Abusos sexuais - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:09:39 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Abusos sexuais - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Papa encontra habitualmente vítimas de abusos, confirma Burke https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-encontra-habitualmente-vitimas-de-abusos-confirma-burke/ Fri, 16 Feb 2018 10:33:26 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50828 Várias vezes ao mês, o Papa Francisco encontra vítimas de abusos sexuais, seja individualmente, seja em grupo. A confirmação é do diretor de imprensa da Santa Sé, Greg Burke, e foi divulgada nesta quinta-feira, 15.

“Papa Francisco escuta as vítimas e procura ajudá-las a sanar as graves feridas causadas pelos abusos sofridos. Os encontros se desenvolvem na máxima reserva, no respeito das vítimas e de seus sofrimentos”, acrescentou Burke.

A declaração de Burke responde a perguntas de jornalistas referentes à notícia sobre trechos do diálogo do Papa com jesuítas em sua recente viagem ao Chile e Peru, antecipados à imprensa pela revista da congregação, a Civiltà Cattolica.

Na ocasião, o Papa conversou com os jesuítas sobre vários assuntos, entre eles a pedofilia. Francisco se disse envergonhado sobre escândalos sexuais por parte de sacerdotes e observou o que muitas pessoas dizem, que menos de dois por cento desses casos foram praticados por padres, mas fez uma ressalva: “se existisse apenas um já seria motivo de tristeza, porque Deus fez o sacerdote para santificar crianças e adultos”.

O Papa destacou que as vítimas precisam ser ouvidas, e foi então que revelou que se encontra às sextas-feiras com algumas delas, o que foi confirmado hoje pela sala de imprensa da Santa Sé.

Por Canção Nova, com Boletim da Santa Sé/Colaboração de Lizia Costa – Canção Nova Roma 

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Pe. Zollner: luta contra abusos será longa, mas está na direção certa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/pe-zollner-luta-contra-abusos-sera-longa-mas-esta-na-direcao-certa/ Tue, 07 Nov 2017 08:32:40 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49402 “As feridas espirituais causadas pelos abusos sexuais” é o título de um longo artigo do Padre jesuíta Hans Zollner, publicado na última edição da revista “Civiltà Cattolica”.

Nele, o Presidente do Centro para a Proteção de Menores da Pontifícia Universidade Gregoriana aprofunda o tema das terríveis consequências dos abusos contra menores, em particular, quando cometidos por sacerdotes e  religiosos.

“Se alguém é abusado pelo pai – observa o jesuíta alemão – existe sempre um outro a quem dirigir-se para pedir ajuda: Deus. Porém se é um sacerdote que comete o abuso”, “então a imagem de Deus fica obscurecida e pode-se cair em uma escuridão e em uma solidão abismal”.

Padre Zollner, que é membro da Comissão para a Proteção dos Menores instituída pelo Papa Francisco, concentra-se justamente na “perspectiva” e no “sofrimento” das vítimas dos abusos, sublinhando o trauma espiritual”, além do psíquico e físico, que é provocado quando o abusador é um representante da Igreja.

O sacerdote chama a atenção, então, para a “mentalidade de trincheira”que muitas vezes foi adotada pela Igreja, com a intenção de “resolver as coisas internamente, excluindo a dimensão pública, por temer pela própria reputação ou por aquela da própria Instituição”.

O resultado – adverte Padre Zollner – é que “se esquece quer o sofrimento das vítimas (que devem ser mantidas em silêncio), quer uma lei da mídia que afirma: “Cedo ou tarde as coisas vem à tona. Tome a iniciativa, reconheça o erro, desculpe-se honestamente e terás credibilidade”.

O artigo dedica um amplo espaço às “exigências” e “aos esforços” que hoje os católicos devem enfrentar em relação a este tema que – observa o jesuíta – pede um renovado compromisso e até mesmo de “rever o nosso modo de ser Igreja”.

“O Papa Bento XVI – ressalta Padre Zollner – que com coerência tomou providências contra os autores de abusos, mesmo em altos escalões, com a sua renúncia deu um excelente exemplo de como é possível administrar o poder (na Igreja)”.

