessoa – espírito, alma e corpo.

O fundamento da alegria cristã está na presença de Jesus Cristo no mundo. A melhor maneira de ser testemunhas de esperança, fraternidade e alegria é vivê-las pessoalmente pela fé. Crer em Deus e nas pessoas, amar a Deus e servir o próximo, em particular os mais fracos e marginalizados, pois foi assim que Jesus se revelou em Belém.

Por Dom Rodolfo Luís Weber – Arcebispo de Passo Fundo (RS)

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A alegria que nasce da fidelidade amorosa de Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/a-alegria-que-nasce-da-fidelidade-amorosa-de-deus/ Fri, 15 Dec 2017 16:37:43 +0000 http://teste.toqueto.com/a-alegria-que-nasce-da-fidelidade-amorosa-de-deus.html O terceiro domingo do Advento é chamado de Gaudete, pelo convite paulino para nos alegrar com a proximidade do Senhor que vem. Alegria que brota pelo cumprimento das promessas do Deus fiel que ama seu povo e quer a sua salvação. O mundo de hoje conhece a diversão, mas não a verdadeira alegria, é capaz de se entreter, mas não de viver o riso dos libertos e resgatados pela graça divina. Por isso, campeia a depressão e a ansiedade, o ativismo febril que não nos deixa tempo para ver o lado surpreendente e fascinante da realidade que desperta em nós o gozo de ser uma pessoa humana.

Tornamo-nos pesados e sérios demais para acolher a festa do Reino, que acontece na morada dos simples e pequenos que, como Maria, percebe em tudo a mão generosa do Pai e O exultam pelas suas maravilhas. Parece que a tecnologia e o fast-food (tudo rápido e pronto) anestesiaram nossa faculdade imaginativa e de assombro para com os abundantes sinais da ternura divina no nosso dia a dia.

Entretanto, é urgente e necessário, nestes dias, não nos preocuparmos tanto com presentes, mas reaprender a ser uma dádiva e um dom para os irmãos. A caminho de Belém, fiquemos abertos à consolação e à renovada esperança de encontrarmos o Menino Deus, a Alegria da Humanidade, quem nos ensinará onde podemos achar a plenitude e a verdadeira felicidade.

Recuperemos, com Ele, a liberdade de espírito da pobreza e sobriedade simples e dignas, da mansidão e da ternura misericordiosas, para confortar e servir a todas as famílias, especialmente as mais desprotegidas. Trilhemos este percurso rodeado das pessoas que precisam descobrir a alegria de dar e se dar aos outros, a satisfação de conviver em Paz, como irmãos(ãs), com todas as criaturas, construindo o Presépio vivo, a manjedoura cálida e carinhosa dos nossos corações, para Jesus, na nossa realidade e na nossa vizinhança. Deus seja louvado!

Por Dom Roberto Francisco Ferreria Paz – Bispo diocesano de Campos (RJ)

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I Pregação de Advento: "Que lugar ocupa Cristo no universo?" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/i-pregacao-de-advento-que-lugar-ocupa-cristo-no-universo/ Fri, 15 Dec 2017 12:54:53 +0000 http://teste.toqueto.com/i-pregacao-de-advento-que-lugar-ocupa-cristo-no-universo.html O Papa Francisco e seus colaboradores mais próximos participaram na manhã de sexta-feira (15/12) da primeira pregação do Advento 2017, na Capela Redemptoris Mater, no Vaticano. O pregador oficial do Vaticano, o capuchinho Raniero Cantalamessa, é o autor dos sermões semanais, e este teve como tema “Tudo foi criado por Ele e para Ele; Cristo e a criação”.

As meditações do Advento deste ano têm como proposta recolocar a pessoa divina-humana de Cristo no centro dos dois grandes componentes que, em conjunto, constituem “o real”, isto é: o cosmos e a história, o espaço e o tempo, a criação e o homem. O objetivo final é colocar Cristo “no centro” de nossa vida pessoal e de nossa visão de mundo, no centro das três virtudes teologais da fé, da esperança e da caridade.

