ACN - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:06:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png ACN - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Fiéis se uniram em oração por cristãos perseguidos no mundo https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/fieis-se-uniram-em-oracao-por-cristaos-perseguidos-no-mundo/ Mon, 07 Aug 2017 09:03:40 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47692 Neste último domingo, 6, a Igreja Católica esteve unida em oração pelos cristãos perseguidos em todo o mundo. A iniciativa do Dia Internacional de Oração pelos Cristãos Perseguidos é promovida pela Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) e recebe o apoio da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e ainda participação de todas as paróquias do país.

A edição deste ano ampliou as intenções de oração realizadas nas edições anteriores, que estavam voltadas para os grupos perseguidos no Oriente Médio. De acordo com a ACN, a mudança ocorre porque em alguns países da África, por exemplo, morrem mais pessoas por serem cristãos do que em qualquer outro lugar do mundo.

“A Igreja é uma grande comunhão, nós até chamamos de comunhão dos santos aqueles que pertencem a Cristo, que foram revestidos de Cristo. E manifestarmos através da nossa oração essa comunhão, essa caridade, significa sermos cada vez mais Igreja”, motiva o bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner.

Pontuando a percepção de que a vivência da fé em determinados lugares do mundo presume o testemunho com o sangue, Dom Leonardo afirma que todos os cristãos participam do martírio e da perseguição: “Participarmos deste dia de oração pelos cristãos perseguidos é mostrarmos também a nossa fé comum em Cristo Jesus”.

Frutos da oração

O membro da ACN-Brasil Rodrigo Arantes conta que muitos frutos foram colhidos desde  a primeira edição do Dia de Oração e lembra que, a cada ano, a ACN traz uma personalidade de algum país onde os cristãos sofrem perseguição para dar seu testemunho no Brasil e de uma forma bem concreta na Assembleia Geral da CNBB. Neste ano, foi à Aparecida (SP) o bispo copta católico de Assiut, no Egito, dom Kyrillos Samaan, que falou aos bispos do Brasil sobre os cristãos perseguidos no seu país. “Dom Kyrillos ficou maravilhado ao saber como os cristãos brasileiros se dedicam a rezar pelos cristãos perseguidos do Egito e do mundo todo”, disse Rodrigo.

“É impressionante como, desde que esse Dia de Oração teve início com o apoio da CNBB, sinais de esperança têm aparecido: há alguns anos as estimativas é de que os cristãos no Iraque iriam desaparecer, hoje vemos a Planície de Nínive pacificada e os cristãos retornando e reconstruindo seus lares”, recorda, citando o local de onde foram expulsos mais de 100 mil cristãos na noite do dia 6 para o dia 7 de agosto de 2014 pelo Estado Islâmico.

Outra história “que não se explica sem considerar o poder da oração” foi o retorno de uma menina chamada Cristina que, com apenas 3 anos de idade, havia sido sequestrada pelos terroristas do EI no dia 6 de agosto de 2014 e foi devolvida à família sã e salva em junho 2017.

“Graças a essa iniciativa da ACN com o apoio da CNBB, os cristãos brasileiros não apenas passaram a saber o que acontece com aqueles que correm o risco de perderem suas vidas para viver sua fé como ainda podem rezar por eles e os encher de esperança por meio da oração”, afirma Rodrigo.

Para Dom Leonardo, o testemunho dos cristãos perseguidos no Oriente Médio, na África e na Ásia, por exemplo, “nos ajuda a viver uma fé transparente, mais límpida, que realmente mostre a eternidade já encarnada, o reino de Deus já presente neste mundo, mas que será também um reino definitivo”. Aos brasileiros, de acordo com o bispo fica a mensagem de testemunhar a fé onde se vive. “Nós também temos intempéries, dificuldades, nós do Brasil temos corrupção, às vezes nos deixamos envolver por determinados elementos de corrupção”. Mesmo assim, o exemplo é para “sermos esse testemunho transparente e livre do evangelho”.

Histórico

O Dia Internacional de Oração pelos Cristãos Perseguidos no Mundo ocorre anualmente no dia 6 de agosto em referência à mesma noite e madrugada de 7 de agosto de 2014, quando milhares de cristãos fugiram do norte do Iraque, expulsos pelos extremistas do grupo Estado Islâmico.

“Cerca de 100 mil cristãos, aterrorizados e em pânico, fugiram de suas casas sem nada, somente com as roupas do corpo, a pé, rumo às cidades curdas. Entre eles havia doentes, idosos, crianças e mulheres grávidas, precisando de água, comida, medicamentos e um lugar para ficar”, declarou na ocasião o patriarca Louis Raphael Sako, chefe da Igreja Católica Caldeia.

