Abraão - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:08:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png Abraão - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 “O Senhor não se esquece de nós e nos ama com amor visceral”, afirma Papa https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/o-senhor-nao-se-esquece-de-nos-e-nos-ama-com-amor-visceral-afirma-papa/ Thu, 22 Mar 2018 14:27:25 +0000 http://teste.toqueto.com/o-senhor-nao-se-esquece-de-nos-e-nos-ama-com-amor-visceral-afirma-papa.html A homilia do Papa Francisco durante a Santa Missa celebrada na Capela da Casa Santa Marta foi inspirada no Salmo responsorial e na Primeira Leitura propostas pela liturgia do dia. Elas são tiradas do Livro do Gênesis, quando é narrado o episódio da aliança que Deus fez com Abraão.

Ali compreende-se que o Senhor é fiel e jamais se esquece de nós. Uma aliança que se prolongará na história do povo, não obstante os pecados e a idolatria dos homens.

Isso nos leva a exultar na esperança, mostra o Papa em sua reflexão.

Um amor de pai e mãe

Para Francisco, Deus tem um amor entranhado, um “amor visceral” que não esquece:

“Este é o amor de Deus, como o de uma mãe. Deus não se esquece de nós. Nunca. Não pode, é fiel à Sua aliança. Isso nos dá segurança. De nós podemos dizer: “Mas a minha vida é tão ruim… Tenho esta dificuldade, sou um pecador, uma pecadora…” 

Ele não se esquece de você, porque tem este amor visceral, e é pai e mãe.

Amor fiel que alegra

A fidelidade que Deus tem para com os homens, não se esquecendo nunca da aliança, conduz à alegria, destacou Francisco.

Ele afirmou que, assim como para Abraão, a nossa alegria é exultar na esperança, porque “cada um de nós sabe que não é fiel”, mas Deus sim: o Senhor é fiel.

Sacramento da Penitência: abraço de Deus

Em meio às suas palavras, o Papa quis relembrar algo muito importante e alentador, cheio de esperança:

“O Deus fiel não pode renegar a si mesmo, não pode nos renegar, não pode renegar o seu amor, não pode renegar o seu povo, não pode renegar porque nos ama. Esta é a fidelidade de Deus. Quando nos aproximamos do sacramento da penitência, por favor: não pensar que vamos à lavanderia para tirar as sujeiras. Não. Vamos para receber um abraço de amor deste Deus fiel que nos espera sempre. Sempre.”

Exulta na esperança: o Senhor te ama

Para concluir, Francisco voltou ao tema central da homilia exortando a exultarmos na Esperança pois, “o Senhor nos ama como Pai e como Mãe”:

“Ele é fiel, ele me conhece, me ama, jamais me deixará só. Ele me leva pela mão. Que mais posso querer? Que mais? Que devo fazer? Exulta na esperança, porque o Senhor ama você como pai e como mãe”, conclui o Santo Padre. (JSG)

Por Gaudium Press, com Vatican News

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Aprendizado no ouvir https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/aprendizado-no-ouvir/ Wed, 21 Feb 2018 10:27:53 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=50884 A capacidade do silêncio é uma virtude importante, mas nos tempos atuais de muito barulho, sua prática é um desafio para as novas gerações. Falamos mais do que ouvimos, ou não queremos ouvir porque o barulho não dá trégua. Mas ouvir a voz de Deus é primordial e um verdadeiro aprendizado, porque provoca capacidade para também ouvir a voz das pessoas que nos cercam.

Diante da voz de Deus, Abraão responde: “Eis-me aqui” (Gn 1,1). A voz sempre produz barulho, mas supõe também ressonância, resposta, inquietude e aprendizado. Ela deve provocar encontro e diálogo, mas com objetivos evidentes na construção de algum interesse, para o bem ou para o mal. Deus chamava Abraão para ser pai de um grande povo e ser modelo de fé para seus descendentes.

No diálogo as pessoas precisam entender o verdadeiro e rico sentido da vida, como também o caminho por onde passar para defender sua dignidade. Ser agente da morte é transformar a voz em ruído, mudar sua finalidade e harmonia de aprendizado. Pela voz podemos maquinar situações de destruição. Significa que estamos numa cultura de muitos ruídos transformando a vida em morte.

A Quaresma é tempo de ouvir e ficar atento à voz do Senhor e das pessoas, porque ninguém é uma ilha isolada do mundo. A pessoa humana é ser de relações, de convivência e de laços fraternais, onde a palavra deve ser dita e ouvida, possibilitando encontros no diálogo. É dentro desse contexto dialogal que construímos práticas verdadeiramente humanas e cristãs.