O Papa Francisco, por sua vez, “não se cansa de estigmatizar as doenças do clericalismo e de uma vida cômoda, e de pregar um retorno à simplicidade e a urgência do Evangelho”.

“A luta contra os abusos – escreve ainda o Padre Zollner – terá ainda uma longa duração, sendo necessário por isto dizer adeus à ilusão, de que a simples introdução de regras ou de linhas guias, seja a solução para isto”. Esta – adverte – “implica uma conversão radical e uma atitude decidida para fazer justiça às vítimas e para a prevenção total”.

Certo – admite – “ninguém é capaz de derrotar definitivamente o mal, nem mesmo o de abusos contra os menores – o que seria uma presunção fatal – mas se pode fazer muito para reduzir o máximo possível o risco e aumentar a prevenção”.

Para o jesuíta, “hoje na Igreja  universal o ponteiro da balança tende, lentamente mas com decisão, para a direção correta”.

O Papa Francisco – conclui Padre Zollner – continuou e fortaleceu a linha de seu predecessor, sobretudo com a instituição da Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores. Ele criou assim, a nível de Igreja universal, as condições estruturais e materiais para poder acelerar com eficiência a tutela da infância em toda a Igreja Católica”. 

Por Rádio Vaticano

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Em livro-entrevista, sociólogo francês traça perfil inédito do Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/em-livro-entrevista-sociologo-frances-traca-perfil-inedito-do-papa/ Mon, 04 Sep 2017 11:23:13 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48251 O sociólogo francês Dominique Wolton lançará um livro nesta quarta-feira, 6, cujo personagem principal é o Papa Francisco. No livro-entrevista, batizado “Papa Francisco: Encontros com Dominique Wolton, Política e Sociedade”, o Santo Padre discute temas como o aborto, casamento, abusos sexuais, migrações ou a influência das mulheres em sua vida.

Alguns trechos do livro, que foi composto ao longo de dois anos, foram publicados pelo jornal francês Le Figaro.

Com relação ao aborto, o Papa reforça que se trata de um pecado grave e que deve levar as pessoas a procurar pelo perdão.

Quanto ao casamento, Francisco afirma se tratar da união entre um homem e uma mulher apenas, e que a união entre pessoas do mesmo sexo sejam reconhecidas como “uniões civis”.

“Não brinquemos com a verdade”, advertiu o Papa com relação à ideologia de gêneros.

Com relação aos refugiados e migrantes, Francisco os compara a Jesus Cristo, que também fora perseguido, segundo relatos da Bíblia.

No livro, o Papa ainda se lembra de quando o Velho Continente explorou locais como a África, por exemplo, deixando-os à mercê de guerras e muitas pessoas sem trabalho. A este respeito, o Papa rejeita a expressão “guerra justa”, por considerar que a única solução justa é a paz.

Quando se trata dos abusos sexuais contra menores perpetrados pelo clero, o Papa é categórico em seu discurso: o padre abusador “está doente”. Francisco ainda tece elogios ao pontificado de Bento XVI, que teve coragem de “enfrentar o problema”.

Outro assunto tratado no livro é a influência das mulheres na vida do Santo Padre, desde sua avó até “pequenos namoros” que tivera em sua vida, bem como consultas a um psicoterapeuta entre 1978 e 1979, quando o então padre Jorge Mario Bergoglio tinha 42 anos. “Ela era muito boa, muito profissional e me ajudou muito”, revelou.

Com relação à sua formação política, Francisco revela que uma mulher foi a responsável por moldar suas visões e pensamentos políticos. “Foi uma mulher que me ensinou a pensar sobre a realidade política. E ela era comunista”, contou o Papa. A mulher atendia por Esther Balestrino de Careaga e “foi morta durante a ditadura quando foi capturada com duas freiras francesas”, reitera. 

“Ela era química, responsável pelo departamento em que trabalhava, no laboratório”, continua o Santo Padre. “Era uma comunista do Paraguai, do partido chamado Febrerista. Lembro que ela me fez ler a condenação de morte de Rosenberg! Me fez entender o que havia por trás daquela condenação. Me deu livros, todos comunistas, mas me ensinou na verdade a pensar sobre a política. Devo muito àquela mulher”, acrescentou.

