300 anos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br Site oficial da Diocese de Uruaçu - GO Sat, 28 Sep 2024 04:04:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://old.diocesedeuruacu.com.br/wp-content/uploads/2018/12/cropped-favicon-32x32.png 300 anos - Diocese de Uruaçu https://old.diocesedeuruacu.com.br 32 32 170539269 Brasil precisa que os seus padres sejam sinal de esperança https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/brasil-precisa-que-os-seus-padres-sejam-sinal-de-esperanca/ Mon, 23 Oct 2017 11:03:48 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=49122 O Papa Francisco recebeu em audiência, neste sábado (21/10), na Sala do Consistório, no Vaticano, a comunidade do Pontifício Colégio Pio Brasileiro de Roma, por ocasião dos trezentos anos do aparecimento da imagem de Nossa Senhora Aparecida no Rio Paraíba.

O Pontífice agradeceu as palavras do Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Sérgio da Rocha, em nome de toda a comunidade do Colégio Pio Brasileiro, das religiosas e funcionários que ali trabalham para fazer dessa estrutura “um pedacinho do Brasil em Roma”.

“Como é importante sentir-se num ambiente acolhedor, quando estamos longe e com saudades da nossa terra! Isso ajuda a superar as dificuldades para adaptar-se a uma realidade onde a atividade pastoral não é mais o centro do dia-a-dia. Vocês já não são mais párocos ou vigários, mas padres estudantes. E, essa nova condição pode trazer o perigo de gerar um desiquilíbrio entre os quatro pilares que sustentam a vida de um presbítero: a dimensão espiritual, a dimensão acadêmica, a dimensão humana e a dimensão pastoral.”

“Evidentemente, neste período concreto da vida de vocês, a dimensão acadêmica vem acentuada. Contudo, isso não pode significar um descuido das outras dimensões”, frisou ainda o Papa. “É preciso cuidar da vida espiritual: a Missa diária, a oração quotidiana, a lectio divina, a oração pessoal com o Senhor, a recitação do terço. Também a dimensão pastoral deve ser cuidada: na medida do possível, é saudável e recomendável desenvolver algum tipo de atividade apostólica. Pensando na dimensão humana, é preciso, acima de tudo, evitar que, diante de um certo vazio ligado à solidão, por não ter mais a consolação do povo de Deus, como quando estavam nas suas dioceses, acabe-se perdendo a perspectiva eclesial e missionária dos estudos.”

Segundo Francisco, “isso abre a porta para algumas “doenças” que podem afetar o sacerdote estudante, como por exemplo o “academicismo” e a tentação de fazer dos estudos um mero meio de engrandecimento pessoal. Em ambos os casos acaba-se por sufocar a fé que temos a missão de guardar, como pedia São Paulo à Timóteo: «Guarda o depósito que lhe foi confiado. Evita as conversas frívolas de coisas vãs e as contradições da falsa ciência. Alguns por segui-las, se transviaram da fé» (1Tm 6, 20-21). Por favor, não se esqueçam que antes de serem mestres e doutores, vocês são e devem permanecer padres, pastores do povo de Deus!”

E o Papa fez a seguinte pergunta: “mas como manter o equilíbrio entre esses quatro pilares fundamentais da vida sacerdotal? Eu diria que o remédio mais eficaz contra esse perigo é o da fraternidade sacerdotal”. Então, falando de improviso, acrescentou: 

Isto não estava escrito, mas me veio de dizer agora, porque Paulo (na passagem recém citada) falou das “conversas frívolas”: o que mais destrói a fraternidade sacerdotal são os mexericos. O mexerico é um “ato terrorista”, porque tu, com o mexerico colocas uma bomba, destrói o outro e vai embora tranquilo” Por isto, é necessário custodiar a fraternidade sacerdotal. Por favor, nada de fofocas. Seria bonito colocar um aviso na entrada: “Nada de fofocas”. Aqui (no Palácio Apostólico), tem a imagem de Nossa Senhora do Silêncio, no elevador do andar térreo; a Nossa Senhora que diz “Nada de fofocas”. Esta é a mensagem para a Cúria. Vocês podem fazer algo do gênero para vocês (risos).

Na verdade, a nova Ratio Fundamentalis para a formação sacerdotal, ao tratar do tema da formação permanente, afirma que «o primeiro âmbito em que se desenvolve a formação permanente é a fraternidade presbiteral» (n. 82). Essa é, portanto, como que o eixo da formação permanente. Isso se fundamenta no fato de que, pela Ordenação sacerdotal, participamos do único sacerdócio de Cristo e formamos uma verdadeira família. A graça do sacramento assume e eleva as nossas relações humanas, psicológicas e afetivas e «se revela e concretiza nas mais variadas formas de ajuda recíproca, não só espirituais mas também materiais» (João Paulo II, Pastores dabo vobis, 74).”

“Na prática, isso significa saber que o primeiro objeto da nossa caridade pastoral deve ser o nosso irmão no sacerdócio: «carreguem – nos exorta o Apóstolo – os fardos, uns dos outros; e assim vocês estarão cumprindo a lei de Cristo » (Gal 6,2). Rezar juntos, compartilhar as alegrias e desafios da vida acadêmica. Ajudar aqueles que sofrem mais com a saudade. Sair juntos para passear. Viver como família, como irmãos, sem deixar ninguém de lado, sobretudo aqueles que passam por alguma crise ou, quem sabe, têm comportamentos repreensíveis, pois «a fraternidade presbiteral não exclui ninguém» (Pastores dabo vobis, 74).”