Cristo e o cosmos, Criação e encarnação

Como primeira meditação, Frei Cantalamessa sugeriu a reflexão sobre o relacionamento entre Cristo e o cosmos. “No princípio, Deus criou os céus e a terra. A terra estava informe e vazia; as trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas”  (Gn 1, 1-2).  Segundo ele, esta relação, entre criação e encarnação está bem expressa no Livro do Gênesis e na encíclica Laudato si’.

“É uma questão de saber qual lugar ocupa a pessoa de Cristo em todo o universo”, afirmou, questionando: “Existe, então, algo que nos permita escapar do perigo de fazer de Cristo “um intruso ou uma pessoa deslocada na esmagadora e hostil imensidão do Universo”? Em outras palavras, Cristo tem algo a dizer sobre o problema urgente da ecologia e da salvaguarda da criação, ou isso é totalmente marginal a ele, como um problema que afeta quando muito a teologia, mas não a cristologia?

O Espírito Santo é a força misteriosa que impele a criação para a sua realização. Ele que é “o princípio da criação das coisas”, é também o princípio da sua evolução no tempo. Na verdade, isso não é outra coisa senão a criação que continua. Em outras palavras, o Espírito Santo é aquele que, por sua natureza, tende a fazer a criação passar do caos ao cosmos, a fazer disso algo bonito, limpo: um “mundo” precisamente, de acordo com o significado original desta palavra.

Como Cristo atua na criação

O frei capuchinho levantou ainda uma questão: Cristo tem algo a dizer sobre os problemas práticos que o desafio ecológico coloca para a humanidade e para a Igreja? Em que sentido podemos dizer que Cristo, trabalhando através do seu Espírito, é o elemento-chave para um ecologismo cristão saudável e realista?

“Penso que sim”, respondeu Frei Cantalamessa. “Cristo desempenha um papel decisivo também nos problemas concretos da proteção da criação, mas o faz indiretamente, trabalhando no homem e – através do homem – na criação”. Acontece como no início da criação: Deus cria o mundo e confia a custódia e a salvaguarda ao homem.  

Como agir global e localmente

 Como todas as coisas, também o cuidado da criação tem dois níveis: o nível global e o nível local. Um slogan moderno convida a pensar globalmente, mas agir localmente: Think globally, act locally. Isso quer dizer que a conversão deve começar do indivíduo, isto é, de cada um de nós. Francisco de Assis costumava dizer aos seus frades: “Nunca fui um ladrão de esmolas, pedindo-as ou usando-as além da necessidade. Peguei sempre menos do que eu precisava, para que os outros pobres não fossem privados de sua parte; porque, de outra forma, seria roubar”.(14)

Hoje esta regra poderia ter uma aplicação muito útil para o futuro da Terra. Também nós devemos propor-nos: não ser ladrões de recursos, usando-os mais do que o necessário e retirando-os, assim, daqueles que virão depois de nós. Em primeiro lugar, nós que trabalhamos normalmente com o papel, poderíamos tentar não contribuir com o desperdício enorme e desconsiderado que é feito desta matéria-prima, privando assim a mãe terra de uma árvore menos.

Sobriedade e parcimônia, para que todos tenham

O Natal é um forte chamado a esta sobriedade e parcimônia no uso das coisas. Quem nos dá o exemplo é o próprio Criador que, tornando-se homem, se satisfez com um estábulo para nascer. ..”

Todos nós, crentes e não-crentes, somos chamados a comprometer-nos com o ideal da sobriedade e do respeito pela criação, mas nós, cristãos, devemos fazê-lo por uma razão e com uma intenção a mais e diferente. Se o Pai Celestial fez tudo “por meio de Cristo e em vista de Cristo”, também nós devemos tentar fazer tudo assim: “por meio de Cristo e em vista de Cristo”, isto é, com sua graça e para a sua glória. Também o que fazemos neste dia.