Em outro trecho da obra, o Papa fala das críticas que recebe por tentar tornar a Igreja mais aberta e sonhar com uma sociedade mais equânime. “Uma vez, me falaram ‘você é comunista’. Não, os comunistas são os cristãos e foram os outros que roubaram a nossa bandeira”, disse ao escritor francês.

Francisco lamenta ainda a “rigidez” de alguns membros da Igreja, em particular aos que centram o discurso em questões de moralidade sexual, esquecendo questões sociais. Fala também numa “tentação” de uniformizar regras para situações diferentes e dá como exemplo o tema das famílias em dificuldade, abordado na sua exortação apostólica pós-sinodal ‘Amoris Laetitia’.

O pontífice sublinha que o discurso da proibição, do “não, não, não” é o mesmo que se encontra nos diálogos de Jesus com os fariseus, nos Evangelhos, deixando votos de que seja possível “ver mais além”.

Por Canção Nova, com Agências

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Papa: "Perdão às vítimas e severidade com quem comete abusos sexuais" https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-perdao-as-vitimas-e-severidade-com-quem-comete-abusos-sexuais/ Tue, 14 Feb 2017 10:27:24 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44447 “Como pode um padre que serve Cristo e sua Igreja causar tanto mal? Como pode ter consagrado sua vida para conduzir as crianças a Deus e terminar por devorá-las num ‘sacrifício diabólico’ que destrói seja sua vítima como a vida da Igreja?”: é o que questiona o Papa Francisco no prefácio do livro “Perdoo-lhe, padre”, escrito por Daniel Pittet, ex-sacerdote que quando jovem, foi vítima de abusos sexuais de um padre.

“Algumas vítimas – prossegue Francisco – chegaram ao suicídio. Estes mortos pesam no meu coração, na minha consciência e na consciência de toda a Igreja. Às suas famílias, apresento meus sentimentos de amor e de dor e peço humildemente perdão. Para quem foi vítima de um pedófilo, é difícil contar o que sofreu e descrever os traumas ainda presentes, mesmo depois de tantos anos”.

“Por isso, o testemunho de Daniel Pittet é necessário, precioso e corajoso”, escreve ainda o Papa, revelando: “Conheci Daniel no Vaticano em 2015; ele queria divulgar um livro intitulado “Amar é dar tudo”, uma coletânea de testemunhos de religiosos e religiosas, padres e consagrados. Eu nem podia imaginar que aquele homem entusiasta e apaixonado por Cristo fosse uma vítima de abusos de um padre; mas foi o que ele me contou; e seu sofrimento me tocou muito”.

“Notei mais uma vez – confessa ainda Francisco – os efeitos assustadores causados pelos abusos sexuais e o longo e doloroso caminho que quem os sofre deve percorrer. Fico feliz que outras pessoas possam hoje ler o seu testemunho e descobrir até que ponto o mal pode entrar no coração de um servidor da Igreja”.

Daniel Pittet, ex-sacerdote suíço, casado e com seis filhos, foi recebido pelo Papa em 2015 e lhe contou a sua história.

No prefácio, Francisco a define “uma monstruosidade absoluta, um horrendo pecado, radicalmente contrário a tudo o que Cristo nos ensina. Nossa Igreja, como recordei na carta apostólica “Como uma mãe amorosa”, de junho de 2016, deve cuidar e proteger os mais frágeis e indefesos com carinho especial. Declaramos – acrescenta o Papa – que o nosso dever é dar prova de severidade extrema com os sacerdotes que traem sua missão e com a jerarquia, bispos e cardeais que os protegem, como já aconteceu no passado”.

Em relação ao testemunho do ex-sacerdote, para Francisco, tem um valor enorme: “Em meio à desgraça, Daniel Pittet pôde encontrar também uma outra face da Igreja e isto não o deixou perder a esperança nos homens e em Deus. Decidiu encontrar o padre abusador 44 anos mais tarde e ver nos olhos o homem que feriu profundamente a sua alma. Estendeu-lhe a mão. O menino ferido é hoje um homem em pé, frágil, mas em pé”.