“Queridos sacerdotes, o povo de Deus gosta e precisa ver que seus padres se amam e vivem como irmãos, ainda mais pensando no Brasil e nos desafios tanto de âmbito religioso quanto social que lhes esperam ao retorno. De fato, neste momento difícil da sua história, em que tantas pessoas parecem ter perdido a esperança num futuro melhor diante dos enormes problemas sociais e da escandalosa corrupção, o Brasil precisa que os seus padres sejam um sinal de esperança. Os brasileiros precisam ver um clero unido, fraterno e solidário, em que os sacerdotes enfrentam juntos os obstáculos, sem deixar-se levar pela tentação do protagonismo ou do carreirismo. Tenho a certeza de que o Brasil vai superar a sua crise, e confio que vocês serão protagonistas desta superação.”

“Para isso, contem sempre com uma ajuda particular: a ajuda de Nossa Mãe do Céu, a quem vocês brasileiros chamam de Nossa Senhora Aparecida. Vem a minha mente as palavras daquele canto com o qual vocês a saúdam: «Virgem santa, Virgem bela; Mãe amável, mãe querida; Amparai-nos, socorrei-nos; Ó Senhora Aparecida». Que essas palavras se confirmem na vida de cada um de vocês. Possa a Virgem Maria, amparando e socorrendo, ajudá-los a viver a fraternidade presbiteral, fazendo com que o período de estudos em Roma tenha muitos frutos, para além do título acadêmico.”

“Que Ela, Rainha do Colégio Pio Brasileiro, ajude a fazer desta comunidade uma escola de fraternidade, transformando cada um de vocês em um fermento de unidade para as suas Dioceses, pois a “diocesanidade” do sacerdote secular se alimenta diretamente da experiência da fraternidade entre os presbíteros. E, para confirmar esses votos, concedo de coração à direção, alunos, religiosas e aos funcionários juntamente com suas famílias, a Bênção Apostólica, pedindo também que, por favor, não deixem de rezar por mim. Obrigado.”

Por Rádio Vaticano

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Nossa Senhora Aparecida conduz o povo a Cristo https://old.diocesedeuruacu.com.br/artigos/nossa-senhora-aparecida-conduz-o-povo-a-cristo/ Fri, 13 Oct 2017 10:20:13 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48986 Todo o Brasil se engalanou para a grande festa. São 300 anos de bênçãos concedidas por Deus através do singelo símbolo. Uma pequena e graciosa imagem traduz algo mais que a simples aparência. Assim falam os símbolos. Como a aliança na mão dos casais ou a bandeira nacional que tremula sobre um mastro ou uma pequena nota de dinheiro que vale o que nela está estampado, os símbolos nos falam muito além do que a simples vista humana pode alcançar. Para entender os símbolos é necessário mais que apenas visualizá-los, é preciso contemplá-los com a alma. Como num ditado chinês que diz que o sábio aponta para a lua e o tolo olha a ponta do dedo, podemos cair no equívoco de parar com nossos olhos onde o símbolo ainda não chegou com toda a sua mensagem.

A devoção mariana marca a alma do povo brasileiro desde seu início. Através de imagens, Maria de Nazaré vem conduzindo-o para Cristo, e repetindo a cada gesto, o que aconteceu em Caná da Galileia, conforme narrativa de João (cf. Jo 2,1-12). Eis aí a fundamentação bíblica que explica toda a confiança que nossa gente deposita em Nossa Senhora Aparecida.  Foi no momento de apuro em Caná, que ela interveio em favor da família, suplicando a seu Filho solução. E ele a atendeu. O milagre que Deus faz através da intercessão da Mãe de seu Filho, Verbo Encarnado, continua na história através das mais variadas formas, inclusive por meio da devoção popular, pois grande é sua misericórdia e seu amor não conhece limites.

Ao lançar o Ano Mariano preparatório para a festa que culminou no dia 12 passado, o Presidente da CNBB, Cardeal Sérgio da Rocha, afirmava que este seria “um ano para celebrar, para comemorar, para louvar a Deus, mas também para reaprender com Nossa Senhora como seguir Jesus Cristo, como ser cristão hoje”. E prosseguiu: “Nós esperamos muito que o Ano Mariano possa ser de intensa evangelização com Maria, contando com a sua proteção, seguindo os seus exemplos, mas sendo essa Igreja em saída, essa Igreja misericordiosa, que a exemplo de Nossa Senhora vai ao encontro dos irmãos para compartilhar a alegria do Evangelho de Jesus Cristo, alegria da fé em Cristo”.

Escrevendo aos Bispos reunidos na XXXVI Assembleia da Conferência Episcopal Latino Americana, em maio passado, o Papa Francisco afirmou: “Em Aparecida, encontramos a dinâmica do povo fiel que se confessa pecador e salvo (…), um povo consciente de que suas redes, sua vida, está cheia de uma presença que o anima a não perder a esperança; uma presença que se esconde no cotidiano do lugar e das famílias, nestes silenciosos espaços em que o Espírito Santo continua apontando ao nosso Continente. Tudo isto nos apresenta o formoso ícone que a nós pastores convida a contemplar”.

O Papa Francisco valorizou a celebração e o amor do povo brasileiro a Nossa Senhora, com outros expressivos gestos. Concedeu indulgência plenária, durante o Ano Mariano, aos peregrinos do Santuário Nacional e das Paróquias a ela dedicadas, mandou edificar, nos jardins do Vaticano, monumento à Padroeira do Brasil, enviou mensagens, escreveu linda oração, mandou seu Legado para as celebrações e, por fim, ofereceu a Rosa de Ouro ao Santuário de Aparecida, prêmio raro e singular que a Santa Sé reserva para ocasiões muito especiais, tendo afirmado anteriormente, que “Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe”.