Por Rádio Vaticano

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Campanha para a Evangelização: testemunho solidário entre a Igreja no Brasil https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/campanha-para-a-evangelizacao-testemunho-solidario-entre-a-igreja-no-brasil/ Thu, 14 Dec 2017 10:25:56 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50032 Inspirada no exemplo da Igreja da Alemanha, que realiza duas campanhas anuais, a Igreja no Brasil criou a Campanha para a Evangelização no tempo do advento, após ser aprovada pela 35ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 1997. Na assembleia seguinte, a 36ª, a ideia saiu do papel e foi realizada pela primeira vez no advento de 1998.

Um de seus criadores, dom Luiz Demétrio Valentini, bispo-emérito de Jales (SP), à época presidente da Cáritas Basileira, lembra que na assembleia dos bispos de 1999, após ser avaliada, a nova campanha se consolidou. Ele ressalta que a campanha só teve sucesso porque foi bem motivada. Desde então, vários temas foram aprofundados, buscando reforçar traços da solidariedade de Jesus Cristo, como o de 2008, “Acolhamos o príncipe da Paz” e “Ele veio curar nossos males”, em 2011.

Segundo o bispo que integra a Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora, havia a necessidade evidente de manter as atividades pastorais das dioceses e da CNBB com seus regionais, valorizando melhor o tempo do advento. Avaliou-se, à época, observa o religioso, que os recursos arrecadados com a coleta da Campanha da Fraternidade deveriam ser usados apenas para destinação social, apoiando iniciativas ligadas aos temas das campanhas de cada ano. “Com a nova campanha se esperava conseguir mais recursos para manutenção das estruturas pastorais e se preservaria os recursos das Campanhas da Fraternidade para a sua destinação verdadeira”, disse dom Demétrio.

A criação da Campanha para a Evangelização partiu da necessidade de dar maior testemunho de solidariedade social na Igreja no Brasil e caminhar para uma progressiva sustentação econômica da CNBB e das dioceses, diminuindo progressivamente sua dependência de apoios externos, conta o bispo. “Havia também uma clara motivação de ordem missionária, com o desafio de assumir a evangelização da Amazônia e também das periferias das grandes cidades”, disse.

Outra motivação, conforme dom Demétrio, era de ordem solidária. “Buscávamos criar uma ajuda mútua entre as dioceses, partilhando melhor os recursos disponíveis”, disse. O bispo avalia que é necessário haver maior motivação para a realização desta campanha em toda a Igreja no Brasil.

Campanha para Evangelização 2017 – Em sintonia com o Ano do Laicato, a Campanha para a Evangelização deste ano que tem como tema “Cristãos leigos e leigas comprometidos com a Evangelização” e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14).

O Objetivo da campanha é despertar os discípulos e as discípulas missionários para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade pela sustentação das atividades pastorais no Brasil. A iniciativa considera a ajuda para dioceses de regiões mais desassistidas e necessitadas.

A abertura da CE é realizada na Festa de Cristo Rei, este ano 26 de novembro, mesmo dia que a Igreja no Brasil fará a abertura do ano que será dedicado aos cristãos leigos e leigas. A campanha tem duração de três semanas e a conclusão acontece no terceiro domingo do Advento, dia 17 de dezembro, quando deve ser realizada, em todas as comunidades católicas, a Coleta para a ação evangelizadora no Brasil.

Por CNBB

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Ele veio para o que era Dele https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/ele-veio-para-o-que-era-dele/ Thu, 14 Dec 2017 07:58:50 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50030 Sem Jesus Cristo, o homem não sabe quem é, não sabe o que faz neste mundo, não sabe o sentido da vida, do sofrimento, da morte, da dor

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos sua glória, a glória que o Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1, 8)

Nas quatro semanas do Advento a Igreja nos leva a meditar e preparar o coração para celebrar as duas Vindas de Jesus Cristo. As cores e símbolos da liturgia nos ajudam nisso. A Coroa do Advento com as quatro velas que vão sendo acendidas uma a cada semana nos preparam e ensinam.