Não podemos simplesmente confundir as vozes e os ruídos que nos chegam da nova cultura. É fundamental levar em conta a Palavra de Deus, porque ela não é neutra, mas tem uma claridade passível de reflexão e ajeitamento na vida de cada pessoa. Se ouvirmos apenas a nossa voz, ficando somente na zona de conforto, e a de Deus, que nos compromete, desaparece de nossa mente.

Todo tempo da Quaresma sugere reflexão, isto é, audição dos textos bíblicos para transformar a vida dos cristãos. Deus vai manifestando seu amor incondicional pela humanidade, mostrando a doação dolorosa de seu Filho Jesus Cristo num caminho de entrega e de sofrimento, culminando com sua morte na cruz. É caminho de aprendizado, que desperta as pessoas para o sentido da Paixão.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba (MG)

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Papa Francisco propõe a todos tarefa para conhecer a fidelidade de Deus https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-propoe-a-todos-tarefa-para-conhecer-a-fidelidade-de-deus/ Thu, 06 Apr 2017 13:25:33 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-propoe-a-todos-tarefa-para-conhecer-a-fidelidade-de-deus.html O Papa Francisco falou em sua homilia na manhã de hoje sobre a aliança de Deus com Abraão: recordou que a sua vida é a história de cada homem e propôs uma tarefa para todos os fiéis.

“Eu convido vocês a tirarem, hoje, cinco minutos, dez minutos, sentados, sem rádio, sem televisão; sentados, e pensar sobre a própria história: as bênçãos e dificuldades, tudo. As graças e os pecados: tudo. E olhar ali a fidelidade daquele Deus que permaneceu fiel à sua aliança e se manteve fiel à promessa que fizera a Abraão, permaneceu fiel à salvação que prometera em Seu Filho Jesus”.

Em sua homilia, o Pontífice comentou as leituras do dia e recordou que Abraão havia perdido a esperança em ter filhos devido à sua idade e porque a sua esposa era estéril. “Quem quisesse descrever a vida de Abraão, poderia dizer: ‘É um sonhador’”.

“Colocado à prova depois de ter o filho, lhe é pedido que o ofereça em sacrifício: obedeceu e foi adiante, contra qualquer esperança. E este é o nosso pai Abraão, que vai avante, avante, e quando viu Jesus, ficou cheio de alegria. Sim: a alegria de ver que Deus não o havia enganado, que Deus é sempre fiel à sua aliança”.

A promessa de Deus consistia em fazê-lo “pai de uma multidão de nações”. “Não te chamarás Abrão, mas o teu nome será Abraão”, e hoje, “nós podemos dizer: Eu sou uma daquelas estrelas. Eu sou um grão de areia”.

Então, Francisco convidou a olhar para “as nossas raízes”, “nosso pai”, que “nos fez povo, o céu cheio de estrelas, praias cheias de grãos de areia”.

“Olhar para a história: eu não estou sozinho, eu sou um povo. Vamos juntos. A Igreja é um povo. Mas um povo sonhado por Deus, um povo que deu um pai sobre a terra que obedeceu, e temos um irmão que deu sua vida por nós, para nos tornar um povo. E assim podemos olhar para o Pai, agradecer; olhar para Jesus, agradecer; e olhar para Abraão e para nós, que somos parte do caminho”.

Ao concluir, o Pontífice disse: “Estou certo de que entre as coisas talvez ruins – porque todos nós temos, tantas coisas ruins, na vida –, se hoje fizermos isso, vamos descobrir a beleza do amor de Deus, a beleza de Sua misericórdia, a beleza da esperança. E tenho certeza que todos nós estaremos cheios de alegria”.

Por ACI Digital

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Papa Francisco convida a crer em Deus para sair do desespero e da morte https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-convida-a-crer-em-deus-para-sair-do-desespero-e-da-morte/ Wed, 29 Mar 2017 13:08:24 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-convida-a-crer-em-deus-para-sair-do-desespero-e-da-morte.html Na catequese desta quarta-feira na Audiência Geral, o Papa Francisco recordou a figura de Abraão, “Pai da fé”, que acreditou contra toda esperança, confiou e descobriu que Deus faz sair do desespero.

Abraão também “é pai na esperança e isso porque em sua vida já podemos acolher o anúncio da ressurreição, da vida nova que vence o mal e a própria morte”.

“O Deus que se revela a Abraão é o Deus que salva, o Deus que faz sair do desespero e da morte, o Deus que chama à vida. Na história de Abraão, tudo se torna um hino ao Deus que liberta e regenera, tudo se torna profecia”.