Com olhos fixos na Mãe do Senhor, o povo brasileiro prossegue seu caminho na construção de uma sociedade justa e fraterna, ouvindo de seus lábios, outra vez: “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2, 5).

Por Dom Gil Antônio Moreira – Arcebispo de Juiz de Fora

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300 anos da Padroeira do Brasil à luz da palavra do Papa Francisco https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/300-anos-da-padroeira-do-brasil-a-luz-da-palavra-do-papa-francisco/ Fri, 13 Oct 2017 08:19:49 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48982 Durante a maior parte do tempo de preparação para o jubileu de 300 anos do encontro imagem de Aparecida, os brasileiros acalentaram a expectativa da presença de o Papa Francisco conforme promessa feita por ele mesmo ao visitar o Santuário Nacional antes de iniciar a Jornada Mundial da Juventude no Rio de janeiro, em 2013.

Impossibilitado por razões estratégicas de suas viagens internacionais à América Latina, uma vez que outros países também reclamam sua presença, ele esclareceu, em 2016, que não poderia estar presente na festa de Aparecida. Ainda assim, em maio deste ano, por meio de carta dirigida aos bispos do Conselho Episcopal Latino-americano e Caribenho, por ocasião da celebração dos 10 anos da Conferência de Aparecida, ele fez uma profunda reflexão mostrando o significado e a importância da mensagem da festa deste 12 de outubro.

Em primeiro lugar, o Papa lembrou que desejaria voltar a Aparecida na companhia dos bispos mesmo que por meio de uma reflexão e que essa meditação “fosse também a vossa ‘visita’ aos pés da Mãe, a fim de que nos gere na esperança e tempere os nossos corações de filhos”. Para ele, “seria como ‘voltar para casa’, olhar, contemplar, mas sobretudo deixar-nos ver e encontrar por Aquele que nos amou primeiro”. E lembrou a celebração jubilar: “Há trezentos anos um grupo de pescadores saiu como sempre para lançar as redes. Saíram para trabalhar e foram surpreendidos por um achado que mudou os seus passos: no seu dia a dia foram encontrados por uma pequena imagem totalmente coberta de lama”.

Crescimento na fé e imersão no discipulado

Papa Francisco lembrou aos bispos que a imagem encontrada no Rio Paraíba do Sul, no interior de São Paulo” “era Nossa Senhora da Conceição, imagem que durante quinze anos permaneceu na casa de um deles, e os pescadores iam lá rezar e Ela ajudava-os a crescer na fé. Ainda hoje, trezentos anos depois, Nossa Senhora Aparecida faz-nos crescer, imergindo-nos num caminho discipular”.

“Ainda hoje, trezentos anos depois, Nossa Senhora Aparecida faz-nos crescer, imergindo-nos num caminho discipular” (Papa Francisco)

E esclareceu: “Aparecida é uma verdadeira escola de discipulado. E, a este propósito, gostaria de indicar três aspetos. O primeiro são os pescadores. Não eram muitos, mas um pequeno grupo de homens que todos os dias saíam para enfrentar o trabalho e desafiar a incerteza que o rio lhes reservava. Homens que conviviam com a insegurança de nunca saber qual teria sido o ‘lucro’ do dia; incerteza nada fácil de gerir quando se trata de levar a comida para casa, e sobretudo quando nessa casa há crianças que devem ser nutridas. Os pescadores são aqueles que conhecem pessoalmente a ambivalência que se cria entre a generosidade do rio e a agressividade das suas inundações. Homens acostumados a enfrentar as inclemências com um vigor e uma determinada santa ‘obstinação’ de quem todos os dias não deixa — porque não pode — de lançar as redes”.

“A corrupção, que arruína vidas, arremessando-as na mais extrema pobreza. Corrupção que destrói populações inteiras subjugando-as à precariedade. Corrupção que, como um câncer, corrói a vida diária do nosso povo”. (Papa Francisco)

O Papa prosseguiu na reflexão: “Esta imagem aproxima-nos do centro da vida de tantos nossos irmãos. Vejo rostos de pessoas que saem desde a alvorada até noite funda para ganhar a vida. E fazem isto com a insegurança de não saber qual será o resultado. E o que faz mais mal é que — quase sempre — saem para enfrentar a inclemência gerada por um dos pecados mais graves que flagela o nosso continente hoje: a corrupção, que arruína vidas, arremessando-as na mais extrema pobreza. Corrupção que destrói populações inteiras subjugando-as à precariedade. Corrupção que, como um câncer, corrói a vida diária do nosso povo. Eis então tantos nossos irmãos que, de modo admirável, saem para lutar e enfrentar os ‘transbordamentos’ de muitos… que não têm necessidade de sair. O segundo aspeto é a mãe. Maria conhece em primeira pessoa a vida dos seus filhos. Em crioulo ouso dizer: é uma madraza, uma boa mãe. Uma mãe atenta que acompanha a vida dos seus. Aparece onde ninguém a espera”.