– A vela vermelha significa a  que o Menino traz ao mundo; a certeza de que Deus está conosco, armou a sua tenda entre nós; “revestido de nossa fragilidade, Ele veio uma primeira vez para realizar o seu eterno plano de amor e abrir-nos o caminho da salvação”, diz um dos Prefácios do Advento.

– A vela branca simboliza a Paz; este Menino é o “Príncipe da Paz”, disse o profeta Isaías (11,1s). Quando o Seu Reino for implantado, “a justiça será como o cinto de seus rins, e a lealdade circundará seus flancos. Então o lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se deitará ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e um menino pequeno os conduzirá; a vaca e o urso se fraternizarão, suas crias repousarão juntas, e o leão comerá palha com o boi. A criança de peito brincará junto à toca da víbora, e o menino desmamado meterá a mão na caverna da áspide. Não se fará mal nem dano em todo o meu santo monte, porque a terra estará cheia de ciência do Senhor, assim como as águas recobrem o fundo do mar” (Is 11, 5-8).

– A vela roxa (quase rosa) simboliza a Alegria do Menino que chega para salvar. É a alegria mitigada pela cuidadosa vigilância do tempo da espera.

– A vela verde traz a simbologia da Esperança que o Deus Menino traz a todos os homens de todos os tempos e todos os lugares. “Sem Deus não há esperança”, disse o Papa Bento XVI na encíclica Spe Salvi(Salvos pela Esperança); e “sem esperança não há vida”, concluiu o Pontífice. É esta esperança de uma vida feliz aqui e no Céu que o grande Menino veio anunciar com sua meiga e frágil presença na manjedoura de Belém.

A primeira vinda de Cristo mostra todo o amor de Deus por nós. Ninguém mais tem o direito de duvidar desse Amor. Ele deixou a glória do Céu, dignou-se assumir a nossa frágil humanidade, para nos levar de volta para o Céu; Ele aceitou viver a nossa vida, derramar as nossas lágrimas, comer nosso pão de cada dia… e, por amor puro a cada um de nós dar um mergulho nas sombras da morte para destruí-la.

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens” (Jo 1, 1s).

O amor de Deus não é o amor de novelas, com músicas românticas e palavras sensuais; é amor que se revela por fatos, atos, renúncia, sofrimento… É amor que gera a vida.

São João apresenta o Menino que vai chegar:

“A luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam… Ele era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam”.

Luz de Cristo resplandeceu nas trevas mas essas não a compreenderam; as trevas fogem da luz, tem medo dela, porque a luz revela o erro. Quem faz o mal, pratica o crime, busca a calada da noite para que a luz não o denuncie. Por isso Jesus foi logo perseguido pelo cruel tirano Herodes Magno.

Disse a Lumen Gentium que “só Jesus Cristo revela o homem ao próprio homem”; Ele é “a luz que ilumina todo homem que vem a este mundo”; é por isso que o Papa João Paulo II disse em sua primeira encíclica, Redemptor Hominis, que “o homem que não conhece Jesus Cristo permanece para si mesmo um desconhecido, um mistério inexplicável, um enigma insondável”.

Sem Jesus Cristo, o homem não sabe quem é, não sabe o que faz neste mundo, não sabe o sentido da vida, do sofrimento, da morte, da dor e das estrelas… é um coitado e um perdido como muitos filósofos ateus que se debateram em meio de suas trevas e acabaram arrastando muitos outros consigo para uma vida vazia e triste. Não foi à toa que muitos jovens suicidaram-se lendo o Werther de Goethe e a Comédia Humana de Balzac. Depois de ler A Nova Heloísa, de Jean Jacques Rousseau, uma jovem estourou os miolos em uma praça de Genebra e vários jovens se enforcaram em Moscou depois de lerem Os sete que se enforcaram, de Leonid Andreiv. Só Jesus Cristo “é a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo”. Um dia, Karl Wusmann, escritor francês, entre o revólver e o crucifixo, escolheu o crucifixo… e viveu (cf. J. Mohana, Sofrer e Amar).

“Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus”.

O Natal nos traz esta certeza e esta enorme alegria: somos filhos amados de Deus; que nos fez para Ele, por amor. Ele fez para nós as estrelas, o cosmos, as pedras , os rios, as montanhas, os animais, os peixes das águas e os pássaros do Céu, o doce fruto da terra, o perfume das flores, a harmonia das cores e o mar que murmura o Seu Nome a cantar…

Obrigado Senhor!

Por Prof. Felipe Aquino, em Cleofas – dezembro de 2013, via Aleteia

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Advento de conexões https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/advento-de-conexoes/ Wed, 13 Dec 2017 08:03:58 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50009 As preciosas quatro semanas que precedem a celebração do Natal, o Advento, têm na força da Palavra de Deus um convite a cada ser humano para se renovar. No Advento, ecoa forte a voz do profeta Isaías, que apresenta esse convite a partir de metáforas interpelantes. Conforme anuncia o profeta, o povo, ao afastar-se da luz de Deus-Pai, torna-se “pano sujo”, “folha seca”. Com isso, a humanidade sofre, convive com retrocessos e prejuízos. Assim, o Advento é uma “oportunidade de ouro” concedida por Deus para que a humanidade reflita sobre suas desconexões.

Na perspectiva espiritual, essas desconexões são os pecados. Já no que se refere ao exercício da cidadania, relacionam-se com as incivilidades, desrespeito ao bem comum, à verdade e à justiça social. Invariavelmente, quando o ser humano se desconecta da luz de Deus, perde a paz.  Para recuperá-la, cada pessoa deve engajar-se nas dinâmicas que façam nascer uma nova consciência moral, com incidência sobre a conduta individual, no poder público, nas instituições, nas famílias.

O Advento é oportunidade para se conectar novamente com a luz de Deus, inspirando cada pessoa a reconhecer que não basta buscar somente os “lugares confortáveis”, obter títulos, benesses e ganhos financeiros. O egoísmo incapacita as pessoas para estabelecerem conexões e as mantêm aprisionadas na faixa que gera desconexões. Essa inércia alimenta a corrupção, os desmandos, a indiferença, a mesquinhez, comprometendo a vida cidadã. O tratamento terapêutico e penitencial da atual condição humana, que compromete a paz, pede a reconfiguração das instituições e suas dinâmicas. Requer também investimentos na qualificação de processos socioculturais, educativos e da comunicação. É preciso, sobretudo, reconhecer a sacralidade das famílias. Para isso, cada pessoa precisa confrontar a própria consciência e se abrir ao Advento de conexões.

Urge, pois, uma reconfiguração nas mentalidades para alcançar as grandes mudanças que a sociedade demanda. Essas transformações significativas, quando ocorrem, são muito lentas, exatamente pela dificuldade individual em produzir e gerenciar as conexões imprescindíveis ao adequado exercício da cidadania. Desse modo, é indispensável sair da comodidade buscar a renovação pessoal necessária para assumir a responsabilidade na tarefa de transformar o mundo.

As desconexões que produzem “cegueira” diante dos graves problemas sociais geram situações que enfraquecem as instituições. Sabe-se amplamente da existência de processos e procedimentos que comprometem a saúde financeira, a lisura moral, o cumprimento de metas. Mais preocupante ainda é o vício de indivíduos em buscar apenas ganhos pessoais, em seguir as leis do carreirismo, querendo alcançar posições hierárquicas mais elevadas, a qualquer custo. Há ainda um desajuste na gestão das instituições. Por preferir não lidar com os que já se consolidaram em suas comodidades, esse tipo de gestão condena a instituição a transitar entre a mediocridade e a conivência. Essa incompetência humana para relacionar-se com o próximo e com a própria realidade é claro sinal da desconexão com Deus.