Assim que recebeu as primeiras informações na manhã do dia 7 de agosto, a ACN mobilizou os benfeitores e iniciou campanhas e projetos para socorrer materialmente e espiritualmente os perseguidos e refugiados. Desde então a Fundação Pontifícia realiza um dos maiores projetos de ajuda da sua história, direcionando esforços para alimento, abrigo e educação para os refugiados, ação que já resulta em mais de 2 mil projetos no Oriente Médio desde o início da crise.

Saiba mais

Segundo recente relatório da Catholic Near East Welfare Association (CNEWA) – agência criada pelo papa Paulo XI em 1926 para o apoio dos pobres – os cristãos médio-orientais que vivem entre Chipre, Egito, Iraque, Israel, Jordânia, Líbano, Cisjordânia, Gaza, Síria e Turquia são 14,5 milhões. O dado foi divulgado na primeira metade de 2017. Há sete anos, o número era de 200 mil pessoas a mais.

Por Canção Nova, com CNBB

]]>
47692
Igreja ajuda crianças a “reparar almas danificadas” pela guerra no Oriente Médio https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-ajuda-criancas-a-reparar-almas-danificadas-pela-guerra-no-oriente-medio/ Fri, 07 Jul 2017 09:05:27 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=47283 A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (ACN) financia vários cursos e acampamentos de verão entre junho e setembro para ajudar espiritualmente milhares de crianças e jovens de países como Iraque e Síria, que sofrem pelos estragos da guerra.

Em informação enviada ao Grupo ACI, a ACN indicou que há vários anos promove esta iniciativa em países como Israel, Palestina e Jordânia e que, nesta ocasião, decidiram implantar nas cidades de Aleppo, na Síria, e em Alqosh, no Iraque, porque essas regiões foram libertadas do controle dos terroristas há mais de seis meses.

A fundação pontifícia indicou que além de ajudar a reconstruir os lares dos cristãos nesses locais, também é necessário restaurar “as almas e o espírito das pessoas, sobretudo das crianças e dos jovens que sofreram tanto”.

Explicaram que os acampamentos de verão no Iraque buscam fazer com que os jovens provenientes das aldeias cristãs da Planície de Nínive superem o trauma gerado pela ocupação do Estado Islâmico (ISIS) durante mais de dois anos.

Os participantes foram separados por idade e são atendidos por um “pai espiritual” que os ajudará a fortalecer sua fé e esperança, pois a comunidade cristã nesse país sofre o risco de desaparecer, porque muitos dos fiéis fugiram do país ou foram assassinados pelos terroristas.

Os jovens também recebem apoio psicológico para que saibam como enfrentar os desafios que terão no futuro, como prosseguir com normalidade sua vida após a libertação do controle do ISIS.

Enquanto isso, em Aleppo, Síria, no convento de Nossa Senhora da Assunção são realizados cursos de cura têm doze sessões e acontecem uma vez por semana.

Nesses não participam apenas crianças e jovens, mas também as famílias, pois os cristãos dessa cidade sofreram durante quatro anos pela guerra ao viver sitiados, com fome e sem água nem luz.

No total, há mais de 960 participantes provenientes de todos os ritos e igrejas cristãs de Aleppo.

Outro país no qual acontece esta iniciativa é o Egito, onde atualmente os cristãos são vítimas dos ataques dos fundamentalistas islâmicos.

A fundação ACN indicou que o patriarcado católico copto organizou cinco acampamentos para grupos de até 95 jovens, nos quais será abordado o tema “Quem é Deus para nós”.

O responsável por este projeto no Egito, Pe. Hanni Bakhoum, comentou com a ACN que esta experiência não só beneficia os jovens como também suas famílias.

No Egito, a ACN também patrocina outro acampamento no qual são atendidos espiritualmente cerca de 70 crianças de 36 paróquias de diferentes regiões.

A fundação pontifícia indicou que essas crianças precisam de cuidados especiais e que sofrem o abandono e marginalização da sociedade e até mesmo de suas famílias.

Em outros países como Cazaquistão, Ucrânia, Geórgia, Armênia, Letônia, Estônia ou Lituânia, esses acampamentos de verão e cursos de formação contribuem para que as crianças e jovens que são órfãos, pobres, vivem em povoados afastados ou em áreas onde há graves problemas sociais, tenham a oportunidade de viver uma experiência enriquecedora.

Uma religiosa das Irmãs da Imaculada Conceição na Armênia, Ir. Arousiag, disse à ACN que muitas das crianças e jovens que participam “consideram esta atividade como a melhor coisa que acontece com eles no ano todo, às vezes em toda a sua vida”.

Por outro lado, ACN assinalou que esses projetos também podem dar frutos inesperados. Contaram o caso de uma jovem originário da Etiópia que participou de um acampamento de verão no sul de seu país e que voltou para casa com uma inquietude vocacional. Atualmente, é um religioso da Comunidade de São João.

Para este ano, a fundação pontifícia destinará 180 mil euros para realizar mais de 20 cursos e acampamentos de verão entre junho e setembro em vários desses países mencionados.

Por ACI Digital

]]>
47283