No meio da lama

E o Papa chama atenção para uma particularidade da história de Nossa Senhora no Brasil: “Na história de Aparecida encontramo-la no meio do rio coberta de lama. Ali espera os seus filhos, ali está com os seus filhos no meio das suas lutas e buscas. Não tem medo de se imergir com eles nas vicissitudes, de se sujar para renovar a esperança: Maria aparece onde os pescadores lançam as redes, onde aqueles homens procuram ganhar a vida. Ela está lá. Por fim, o encontro. As redes não se enchem de peixes mas de uma presença que completou a vida dos pescadores e lhes deu a certeza de que nas suas tentativas, nas suas lutas, não estavam sozinhos. Era o encontro daqueles homens com Maria. Depois de a terem lavado e restaurado, levaram-na para casa onde permaneceu por muito tempo. Aquele lar, aquela casa, foi o lugar no qual os pescadores da região se encontravam com Maria. E aquela presença tornou-se comunidade, Igreja. As redes não se encheram de peixes, transformaram-se em comunidade. Em Aparecida encontramos a dinâmica do povo crente que se confessa pecador e salvo, um povo forte e obstinado, ciente de que as suas redes, a sua vida está cheia de uma presença que o encoraja a não perder a esperança; uma presença que se esconde no dia a dia dos lares e das famílias, nos espaços silenciosos onde o Espírito Santo continua a amparar o nosso continente. Tudo isso nos apresenta um bonito ícone que nós, pastores, somos convidados a contemplar”.

“As redes não se enchem de peixes mas de uma presença que completou a vida dos pescadores e lhes deu a certeza de que nas suas tentativas, nas suas lutas, não estavam sozinhos” (Papa Francisco)

Aparecida, depois de 300 anos, segundo o Papa Francisco, “não traz receitas, mas chaves, critérios, pequenas grandes certezas, para iluminar e, sobretudo, ‘acender’ o desejo de nos despir de todas as vestes inúteis e voltar às raízes, ao essencial, à atitude que plantou a fé nos inícios da Igreja e depois fez do nosso continente a terra da esperança”.  

E mais: “Aparecida só quer renovar a nossa esperança no meio de tantas ‘inclemências’”.  Ele diz ainda “A fé das mães e das avós que não sentem medo de se sujar para criar os próprios filhos. Sabem que o mundo no qual devem viver está infestado de injustiças, para onde quer que olhem e experimentam a carência e a fragilidade de uma sociedade que se fragmenta cada dia mais, no qual a impunidade da corrupção continua a ceifar vítimas e a desestabilizar as cidades. Não só sabem… vivem isto. E são o exemplo claro da segunda realidade que como pastores somos convidados a tornar nossa: não devemos ter medo de nos sujar pela nossa gente. Não devemos sentir medo da lama da história contanto que resgatemos e renovemos a esperança. Só pesca aquele que não tem medo de arriscar e de se comprometer pelos seus”.

Centrar em Jesus Cristo

O Papa lembra aos bispos latino-americanos que “para poder viver com esperança é fundamental que nos centremos de novo em Jesus Cristo que já habita no centro da nossa cultura e vem a nós sempre renovado. Ele é o centro. Esta certeza, e exorto, ajuda a nós pastores a centrar-nos de novo em Cristo e no seu Povo. Eles não são antagonistas. Contemplar Cristo no seu povo é aprender a descentrar-nos de nós mesmos para nos centrar no único Pastor. Centrar-nos de novo com Cristo no seu Povo é ter a coragem de ir às periferias do presente e do futuro confiando-nos à esperança que o Senhor continuará a estar presente e que a sua presença será fonte de vida em abundância”.

E registrou, mais uma vez, o que tinha escrito na Encíclica Evangelii gaudium (n. 49): “Prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças. Não quero uma Igreja preocupada com ser o centro, e que acaba presa num emaranhado de obsessões e procedimentos. Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida. Mais do que o temor de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos transformam em juízes implacáveis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta e Jesus repete-nos sem cessar: ‘Dai-lhes vós mesmos de comer’ (Mc 6, 37)”.

Lição final de Aparecida

Papa Francisco encerra sua mensagem aos bispos da América Latina reafirmando que todas essas realidades da evangelização encontradas na mensagem de Aparecida podem ajudar “a revelar a dimensão misericordiosa da maternidade da Igreja que, a exemplo de Aparecida, está entre os ‘rios e a lama da história’, acompanhando e encorajando a esperança a fim de que cada pessoa, onde quer que esteja, possa sentir-se em casa, filho amado, procurado e esperado. Este olhar, este diálogo com o povo fiel de Deus, oferece ao pastor duas atitudes muito bonitas para cultivar: a coragem para anunciar o Evangelho e a força para enfrentar as dificuldades e os dissabores que a mesma pregação provoca”.

“Que Maria, Nossa Senhora Aparecida, continue a guiar-nos para o seu Filho a fim de que os nossos povos n’Ele tenham vida… e em abundância” (Papa Francisco)

E o Papa finalizou: “Na medida em que nos envolvermos na vida do nosso povo fiel e tocarmos o fundo das suas feridas, poderemos olhar sem ‘filtros clericais’ para o rosto de Cristo, ir ao seu Evangelho para rezar, pensar, discernir e deixar-nos transformar, a partir do seu rosto, em pastores de esperança. Que Maria, Nossa Senhora Aparecida, continue a guiar-nos para o seu Filho a fim de que os nossos povos n’Ele tenham vida… e em abundância. E, por favor, peço-vos que não vos esqueçais de rezar por mim. Que Jesus vos abençoe e a Virgem Maria vos ampare”.

Por Canção Nova

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Mensagem do Papa e Missa Solene marcam Jubileu dos 300 anos de Aparecida https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/mensagem-do-papa-e-missa-solene-marcam-jubileu-dos-300-anos-de-aparecida/ Fri, 13 Oct 2017 07:41:48 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48980 Nesta quinta-feira, 12, Dia de Nossa Senhora Aparecida, milhares de fiéis se reuniram na Basílica Nacional de Aparecida (SP) para homenagear a Padroeira do Brasil.

O ponto alto do dia foi a Missa solene das 10h, presidida pelo enviado especial do Papa Francisco, Cardeal Giovanni Battista Re. Também concelebraram o Núncio Apostólico no Brasil, Giovanni d’Aniello, o Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, e muitos outros bispos e sacerdotes.