É lamentável quando um indivíduo tem sólida formação intelectual e técnica, mas mantém uma condição afetivo-espiritual acanhada. Inevitavelmente, essa pessoa produzirá desconexões em série. Ao contrário, as várias áreas do conhecimento – a exemplo da neurociência e dos estudos da psicogenética – devem servir para apontar caminhos que possam ajudar no processo de renovação pessoal, tão necessário para evitar que a sociedade seja marcada pela delinquência e mediocridade.

O cérebro humano tem um número de conexões sinápticas que, em quantidade, se assemelham às dimensões de uma galáxia. Cada pessoa guarda no coração sentimentos que definem modos de agir e de perceber o mundo.  Todos precisam reconhecer o próprio potencial para despertar e engajar-se em novos processos de qualificação humana e espiritual.  Se cada cidadão não abrir seus próprios olhos para as muitas desconexões, a humanidade ficará ainda mais semelhante a um “pano sujo” ou “folha seca”, bem diferente do plano de Deus. A mudança começa pelo humilde compromisso de bater no próprio peito, assumir responsabilidades, e exercitar a difícil tarefa de se observar.

Para ajudar cada pessoa a reconhecer-se como importante na transformação do mundo, a respeitar e a amar o seu semelhante, resgatando a dignidade humana, é que o Filho de Deus vem, nasce e entra na história, com o paradigma de sua encarnação: um broto de esperança para o mundo, Advento de conexões.

Por Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte (MG)

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Coleta da Campanha para a Evangelização acontece neste domingo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/coleta-da-campanha-para-a-evangelizacao-acontece-neste-domingo/ Tue, 12 Dec 2017 13:17:13 +0000 http://teste.toqueto.com/coleta-da-campanha-para-a-evangelizacao-acontece-neste-domingo.html No próximo domingo, 17, — o terceiro domingo do Advento — será realizada nas missas e celebrações em todas as paróquias, capelas ou instituições e templos católicos a coleta da Campanha para a Evangelização — “Evangeli.Já”.

Instituída em 1997, pelos bispos na Assembleia Geral da CNBB, e realizada pela primeira vez em 1998, a campanha tem o objetivo, segundo a CNBB, de favorecer a vivência do Advento e mobilizar a todos para uma Coleta Nacional. Este ano, a Campanha teve início no dia 26 de novembro durante a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo.

Com o slogan “Evangeli.Já”, o tema: “Cristãos leigos e leigas comprometidos com a Evangelização” e o lema “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14), em sintonia com o Ano Nacional do Laicato, a campanha exprime a urgência da evangelização e trabalha na mobilização dos católicos, a fim de que assumam a responsabilidade na sustentação das atividades pastorais da Igreja, como enfatiza a CNBB.

A distribuição dos recursos é feita da seguinte forma: 45% permanecem na própria diocese; 20% são encaminhados para os 18 regionais da CNBB; e os demais 35% para a CNBB Nacional.

Por Canção Nova, com Arquidiocese de Brasília

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Espírito de alegria https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/espirito-de-alegria/ Mon, 11 Dec 2017 15:29:29 +0000 http://teste.toqueto.com/espirito-de-alegria.html Apesar da miséria, da violência e das guerras no mundo, a pessoa não pode perder o bom humor e a alegria na vida. Não encarar os sofrimentos somente com tristeza, porque neles existem também vestígios de coisas boas. Numa dimensão de fé, temos a garantia de que Deus está presente em todos os momentos da caminhada do povo, para ajudá-lo na construção do reino da paz.