O Papa comentou a carta de São Paulo aos Romanos, que diz que Abraão, “acreditou, sólido na esperança, contra toda esperança”, dado que Deus lhe tinha prometido descendência embora fosse idoso e sua mulher estéril. “Neste ponto, Paulo nos ajuda a compreender a relação muito estreita entre a fé e a esperança”, acrescentou.

“Nossa esperança não se apoia sobre raciocínios, previsões e garantias humanas, se manifesta lá onde não há mais esperança, onde não há nada mais a esperar, precisamente como ocorreu com Abraão, diante da sua morte iminente e da esterilidade da sua mulher Sara”.

Francisco assegurou que “a grande esperança está enraizada na fé e precisamente por isso é capaz de ir além de qualquer esperança. Sim, porque não se baseia em nossa palavra, mas na Palavra de Deus”,

“Neste sentido somos chamados a seguir o exemplo de Abraão, o qual mesmo diante da evidência de uma realidade que parece voltada à morte, confia em Deus”.

“Este é o paradoxo e, ao mesmo tempo, o elemento mais forte, mais elevado, da nossa esperança! Uma esperança baseada em uma promessa que do ponto de vista humano parece incerta e imprevisível, mas que se manifesta até mesmo diante da morte, quando quem a promete é o Deus da Ressurreição e da vida”.

O Santo Padre concluiu pedindo a Deus “a graça de permanecer firmes não tanto em nossas seguranças, em nossas capacidades, mas na esperança que brota da promessa de Deus, como verdadeiros filhos de Abraão”. Assim, “nossa vida terá uma nova luz, na certeza de que Aquele que ressuscitou o seu Filho ressuscitará a nós também, tornando-nos uma só coisa com Ele, junto de todos os nossos irmãos na fé”.

Por ACI Digital

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Subir a montanha https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/subir-a-montanha/ Thu, 09 Mar 2017 08:48:12 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=44785 Abraão foi obediente a Deus e saiu de sua terra para ir a um lugar novo e distante. Desinstalou-se para cumprir missão importante, não só para estar em nova terra, mas para aí começar a instituir um novo povo, do qual nasceria o Salvador (Cf. Gênesis 12,11-4). Todo ser humano recebe também a missão divina de utilizar sua caminhada para fazer de seu contexto ambiental a produção de vida de sentido. Para isso, toda pessoa é instada a se desinstalar de seu egocentrismo para sair em busca de boa convivência com o semelhante e a natureza. Assim vai criar ambiente de promoção do bem de todos, respeitando os valores dos mesmos, até à custa de dar de si pelo bem comum.

A caminhada existencial é como um subir a montanha de um ideal de uso e conquista de valores que dignificam o ser de cada um. Vislumbra-se, então, uma meta a ser conquistada. Marcam-se os passos com o bem produzido, como o cuidado com a natureza e o cultivo das virtudes humanas.

Jesus convidou três discípulos para subirem a montanha com Ele. Aí se transfigurou, deixando-os perplexos, por verem o esplendor do Mestre, bem como Moisés e Elias falando com Ele (Cf. Mateus 17,1-9). A importância de fazer da vida uma subida da montanha com Cristo é focalizada na quaresma, em que nos preparamos para celebrar também a subida da sepultura de Cristo, que ressuscitou dos mortos. A Páscoa de Jesus é vivenciada em nosso batismo, quando subimos do mergulho da água para termos a vida nova do amor ou da graça de Deus. Na celebração da Eucaristia, fazemos justamente a revivescência da ressurreição de Cristo, aplicando para nós, aqui e agora, o que Ele fez na cruz e no voltar à vida, salvando-nos. Mas, de nossa parte, é preciso aceitar o desafio de querer também fazer o mesmo processo em nós, mesmo tendo que experimentar a cruz, o sacrifício e a renúncia ao egoísmo. Subimos a montanha que nos dá o esplendor da vida nova de ressuscitados com e como o Cristo.

A quaresma nos propicia a aceitar o desafio de Jesus, o de irmos com Ele para a conquista do ideal de vida de sentido. Assim, usamos de todo o nosso potencial para promovermos a vida do planeta, como imagem e semelhança de Deus, que cria e promove a vida para tudo e para todos. Saindo de nosso egoísmo subimos ao patamar do amor de Deus para o levarmos ao semelhante, na vida familiar harmoniosa e na convivência social.  Colaboramos com a promoção da vida e dignidade de todos, na cooperação com a política de real serviço ao bem comum.

Na prática do Evangelho somos estimulados a sair de nós mesmos, como diz o Papa Francisco, para sermos pessoas e Igreja “em saída” e vivermos como missionários que levam a Boa-nova de Jesus aos outros e promovem a vida plena para todos!

Por Dom José Alberto Moura – Arcebispo Metropolitano de Montes Claros, MG

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