Mensagem do Papa

No início da celebração foi exibida uma videomensagem do Papa Francisco, em português, saudando e abençoando os fiéis que vivem o Ano Mariano e o Jubileu dos 300 anos. Ele lembrou que durante sua primeira viagem apostólica, em 2013, teve a graça de rezar aos pés de Nossa Senhora Aparecida. Naquela ocasião ele manifestou o desejo de estar presente no Ano Jubilar, mas não foi possível.

“Ainda que não esteja fisicamente presente, quero por meio da Rede Aparecida de Comunicação, manifestar meu carinho por este povo querido, devoto da Mãe de Jesus. O que deixo aqui são simples palavras, mas desejo que vocês recebam o meu fraterno abraço neste momento de festa”, disse o Papa.

E repetiu as palavras que disse na ocasião de sua visita ao Santuário Nacional: “aprendamos a conservar esperança, a deixar nos surpreender por Deus e viver na alegria, esperança querido povo brasileiro, é virtude que deve permear os corações dos que creem. Sobretudo, quando ao nosso redor temos situações de desespero que podem sem querer nos desanimar, não se deixem vencer pelo desanimo. Não se deixem vencer pelo desanimo! Confiem em Deus, confiem na intercessão de Nossa Senhora Aparecida, no Santuário de Aparecida e em cada coração devoto de Maria, que podemos tocar a esperança que se concretiza na vivencia da espiritualidade, na generosidade, na solidariedade, na perseverança, na fraternidade, na alegria, que por sua vez são valores que encontram sua raiz mais profunda na fé cristã. Veja a mensagem completa em vídeo aqui.

Na homilia, Dom Battista Re recordou a celebração dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, nas águas do Rio Paraíba, e destacou a crescente devoção que começou logo após a imagem ter sido encontrada.

“Carinhosamente chamada A Aparecida. O seu culto começou rapidamente a desenvolver-se, ganhando grande intensidade. Ao oratório primitivo ergueu-se outros templos, sempre maiores, até chegar a Basílica anterior, construída em 1908”.

Coração católico do Brasil

O cardeal lembrou ainda que em 1930 Nossa Senhora foi proclamada Rainha e Padroeira principal do Brasil, e com o aumento expressivo do número de peregrinos chegou-se à construção do santuário atual.

“Diante dele nos encontramos agora em oração (…) Neste Santuário Mariano sente-se pulsar o coração católico do Brasil. O amor e a devoção à Virgem Maria fazem parte da cultura latino-americana e são um elemento característico da religiosidade do povo brasileiro. É uma devoção profundamente enraizada nas almas, transmitida de geração em geração”, enfatizou.

Dom Battista Re destacou que ao longo destes 300 anos inúmeras pessoas e grupos oraram diante de Nossa Senhora Aparecida, buscando luz, apoio e conforto, sabendo que ao Seu olhar materno não escapa situação alguma de cada pessoa. “Incontáveis são ainda as pessoas que ajoelharam aqui aos pés da Mãe de Deus, com a alma oprimida por problemas e aflições. Levantando-se depois com a alma serena, e cantando os louvores da Virgem Maria”.

Recuperar os valores

O cardeal disse ainda que nestes tempos de avanços tecnológicos e conquistas espaciais, quando a ciência e a técnica estão atingindo metas cada vez maiores, o mundo corre o risco de se tornar menos humano. Frente à uma secularização que avança, o povo católico sente cada vez mais forte a necessidade da ajuda de Nossa Senhora Aparecida.

“Precisa de um renovado fervor mariano, para recuperar os valores que contam para um futuro mais justo, mais humano e mais cristão. Sem os valores morais e espirituais, o futuro não poderá ser bom”, destacou.

Intercessão de Maria

Dom Re afirmou que a Virgem Mãe diz hoje a cada um, através da liturgia desta solenidade, sobre seu poder materno de intercessão. “Se não tivesse convidado Jesus e sua mãe, aqueles noivos de Caná da Galileia teriam ficado mal (…) Mas com sua sensibilidade materna, Maria percebeu o contratempo que estava prestes a verificar-se e foi interceder junto a Jesus”.

Ele lembrou que, desde os primeiros séculos, os cristãos sempre viveram com confiança na intercessão e proteção da Virgem Mãe. “Elevada ao Céu, está perto de Deus, mas em nunca deixar de estar perto de nós. Trata-se de uma mediação orientada para o contínuo nascimento de Cristo nos corações e no mundo”.

Fidelidade ao Evangelho

Por fim, o cardeal lembrou que a mensagem que a Virgem Maria deixa aos fiéis nestes 300 anos de Aparecida é a mesma que ressoou em Caná da Galileia: “Fazei tudo o que Cristo vos disser”.

“Por outras palavras, sede verdadeiros discípulos-missionários de Jesus, prontos a fazer aquilo que Deus vos pede. O verdadeiro bem do homem e da mulher está em fazer a vontade de Deus, está em confiar em Deus. Isto quer ser um convite para recomeçar em Cristo, testemunhando os valores e ideais cristãos. Recomeçar em Cristo significa tomar Cristo como medida de tudo. Significa haurir de Cristo a coragem de que precisamos, tirar dele confiança e esperança para o futuro”.

Dom Battista Re afirmou que a mensagem que o mundo atual precisa dos cristãos é a fidelidade ao Evangelho, aos valores e ideais cristãos, que são o patrimônio mais precioso do Brasil.