A alegria é consequência, quase que imediata, da prática da fraternidade, da justiça, do amor e da paz. Viver essas dimensões com autenticidade, com base no amor de Deus pela humanidade, é construir uma sociedade onde reina a confiança e a esperança de uma vida aberta para o Espírito de prazer verdadeiro. É como uma luz que brilha e abre caminhos para a realização de objetivos reais.

Duas figuras bíblicas aparecem nos relatos do Advento e do Natal: João Batista e Jesus Cristo. João, com palavras provocadoras, prepara a vinda de Jesus, fazendo a transição do Antigo para o Novo Testamento. Em seus anúncios, diz que veio testemunhar a chegada da luz. Essa luz era o Verbo, o Filho de Deus, que ia nascer. Ele veio despertar a fé nas pessoas para que acolhessem Jesus.

O nascimento de Jesus Cristo foi a realização de uma longa espera, sempre anunciada pelos profetas, e agora transformada em alegria, porque é a presença de Deus no meio do povo. O Papa Francisco tem falado ao mundo dessa alegria, que vem do encontro pessoal com Deus, através de Jesus Cristo. Não é uma alegria falsa, superficial, mas que muda o rumo da vida das pessoas.

João Batista, como ungido do Senhor, veio como portador da mensagem divina, para anunciar o tempo da graça de Deus, ou tempo de libertação. Sua intenção era abrir caminho para a chegada do Menino Deus no coração das pessoas. Essa via é obstruída pelas injustiças, maldades, violências, más condutas, como montanhas e vales nas estradas, que precisam ser acertadas.

Sentimos hoje quanta fragilidade existe no meio do povo. Quantos empecilhos para que Cristo nasça no coração das pessoas. Mas por fidelidade Deus nos convida à santidade, ao encontro pessoal com Ele. Ao falar do “espírito de alegria”, sentimos muita tristeza quando vemos pessoas passando necessidade do essencial para viver, com falta de saúde, educação, trabalho, moradia etc.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba (MG)

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Advento: tempo para reconhecer os vazios a ser preenchidos em nossa vida https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/advento-tempo-para-reconhecer-os-vazios-a-ser-preenchidos-em-nossa-vida/ Mon, 11 Dec 2017 08:02:18 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49956 Antes de rezar o Ângelus na manhã de ontem, o Papa Francisco explicou novamente o significado do Advento e afirmou que é um momento propício para mudar de comportamento.

“É um tempo para reconhecer os vazios a serem preenchidos em nossa vida, para aplainar as asperezas do orgulho e criar espaço para Jesus que vem”, afirmou.

O Santo Padre assinalou que, por exemplo, “um vazio em nossa vida pode ser porque não rezamos ou rezamos pouco”. “O Advento é o momento favorável para rezar com mais intensidade, para reservar à vida espiritual o lugar importante que lhe cabe”.

“Outro vazio pode ser a falta de caridade para com o próximo, sobretudo em relação às pessoas que precisam de ajuda não só material, mas também espiritual”, porque “somos chamados a prestar mais atenção às necessidades dos outros, estar mais próximos”.

Francisco mencionou o exemplo de João Batista e assegurou que “as montes e as colinas que devem ser rebaixados são o orgulho, a soberbia e a prepotência”, logo depois incentivou a assumir “comportamentos de mansidão e humildade, sem repreender, mas ouvir, falar com mansidão e assim preparar a vinda de nosso Salvador que é manso e humilde de coração”.

O Papa citou outro exemplo: “Quando esperamos em casa a visita de uma pessoa querida, organizamos tudo com carinho e felicidade. Devemos fazer o mesmo para a vinda do Senhor: esperá-lo a cada dia com solicitude, para ser preenchidos com a sua graça quando ele vier”.

“O Salvador que esperamos é capaz de transformar a nossa vida com a sua graça, com força do Espírito Santo, com a força do amor”, concluiu.

Por ACI Digital

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