Por Rádio Vaticano

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"Não tomo tranquilizantes", diz Papa em entrevista https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/nao-tomo-tranquilizantes-diz-papa-em-entrevista/ Thu, 09 Feb 2017 13:35:25 +0000 http://teste.toqueto.com/nao-tomo-tranquilizantes-diz-papa-em-entrevista.html “Não, eu não tomo comprimidos tranquilizantes! Os italianos dão um bom conselho: para viver em paz é necessária uma saudável indiferença. Em Buenos Aires eu era mais ansioso, admito”. Foi o que disse o Papa Francisco em uma entrevista a “Civiltà Cattolica”, da qual foram antecipadas algumas passagens pelo jornal italiano ‘Corriere della Sera’.

O Pontífice, entrevistado pelo Diretor da revista, Padre Antonio Spadaro, que comemora nesta quinta-feira, 9, a edição de número 4.000, diz que desde que foi eleito teve “uma experiência muito especial de profunda paz. E não me deixa mais. Eu vivo em paz. Eu não sei explicar”.

Há corrupção no Vaticano

E depois: “nas Congregações Gerais se falava dos problemas do Vaticano, se falava de reformas. Todo mundo queria. Há corrupção no Vaticano. Mas eu estou em paz. Se há um problema, eu escrevo um bilhete para São José e o coloco sob uma estátua que eu tenho no meu quarto. É a estátua de São José que dorme. E agora ele dorme sob um colchão de bilhetes! Por isso, eu durmo bem: é uma graça de Deus. Durmo sempre seis horas. E rezo”.

Nossa Senhora não é um Correio

Falando sobre Nossa Senhora disse: “Não, Nossa Senhora não é um Correio que todos os dias envia uma carta diferente, dizendo: ‘Meus filhos, façam isso e, em seguida, no dia seguinte diz falam isso aqui’. Não, não é isso. A verdadeira Nossa Senhora é aquela que gera Jesus em nossos corações, e que é Mãe. Esta moda de Nossa Senhora Superstar, como uma protagonista que se coloca no centro, não “Católica”. Certamente uma referência a tantas notícias de aparições de Nossa Senhora.

JMJ no Panamá

Na entrevista o Papa fala da JMJ no Panamá. “Os temas marianos para as próximas três Jornadas Mundiais não fui eu quem os escolhi! Da América Latina eles pediram este: uma presença mariana. É verdade que a América Latina é muito mariana, e me pareceu uma coisa muito boa. Eu não tive outras propostas, e fiquei contente com esse pedido’. Mas a verdadeira Nossa Senhora!”.

“O Senhor quer tanto que os religiosos sejam pobres”

Falando dos religiosos Francisco disse: “O Senhor quer tanto que os religiosos sejam pobres. Quando eles não são, o Senhor envia um ecônomo que leva o Instituto a falência!”. “Às vezes Congregações Religiosas são acompanhadas por um administrador considerado “amigo” que depois lhes faz falir. No entanto, o critério fundamental para um ecônomo é de não ser pessoalmente ligado ao dinheiro”.

Abusos sexuais

Outro tema relevante na entrevista é o dos abusos sexuais. “Parece que de 4 pessoas que abusam, 2 foram abusadas. Se semeia o abuso no futuro: é devastador”, disse o Papa Francisco.

“Se estão envolvidos sacerdotes ou religiosos, é claro que está em ação a presença do diabo que arruína o trabalho de Jesus através daquele que devia anunciar Jesus. Mas vamos ser claro: isto é uma doença. Se não estamos convencidos de que esta é uma doença, não poderemos resolver  bem o problema. Portanto, atenção ao receber em formação candidatos à vida religiosa sem ter conhecimento da sua adequada maturidade afetiva.  Por exemplo: jamais receber na vida religiosa ou em uma diocese candidatos que tenham sido rejeitados por outro seminário ou outro Instituto sem pedir informações muito claras e detalhadas sobre a motivação da rejeição”.

Por Rádio Vaticano

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