“Cada um de nós se consagre à Mãe de Deus, consagrando-lhe nossa vida, com suas alegrias e tristezas, esperanças e problemas. Entreguemos à Nossa Senhora Aparecida todas as famílias do Brasil, implorando proteção e ajuda (…) confiemo-lhes também o futuro do Brasil”, concluiu.

Por Canção Nova

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Presidente da CNBB na conclusão do Ano Mariano e nos festejos de Aparecida https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/presidente-da-cnbb-na-conclusao-do-ano-mariano-e-nos-festejos-de-aparecida/ Wed, 11 Oct 2017 13:01:30 +0000 http://teste.toqueto.com/presidente-da-cnbb-na-conclusao-do-ano-mariano-e-nos-festejos-de-aparecida.html Cardeal Sergio da Rocha, presidente da CNBB, está em Aparecida e participa de vários momentos da programação de festa de Nossa Senhora Aparecida que também inclui o encerramento do Ano Nacional Mariano instituído pela Conferência para preparar o jubileu dos 300 anos do encontro da imagem no Rio Paraíba do Sul, em São Paulo.

Na manhã desta quarta-feira, 11 de outubro, o presidente da CNBB participou de celebração no Santuário Nacional. Antes de participar das atividades, em Aparecida, O presidente da CNBB fez um balanço do Ano Mariano e destacou seis frutos principais colhidos durante a caminhada feita pelas comunidades em todo o Brasil que se mobilizaram para celebrar o tricentenário da Padroeira:

Primeiro: “Houve maior conhecimento e divulgação da história do encontro da imagem de N. Sra. Aparecida e as suas implicações para a nossa vida, hoje. A recordação dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida ajudou a refletir sobre os sinais de Deus na nossa vida. Num momento de aflição, em que três pescadores necessitavam conseguir rapidamente uma pesca abundante, eles foram surpreendidos pela manifestação do amor de Deus, através de um sinal aparentemente simples e pequeno, a imagem de Nossa Senhora da Conceição, que eles guardaram piedosamente e passaram a venerar“.

“A recordação dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida ajudou a refletir sobre os sinais de Deus na nossa vida” (Cardeal Sergio da Rocha)

Segundo: “O Ano Mariano foi um tempo forte de oração e celebração. As celebrações marianas, ao longo do ano litúrgico foram mais valorizadas. O Ano Mariano tornou-se ocasião especial de ação de graças a Deus por Maria, com Maria e como ela fez. É importante, prolongar a vivência do Ano Mariano: valorizando o Magnificat, rezando com coração e os lábios de Maria Imaculada, Senhora Aparecida; com o rosário, contemplando a Jesus com os olhos de Maria”.

Terceiro: “Aconteceram muitas iniciativas que possibilitaram conhecer melhor Nossa Senhora, redescobrindo o retrato de Maria que se encontra nos Evangelhos e no ensinamento da Igreja. Foram palestras, encontros, cursos, artigos, que muito têm ajudado a cultivar uma autêntica devoção mariana, segundo os ensinamentos da Igreja“.

“É importante, prolongar a vivência do Ano Mariano: valorizando o Magnificat, rezando com coração e os lábios de Maria Imaculada, Senhora Aparecida.” (Cardeal Sergio da Rocha)

Quarto: “Tiveram lugar especial no Ano Mariano as peregrinações ao Santuário Nacional de Aparecida ou às igrejas dedicadas a Nossa Senhora Aparecida; demonstraram a alegria dos filhos por visitar a própria Mãe. Além disso, a visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida às Dioceses teve especial importância na animação da fé das pessoas e da vida das comunidades, mostrando a Mãe visitando os seus filhos. A visita da imagem às Dioceses mostrou o grande amor e devoção de nosso povo à Padroeira, trazendo esperança e paz para tanta gente sofrida“.

Quinto: “O fruto maior que esperamos que continue a se multiplicar tem sido aprender com Maria a seguir Jesus Cristo, a crescer na fé em Cristo, como verdadeiros discípulos missionários, participando da vida das nossas comunidades e servindo os irmãos mais sofredores. Assim como N. Sra. Aparecida veio ao encontro dos humildes pescadores, num momento de grande aflição, possamos sair ao encontro dos que mais sofrem para compartilhar com todos a alegria do Evangelho”.

Por CNBB

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Papa lembra N. Sra. de Aparecida e N. Sra. de Fátima https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-lembra-n-sra-de-aparecida-e-n-sra-de-fatima/ Wed, 11 Oct 2017 12:23:12 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-lembra-n-sra-de-aparecida-e-n-sra-de-fatima.html Ao saudar os peregrinos de língua portuguesa presentes na Praça São Pedro, o Papa Francisco recordou os 300 anos de Nossa Senhora Aparecida. O Papa interrompeu sua saudação para ouvir o cântico e a saudação dos brasileiros presentes em grande número na Audiência Geral desta quarta-feira:

“Saúdo todos os peregrinos do Brasil e de outros países de língua portuguesa, particularmente os diversos grupos de sacerdotes, religiosos e fiéis brasileiros residentes em Roma, que vieram a esta Audiência para dividir a alegria pelo jubileu dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida, cuja festa se celebra amanhã. A história dos pescadores que encontraram no Rio Paraíba do Sul o corpo e depois a cabeça da imagem de Nossa Senhora, e que foram em seguida unidos, nos lembra que neste momento difícil do Brasil, a Virgem Maria é um sinal que impulsiona para a unidade construída na solidariedade e na justiça. Que Deus lhes abençoe”.

100 anos das aparições em Fátima

Ao recordar que em 13 de outubro se conclui o centenário das últimas aparições marianas em Fátima, o Papa Francisco pediu que, especialmente neste mês de outubro, se reze o Santo Rosário pela paz no mundo:

“Na próxima sexta-feira, 13 de outubro, conclui-se o centenário das últimas aparições marianas em Fátima. Com o olhar voltado a Mãe do Senhor e Rainha das Missões, convido todos, especialmente neste mês de outubro, a rezar  o Santo Rosário pela intenção da paz no mundo. Possa a oração dissuadir os ânimos mais rebeldes, para que tirem a violência de seus corações, de suas palavras e de seus gestos, e construam comunidades não-violentas, que cuidem da casa comum. Nada é impossível se nos dirigimos a Deus na oração. Todos podemos ser construtores de paz”.

O Pontífice recordou que no mesmo dia recorre o Dia Internacional para a Redução dos Desastres Naturais:

“Renovo o meu premente apelo pela salvaguarda da criação, mediante uma sempre mais atenta tutela e cuidado pelo ambiente. Encorajo, neste sentido, as instituições e todos os que têm responsabilidade pública e social, a promover sempre mais uma cultura que tenha como objetivo a redução da exposição aos riscos e às calamidades naturais. As ações concretas, voltadas ao estudo e à defesa da casa comum, possam reduzir progressivamente os riscos para as populações mais vulneráveis”.

Por Redação, com Rádio Vaticano

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Enviado do Papa para os 300 anos de Nossa Senhora em Aparecida https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/enviado-do-papa-para-os-300-anos-de-nossa-senhora-em-aparecida/ Tue, 10 Oct 2017 14:37:17 +0000 http://teste.toqueto.com/enviado-do-papa-para-os-300-anos-de-nossa-senhora-em-aparecida.html O Prefeito emérito da Congregação para os Bispos e Presidente emérito da Pontifícia Comissão para a América Latina, Cardeal italiano Giovanni Battista Re, chegou a Aparecida na manhã de segunda-feira, 9 de outubro. O Cardeal é Legado Pontifício, representante da Santa Sé enviado pelo Papa Francisco, para as festividades do Jubileu dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida.

Dom Giovanni Battista Re foi recepcionado pelo Arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, pelo Arcebispo de São Paulo, Cardeal Dom Odilo Scherer, pelo reitor do Santuário, padre João Batista de Almeida, pelo ecônomo, padre Daniel Antônio, pelo prefeito de Igreja, padre Rodrigo Arnoso e diversos Missionários Redentoristas do convento do Santuário Nacional.

Essa será a segunda vez que o cardeal visita a cidade de Aparecida, em 2007, Dom Giovanni Battista Re foi o Presidente da V Conferência do Episcopado Latino-Americano.

“Com grande alegria estou retornando a Aparecida. Já estive aqui por ocasião da V Conferência do Episcopado Latino Americano. O que mais me impressionou foi a grande quantidade de peregrinos que vem ao Santuário. Retorno com particular alegria, pois vou representar o Papa Francisco. O Santo Padre que envia uma Rosa de Ouro como símbolo de seu amor a Nossa Senhora, assim como seu afeto ao povo brasileiro”, afirmou Cardeal Giovanni Battista Re.

Dom Giovanni Battista fez questão de passar pelo Nicho que abriga a imagem de Nossa Senhora Aparecida e rezar aos pés da Padroeira do Brasil.

O Cardeal participou da Novena Solene, na noite desta segunda-feira, em que apresentou a Rosa de Rosa de Ouro, presente do Papa Francisco ao Santuário Nacional, pelas comemorações dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida.

O Legado Pontifício ainda presidirá a missa das 9h, no dia 11 de outubro, e a Missa Solene, às 9h30, no dia 12 de outubro.

Cardeal Giovanni Battista Re

No Brasil a sua representação também aconteceu em 27 de fevereiro de 2011 na Dedicação solene da Catedral de Santa Maria Mãe de Deus em Castanhal, no Pará, enviado pelo papa Bento XVI.

Cardeal desde 2001, Dom Giovanni Battista Re renunciou em 2010, após alcançar o limite de idade previsto de 75 anos, aos cargos de Prefeito da Congregação para os Bispos e de Presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina, que ocupava desde 2000.

Em 2013, presidiu o Conclave que elegeu o Papa Francisco e atualmente, é o vice-Decano do Colégio de Cardeais.

Por CNBB, com A12

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Semana da Criança no Santuário Nacional alerta sobre trabalho infantil https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/semana-da-crianca-no-santuario-nacional-alerta-sobre-trabalho-infantil/ Tue, 10 Oct 2017 08:02:41 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48908 Começou ontem, segunda-feira, 9, a “Semana da Criança” no Santuário Nacional de Aparecida. A Semana traz um alerta sobre a necessidade da erradicação do trabalho infantil. Conscientização, celebração e recreação serão os três objetivos principais da campanha de acordo com o Superior Provincial dos Redentoristas de São Paulo e membro da Assessoria de Imprensa do Santuário, padre José Inácio Medeiros.

A iniciativa é idealizada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 15ª Região que faz parte do Programa de Combate ao Trabalho Infantil e Estímulo à Aprendizagem da Justiça do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho – Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região.

O primeiro objetivo, segundo o sacerdote, terá o envolvimento direto do TRT na elaboração e distribuição de panfletos, com abordagens voltadas integralmente para a conscientização. Pregadores e recursos de comunicação também abordarão o tema.

A celebração, projeto já iniciado pelo Santuário de acordo com padre José Inácio, reunirá escolas públicas e particulares das cidades de Aparecida, Roseira, Potim e Guaratinguetá, todas localizadas no interior de São Paulo. A proposta é a reunião de jovens e crianças na missa das 10h desta terça-feira, 10, que também será direcionada para a erradicação do trabalho infantil.

Com o objetivo de recreação, haverá brinquedos e atividades lúdicas para que as crianças possam comemorar o dia da Padroeira do Brasil e também o dia delas, com muita devoção e diversão.

O trabalho da campanha com os romeiros que visitarão a imagem de Nossa Senhora nesta semana de festa da Igreja no Brasil tem a intenção de multiplicar e replicar o tema por todo país. Segundo padre José Inácio, a intenção é que “as pessoas voltem para as suas comunidades e levem as ideias disseminadas”.

O sacerdote acrescenta que o Santuário oferece atividades de proteção e incentivo ao conhecimento religioso das crianças. Ele ressalta, porém, que é da família a missão principal de transmitir valores, a fé e a necessidade da busca por um encontro pessoal com Deus e amor fraterno a Maria, o que dará sentido à vida dos pequenos. “A fé mariana, nos momentos bons e ruins, coloca escala de valores na vida das pessoas”, finalizou o sacerdote.

Por Canção Nova

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Padres da Diocese de Uruaçu no Festival da Padroeira com Padres Cantores https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/igreja-diocesana/padres-da-diocese-de-uruacu-no-festival-da-padroeira-com-padres-cantores/ Mon, 09 Oct 2017 18:14:54 +0000 http://teste.toqueto.com/?p=48894
Neste ano em que se comemora os 300 anos da Mãe Aparecida, o Santuário Nacional está em festa. Além da programação religiosa, a Festa da Padroeira apresenta também atrações musicais e você acompanha todos os momentos pela TV Aparecida. No dia 10 de outubro, a partir das 20h30, assista ao Festival da Padroeira com os Padres Cantores, tendo a participação da cantora católica, Ziza Fernandes, e a apresentação do cantor Daniel.
Veja quais padres passarão pela tribuna Papa Bento XVI, no Santuário Nacional, para esse grande show em homenagem a Nossa Senhora Aparecida: Pe. Fábio de Melo, Pe. Marcos, Pe. Juarez, Pe. Joãozinho, Pe. Omar, Pe. Periquito, Pe. Delton Filho, Pe. Zezinho, Pe. Antonio Maria e Pe. Reginaldo Manzotti.
 A Diocese de Uruaçu se alegra por poder enviar dois sacerdotes de seu clero nesta linda homenagem à Mãe Aparecida.  Padre Júnior Periquito e Padre Delton Filho se apresentarão na noite do dia 10 de outubro, no Santuário Nacional.
Você pode acompanhar pela TV Aparecida e também com retransmissão simultânea pela rádio Coração Fiel (www.coracaofiel.com.br)
 
Assista ao vídeo de divulgação do evento:
Assista ao vídeo de divulgação do evento:

Pascom Diocesana

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Papa Francisco ofertará terceira Rosa de Ouro a Aparecida https://old.diocesedeuruacu.com.br/noticias/papa-francisco-ofertara-terceira-rosa-de-ouro-a-aparecida/ Mon, 09 Oct 2017 13:07:23 +0000 http://teste.toqueto.com/papa-francisco-ofertara-terceira-rosa-de-ouro-a-aparecida.html Na noite desta segunda-feira, 9, o Santuário Nacional receberá sua terceira Rosa de Ouro, enviada pelo Papa Francisco como expressão de seu amor e devoção a Nossa Senhora Aparecida.

O presente, que representa a particular estima do Pontífice por personalidades e Santuários insignes, será entregue pelo cardeal Giovanni Battista Re, representante do Santo Padre para as celebrações dos 300 anos do encontro da Imagem da Padroeira do Brasil. A cerimônia de recepção da Rosa acontecerá às 19h, durante o último dia do novenário.

O anúncio oficial foi realizado pelo arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, na noite deste sábado, 7. Diante de milhares de devotos que acompanhavam a Novena Solene no maior templo mariano do mundo, o religioso destacou a importância espiritual do presente pontifício. “A Rosa de Ouro simboliza o perfume das virtudes que nos santificam. Esperamos uma chuva de graças, de pétalas de rosas sobre o Brasil e o Santuário Nacional”, disse Brandes.

O artefato pesa cerca de um quilo e mede aproximadamente 50 centímetros. Apesar do pouco tamanho, o presente, quase milenar, carrega consigo uma grande história.

A primeira referência a este sinal é encontrada em um documento de 1049, emitido pelo Papa Leão IX. Neste período, a Rosa era abençoada no quarto domingo da Quaresma, quando a liturgia da Igreja Católica recorda a alegria. Com a reforma litúrgica empreendida pelo Concílio Vaticano II, o rito passou a ser simplificado e a entrega do símbolo passou a ser ainda mais rara.

Habitualmente, a Rosa de Ouro é entregue apenas uma vez no ano. Em 2017, porém, esta será a segunda vez que Francisco confere o presente, já que em maio deste ano, Bergoglio já havia presenteado o Santuário de Fátima com a insígnia.

Com este gesto, o chefe da Igreja Católica repete o ato realizado por Paulo VI e Bento XVI, que presentearam Nossa Senhora Aparecida com a Rosa de Ouro em 1967 e 2007 [veja-as na foto], respectivamente. Curiosamente, a primeira entrega aconteceu também por meio de um enviado pontifício, na celebração dos 250 anos do encontro da Imagem da Padroeira do Brasil. Já o Papa Ratzinger entregou o presente pessoalmente durante sua visita ao Santuário Nacional. Ambas estão conservadas no Museu Nossa Senhora Aparecida, na Torre do Santuário e podem ser visitadas pelo público.

Por Canção Nova

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